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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Os melhores do primeiro turno

Tecnicamente, a primeira rodada do segundo turno da Liga BBVA encerrou agora há pouco, com a vitória do Atlético de Madrid ante o Osasuna em Navarra. Tecnicamente porque a primeira rodada, de fato, só acontecerá nos dias 2 e 3 de maio, sendo adiada devido ao fato da greve que adiou, no início da temporada, a abertura do campeonato. Ficou confuso, mas o importante é que a coisa já começou a regularizar e chegamos à metade do campeonato. No momento, temos:

Líder: Real Madrid (52)
Liga dos Campeões: Barcelona (45), Valencia (36), Levante (31)
Liga Europa: Espanyol (31), Athletic Bilbao (29)
Com pretensões de competições europeias: Atlético de Madrid (29), Málaga (28), Getafe (27), Osasuna (27), Sevilla (26).
Meio da tabela: Real Sociedad (24), Real Bétis (23), Mallorca (22), Rayo Vallecano (22), Granada (22), Racing Santander (21).
Zona de rebaixamento: Villarreal (20), Sporting Gijón (18), Zaragoza (12).

Agora, a parte que realmente interessa: as estatísticas e os melhores do campeonato até o momento.

Cristiano Ronaldo e Messi disputam a artilharia por mais uma temporada consecutiva (AP Photos)

Artilheiros: Cristiano Ronaldo (Real Madrid - 24), Messi (Barcelona - 22), Falcão García (Atlético de Madrid - 14) e Higuaín (Real Madrid - 14)
Assistentes: Di María (Real Madrid - 11), Özil (Real Madrid - 10), Messi (Barcelona - 7).
Melhor jogador*: Di María (Real Madrid)
Time sensação: Levante
Time decepção: Villarreal
Seleção do campeonato: Javi Varas (Sevilla); Daniel Alves (Barcelona), Sergio Ramos (Real Madrid), Javi Martínez (Athletic Bilbao), Marcelo (Real Madrid); Xabi Alonso (Real Madrid); Di María (Real Madrid), Xavi (Barcelona), Cristiano Ronaldo (Real Madrid); Messi (Barcelona), Falcão García (Atlético de Madrid). Treinador: Juan Ignácio Martínez (Levante)

*Para evitar as obviedades, excetuamos Messi e Cristiano Ronaldo

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: melhores jogadores

Messi e Cristiano Ronaldo: os melhores jogadores do campeonato marcaram, juntos, 104 gols em 2010 (reuters)

O ano novo marca a reta final para a retomada da Liga BBVA. O campeonato volta no domingo, dia 2, com partidas em três horários. Marca também a reabertura do mercado de transferências, em sua janela que vai do dia 2 ao dia 31 de janeiro - e é claro que os negócios já estão a todo vapor, alguns deles já confirmados (Afellay no Barcelona; Asenjo, Demichelis e Camacho no Málaga, Elias no Atlético de Madrid). Durante o mês, vamos acompanhar o mercado por aqui e por nosso Twitter, @quatrotiempos.

Para fechar o balanço da primeira parte da temporada da Liga BBVA, vamos a quem se destacou: a seleção dos tops

Melhores do primeiro turno
Diego Alves (Almería); Daniel Alves (Barcelona), Puyol (Barcelona) Ricardo Carvalho (Real Madrid), Mathieu (Valencia); Xabi Alonso (Real Madrid), Xavi (Barcelona); Iniesta (Barcelona), Messi (Barcelona), Cristiano Ronaldo (Real Madrid); Llorente (Athletic Bilbao).

Menção honrosa: Victor Valdés (goleiro, Barcelona), Mata (meio-campista, Valencia), Marchena (zagueiro, Villarreal), Marcelo (lateral, Real Madrid), Cazorla (meio-campista, Villarreal), Busquets (volante, Barcelona), Özil (meio-campista, Real Madrid), Di María (meio-campista, Real Madrid), Nilmar (atacante, Villarreal), Rossi (atacante, Villarreal), Villa (atacante, Barcelona), Pedro (atacante, Barcelona).

E para você, quem é o melhor jogador até aqui do campeonato?

Análise do primeiro turno: Barcelona

Messi: ele é o cara do sempre líder Barcelona. Alguém vai encarar? (getty images)


Campanha
1ª posição. 16 jogos, 43 pontos. 14 vitórias, 1 empate, 1 derrota. 51 gols pró, 9 gols contra.

Técnico
Josep Guardiola. Com oito títulos em menos de dois anos de carreira profissional, Guardiola vai fazendo, como sempre, um ótimo trabalho. Após deixar de lado o 4-3-3 e implantar o módulo 4-1-2-1-2, com Messi de enganche, Pep vai vendo mais uma vez o Barcelona largar na frente pelos principais títulos. Prova disso é ver que, nesta metade da temporada, este Barcelona já supera aquele time de 2008-09, que terminou a temporada com a tríplice coroa. Nos bastidores, o catalão tem cumprido à risca seu discurso de trabalhar pelo futuro do clube. Rosell atendeu seus pedidos de reforma e amplicação do centro de treinamentos de La Masia, além de mais investimentos nas Canteras, o que tem contribuído para a maior profissionalização da sociedade e adaptação dos jovens ao futebol profissional. As expectativas de momento é que Guardiola renove por mais um ano seu contrato com o clube blaugrana. Rosell já chegou a declarar que, se quiser, Guardiola poderá trabalhar a vida inteira no clube azulgrená. Com carta branca para contratar, Guardiola já contará com Afellay, contratação do Barcelona para janeiro, para a partida contra o Levante e já avisou que quer encaixar o holandês no esquema, apesar de ter o time já montado.

Destaque
Lionel Messi. A maquina de fazer gols do Barcelona está numa fase perfeita. Autor de 58 gols em 2010, Messi é o melhor jogador do mundo hoje, mas o mau desempenho na Copa irá impedir a Pulga de conquistar o cobiçado prêmio por mais uma vez. Com 23 anos, Lionel Messi está no ápice de sua carreira. Atuando pelo Barcelona, Messi anotou nada menos que 58 gols em 54 partidas no ano que se encerra, conseguindo a incrível média de 1,07 gol por jogo. Na temporada 2010/11, o craque fez 27 gols em 24 jogos, sendo 17 no Campeonato Espanhol, seis na Liga dos Campeões da Europa, três na Supercopa da Espanha e um na Copa do Rei. Na temporada passada, a melhor da carreira de Messi, o jogador marcou 47 gols. Um mega craque. Um gênio. Iniesta e Xavi, concorrentes à Bola de Ouro FIFA ao lado de Messi, também seguem num momento bom e são os pilares deste Barcelona. Villa começou azedo, mas o seu futebol já começa a aparecer, e em momentos decisivos: o Guaje deixou um doblete contra Real Madrid e Espanyol. Já Pedro está numa crescente evolução e, a cada jogo, ajuda o Barcelona a conquistar resultados.

Decepção
Bojan. O canterano, que surgiu como um meteoro, parece ter parado no tempo. Após ver a evolução de Pedro no time principal, Bojan vem fazendo uma temporada opaca e timida e não aproveitou as chances que teve no time titular. A má fase, porém, parece ter acabado, quando El Principito foi o nome do amistoso da Catalunha diante de Honduras - 4 a 1, com dois gols e duas assistências do garoto. Com a chegada de Afellay, que deve jogar de atacante, Bojan terá que voltar à boa fase se quiser continuar ganhando chances no time titular. Quem também está fazendo menos do que pode é Piqué. Apesar de não comprometer e ter feito um superclássico impecável, mas falhar em quesitos como posicionamento, o zagueiro campeão mundial está abaixo do nível da última temporada, que o levou a ser considerado o melhor zagueiro do mundo. No início, falava-se que estes problemas teriam ligação com o impasse de sua má preparação pós-Copa. Keita também não consegue repetir as atuações brilhantes no Sevilla, que o levou ao Barcelona, quando jogava em um meio-campo em linha, mas com quatro jogadores, e não três, como na Catalunha. Além de ganhar poucas chances com Guardiola, o malines não as aproveita. Outra decepção é Adriano. Não pelo seu desempenho, mas sim porque raramente joga. Jogou duas vezes como titular e foi muito bem, mas é a última opção de Guardiola para a lateral-esquerda.

Perspectiva
Tríplice Coroa. Após o início opaco, que levaram dúvidas quanto a seu desempenho, o Barcelona está no ápice da boa forma na temporada. Os preparadores físicos do time já avisavam que o time chegariam ao seu auge entre o fim de novembro e o começo de dezembro. Na Champions League, o Barcelona terá a difícil missão de passar pelo Arsenal, que vive um ótimo momento. Mas vale lembrar que, na temporada passada, foi este mesmo Arsenal que saiu da Champions League com um agregado de 6 a 3 contra o Barcelona. Caso passe pelo Arsenal mais uma vez, a confiança e a moral barcelonista subirá. Bicampeão espanhol em maio, o time do técnico Pep Guardiola disputou 39 jogos pelo torneio em 2010 e venceu 33, com um aproveitamento de 88,03% dos pontos. Ao marcar cinco gols contra o Espanyol, os azulgrenás chegaram a expressiva marca de vinte e seis gols nas últimas cinco partidas. Feito que não acontecia desde 1959, com o Real Madrid de Di Stefano. Em 2010-11, o Barça entrou em campo 25 vezes (16 pelo Campeonato Espanhol, seis pela Liga dos Campeões e três pela Copa do Rei) e anotou 72 gols. Uma média de quase três gols por partida. De uma delicadeza futebolística que ninguém se lembra de ter visto até o momento. E a pergunta fica no ar: o que falta acontecer?

Análise do primeiro turno: Real Madrid

Numa fase extraordinária, Cristiano Ronaldo é o artilheiro da competição e é o trunfo de Mourinho para os objetivos desta temporada (getty images)

Campanha
2ª posição. 16 jogos, 41 pontos. 13 vitórias, 2 empates e 1 derrota. 39 gols pró, 12 gols contra.

Técnico
José Mourinho. Principal contratação do Real Madrid na temporada, Mourinho já está se satisfazendo com o que o Real Madrid vem fazendo até o momento. Tudo bem que a goleada sofrida ante o maior rival Barcelona pode apagar tudo isso, mas não há de se negar que o trabalho que Mou vem fazendo até o momento é brilhante. Além de trocar o 4-3-2-1 de Pellegrini para o seu já conhecido 4-2-3-1, o Real Madrid vem jogando de maneira mais atrativa e super ofensiva, já que os jogadores da linha de três do meio-campo são velozes e fazem a bola correr. Nos bastidores, o português tem cumprido à risca seu discurso de trabalhar pelo futuro do clube e já vem dando chances a canteranos como Morata, que será utilizado com frequência na segunda metade da temporada. Mourinho, sem modéstia alguma, já avisou que o Real Madrid desta temporada será competitivo, mas o da temporada que vem irá beirar a perfeição. É esperar para crer.

Destaque
Cristiano Ronaldo. O gajo está impossível. Marcando 46 gols em 48 jogos - média de 0,96 gol por jogo, Cristiano Ronaldo vem fazendo uma temporada absurda e duela com Lionel Messi pelo posto de melhor do mundo. Se, por causa da má copa, o camisa sete merengue não apareceu entre os três que irão disputar o prêmio deste ano, Cristiano Ronaldo já vai dando passos largos para a premiação da temporada que vem. Na temporada 2010/11 o camisa 7 merengue anotou 26 gols em 25 partidas, sendo 18 pelo Campeonato Espanhol (é o artilheiro da competição), quatro na Liga dos Campeões da Europa e mais quatro na Copa do Rei. Além disso, Ronaldo vem colocando seu nome na história merengue. Com 18 gols na Liga, o craque de Lisboa ultrapassa Hugo Sánchez e Telmo Zarra nas quinze rodadas iniciais desta competição. Segundo o Marca, a velocidade da bola que Cristiano Ronaldo chutou - e marcou - contra o Zaragoza chegou a 105km/h, 10km a menos que a velocidade alcançada pelo animal terrestre mais rápido do mundo, o Guepardo. Outros que merecem destaque são Ricardo Carvalho, Özil, Di María e Marcelo.

Decepção
Canales. Depois de assumir a titularidade no Racing Santander, impressionar o mundo com suas jogadas e ser contratado pelo Real Madrid, Canales contava, meteoricamente, com convocações para a Fúria e o afeto da torcida merengue. Após a bela pré-temporada, onde foi derretido de elogios por parte de Mourinho, o jovem parece ter ficado mais acanhado com a chegada de Özil, que nem precisou de muito esforço para ser titular. Canales ainda não conseguiu evoluir nesta temporada e só jogou apenas cinco partidas na temporada. Partidas em que Canales não mostrou nem 1/3 de seu talento, o suficiente para Mourinho afastá-lo do elenco por uns tempos. Especulações que estão surgindo, diz que Valdano está pensando em emprestar o jovem para ganhar mais experiências, e times como Sampdoria e Lyon já mostram interesse.

Perspectiva
Tríplice Coroa. O Real Madrid vinha apresentando, junto com o Barcelona, o futebol mais bonito e envolvente no mundo antes do dia 29 de novembro. Com o melhor ataque, melhor defesa e time mais regular da competição, os merengues parecem terem sentidos o baque da manita sofrida e tudo caiu por água abaixo. Com Kaká, que volta contra o Getafe, na próxima segunda-feira, e sem Higuaín, Mourinho irá continuar num 4-2-3-1, mas com Cristiano Ronaldo jogando de falso nove. Na única vez que atuou assim na temporada, o português marcou um doblete contra o Valencia. Na Liga dos Campeões, o time de Mourinho ainda está invicto e a expectativa inicial é passar das oitavas, onde não passa desde 2003-04, e encontrará um velho rival: Lyon. Responsável pela eliminação merengue na temporada passada e invicto no Santiago Bernabéu em sua história, Mourinho já avisou que o sentimento não será de vingança, mas o Real Madrid vai para, desta vez, passar de fase.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Villarreal

Nilmar e Giuseppe Rossi: Dupla ofensiva entrosada, vem dando o que falar na Espanha (Foto: entertainment.ezinemark.com)

Campanha
3ª posição. 16 jogos, 33 pontos. 10 vitórias, 3 empates e 3 derrrotas.

Treinador
Juan Carlos Garrido. O treinador está no comando da equipe desde fevereiro de 2010, após a demissão de Ernesto Valverde. Garrido era o comandante do Villarreal B e foi transferido para a posição de técnico do time principal. Seu contrato vai até o final da temporada 2010-11, mas com o bom trabalho realizado por enquanto, deverá ser renovado em breve. Na atual Liga Espanhola, Garrido vem fazendo um bom papel, o esquema base adotado é o 4-4-2, com dois meias-externos. Mas não é incomum ver o submarino amarillo jogando no 4-3-1-2. Nas duas formas de atuar, o treinador privilegia a liberdade para Santi Cazorla e para a dupla de ataque formada por Giuseppe Rossi e Nilmar. Assim ele leva a equipe da província de Castellón até onde os times além de Barcelona e Real Madrid podem ir, o terceiro lugar exatamente atrás da dupla dominante em La Liga.

Destaque
Nilmar e Giuseppe Rossi. Impossível escolher apenas um deles. A dupla têm sido letal nessa temporada, ambos são muito velozes, finalizam bem e conseguem realizar bons passes, ou seja, atacantes completos. E os números provam essa ótima metade de temporada da dupla em La Liga. Nilmar é o artilheiro do submarino amarillo com dez gols, Rossi vem logo atrás com nove tentos, nas assistências a dupla inverte, o italiano já cedeu quatro passes decisivos e lidera, enquanto o brasileiro têm três passes. Assim eles lideram o terceiro melhor ataque da Liga Espanhola, com 30 gols, mais uma vez o Villarreal fica atrás apenas de Barcelona e Real Madrid. A dupla ofensiva também deixa sua marca na Liga Europa, onde apenas G. Rossi marcou, mas Nilmar foi o assistente de um dos cinco gols do companheiro, que também já cedeu uma assistência. Além do entrosamento quase perfeito dentro de campo, os dois se relacionam muito bem fora das quatro linhas. Recentemente um vídeo em que Nilmar escolhe a música e o italiano dança como se estivesse comemorando um gol, foi divulgado no youtube(Para ver, clique aqui). Santi Cazorla após ficar de fora da Copa do Mundo, também tem se destacado e já dá sinais de recuperação do seu melhor futebol.

Decepção
Jozy Altidore. O norte-americano foi trazido ao Villarreal como grande promessa, porém já foram dois anos e está longe de convencer. A equipe já o emprestou duas vezes, mas nem no Xerez e nem no Hull City, conseguiu provar sua qualidade. Na seleção norte-americana, também decepcionou na Copa do Mundo de 2010. Nessa temporada ele voltou à Espanha, segue sendo um reserva, que é poquissímo utilizado. Na Liga Espanhola de 2010-11, foram apenas duas partidas em que entrou, totalizando 25 minutos e nenhum gol. Na Copa del Rey, Altidore têm dois gols, nas duas partidas que participou, o primeiro indício de que encontrou seu futebol na terra das touradas. O jogador ainda tem 21 anos, poderá evoluir, mas até aqui não honrou os mais de 7 milhões de euros investidos em seu futebol. O crescimento do americano seria importante para a rotação da equipe e para que o submarino amarillo possa poupar Nilmar e Giuseppe Rossi, quando isso for necessário.

Perspectiva
Vaga na Liga dos Campeões, briga pelo título da Liga Europa e Copa del Rey. Em La Liga, o Villarreal foi a equipe mais sólida excluindo Barcelona e Real Madrid, assim a equipe da província de Castellón vem para o segundo semestre como favorita à vaga na Liga dos Campeões. Nas duas últimas temporadas, não se classificaram à principal competições entre clubes no planeta, voltar a disputá-la seria importante, pois financeiramente é muito lucrativa a disputa, com esse dinheiro a mais, o submarino amarillo poderia manter as suas estrelas. Além de buscar a vaga à Liga dos Campeões, o Villarreal têm mais duas frentes de ação ativas nessa temporada, a Copa del Rey e a Liga Europa. Na copa nacional, a equipe está na segunda fase e disputa contra o Valencia, rival da região, uma vaga na próxima fase. O 0 a 0, no jogo fora de casa, no Mestalla deixa o Villarreal com boas chances de classificação. Na competição continental após uma primeira fase tranquila, o submarino amarillo terá uma parada dura pela frente, o Napoli. Porém, os italianos não têm dado tanta atenção a Liga Europa, portanto ver o Villarreal nas oitavas de final não é improvável. Se as lesões se mantiverem longe e junto a isso, alguns reservas também cresçam de produção, os amarelinhos poderão se manter na briga por dois títulos e pela sonhada vaga à Liga dos Campeões.

Análise do primeiro turno: Valencia

Soldado, Mata e Áduriz: o trio de ferro do Valencia é o principal destaque do time (article.com)


Treinador
Unai Emery. Responsável por tirar o Almería da Liga Adelante e detentor de dois prêmios Miguel Muñoz (dado ao melhor treinador da Espanha), Unai, porém, não tem uma vasta carreira de experiência quanto a treinador. Além do Almería e do Valencia, o único time a ser treinado por Unai é o quase desconhecido Lorca Deportivo. Por esses motivos, Unai ainda não é unanamidade em Valencia. Sua carreira como treinador começou de uma maneira bem curiosa: em novembro de 2004, o até então treinador do Lorca Deportivo, Quique Yagüe, foi demitido do clube trás uma derrota contra o Ceuta (não confundir com Celta). Passando por maus bocados internamente, o presidente do clube não teve outro opção a não ser oferecer o cargo a Emery, que ficou oito meses parado por conta de uma opreação no joelho. Unai, então, aceitou o pedido do presidente, se aposentou do futebol e começou sua carreira como treinador. No Valencia desta temporada, chegou a levar o time à primeira posição, mas caiu em erros passados (como escalar mal o time, fazer substituições erradas) e viu o Valencia abandonar não só a liderança como a zona de classificação à Champions. Agora, é melhorar essa campanha, assegurar vaga na LC e tentar salvar a boa imagem que tinha com os torcedores, antes de assumir o cargo.

Destaque
Juan Mata. Antes da temporada, com as confirmações das vendas de Villa e Silva para Barcelona e Manchester City, respectivamente, falávamos que Mata e Pablo Hernández pudessem ocupar a função e tomar o protagonismo exercidos pelos dois. Em um time de altos e baixos e com muitos (supostos) candidatos a destaque, brilhou o camisa 10, que conseguiu manter a regularidade. Campeão Mundial, o meio-atacante já deixou de ser promessa e atua com a maturidade de um veterano no meio-campo ché, exibindo grande técnica. Áduriz e Soldado também estão cumprindo as expectativas da perda de Villa e não decepcionam: se os dois chegaram no Valencia para fazer sombra a Villa, isso parece ser passado. Responsáveis por 75% dos gols valencianos, Soldado e Áduriz não fazem feio. A torcida ainda sente falta de Villa, mas os dois mostraram no primeiro semestre que têm capacidade de fazer os aficionados esquecer do Guaje (o que é improvável). Mathieu, que dá grande solidez no lado esquerdo ché e ainda aparece bem quando sobe ao ataque, também merece destaque.

Decepção
Ever Banega. O argentino foi do céu ao inferno em apenas meia temporada. No começo, exibia seu grande futebol e era um dos destaque do até então líder Valencia; depois, se lesionou, viu o Valencia sentir a falta de um volante armador e ainda não mostrou aquele futebol vistoso das primeiras rodadas. Seu rendimento caiu muito e o eficiente futebol visto antes sumiu, gerando especulações. Inclusive, de uma possível saída do Mestalla.

Perspectiva
Avançar de fase na Champions League e vaga na próxima Champions League. Se no campeonato o Valencia ainda tem grandes chances de vaga na principal competição europeia, nela os chés têm um compromisso difícil. Contro Schalke 04, de Raúl, principal carrasco valenciano, as chances de o Valencia avançar de fase são altas, ainda mais porque os azuis reais estão em campanha inconstante na Bundesliga. Inconstante foi o que o Valencia também viu no primeiro semestre, o que já pode fazer o duelo ser bastante parelho. No Campeonato Espanhol, o Valencia chegou a liderar, mas um possível título nunca foi unanimidade em Mestalla. Os gastos do mercado foram bem altos e chegar ao meio da temporada almejando algo menos que a vaga na próxima Champions League é proibido.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Mallorca

Laudrup recolocou o Mallorca no caminha das trilhas e vaga na Liga Europa é o objetivo (AP Photos)

Campanha
10ª posição. 16 jogos, 21 pontos. 6 vitórias, 3 empates e 7 derrotas. 16 gols pró, 20 gols contra

Técnico
Michael Laudrup. O famoso jogador dinamarques aceitou o pedido do presidente balear, José María Pons, de comandar o Mallorca. Mal chegou e já teve a primeira decepção: o Mallorca estaria proibido de disputar a Liga Europa por dívidas. Se já não bastasse a proibição de disputar a competição europeia, o time vivia uma crise interna e, por conta disso, teve que vender seus principais jogadores, como Borja Valero, Áduriz, Manzano e Mario Suárez. Apesar da crise societária pela qual o clube passou durante todo esse semestre, Laudrup conseguiu manter seus jogadores focados e estar na décima posição, estrear pressionado empatando contra o Real Madrid, além de segurar o Barcelona em pleno Camp Nou podem sem considerados um título. Além de manter a forte defesa, que já era destaque no ano passado, o técnico acrescentou um bom poder de reação e mais garra a seu conjunto. Laudrup, também, tem apostado mais na cantera do clube e jogadores como Cendrós, Nsue e Enrich aparecem frequentemente no time titular.

Destaque
Gonzalo Castro. Dentre os destaques do time na temporada passada, Chori Castro foi o único a permanecer no time. Ídolo do time de Palma de Mallorca, Gonzalo Castro é essêncial também fora de campo. Fora das quatro linhas, Gonzalo Castro também é líder e agrega ao grupo. Foi através dele que o time cobrou, legalmente, o pagamento de dois meses de salários atrasados, quando o clube rojo estava no auge de sua crise. Outro que se destaca é De Guzmán, que chegou no mercado de verão e deu um upgrade na forte marcação mallorquina. O volante tem se destacado não só na marcação, mas também quando ataca.

Decepção
Iván Ramis. Ramis nunca despontou no Mallorca. Relegado ao banco de reservas, o lateral está na lista de empréstimos do clube já para janeiro. Ramis é do tipo de jogador que passa o jogo inteiro sem acrescentar nada à equipe. Aliás, ele acrescenta sim: o número de cartões amarelos. Iván já recebeu nove cartões amarelos e dois vermelhos, o jogador que mais recebeu cartões amarelos na competição -empatado com Sergio Ramos.

Perspectiva
Vaga na Liga Europa. Se por causa das grandes dívidas o Mallorca foi impedido pela UEFA de disputar a atual Liga Europa, o problema parece ter passada. Resta, agora, o time voltar melhor para o segundo semestre e conseguir uma vaga na competição europeia. A recuperação do Mallorca surpreendeu bastante, visto que havia iniciado a temporada diante de uma grande crise e sem ambição alguma para disputar o torneio. A esperança também fica por uma campanha digna na Copa del Rey, onde o time deu passos largos rumo às quartas de finais - derrotou o Almería por 4 a 2, no Ono Estadi. Embora esteja tirando o melhor de alguns jogadores, Laudrup não tem um elenco muito extenso à disposição, e isso pode contar muito na hora que a equipe entrar em momentos decisivos na temporada. Terminar impondo respeito é um baita lucro para um time que era dado como "morto", que aí sim poderá rever seus objetivos.

Análise do primeiro turno: Sevilla

Antes unanimidades, Jesus Navas e Luís Fabiano convivem com lesões e são as decepções sevillistas na temporada (eldesmarque)

Campanha
11ª posição. 16 jogos, 20 pontos. 6 vitórias, 2 empates e 8 derrotas. 21 gols pró e 27 gols contra.

Técnico
Antonio Álvarez, até a quinta rodada; e Gregório Manzano, a partir da sexta rodada. Em apenas um mês e meio, as coisas mudaram bastante no Sevilla. Antes tido como salvador da pátria, Gregorio Manzano vem amargurando péssimos resultados à frente dos rojiblancos. E o pior de tudo: tem batido recordes negativos. Foram seis derrotas contra quatro vitórias. Isso dá uma média de 1,2 pontos ganhos por jogo. Em comparação com os técnicos anteriores, Manzano leva uma verdadeira goleada. Antonio Álvarez, técnico duramente criticado, apesar de ajudar o clube a faturar a Copa do Rey na temporada passada, tem média de 1,62 pontos por jogo. Manolo Jiménez, que dirigiu o time por três anos, é o que tem a melhor média entre todos, marcando 1,75 pontos por jogo. Já Juande Ramos, melhor técnico da história do Sevilla, responsável direto por elevar o clube no cenário nacional, conseguiu uma média de 1,74 pontos por partida.

Destaque
Kanouté. Em meio à crise, Kanouté é um dos poucos que se salvam. Com cinco gols é o artilheiro do Sevilla ao lado de Negredo, outro que vem se destacando. O malinês tem decidido em dobro já que seu companheiro de ataque, Luis Fabiano, não faz uma boa temporada e perdeu o lugar para Negredo no time, que cumpre seu papel regularmente. Negredo surpreende: antes criticado, o canterano do Real Madrid está exercendo um papel importante e, apesar de continuar perdendo gols bobos, também é um dos que se salvaram no primeiro semestre. Destaque positivo também para o uruguaio Cáceres, que driblou a desconfiança após a "flopada" no Barcelona e virou o xerifão da zaga andaluza. Quem demorou a aparecer, mas tem voltado a ganhar destaque é Perrotti e Diego Capel, os extremos direito e esquerdo, respectivamente, no 4-1-3-2 de Manzano.

Decepção
Há muitas opções para colocar aqui, mas pela sua importância para o time e pelo futebol não apresentado devido às lesões, a decepção é Jesus Navas. Navas começou a preparação para esta temporada mais tarde do que os outros jogadores do elenco do Sevilla, por causa de sua participação - muito boa, diga-se de passagem, principalmente na final - na Copa do Mundo. Fora de forma, o meio-campista parece alheio aos jogos e não tem conseguido acompanhar o ritmo dos companheiro. Sempre lesionado, Jesus Navas já sabe que, quando voltar ao time, terá que suar para ganhar a vaga de Perrotti, que vem ganhando pontos com a torcida e com Manzano. Luis Fabiano também decepciona e não é nem sombra daquele atacante da temporada passada. O brasileiro caiu de produção e viu sua vaga no ataque rojiblanco perdida para Negredo, artilheiro do time.

Perspectiva
Competição europeia. A fase não é animadora, mas não se deve subestimar o Sevilla, clube mais vencedor espanhol nos últimos seis anos fora Barcelona e Real Madrid. Com 20 pontos em 16 jogos, os sevillista encontram-se apenas na décima primeira colocação do Campeonato Espanhol. Além do mais, amargam cinco derrotas consecutivas na competição, o que não acontecia desde 2000 e posiciona Gregorio Manzano como o pior treinador do século 21 no clube. Mesmo assim, a confiança do presidente do time, José María del Nido, é tão grande de que a equipe irá reagir na competição, que já conta com o dinheiro que receberá por uma eventual participação na UEFA Champions League da próxima temporada.

Análise do primeiro turno: Hércules

Como um bom vinho, Trezegol continua melhorando com o passar dos anos (AP Photo)

Campanha
12ª posição. 16 jogos, 19 pontos. 5 vitórias, 4 empates e 7 derrotas. 18 gols pró e 22 gols contra.

Técnico
Esteban "Boquerón" Vigo. Esteban foi o responsável por devolver o Hércules à elite do futebol espanhol. Criado nas bases do Barcelona, Esteban Vigo é conhecedor de muitos canteranos do Barcelona ou, pelo menos, da forma como se cria. Com isso, preparou de forma muito inteligente o confronto contra os blaugranas na segunda rodada da Liga. O técnico fez o Hércules jogar com paciência e em contra-ataques, e bastarem duas chances para Valdez matar a partida. Após isso, Esteban Vigo virou unanimidade em Alicante e a palavra demissão praticamente não existe em sem dicionário. O técnico mudou o 4-3-2-1 que fez sucesso contra o Barcelona para o 4-2-3-1 e conseguiu manter o bom rendimento da equipe. E, por enquanto, o desempenho dos blanaquizules é melhor do que se imaginava: para quem começou o campeonato pensando em não ser rebaixado, a décima segunda colocação está de bom tamanho

Destaque
Trezeguet. Artilheiro do Hércules no campeonato, ele ainda é o cara. Após muito tempo no futebol italiano, David adaptou-se facilmente ao futebol esapnhol. Com a mesma sagacidade e o mesmo oportunismo de um garoto, cabe aos herculanos o agradecimento ao atacante por não ter renovado seu contrato com a Juventus. Também há outros destaques nesse Hércules: o francês Pamarot vai muito bem em sua segunda temporada no clube de Alicante, enquanto Pulhac tem crescido bastante na ala direita. Ainda assim, o maior destaque é Trezeguet, principalmente se acompanhado de Kiko, principal meio-campista do time e líder de assistências do Hércules. Não há dúvidas de que a dupla garante um nível bem mais alto à equipe.

Decepção

Haedo Valdez. As expectativas em torno do atacante paraguaio eram enormes. A boa Copa do Mundo somada a boa pré-temporada fizeram com que os torcedores blanquiazules tivessem esperança de ver um Hércules mais avalassador. Em sua primeira partida, Valdez calou o Camp Nou com um doblete para cima do Barcelona, numa vitória que pôs o mundo futebolístico boquiaberto. E é só disso que vive Valdez na competição. Após isso, o paraguaio fez mais dois gols e vem cometendo faltas bobas, que lhe custaram cinco cartões amarelo - é o jogador com mais cartões no time.

Perspectiva

Meio da tabela ou briga por Liga Europa. Pelo que fez até aqui, o risco de rebaixamento parece ter ficado para trás. Com a defesa bem arrumada e o meio-campo compacto e preparado para contra-atacar, o Hércules conquistou alguns bons resultados no primeiro turno. Porém, não dá para sonhar com muito mais do que isso. A Liga Europa está perto, mas tem times mais bem preparados e com elencos superiores para conseguir as vagas. Nomes como Haedo Valdez e Abel Aguilar precisam mostrar mais futebol para ajudar o Hércules a brigar por uma competição europeia. O preparo físico também precisa melhorar, já que o Hércules mostra-se avalassador quando tem fôlego e um time sem ambição quando este acaba - vide o jogo contra o Real Madrid.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Deportivo La Coruña

O Deportivo sonha com alguma competição europeia, mas o ataque improdutivo complica (reuters)

Campanha
13ª posição. 16 jogos, 18 pontos. 4 vitórias, 6 empates e 6 derrotas. 13 gols pró e 19 gols contra.

Técnico
Miguel Ángel Lotina. Na temporada passada, o Deportivo viveu um primeiro semestre muito bom, chegando a ocupar a terceira posição do campeonato. Porém, o cenário começou a ficar turbulento após a lesão de Filipe Luís e, a partir daí, os blanquiazules caíram numa má fase brusca. Boa parte do sucesso do primeiro trimestre era por causa do módulo 5-3-2 de Lotina, que privilegiava a defesa. Porém, de uma hora para outra, Lotina resolveu começar o campeonato em um 4-3-1-2, o que fez o Deportivo chegar a assumir a último posição. Sem opção, restou a Lotina voltar ao 5-3-2, que logo deu resultado. Com uma defesa sólida e poucas vezes ameaçada, o Deportivo voltou a respirar aliviado na competição, e o rebaixamento parece longe. Disputar uma competição europeia é o desejo de Lotina.

Destaque
Guardado. O mexicano começou muito bem a temporada comandando o meio-campo galego. Em votação recente no país, foi considerado o segundo melhor jogador do México, ficando atrás apenas do mancuniano Javier Hernándes, o Chicharito. No entanto, Guardado se lesionou e ficou afastados algumas rodadas, que acabaram essênciais à recuperação do Depor na competição. Nesse tempo, foi o espanhol Antonio Tomás que apareceu bem e não deixou o padrão de jogo do meio-campo cair.

Decepção
O ataque. Os torcedores galegos são, definitivamente, orfãos de Roy Makaay e, principalmente, Diego Tristán. Há muito tempo o ataque blanquiazul não impõe respeito desde a ida de Tristán ao futebol inglês. Com apenas 13 gols marcados, o Deportivo tem o terceiro pior ataque da compeitção. O promissor Adrián Lopez ainda não despontou e só conseguiu balançar as redes duas vezes até aqui. Riki não passou de um tento. A recuperação do bom momento desses jogadores vai ser essencial para definir se o time terá ou não condições de disputar uma competição europeia.

Perspectiva
Meio da tabela ou competição europeia. Não dá para saber realmente o que esperar desse Deportivo. A defesa é sólida; porém, o ataque é improdutivo. Uma sequência de vitórias é o necessário para fazer a equipe acreditar que pode chegar numa Liga Europa. Segundo o defensor Zé Castro, o grupo encontrou confiança recentemente. E, com confiança, um bom meio-campista como Guardado, um goleiro regular como Aranzubia e gente como Lopo, Tomás e Lassad é possível, sim, sonhar.

Análise do primeiro turno: Racing Santander

Em sua segunda passagem pelo Racing Santander, Miguel Ángel Portugal já é quase uma unanimidade (laliga.es)

Campanha
14ª posição. 16 jogos, 18 pontos. 5 vitórias, 3 empates e 8 derrotas. 13 gols pró e 23 gols contra.

Técnico

Miguél Angel Portugal. Ángel Portugal já havia treinado o Racing Santander em 2006-07. Após uma excelente temporada dos cantabrianos, Portugal renunciou seu mandato ao término da temporada, alegando diferenças com o contrato assinado. O técnico de Burgos então foi chamado, três temporadas depois de sua demissão, às pressas para tentar salvar o Racing Santander de uma situação calamitosa, em 2008-09. Poucos pensavam que os verdiblancos poderiam se salvar, mas Ángel Portugal conseguiu o feito com quatro pontos de vantagem e renovação para mais dois anos no comando. Esperava-se que, comandando o time desde o começo da temporada, Portugal formasse um Racing Santander mais competitivo, porém o meio da tabela é a única coisa que os verdiblancos conseguem ficar.

Destaque

A defesa. Com Rosenberg garantido alguns gols por partida, o ataque dá uma certa tranquilidade para o trabalho de defesa, que tem feito seu papel. Apesar das investidas do Getafe, Toño acabou ficando na Cantábria e, se sofre tão poucos gols, deve-se muito ao cherifão Torrejón. Munitis, no vértice baixo do losango do meio-campo, é uma grata surpresa, assim como o ex-Coritiba Ariel, que tem atuado de forma surpreendente na ligação com o ataque (posição muito diferente da que ele atuava em tempos de Coritiba).

Decepção

Papa Dioup. O meio-campista senegales não é nem a sombra daquele na temporada passada, que participou, diretamente, de 45% dos gols do Racing Santander. Jogando mal, errando passes bobos, sendo substituído direto por Portugal, o senegales passou a conviver com os cartões: com dez cartões amarelos, Dioup é o jogador que mais recebeu cartão na competição. As opções no banco são poucas e nada confiáveis, o que faz Dioup ainda ser titular. Desempenho apagado também do meio-campista Arana, que tem inegável qualidade técnica, mas que, de uns tempos para cá, tem convivido com lesões musculares frequente.

Perspectiva

Meio da tabela. Com o elenco que tem, há três meses era raro quem não apostasse no rebaixamento do Racing Santander na temporada passada. A saída de Canales para o Real Madrid foi um baque sentido, mas hoje, tudo mudou: as dúvidas tornaram-se certezas positivas e poucas foram as apostas que deram errado. Ainda assim, o elenco verdiblanco é curto demais para disputar com tantos concorrentes uma vaga na Liga Europa. Mas não se ver lutando contra o rebaixamento a dois meses do fim da Liga BBVA já será uma conquista e tanto para o clube.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Osasuna

Após ganhar, aparentemente, a luta contra as lesões, Aranda vem se destacando no Osasuna (getty images)

Campanha
15ª posição. 16 jogos, 17 pontos. 4 vitórias, 5 empates e 7 derrotas. 15 gols pró e 20 gols contra.

Técnico
José Antonio Camacho. Há três temporadas no Osasuna, Camacho sempre faz uma campanha mediana. A dá desta temporada, porém, já liga o alerta do rojones: com 17 pontos, o Osasuna está há 4 pontos da zona de rebaixamento e seus rivais já começam a se reforçar no mercado, enquanto que o time só perde jogadores. Camacho, entretanto, tem uma carta na manga: o técnico conseguiu manter seus jogadores focados e os quatro pontos acima da zona de rebaixamento podem ser considerados uma vitória. Além de manter a forte defesa, que já era destaque no ano passado, o técnico acrescentou um bom poder de reação e mais garra a seu conjunto.

Destaque
Aranda. No clube desde a temporada passada, o atacante tem cada vez mais moral na equipe. Sempre atrapalhado por lesões em suas passagens anteriores pela Espanha, Aranda encontrou a boa forma e tem sido o ponto de fantasia da equipe, desequilibrando partidas a favor do Osasuna, como no empate muito comemorado por Camacho contra o Valencia, no Mestalla. Destacam-se também os aguerridos Nekounam, Puñal e Soriano verdadeiros leões em campo. Vadócz também não tem deixado a desejar.

Decepção

Pandiani. O uruguaio já não é mais o mesmo. Principal responsável pela salvação na temporada 2008-09, Pandiani não mostra mais aquele futebol refinado e goleador. Prova maior disso é que, em onze jogos nesta temporada, El Pipo só marcou apenas dois gols. Pouco para quem foi a maior estrela de sua equipe. Lekic chegou como uma estrela, mas até agora não brilhou: o ex-atacante do Estrela Vermelha viu a ascensão de Aranda no time, e pouco fez para mostrar o futebol convincente que levou o time de Pamplona a contratá-lo. Com a saída de Azpilicueta, Nelson ainda não deu conta do recado na latera esquerda, o que faz os torcedores sentirem muitas saudades de Azpi.

Perspectiva
Meio da tabela. Aliás, essa sempre foi a missão de Camacho, cujo time não tem muitos desejos. A queda cedo na Copa del Rey, já fala por sí próprio sobre este time, totalmente sem vontade de vencer algo maior. Talvez esteja na hora de pensar na renovação do elenco, que parece já ter atingido se auge e já representa um momento de entrefassa. Camacho poderia dar chances a alguns jovens da base, que é uma das melhores da Espanha.

Análise do primeiro turno: Levante

Renegado pelo Málaga e pelo Manchester City, Felipe Caicedo voltou ao futebol espanhol para ser estrela do Levante (cadenaser.com)

Campanha
16ª posição. 16 jogos, 15 pontos. 4 vitórias, 3 empates e 9 derrotas. 18 gols pró e 26 gols contra.

Técnico

Luis García Plaza. Plaza foi o técnico responsável por devolver o Levante à elite do futebol espanhol após duas temporadas longe. Com essas credenciais, começou o campeonato deste ano com tranquilidade e surpreendeu nas primeiras rodadas, quando os grantoas chegaram a ocupar a sexta posição da tabela e segurou o Real Madrid no Ciutat de Valencia. Após os jogos contra os merengues, no entanto, o time começou a desandar e o treinador chegou a balançar no cargo após a queda de rendimento, mas permanece com moral. O que surpreende em sua gestão é ter mudado radicalmente algumas peças em relação ao trabalho do italiano Gianni d'Biase, técnico que rebaixou o Levante. O maior mérito do treinador é, até agora, a estruturação do combativo meio-campo formado por Xavi Torres, Xisco Nadal, Stuani, Juanlu e Sergio.

Destaque

Caicedo. Sem espaço no Manchester City, o equatoriano regressou à Liga BBVA, onde não está deixando a desejar: com sete gols, é o artilheiro do Levante na temporada. Sergio (aquele mesmo, ex-Deportivo) mostra que envelheceu como vinho. O meio-campista ainda mostra sua técnica refinada e sua capacidade de organizar o time. Quem também merece destaque é uruguaio Cristian Stuani, que chegou cedido junto a Reggina e já se tornou um dos grandes jogadores do time, responsável por auxiliar Caicedo e dar velocidade ao lado direito do time, muito leve e perigoso. Na temporada passada, já havia mostrado seu belo futebol no Albacete, que tem metade dos direitos do jogador, onde marcou 22 gols em 40 partidas. Manuel Salvador Serra, diretor esportivo do clube, com permissão de Francisco Javier Catalán, presidente do Levante, já deixou claro que tem o desejo de comprar por total o passe do jogador.

Decepção

Nacho González. O jogador chegou com uma esperança de gols para o ataque. Esperava-se, também, uma dupla letal com Caicedo, porém o que se viu de Nacho foram as lesões. O jogador só disputou três partidas no campeonato e não voltou mais ao time por causa de lesões musculares. A zaga também decepciona e vem dando mostras disso: nas últimas três partidas, a zaga granota recebeu quinze gols, oito apenas do Real Madrid, pela Copa do Rei.

Perspectiva

Permanecer na Liga BBVA. Com 15 pontos e fora da zona de rebaixamento por apenas dois pontos, fica difícil sonhar com outra coisa. O Málaga, primeiro time da zona de rebaixamento, vem em uma grande margem crescente, além de ter qualidade. Com certo potencial e bastante experiência, ficar na divisão máxima não é uma meta absurda para o Levante, e sim questão de detalhes. O potencial, contudo, é limitado, e em nada pode ajudar se continuar adormecido numa experiência que também pode ser só velhice.

Análise do primeiro turno: Almería

Pênalti é com ele: Diego Alves já agarrou onze dos quatorze pênaltis marcados contra o Almería na competição. Vai uma aulinha? (AP Photos)

Campanha
17ª posição. 16 jogos, 13 pontos. 2 vitórias, 7 empates e 7 derrotas. 15 gols pró e 25 gols contra.

Técnico
Juan Manuel Lillo, até a décima segunda rodada; José Luis Oltra, a partir da décima quarta. Na Espanha, quando se fala em Lillo, a primeira coisa que vem à cabeça é o feito do técnico de Tolosa em tirar o até então desconhecido Salamanca da segunda B e, em duas temporadas consecutivas, levá-la à Liga BBVA. Lillo, também, é conhecido por ser o treinador mais jovem da história do futebol espanhol a debutar em uma competição (29 anos). O técnico, então, foi encarregado de, em 2009-10, tirar o Almería da zona de rebaixamento, e começou sua nova "aventura". Trás conseguir a permanência na Liga BBVA, teve seu contrato prorrogado até 20 de maio de 2011, uma temporada a mais. Porém, em novembro desse ano, o Almería tinha um time eficaz e uma defesa bem sólida, mas tudo foi por água abaixo quando acabou goleado pelo Barcelona por 8 a 0, o que acabou valendo a demissão de Lillo. Para seu lugar, foi chamado José Luís Oltra, que ainda não achou o módulo necessário para fazer o Almería voltar a jogar futebol de verdade, desde aquela fatídico 20 de novembro.

Destaque
Diego Alves. O goleiro vai mostrando o porquê de ser um dos jogadores mais cobiçados do futebol espanhol. Pela terceira temporada consecutiva, vai sendo o destaque de um time com pouca criatividade no meio-campo. Nesta temporada, foram marcados contra o Almería quatorze pênaltis, onde somente três deles entraram: os outro nove foram tudos pegos pelo o goleiro brasileiro, que vai mostrando sua principal virtude por mais uma temporada - em 2009-10, o goleiro acabou o campeonato como o maior pegador de pênaltis. Piatti também segue se destacando no ataque e é o artilheiro da equipe com cinco gols. A sua dupla, Uche, vive uma fase muito boa, com 0,36 gols por partida. Antes da partida contra o Barcelona, a defesa andaluza era bem sólida e só ficava atrás apenas das defesas de Real Madrid e Barcelona, como as menos vazadas da competição.

Decepção
Ulloa. Quando Lillo utilizou o 4-1-2-3, era por um único motivo: unir Piatti, Uche e Ulloa. Os dois primeira seguem à risca do treinador, mas o terceiro "parou no tempo". Ulloa ainda não achou o futebol da temporada passada, o que já fez Oltra ficar revezando entre o 4-2-2-2 e 4-3-1-2. A paciência do técnico reflete-se fora de campo: o jogador passou a conviver com problemas extracampos, que estão minando seu futebol. O diretor esportivo do clube, Alberto Benito, já avisou que poderá dar uma multa ao jogador caso os problemas voltem a acontecer e também já avisou que o time não irá se reforçar no mercado de inverno.

Perspectiva
Permanecer na Liga BBVA. Após a demissão de Lillo, o time teve uma queda brusca de rendimento, que o colocou na décima sétima posição e com os mesmos pontos do Málaga, que já vai crescendo no campeonato e é o primeiro da zona. A defesa precisa voltar a ser a mesma desde o jogo contra o Barcelona, quando era a terceira melhor do campeonato. O ataque não tem nada a se queixar, porém o meio-campo carece de criatividade. A esperança é que Piatti não saia na janela de transferências de janeira e continue fazendo boa dupla com Uche.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Málaga

O sheik Abdullah Al Thani pretendia transformar o Málaga na terceira força do futebol Espanhol, mas o time ainda não andou (reuters)


Campanha
18ª posição. 16 jogos, 13 pontos. 4 vitórias, 1 empate, 11 derrotas. 20 gols pró, 35 gols contra.

Técnico
Jesualdo Ferreira, até a nona rodada; Manuel Pellegrini, a partir da décima primeira rodada. O sheik Abdullah Al Thani comprou o time no início da temporada e, até hoje, pretendia transformar o Málaga em terceira força do futebol espanhol. Com isso, anunciou o português Jesualdo Ferreira para treinar os blanquiazules. Jesualdo, porém, não conseguiu liderar o time que mais se reforçou no mercado e não conseguiu implantar aos boquerones o padrão de jogo necessário para que o desejo de Al Thani tornasse realidade. Com apenas duas vitórias em nove jogos, Ferreira não durou muito tempo no cargo técnico dos boquerones e foi demitido. A cúpula andaluza foi rápida e, horas depois da demissão do português, anunciou o nome de Pellegrini, que já havia feito um ótimo trabalho no Villarreal e um bom trabalho no Real Madrid, onde foi o técnico com maior pontuação em uma única temporada na história do clube merengue. Em oito jogos, porém, Pellegrini só conseguiu duas vitórias e vem de seis derrotas consecutivas. Entretanto, Pellegrini avisou que só começará a trabalhar de "verdade" a partir de janeiro, quando já pediu muitos reforços - principalmente para a defesa - para o time, que promete ser promissor.

Destaque
Quincy Owusu-Abeyie. O jogador, que procedeu do Al Sadd, adaptou-se rapidamente ao esquema utilizado pelos dois técnico. Um extremo direito que se destaca pela velocidade e inteligência. Disputou todas as 16 partidas do Málaga na competição, onde apenas foi reserva em somente duas delas. Se tiver mais companheiros de boa qualidade no meio-campo, pode se tornar mais peça-chave ainda deste Málaga. Rondón também vem se destacando no ataque: após dois meses fora por lesão, voltou para ser o artilheiro da equipe no campeonato, com cinco gols. Apoño era o grande distribuidor da equipe, com uma média de 65% de acertos. Porém, se lesionou e só volta em fevereiro, o que mostra como o Málaga perdeu um pouco do ímpeto com a lesão do meio-campista.

Decepção
A defesa. Com trinta e cinco gols contra, a defesa é a menos vazada da competição. Ponto mais temerário do Sheik e, principalmente, de Pellegrini, que já pediu muitos reforços para o setor. Demichelis, do Bayern de Munich, já chegou com um empréstimo com direito de compra e Asenjo, para o gol, e Camacho estão próximos. Duda, destaque na temporada passada, ainda não encontrou o futebol que o fez ganhar destaque e pouco produziu neste primeiro semestre de Liga.

Perspectiva
Livra-se do rebaixamento e ir mais longe na Copa del Rey. A segunda ficou mais complicada, com a derrota para o atual campeão, Sevilla, por 5 a 3, quando tinha a partida nas mãos - vencia por 3 a 2. Quando Al Thani comprou o time, no início do semestre, parecia que as coisas melhorariam - vale lembrar que o time se salvou do rebaixamento na última rodada da temporada passada, com um empate ante o Real Madrid por 1 a 1 -, mas não foi o que aconteceu. O time tem a defesa mais vazada e o time que mais perdeu. Com os reforços chegando, espera-se que o time salva-se novamente do rebaixamento e que chegue em uma competição europeia, menos provável.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Sporting Gijón

Diego Castro é o destaque de um time que convive com lesão e pouco se reforçou no mercado (getty images)

Campanha
19ª posição. 16 jogos, 12 pontos. 2 vitórias, 6 empates, 8 derrotas. 13 gols pró, 24 gols contra.

Treinador
Com a experiência de ser um dos treinadores mais velhos da toda a Liga BBVA e de ser o treinador a mais tempo no cargo, Manuel Preciado não corre risco de ser demitido pela diretoria de clube. Ainda mais após a renovação de mais três anos com o clube asturiano logo após o término da temporada 2008-09. Tanta moral se deve ao desempenho improvável (e excelente) das últimas duas temporadas, mas também ao fato de que o treinador cantabriano conseguiu achar um módulo eficaz para fazer o seu time jogar, o 4-4-2 na forma de um losango. A série de lesões de jogadores importantes desde a metade do primeiro turno foi um duro golpe nas pretensões do treinador, que se viu sem opções de porte para tentar mudar a situação. Preciado tem parte da culpa pela situação que o time atravessa: talvez devesse ter se imposto mais quando Manuel Vega-Arango, presidente do time, resolveu gastar pouco no mercado de verão e desse prioridade a uma categoria de base que, além de ter pouco prestígio, não tem se destacada em competições nacionais. Preciado viu-se envolvido em polêmica, aberta por Mourinho, quando resolveu lançar mão de seu time titular na visita ao Camp Nou. O português ouviu muito de Preciado, que chamou-o de canalha, quando os blancos foram ao El Molinón.

Destaque
Diego Castro. O camisa 17 foi o grande nome rojiblanco de duas temporada atrás, quando o time voltou à Liga BBVA, e teve seu nome ligado a transferências para Valencia, Getafe e Atlético de Madrid. Porém, acabou sumindo dividido entre lesões e problemas extracampo. Na atual temporada, vira o ano como artilheiro do time, com cinco gols e ótimas apresentações junto de Lola no suporte a Barral. O trio, aliás, é o que de melhor tem no Sporting Gijón, que poderia estar numa situação melhor se De Las Cuevas estivesse em boa fase. Na zaga, Botía, apesar de inexperiente, mostra-se um chefão. Sem grandes chances no Barcelona, acabou tendo seu passe comprado por completo pelo time asturiano, e vai mostrando que o investimento valeu a pena.

Decepção
Miguel De Las Cuevas. O canterano surgiu como um meteoro na sua primeira participação na Liga, na temporada passada. Comandou o Sporting Gijón a uma posição mediana e foi, por várias vezes, salvador da pátria. Porém, de jovem sereno e centrado, o bambino de Preciado parece estar sentindo o peso da titularidade e não conseguiu evoluir tudo que esperava-se nesta temporada. Quem também está fazendo menos do que pode é Bilic. O atacante foi uma aposta da cúpula rojiblanca, que conseguiu segurá-lo no time por mais uma temporada, mas ainda não mostrou por que ficou: foram apenas oito partidas disputadas, sendo apenas duas como titular, e nenhum gol. Após isso, conviveu com lesões musculares e está afastado do time, ao qual não deverá voltar a ser titular, já que David Barral vem exercendo um bom papel no ataque.

Perspectiva
Livra-se do rebaixamento. O fato de haver muito pouco a elogiar neste Sporting Gijón, passa pela estratégia fútil de mercado adotada pela sua diretoria, que não reforçou o time como deveria em todos os setores. O enfraquecimento mais sentido foi no meio-campo: O clube perdeu Gerard e Kike Mateo, dois jogadores que vinham exercendo bom papel na meiuca do time, além de Lola, e acabou contratando apenas Eguren, que mostrou o porquê de ter sido dispensado do Villarreal. Além dos reforços, o físico dos jogadores precisa ajudar: caso os problemas por lesão diminuam no elenco e Preciado possa trabalhar com mais tranquilidade, o time das Astúrias pode superar o dramo e obter a salvação, como vem obtendo já em duas temporadas consecutivas.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Zaragoza

Com o início das festas de fim de ano, a Liga BBVA chega a seu intervalo.

Em pílulas, o Quatro Tiempos trará aos leitores um pequeno raio-x das campanhas dos vinte times da Liga BBVA até o momento, a começar do lanterna Zaragoza. E antecipamos o desejo de boas festas neste fim de ano, somado ao agradecimento a nossos fiéis visitantes. Feliz natal e um ótimo 2011!


Análise do primeiro semestre
: Zaragoza

No fraco time do Zaragoza, o promissor Ander Herrera tem se destacado (elzaragoza.com)

Campanha
20ª posição. 16 jogos, 10 pontos. 1 vitória. 7 empates. 8 derrotas.

Treinador
José Aurélio Gay, até a décima rodada ; e Javier Aguirre, a partir da décima primeira. É inegável que o número de treinadores de uma equipe costuma ser inversamente proporcional ao seu êxito. No Zaragoza não foi diferente: em seis meses, os maños contaram com dois técnicos e têm apenas uma vitória em toda a Liga. Gay, que comandou a salvação tranquila da temporada passada, não resistiu aos mínimos sete pontos em dez jogos e foi substituído por Javier Aguirre, ex-treinador do Atlético de Madrid e da seleção mexicana. Tendo como melhor resultado uma eliminação na Copa del Rey e três empates em seis jogos, já é possível prever que o futuro de Aguirre no time Aragão é bastante improvável.

Destaque
Ander Herrera. O jovem, que já havia ganhado chances nos últimos jogos da temporada passada, vai mostrando o porquê de ter sido a aposta de Gay. Jogando de enganche no 4-2-3-1 dos maños, o garoto é um exímio distriduidor de bolas. Ficou marcado neste primeiro semestre como o Zaragoza depende das jogadas do garoto, já que o ataque é um dos piores da competição, com apenas 14 gols. Dos 14, seis vieram de Bertolo e Gabi, que só marcou gols de pênalti na competição. O Zaragoza sente falta de Suazo, principal responsável pela salvação na temporada passada. Sinama Pongolle, enquanto esteve disponível, também foi um bom destaque do Zaragoza.

Decepção
Edmilson. Ninguém espera que o brasileiro seja um fenônemo na volância. O que se cobra dele é que desempenhe bem as funções de um volante ágil e habilidoso. No Zaragoza, o brasileiro teve uma queda brusca de rendimento. Depois de umas temporadas como titular do Barcelona campeão europeu - o Barcelona de 05/06 -, o ex-Palmeiras passou a acompanhar a maior parte dos jogos de sua atual squadra do banco de reservas.

Perspectiva
Livra-se do rebaixamento, como na temporada passada. Os maños, porém, não terão vida fácil. Com 10 pontos em 16 jogos, será necessário, sobretudo, melhorar em demasia a defesa, no momento a segunda pior do campeonato, com 27 gols sofridos. Tal setor do campo carece não só de qualidade, como também de quantidade: são poucas as peças de reposição para um elenco cujo time titular já não é grande coisa. O ataque, por sua vez, precisa ser acertado: Alex Sanchéz, Braulio, Kevin, Marco Pérez, Sinama Pongolle e Uche, embora não sejam craques, podem, sem dúvidas, render mais ao time se mais bem aproveitados.

Análise feita nos moldes da Parada de Inverno do Quattrotratti