quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sem pressão

Guardiola, Bartomeu e Zubizarreta trabalham para reforçar o Barcelona sem gastar muito (getty images)

Reforçar o plantel, sim. À qualquer preço, não. Desde que chegou ao Barcelona, a mensagem de Guardiola a cada mercado é exatamente esta. Após a experiência negativa com o Ibrahimovic, contratação mais cara da história do Barcelona (45 milhões de euros + Eto'o), o trauma por jogadores caros aumentou. Pep, segundo a imprensa catalã, já recusou nomes como Benzema, Robinho, Özil, Mascherano - este teve que voltar atrás - e, recentemente, Neymar. Entretanto, Luis Alvaro, presidente do Santos, confirmou ontem que o Barcelona ofereceu sim uma proposta oficial pelo ídolo da Vila Belmiro.

Para a nova temporada, a ideia de Guardiola é reforçar a equipe com, no máximo, quatro jogadores. Estes, como vêm sendo especulado com força, seriam Cesc Fàbregas, Alexis Sánchez, Giuseppi Rossi e Javier Pastore/Kiko Femenia. No caso do chileno da Udinese e do jovem do Hércules, os respectivos presidentes de seus atuais clubes já confirmaram a transferência ao clube azulgrená, restando, apenas, a confirmação oficial do clube. Rossi parecia muito próximo do Barça, mas a pressão do empresário do jogador e o preço estabelecido pelo Villarreal teria feito com que a diretoria blaugrana, com o aval do treinador catalão, tivesse ficado insatisfeita em levá-lo à Catalunha. A experiência com um empresário chato (Mino Raiola, gerente de Ibrahimovic e Maxwell), que fica criticando frequentemente as atitudes do treinador, também foi um dos motivos para que, temporariamente, o Barcelona desistisse de Rossi para focar em outras contratações.

Contudo, mesmo Guardiola sendo bastante temerário quanto a economia do clube, isso não significa que o Barcelona irá desistir fácil de seus planos de contratações. O treinador já ratificou que está em sintonia absoluta com as decisões de Josep Maria Bartomeu e Andoni Zubizarreta, diretor esportivo do clube, encaminhados a pagar um preço definido pelos jogadores e não protagonizar um leilão. O caso Fàbregas é o mais comentado a cada mercado. Futebolista tido como essencial para uma equipe para Guardiola, os problemas são os mesmos dos verões passados: o capitão do Arsenal deseja regressar ao Barcelona (já reiterou seu desejo em entrevista ao site da Uefa) e o Arsène Wenger já até teria disposto a liberá-lo. Entretanto, a diretoria do clube londrino reclama que os 40 milhões de euros propostos pelo Barcelona não é o suficiente para levar a bandeira de seu clube de volta à sua terra natal.

Zubizarreta e Bartomeu estão cientes de todos os problemas econômicos do clube, que, através de seu presidente, confirmou que tem apenas 50 milhões de euros para gastar no mercado de verão. Além disso, seguir uma política de transferência semelhante à do rival da capital, que torra dinheiro em estrelas, nunca foi do estilo do Barcelona e de Guardiola. Portanto, mesmo que a torcida exerça uma pequena pressão para que a diretoria reforçe o plantel, subir alguns jogadores da base será, novamente, um "tapa-buraco" para o clube, que não promete fazer chover no mercado.

domingo, 26 de junho de 2011

A cereja do bolo

Excelente geração espanhola deixou boa imprensão na Euro Sub-21, coroada com o título invicto da competição (AS)

Após garantir a vaga nos Jogos Olímpicos de 2012, restava à Espanha a cereja do bolo: conquistar o título da competição após treze anos. Mantendo seu estilo e sem levar sustos como na semifinal, a Espanha não teve muita dificuldade para bater a Suiça por 2 a 0 e conquistar o tri-europeu da categoria sub-21. Após a decepção contra a Inglaterra, a euforia ante República Tcheca e Ucrânia, e o sofrimento ante a Bielorrúsia, a Roja não quis experimentar um novo tipo de ânimo frente a Suiça, seleção que chegava à final invicta e sem sofrer nenhum gol.

A seleção alpina chegava à final com múltiplas possibilidades de criar problemas à Espanha. Afinal, a base desta seleção, que promete dificultar a vida das principais seleções nas Olimpíadas, é a mesma que ganhou o Mundial Sub-17 em 2009. Porém, a qualidade espanhola praticamente anulou as peças-chaves da seleção suiça. Javi Martínez e Mata, primeiros jogadores da história da competição a ganhar a Copa do Mundo antes da Euro, lideraram uma equipe com bastante jogadores promissores: Thiago Alcântara, Muniain, Ander Herrera, Adrián López - artilheiro e eleito o melhor do torneio -, Montoya e Didac deixaram o campeonato com boas imprensões.

O título é uma premiação ao excelente trabalho de Luis Milla, que não ousou em mexer na equipe até achar o módulo e a escalação perfeita. O 4-4-2 - esquema muito priorizado pelo treinador - da fase eliminatória e da estreia do campeonato não deu certo na competição, e Milla optou por um compacto 4-2-3-1 que variava para um 4-1-4-1 nas jogadas de ataque. Com Ander Herrera dando equilíbrio no meio, uma linha de três letal formada por Mata, Thiago e Muniain e Adrián saindo-se muito bem como única referência na frente, a Fúria desempenhou o futebol mais bonito da Euro e mostrou que a geração campeão europeia e mundial está bem servida para as próximas copas. O corte de Canales, um dos principais jogadores da primeira fase, no final de contas, acabou não fazendo tanta falta, apesar da equipe perder um pouco no drible para ganhar mais na priorização da posse de bola com a entrada de mais um meio-campista (no caso, Muniain).

A final
A primeira chance real de gol aconteceu aos 29 minutos de jogo. Depois de receber um cruzamento, Xherdan Shaqiri pegou de primeira e mandou uma bomba contra as metas espanholas. David de Gea espalmou e a pelota foi para escanteio. A Espanha respondeu sete minutos depois, em uma boa finalização de fora da área de Thiago Alcântara. Mas a bola passou à direita do goleiro Yann Sommer. Aos 41 minutos, a Roja abriu o placar. Didac Villà cruzou na medida para Ander Herrera, que cabeceou e fez o primeiro gol da partida.

No segundo tempo, aos seis minutos, Innocent Emeghara ficou frente a frente de David de Gea. O suíço deu um chute fraco e rasteiro e o goleiro não teve dificuldades para segurar a bola. A Espanha tentou fazer o segundo gol, aos 17 minutos, em chute alto de Javi Martínez, depois que este recebeu de Thiago Alcântara. Os suíços quase igualaram o marcador aos 33. Shaqiri cobrou falta e Timm Klose cabeceou. A pelota passou a direita de David de Gea. Aos 36,' a Roja aumentou o marcador, em um golaço de Thiago Alcântara. O filho do ex-jogador Mazinho cobrou falta e não deu chance de defesa para o goleiro suíço.

Com 2 a 0 no placar final, a Espanha se sagrou tricampeã do Europeu sub-21. A Roja já tinha conquistado a competição em 1986 e 98. A Suíça, por outro lado, nunca tinha alcançado a final do sub-21.

sábado, 25 de junho de 2011

Jogadores Históricos: Fernando Hierro

Hierro chegou sob desconfiança no Real Madrid, mas logo tornou-se um dos maiores ídolos da história do clube (realmadrid.com)

Segurança. Era esse o sentimento compartilhado por quem atuava ao lado de Fernando Hierro. Sua dedicação aos clubes pelos quais passou era inegável, e o zagueiro fazia questão de demonstrá-lo em campo. Isso para a tristeza dos adversários, que não tinham vida nada fácil com ele por perto.

Nascido em Málaga, na Andaluzia, começou sua carreira no infantil do Vélez, pequeno clube da cidade que disputava torneios regionais. Depois, ingressou às divisões de base do Málaga, passando, primeiramente, pelo time B da equipe, o Atlético Malagueño. Em 1984, retornou ao Vélez porque não foi considerado suficientemente bom para a prática do futebol no Málaga. As comparações com seus irmãos, mais habilidosos que ele, não o fizeram bem. Contudo, tudo começou a ganhar novos rumos a partir de 1986: a pedido de Manolo Hierro, um de seus três irmãos, que militava no Valladolid, o clube pucelano o contratou. Sua estreia com a equipe principal dos violeta aconteceu em outubro de 1987, num confronto contra o Espanyol, vencido pelo Valladolid por 2 a 1.

Em 1988/99, disputou seu último jogo pelo Valladolid curiosamente contra o Real Madrid, clube que o contrataria um mês depois: a final da Copa do Rei, no La Cartuja, em Sevilla, ante os merengues, que venceram por 1 a 0 e levaram a taça. Em junho daquele ano, os blancos ofereceram 1,2 milhões de pesetas e tiraram o jovem Hierro do José Zorilla. Na capital, inicialmente fora utilizado como volante no 4-3-1-2 de Radomir Antic, mas pela ausência de zagueiros de confiança chegou a exercer essa função antes de se consolidar no posto de melhor zagueiro espanhol. Reserva na maioria do jogos, fechou a temporada com seu primeiro título de Liga Espanhola na carreira. O título foi o último do Real Madrid antes da hegemonia do Dream Team do Barcelona. Em 1989, foi convocado para a seleção principal espanhola pela primeira vez e estreou em um amistoso ante a Polônia, vencido pela Fúria por 1 a 0.

Após a temporada de estreia bem abaixo da média no Real Madrid, Antic viu que era protegendo a retaguarda blanca que Hierro mais se saia bem. E, em 1989/90, foi titular durante toda a campanha do vice espanhol e, de praxe, marcou sete gols em 37 jogos. Como resultado, foi convocado para a Copa do Mundo de 1990, ainda que não tenha disputado nenhuma partida e deixou o campeonato como uma "decepção", não pelo futebol apresentado, e sim pelo futebol não apresentado. O treinador Luis Suárez não deu nenhuma oportunidade a El Mariscal e viu a sua Roja ser eliminada pela antiga Iuguslávia nas oitavas-de-finais por 2 a 0.

Com a chegada de Jorge Valdano ao comando técnico merengue o futebol de Bubu ascendeu muito e ora ao lado de Manolo Sanchís, ora ao lado de Rafael Alkorta, formou uma dupla de zaga bastante sólida. Após ganhar quatro La Liga, duas Champions League e participar de mais uma Copa do Mundo, dessa como titular, assumiu a braçadeira de capitão da equipe de Chamartin após a aposentadoria de Sanchís.

Hierro será eternamente lembrado por ser o quinto jogador que mais vestiu a camisa do Real Madrid com 598 jogos, atrás apenas de Sanchís, Santillana, Raúl e Gento. Sua trajetória em Madrid se encerrou em 2003, após mais um título de Liga e Champions, quando acabou saindo para jogar no mundo árabe, no Al-Rayyan, do Catar, e posteriormente no Bolton, da Inglaterra, a convite de seu amigo e ex-companheiro de Real Madrid, Iván Campo. Pela seleção espanhola, jogou sua última copa em 2002, onde foi capitão e viu a seleção acabou ser injustamente eliminada pela Coreia após um erro gravíssimo do árbitro da partida. Pela Fúria, defendeu as cores roja em 89 partidas e marcou 29 gols.

Em 2005, um mês depois de anunciar sua aposentadoria dos gramados, foi homenageado pela diretoria merengue antes de um dérbi contra o Atlético de Madrid, onde realizou o pontapé inicial da partida e foi ovacionado por todo o Santiago Bernabéu. Em 2007, foi nomeado Diretor Esportivo da RFEF, cargo que ocupa até hoje.

Fernando Hierro
Nome completo: Fernando Ruiz Hierro.
Data de nascimento: 23 de março de 1968, em Velez, Málaga.
Posição: zagueiro.
Clubes: Velez, Atlético Malagueño, Valladolid, Real Madrid, Al-Rayyan e Bolton.
Títulos: 5 Campeonatos Espanhóis (1989/90, 1994/95, 1996/97, 2000/01, 2002/03), 1 Copa do Rei (1992/93), 4 Supercopas da Espanha (1990, 1993, 1997, 2001), 3 Liga dos Campeões da Uefa (1997/98, 1999/2000, 2001/02), 1 Supercopa da Uefa (2002), 2 Mundial de Interclubes (1998 e 2002), 1 Copa Emir de Catar (2003/04).

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Fúria olímpica

É festa: Espanha bate Bielorrúsia na prorrogação e, onze anos depois, garante vaga nas Olimpíadas (AS)


Custou mais que o previsto, mas a Espanha deu a volta por cima e assegurou a vaga para a final da Eurocopa Sub-21 e para os Jogos Olímpicos de Londres 2012. Onze anos após a última participação em uma Olimpíadas, quando acabou ganhando a medalha de prata após perder para Camarões na final, a Fúria está de volta a competição para tentar a segunda medalha de ouro de sua história (a primeira, em 1992, em Barcelona). Os comandados de Luis Milla começaram perdendo, mas Adrián, com gois gols, e Jeffren viraram para a roja.

Durante os primeiros 90 minutos, a Bielorrúsia dificultou muito a vida da fúria. No momento em que a Espanha jogava melhor, Voronkov acertou um belo chute para vencer De Gea e abrir o placar para os bielorrussos. Daí em diante, a Fúria teve que jogar com a paciência, uma das principais virtudes da seleção sub-21 no torneio. No segundo tempo, a Roja cresceu um pouco de produção. Contudo, não levava muito perigo às redes de Gutor devido a boa defesa da Bielorrúsia.

Para abrir mais o jogo e explorar os lados do campo, Luis Milla optou por sacar Muniain e Ander Herrera, bem abaixo da média na partida, para colocar em campo Jeffren e Capel nos flancos. Com isso, trocou o módulo espanhol para um 4-1-4-1, com Javi Martínez como único jogador atrás da linha de quatro. Jeffren, entretanto, parecia nervoso e entrou errando tudo que tentava. Didac, pela esquerda, deu boas opções ofensivas ao subir bastante e Mata começou a subir de produção.

Antes dos 40', Milla optou por uma nova troca e uma nova formação: Alvaro Domínguez deu vez a Bojan e a seleção espanhola mudou para um 3-1-4-2. Com mais um atacante com presença de área, Adrián passou a se movimentar mais na zaga adversária e cresceu na partida. Aos 43', o novo jogador do Atlético de Madrid recebeu de Jeffren e bateu firme para igualar o marcador e fazer Milla respirar aliviado.

Na prorrogação, a Bielorrúsia mostrou-se claramente cansada, e a Fúria aproveitou para selar a classificação à final. Jeffren e Capel passaram a participar mais da partida e Javi Martínez foi boa opção para o ataque. Aos 15 minutos do primeiro tempo extra, Diego Capel chutou de voleio e Adrián cabeceou e marcou o gol da virada. Jeffrén Suárez balançou as redes para os espanhóis aos oito do segundo tempo da prorrogação. O meia-atacante do Barcelona fez um golaço depois de pegar o rebote. Agora, a seleção de Luis Milla irá encarar a Suiça, que venceu seus quatro jogos na competição. Porém, a concentração na final fica para depois: após doze anos, a seleção espanhola está de volta aos Jogos Olímpicos.

A oportunidade de Bojan

Bojan foi do mais a menos no Barcelona e a transferência para a Roma de Luis Enrique pode ser sua grande oportunidade (reuters)

O ida de Bojan Krkic à Roma merece uma maior reflexão sobre o papel que exerce a cantera barcelonista. Está claro que o primeiro objetivo é formar jogadores capazes de triunfar no Camp Nou, mas a de reconhecer que isso não cabe a todos, pois o desafio é tão abundante que, sem oportunidades, muitos jovens acabam escolhendo por buscar seu futuro longe da Catalunha. A estrutura do futebol base de La Masia é uma fábrica de produzir talentos, mas em circustâncias normais o plantel A incorpora apenas um ou dois jogadores a cada temporada, sendo que, raramente, esse jogador se fixa na equipe titular, como Pedro na temporada 2009/2010.

Como consequência, as transferências dos jovens promissores para outros clubes é algo que a diretoria blaugrana já está acostumada. Buscando progressão, muitos canteranos ficam insatisfeitos no clube e o aval do presidente do Barcelona é sempre compreendido nesse tipo de situação. Porém, desde a saída de Cesc Fàbregas ao Arsenal, e a consequente briga do clube com o Arsenal para trazê-lo de volta a cada mercado, há o caso da opção de recompra. E é esse o caso de Bojan. Na última terça-feira, Walter Sabatini, diretor esportivo da Roma, confirmou a transferência do Principito ao principal clube da capital italiana, por 10 milhões de euros e a opção de recompra após duas temporadas. A também ida de Luis Enrique ao clube, onde será o novo treinador, acabou influenciando muito o jovem, pois o técnico preza pelo estilo semelhante ao de Guardiola. Portanto, é de se esperar que Bojan adapte-se com facilidade ao esquema de Luis Enrique. Em Roma, no entanto, o obstáculo será grande: Totti, Borriello, Vucinic e Menéz são alguns dos atacantes que El Principito irá "rivalizar" para ganhar uma vaga na equipe titular.

De olho em Aléxis Sanchez, da Udinese, a quem o Sport já diz que será jogador do Barcelona nesta noite, o dinheiro pela venda de Bojan caiu como uma luva. No início da semana, Sandro Rosell havia dito que o clube só teria 45 milhões de euros para gastar no mercado, preço que a Udinese está pedindo pela transferência do chileno. Os 10 milhões de euros conseguidos por Bojan, no caso, já é suficiente para que se concretize a ida de Sanchez ao clube azulgrená sem a necessidade de envolver Jeffren no negócio. Embora ainda não tenha nada confirmado, Marco Branca, diretor esportivo da Inter de Milão, que estava atrás do chileno, disse que houve uma negativa por parte do jogador devido à vontade de jogar no Barcelona.

No final das contas, acabou pesando para Bojan sua precocidade: aos 17 anos, promovido por Frank Rijkaard, já fazia parte do elenco A e, ao término da temporada 2007/2008, foi um dos responsáveis pela saída de Ronaldinho, que acabou promovido ao banco de reservas em dentrimento do garoto-prodígio. As comparações frequentes com grandes estrelas do futebol espanhol e a ascensão de Pedro na equipe titular também foram problemas. Desde que Josep Guardiola assumiu o comando da equipe, procurou, sempre que possível, promover Pedro à equipe A. No início, os aficionados culés chegaram a "protestar" contra o técnico por preferir Pedro à Bojan, que havia terminado a temporada anterior com saldo extremamente positivo com a torcida. Entretanto, não houve mais jeito: Pedro se fixou na equipe titular decidindo jogos importantes e decisivos, tornando-se o novo xodó da torcida culé.

Fato é que a estadia de Bojan no Barcelona acabou progredindo inversamente. Na temporada de estreia, surgiu como um meteoro, e marcou 11 vezes em 40 partidas, sendo que tornou-se o jogador mais jovem a marcar na Liga Espanhola trajando azulgrená e o segundo mais jovem a marcar na LC (17 anos e 22 dias). Em 2008/2009, anotou 7 vezes em 36 e foi o artilheiro da Copa do Rei ao lado de Lionel Messi conquistada pelo Barcelona. Na temporada seguinte, 12 vezes em 35. No total, e contando com a temporada passada, El Principito marcou 37 vezes em 148 encontros. Sem confiança e necessitando de mais minutos e gols, Bojan parte para a Roma com um "até breve". Tem apenas 20 anos e um mundo pela frente.

terça-feira, 21 de junho de 2011

A primeira glória

O onze inicial da final contra União Soviética. 47 anos atrás, a Espanha tornava-se campeã europeia pela primeira vez em sua história (marca)

Há exatos 47 anos, no dia 21 de junho de 1964, a seleção espanhola de futebol comemorava pela primeira vez em sua história um título. Após o quarto lugar na Copa do Mundo de 1950 no Brasil e o fracasso na Copa de 1962 no Chile, a Fúria, liderada por Luis Suárez, maior jogador espanhol de todos os tempos, Josep Maria Fusté, Franciso Gento e treinada por José Villalonga conquistou a Eurocopa em seu território após vencer a ex-URSS na final.

Aquela gereção mágica de 64 bateu na trave por várias vezes, mas mereceu o título europeu. Era composta por jogadores históricos e conquistou a Europa por merecimento. Conhecida por amarelar na hora H - estigma que caiu por terra abaixo após as conquistas da Euro de 2008 e da Copa do Mundo de 2010, a má sorte espanhola, como sempre definiu o povo espanhol, começou nessa época. No Mundial do Chile, em 1962, a Fúria chegou com status de favorito por ser a base do, à época, quase imbatível Real Madrid, que arrasava em solo europeu, mas caiu na primeira fase e viu o Brasil de Garrincha e Pelé, algoz na fase de grupos, levar a taça Jules Rimet.

Na Eurocopa de 64, o caminho começou sem sustos. Após eliminar com facilidade a Romênia por 6 a 0 na primeira fase, Irlanda do Norte, nas oitavas de finais, num agregado de 2 a 1, e Irlanda, nas quartas de finais, no agregado de 7 a 1, La Roja chegou até à fase semifinal, que, a partir de então, seria disputada na própria Espanha. A adversária da vez seria poderosa Hungria, que havia deixado para trás nomes fortíssimos como Alemanha Oriental e Inglaterra, que seria campeã mundial dois anos depois. Segundo os jornalistas espanhóis, a partida foi bastante mirrada, como o previsto. Num Santiago Bernabéu com mais de 80 mil espectadores, o 1 a 1 do tempo normal levou a um tempo extra de trinta minutos e, numa espécia de "Iniestazo", Amancio deu a vitória à Fúria aos 30 minutos da prorrogação. Na outra semifinal, no Camp Nou, a União Soviética bateu com facilidade a Dinamarca por 3 a 0.

Na final, o favoritismo foi dividido 50% para cada lado. Do lado soviético, a melhor defesa da competição com apenas dois gols sofridos desde a fase eliminatória e, de praxe, ainda contava com Lev Ivánovich Yashin, a Aranha Negra, o melhor goleiro da história do futebol (para alguns) protegendo as redes. "Como iremos derrotar esta seleção?", perguntavam os milhares de torcedores espanhóis presentes no Bernabéu. As técnicas de motivação ainda não era tão utilizada à época, e para reforçar a motivação dos jogadores, talvez, Villalonga tenha dito apenas um "vamos com tudo!".

A Espanha começou o jogo a mil e bastante ofensiva. Jesús Maria Pereda, que com quatro gols foi o artilheiro da competição, pôs a Roja à frente do marcador logo aos seis minutos. No entanto, a felicidade durou pouco, pois, aos oito minutos, Khusainov empatou a partida para os soviéticos. A tensão durou até aos 41 minutos do segundo tempo: Marcelino Martínez aproveitou assistência de Pereda e venceu Yashin para colocar seu nome na história do futebol espanhol e levar os mais de 80 mil torcedores presentes no estádio do Real Madrid à loucura. "Gol da Espanha; gol de Marcelino, senhores", anunciava eufórico o locutor do Bernabéu.

A Espanha era campeã europeia pela primeira vez em sua história. O segundo título demorou - e como: 44 anos depois, em 2008, na Áustria, a seleção espanhola capitaneada por Casillas e liderada por Xavi, Iniesta, Villa e Fernando Torres conquistava o bi-europeu após bater a Alemanha. Esse título, contudo, será relembrado em outra hora.

Onze inicial: Iribar; Rivilla, Calleja, Zoco, Olivella; Fusté, Amancio, Pereda, Martínez, Luis Súarez; Lapetra.


Os gols da final histórica no Santiago Bernabéu. Durante muitos anos, a assistência para o gol de Martínez foi creditada a Amancio, mas a TVE, 34 anos depois, revelou a verdade e creditou a Pereda. A confusão aconteceu porque o gol do título não foi filmado por nenhuma televisão e, numa espécia de montagem, colocaram uma assistência de Amancio para passar à Europa

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Avante

Melhor jogador da Eurocopa-Sub21 ao lado de Thiago, Mata marcou dois e deu mais uma assistência (reuters)

De forma tranquila, a seleção espanhola sub-21 venceu a Ucrânia por 3 a 0 e garantiu uma vaga na semifinal da Eurocopa da categoria. A vaga nas Olimpíadas de Londres 2012, no entanto, ainda não está garantida: devido a eliminação da Inglaterra, que perdeu para a República Tcheca, a Espanha ainda terá pela frente a seleção da Bielorrúsia para, se vencer, confirmar a classificação ao torneio. Ao término da fase de grupos, a seleção de Luis Milla termina na primeira colocação com sete pontos, duas vitórias e um empate.

Contra a Ucrânia, a Espanha voltou a jogar em alto estilo. Novamente escalada no 4-5-1, os espanhóis não suaram muito para chegas às redes ucraniana. O meio-campo foi o principal setor novamente e ratificou a ideia de que a seleção espanhola está muito bem servida nesta posição. Thiago brilhou, Muniain deu mais dinâmica, Javi Martínez fortaleceu, Ander Herrera deu um toque especial e Mata decidiu: foram dois gols e mais uma assistência para Adrián marcar, contabilizando sua terceira no torneio, líder máximo no quesito. O jogador do Valencia, junto com Thiago Alcântara, está brilhando na competição e, para muitos, já pode ser considerado o melhor jogador desta Euro.

A chave da seleção de Luis Milla é ser uma versão "light" da seleção principal. Aplicados, concentrados e velozes, La Rojinha é disparadamente a seleção favorita a conquistar a Euro Sub-21. Ontem, a Ucrânia, bastante inofensiva, sofreu nas mãos dos comandados de Milla. Um pouco sumido na primeira etapa, Thiago acordou no segundo tempo e mostrou ser bastante decisivo quando explorado. O segundo gol de Mata, de pênalti, teve participação do meia do Barcelona. Outro jogador das canteras do Barcelona que vem fazendo belo torneio é o zagueiro Montoya. Seguro e perigoso nos escanteios ou faltas cobradas para a área adversária, Montoya já vem sendo comparado com Piqué.

Mas nem todos estão satisfeitos nos vestiários. Bojan, reserva de Adrián, está ganhando poucos minutos e "reclamou" abertamente com Luis Milla. Em três partidas, Bojan disputou apenas 20 minutos, o suficiente para, em declarações ao Marca, dizer que "tem potencial e que poderia ser aproveitado mais". A Espanha, campeã europeia sub-21 em 1986 e 1998, caminha firme para o tricampeonato e, na quarta-feira, fará sua primeira final, contra a Bielorrúsia.

domingo, 19 de junho de 2011

Gregório Manzano no Atlético de Madrid

Manzano fez bons trabalhos em equipes pequenas como Valladolid, Mallorca, Rayo Vallecano e Racing Santander, mas fracassou no médio Sevilla. Agora, ele retorna ao Atlético de Madrid, disposto a colocar a equipe entre os grandes da Espanha novamente (EFE)


Há duas semanas, o Atlético de Madrid confirmou a contratação de Gregório Manzano para substituir Quique Sánchez Flores no comando técnico da equipe. Apesar de ser reconhecidamente conhecido como um bom motivador e trabalhar bem na parte psicológica de seus comandados, a contratação de Manzano não foi vista por bons olhos pelos aficionados colchoneros. Na última vez que treinou o Atléti, Manzano não foi bem. Chegou com a moral elevada após comandar o Mallorca campeão da Copa do Rei na temporada 2002-2003, mas foi um fracasso na capital. A equipe rojiblanca terminou em sétimo no campeonato espanhol, não conseguindo vaga na Copa da Uefa, e caiu nas quartas-de-finais da Copa do Rei, ao perder para o Sevilla num agregado de 6 a 1.

Gregório Manzano, ao contrário da maioria dos técnicos do futebol mundial, não foi jogador antes de se aventurar no futebol. Professor do IES Valle, em Jaén, e psicólogo, ingressou ao futebol em 1983. Após passagens bem sucedidas pelo Racing Santander, Rayo Vallecano e Valladolid, quando evitou a queda das três equipes para a Liga Adelante, El Professor - como é carinhosamente chamado - ficou conhecido como resucitador, pelo fato de pegar suas equipes em posições preocupantes e salvá-las do descenso.

Em 28 anos como treinador, porém, Manzano só ganhou um único título - a Copa del Rey com o Mallorca, citada acima. No clube balear, foi onde mais se identificou. Além da Copa, disputou duas Copa da Uefa e por pouco não conseguiu classificar a equipe à Champions League 2010/2011, quando perdeu a vaga para o Sevilla na última rodada. No Atlético de Madrid, terá a dura missão de fazer a equipe voltar a disputar títulos. Inicialmente, Manzano terá que conseguir uma vaga na Champions League, competição cujo o Atlético de Madrid participou pela última vez em 2008/2009. Seus primeiros dias em Manzanares estão sendo bastante conturbado: a diretoria está brigando para segurar Agüero, De Gea e Forlán. O staff do clube, no entanto, é a maior prioridade de Manzano no momento. O treinador já anunciou o nutricionista Antonio Escribano, muito badalado na Espanha, e corre atrás para contratar a psicóloga Patrícia Ramírez, que atualmente trabalha para Pepe Mel no Bétis.

Manzano costuma implantar em sua equipe o módulo 4-4-2 a rombo. O esquema conta com um meia mais próximo do ataque, fazendo a ligação entre os setores, e precisa de um jogador mais cerebral para exercer tal função, como foi com Borja Valero no Mallorca e Rakitic no Sevilla. No Atlético de Madrid, até o momento, os únicos jogadores capazes de jogar neste setor são Raúl García e Mário Suárez, além do canterano Koke, que deve ganhar mais minuto na nova temporada. Thiago Alcântara e Goucurff são nomes especulados para essa posição. A efetividade do sistema está na pressão constante sobre o adversário e na ocupação dos espaços do campo. Para isso, o bom condicionamento físico do time é essencial.

Apesar de já deixar bem claro que gostaria de contar com Agüero e Forlán, o técnico declarou não há nenhum problema em Agüero joga no Real Madrid desde que o clube lucre o máximo possível com isso. Segundo ele, é melhor ganhar mais para vê-lo jogando no rival do que receber menos dinheiro para que o jogador vá para outro clube. Não há garantia de que a escolha de Manzano para o comando do time é a certa, mas aposta pode ser boa sim. O ex-professor sabe o tamanho do Atlético de Madrid e carrega consigo uma mentalidade que falta ao clube há alguns anos. Passando por problemas internos com seu presidente e seu mandatário, Manzano chega ao clube querendo mudar o estilo, trabalhar mais com a base e na parte estrutural do Atlético de Madrid. O treinador terá tempo para se dedicar ao campeonato espanhol e o primeira passo é recolocar os colchoneros entre os grandes do futebol espanhol novamente. É esperar para ver.

Leia aqui (em espanhol) a entrevista de Gregório Manzano ao Marca.

sábado, 18 de junho de 2011

Craques da LFP: Mauro Silva

Mauro Silva fez parte do elenco do Deportivo por 13 anos e é um dos maiores ídolos da história do clube galego (IG)

Hoje em dia, é difícil imaginar que um jogador que só jogou em clubes pequenos ou médios seja chamado para vestir a amarelinha. A lista de Dunga para a Copa do Mundo provou isso. Todos os atletas convocados para a África do Sul já tiveram pelo menos uma passagem por um grande clube da Europa ou do Brasil. Em 1994, porém, um jogador com esse perfil conseguia se destacar internacionalmente e marcar presença na criticada lista de Carlos Alberto Parreira para a Copa do Mundo daquele ano. Era o volante Mauro Silva, revelado no Guarani, com passagem pelo Bragantino e que atuava pelo Deportivo La Coruña à época. Foi ele quem garantiu boa parde da solidez da defesa brasileira, um paredão que sofreu apenas três gols naquele Mundial. Em clubes, pode-se dizer que ele também foi um predestinado, pois fez parte do melhor momento da história de duas das três equipes que defendeu.

Em 1992, Mauro Silva partiu para o Deportivo La Coruña. Na época, o clube era chamado de “elevador”, por oscilar sempre entre subidas e descidas de divisão. O volante ajudou a inaugurar, junto com outros jogadores como Bebeto, Frán e Donato, uma nova era no Riazor. Na temporada 1993/94, o clube teve a melhor defesa da história da Liga Espanhola, com apenas 18 gols sofridos. Foi também a primeira vez que a equipe disputou uma competição internacional, a Copa da UEFA 1993/94. Na Liga Espanhola, o clube liderou até a última rodada, mas acabou perdendo o título para o Barcelona, que contava com Romário e Hristo Stoitchkov. Quase todas as glórias do Depor foram no tempo em que Mauro Silva esteve por lá.

Nos 13 anos em que Mauro atuou na Galícia, o clube obteve um título, um vice-campeonato, três terceiros lugares na Liga, uma Copa do Rei e uma Supercopa da Espanha. Agora chamado de Super Depor, boa parte da fanática torcida credita àquele time o respeito com o qual o clube passou a ser tratado. Ao todo, Mauro conquistou seis títulos no Riazor até 2005, quando anunciou sua aposentadoria. A maior das conquistas dele com o Depor foi o Campeonato Espanhol de 2000. Firme na defesa, o clube contava com Djalminha no meio-campo e o eficiente holandês Roy Makaay no ataque e garantiu a taça com 69 pontos, cinco a mais do que o todo poderoso Barcelona, de Louis van Gaal e Rivaldo.

Mais do que troféus, Mauro Silva conquistou respeito e admiração por onde passou. Em La Coruña, é reconhecido nas ruas e festejado por todos. Comprometido e empenhado desde os tempos do interior paulista, ele só lamenta não ter jogado no clube do coração, o São Paulo. Seu nome é uma homenagem ao ex-ponta tricolor Maurinho. "Sinceramente, eu sempre fui são-paulino e tive vontade jogar lá. Mas quando olho para trás levanto as mãos para o céu e agradeço. Nunca joguei em time grande, somente na seleção brasileira. Entretanto, onde joguei sempre conquistei títulos. No Deportivo, foram 13 anos com seis títulos, um time que nunca tinha conquistado nada. No Braga também foi assim. Trabalhei com Luxemburgo, Parreira, Ênio Andrade, Candinho... Tudo acabou saindo muito bem, ganhei uma copa. Foi tudo melhor do eu esperava. Queria ter jogado com a camisa do São Paulo, mas não deu", declarou em entrevista ao Globoesporte.com.

Mauro Silva
Nome completo: Mauro da Silva Gomes
Data de nascimento: 12/01/1968
Local de nascimento: São Bernardo do Campo, São Paulo
Clubes que defendeu: Guarani, Bragantino e Deportivo La Coruña
Títulos: Campeonato Paulista de 1990, Liga BBVA 1999-2000, Copa del Rey 1995-1996 e 2001-2002, Supercopa da Espanha de 1996, 2000 e 2002, Copa do Mundo de 1994 e Copa América de 1997.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Mais tranquilo

Agora sim: com Mata mais efetivo do na estreia e dois gols de Adrián López, a seleção espanhola sub-21 venceu e está a um empate das Olimpíadas de Londres 2012 (getty images)

Após o empate na estreia e a certa decepção pelo futebol não apresentado, a Espanha conseguiu seus três primeiros pontos na Eurocopa Sub-21. Contra a República Tcheca, que ainda não havia perdido nenhuma partida desde a fase eliminatórias, a seleção de Luis Milla animou e, ao contrário da partida contra os ingleses, o ataque mostrou uma enorme evolução. Com Muniain no lugar de Jeffren, a seleção ganhou mais velocidade e drible pelo lado esquerdo do campo e o 4-5-1, com Mata, Thiago e Muniain auxiliando Adrián López, deu certo. A pressão por um retumbante fracasso na competição caiu por água abaixo após o jogo, já que, no momento, um simples empate diante da Ucrânia na última rodada classifica a seleção espanhola.

Com uma única mudança em relação à estreia, a Espanha mostrou desde o início sua proposta de jogo: ter a posse de bola e não deixar o adversário respirar na partida. Escalada na 4-1-4-1, a República Tcheca pouco ameaçou a meta de De Gea, que pela segunda vez consecutiva não teve que se esforçar muito. O meio-campo formado por Javi Martínez, Ander Herrera, Thiago Alcântara e Mata deu muito certo e tomou conta da partida. Com 62% da posse de bola, destaque para a entrada de Muniain na equipe titular, dando mais mobilidade à equipe. Mata, um pouco exausto na estreia, esteve mais solto hoje e provou a condição de maestro desta equipe: deu duas excelentes assistências para os tentos de Adrián López e já vem sendo alcunhado pela imprensa espanhola de "Iniesta da Sub-21".

Javi Martínez, que, junto com Mata, esteve no título mundial da seleção principal na África do Sul, voltou a se destacar na volância. Por ali, anulou Moravek, principal armador da seleção tcheca. Ander Herrera, que teve uma notável estreia, voltou a ter destaque, aliando a elegância com a dura marcação. Na defesa, bela partida de Álvaro Domínguez, que teve a dura missão de marcar Pekhart, maior artilheiro da história da seleção de base da República Tcheca, e Didac, que mostrou um belo físico ao participar frequentemente das jogadas de ataque e ajudar na marcação. Com 2 a 0, Milla promoveu as entradas de Diego Capel e Parejo nos lugares de Muniain e Adrián. Sem um atacante de referência, a Fúria passou a inoperar os ataques, mas, com a posse de bola, não sofreu muito com os tchecos.

Com a vitória e precisando apenas de um empate para confirmar a classificação à final e à Olimpíadas de Londres, a tranquilidade voltou ao ambiente rojo. O pessimismo até exagerado após o jogo contra a Inglaterra se desapareceu por completo e a boa notícia foi que os pendurados Thiago e Ander Herrera, dois dos principais jogadores da seleção na Eurocopa, não receberam cartão amarelo, tendo participação confirmada para o jogo contra a Ucrânia. A partida acontece no sábado, 18, às 15h45, horário de brasília. No outro jogo do grupo, ingleses e ucranianos ficaram no 0 a 0.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Amargo no final

Thiago Alcântara foi eleito o melhor em campo pela Uefa, mas não evitou o empate da seleção espanhola na estreia na Eurocopa Sub-21 (getty images)

A Espanha Sub-21 estreou ontem na Eurocopa da categoria, que dá três vagas para as Olimpíadas de Londres, em 2012, contra a Inglaterra. Apesar de não ter jogado muito bem, a seleção de Luis Milla teve o controle de jogo durante boa parte dos noventa minutos, mas, em um descuido da zaga, acabou sofrendo o empate no final com gol deWelbeck. O próximo compromisso é na quarta-feira (15) contra a República Tcheca. Possivelmente, a equipe entrará pressionada por uma vitória, já que um possível revés a colocaria a um passo da eliminação.

Como previsto, o 4-3-3 especulado pela imprensa espanhola antes da partida tornou-se um 4-4-2, com Mata exercendo a função que costuma desempenhar no Valencia. Com liberdade para jogar, no entanto, o meio-campista sentiu um pouco o cansaço de fim de temporada, levando perigo às redes Fielding apenas em alguns lampejos. Javi Martínez, jogando no lugar de Busquets, que está com a seleção principal, foi bem na proteção a zaga, formada por Botía e Álvaro Domínguez. Tocando bem a bola, a Espanha chegava ao ataque e teve algumas chances depois do gol, em tentativas de penetração pelo meio. O sistema defensivo da Inglaterra conseguiu impedir os espanhóis de criarem chances claras. Sobre o tento, polêmica. Em um escanteio, a bola foi desviada para a segunda trave e Ander Herrera tocou para o gol. O replay mostrou que ele usou a mão no lance, irritando os jogadores da seleção inglesa

Adrián e Jeffren, a dupla de ataque, não se saíram bem. O barcelonista, não muito acostumado a jogar de segundo atacante, foi anulado por Betrand, enquanto Adrián, jogando de referência, foi peça-nula no ataque. O resultado dessas falsas mesclas se traduziu em uma escasses preocupante de ocasiões e profundidade. Faltou para a seleção espanhola mais pegada e, para isso, Canales, que foi cortado, fez falta. Seguros na defesa, os ingleses passaram a ter mais volume ofensivo. Chegando muito pelos lados do campo, o English Team teve duas chances pela esquerda com Danny Rose. O atacante Daniel Sturridge também teve boa chance antes do apito do intervalo.

Depois de terminar o primeiro tempo pressionando a Espanha, a Inglaterra voltou do intervalo cadenciando o jogo. Pouco conseguiu chegar à frente. A Espanha, aos poucos, passou a dominar a posse de bola. Muito por causa do bom futebol apresentado por Ander Herrera. Incansável, o novo jogador do Athletic Bilbao domou o meio-campo inglês, jogando um pouco mais atrasado do que de costume. Extremo direito no 4-2-3-1 do Zaragoza, Ander desempenhou papel à Borja Valero no Villarreal (ajudando na marcação e participando das armações das jogadas). Ao lado de Thiago Alcântara, que foi eleito o melhor em campo pela Uefa, e Didac Villà, que, mal aproveitado pelo Milan, confirmou sua volta ao Espanyol seis meses depois de sua saída, foram os que tiveram estreias aprovadas. Aos 43' do segundo tempo, Kyle Walker fez uma grande jogada pela direita, tocou para Danny Welbeck sozinho dentro da área tocar, colocado, no canto baixo do goleiro e sair para comemorar: 1 a 1.

Milla sabe que tem problema para escalar o ataque: no segundo tempo, promoveu as entradas de Dani Parejo e Bojan nos lugares de Jeffren e Adrian e o setor continuou improdutivo. Parejo, que foi confirmado no Valencia, também foi improvisado como segundo atacante. Diego Capel, opção no banco para a posição, acabou entrando mais recuado como de costume e confirmou a enrolada estreia de Luis Milla na Euro. Como disse Fran Villalobos para o Marca, "o técnico espanhol tem um trabalho pela frente para dar um onze inicial seguro para a seleção, caso não queira ter férias antes do desejado".

Balanço Final: Os melhores da Liga BBVA 2010/2011

Titulares: Víctor Valdés; Daniel Alves, Piqué, Ricardo Carvalho, Marcelo; Busquets, Rakitic, Iniesta; Messi, Agüero, Cristiano Ronaldo. Técnico: José Mourinho. Nestes nomes, está o que o campeonato espanhol viu de melhor em termos de jogadores durante suas 38 rodadas. A equipe do Quatro Tiempos votou para eleger a seleção da temporada recém-finalizada da Liga BBVA, com direito a seleção àqueles que surpreenderam. Confira cada um deles, nome a nome, na última matéria da série Balanço Final. Boa leitura.

Víctor Valdés fez mais uma excelente temporada e, de praxe, garantiu seu terceiro Troféu Zamora consecutivo (getty images)

Víctor Valdés (Barcelona)
Jogos: 32
Gols sofridos: 16
Cartões: 6
Melhor partida: Barcelona 2-1 Valencia, 7ª rodada
Sempre taxado de frangueiro, Valdés vive o melhor momento de sua carreira. A temporada segura do goleiro campeão mundial já o fazem como goleiro de nível mundial. Se, antes, a cada fim de temporada aumentavam as especulações em torno de um possível contratação do Barcelona para o gol, hoje isso praticamente não é especulado: Valdés sofreu apenas 16 gols na Liga BBVA e, pela terceira vez consecutiva, garantiu o troféu Zamora, de melhor goleiro. Não à toa, o goleiro vem sendo apelidado de "Valdeus". Menções honrosas a De Gea (Atlético de Madrid), Guaita (Valencia), Casillas (Real Madrid) e Javi Varas (Sevilla).

Daniel Alves (Barcelona)
Jogos: 35
Gols: 2
Assistências: 15
Cartões: 10 amarelos
Melhor partida: Barcelona 2-1 Athletic Bilbao, 24ª rodada
O início de temporada de Daniel Alves não foi bom, mas logo o ex-jogador do Sevilla se recuperou para se confirmar como um dos pilares do já histórico time de Josep Guardiola. Em sua terceira temporada como blaugrana, esbanjou uma eficiência defensiva até então desconhecida. Ofensivamente, também brilhou: foi o segundo maior passador da equipe na temporada, sendo responsável por 45% dos gols de Messi na temporada. Passou para trás seus concorrentes pelo posto, bem menos brilhante, Bruno (Valencia), Ángel López (Villarreal) e Iraola (Athletic Bilbao)

Gerard Piqué (Barcelona)
Jogos: 31
Gols: 3
Assistências: 1
Cartões: 11 amarelos, 1 vermelho
Melhor partida: Barcelona 5-0 Real Madrid, 13ª rodada
Após uma temporada ruim, Piqué voltou a mostrar por que veio para o Barcelona. Seguro, bom no jogo aéreo e raramente estabanado, o canterano formou ora com Abidal, ora com Puyol e ora com Mascherano uma dupla de zaga sólida. Titular absoluto desde sua volta a Barcelona, o catalão só ficou de fora quando esteve suspenso ou lesionado. Nos duelos contra o Real Madrid, anulou Benzema e Adebayor, além colocar Rooney "no bolso" na final da Champions.

Ricardo Carvalho (Real Madrid)
Jogos: 33
Gols: 3
Assistências: -
Cartões: 13 amarelos, 2 vermelhos
Melhor partida: Real Madrid 2-0 Atlético de Madrid, 10ª rodada
Homem de confiança de Mourinho na maioria dos clubes do português, Ricardo Carvalho foi anunciado surprendentemente. Mostrando uma segurança invejável no setor esquerdo da zaga madridista, Ricardo Carvalho fez uma de suas melhores temporadas na carreira. Desta vez, praticamente não sofreu com problemas físicos e foi eficiente por cima e por baixo, funcionando como referência para as linhas de marcação. E chegando mais "firme", quando necessário. Se antes o Real Madrid pecava por não ter um zagueiro de segurança em seu elenco, com Ricardo Carvalho a história é outra.

Mais maduro defensivamente, Marcelo foi o autor de uma excelente temporada e, muitas das vezes, é taxado de melhor lateral esquerdo do mundo (AP Photo)

Marcelo (Real Madrid)
Jogos: 32
Gols: 6
Assistências: 4
Cartões: 6 amarelos
Melhor partida: Real Madrid 1-0 Espanyol, 23ª rodada
A temporada foi carente de laterais esquerdos, mas Marcelo foi soberano na posição e, dificilmente, não estaria presente nesta lista. Mathieu (Valencia) e Abidal (Barcelona), enquanto apto, chegaram a incomodar, mas o brasileiro fez sua melhor temporada desde que saiu do Fluminense. Maduro defensivamente e sempre ajudando nas jogadas ofensivas merengues pelo lado esquerdo, Marcelo foi fundamental na caminhada que botou o Real Madrid para bater de frente com o Barcelona pelo título da Liga e da Liga dos Campeões. Segundo Mourinho, foi o jogador que mais cresceu com sua chegada a Chamartín.

Sergio Busquets (Barcelona)
Jogos: 28
Gols: 1
Assistências: 1
Cartões: 4 amarelos
Melhor partida: Barcelona 5-0 Real Madrid, 13ª rodada
O canterano encarnou com perfeição a figura de regente do meio-campo de um time bem encaixado e que presa bastante a posse de bola. Com Xavi e Iniesta sempre a seu lado, Busquets já não mostra mais os erros de início de carreira e é titular certo da equipe de Josep Guardiola e da seleção de Vicente Del Bosque. Bom para a torcida do Barcelona, que viu mais um canterano se consolidar a nível mundial e mal sentiu a falta de Yaya Touré

Iván Rakitic (Sevilla)
Jogos: 13
Gols: 6
Assistências: 4
Cartões: 1 amarelo
Melhor partida: Valencia 0-1 Sevilla, 29ª rodada
Ivan Rakitic era o fantasista que o Sevilla precisava. Grande decepção no primeiro turno, a começar pela eliminação precoce na fase pré da Champions, os sevillistas redimesionaram sua temporada após a chegada do croata. Passador e organizador, Rakitic começou sendo utilizado pelos lados do campo, mas subiu demais de produção quando passou a jogar de enganche no 4-4-2 de Gregório Manzano. Fazendo a ligação com o ataque, tornou-se essencial para um Sevilla que parecia morto. Bate bem pro gol de fora da área, fáz ótimos passes de média distância, finta bem, enxerga o jogo com raro talento.

Iniesta venceu a luta contra as lesões e foi peça-chave no tricampeonato do Barcelona (getty images)

Andrés Iniesta (Barcelona)
Jogos: 34
Gols: 8
Assistências: 1
Cartões: 1 amarelo
Melhor partida: Espanyol 1-5 Barcelona, 16ª rodada
Após decidir a Copa do Mundo, Iniesta pela frente um único adversário: as lesões. E, para sorte da torcida do Barcelona, ele as venceu e conseguiu completar uma temporada sem sofrer uma lesão séria. Muito por causa disso, foi eleito por Guardiola a contratação da temporada. Fato é que Iniesta adquiriu um enorme protagonismo com Guardiola e com os aficionados. Ovacionado em qualquer estádio por onde passa, por questões óbvias, o meio-campista é adorado por todos e por isso houve uma maior comoção após "perder" o rótulo de melhor do mundo para Messi. Apesar de apenas uma assistência, Iniesta foi responsável por, na maioria das vezes, quebrar alguma retranca com seus dribles ou iniciar uma jogada de gol. Por isso chega à seleção, deixando para trás nomes como Xavi (Barcelona), Özil (Real Madrid), Di María (Real Madrid), Borja Valero (Villarreal), Mata (Valencia), Xabi Prieto (Real Sociedad) e Cazorla (Villarreal).

Lionel Messi (Barcelona)
Jogos: 33
Gols: 31
Assistências: 18
Cartões: 3 amarelos
Melhor partida: Barcelona 3-0 Atlético de Madrid, 22ª rodada
Gênio. Não há outra palavra para definir melhor Lionel Messi. Dono de 53 gols na temporada e 23 assistências, ninguém foi tão decisivo como Messi na temporada espanhola, europeia e mundial. Desde a saída de Eto'o, em julho de 2009, La Pulga se consolidou no posto de ser o homem-gol do time. Ibrahimovic e Villa foram contratados para exercer essa função, mas o argentino, ano após ano, não para de marcar. Ainda que o tempo seja um adversário de respeito, ele já é o grande candidato a levar para casa mais uma Bola de Ouro, em janeiro.

Sergio Agüero (Atlético de Madrid)
Jogos: 32
Gols: 20
Assistências: 2
Cartões: 6 amarelos
Melhor partida: Real Sociedad 2-4 Atlético de Madrid, 12ª rodada
Os números de Agüero falam por si só. Responsável por 20 dos 62 gols do Atléti na temporada, Kun desempenhou papel importante no ataque rojiblanco, com a "crise" de Forlán. Seja isolado no 4-3-2-1 ou com um companheiro no 4-4-2, Agüero não parou de decidir. Se não fez chover em Manzanares, foi questão de detalhe.

Cristiano Ronaldo (Real Madrid)
Jogos: 34
Gols: 40
Assistências: 9
Cartões: 2
Melhor partida: Real Madrid 4-2 Villarreal, 18ª rodada
Regular na temporada inteira, o gajo foi o motor do Real Madrid desde as primeiras rodadas do campeonato e, polivalente, atuou em quase todas as funções do meio para frente - chegando a ser escalado como falso nove em alguns jogos de janeiro. Com 53 gols na temporada, sendo 40 na Liga (maior artilheiro da história da LFP), Ronaldo, de praxe, ainda decidiu a Copa do Rei ante o Barcelona. Já são 86 gols em 89 partidas trajando blanco. O trio de frente do ataque deixou para trás nomes como Negredo (Sevilla), Rossi (Villarreal), Nilmar (Villarreal), Soldado (Valencia), Villa (Barcelona), Caicedo (Levante) e Pedro (Barcelona).

"Minhas equipes só são vencedoras em minha segunda temporada." A torcida merengue espera que isso aconteça (getty images)

José Mourinho (Real Madrid)
Num Real Madrid em queda livre após mais um fracasso em Champions League e novamente batido pelo Barcelona mesmo com a versão 2 dos galáticos, Mourinho chegou inspirando confiança. Estruturou o Real Madrid no 4-2-3-1, formou uma zaga sólida e uma equipe mortal no contra-ataque. Mesmo com o novo sucesso do Barcelona, a temporada merengue acabou com a sensação de que a hegemonia blaugrana pode estar chegando ao fim: em cinco duelos contra o Barcelona, à exceção da sacolada no primeiro turno, o Real Madrid mostrou ser capaz de segurar os blaugrana e ainda foi campeão da Copa do Rei contra os arquirrivais. Mou não demorou a entrar no ambiente do clube e soube esconder sua equipe de uma imprensa que havia se mostrado nociva nas últimas temporadas, mostrando um bom desprendimento com jornalistas mais durões.

O 11 surpresa (oficial da UEFA): Guaita; Mario Gaspar, Borja Ekisa, Musacchio; Javi Márquez, Giovanni dos Santos, Griezmann, Júlio Baptista; Muniain, Caicedo, Rondón. Técnico: Luis García Plaza.
Melhor jogador: Lionel Messi (Barcelona)
Melhor jovem: Griezmann (Real Sociedad)
Melhor contratação: Júlio Baptista (Málaga)
Pior contratação: Cicinho (Villarreal)
Melhor espanhol: Andrés Iniesta (Barcelona)
Melhor brasileiro: Daniel Alves (Barcelona)

Balanço Final: As 15 revelações da temporada 2010/2011

Griezmann e Thiago Alcântara foram duas gratas revelações da temporada 2010/2011 (reuters)

Texto de Dassler Marques, originalmente para o site Olheiros

Poucos atacantes, mas uma boa dose de defensores. Assim pode ser resumida a lista de revelações do Campeonato Espanhol 2010/2011, que se encerrou no último fim de semana. Nomes como Jordi Amat, do Espanyol, Musacchio e Mario, do Villarreal, e Jon Aurtenetxe, do Athletic Bilbao, tomaram para si o protagonismo entre as novidades da temporada que teve mais um título do Barcelona.

O Barcelona, aliás, revelou aquém de suas expectativas, com Guardiola mais uma vez preferindo trabalhar com um elenco enxuto e entrosado. A exceção foi Thiago Alcântara, que sobretudo no returno conseguiu espaço, e deve ter sua progressão observada mais de perto. Do outro lado da Espanha, as coisas seguem como sempre: nesta quarta edição das 15 revelações do Campeonato Espanhol, o Real Madrid segue sem ter um nome sequer a apresentar.

Se os madrilenos não cumprem seu papel, o Olheiros segue fazendo sua parte. Abaixo, confira mais de cada uma das 15 revelações. De espanhóis genuínos, como Koke, a estrangeiros como o francês Antoine Griezmann, da Real Sociedad. Veja a lista:

Nome: Jon Aurtenetxe
Idade: 19 anos
Posição: zagueiro e lateral esquerdo
Clube: Athletic Bilbao
Em junho de 2010, Aurtenetxe estava em campo na conquista da Copa do Rei Juvenil com o Athletic Bilbao. Vice-campeão mundial sub-17 em 2009, era escolha da equipe principal mesmo com só 18 anos até então, alternando na zaga e na lateral esquerda. Sua progressão foi prejudicada por conta de uma grave luxação no ombro, mas os bilbaínos, que arrancaram uma incrível quinta posição, já têm a certeza de que possuem um defensor de ótimo futuro.

Nome: José Luis Recio
Idade: 20 anos
Posição: volante
Clube: Málaga
Lançado durante o Campeonato Espanhol, Recio fez sua estreia como profissional em novembro de 2010. Naquela altura, Manuel Pellegrini já havia assumido o barco deixado por Jesualdo Ferreira, e apostou no jovem volante para ajudar na reconstrução da equipe. Titular durante a guinada do returno que teve Júlio Baptista como protagonista, ele ganhou contrato até 2015. É elegível para o Mundial Sub-20.

Nome: Juanmi López
Idade: 18 anos
Posição: atacante
Clube: Málaga
Juanmi é um quebrador de recordes por sua precocidade: lançado com 16 anos no Málaga, se tornou o mais jovem debutante da história do clube. Ao marcar duas vezes pelo Campeonato Espanhol, também se tornou o mais jovem autor de uma dobradinha na história da competição. Reserva na maior parte de sua primeira temporada de verdade entre os profissionais, conseguiu quatro gols e mostrou que tem muito futuro. É apenas um /93.

Volante com características de armador, Koke mostrou grande personalidade em sua estreia na equipe principal do Atlético de Madrid (AS)

Nome: Koke Resurreción
Idade: 19 anos
Posição: volante
Clube: Atlético de Madrid
Há muitos anos em Madri se fala de Koke, volante com características de armador e que queimava etapas nas categorias de base colchoneras. Lançado durante a temporada no Atlético de Madrid, mostrou personalidade e colaborou na campanha de recuperação que culminaria em vaga na Liga Europa. Autor de dois gols, sendo um contra o Sevilla, Koke deve ter sua evolução observada na próxima temporada.

Nome: Rubén Perez
Idade: 22 anos
Posição: volante e meia
Clube: Deportivo La Coruña
Cria das categorias de base do Atlético de Madrid, Rubén Perez foi cedido por duas temporadas ao Deportivo La Coruña para que tivesse oportunidades. No novo clube, ele foi titular ao longo de quase toda a campanha que culminaria no rebaixamento do Deportivo. Provavelmente, será mantido na próxima época, podendo amadurecer na segunda divisão.

Nome: Juan Domínguez
Idade: 21 anos
Posição: volante
Clube: Deportivo La Coruña
Sem a mesma freqüência de jogo de Rubén Perez, Juan Domínguez teve uma participação de coadjuvante ao longo da temporada no Deportivo La Coruña. Ainda assim, consolidou seu status de profissional após dois anos e mostrou que poderá ter mais oportunidades durante a segunda divisão.

Novo xodó da torcida culé, Thiago Alcântara mostrou suas virtudes quando utilizado por Guardiola (getty images)

Nome: Thiago Alcântara
Idade: 20 anos
Posição: meia
Clube: Barcelona
Enfim uma temporada de verdade para poder conhecer Thiago Alcântara. E o filho de Mazinho, que alternou entre os profissionais e a equipe B, mostrou virtudes quando acionado. Utilizado em 12 jogos do Espanhol, marcou duas vezes, além de outra na Copa do Rei. Thiago ainda precisa confirmar seu potencial em jogos de alto nível, o que parece ser uma tendência natural dada a confiança de Pep Guardiola em seu futebol.

Nome: Jordi Amat
Idade: 19 anos
Posição: zagueiro
Clube: Espanyol
Com passagens pelas seleções sub-16, sub-17 e sub-18 da Espanha, Jordi Amat também se tornou nome do elenco principal do Espanyol durante a última temporada. Zagueiro, ele herdou a camisa 5 que foi deixada por Didac Vila, negociado com o Milan e outra prata da casa no time catalão. Antes opção segura no banco de reservas, foi exemplo da força das canteras espanyolitas e virou titular absoluto no returno, participando dos 19 jogos.

Nome: Álvaro Vázquez Garcia
Idade: 20 anos
Posição: atacante
Clube: Espanyol
No elenco predominantemente canterano do Espanyol, Álvaro também colaborou para a satisfatória campanha de oitavo colocado na Liga Espanhola. Lançado surpreendentemente por Mauricio Pocchetino no furacão do Santiago Bernabéu na quarta rodada, Álvaro foi titular no jogo seguinte e fez o gol da vitória contra o Osasuna. Além de marcar mais três gols, confirmou sua condição de profissional, o que é sempre importante.

Nome: Sergio Tejera
Idade: 19 anos
Posição: meia
Clube: Mallorca
Levado do Espanyol para o Chelsea com apenas 15 anos, Sergio Tejera se desenvolveu no futebol inglês, mas precisou retornar à Espanha para ter suas primeiras chances da carreira. Contratado em definitivo pelo Mallorca há dois anos, ele estreou em novembro de 2010 e mostrou virtudes. No returno do Espanhol, auxiliou em praticamente todas as partidas que preservaram os mallorquinistas na elite. Nsue, que já vinha de boa participação na segunda divisão, foi outra boa figura do ataque.

Nome: Kevin García Martínez
Idade: 21 anos
Posição: lateral esquerdo
Clube: Mallorca
Surpresa do Mallorca para essa temporada, Kevin García Martínez atuava com os reservas na terceira divisão até receber sua primeira chance das mãos de Michael Laudrup. Lateral esquerdo, conquistou seu espaço durante a temporada e superou os mais rodados Corrales e Ayoze na dura campanha que por pouco não mandou os mallorquinistas para a segunda divisão.

Destaque de uma equipe que chegou a brigar por Liga Europa, Griezmann foi a grande revelação da Liga Espanhola da temporada 2010/2011 (AS)

Nome: Antoine Griezmann
Idade: 20 anos
Posição: atacante e ponta esquerda
Clube: Real Sociedad
Caçula de todo o elenco da Real Sociedad nesta temporada, o francês Antoine Griezzman surgiu durante a campanha de promoção à elite, em 2009/10, e confirmou as expectativas na primeira divisão. Figura importante do clube basco, Griezzman foi opção segura pelo lado esquerdo do campo e contribuiu com sete gols. Campeão europeu sub-19 com a França, tem tudo para ir ao Mundial Sub-20 em julho e agosto.

Nome: Mario Gaspar
Idade: 20 anos
Posição: lateral direito
Clube: Villarreal
Destaque do Villarreal B na última temporada, Mario Gaspar é um exemplo da utilidade das equipes suplentes para os espanhóis. Com a lesão do titular Ángel López e a inconsistência do brasileiro Cicinho, o treinador Juan Carlos Garrido apostou em Mario para a lateral direita – e ele tomou conta. Saiu jogando em todas as partidas do returno e pavimentou sua titularidade para o futuro.

Destaque do Valencia Mestalla, Isco estreou com o pé direito na equipe principal, onde deverá ter mais chance na nova temporada (superdeporte)

Nome: Isco Román
Idade: 19 anos
Posição: meia-atacante
Clube: Valencia
Mesmo ainda sendo nome do time B valenciano, Isco já pode ser tratado como uma revelação. Sobretudo pela estreia fabulosa com dois gols diante do Logroñes, na Copa do Rei, o que deu início a comparações com David Silva. Badalado entre os espanhóis por sua participação no último Mundial Sub-17, quando foi terceiro lugar com a Espanha, Isco jogou só cinco jogos do Campeonato Espanhol e apareceu até na Liga dos Campeões. Na próxima temporada, certamente terá mais espaço.

Nome: Mateo Musacchio
Idade: 20 anos
Posição: zagueiro
Clube: Villarreal
Contratado muito jovem ao River Plate, o zagueiro argentino Mateo Musacchio surgiu em 2009/10, mas conquistou condição de novidade na última temporada. Titular absoluto durante a campanha que recolocou o Villarreal na Liga dos Campeões, seguiu a tradição de defensores sul-americanos no Submarino Amarillo. Em breve, deve pintar na seleção de seu país.

domingo, 12 de junho de 2011

Balanço Final: Barcelona

No último ato da temporada, o Barcelona conquistou sua quarta Liga dos Campeões da Uefa (AP Photos)

Campanha: Campeão. 38 jogos, 30 vitórias, 6 empates e 2 derrotas. 95 gols pró e 21 gols contra. Classificado à fase de grupos da Liga dos Campeões.
Time-base: Víctor Valdés; Daniel Alves, Piqué, Puyol (Mascherano), Abidal (Adriano); Busquets, Xavi, Iniesta; Messi; Pedro, Villa.
Os Artilheiros: Messi (38 gols), Villa (18), Pedro (13).
O Técnico: Josep Guardiola
O Destaque: Lionel Messi.
A decepção: Bojan Krkic

Em termos de conquistas, a temporada recém-concluída (veja um resumo detalhado da temporada barcelonista aqui) entra para a história do clube como uma das mais gloriosas. Se a chance de conquistar uma nova tríplice coroa parou na derrota na final da Copa do Rei para o Real Madrid, o Barcelona correu atrás para garantir o merecido doblete (Liga + Champions League). Com margem de derrota bem pequena, o Barcelona teve uma tranquilidade maior para ganhar a Liga Espanhola em relação à temporada passada, quando só foi garantir o título na última rodada. Na Liga dos Campeões, o merecimento foi ainda maior: apenas uma derrota em quatorze jogos. Após uma tranquila fase de grupos, o mata-mata reservou embates perigosos e que mereciam, obviamente, muita atenção. Destaque para as classificações ante Arsenal e Real Madrid e o título em cima do Manchester United. A força das conquistas só demostraram que Guardiola tem nas suas mãos um plantel com mentalidade vencedora e sem limite. A pergunta que fica no ar a partir de agora é: como se comportarão os adversários do Barcelona, sobretudo o Real Madrid, na nova temporada?

No grupo vencedor construído por Josep Guardiola, todos os setores tiveram destaque. No ataque, Lionel Messi foi novamente o homem da temporada e o matador da equipe pelo segundo ano consecutivo. La Pulga foi responsável por incríveis 53 gols na temporada, sendo 12 na Liga dos Campeões, onde foi o artilheiro pela terceira vez consecutiva. Entre os mais fundamentais tentos da Pulga, destacam-se os dois na semifinal contra o Real Madrid, o contra o Arsenal na volta da competição europeia, o contra o Manchester United na final da competição e o hat-trick na final da Supercopa ante o Sevilla, além de muitos outros no campeonato espanhol. Villa e Pedro ofereceram cancha e determinação no ataque. Os dois caíram de produção ao longo da temporada, é verdade, mas o início de temporada, sobretudo o período entre outubro e fevereiro, foi perfeito. No meio-campo, como de praxe, Xavi e Iniesta destruíram os adversários, e Busquets se consolidou como volante de nível mundial. Na zaga, Puyol ficou três meses parado devido a uma lesão muscular, enquanto Piqué formou, ora com Abidal, ora com Mascherano, uma zaga aguerrida e muito sólida, auxiliado por um Daniel Alves mais efetivo no ataque. O brasileiro terminou a temporada como o segundo maior assistente da equipe, ficando atrás apenas de Messi. Víctor Valdés protegeu muito bem a retaguarda azulgrená e ganhou pela terceira vez consecutiva o prêmio Zamora de goleiro menos vazado.

Com a experiência de que precisa contratar para ficar no topo (em 2009/2010, uma temporada após a tríplice coroa, fez um mercado cirúrgico e "só" conquistou a Liga Espanhola), a diretoria blaugrana promete ir ao mercado com mais intensidade. Giuseppi Rossi, Aléxis Sánchez e Cesc Fàbregas são nomes que, segundo a imprensa catalã, já podem ser anunciados na próxima semana, enquanto Kiko Femenía, do Hércules, Javier Pastore, do Palermo, e José Ángel, do Sporting Gijón, estão na órbita azulgrená. Os brasileiros Willian, do Shakthar Donetsk, e Neymar também são possibilidades reais. Se continuará no topo do futebol mundial, ainda não sabemos, mas é bom saborear essa equipe que já está na história do futebol mundial.

Balanço Final: Real Madrid

O dono da bola: super artilheiro do espanhol, Cristiano Ronaldo encerrou uma excelente temporada individualmente. Coletivamente, porém, o Real Madrid ficou devendo (reuters)

Campanha: 2ª colocação. 38 jogos, 29 vitórias, 5 empates e 4 derrotas. 102 gols pró e 33 gols contra.. Classificado à fase de grupos da Liga dos Campeões.
Time-base: Casillas; Sergio Ramos, Pepe, Ricardo Carvalho, Marcelo; Xabi Alonso, Khedira; Özil, Di María, Cristiano Ronaldo; Benzema.
Os Artilheiros: Cristiano Ronaldo (40 gols), Benzema (15), Higuain (10)
O Técnico: José Mourinho
O Destaque: Cristiano Ronaldo
A decepção: Sergio Canales

A temporada do Real Madrid acabou com uma pergunta no ar: como irá se comportar os comandados de Mourinho na segunda temporada do treinador no clube blanco? Em sua apresentação no clube merengue, Mou deixou claro que a primeira temporada em seus clubes nem sempre é a mais esperada pelos torcedores. Porém, não hesitou em dizer que na segunda a sede de títulos é a maior possível. A temporada do Real Madrid teve aspectos positivos, como a evolução do jogo coletivo em relação às últimas temporadas e a recuperação do espírito conquistador que está no sangue madridista. O time goleou vários adversários, Cristiano Ronaldo bateu recorde histórico de gols em um Campeonato Espanhol e o time passou das oitavas de final da LC. No entanto, ser superado tantas vezes pelo Barcelona não faz bem ao ego merengue e deixa a sensação de que a temporada foi um insucesso.

O ex-técnico da Inter fez o estilo paizão, conquistou os jogadores, conseguiu recuperar a coesão do grupo após a sacolada no primeiro superclássico e incentivou a briga contra o Barcelona. Até deu certo em alguns pontos: na maratona de superclássicos em abril, a equipe mostrou em alguns momentos ser capaz de parar o Barcelona, como na "vitória moral" no jogo da Liga e no título da Copa do Rei. Na Champions League, a solidez do Real Madrid apareceu cedo, como na vitória soberana para cima do Milan, e a equipe avançou para as quartas-de-finais pela primeira vez desde 2003/2004. Porém, contra os blaugrana, a expulsão correta de Pepe jogou por água abaixo todo o esquema de Mourinho, pois o português era responsável diretamente pela marcação em Messi, que, com espaços após o vermelho do zagueiro improvisado de volante, decidiu o jogo com um doblete. Outro momento negativo do Real Madrid na temporada foi a derrota no Santiago Bernabéu para o Sporting Gijón, que além de dar ao Barcelona a oportunidade de abrir sete pontos de vantagens, acabou com uma invencibilidade de nove anos de José Mourinho sem perder em casa por campeonatos nacionais.

No plano individual, alguns nomes brilharam. Ricardo Carvalho e Pepe formaram uma dupla de zaga bastante sólida e sofreram apenas 33 gols no campeonato, sendo a segunda defesa menos vazada da competição. Além disso, o número de gols sofridos foi o menor da equipe da capital em sete temporadas. Marcelo foi o jogador que mais evoluiu com a chegada de Mourinho na equipe de Chamartin. Se antes o brasileiro era constantemente criticado por abusar das subidas ao ataque e deixar o lado esquerdo da defesa madridista exposta, nesta temporada o ex-Fluminense conseguiu balancear tal tipo de jogada. Ainda que continuasse pecando na marcação, os erros foram bem menores em relação às outras temporadas e o brasileiro se consolidou no posto de melhor lateral esquerdo do mundo. Özil e Di María caíram como uma luva no 4-2-3-1 de Mou: o turco-alemão foi o grande maestro da equipe na temporada e terminou-a com 23 assistências, líder máximo no quesito na temporada europeia. O argentino, por sua vez, começou mal, mas rapidamente se adaptou à Liga e foi peça importante em jogos-chaves na temporada.

Mas nenhum jogou como Cristiano Ronaldo. Regular na temporada inteira, o gajo foi o motor da equipe desde as primeiras rodadas do campeonato e, polivalente, atuou em quase todas as funções do meio para frente - chegando a ser escalado como falso nove em alguns jogos de janeiro. Com 53 gols na temporada, sendo 40 na Liga (maior artilheiro da história da LFP), Ronaldo, de praxe, ainda decidiu a Copa do Rei ante o Barcelona. Já são 86 gols em 89 partidas trajando blanco. Para a próxima temporada, já foram confirmadas as contratações de Yuri Sahin e Altintop, além da repatriação de Callejón, que estava no Espanyol. A base para brigar por títulos já está formada e a equipe não precisa ser refundada, como diziam alguns nos piores momentos de 2010.

sábado, 11 de junho de 2011

Balanço final: Valencia

Que dupla! Soldado e Mata deram o tom no Mestalla e fizeram com que a torcida mal sentisse a falta de David Villa e David Silva (UEFA.com)

Campanha: 3ª colocação. 38 jogos, 71 pontos, 21 vitórias, 8 empates e 9 derrotas. Classificado à fase de grupos da Liga dos Campeões.
Time-base: Guaita; Miguel (Bruno), Ricardo Costa, David Navarro, Mathieu; Topal, Tino Costa, Banega; Joaquín (Pablo Hernández), Juan Mata; Soldado.
Os Artilheiros: Roberto Soldado (18 gols), Aduriz (10) e Juan Mata (8)
O Técnico: Unai Emery
O Destaque: Roberto Soldado
A decepção: Alejandro Domínguez

A temporada 2009-10 terminou e uma incerteza se instalou no Mestalla: como o Valencia iria se virar sem Villa e Silva? O time reagiu bem, Mata e Pablo Hernández cresceram, Soldado chegou muito bem e, com isso, os valencianistas repetiram o terceiro posto, diminuindo a distância para o segundo colocado Real Madrid. Neste ano, a classificação direta à fase de grupos da LC foi ainda melhor, pois foi o rival Villarreal, que ficou pra trás. A 32ª rodada, que marcou o dérbi da comunidade valenciana, praticamente definiu a disputa do terceiro posto e deu muita moral aos ches, pois aplicaram uma manita no grande adversário, com show do centroavante Soldado. O camisa nove, que veio do Getafe, marcou 18 vezes e poderia ter feito mais, caso não tivesse se machucado durante a campanha.

O outrora coadjuvante Juan Mata foi o jogador que ficou por mais minutos em campo pelos ches, marcou oito vezes e cedeu 12 assistências, chamando a responsabilidade em momentos difíceis. Ao seu lado, ora Hernández ora Joaquín, pois nenhum dos dois teve a constância do camisa dez. O ex-jogador do Bétis subiu de produção mais para o meio do campeonato, já Pablo Hernández largou muito bem e voltou à seleção. Depois, ele caiu de nível, mas terminou o ano em alta e contribuiu ao todo com seis passes decisivos e cinco gols. O sistema defensivo também se comportou bem e ficou entre os quatro melhores de La Liga, sendo vazada apenas 44 vezes. Para o ano seguinte, a defesa terá dois reforços de muito peso: Diego Alves, goleiro que caiu com o Almería, mas que novamente mostrou seu valor e Adil Rami, zagueiro campeão francês pelo Lille e titular da seleção francesa de Blanc.

Em uma temporada muito boa, com todos os setores se comportando bem, a grande dúvida dos ches seguiu sendo a mesma: Alejandro Domínguez, que chegou credenciado por ser um dos líderes do Rubin Kazan campeão russo em 2009, mas é apenas mais um no futebol espanhol. Se a diretoria valencianista seguir acreditando no argentino, ele poderá “virar” e, finalmente, ser o reforço contratado no final de 2009. A crise financeira segue, por isso, o Valencia não deve fazer “loucuras” para qualificar o elenco, que terá três competições pela frente. Assim, Emery deverá voltar seus olhos para os jovens. Jordi Alba e Isco Román já apareceram timidamente nesta temporada e deverão ter mais minutos no ano que vem.

Balanço final: Villarreal

O abraço entre Nilmar e Giuseppe Rossi marca uma grande dupla de ataque, que contribuiu muito com a ótima temporada do Villarreal (AFP)

Campanha: 4ª colocação. 38 jogos, 62 pontos, 18 vitórias, 8 empates e 12 derrotas. 54 gols pró e 44 gols contra. Classificado à fase classificatória da Liga dos Campeões.
Time-base: Diego López; Ángel López (Mario Gaspar), Marchena, Musacchio (Gonzalo), Capdevila; Bruno Soriano, Cani, Cazorla; Borja Valero; Giuseppe Rossi, Nilmar.
Os artilheiros: Giuseppe Rossi (18 gols), Nilmar e Cani (11), Santi Cazorla e Marco Ruben (5)
O Técnico: Juan Carlos Garrido
O Destaque: Giuseppe Rossi
A decepção: Jozy Altidore

“Foi espetacular, mas podemos melhorar”, a frase é de autoria do treinador Juan Carlos Garrido e ele tem muita razão. Por que não uma vaga direta à fase de grupos da Liga dos Campeões e a participação na final da Liga Europa? Faltou pouco para o Villarreal alcançar ainda mais sucesso na temporada 2010-11. O treinador mexeu diversas vezes na estrutura tática da equipe, mas adotou o 4-4-2 a rombo bastante ofensivo, porém jamais deixando a linha defensiva exposta. E foi justamente a retaguarda que chamou muita atenção, pois sem muita badalação, conseguiu ser a quarta menos vazada em La Liga. Sem nomes de destaque, os laterais avançando pouco e um primeiro volante seguindo a mesma tendência foram chave para o submarino amarillo sofrer apenas 44 gols.

Os números globais do ataque não mostram muita coisa, porém, Nilmar e Rossi impressionaram e marcaram 29 dos 55 gols da equipe no Campeonato Espanhol. Somando os jogos do Villarreal na LE, o brasileiro terminou a temporada com 16 gols e o italiano fez 29. Além deles, o camisa dez Cani, com cinco gols e um papel tático interessante: não jogou como legitímo meia-atacante, ficou na linha de dois do meio-campo atrás de Borja Valero. Ao seu lado, quase sempre, estava Santi Carzola, que se destacou ainda mais, também marcou cinco vezes, mas ainda conseguiu 10 assistências, liderando os amarillos neste quesito. O principal armador da equipe, Borja Valero com boa qualidade no passe, cedeu oito passes decisivos aos companheiros e por ser versátil e ter bastante técnica já aparece em lista de reforços de outros times – o Napoli já até ofereceu 10 milhões de euros mais Gargano pelo jogador.

Mas nem tudo certo para a equipe da comunidade valenciana na temporada 2010-11. O jovem Altidore ainda não estourou e passou mais uma temporada longe da Espanha, emprestado ao Bursaspor largar mal. Cicinho chegou na parada de inverno e mal jogou, sendo banco ora de Ángel, ora do jovem Mario Gaspar. Entre os jogadores que apareceram menos, Marcos Senna merece destaque, pois mesmo tendo muito nome, não reclamou da reserva e sinaliza querer renovar seu contrato com a equipe. Para a próxima temporada, com três competições pela frente, o submarino amarillo deverá investir, pois a equipe é muito boa, mas não existem tantas peça de reposição, o que será muito necessário em 2011-12.