Futebol espanhol, Campeonato Espanhol, Seleção Espanhola, Copa del Rey, Liga Adelante, Canteras
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Os pecados da Espanha nas Olimpíadas
domingo, 8 de julho de 2012
Missão Londres
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Garotos prodígios: David De Gea
Após um início meteórico, De Gea superou concorrentes de nome e, mesmo com seus 19 anos, é titular indiscutível no Atlético de Madrid. Comparações com Casillas são inevitáveis (getty images) Não foi à toa que o novo titular do gol rojiblanco ganhou o apelido de Van der Gea. Esguio, ágil e com um reflexo impressionante, tem uma similaridade física com o holandês Edwin Van der Sar e uma fama que se espalha por todo o mundo desde 2007, ano em que foi campeão europeu sub-17 e vice-campeão mundial da mesma categoria. Pertence a De Gea uma das maiores atuações de um goleiro em competições Fifa. Foi no Mundial Sub-17 de 2007 que ele ganhou tanto respeito por conta do que fez em um empate de 1 a 1 contra a França de Damien Le Tallec e Henri Saivet. A Espanha esteve nas cordas em boa parte do segundo tempo e da prorrogação, mas contou com De Gea inspirado e avançou nos pênaltis. Em quatro jogos de mata-mata, só sofreu dois gols e naturalmente foi o melhor goleiro da competição.
O jovem arqueiro nasceu em Madrid, em novembro de 1990, mas passou a sua infância inteira sendo criado em Illescas (que fica na região de Tolledo). Deu seus primeiros passos futebolísticos num lugar em frente a sua escola, em Casarrubuelos. Estreou com a camisa rojiblanca no inesquecível 30 de novembro de 2009, mas essa história será contada daqui a pouco. A rápida passagem da Espanha de Asenjo pelo Mundial Sub-20 em agosto só lhe concedeu duas chances de jogar e a crise colchonera não foi lá um incentivo. Ainda assim, o jovem conseguiu um empate e uma vitória, sofrendo só dois gols.
A longa crise, porém, permaneceu no Vicente Calderón e seguiu a exterminar goleiros. Roberto deu vexame em goleada sofrida contra o Barcelona e depois foi negociado. Asenjo, embora virtuoso, tinha à frente uma defesa completamente instável e desprotegida. Então colecionou falhas: a última, contra o Sporting Gijón, lhe custou de vez a titularidade. Quique Sánchez Flores anunciou à imprensa que era necessária uma mudança de ares no gol colchonero. Em outras palavras, a chance da vida de De Gea. No dia do confronto contra o Zaragoza, uma surpresa: o promissor goleiro ganharia uma chance no time titular. O Atlético de Madrid chegava pressionado para a partida. Em sete rodadas de campeonato, o time, que era tido por muitos como um dos favoritos, ainda não havia vencido nenhuma e o cenário em Manzanares era conturbado. Aos 17 minutos do primeiro tempo, De Gea deu as caras ao mundo: num jogo crucial para definir a situação de Abel Resino (à época treinador do Atlético de Madrid e pressionado no cargo), o arqueiro mostrou uma de suas principais virtudes, ao defender um pênalti cobrado por Babic. Ao final do jogo, o Atlético de Madrid venceu sua primeira partida na competição e o jovem goleiro saiu de campo ovacionado pelos aficionados colchoneros.
No Vicente Calderón, cada vez mais se convencem de que ele não larga mais a titularidade e corresponde às expectativas de uma trajetória similar a de Iker Casillas, seguro no Real desde os 17 anos. De Gea fez parte da pré-lista elaborada por Vicente Del Bosque do grupo que viajaria à África do Sul para disputar a Copa do Mundo. Porém, van der Gea acabou sendo preterido pelo técnico madrileño, que optou por Víctor Valdés. Contudo, Del Bosque elogiou o garoto e afirmou "que o jovem estará na Copa no Brasil". Quem também rasgou o goleiro de elogios foi o mancuniano Sir Alex Ferguson. O técnico escocês, que há tempos vem mostrando interesses no arqueiro, também foi um a afirmar que "tem certeza de que o goleiro será o titular no gol rojo na Copa de 2014."
Será o fim de uma maldição que já assolou o gol colchonero: desde a venda de Molina ao La Coruña, no instante da queda à segunda divisão, passaram nomes como Burgos, Leo Franco, Coupet, Burgos, Abbiati, Ivan Cuéllar, Sergio Aragoneses e Toni pelo Vicente Calderón. Em comum a todos eles ficou o fracasso como resultado final. Em apenas uma temporada, o garoto deu uma reviravolta incrível: assumiu a titularidade no gol atleticano, após iniciar a temporada como escolha número três. Além disso, goza de enorme prestígio aos torcedores colchoneros e a natural empatia de um jovem formado nas próprias canteras.
David De Gea
Nome: David De Gea Quintana.
Data de nascimento: 7 de novembro de 1990.
Clube: Atlético de Madrid.
Estatura: 1, 92 m.
Títulos: Eurocopa Sub-17 de 2007, Uefa Europa League 2009-10, Supercopa da Europa 2010.
Complicado, Atlético...
Ambiente tenso: com mais uma derrota em um dérbi, Quique Sanchéz Flores começa a ficar com as cordas bambas (getty images)Como deixar de confiar em um time que tem em seu plantel jogadores como Agüero, Forlán, Reyes, De Gea, Filipe Luís, Juanfran? Mas como confiar em um time que, ano após ano, se planifica da melhor maneira possível, gasta muito dinheiro com contratações e, principalmente, não vence o seu maior rival a 35 partidas (12 anos, para exemplificar melhor)? Este dilema pauta o Atlético de Madrid. Os rojiblancos são, sem sombra de dúvidas, um dos times mais difícil de entender em cenário espanhol (e, quem sabe, mundial). Vindos de uma derrota acachapante ante o Hércules, o Atlético de Madrid chegou para o dérbi de ontem pressionado - mais uma vez, diga-se de passagem.
Quando Forlán abriu o placar aos sete minutos, parecia que o tabu estaria prestes a cair. Só parecia. Em nenhum momento o Real Madrid "ajudou" para que a racha negativa colchonera pudesse acabar. Com Cristiano Ronaldo e Özil em dia inspirado, os merengues enlouqueceram a zaga rival, e De Gea era obrigado a fazer grandes defesas para evitar um resultado maior. O jovem goleiro, aliás, só não foi o melhor jogador da partida porque o português e o turco-alemão tiveram um destaque maior. De Gea fez defesas de tudo que é jeito e sem tem alguém a se elogiar neste Atlético de Madrid é o arqueiro. Agüero e Forlán também deram trabalhos à defesa blanca, mas no todo da partida, Sergio Ramos - deslocado para função de zagueiro - e Ricardo Carvalho souberam conter bem os ataques da dupla sul-americana.
O time de José Mourinho se manteve bem ofensivo no primeiro tempo. Teve quase 70%de posse de bola e finalizou oito vezes, contra apenas uma dos visitantes. Na segunda etapa, o ímpeto merengue aumentou mais e orquestrados por Özil, que, até então, fazia uma partida tímida, o Real Madrid virou. A saída de Benzema e a entrada de Kaká também foi um dos fatores da virada merengue. Não que o brasileiro tenha tido participação nos gols, mas a movimentação da equipe mudou e ficou mais veloz, já que Benzema estava muito parado. Antes do gol da virada, porém, Forlán jogou na trave a chance de desempatar o marcador. Um minuto depois, Özil partiu para jogada individual pela direta, deixou Filipe Luís para trás e cruzou na medida para Cristiano Ronaldo aumentar.
No final da partida, Özil fez um de seus gols mais fáceis, mas que serviu para consagrar o melhor jogador da partida. O turco-alemão tabelou com Cristiano Ronaldo e a bola acabou batendo em Filipe Luís e voltando para a canhota mágica do meio-campista, que jogou no canto esquerdo de De Gea para definir a partida. "Falha feia do Filipe Luís, que parece ter ficado na Galícia e mandado um irmão gêmeo pra Chamartín", bem definiu o amigo Leonardo Bertozzi. O lateral brasileiro ainda não se encontrou em Manzanares e parece ter esquecido aquele futebol que quase o levou ao Barcelona.
Sobrou para Quique Sanchéz Flores. O treinador se reuniu com Jesus García Pitarch, diretor esportivo rojiblanco, por duramente uma hora. Quem também não gostou nada da postura dos seus jogadores em campo foi o presidente do clube, Enrique Cerezo. Nas palavras do presidente "os seus jogadores não têm nada do que reclamar do árbitro e que já está cansado de ver a mesma postura exercida em jogos contra o Real Madrid". Apesar de Quique Sanchéz Flores ter mudado totalmente o discurso, ao falar que o Atlético tem chances de classificação por ser "supercompetitivo" em jogos eliminatórios, o ambiente rojiblanco está muito conturbado. E só uma classificação pode inverter a situação, além de dar uma grande injeção de ânimo para a continuidade da temporada.
Na Andaluzia...
Pela primeira vez em sua história, o Almería entrava a campo disputando uma quarta-de-final de Copa del Rey. Disposto a levar o jogo para o Riazor, Lotina montou seu Deportivo no 5-4-1. Porém, não contava com a má sorte de Rindaroy, que marcou o único gol da partida. Um gol contra. Em uma partida bem fraca tecnicamente, as emoções que tomaram o restanta da Copa del Rey não deram as caras no Juegos Mediterráneos por ao menos um minuto. Apenas cinco chutes ao gol em 90 minutos explica porque de uma partida tão fraca. De destaque, apenas Piatti. Presente em todas as ocasiões de perigos do time rojiblanco, o argentino foi o nome da partida, já na vigília para o jogo contra o Real Madrid, no domingo.
Veja também:
Villarreal 3x3 Sevilla
Barcelona 5x0 Real Bétis
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Liga Europa: Dúvidas antes do dérbi de Madrid
O gol de Tiago amenizou, mas as dúvidas quanto a este time do Atlético de Madrid ainda são grande (AP)No segundo tempo, invertendo a alteração que mudou no duelo entre as duas equipes há duas semanas, Quique Florés tirou o atacante argentino e lançou a campo Forlán. Entretanto, a mudança na postura dos dois time foi clara. O Atlético de Madrid passou a praticar um futebol infâme, enquanto que o Rosenborg crescia a cada minuto. Aí, passou a brilhar a estrela de De Gea, que, mesmo falhando no gol de empate, a cada dia torna-se ídolo da torcida. Individualmente, o Rosenborg foi tomando conta do jogo, orquestrados por Henriksen, que empatou o jogo após receber passe de Iversen e aproveitar falha de Antonio López, que não estava na cobertura. O Rosenborg chegava sempre com perigo pelo meio, onde Paulo Assunção esteve em noite infeliz, e pela esquerda, com Antonio López sempre chegando atrasado. Porém, valeu o ditado de que quem não faz, leva. Tiago roubou a bola de Sare, passou por Demidov e, ao invés de tocar para Forlán que estava livre, acertou um chutaço no ângulo de Orlund. Quique segurou o time, trocando Diego Costa por Camacho, e, nos minutos finais, trocou a tática para um 4-3-2-1. Com a vitória, basta um triunfo contra o Áris, no Vicente Calderón, para os colchoneros passarem de fase.
Na Grécia, a torcida de Salônica lotou o estádio de Toumbas para ver seu time, Paok (2º, 7) vencer o Villarreal (3º, 6) e complicar a vida dos Amarillos, que terão que entrar nos dois últimos jogos restantes com a obrigação de somar seis pontos. O Villarreal começou o jogo com muita intensidade, e, em menos de doze minutos, teve pelo menos três chances de abrir o placar, com Altidore e Borja Valero. Garrido resolveu poupar Cazorla e Rossi e os seus substitutos, Cani e Altidore não cumpriram o mesmo papel. Nilmar, bem marcado por Cirillo, não teve muitas chances e praticou um futebol muito aquém do mostrado na Liga Espanhola. Na volta à segunda etapa, o cenário mudou: se o PAOK havia mostrado uma postura defensiva na primeira etapa, os gregos voltaram com um futebol dessemelhante ao mostrado na primeira etapa, e o ímpeto ofensivo cresceu. Percebendo isso, Garrido resolveu colocar Rossi em campo, mas de nada adiantou. Após cobrança de escanteio, Vierinha, de apenas 1,73m, subiu mais alto que Mussachio e Capdevilla para abrir o placar e definir a vitória grega. Garrido arriscou, colocando Monteiro no lugar de Mussachio e alterando a tática para um 3-2-2-3, mas Kresic fechava na porteira anfitriã. No último minuto, Capdevilla ainda arriscou um chute da entrada da área, que passou à direita do gol de Kresic.
Pelo Grupo J, o Sevilla (1º, 9) deu um passe importantíssimo rumo à fase de 16 avos. Aproveitando-se do empate entre Borussia (3º, 4) e PSG (2º, 8), os sevillistas golearam o saco de pancadas do grupo, Karpaty (4º, 0). O time de Gregório Manzano voltou a vencer no Ramón Sanchéz Pizjuan por competições europeias após três derrotas. Em campo, querendo esquecer a derrota humilhante sofrida para o Barcelona na última rodada da Liga, o Sevilla começou aniquilador. Num 4-2-2-2, com Negredo e José Carlos na frente, auxiliados por Alfáro e Diego Capel, o Sevilla chegou ao primeiro gol em menos de dez minutos. Após falha de Milosevic, Negredo cruzou pontualmente na cabeça de Alfáro, que testou firme para as redes. O ex-Tenerife sofreu a falta do segundo gol, de Cigarini e marcou o seu doblete, mostrando ser uma boa opção para Manzano no período que Jesus Navas se encontrar fora, por lesão. A de se destacar a bela partida do canterano José Carlos. O garoto participou muito bem das infiltrações pela lado direito e Fedetskyiv não conseguia pará-lo.
A Europa está trágica para o Getafe (4º, 3). Com uma derrota humilhante diante do Stuttgart (1º, 12), as chances dos azulones avançaram de fase são mínimas. Num Coliseum Alfonso Pérez vazio - apenas 2.300 espectadores - o Getafe sucumbiu diante de Marica e não mostrou nem 25% do futebol que tem mostrado neste início de Liga Espanhola. Com o 4-2-3-1 de sempre, Colunga foi facilmente marcado por Tasci e Gebhart, enquanto que Arizmendí e Albín pouco produziram para cima de Molinaro e Funk, respectivamente. A derrota alemã faz com que o Getafe só tenha olhos para o Campeonato Espanhol a partir de agora, mas resta saber como será o baque depois de uma provável eliminação. Boateng, em noite trágica, além do erro no primeiro gol dos die-roten, não conseguiu parar os constantes ataques de Kuzmanovic pelo meio. Sem Dani Parejo, Víctor Sánchez vem assumindo papel importante neste time do Getafe, porém, improvisado de lateral direito, o canterano do Barcelona foi motivo de carnaval de Boka e a falha de posicionamento no gol de Gebhart demonstrou isso.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Resumo: 4ª Rodada
Em uma nova exibição de De Gea, o Atléti segurou o Valencia e, de quebra, contou com uma nova partida inspirada do jovem goleiro De Gea (AS) Real Madrid 3x0 Espanyol
Mesmo sem apresentar um grande futebol o Real Madrid venceu com extrema facilidade um Espanyol confuso e sem apresentar o futebol mostrado nas rodadas anteriores. Intactos pela marcação blanca - que nem era as mais das pesadas -, o meio-campo périco foi incapaz de criar alguma coisa, um dos trunfos para a vitória merengue. O primeiro tempo foi marcado pelo domínio do Real Madrid na posse de bola, mas com poucas oportunidades de gol. Os donos da casa iniciaram melhores o duelo e, logo aos 7 minutos, Dí Maria obrigou o goleiro Kameni a fazer grande defesa em chute da entrada da área. Apesar de jogar praticamente toda a etapa inicial em seu campo de ataque, o time madridista sentiu grande dificuldade para furar a retranca adversária e só abriu o placar em um polêmico pênalti aos 28 minutos - convertido por Cristiano Ronaldo.
As duas equipes passaram a abusar das infrações na etapa final. O zagueiro Pepe recebeu dois cartões amarelos e acabou expulso. Na sequência, o defensor Galan fez falta violenta e deixou o Espanyol com 10 jogadores. Com maior espaço para jogar, o Real Madrid aproveitou um contra-ataque para ampliar o placar aos 34 minutos. Cristiano Ronaldo lançou Higuaín que, cara a cara com o goleiro, tocou no canto e marcou o segundo dos donos da casa. Na última chance da partida, aos 42 minutos, Benzema chutou forte da entrada da área e fez o terceiro.
Sevilla 1x1 Racing Santander
O Sevilla de Antonio Álvarez não consegue arrancar. Nesta rodada, teve a oportunidade de se reafirmar definitivamente e ganhar confiança com a liderança da Liga, afastando os seus fantasmas do começo da temporada. Porém, a chegada do outono parece não ter despertado a equipe de Nervión. Novamente, fez uma partida medíocre, que terminou com protestos do público no Pizjuán. O empate ante o Racing veio confirmar que em Nervión, a fórmula de Antonio Álvarez não funciona e está muito longe de funcionar. Não só por causa de seu esquema 4-5-1, mas porque os seus jogadores não estão bem. Sem Navas, sem um bom Luís Fabiano, sem Kanouté, sem Renato e com apenas rastros de Negredo, ganas e vontade, não se chega a lugar nenhum. O técnico sevillista está desesperado para que sua equipe não perca a cabeça, porém, basta um pequeno detalhe, um gol em contra, pra tudo sair da ordem planejada. E isso aconteceu depois do empate, quando o Sevilla se convertera num caos.
Cigarini, desaparecido, terminou de sumir, Zokora e Guarente não serviam para elaborar o jogo e as linhas estavam tão distantes entre si que era impossível que as bolas chegassem para Negredo ou Alfaro. As mudanças tampouco solucionaram a partida. José Carlos parecia estar jogando com pesos nos pés, pois sua lentidão foi inexplicável. Luís Fabiano apenas teve minutos. E assim, sem chegadas e sem demonstrar perigo, a partida foi se esgotando. E isso foi bom para o Sevilla, porque o Racing estava crescendo. E foi por isso que Antonio Alvarez ouviu a maior bronca da torcida, desde que chegou para treinar o time.
Barcelona 1x0 Sporting Gijón
Sem Lionel Messi, o Barcelona mostrou-se um time humano. Tudo bem que não é a partir de um jogo sem o gênio argentino que podemos fazem uma análise, mas, diante do Sporting Gijón, o Barcelona teve sério problemas para quebrar a bem postada defesa asturiana em campo. Ainda que contasse com incríveis 82% de posse de bola, o Barcelona não superou a retranca dos rojiblancos. O sérvio-espanhol Boján bem que se esforçou, mas não conseguiu produzir uma jogada de perigo. Quem mais assustou foi David Villa, com chutes que não exigiram muito esforço do goleiro Cuéllar. Sem ter tido nenhum risco defensivo na etapa inicial, Guardiola optou por, no intervalo, colocar o atacante Pedro no lugar do volante Keita. Deu certo. Logo aos 3min da segunda etapa, um passe excepcional do brasileiro Daniel Alves conseguiu desmontar a forte defesa do Sporting de Gijón e deixar David Villa na cara do gol; com tranquilidade, o atacante espanhol bateu cruzado e mandou para as redes, abrindo o placar e decretando a 50ª vitória do Barcelona de Guardiola no Camp Nou.
Valencia 1x1 Atlético de Madrid
No Mestalla, nova exibição de gala de De Gea. A partida prometia emoção com os únicos times considerados capazes de tirar o protagonismo de Real Madrid e Barcelona. E cumpriu a promessa. O jovem goleiro rojiblanco foi uma muralha novamente, assim como no confronto contra o Barcelona. Nos primeiros minutos, o Valencia pressionava em busca do primeiro gol e Áduriz quase abriu o placar. Mesmo muito aquém do que pode mostrar, o Atléti abriu o placar após falha de Maduro em lancamento de Forlán. O holandês não cortou a bola do uruguaio e ela sobrou para Antonio López rolar para Simão abrir o placar. Há sete anos sem ganhar no Mestalla, o Atlético de Madrid logo se viu numa enrascada e tentava segurar a pressão valenciana. Após ser infinitamente superior na segunda etapa, o Valencia logo chegou ao empate. Após persistência de Pablo Hernández, Mata cruzou e Áduriz meteu às redes para igualar o marcador. Uma curiosidade que assola a partida é que, nas últimas cinco temporadas, o perdedor do confronto direto entre as duas equipes é quem se classifica à Champions.
Athletic Bilbao 3x0 Mallorca
No San Mamés, um plácido Athletic Bilbao derrotou um Mallorca cada vez mais sem padrão de jogo por três a zero. Os leones chegaram para o duelo com quase que obrigação de ganhar uma equipe que vive em crise interna e perdeu os seus principais jogadores. Jogando bem com a bola nos pés e mostrando um futebol vistoso e envolvente, o Athletic Bilbao aproveitou a fragilidade da defesa roja - principalmente na bola aérea - para chegar ao resultado. Caparrós optou por mudanças no time titular e deu chances a Iturraspe, David López e Muniain, dando descanso a Orbaiz, Gurpegui e Gabilondo. Igor Martínez foi quem fez a dupla de ataque com Llorente, ocupando o posto do lesionado Toquero. Pelo lado bermellón, o uruguaio Gonzalo Castro, destaque do time, recuperou-se a tempo para a partida e foi titular, igual a Aouate, que voltou à portería bermellona após cumprir um Yom Kippur. Igor Martínez, substituto de Toquero, saiu de campo ovacionado pela torcida basca. E merecidamente: foi o melhor em campo e participou dos três gols da equipe. Ele sofreu o pênalti convertido por San José; começou a jogada do gol de Iñigo Pérez; e deu a assistência para o tento de David López.
Villarreal 1x0 Deportivo
Inspirado pela convocação à seleção brasileira, Nilmar marcou mais uma vez, tornou-se artilheiro da competição e, de quebra, garantiu mais uma vitória do Villarreal. Na primeira etapa, o Deportivo La Coruña deu bastante espaço para o time da casa dominar o meio-campo e tomar a iniciativa do jogo. Nilmar e Angel López se movimentaram bem e criaram boas chances de gol para o Submarino Amarelo. O gol do brasileiro, classificado pelo AS como uma genialidade foi no final da primeiro etapa. Ángel escapou marcação de Desmarets e cruzou para trás.Nilmar chegou nela, dominou e chutou cruzado. O brasileiro teve sorte, pois a bola bateu nas duas traves da meta defendida por Manu antes de ir para os fundos das redes. Na segunda etapa, o Deportivo tentou sair mais para o jogo, mas abriu espaço para o rival contra-atacar. Como aos 13min, quando Carzola foi derrubado na meia-lua. Rossi foi para cobrança e quase fez o segundo, mas a bola foi para fora. No final, o jogo ficou mais aberto, mas os erros dos atacantes impediram que saíssem mais gols.
Getafe 0x2 Málaga
E o Málaga segue convencendo. Após uma temporada na qual lutou até a última rodada contra o rebaixamento, a equipe andaluz, dirigida por Jesualdo Ferreira, parece ter encontrado seu futebol. O Málaga dominou os azulones com velocidade e ordem ofensiva. Antes da partida, esperava-se um duelo bem parelho, já que ambas as equipes encontravam-se em situação comoda na tabela. Nas rodadas anteriores, mostraram o que melhor e pior podem fazer. Os gols só saíram no segunda tempo, com Rondón, melhor em campo ao lado de Quincy, e Apoño.
Osasuna 3x1 Real Sociedad
No Reyno de Navarra, enfim o Osasuna venceu na temporada. Após sair atrás no marcador - gol de Tamudo -, o Osasuba tentou colocar uma pressão sobre o rival e alcançou o empate aos 38min, com Pandiani. Logo em seguida, aos 43min, Camunas marcou o segundo do Osasuna. Na segunda etapa, a vantagem ajudou o Osasuna a jogar melhor e a equipe não demorou para fazer o terceiro e selar a vitória, com Aranda.
Craques da Rodada
Nilmar (Villarreal)
Igor Martínez (Athletic Bilbao)
De Gea (Atlético de Madrid)
Aritz Áduriz (Valencia)
Escalação da rodada: De Gea (Atlético de Madrid); Iraola (Athetic Bilbao), Abraham Paz (Hércules), Ricardo Carvalho (Real Madrid), Capdevilla (Villarreal); Apoño (Málaga), Igor Martínez (Atlhetic Bilbao), Juanfran (Osasuna), Sergio (Levante); Áduriz (Valencia), Nilmar (Villarreal).
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Resumo: 3ª Rodada (2ª Parte)
Messi e Piqué, autores dos gols da vitória blaugrana, comemoram: o zagueiro saiu de campo intacto, já Messi, lesionado (AP)Como todos esperavam, foi no Vicente Calderón que saiu o jogaço da terceira rodada. Em campo, um brilhante Barcelona tirou do Atlético de Madrid a sua invencibilidade na competição. Em um primeiro tempo de futebol digno e parelho, as duas equipes iniciaram o jogo com ocasiões de gol. Aos 12, Messi lançou Villa, que carimbou a trave. No rebote, Pedro encontrou Messi entre Godín e Dominguez para a Pulga abrir o placar em Manzanares. Perto dos 30 minutos, Raúl García empatou a partida após saída desastrosa de Victor Valdés pôr o Vicente Calderón em festa. A alegria rojiblanca durou apenas sete minutos, pois Piqué desempatou a partida aproveitando cruzamente de Messi e remantando com extrema categoria às redes de De Gea. Na segunda etapa, a partida continua parelha, com a mesma tônica. Foi aí que apareceu De Gea para salvar os anfitriões. Para David Villa - que fez uma partida apagada, apesar da bola na trave no lance oriundo do primeiro gol blaugrana - o jovem goleiro foi perfeito e foi o melhor em campo. No final de jogo, o Barça recebeu um péssima notícia. Após partir em contra-ataque, Messi foi parado "violentamente" por Ujfalusi, que o acertou em seu tornozelo. O argentino saiu de campo chorando e sobre maca, e fazendo gestos de dores. Para animar o clube blaugrana, Messi já deve voltar para o jogo da semana que vem contra o Rubin, pela Champions; já Ujfalusi foi suspenso pela CEDD por duas partidas.
O Barcelona deixou para trás a péssima imagem deixada após a derrota para o Hércules e está, junto com o Atlético de Madrid, a três pontos do líder Valencia. Nesta rodada, os herculinos encararam o próprio Valencia no "mini-dérbi" da Comunidade Valenciana. Os Chés tiveram pela primeira vez na temporada Mata e Pablo Hernández como protagonistas. No jogo, vimos um Valencia partindo para cima e querendo construir o resultado cedo e teve uma ótima oportunidade no começinho, mas Soldado desperdiçou. O que não conseguiu Soldado, conseguiu Mata, que não desperdiçou um bom passe de Pablo para chutar cruzado, com a perna direita, fazendo um a zero Valencia, com apenas dois minutos de jogo. Com o marcado a seu favor, o Valencia acomodou-se. Cedeu a pelota ao Hércules, que não conseguia levar perigo em suas jogada. Assim, o Valencia chegou ao segundo gol aos vinte minutos. Depois de um belo passe de Joaquín, Pablo Hernández completou a bela jornada com um chute colocado no ângulo de Calatayud. O conjunto de Alicante, enfim, entrou na partida no final do primeiro tempo, depois que Ramírez Domínguez assinalou um pênalti trás David Navarro usar as maõs para bloquear cruzamento de Kiko. A ação existiu, entretanto a voluntariedade foi mais duvidosa. Trezeguet não desperdiçou a pôs mais emoção à partida. No segundo tempo, o controle da partida foi, como previsto, do Hércules, que teve perto do empate em uma cabeçada de Valdez, antes do paraguaio sair por lesão. Os minutos finais foram de emoção, com o Hércules pressionando em busca do empate - Trezeguet perdeu duas chances de pôr dois a dois na partida -, mas o Valencia segurou-se e manteve-se invicto na competição.
No duelo Andaluz, o Sevilla amenizou a pequena crise que havia se instalado no Ramón Sanchéz Pizjuan após as más partida contra Deportivo e PSG. O Málaga renegava sua condição de anfitrião e cedeu a posse de bola ao Sevilla. Os jogadores de Alvarez dominavam o jogo e tinham mais chances de gol, porém, não tão claras como as da equipe malaguenha. Os sevillistas fizeram algumas aproximações perigosas, porém com pouca pólvora, enquanto as poucas chegadas do Málaga eram venenosas. Talvez por isso, os jogadores de Ferreira abriram o placar: cobrança de escanteio, defesa de Palop e posterior finalização de Rondon para abrir o placar ante um Sevilla ameaçado, depois do que houve ante o PSG. Porém, surgiu a figura de Perotti para tirar da cartola uma jogada de gol pela esquerda, que Alfaro só teve de empurrar com a cabeça. Em vinte minutos de partida, dois gols e muitas chances. O Sevilla se encontrava cômodo no papel de dominador, apesar de não ter levado isso pra frente... E para fazer isso, teve que esperar uma defesa de Palop e mais tarde, uma subida ao ataque de Cáceres. Foi tarde, porém, a tempo: o Sevilla virou o placar no finalzinho e foi para os vestiários vencendo. Nesses primeiros 45 minutos, o Sevilla estava melhor e ganhava. Inclusive, teve um pênalti não assinalado a seu favor, depois de um toque de mão claríssimo.
No outro jogo envolvendo times da Comunidade Valencia, a qualidade do Villarreal foi o ápice para a vitória do Submarino Amarelo. Em um primeiro tempo de domínio do Levante, o Villarreal chegou ao seus gols - dois de Nilmar -, enquanto que no segundo tempo, a tônica foi inversa: o Villarreal controlava mais a partida, comandando as acões no centro do campo, mas o Levante chegou ao gol do Caicedo, de cabeça. Porém, o próprio Caicedo viria a perder uma ótima chance de empatar o marcado. No fim, o Levante não conseguiu levar o que seria mais justo, o empate, por sua luta, entrega e intensidade, ante um rival na qual a qualidade esteve por cima do bom jogo.
Para saber dos jogos de Sábado, clique aqui
Craques da rodada
Lionel Messi (Barcelona)
David De Gea(Atlético de Madrid)
Pablo Hernández (Valencia)
Nilmar (Villarreal)
Escalação da rodada: De Gea (Atlético de Madrid); Daniel Alves (Barcelona), Piqué (Barcelona), Cáceres (Sevilla), Marcelo (Real Madrid); Busquets (Barcelona), Di María (Real Madrid), Mata (Valencia), Pablo Hernández (Valencia); Nilmar (Villarreal), Messi (Barcelona).
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Supercampeão
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Supercampeão europeu, Atléti supera Inter e impede os italianos de igualarem feito do Barcelona - conquistar seis títulos em apenas um ano (AS)A Inter entrou no campo do estádio Louis II, hoje, em Mônaco, para comprovar sua supremacia na Europa, levar o inédito título da Supercopa Europeia para Milão e erguer o quinto troféu seguido na temporada. Porém, não foi o que aconteceu. Com gols de Reyes e Agüero, o Atlético de Madrid mostrou que não estava de brincadeira e levou o título para a capital espanhola.
As duas equipes iniciaram a partida com praticamente os mesmos times que jogaram as finais continentais. No Atlético de Madrid, Flores preferiu Godín à Antonio López. Na Inter, Benítez optou por Stankovic no lugar de Pandev. Talvez por isso tenha perdido um pouco de velocidade nos contra-ataques. O sérvio tinha que voltar para marcar quando a Inter não possuía a bola e não conseguia sair com tanta velocidade para o contra-golpe.
No segundo tempo, o Atlético encurralou o time italiano desde os primeiros minutos e aos 17’ conseguiu abrir o placar. Reyes tabelou com Agüero na entrada da área e girou em cima de Maicon, antes de chutar forte no canto direito de Júlio César. Nesse momento, já notava-se a diferença de preparo físico dos dois times. Maicon e Chivu, nas laterais, não conseguiam mais acompanhar todas as jogadas. Lá na frente, Eto’o mostrava boa velocidade ainda, mas Milito ainda está longe da boa forma da temporada passada.
Pouco após o gol, Benítez (des)trocou Stankovic por Pandev e viu pouca melhora. Aos 33’, tirou Sjneider e colocou o estreante Phillipe Coutinho, que não teve muita chance de mostrar seu futebol. Cinco minutos após sua entrada, Simão fez boa jogada pela esquerda, ganhou de Lúcio e cruzou para o meio da área. A bola ainda passou na frente de Júlio César e Samuel, antes de Agüero completar para as redes. Pandev ainda sofreu um pênalti antes do fim da partida, mas Milito perdeu. De Gea fez grande defesa e garantiu minutos finais tranqüilos para o colchoneros.
O Atlético soube se impor sobre o time de Benítez e mereceu o título, inédito para o clube. No primeiro jogo oficial da temporada, os colchoneros dão mostras que podem resgatar a mentalidade vencedora do time e cumprir às expectativas feitas antes da temporada. O Atléti volta a campo na segunda-feira, na estreia na Liga BBVA contra o Sporting Gijón, no Vicent Calderón.
domingo, 1 de agosto de 2010
Balanço Final: Atlético de Madrid
Com um péssimo início - com uma eliminação na fase de grupos da UCL sem nenhuma vitória - o Atlético de Madrid deu a volta por cima e foi campeão da Liga Europa (getty images)ATLÉTICO DE MADRID
Técnicos: Abel Resino e Quique Sánchez Flores
Competição europeia: Liga dos Campeões (caiu na fase de grupos) e Liga Europa (campeão) Copa do Rei: vice-campeão
Destaque: Diego Forlán (atacante)
Artilheiro: Diego Forlán (18 gols)
Nota da temporada: 7,5
Um início tenebroso, eralção a partir da metade do primeiro turno. A diferença é que os colchoneros, na segunda metade da temporada, perceberam que era mais interessante apostar na Copa do Rei e na Liga Europa do que investir na recuperação no Campeonato Espanhol.
Partidas excelentes como a vitória sobre o Barcelona (a única derrota dos campeões) se alternaram com desempenho terrível como as duas derrotas para o Málaga. A boa note fica pelo título da Liga Europa, que acabou com um jejum de 14 anos sem título no Vicente Calderón.
sábado, 24 de julho de 2010
O que a Espanha deve fazer até 2014?
A primeira delas provavelmente será na lateral esquerda, pois Capdevilla já tem 32 anos e dificilmente manterá o bom nível do presente. Puyol, que tem a mesma idade, se aposentou da seleção e pode ser substituído pelo jovem Mikel San José, do Athletic Bilbao. Entre os candidatos à vaga na lateral, figuram nomes como Roberto Canella, Nacho Monreal, Didac e Sergio Escudero.
No meio-campo, a expectativa é pela permanência de Xavi, que terá 34 anos em 2014 e poderá se despedir da seleção espanhola no Brasil, e Xabi Alonso, que terá 33 primaveras completadas. O risco de mantê-los é o de, obviamente, envelhecer a seleção e impedir a progressão de nomes como Sergio Canales, Thiago Alcântara, Fran Mérida e Koke, estrelas das seleções de base. No ataque, uma eventual saída de David Villa poderia ser suprida pela ascensão de Iker Muniaín, ou mesmo Bojan, enquanto que no gol, Casillas ainda reina soberano, mas terá o excelente David De Gea como “sombra” nos próximos anos.
Independente de nomes, a Espanha é nos últimos anos quem melhor trabalha a base, provavelmente ao lado da Alemanha. A conexão entre federação e os clubes é o razoável, o que permite às equipes de base sempre ter os melhores jogadores à disposição. Além disso, a mentalidade de jogo é a mesma em todas as gerações, o que facilita a chegada de jogadores jovens ao time de cima.
Nota da seleção: 10
Necessidade de renovar: 1.5
Cinco promessas: David De Gea, Mikel San José, Sergio Canales, Thiago Alcântara e Iker Muniaín
O que deve melhorar na base: ainda aperfeiçoar a relação entre clubes e seleções
Retrospecto recente: Copa do Mundo (campeã), Europeu Sub-21 (eliminada na fase final), Mundial Sub-20 (eliminada nas oitavas), Europeu Sub-19 (eliminada na fase final [ tem um campeonato em andamento]), Mundial Sub-17 (eliminada na semifinal), Europeu Sub-17 (vice-campeã)
domingo, 23 de maio de 2010
Venceu o melhor
Não se esperava menos da partida. Futebol total desde o início. Sevilla e Atlético de Madrid jogaram sem especulações e sem temores, algo impróprio para uma final e o futebol agradeceu.
Transcorridos apenas três minutos, Agüero pôde marcar, porém, não chegou na bola e a reação hispalense foi própria de um grande. Jesús Navas aparecia sobre o campo para arrancar e chegar a frontal da área, onde estava Diego Capel, que mandou a bola pras redes junto com todas as almas sevillistas. Sem opções de descanso, o Atléti teve a chance mais clara até o momento e numa dupla tentativa, Ujfalusi invadiu a área pela direita e seu cruzamento foi finalizado primeiro por Agüero, depois por Forlán. Squillaci e Escudé apareceram de forma milagrosa quando o empate era ouvido nas arquibancadas. Susto superado, o objetivo seguinte era ir pra cima dos colchoneros.
No minuto 26, depois de um cruzamento sem perigo, Perea deixou a bola na entrada da área, num erro fora do comum. Porém, Squillaci não aproveitou o presente e finalizou fraco, perdendo a chance de ampliar o placar. A partir daí e até o intervalo, pouco se viu do Sevilla e tampouco os jogadores de Quique assediaram Palop, porém, a sensação de perigo reinava no ambiente até chegar ao ponto dos cinco últimos minutos terem se convertido num suplício. Forlán, em duas chances, e Agüero, aproveitando uma saída em falso de Palop, fizeram a torcida do Atléti quase comemorar. E assim chegou o intervalo: com todo o banco do Sevilla o pedindo, em um claro sintoma de que apesar do resultado, a partida era um sofrimento total.
No começo do segundo tempo, ao menos outra coisa sucedeu. Apesar dos rojiblancos levarem o peso da partida por necessidade, o Sevilla tocava melhor a bola, com objetivo e buscando surpreender em um contra ataque, sabendo que o tempo jogava a seu favor. Um longo disparo de Tiago foi a única aproximação perigosa dos colchoneros antes do minuto 10, e isso era um bom sinal. Capel e Navas, pelos lados, eram dois punhais afiados, desejosos a fincar os dentes, e pouco a pouco, o Sevilla se fez dono da final. Menção especial para a dupla de zaga Escudé e Squillaci, soberanos na partida inteira ante as duas estrelas colchoneras, Forlán e Agüero. E tampouco deixou despercebido o nível de Negredo.
O madrileño teve a melhor ocasião para quase sentenciar a final: estava sozinho ante De Gea depois de uma fenomenal assistência de Kanouté, porém, optou por perder um gol incrível e dar vida a um rival que começava a se sentir pressionado. Quique decidiu então fazer uma dupla substituição na sua equipe, para dar novas alternativas e refrescar seu time. Assunção e um desaparecido Simão saíram para a entrada de Raúl Garcia e Jurado. O efeito foi imediato e Álvarez se viu na obrigação de tirar Negredo pra colocar Romaric. Era o momento de tentar recuperar a posse de bola com a metade do segundo tempo pela frente. Á favor estava o passar do tempo, a impotência do Atlético e a segurança de uma defesa muito acima do nível demonstrado na temporada. Uma grande combinação entre Tiago e Jurado obrigou Squillaci a aparecer novamente de forma providencial para impedir o empate de Agüero. Tudo isso antes de uma rixa imprópria para o momento, mas que era o fiel reflexo da tensão vivida. Assim, começou o último quarto de hora. Forlán tentou de novo, porém, Palop respondeu fazendo boa defesa.
Mas faltava o delírio, a jogada mestre de um craque que esses momentos tanto pedem e que fazia falta pra ele uma consagração desse tipo: Jesus Navas fez uso de sua velocidade, qualidade e sangue frio pra deixar vários jogadores do Atlético sentados, que fizeram o impossível para derruba-lo, porém, sem sucesso. O jogador de Los Palácios ficou frente a frente com De Gea, o driblou e com suspense sentenciou. Gol. 2 a 0 e Sevilla campeão!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Até o dia 22 de maio, a Europa é rojiblanca!
Em uma temporada de altos e baixos, o Atlético de Madrid carimbou o primeiro de dois títulos que o time busca na temporada. Após sair da Uefa Champions League de forma melancólica, a torcida colchonera parecia ter desistido de acompanhar o time na temporada... porém, desistir é uma palavra que não existe no dicionário colchonero. De forma heróica, o clube rojiblanco voltou a vencer uma competição europeia após 46 anos, e voltou a ganhar um título de prestígio, depois de 14 anos.
Ambas as equipes entraram em campo nas posições intermediárias de seus respectivos campeonatos. O Atléti está em nono na La Liga com uma rodada faltando para o fim, enquanto o Fulham chegou na 12ª colocação na Premier League. Aos 11 minutos de jogo, Diego Forlán criou a primeira boa oportunidade do jogo ao acertar um chute cruzado na trave de Schwarzer. Pouco tempo depois, Reyes obrigou o goleiro australiano a fazer uma boa defesa em cobrança de falta do espanhol.
Nos 20 minutos iniciais, o Atléti conseguiu criar as duas únicas boas chances do jogo, porém o Fulham conseguia ficar mais tempo com a posse de bola. Os rojiblancos abriram o placar aos 31 minutos do primeiro tempo. O argentino Agüero arriscou um chute de fora da área. A bola saiu fraca e Forlán, em posição duvidosa, desviou para o fundo das redes. Este foi o quinto gol do atacante uruguaio na competição.
O empate veio quatro minutos depois. Davies recebeu um cruzamento da direita de Gera e completou com um voleio de dentro da área para o fundo do gol do Atlético de Madrid. No segundo tempo, o Fulham voltou com um volume de jogo melhor do que no primeiro tempo e conseguiu chegar com perigo ao gol de adversário.
No decorrer da etapa final, as equipes corriam mais com a bola e o jogo ficou bastante equilibrado com ambos os times chegando com perigo no gol adversário, porém ninguém conseguia convertar as chances em gols.
Durante os minutos finais do tempo regulamentar, o Atlético pressionava mais, enquanto o Fulham tentava definir o jogo em um contra-ataque. Apesar disso, o empate permaneceu no placar ao final do segundo tempo e o jogo foi para a prorrogação. Nos 90 minutos, o time rojiblanco chutou 20 bolas no gol contra oito dos ingleses.
Na prorrogação, os colchoneros ficavam mais com a posse de bola, enquanto os londrinos se pstavam mais na defesa. Durante uma das poucas chances criadas pelos dois times no tempo extra, o Atlético quase fez seu segundo gol com o argentino Agüero, que perdeu uma oportunidade incrível ao se esticar para tentar encostar a bola para o gol com o goleiro Shwarzer caído no chão. Com exceção deste lance, pouco aconteceu na prorrogação.
Até que, faltando seis minutos para o fim do tempo extra, o uruguaio Forlán mais uma vez decidiu para sua equipe na prorrogação. O atacante recebeu um cruzamento da direita e desviou para o gol. A bola desviou no zagueiro do Fulham antes de entrar no fundo das redes.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
O doblete realmente é possível!
Não foi charmoso e nem heróico. Foi sério e eficaz. Lendo assim, quem não viu o jogo, pensaria numa vitória do Liverpool, mas não, foi do Atlético de Madrid. Um Atléti que aceitou a tática de guerra plantada por Benítez e venceu cada batalha dentro de campo. Foi uma partida muito séria do Atléti. O Liverpool nem deu trabalho direito e De Gea "assistiu o jogo" do gol. Ujfalusi e Perea lideraram uma (pásmem) grande defesa. Reina evitou dois gols. O Calderón não invejou o Anfield.
O primeiro gol saiu logo no começo e, ironicamente, um dos gols mais feios da história do Atléti e do currículo de Forlán será recordado como um dos mais charmosos. A beleza é ampliada em determinados cenários, sejam eles clubes ou semifinais. Aos nove minutos, Roberto Jurado veio com a bola dominada pela esquerda, entrou na área e cruzou. Diego Forlán pegou a bola, e falhou na primeira tentativa de domínio, mas conseguiu retomá-la e tocou fracamente, na saída de Pepe Reina. Daniel Agger ainda tentou tirar a bola das redes, mas fracassou, e o Atlético de Madrid fez 1 a 0. O gol não mudou a abordagem de ninguém e para o resto da noite deu a impressão de que se o árbitro deu-lhes sair imediatamente com esse resultado.
O Liverpool pouco fazia. Sem contar com Torres, N'gog caiu facilmente na marcação de Pérea e Kuyt tentava fazer tudo sozinho, já que era um dos mais lúcidos dos reds. Raúl García e Pablo Assunção cuidaram muito bem de Gerrard e impediram-o de armar o Liverpool, enquanto que Reyes enlouquecia Agger. Restou ao Liverpool tentar atacar pelo empate. Aos 15 minutos, a bola sobrou para Jamie Carragher, que dominou a bola e chegou pela esquerda, mas bateu para fora. Porém, a próxima e última chance do primeiro tempo veio do lado da equipe de Quique Sanchez Flores: aos 41, pela direita, Tomas Ujfalusi entrou pela área, fintando a defesa do Liverpool, mas acabou chutando para fora. A bola ainda tocou a rede de Reina.
No início do segundo tempo, o Atléti correu em busca do segundo gol. Logo aos oito minutos, Forlán recebeu a bola na entrada da área e tentou bater de primeira, mas o arremate saiu muito fraco, ficando fácil para Reina defender. E, aos 12, outra grande chance: Ujfalusi dominou a bola e correu pela direita, cruzando para a área. Na segunda trave, Simão Sabrosa jogou-se para escorar, exigindo grande defesa de Reina, que espalmou por cima do gol.
A partida praticamente morreu com o Atlético de Madrid batendo muitos escanteio e sem sofrer muitos apuros e nem tirando suspiros da torcida. O Atléti ontem parecia uma equipe ingles e isso é méritos de Quique. O 1 a 0 não é magnífica, mas pra volta os rojiblancos terão Agüero. A vantagem é colchonera. Resta apenas um passo para a grande final.
A torcida colchonera que tanto apoiou e deu um show, só restou cantar: "Volveremos, volveremos otra vez, volveremos a ser campeones como en el 96"
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Assim não dá!
Marcos Senna marcou um golaço de falta, mas o Villarreal vacilou e só empatou com o Wolfsburg (reuters)Abrindo a rodada dupla, o El Madrigal não recebeu um bom público para a partida. Com o frio e a chuva que cai na Comunidade Valenciana, os torcedores não lotaram o estádio e pouco perderam. Num jogo técnicamente fraco os amarellones sairam na frente com Marcos Senna, mas tomaram a virada com dois gols do brasileiro Grafite. Porém, no final, Robén acertou um belo chute e garantiu o empate de 2 a 2 no estádio El Madrigal.
Na primeira etapa, o time da casa estava apático e não conseguia se encontrar na defesa. Por outro lado, o Wolfsburg apresentava um futebol muito envolvente e teve uma ótima oportunidade com Grafite, aos 12min. O brasileiro recebeu na área, de frente para o gol, mas chutou para fora.
Após a chance perdida por Grafite, o time alemão seguiu pressionando e passou a desperdiçar muitas outras oportunidades. Riether e Dzeko também não conseguiram superar o goleiro Diego López. Com isso, o Villarreal ganhou tempo para equilibrar o embate e achou um gol aos 42min. A equipe espanhola teve uma falta frontal e o brasileiro naturalizado espanhol Marcos Senna soltou uma bomba para abrir o marcador.
Na etapa complementar, o Villarreal começou melhor e teve a chance de ampliar. O time trabalhava muito bem a bola, até ela chegar na linha de fundo. Em um destes lances, Senna estava pronto para dar um voleio, mas a zaga afastou antes.
Aos 20min, Josué roubou uma bola no meio de campo e tocou para Grafite. O brasileiro protegeu bem a bola e acertou um lindo chute cruzado para empatar. Em seguida, o duelo ficou bastante equilibrado e os dois times se alternaram bastante no ataque.
Faltando 5min para o final, Grafite recebeu a bola dentro da área e foi derrubado. O árbitro marcou o pênalti e expulsou o zagueiro Marcano. O atacante brasileiro foi para a cobrança e anotou o seu segundo gol no jogo. No entanto, praticamente não deu tempo de comemoração, pois no minuto seguinte Rubén acertou um belo chute para deixar tudo empatado.
Reyes novamente jogou bem e marcou um golaço, porém, ele não contava com a falha de Asenjo (ap photo) Aos 23, Reyes sofreu falta no lado direito da entrada da área de Erkin. Na cobrança, o jogador mandou a bola na gaveta sem chance alguma para o ex colchonero Léo Franco. A partir daí, o Atléti deixou de matar o jogo. Primeiro aos 37, quando Forlán fez boa jogada pela esquerda e deixou Agüero na cara de Leo Franco. O argentino, que não vive boa fase, bateu rasteiro e em cima do goleiro. E segundo aos 44, quando Simão arriscou de longe e acertou o travessão.
Antes do intervalo, Frank Rijkaard botou em campo Giovanni dos Santos no lugar de Erkin. E a substituição fez muito efeito na segunda etapa, quando o mexicano infernizou a zaga rojiblanca.
A má notícia veio aos 26 minutos. De Gea se lesionou sozinho e pediu substituição. O goleiro saiu ovacionado de campo e em seu lugar entrou Asenjo. E na primeira tentativa após a sua entrada, o Galatasaray marcou. Arda Turan cruzou e Asenjo saiu muito mal do gol, a bola sobrou para Keita que mandou para as redes, antes de Ujfalusi cortar. O Atlético de Madrid ainda teve uma chance no final do jogo com Salvio, que havia entrado no lugar de Reyes, mas de nada adiantou. Ao final do jogo, boa parte da torcida colchonera vaiou o goleiro reserva do time.
Na próxima quinta-feira serão realizados os jogos de volta. O Atlético de Madrid viaja até a Turquia, o Valencia recebe o Brugge, o Villarreal irá até a Alemanha encarar o Wolfsburg e o Athletic Bilbao encara fora de casa o Anderletch. O favoritismo dos espanhóis caíram por água abaixo, com excessão do Valencia, que se jogar tudo que sabe e que vem jogando na temporada, tem tudo para passar dos belgas. Já Villarreal, Atlético de Madrid e Athletic Bilbao, se complicaram.





