Mostrando postagens com marcador Pablo Hernández. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pablo Hernández. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Semifinal próxima

"Nossa, nossa, assim você me mata. Aí, se eu te pego; aí, aí, se eu te pego. Delícia, delícia, assim você me mata. Aí, se eu te pego; aí, aí, se eu te pego" (superdeporte)

O dérbi de Valencia foi mais uma vez do Valencia. Após uma vitória em novembro, quando o Levante vivia uma fase melhor, os chés voltaram a aterrorizar a vida do rival da cidade. Graças a um ótimo primeiro tempo, o Valencia venceu os azulgrenás por 4 x 1 no jogo de ida das quartas-de-finais da Copa do Rei e colocou um pé e meio na próxima fase, quando, provavelmente, deverá enfrentar o Barcelona.

Se o Valencia mereceu ao menos o prêmio da vitória pelo primeiro tempo, o Levante sofreu um castigo excessivo nos noventa minutos finais, quando diminuiu o ritmo dos anfitriões. Mas o castigo veio à cavalo quando Piatti e Tino Costa marcaram nos acréscimos e decretaram a goleada blanquinegra, que, para ficar para trás, terá que perder por três ou mais gols no Ciutat de Valencia. O primeiro tempo foi bastante disputado. Intensa e divertida graças, sobretudo, ao dinamismo e a capacidade do Valencia para tomar a iniciativa. No 4-2-3-1 corriqueiro, os morcegos foram para cima, e acharam dois gols nos primeiros 30 minutos, com Jonas e Soldado.

O brasileiro é, até o momento, o jogador que mais tem desequilibrado a favor dos chés na competição nacional. Se, na temporada num todo, Soldado tem se destacado com maior intensidade, pelo menos na Copa, Jonas é o mais decisivo. Na eliminatória contra o Sevilla foram dois gols e uma assistência milimétrica para Soldado marcar. Ontem, quem também brilhou foi Pablo Hernández. O 19, que não faz uma temporada muito boa, deu a volta por cima. Participou de três dos quatro gols, sendo eles uma linda assistência para Piatti definir. Sua lesão foi bastante lamentada por Unai Emery. Mas não é nada preocupante: apenas uma semana de baixa.

O Levante, esmagado pelo rival novamente, convive com um dilema. O treinador Ignácio Martínez já disse que irá priorizar o campeonato, mas que a Copa tem que ser disputada com concentração. Coinciliar as duas competições, pelo visto, não está fazendo bem. O plantel não é jovem o bastante em relação aos adversários e, vale lembrar, há uma vaga na principal competição europeia em jogo. O baque pela goleada ante o maior rival pode ser grande. Na Liga, Athletic Bilbao e Atlético de Madrid têm crescido de produção e começa a assustar os granotes. Na guerra psicológica, o Levante está abalado e começa a perder, caindo de produção.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Há vida sem Juan Mata?

Pensativo: Unai Emery ainda não tem muito em mente quem escalar no lugar de Mata, que rumou para o Chelsea. Piatti aparece como primeira opção (marca)

Após concluir a venda de Mata para o Chelsea nos últimos dias do mercado de verão, Unai Emery logo se viu numa enrascada: haverá criação no meio-campo sem seu principal jogador na última temporada? O presidente Manuel Llorente não precisou ir ao mercado nos últimos dias para comprar um substituto à altura do ex-camisa 10. No elenco, Emery já conta com sete jogadores das características de Mata para a meia-esquerda.

À disposição de Unai, estão Sergio Canales, Pablo Hernández, Sofiane Feghouli, Pablo Piatti e o canterano Bernat, que irá ganhar mais minutos nesta temporada, além dos laterais esquerdos Jordi Alba e Jerémy Mathieu, que apareceram nessa posição em alguns jogos da pré-temporada. Enquanto Mata estreou com o pé direito no Chelsea, na mesma tarde, o Valencia estreava na Liga BBVA contra o Racing Santander.

O mistério por seu substituto se desfez com bastante surpresa: Emery optou pela titularidade do jovem Bernat, que aparecia como última opção, ao invés dos outros jogadores mais experientes. Dias antes do duelo, o técnico já havia acenado com a possibilidade de Bernat iniciar entre os titulares. Na estreia do Valencia Mestalla na Segunda División B contra o Orihuela, o jogador foi cortado da partida sem motivo algum para reforçar o treinamento da equipe A, que se preparava para a partida. Na pré-temporada, o jovem já havia deixado o treinador bastante satisfeito após uma partida amistosa contra o Sporting, juntamente com Piatti.

O ex-Almería monopolizou a parte esquerda do meio-campo em partidas nas quais Mata não disputou na pré-temporada. Apesar de ter começado no banco contra o Racing Santander (entrou na volta à segunda etapa), o argentino é, hoje, a primeira opção de Unai para ser o substituto natural do jogador blue. Canales também joga muito preso à esquerda, embora tenha se destacado no Racing Santander jogando mais pelo meio, na ligação ao ataque. É essa a ideia inicial de Emery com o jogador pertencente ao Real Madrid: jogador com liberdade pelo meio em 4-2-3-1, esquema que está se tornando praxe na equipe blanquinegra.

O dinamismo dos jogadores ofensivos do Valencia propicia que, na linha de três jogadores atrás do centroavante, os meio-campistas se revezem durante muitos momentos da partida, algo semelhante ao esquema do Real Madrid. Para o duelo de amanhã contra o Atlético de Madrid, válido pela segunda rodada, a opção mais plausível para iniciar é, justamente Piatti, com Dani Parejo no suporte a Soldado. Adepto às rotações, é provável que Unai ainda mude muito até achar, com firme certeza, o substituto de Mata, que, por sua vez, vai se tornando o xodó da torcida do Chelsea.

sábado, 11 de junho de 2011

Balanço final: Valencia

Que dupla! Soldado e Mata deram o tom no Mestalla e fizeram com que a torcida mal sentisse a falta de David Villa e David Silva (UEFA.com)

Campanha: 3ª colocação. 38 jogos, 71 pontos, 21 vitórias, 8 empates e 9 derrotas. Classificado à fase de grupos da Liga dos Campeões.
Time-base: Guaita; Miguel (Bruno), Ricardo Costa, David Navarro, Mathieu; Topal, Tino Costa, Banega; Joaquín (Pablo Hernández), Juan Mata; Soldado.
Os Artilheiros: Roberto Soldado (18 gols), Aduriz (10) e Juan Mata (8)
O Técnico: Unai Emery
O Destaque: Roberto Soldado
A decepção: Alejandro Domínguez

A temporada 2009-10 terminou e uma incerteza se instalou no Mestalla: como o Valencia iria se virar sem Villa e Silva? O time reagiu bem, Mata e Pablo Hernández cresceram, Soldado chegou muito bem e, com isso, os valencianistas repetiram o terceiro posto, diminuindo a distância para o segundo colocado Real Madrid. Neste ano, a classificação direta à fase de grupos da LC foi ainda melhor, pois foi o rival Villarreal, que ficou pra trás. A 32ª rodada, que marcou o dérbi da comunidade valenciana, praticamente definiu a disputa do terceiro posto e deu muita moral aos ches, pois aplicaram uma manita no grande adversário, com show do centroavante Soldado. O camisa nove, que veio do Getafe, marcou 18 vezes e poderia ter feito mais, caso não tivesse se machucado durante a campanha.

O outrora coadjuvante Juan Mata foi o jogador que ficou por mais minutos em campo pelos ches, marcou oito vezes e cedeu 12 assistências, chamando a responsabilidade em momentos difíceis. Ao seu lado, ora Hernández ora Joaquín, pois nenhum dos dois teve a constância do camisa dez. O ex-jogador do Bétis subiu de produção mais para o meio do campeonato, já Pablo Hernández largou muito bem e voltou à seleção. Depois, ele caiu de nível, mas terminou o ano em alta e contribuiu ao todo com seis passes decisivos e cinco gols. O sistema defensivo também se comportou bem e ficou entre os quatro melhores de La Liga, sendo vazada apenas 44 vezes. Para o ano seguinte, a defesa terá dois reforços de muito peso: Diego Alves, goleiro que caiu com o Almería, mas que novamente mostrou seu valor e Adil Rami, zagueiro campeão francês pelo Lille e titular da seleção francesa de Blanc.

Em uma temporada muito boa, com todos os setores se comportando bem, a grande dúvida dos ches seguiu sendo a mesma: Alejandro Domínguez, que chegou credenciado por ser um dos líderes do Rubin Kazan campeão russo em 2009, mas é apenas mais um no futebol espanhol. Se a diretoria valencianista seguir acreditando no argentino, ele poderá “virar” e, finalmente, ser o reforço contratado no final de 2009. A crise financeira segue, por isso, o Valencia não deve fazer “loucuras” para qualificar o elenco, que terá três competições pela frente. Assim, Emery deverá voltar seus olhos para os jovens. Jordi Alba e Isco Román já apareceram timidamente nesta temporada e deverão ter mais minutos no ano que vem.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Valencia

Soldado, Mata e Áduriz: o trio de ferro do Valencia é o principal destaque do time (article.com)


Treinador
Unai Emery. Responsável por tirar o Almería da Liga Adelante e detentor de dois prêmios Miguel Muñoz (dado ao melhor treinador da Espanha), Unai, porém, não tem uma vasta carreira de experiência quanto a treinador. Além do Almería e do Valencia, o único time a ser treinado por Unai é o quase desconhecido Lorca Deportivo. Por esses motivos, Unai ainda não é unanamidade em Valencia. Sua carreira como treinador começou de uma maneira bem curiosa: em novembro de 2004, o até então treinador do Lorca Deportivo, Quique Yagüe, foi demitido do clube trás uma derrota contra o Ceuta (não confundir com Celta). Passando por maus bocados internamente, o presidente do clube não teve outro opção a não ser oferecer o cargo a Emery, que ficou oito meses parado por conta de uma opreação no joelho. Unai, então, aceitou o pedido do presidente, se aposentou do futebol e começou sua carreira como treinador. No Valencia desta temporada, chegou a levar o time à primeira posição, mas caiu em erros passados (como escalar mal o time, fazer substituições erradas) e viu o Valencia abandonar não só a liderança como a zona de classificação à Champions. Agora, é melhorar essa campanha, assegurar vaga na LC e tentar salvar a boa imagem que tinha com os torcedores, antes de assumir o cargo.

Destaque
Juan Mata. Antes da temporada, com as confirmações das vendas de Villa e Silva para Barcelona e Manchester City, respectivamente, falávamos que Mata e Pablo Hernández pudessem ocupar a função e tomar o protagonismo exercidos pelos dois. Em um time de altos e baixos e com muitos (supostos) candidatos a destaque, brilhou o camisa 10, que conseguiu manter a regularidade. Campeão Mundial, o meio-atacante já deixou de ser promessa e atua com a maturidade de um veterano no meio-campo ché, exibindo grande técnica. Áduriz e Soldado também estão cumprindo as expectativas da perda de Villa e não decepcionam: se os dois chegaram no Valencia para fazer sombra a Villa, isso parece ser passado. Responsáveis por 75% dos gols valencianos, Soldado e Áduriz não fazem feio. A torcida ainda sente falta de Villa, mas os dois mostraram no primeiro semestre que têm capacidade de fazer os aficionados esquecer do Guaje (o que é improvável). Mathieu, que dá grande solidez no lado esquerdo ché e ainda aparece bem quando sobe ao ataque, também merece destaque.

Decepção
Ever Banega. O argentino foi do céu ao inferno em apenas meia temporada. No começo, exibia seu grande futebol e era um dos destaque do até então líder Valencia; depois, se lesionou, viu o Valencia sentir a falta de um volante armador e ainda não mostrou aquele futebol vistoso das primeiras rodadas. Seu rendimento caiu muito e o eficiente futebol visto antes sumiu, gerando especulações. Inclusive, de uma possível saída do Mestalla.

Perspectiva
Avançar de fase na Champions League e vaga na próxima Champions League. Se no campeonato o Valencia ainda tem grandes chances de vaga na principal competição europeia, nela os chés têm um compromisso difícil. Contro Schalke 04, de Raúl, principal carrasco valenciano, as chances de o Valencia avançar de fase são altas, ainda mais porque os azuis reais estão em campanha inconstante na Bundesliga. Inconstante foi o que o Valencia também viu no primeiro semestre, o que já pode fazer o duelo ser bastante parelho. No Campeonato Espanhol, o Valencia chegou a liderar, mas um possível título nunca foi unanimidade em Mestalla. Os gastos do mercado foram bem altos e chegar ao meio da temporada almejando algo menos que a vaga na próxima Champions League é proibido.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A competência é valencianista

Começo de temporada sem Villa e Silva parecia preocupante para o Valencia, mas clube tem conseguido viver no aperto (AP)

Nos últimos anos, virou praxe a disputa do título ser polarizada entre Barcelona e Real Madrid. Para se ter uma noção maior, da temporada 2000-01 para cá, apenas o Valencia (duas vezes - 2001-02 e 2003-04) conseguiu a proeza de desbancar os dois gigantes do futebol espanhol. A situação "piora" se fomos pensar que, nas últimas seis temporadas, apenas um clube sem ser blaugranas ou merengues conseguiu disputar, de fato, o título da Liga. Este foi o Sevilla de 2006-07, que chegou à última rodada com possibilidades remotas de ser campeão e que terminou aquela temporada com um doblete histórico: campeão da Copa da Uefa (enfrentando o Espanyol na final) e da Copa del Rey (enfrentando o Getafe na final).

Convenhamos que ser comparado ao "Sevilla de uns anos atrás" é um baita elogio, ainda mais a quem havia acabado de perder dois de seus principais jogador. E foi assim que Joaquín Caparrós, técnico do Atlhetic Bilbao, definiu o "novo Valencia", na coletiva após o jogo entre sua equipe e os chés. O treinador andaluz tem sua dose de razão. Óbvio que é muito cedo para ter retratos definitivos sobre os chés desta temporada, mas as primeiras partidas dão sinais positivos. A equipe valenciana lidera La Liga após seis rodadas, com cinco vitórias e um empate. Além disso, mostrou que tem força suficiente para passar pela fase de grupos da Liga dos Campeões, considerando que os adversários não são dos mais ameaçadores (Manchester United à parte, claro).

Um dos grandes méritos foi manter Unai Emery no comando técnico. Responsável pela oitava colocação surpreendente do Almería de 2007-08, Unai teve a missão de revificar o Valencia 2010-11. E, até o momento, tem dado muito certo. O treinador se notabiliza pela criatividade em jogadas ensaiadas, saber trabalhar com orçamento limitado e estudar minuciosamente os oponentes. É evidente que a saída dos Davids teria um impacto fortíssimo no Valencia, mas a base foi mantida e havia caminhos para montar um grupo competitivo. O principal objetivo era recompor meio-campo e ataque, bastente atingidos pelas saídas dos Davids (sem esquecer que a zaga perdeu Marchena).

Para felicidade de Emery, o elenco já contava com algumas boas opções nesses setores. Pablo Hernández já se consolidara como um ótimo meia de armação. Ele ficou à direita, tendo como companheiro de esquerda Mata – que começou como meia aberto, mas vinha jogando de atacante. Se Villa fez história com a camisa sete, esta parece ter algo de bom: o herdeiro Joaquín começou a temporada voando e é um dos grandes responsáveis pela liderança valenciana. Joaquín, porém, se lesionou e, assim como Vicente, não um retorno previsto. Ele será, sem dúvidas, um desfalque sentindo para o jogaço que o Valencia fará na próxima rodada contra o Barcelona, no Camp Nou.

A solução equilibrou o meio-campo, mas o recuo de Mata tirou de vez os atacantes da temporada passada. Aí foi questão de ir ao mercado buscar boas ofertas. A mais inteligente foi Soldado, atacante formado no Real Madrid que acabou indo para times pequenos na impossibilidade de disputar posição com Ronaldo. O centroavante de nome militaresco vinha de duas boas temporadas no Getafe (33 gols em 66 jogos) e poderia dar poder de definição com alguma mobilidade ofensiva. Para completar a dupla de frente, a direção valencianista contratou Áduriz, atacante que até se movimenta um pouco, mas se notabiliza por compensar a limitação técnica com muita entrega na disputa por espaço com os zagueiros. Curiosamente, também fez 33 gols nas duas últimas temporadas (mas fez 69 jogos). Como os dois atacantes têm no cabeceio as suas virtudes, as jogadas aéreas passou a ser praxe.

A troca da dupla Villa-Mata por Áduriz-Soldado fez o jogo ofensivo do Valencia ficar mais centrado no meio, mas merece algum respeito. Considerando que o setor defensivo não teve grandes perdas (Ricardo Costa chegou para o lugar de Marchena), os valencianistas têm potencial para brigar no segundo pelotão da Espanha e superar Bursaspor e Rangers na disputa da fase de grupos da Liga dos Campeões. Por enquanto, tem sido suficiente para liderar a liga. Dificilmente esse cenário se manterá. A tabela tem sido gentil com o Valencia (venceu Málaga, Racing de Santander, Hércules, Sporting de Gijón e Athletic Bilbao, todas equipes acessíveis, e empatou em casa com o único oponente realmente forte, o Atlético de Madrid) e o elenco não é denso o suficiente para suportar as inevitáveis contusões e suspensões de jogadores importantes ao longo da temporada.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Faltou o gol

A cena que Soldado representa na imagem repetiu-se, pelo menos, mais umas sete vezes na partida. O Valencia fez quase tudo certo, menos o mais importante: gol (getty images)

O futebol não foi justo com o Valencia no confronto contra o Manchester United. Os Chés foi a equipe que mais se esforçou para ganhar, a equipe que quis jogar futebol, mas, no final das contas, os três pontos se marcharam rumo a Manchester. O Valencia foi melhor que o time de Alex Ferguson, mas faltou algo que o Manchester United foi letal: pegada e gol.

Os torcedores valencianos mostraram-se confiantes e lotaram o Mestalla. Sem poder contar com seus principais jogadores (Rooney, Giggs e Scholes, todos fora por lesão), o encarregado de levar os três pontos à Inglaterra foi Javier Hernández, vulgo "Chicharito". O mexicano, que esteva na órbita do Valencia, entrou no segundo tempo no lugar de Anderson e só precisou de quinze minutos para decidir o duelo.

O primeiro tempo teve poucas atividades na áreas porque os Reds cerraram muito bem os espaçoes e o Valencia custou para combinar e abrir buracos na defesa bem postada por Ferguson. Nani representava perigo quando infiltrava-se na área, mas Mathieu soube o controlar. Pelo lado do Valencia, destaca-se Pablo Hernández. O meio-campista puxou a responsabilidade, foi um verdadeiro pesadelo para Evra e conduziu o Valencia aos lances de perigos. O duelo se concentrou em cruzamentos da linha de fundo, todos eles interceptados pela defesa adversária. As únicas finalizações que passaram perto – ambas em chutes de fora da área – foram de Berbatov, do lado do Manchester United, e de Pablo Hernández, pelo Valencia.

Nos últimos 45min, as oportunidades passaram a ficar mais constantes. Aos 10min, Berbatov, jogador mais perigoso dos visitantes, ganhou dividida de Navarro pela esquerda, invadiu a área e bateu rasteiro, mas parou no goleiro César Sánchez, que saiu corajosamente em cima do atacante. Pouco depois, Mata teve a chance de finalizar quase da pequena área, mas demorou e foi travado por Nani. Mesmo com a liderança do grupo praticamente garantida com o momentâneo empate, o Valencia não hesitou em partir para o ataque, mesmo deixando espaço para os contra-ataques do Manchester em certas ocasiões. Mas foi a partir dos 30min que brilhou a estrela do técnico Alex Ferguson, colocando Javier Hernandez e Federico Macheda nos lugares do brasileiro Anderson e de Berbatov, respectivamente.

Logo em seu primeiro lance, o atacante mexicano mandou uma bola na trave. Depois, aos 40min, Hernandez não perdoou. O jogador recebeu de Macheda na entrada da área e finalizou rasteiro, abrindo o placar e garantindo a primeira vitória do Manchester United nesta Liga dos Campeões. O gol de Javier Hernandez serviu ainda para o Manchester United quebrar um tabu. Desde a temporada de 2001/02 que os Red Devils não conseguiam vencer uma partida em território espanhol nas competições europeias (a única vitória foi em 01/02, contra o Deportivo, no Riazor). Porém, mesmo com a vitória desta quarta-feira, o 'saldo' da equipe de Ferguson segue ruim: apenas um triunfos em 19 jogos.

O Valencia ainda tentou algo, mas o Manchester United se fechou mais ainda e segurou o resultado. O Manchester United usou da experiência não sofreu muito, apesar dos constantes ataques Chés. O Valencia não pode deixar-se abalar pelo resultado e, com a terceira posição do grupo, irá fazer dos duelos contra o Rangers, as suas primeiras finais na temporada. Sábado, contra o Atlhetic Bilbao, o Valencia terá um jogo duríssimo e terá que esquercer esta derrota caso queira seguir na liderança da Liga.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Resumo: 3ª Rodada (2ª Parte)

Messi e Piqué, autores dos gols da vitória blaugrana, comemoram: o zagueiro saiu de campo intacto, já Messi, lesionado (AP)

Como todos esperavam, foi no Vicente Calderón que saiu o jogaço da terceira rodada. Em campo, um brilhante Barcelona tirou do Atlético de Madrid a sua invencibilidade na competição. Em um primeiro tempo de futebol digno e parelho, as duas equipes iniciaram o jogo com ocasiões de gol. Aos 12, Messi lançou Villa, que carimbou a trave. No rebote, Pedro encontrou Messi entre Godín e Dominguez para a Pulga abrir o placar em Manzanares. Perto dos 30 minutos, Raúl García empatou a partida após saída desastrosa de Victor Valdés pôr o Vicente Calderón em festa. A alegria rojiblanca durou apenas sete minutos, pois Piqué desempatou a partida aproveitando cruzamente de Messi e remantando com extrema categoria às redes de De Gea. Na segunda etapa, a partida continua parelha, com a mesma tônica. Foi aí que apareceu De Gea para salvar os anfitriões. Para David Villa - que fez uma partida apagada, apesar da bola na trave no lance oriundo do primeiro gol blaugrana - o jovem goleiro foi perfeito e foi o melhor em campo. No final de jogo, o Barça recebeu um péssima notícia. Após partir em contra-ataque, Messi foi parado "violentamente" por Ujfalusi, que o acertou em seu tornozelo. O argentino saiu de campo chorando e sobre maca, e fazendo gestos de dores. Para animar o clube blaugrana, Messi já deve voltar para o jogo da semana que vem contra o Rubin, pela Champions; já Ujfalusi foi suspenso pela CEDD por duas partidas.

O Barcelona deixou para trás a péssima imagem deixada após a derrota para o Hércules e está, junto com o Atlético de Madrid, a três pontos do líder Valencia. Nesta rodada, os herculinos encararam o próprio Valencia no "mini-dérbi" da Comunidade Valenciana. Os Chés tiveram pela primeira vez na temporada Mata e Pablo Hernández como protagonistas. No jogo, vimos um Valencia partindo para cima e querendo construir o resultado cedo e teve uma ótima oportunidade no começinho, mas Soldado desperdiçou. O que não conseguiu Soldado, conseguiu Mata, que não desperdiçou um bom passe de Pablo para chutar cruzado, com a perna direita, fazendo um a zero Valencia, com apenas dois minutos de jogo. Com o marcado a seu favor, o Valencia acomodou-se. Cedeu a pelota ao Hércules, que não conseguia levar perigo em suas jogada. Assim, o Valencia chegou ao segundo gol aos vinte minutos. Depois de um belo passe de Joaquín, Pablo Hernández completou a bela jornada com um chute colocado no ângulo de Calatayud. O conjunto de Alicante, enfim, entrou na partida no final do primeiro tempo, depois que Ramírez Domínguez assinalou um pênalti trás David Navarro usar as maõs para bloquear cruzamento de Kiko. A ação existiu, entretanto a voluntariedade foi mais duvidosa. Trezeguet não desperdiçou a pôs mais emoção à partida. No segundo tempo, o controle da partida foi, como previsto, do Hércules, que teve perto do empate em uma cabeçada de Valdez, antes do paraguaio sair por lesão. Os minutos finais foram de emoção, com o Hércules pressionando em busca do empate - Trezeguet perdeu duas chances de pôr dois a dois na partida -, mas o Valencia segurou-se e manteve-se invicto na competição.

No duelo Andaluz, o Sevilla amenizou a pequena crise que havia se instalado no Ramón Sanchéz Pizjuan após as más partida contra Deportivo e PSG. O Málaga renegava sua condição de anfitrião e cedeu a posse de bola ao Sevilla. Os jogadores de Alvarez dominavam o jogo e tinham mais chances de gol, porém, não tão claras como as da equipe malaguenha. Os sevillistas fizeram algumas aproximações perigosas, porém com pouca pólvora, enquanto as poucas chegadas do Málaga eram venenosas. Talvez por isso, os jogadores de Ferreira abriram o placar: cobrança de escanteio, defesa de Palop e posterior finalização de Rondon para abrir o placar ante um Sevilla ameaçado, depois do que houve ante o PSG. Porém, surgiu a figura de Perotti para tirar da cartola uma jogada de gol pela esquerda, que Alfaro só teve de empurrar com a cabeça. Em vinte minutos de partida, dois gols e muitas chances. O Sevilla se encontrava cômodo no papel de dominador, apesar de não ter levado isso pra frente... E para fazer isso, teve que esperar uma defesa de Palop e mais tarde, uma subida ao ataque de Cáceres. Foi tarde, porém, a tempo: o Sevilla virou o placar no finalzinho e foi para os vestiários vencendo. Nesses primeiros 45 minutos, o Sevilla estava melhor e ganhava. Inclusive, teve um pênalti não assinalado a seu favor, depois de um toque de mão claríssimo.

No outro jogo envolvendo times da Comunidade Valencia, a qualidade do Villarreal foi o ápice para a vitória do Submarino Amarelo. Em um primeiro tempo de domínio do Levante, o Villarreal chegou ao seus gols - dois de Nilmar -, enquanto que no segundo tempo, a tônica foi inversa: o Villarreal controlava mais a partida, comandando as acões no centro do campo, mas o Levante chegou ao gol do Caicedo, de cabeça. Porém, o próprio Caicedo viria a perder uma ótima chance de empatar o marcado. No fim, o Levante não conseguiu levar o que seria mais justo, o empate, por sua luta, entrega e intensidade, ante um rival na qual a qualidade esteve por cima do bom jogo.

Para saber dos jogos de Sábado, clique aqui

Craques da rodada
Lionel Messi (Barcelona)
David De Gea(Atlético de Madrid)
Pablo Hernández (Valencia)
Nilmar (Villarreal)

Escalação da rodada: De Gea (Atlético de Madrid); Daniel Alves (Barcelona), Piqué (Barcelona), Cáceres (Sevilla), Marcelo (Real Madrid); Busquets (Barcelona), Di María (Real Madrid), Mata (Valencia), Pablo Hernández (Valencia); Nilmar (Villarreal), Messi (Barcelona).

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A hora de Pablo Hernández e Juan Mata

Mata e Pablo Hernández. Será a vez dos dois puxarem a responsabilidade (superdeporte)

O Valencia foi o time que teve as perdas mais consideráveis do futebol espanhol, perder os craques David Villa para o Barcelona e David Silva para o Manchester City será muita sentida pelos chés, mas era necessária pois o time está em uma crise financeira considerável e necessitava ganhar um bom dinheiro e investir, é verdade que pouco mas em jogadores essenciais. O clube adquiriu alguns jogadores: o zagueiro Ricardo Costa, os meio campistas Tino Costa, Mehmet Topal, Feghouli, e a volta de empréstimo de Sunny, Hugo Viana e do goleiro Guaita, porém, nenhuma das contratações vai suprir a falta que os "Davids" vão trazer em certos momentos ao time de Mestalla.

Entretanto, o clube valenciano é um dos maiores formadores de bons jogadores na Espanha, tem uma cantera forte que ajuda o clube a manter-se nas principais posições na tabela. Essa temporada não será diferente e suas maiores estrelas precisarão dessa vez comandar o time, será a vez de Pablo Hernández e Juan Mata* serem o centro das atenções do clube ché. Ambos os jogadores tem qualidade para isso, total apoio do técnico Unai Emery e já são ídolos da fanática torcida.

PH e Mata - como são conhecidos - tem que provar que estão preparados e com experiência para comandar o time na LFP e principalmente na Liga dos Campeões, pois o time valenciano precisa de dinheiro, ou seja, fazer uma boa campanha internacional e manter o time entre os principais na competição doméstica. Agora Pablo Hernández e Mata não estão mais por trás da sombra dos "Davids" e precisam mostrar seu futebol.

Quem sabe o Valencia não tenha se planificado da melhor forma para a temporada, pode ser uma aposta arriscada confiar em dois meninos para serem os comandantes do time, até porque o clube volta a disputar a Liga dos Campeões. A verdade é que o time é uma incógnita, não sabemos o quão poderá dar certo ou errado, e a imprensa espanhola qualifica o Valencia como a quinta força na temporada, atrás dos dois gigantes, do Atlético e do Sevilla. Para que isso não aconteça o técnico Unai Emery precisará armar um bom time comandando pelo seus dois novos craques.

*Juan Manuel Mata é formado pelo Real Madrid Castilla, porém quando se transferiu ao Valencia, atuou no Valencia B, as canteras do time.

sábado, 14 de agosto de 2010

Balanço Final: Valencia

Sem os seus craques, como se sairá o Valencia na nova temporada (mirror)

VALENCIA

Técnico: Unai Emery
Competição europeia: Liga Europa (caiu nas quartas de final)
Copa do Rei: caiu nas oitavas de final
Destaque: David Silva (meia)
Artilheiro: David Villa (21 gols)
Nota da temporada: 7,5

Apesar da terceira posição, a temporada foi apagada. Ou melhor, “sem sal”. A campanha foi decente e em nenhum momento a classificação para a Liga dos Campeões pareceu seriamente ameaçada. David Villa, David Silva, Pablo Hernández e Mata formaram um quarteto ofensivo dos mais insinuantes e César foi uma segurança no gol.

Mas não dá para ignorar o fato de o time terminar 25 pontos atrás do segundo colocado. Tendo o topo como parâmetro, faltou competitividade aos valencianistas. Considerando a fraqueza das equipes pequenas, dava para, ao menos, ficar uns 10 ou 15 pontos atrás da ponta.

De qualquer modo, a prioridade no Mestalla é faturar, e a classificação à LC, junto com a venda de Villa, será fundamental para o clube melhorar sua situação financeira e terminar a construção do novo estádio.