Mostrando postagens com marcador Mathieu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mathieu. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de março de 2012

Perigo

Cara feia: momento do Valencia não é dos melhores (getty images)

Em janeiro, o Valencia dava passos largos para cravar o 3º lugar da Liga Espanhola e conquistar o campeonato dos humanos pela segunda vez consecutiva. Atualmente, embora mostre uma imagem melhor em âmbito europeu, a queda de rendimento representou a posição na tabela antes visto como seu à perigo. O desastroso empate no último domingo frente ao Mallorca, quando vencia por dois a zero e deixou os visitantes empatarem num intervalo de 15 minutos, liga o alerta valenciano: Málaga, Levante, Espanyol, Atlético de Madrid, Athletic Bilbao e até o Osasuna não estão para brincadeira.

O 2012 dos chés tem sido bastante irregular. No primeiro semestre, chegou a largar da candidatura do título mais tarde em relação à temporada anterior. Em pelo menos três vezes, emplacou quatro ou mais vitórias consecutivas. No novo ano, o máximo que conseguiu chegar foi a duas vitórias seguidas em duas ocasiões diferentes. Sporting Gijón e Stoke City; Granada e PSV. A queda de rendimento de algumas peças-chaves tem sido um fator negativo. Soldado estacionou nos 12 gols na Liga BBVA (apesar do belo amistoso que praticamente sepultou sua vaga à Eurocopa), Mathieu não tem atuado com tanta contundência na esquerda e Topal não demonstra a segurança necessária para suportar o meio-campo.

A lesão - infantil, diga-se de passagem - de Banega também foi bastante sentida. O argentino, um dos três principais jogadores da equipe na temporada, não tem sido substituído à altura. Contra o Mallorca, aliás, Unai Emery tomou uma decisão para lá de questionável: preferiu utilizar Dani Parejo mais recuado ao invés de Albelda ou até mesmo Barragán. A zaga, por sua vez, tem deixado a desejar. Víctor Ruíz, em especial, não é mais aquele jogador seguro visto na primeira metade da temporada. Apontado como culpado da derrota em Stamford Bridge para o Chelsea, que culminou na eliminação na Champions League, o catalão parece ter esquecido o futebol naquela fatídica noite de Londres. Até Adil Rami, alternativa do Barcelona em caso de falha nas negociações por Thiago Silva, segundo a imprensa catalã, tem atuado num nível inferior ao apresentado outrora. Apesar da progressão nítida de Feghouli, em um 2012 especial, e Tino Costa, a boa fase dos suportes deste Valencia tem feito falta. O Mestalla, antes uma arma, já não faz mais muito efeito: em 13 jogos, três derrotas e três empates.

Unai Emery nunca foi unanimidade em Paterna. Um possível fracasso na tentativa do Valencia ir à Champions pela terceira vez consecutiva pode levá-lo a demissão. Aliás, não é besteira pensar em um novo treinador no Mestalla na próxima temporada mesmo com a vaga na LC confirmada. Após a partida contra os malloquíns, aliás, o treinador reuniu-se com o presidente Manuel Llorente, que não ficou contente com a atitude da equipe frente ao PSV e Mallorca. A presença de Unai na coletiva até foi atrasada. Llorente, dizem, deixou claro: quer a vaga na LC. Time por time, o do Valencia é sim superior aos dos adversários nessa emocionante disputa pela principal competição europeia (até Athletic Bilbao e Atlético de Madrid). Mas os somentes 4 pontos de vantagem em relação ao 4º colocado (Málaga) assustam. A vantagem, vale lembrar, já chegou a ser de 13 pontos.

Twitter da discórdia
À noite, Tino Costa fechou seu domingo negro. Expulso frente ao Mallorca, pagou um mico dos grandes. Um fã-clube do Valencia denominado de @valencianista100% mandou uma mensagem para o volante com os seguintes dizeres: "ajude-nos a chegar ao TT (Trendings Topics)): #llorentedimision, "unaiveteya". Por erro (ou não), o jogador acabou dando RT no tweet (ver imagem), o suficiente para espalhar nas redes sociais e virar notícia, ficando visível para seus 22 mil seguidores. Por ironia, quem acabou no TT foi ele mesmo. Pouco depois, se desculpou: "houve um erro no meu twitter e eu peço desculpas. Jamais na minha vida apoiaria algo desse tipo. Não creio que siga com isso, a não ser que seja seguro", referindo-se a conta dos torcedores.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Há vida sem Juan Mata?

Pensativo: Unai Emery ainda não tem muito em mente quem escalar no lugar de Mata, que rumou para o Chelsea. Piatti aparece como primeira opção (marca)

Após concluir a venda de Mata para o Chelsea nos últimos dias do mercado de verão, Unai Emery logo se viu numa enrascada: haverá criação no meio-campo sem seu principal jogador na última temporada? O presidente Manuel Llorente não precisou ir ao mercado nos últimos dias para comprar um substituto à altura do ex-camisa 10. No elenco, Emery já conta com sete jogadores das características de Mata para a meia-esquerda.

À disposição de Unai, estão Sergio Canales, Pablo Hernández, Sofiane Feghouli, Pablo Piatti e o canterano Bernat, que irá ganhar mais minutos nesta temporada, além dos laterais esquerdos Jordi Alba e Jerémy Mathieu, que apareceram nessa posição em alguns jogos da pré-temporada. Enquanto Mata estreou com o pé direito no Chelsea, na mesma tarde, o Valencia estreava na Liga BBVA contra o Racing Santander.

O mistério por seu substituto se desfez com bastante surpresa: Emery optou pela titularidade do jovem Bernat, que aparecia como última opção, ao invés dos outros jogadores mais experientes. Dias antes do duelo, o técnico já havia acenado com a possibilidade de Bernat iniciar entre os titulares. Na estreia do Valencia Mestalla na Segunda División B contra o Orihuela, o jogador foi cortado da partida sem motivo algum para reforçar o treinamento da equipe A, que se preparava para a partida. Na pré-temporada, o jovem já havia deixado o treinador bastante satisfeito após uma partida amistosa contra o Sporting, juntamente com Piatti.

O ex-Almería monopolizou a parte esquerda do meio-campo em partidas nas quais Mata não disputou na pré-temporada. Apesar de ter começado no banco contra o Racing Santander (entrou na volta à segunda etapa), o argentino é, hoje, a primeira opção de Unai para ser o substituto natural do jogador blue. Canales também joga muito preso à esquerda, embora tenha se destacado no Racing Santander jogando mais pelo meio, na ligação ao ataque. É essa a ideia inicial de Emery com o jogador pertencente ao Real Madrid: jogador com liberdade pelo meio em 4-2-3-1, esquema que está se tornando praxe na equipe blanquinegra.

O dinamismo dos jogadores ofensivos do Valencia propicia que, na linha de três jogadores atrás do centroavante, os meio-campistas se revezem durante muitos momentos da partida, algo semelhante ao esquema do Real Madrid. Para o duelo de amanhã contra o Atlético de Madrid, válido pela segunda rodada, a opção mais plausível para iniciar é, justamente Piatti, com Dani Parejo no suporte a Soldado. Adepto às rotações, é provável que Unai ainda mude muito até achar, com firme certeza, o substituto de Mata, que, por sua vez, vai se tornando o xodó da torcida do Chelsea.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Pós-jogo: Valencia 1x1 Schalke 04

Os companheiros agradecem, pois sabem que, na Europa, o cara é Raúl (Reuters)

Casa cheia para receber o Schalke 04. O ambiente era hostil para Raúl, ídolo do Real Madrid, e de volta à Espanha para encarar o Valencia, maior carrasco do ex-capitão blanco. Antes do jogo, todos imaginavam os Ches jogando no 4-3-3; porém, bastou o apito inicial para ver que o time da casa não atuaria de forma tão ousada. Unai Emery escalou a equipe no 4-3-1-2, com Domínguez fazendo a ligação para a letal dupla Aduriz e Soldado. Os alemães vieram no tradicional 4-4-2 ortodoxo, mas em muitos casos Raúl recuava para ajudar na criação de jogadas para Huntelaar.

O Mestalla foi o motor dos valencianitas nos minutos iniciais, que com 16 minutos abriram o placar. A combinação saiu pelo lado esquerdo, Mathieu – muito bem no jogo –, recebeu passe de Aduriz e cruzou para Soldado antecipar a zaga e marcar o primeiro tento do jogo. Com a vantagem de um gol, a confiança dos Ches aumentou e o placar também poderia ter sido mais elástico. Porém, Neuer mais uma vez era brilhante sob a baliza do Schalke.

Os 60% de posse de bola para o Valencia refletiram o que foi o primeiro tempo. A grande, e única, alternativa ofensiva dos azuis-reias era Farfán, que atuava aberto pela direita. Muito pouco para quem deseja alcançar as quartas de final da Liga dos Campeões. O time de Gelsenkirchen além de ter ausência da criação no meio, teve a dupla ofensiva totalmente ineficiente.

Porém o Valencia cometeu um erro infantil e muito comum em times que saem vencendo partidas: abdicou de jogar e “sentou” na pequena vantagem conquistada. O Schalke, através de Felix Magath, percebeu a falha dos donos da casa. E com isso foi a vez de Guaita aparecer, com defesas importantes, que garantiam a vitória parcial. Porém, do outro lado, Raúl ainda estava em campo. Mesmo caçado, sem grandes chances e perseguido pela torcida, ele apareceu. Na hora da decisão, o camisa sete resolveu. Jurado (ex-Atlético de Madrid) descobriu o atacante dentro da área, que ganhou da zaga e bateu cruzado rasteiro; dessa vez Guaita nada pôde fazer. A leitura errada de jogo pode fazer falta para o Valencia, que ao sofrer um tento em casa, não vai à Alemanha como favorito para vaga. Unai Emery ainda tentou soltar o time após sofrer o empate, passando o Valencia para o 4-4-2, com Vicente e Joaquín. Porém, o Schalke estava mais ligado e mesmo com a melhora dos Ches, o empate não saiu do placar. Nos minutos finais, Schmitz ainda foi expulso.

Jogando na Veltins-Arena, a vantagem será toda azul-real. E o que mais deixa tranquila a torcida alemão é saber que Raúl joga no Schalke, pois competição europeia é com ele. O tento de hoje foi o 69
° na LC e 70° ao todo na Europa, número que faz ele ultrapassar Gerd Müller (o antigo líder) na lista de maiores goleadores das competições europeias. Este foi o 17º gol de Raúl contra o Valencia. Dos outros 16, marcados pelo Real Madrid, foram 12 pelo Campeonato Espanhol, três na Copa do Rei e um na Champions League, em 2000, quando os clubes espanhóis se enfrentaram na final.

No lado valenciano, apesar do empate não ter sido muito digerido pelos seus aficionados, que sonhavam em um bom resultado pelo momento vivido pela equipe, Unai Emery e os jogadores mostraram-se otimistas na coletiva pós-jogo, com expressões bem calmas e tranquilas. Apesar do gol sofrido, o Valencia desta temporada costuma mostrar um melhor futebol atuando fora do Mestalla. Portanto, o confronto segue aberto, mas com um certa vantagem para o Schalke 04 pelo critério de desempate

Valencia 1x1 Schalke 04
Valencia:
Guaita; Miguel, David, Ricardo Costa e Mathieu (Alba); Banega (Vicente) Topal e Costa; Domínguez (Joaquín), Soldado e Aduriz.
Schalke 04: Neuer; Uchida, Howedes, Metzelder e Schmitz; Farfán (Draxler), Kluge, Matip e Jurado (Edu); Raúl e Huntelaar (Junmin).
Árbitro: Aleksei Nikolaev
Cartões amarelos: Ricardo Costa (VAL); Neuer, Schmitz, Jurado e Matip (SCH)
Cartões Vermelhos: Schmitz (SCH)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Valencia

Soldado, Mata e Áduriz: o trio de ferro do Valencia é o principal destaque do time (article.com)


Treinador
Unai Emery. Responsável por tirar o Almería da Liga Adelante e detentor de dois prêmios Miguel Muñoz (dado ao melhor treinador da Espanha), Unai, porém, não tem uma vasta carreira de experiência quanto a treinador. Além do Almería e do Valencia, o único time a ser treinado por Unai é o quase desconhecido Lorca Deportivo. Por esses motivos, Unai ainda não é unanamidade em Valencia. Sua carreira como treinador começou de uma maneira bem curiosa: em novembro de 2004, o até então treinador do Lorca Deportivo, Quique Yagüe, foi demitido do clube trás uma derrota contra o Ceuta (não confundir com Celta). Passando por maus bocados internamente, o presidente do clube não teve outro opção a não ser oferecer o cargo a Emery, que ficou oito meses parado por conta de uma opreação no joelho. Unai, então, aceitou o pedido do presidente, se aposentou do futebol e começou sua carreira como treinador. No Valencia desta temporada, chegou a levar o time à primeira posição, mas caiu em erros passados (como escalar mal o time, fazer substituições erradas) e viu o Valencia abandonar não só a liderança como a zona de classificação à Champions. Agora, é melhorar essa campanha, assegurar vaga na LC e tentar salvar a boa imagem que tinha com os torcedores, antes de assumir o cargo.

Destaque
Juan Mata. Antes da temporada, com as confirmações das vendas de Villa e Silva para Barcelona e Manchester City, respectivamente, falávamos que Mata e Pablo Hernández pudessem ocupar a função e tomar o protagonismo exercidos pelos dois. Em um time de altos e baixos e com muitos (supostos) candidatos a destaque, brilhou o camisa 10, que conseguiu manter a regularidade. Campeão Mundial, o meio-atacante já deixou de ser promessa e atua com a maturidade de um veterano no meio-campo ché, exibindo grande técnica. Áduriz e Soldado também estão cumprindo as expectativas da perda de Villa e não decepcionam: se os dois chegaram no Valencia para fazer sombra a Villa, isso parece ser passado. Responsáveis por 75% dos gols valencianos, Soldado e Áduriz não fazem feio. A torcida ainda sente falta de Villa, mas os dois mostraram no primeiro semestre que têm capacidade de fazer os aficionados esquecer do Guaje (o que é improvável). Mathieu, que dá grande solidez no lado esquerdo ché e ainda aparece bem quando sobe ao ataque, também merece destaque.

Decepção
Ever Banega. O argentino foi do céu ao inferno em apenas meia temporada. No começo, exibia seu grande futebol e era um dos destaque do até então líder Valencia; depois, se lesionou, viu o Valencia sentir a falta de um volante armador e ainda não mostrou aquele futebol vistoso das primeiras rodadas. Seu rendimento caiu muito e o eficiente futebol visto antes sumiu, gerando especulações. Inclusive, de uma possível saída do Mestalla.

Perspectiva
Avançar de fase na Champions League e vaga na próxima Champions League. Se no campeonato o Valencia ainda tem grandes chances de vaga na principal competição europeia, nela os chés têm um compromisso difícil. Contro Schalke 04, de Raúl, principal carrasco valenciano, as chances de o Valencia avançar de fase são altas, ainda mais porque os azuis reais estão em campanha inconstante na Bundesliga. Inconstante foi o que o Valencia também viu no primeiro semestre, o que já pode fazer o duelo ser bastante parelho. No Campeonato Espanhol, o Valencia chegou a liderar, mas um possível título nunca foi unanimidade em Mestalla. Os gastos do mercado foram bem altos e chegar ao meio da temporada almejando algo menos que a vaga na próxima Champions League é proibido.