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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Há vida sem Juan Mata?

Pensativo: Unai Emery ainda não tem muito em mente quem escalar no lugar de Mata, que rumou para o Chelsea. Piatti aparece como primeira opção (marca)

Após concluir a venda de Mata para o Chelsea nos últimos dias do mercado de verão, Unai Emery logo se viu numa enrascada: haverá criação no meio-campo sem seu principal jogador na última temporada? O presidente Manuel Llorente não precisou ir ao mercado nos últimos dias para comprar um substituto à altura do ex-camisa 10. No elenco, Emery já conta com sete jogadores das características de Mata para a meia-esquerda.

À disposição de Unai, estão Sergio Canales, Pablo Hernández, Sofiane Feghouli, Pablo Piatti e o canterano Bernat, que irá ganhar mais minutos nesta temporada, além dos laterais esquerdos Jordi Alba e Jerémy Mathieu, que apareceram nessa posição em alguns jogos da pré-temporada. Enquanto Mata estreou com o pé direito no Chelsea, na mesma tarde, o Valencia estreava na Liga BBVA contra o Racing Santander.

O mistério por seu substituto se desfez com bastante surpresa: Emery optou pela titularidade do jovem Bernat, que aparecia como última opção, ao invés dos outros jogadores mais experientes. Dias antes do duelo, o técnico já havia acenado com a possibilidade de Bernat iniciar entre os titulares. Na estreia do Valencia Mestalla na Segunda División B contra o Orihuela, o jogador foi cortado da partida sem motivo algum para reforçar o treinamento da equipe A, que se preparava para a partida. Na pré-temporada, o jovem já havia deixado o treinador bastante satisfeito após uma partida amistosa contra o Sporting, juntamente com Piatti.

O ex-Almería monopolizou a parte esquerda do meio-campo em partidas nas quais Mata não disputou na pré-temporada. Apesar de ter começado no banco contra o Racing Santander (entrou na volta à segunda etapa), o argentino é, hoje, a primeira opção de Unai para ser o substituto natural do jogador blue. Canales também joga muito preso à esquerda, embora tenha se destacado no Racing Santander jogando mais pelo meio, na ligação ao ataque. É essa a ideia inicial de Emery com o jogador pertencente ao Real Madrid: jogador com liberdade pelo meio em 4-2-3-1, esquema que está se tornando praxe na equipe blanquinegra.

O dinamismo dos jogadores ofensivos do Valencia propicia que, na linha de três jogadores atrás do centroavante, os meio-campistas se revezem durante muitos momentos da partida, algo semelhante ao esquema do Real Madrid. Para o duelo de amanhã contra o Atlético de Madrid, válido pela segunda rodada, a opção mais plausível para iniciar é, justamente Piatti, com Dani Parejo no suporte a Soldado. Adepto às rotações, é provável que Unai ainda mude muito até achar, com firme certeza, o substituto de Mata, que, por sua vez, vai se tornando o xodó da torcida do Chelsea.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Balanço Final: Almería

Nesta temporada, o Almería teve poucos motivos para comemorar. Rebaixado, a base da equipe deve ser mantida para a disputa da Liga Adelante (AS)

Campanha: 20ª colocação, 38 jogos, 6 vitórias, 12 empates e 20 derrotas. 36 gols pró e 70 gols contra.
Competição europeia: Não participou.
Copa del Rey: Eliminado nas semifinais pelo vice-campeão Barcelona.
Time-base: Diego Alves; Macedo, Marcelo Silva, Carlos García, Luna; Mbami, Bernardello; Piatti, Vargas, Crusat; Ulloa.
Os artilheiros: Pablo Piatti (8 gols), Leonardo Ulloa e Kalu Uche (7), Albert Crusat (3).
Os técnicos: Juan Manuel Lillo, até a 12ª rodada; José Luis Oltra, a partir da 14ª rodada.
O destaque: Pablo Piatti
A decepção: Sofiane Feghouli

Último colocado com louvor, o Almería deu aula de desorganização nessa temporada, sobretudo no segundo semestre. A boa base do campeonato 2009/2010 foi mantida, mas o elenco desgastado e inferior aos adversário do descenso não suportou a carga de jogos (Copa del Rey + Liga BBVA) e caiu com quatro rodadas de antecedência. Com todos os caminhos apontando para o meio da tabela novamente, o clube se sustentou bem no primeiro turno da competição e chegou a dar esperanças para seus torcedores. Porém, o segundo turno foi terrível: apenas três vitórias em dezenove jogos.

Com créditos após uma boa temporada, Lillo permaneceu no cargo até a goleada sofrida ante o Barcelona por 8 a 0. Até o jogo contra os blaugrana, os rojiblancos da Andaluzia faziam um campeonato saudável, onde - acreditem - sua defesa era a terceira menos vazada. Após sua saída, Oltra deixou de usar o 4-3-2-1 e experimentou o time no 4-2-3-1 e, às vezes, no 4-3-1-2, que deixa muitos espaços para os adversários contra-atacarem. Para isso, falaram mais alto o mau desempenho daqueles que deveriam serem os protagonistas. Crusat, Uche e Vargas caíram surpreendentemente de produção no segundo semestre, deixando para Piatti a função de herói - que acabou não concluindo.

Para a disputa da Liga Adelante, o presidente Alfonso García Gabarrón promete uma série de mudanças drásticas na equipe. A começar pela troca de treinador: José Luis Oltra foi demitido logo após o término da Liga BBVA e o ex-jogador argentino Luis Zubeldía foi contratado com a missão de levar a equipe de volta à elite espanhola. O plantel deverá ser formado apenas por jogadores do mercado nacional, muito por causa, também, da economia do clube. Diego Alves , que vai para o Valencia, e Piatti, destaques da equipe na temporada, já assinaram com outros clubes - no caso de Piatti, falta apenas a confirmação do Osasuna - e será difícil achar substitutos à altura no mercado. Outra medida do presidente é tentar, sempre que possível, contratar jogadores a custo zero. Ricardo León, do Tenerife, e Toché, do Cartagena, já foram contratados desta maneira. A boa notícia é que a base da equipe rebaixada (base boa para a disputa da segundona, diga-se de passagem) deve ficar, à exceção dos dois jogadores citados e o lateral-esquerdo Luna.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Complicado, Atlético...

Ambiente tenso: com mais uma derrota em um dérbi, Quique Sanchéz Flores começa a ficar com as cordas bambas (getty images)

Como deixar de confiar em um time que tem em seu plantel jogadores como Agüero, Forlán, Reyes, De Gea, Filipe Luís, Juanfran? Mas como confiar em um time que, ano após ano, se planifica da melhor maneira possível, gasta muito dinheiro com contratações e, principalmente, não vence o seu maior rival a 35 partidas (12 anos, para exemplificar melhor)? Este dilema pauta o Atlético de Madrid. Os rojiblancos são, sem sombra de dúvidas, um dos times mais difícil de entender em cenário espanhol (e, quem sabe, mundial). Vindos de uma derrota acachapante ante o Hércules, o Atlético de Madrid chegou para o dérbi de ontem pressionado - mais uma vez, diga-se de passagem.

Quando Forlán abriu o placar aos sete minutos, parecia que o tabu estaria prestes a cair. Só parecia. Em nenhum momento o Real Madrid "ajudou" para que a racha negativa colchonera pudesse acabar. Com Cristiano Ronaldo e Özil em dia inspirado, os merengues enlouqueceram a zaga rival, e De Gea era obrigado a fazer grandes defesas para evitar um resultado maior. O jovem goleiro, aliás, só não foi o melhor jogador da partida porque o português e o turco-alemão tiveram um destaque maior. De Gea fez defesas de tudo que é jeito e sem tem alguém a se elogiar neste Atlético de Madrid é o arqueiro. Agüero e Forlán também deram trabalhos à defesa blanca, mas no todo da partida, Sergio Ramos - deslocado para função de zagueiro - e Ricardo Carvalho souberam conter bem os ataques da dupla sul-americana.

O time de José Mourinho se manteve bem ofensivo no primeiro tempo. Teve quase 70%de posse de bola e finalizou oito vezes, contra apenas uma dos visitantes. Na segunda etapa, o ímpeto merengue aumentou mais e orquestrados por Özil, que, até então, fazia uma partida tímida, o Real Madrid virou. A saída de Benzema e a entrada de Kaká também foi um dos fatores da virada merengue. Não que o brasileiro tenha tido participação nos gols, mas a movimentação da equipe mudou e ficou mais veloz, já que Benzema estava muito parado. Antes do gol da virada, porém, Forlán jogou na trave a chance de desempatar o marcador. Um minuto depois, Özil partiu para jogada individual pela direta, deixou Filipe Luís para trás e cruzou na medida para Cristiano Ronaldo aumentar.

No final da partida, Özil fez um de seus gols mais fáceis, mas que serviu para consagrar o melhor jogador da partida. O turco-alemão tabelou com Cristiano Ronaldo e a bola acabou batendo em Filipe Luís e voltando para a canhota mágica do meio-campista, que jogou no canto esquerdo de De Gea para definir a partida. "Falha feia do Filipe Luís, que parece ter ficado na Galícia e mandado um irmão gêmeo pra Chamartín", bem definiu o amigo Leonardo Bertozzi. O lateral brasileiro ainda não se encontrou em Manzanares e parece ter esquecido aquele futebol que quase o levou ao Barcelona.

Sobrou para Quique Sanchéz Flores. O treinador se reuniu com Jesus García Pitarch, diretor esportivo rojiblanco, por duramente uma hora. Quem também não gostou nada da postura dos seus jogadores em campo foi o presidente do clube, Enrique Cerezo. Nas palavras do presidente "os seus jogadores não têm nada do que reclamar do árbitro e que já está cansado de ver a mesma postura exercida em jogos contra o Real Madrid". Apesar de Quique Sanchéz Flores ter mudado totalmente o discurso, ao falar que o Atlético tem chances de classificação por ser "supercompetitivo" em jogos eliminatórios, o ambiente rojiblanco está muito conturbado. E só uma classificação pode inverter a situação, além de dar uma grande injeção de ânimo para a continuidade da temporada.

Na Andaluzia...
Pela primeira vez em sua história, o Almería entrava a campo disputando uma quarta-de-final de Copa del Rey. Disposto a levar o jogo para o Riazor, Lotina montou seu Deportivo no 5-4-1. Porém, não contava com a má sorte de Rindaroy, que marcou o único gol da partida. Um gol contra. Em uma partida bem fraca tecnicamente, as emoções que tomaram o restanta da Copa del Rey não deram as caras no Juegos Mediterráneos por ao menos um minuto. Apenas cinco chutes ao gol em 90 minutos explica porque de uma partida tão fraca. De destaque, apenas Piatti. Presente em todas as ocasiões de perigos do time rojiblanco, o argentino foi o nome da partida, já na vigília para o jogo contra o Real Madrid, no domingo.

Veja também:
Villarreal 3x3 Sevilla
Barcelona 5x0 Real Bétis

sábado, 25 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Almería

Pênalti é com ele: Diego Alves já agarrou onze dos quatorze pênaltis marcados contra o Almería na competição. Vai uma aulinha? (AP Photos)

Campanha
17ª posição. 16 jogos, 13 pontos. 2 vitórias, 7 empates e 7 derrotas. 15 gols pró e 25 gols contra.

Técnico
Juan Manuel Lillo, até a décima segunda rodada; José Luis Oltra, a partir da décima quarta. Na Espanha, quando se fala em Lillo, a primeira coisa que vem à cabeça é o feito do técnico de Tolosa em tirar o até então desconhecido Salamanca da segunda B e, em duas temporadas consecutivas, levá-la à Liga BBVA. Lillo, também, é conhecido por ser o treinador mais jovem da história do futebol espanhol a debutar em uma competição (29 anos). O técnico, então, foi encarregado de, em 2009-10, tirar o Almería da zona de rebaixamento, e começou sua nova "aventura". Trás conseguir a permanência na Liga BBVA, teve seu contrato prorrogado até 20 de maio de 2011, uma temporada a mais. Porém, em novembro desse ano, o Almería tinha um time eficaz e uma defesa bem sólida, mas tudo foi por água abaixo quando acabou goleado pelo Barcelona por 8 a 0, o que acabou valendo a demissão de Lillo. Para seu lugar, foi chamado José Luís Oltra, que ainda não achou o módulo necessário para fazer o Almería voltar a jogar futebol de verdade, desde aquela fatídico 20 de novembro.

Destaque
Diego Alves. O goleiro vai mostrando o porquê de ser um dos jogadores mais cobiçados do futebol espanhol. Pela terceira temporada consecutiva, vai sendo o destaque de um time com pouca criatividade no meio-campo. Nesta temporada, foram marcados contra o Almería quatorze pênaltis, onde somente três deles entraram: os outro nove foram tudos pegos pelo o goleiro brasileiro, que vai mostrando sua principal virtude por mais uma temporada - em 2009-10, o goleiro acabou o campeonato como o maior pegador de pênaltis. Piatti também segue se destacando no ataque e é o artilheiro da equipe com cinco gols. A sua dupla, Uche, vive uma fase muito boa, com 0,36 gols por partida. Antes da partida contra o Barcelona, a defesa andaluza era bem sólida e só ficava atrás apenas das defesas de Real Madrid e Barcelona, como as menos vazadas da competição.

Decepção
Ulloa. Quando Lillo utilizou o 4-1-2-3, era por um único motivo: unir Piatti, Uche e Ulloa. Os dois primeira seguem à risca do treinador, mas o terceiro "parou no tempo". Ulloa ainda não achou o futebol da temporada passada, o que já fez Oltra ficar revezando entre o 4-2-2-2 e 4-3-1-2. A paciência do técnico reflete-se fora de campo: o jogador passou a conviver com problemas extracampos, que estão minando seu futebol. O diretor esportivo do clube, Alberto Benito, já avisou que poderá dar uma multa ao jogador caso os problemas voltem a acontecer e também já avisou que o time não irá se reforçar no mercado de inverno.

Perspectiva
Permanecer na Liga BBVA. Após a demissão de Lillo, o time teve uma queda brusca de rendimento, que o colocou na décima sétima posição e com os mesmos pontos do Málaga, que já vai crescendo no campeonato e é o primeiro da zona. A defesa precisa voltar a ser a mesma desde o jogo contra o Barcelona, quando era a terceira melhor do campeonato. O ataque não tem nada a se queixar, porém o meio-campo carece de criatividade. A esperança é que Piatti não saia na janela de transferências de janeira e continue fazendo boa dupla com Uche.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Resumo: 6ª Rodada (2ª Parte)

Cristiano Ronaldo: ele deixou o ansiedade de lado, desencantou e marcou duas vezes no, enfim, show do Real Madrid (defensacentral)


No desenrolar-se da rodada, vimos um novo tropeço do Barcelona diante dos seus afficionados, a força do Sevilla de Manzano e, enfim, do Real Madrid de Mourinho e vimos uma nova vitória do Villarreal, na segunda colocação. Ponto para a dupla da Comunidade Valenciana, lider e vice-lider da competição (Valencia e Villarreal, respectivamente).

Real Madrid 6x1 Deportivo
Se o Real Madrid e os seus atacantes sofriam pela falta de pontaria, pode-se dizer que isso passou. No confronto contra o Deportivo, os merengues desencantaram e em alto estilo: cinco dos seis gols foram marcados por jogadores ofensivos (Zé Castro marcou um gol contra). Ante um inocente Deportivo, que apenas opôs resistência, o Real Madrid fez sua melhor partida na temporada. Os gols foram consequência do bom jogo da equipe de Mourinho, que, para a alegria da torcida, deu um tempo para o promissor Juan Carlos entrar em campo. O canterano entrou com personalidade, recebendo bola, indo armar o time e sendo importante nas infiltrações pelo lado esquerdo. A partida dibulhou o panorama ideal para este Madrid, que apenas tardou quatro minutos para solucionar o choque. Cristiano se antecipou a Lopo em um escanteio lançado por Özil para abrir o placar e acabar com qualquer resistência do Deportivo. O Madrid cresceu de tal maneira que acabou engolindo seu rival. Com esse gol, a ansiedade de Cristiano sumiu e a da equipe também. Porém, não serviu para Cristiano encontrar a solidariedade para com seus companheiros.

O Real Madrid consumiu um mês de competição com seus torcedores mais entretidos com as atuações de seu técnico e suas coletivas do que com o jogo da equipe. Os momentos para disfrutar foram tão escassos que cada partida só servia para alimentar as dúvidas nascidas das partidas anteriores. A decepção que o jogo madridista gerava só poderia ser contrastada com os dados estatísticos, os pontos e com a previsibilidade de um projeto em construção. O Madrid precisava de uma partida brilhante para que o conectasse com a torcida e com sua própria auto estima. Nesse momento, se deparou ante um inofensivo Deportivo, que lhe estendeu um tapete vermelho até a vitória. Um triunfo tão brilhante quanto contundente, indiscutível desde os números até o jogo. Se viu contra esse Depor, o melhor Madrid: mais certeiro nas finalizações e bem mais lúcido. E tudo isso chegou sem o trio de volantes, mirando mais para a meta contrária do que para a sua própria meta.

Sevilla 3x1 Atlético de Madrid
Está claro que algo mudou no Sevilla. E, dessa vez, não foi a sorte. A equipe saiu pra jogar de outra forma em campo. Dominadora, possuidora da posse de bola, vertical e inteligente, com critério na circulação da bola e contundente. E muito bem na parte física, ao menos durante uma hora, tempo que durou o vendaval futebolístico que pôs fim a resistência do Atlético de Madrid. E pode colocar tudo isso na conta de Gregório Manzano, junto com o efeito Renato. A partida começou com o desgosto de saber que Navas não estava em condições de jogo e com a surpresa da escalação definida por Manzano. Além de Guarente e Cigarini, o até hoje intocável Zokora ficou de fora do onze inicial para que Renato jogasse - muitos anos depois - na frente da defesa e Romaric fosse pra frente do brasileiro, como se fosse um 4-5-1. Não mais surpreendente foi a pouco valente aposta de Quique. Três meio-campistas e a esperar atrás como se o Atlético fosse uma equipe pequena.

O Sevilla em campo pareceu simples, sem a necessidade de fazer Zokora correr como um louco no meio de campo. Bastou aos volantes apenas boa colocação, sentido de jogo e saídas rápidas. Mario Suárez, Tiago e Assunção não estavam sabendo da festa. A partir dessa linha, o campo estava inclinado a favor do Sevilla. Perotti convertia o lado direito em sua pista particular e Kanouté voltara a ser um gigante ante os defensores do Atlético. O resto foi questão de tempo. De Gea e a sorte se aliaram com o Atlético até que no minuto 28 de partida, Negredo, depois de linda jogada de Perotti, fez um golaço e começou a abrir os caminhos para a goleada do Sevilla, que já anima os torcedores com Gregório Manzano no banco de reservas.

Barcelona 1x1 Mallorca
No Camp Nou, mais um tropeço do Barcelona diante de 77.770 espectadores. Antes da partida, homenagens para ídolos do passado e do presente. O mítico time de 1952-53, conhecido como Barcelona das cinco copas, foi homenageado pela direção blaugrana, assim como time de futebol feminino, campeão da Copa da Catalunha. E os aplausos da noite ficaram, como de praxe, para Lionel Messi. Ganhador da chuteira de ouro, ele ofereceu o prêmio ao Camp Nou inteiro, sendo ovacionado pelo afficionados presente no estádio. Nas quatro linhas, vimos um Barcelona arrasador, mas sentindo a falta de seu principal cérebro. Sem Xavi, lesionado, Guardiola resolveu colocar Keita, recuando um pouco Iniesta para a posição do jogador de Terrasa. Em boa parte do primeiro tempo, o Barcelona chegou a ter incríveis 90% da posse de bola, porém só soube resolver em ocasiões de gol uma vez. Após triangulação de Daniel Alves, Pedro e Messi, o canário deixou de calcanhar para o argentino pegar com extrema categoria e astucia e marcar o um a zero. Após isso, o Barcelona mostrou-se um time "estrelinha", querendo fazer gols bonito, ponto principal para o revés.

Na primeiro chegada do Mallorca, Valdés evitou o gol em chute de Nsue espalmando para a linha de fundo. Mas, na cobrança de escanteio, não teve jeito: De Guzman cruzou, Milito e Piqué dormiram no ponto e o meio-campista apareceu para rematar de cabeça e empatar. No segundo tempo, o Barcelona mostrou-se irreconhecível, ansioso, nem sombra do primeiro tempo e Laudrup, esperto, percebeu rapidamente isso. O dinamarquês, que havia mandando para campo um 4-2-2-2, recuou seu time para um 4-3-2-1 e deu um nó tática em um Guardiola perdido. O dinamarquês percebeu o nervosismo dos blaugranas em busca dos três pontos e a atuação apática do mesmo para postar muito bem sua defesa e os volantes para auxiliar os atacantes. Pereira entrou muito bem, ajudando a defesa e segurando a bola com inteligência - deu até caneta no Iniesta. Faltou para o Barça pontaria e inspiração. Bojan irritou os torcedores de todas as maneiras. Não acertou um passe, uma finalização e foi fominha ao extremo. Além disso, não apareceu para buscar jogo, como deve fazer um camisa nove. A equipe ainda está se acertando neste início de temporada, no mínimo, conturbado, mas depender de Bojan pra suprir qualquer ausência no ataque vai ser complicado. E ontem foi a prova disso.

Villarreal 2x0 Racing Santander
No El Madrigal, o Villarreal segue mostrando sua força. Na quinta vitória consecutiva dos castellonenses (que se encontram na segunda colocação), o Villarreal aproveitou o estado de graça que vivem Bepe Rossi e, principalmente, Nilmar. Os dois foram os principais responsaveis pela vitória amarilla marcandos os gols da partida. A pegada de sua dupla de ataque foi o ponto principal para a vitória do time da Comunidade Valenciana. O Racing Santander teve mais a posse de bola, mas sente a falta de um jogador criativo no meio-campo, função à qual Canales cumpria com extrema categoria, apesar da pouca idade. O Villarreal teve muitas ocasiões de gols, mas teve um certo excesso de preciossismo para rematar a partida. O primeiro tempo começou com um Racing entusiasmado, que tinha posse de bola e dominava o encontro. O domínio verdiblanco, porém, durou apenas oito minutos, quando Nilmar fez o primeiro gol (seu sexto na competição - artilheiro da Liga) e o Villarreal passou a aproveitar os espaços dados pelo time de Santander.

Getafe 3x0 Hércules
O Getafe recuperou sua identidade no ritmo de Dani Parejo, que conduziu e orquestrou o time de Valdebebas. O Hércules, que vem dando trabalho para os principais times, não foi um rival à altura dos madrileños. O Hércules foi vítima do jovem criado nas canteras merengues, aquele que chegou a deixar Alfredo Di Stefano emocionado. O Getafe tentava esquecer a péssima imagem deixada após o tropeço na Liga Europa contra o Young Boys, time bem inferior ao seu. Os azulones mostraram um futebol de boa qualidades, com boas triangualações, marcação cerrada e precisou de quarenta e cinco minutos para decidir o confronto. O gol "especial" foi marcado por Miku, que homenageou Mario, lesionado que pode perder o resto da temporada.

Almería 1x1 Málaga
No Juegos Mediterraneos, o Almería dominou todas as ações da primeira etapa e teve mais ocasiões para ir aos vestiários com extrema vantagem contra um Málaga que ficou só na retranca esperando alguma ação errada dos rojiblancos para contra-atacar. Mostra do maior perigo dos almerienses foram os remates de fora da área, todos ele bem concluidos por Pablo Piatti. Principal jogador do Málaga neste início de temporada, Quincy Abeyie não foi brilhante, sendo bem marcador por Carlos García, mas foi decisivo: logo aos quatro minutos, penetrou na área rojiblanca e disparou um chute cruzado de esquerda para vencer Diego Alves. Mas, após cruzamento de Piatti - jogador mais participativo do Almería -, Uche empatou de cabeça, pondo números finais na partida.

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ESCALAÇÃO DA RODADA
Aouate (Mallorca); Sergio Ramos (Real Madrid), Pepe (Real Madrid), Marchena (Villarreal), Marcelo (Real Madrid); Xabi Alonso (Real Madrid); Özil (Real Madrid), Piatti (Almería), Dani Parejo (Getafe); Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Higuaín (Real Madrid).