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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Balanço Final: Atlético de Madrid

Palmas para mim: excelente temporada de Agüero, que já deixou claro que quer sair do clube (getty images)

Campanha: 7ª colocação. 38 jogos, 58 pontos, 17 vitórias, 7 empates e 14 derrotas. 62 gols pró e 53 gols contra. Classifcado à Liga Europa 2011-12.
Competição europeia: Campeão da Supercopa da Uefa em cima da Inter de Milão e eliminação na fase de grupos da Liga Europa
Time-base: De Gea; Ujfalusi, Perea, Godín, Filipe Luís; Tiago, Mário Suárez, Elias, Reyes; Agüero, Diego Costa
Os artilheiros: Agüero (20 gols), Reyes (7) Forlán e Diego Costa (6)
O técnico: Quique Sánchez Flores
O destaque: Sergio Agüero
A decepção: Filipe Luís

Recapitulando: na temporada passada, o Atlético de Madrid foi campeão da Liga Europa e, logo no início da temporada, bateu a poderosa Inter de Milão e conquistou a Supercopa; De Gea se consolidou como goleiro de nível internacional; Jurado foi a única grande baixa do time no mercado, que trouxe um lateral-esquero decente, Filpe Luís, para o elenco; e o clube conseguiu manter Diego Forlán, vindo de uma excelente Copa do Mundo, onde foi o melhor jogador, e Agüero, melhor jogador da final da Supercopa da Uefa. Com isso, obviamente, os rojiblancos foram considerados única equipe a bater de frente com Barcelona e Real Madrid. E, no início da temporada, demonstrou isso: bateu Sporting Gijón e Athletic Bilbao nas primeiras rodadas com resultados convincentes. Porém, as quedas para Aris, na Liga Europa, e Barcelona, na Liga BBVA, marcaram um divisor d'águas para o time. Na competição europeia, eliminação ainda na fase de grupo, que tinha Aris, Rosenborg e Bayer Leverkusen, enquanto que a esperança de conquistar a Copa do Rei parou no rival Real Madrid, que já não perde do Atléti há onze temporadas.

Mas nem tudo foi negativo no clube de Gil Marín, novamente muito contestado ao fim de temporada. A arrancada rumo à classificação para a Liga Europa (que acabou ficando de bom tamanho para uma equipe com condições de pegar uma vaga para a Champions League) e os excelente desempenhos de Agüero e Reyes foram algos para se elogiar na temporada colchonera. Com a "crise" de Forlán, Kun desempenhou papel importante no ataque rojiblanco. Foram 20 gols na Liga (terceiro artilheiro, ao lado de Negredo, do campeonato) e o "prêmio" de melhor jogador do Atléti na temporada. O meio-campista, por sua vez, se achou: em sua melhor temporada na carreira, Reyes abusou do bom futebol, sobretudo no primeiro semestre, e dos gols bonitos e teve papel importante na temporada da equipe: foram sete gols e sete assistências.

Após mais um fracasso, o redimensionamento deverá ser grande. A começar por Agüero, que já publicou em seu twitter o desejo de sair do clube de Manzanares. O destino do argentino poderá ser um entre Juventus, Chelsea, Real Madrid e Barcelona. Em uma enquete do Marca, 56,07% dos internautas escolheram Agüero como atacante preferido para defender o Real Madrid na nova temporada (entre os nomes, estava o de Neymar). Outros nomes que não deverão mais integrar o elenco colchonero é De Gea e Forlán. Após o insucesso frustrante do uruguaio, que perdeu vez para Diego Costa no ataque e sofreu com as lesões musculares, o destino de Forlán deve ser o Besiktas, que levou o capitão Simão à Turquia no mercado de inverno. O jovem goleiro (que, para alguns, já é realidade), apesar de negar, já foi anunciado por Alex Ferguson como o substituto de van der Sar no gol do Manchester United.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Presidentes: Joan Laporta

Maior vencedor da história do Barcelona, Laporta ficou oito anos na presidência do clube, que conquistou 54 títulos durante sua gestão - 12 no futebol. (fcbarcelona.cat)

No dia 16 de março de 2010, o Barcelona goleara o Valladolid por 4 a 0 e comemorava o seu 20º título de Liga Espanhola. Foi o último título da gestão de Joan Laporta na presidência do clube blaugrana (o 12º no futebol - 54 contando todos os esportes). Presidente mais vencedor da história do Barcelona, a passagem de Laporta pela presidência azulgrená ficou marcada positivamente, mas teve um momento bem tenso: após a péssima temporada feita pelo Futbol Club Barcelona em 2007-08, a torcida passou a pegar no pé de Joan, com coros de "Laporta demissão" no Camp Nou.

Advogado e político espanhol, Joan Laporta nasceu em 29 de junho de 1962 e, desde criança, sempre foi apaixonado pelo Barcelona. Seu pai sempre o levava para assistir aos jogos do time de futebol e basquete, esporte ao qual Laporta é um grande admirador. Aos 22 anos, formou-se em direito pela Universidade de Barcelona (UB) e, hoje, faz parte da Ordem dos Advogados de Barcelona, assim como do Conselho e da Comissão Executiva da Fundação Ernest Lluch. Pai de Pol, Guim e Joan Jr, Laporta começou a fazer parte dos meios políticos do Barcelona em 1998, quando, com 35 anos, fez parte da candidatura de Ángel Fernández à presidência dos blaugranas, que acabou vencida, novamente, por Josep Lluís Núñez. Dois anos antes, havia declarado-se oficialmente um independista e foi membro do Partir per la Indepedència, grupo criado por Pilar Rahola e Colom Ángel que tinha como objetivo a independência da comunidade autônoma mais conhecida da Espanha. Devido aos fracos resultados eleitorais, o partida extinguiu-se em 2000.

Em 2000, após a má gestão de Gaspat na presidência, Joan decidiu formar um grupo de trabalho próprio, com o objetivo de formar sua própria candidatura. A partir daí, Sandro Rosell tornou-se a mão direita de Laporta e o máximo responsável pela questões esportivas: em caso de vitória, Rosell seria o vice-presidente esportivo. O atual presidente do Barcelona contribuiu demais à equipe de candidatura, chamando diversos emprésarios de nome e de sua confiança, como Jordi Mones e Josep Maria Bartomeu - que está até hoje na política do Barça. Apenas em 2003, porém, que Laporta alcançou seu objetivo: chegar à presidência do principal clube da Catalunha. Após a demissão de Gaspart, numa das maiores crises da história do Barcelona, foram realizadas as eleições - nesse período, Enrique Reyna presidiou a equipe interinamente. Laporta lançou oficialmente sua candidatura em janeiro de 2003, numa eleição recordada por ter um número alto de concorrentes que nunca antes haviam se candidatados à presidência (seis no total - Joan Laporta, Lluís Bassat, Jaume Llauradó, Josep Martínez-Rovira, Josep Maria Minguella e Jordi Majó). Entretanto, todas as pesquisas mostravam Lluis Bassat como o grande favorito, que fora apoiado por figuras de grandes prestígios na sociedad catalã e barcelonesa, como Miquel Roca i Junyent, Salvado Alemany e Judi Mascó.

O programa da equipe Laporta propôs uma ruptura completa com o passado, comprometeu-se a regenerar totalmente o clube, democratizar, trabalhando com os critérios da austeridade econômica e de transparência ao nível da comunicação e, principalmente, seria um Barcelona para os catalães. Finalmente, no dia 15 de junho, chegou o dia das eleições e, apesar de não haver jogo no Camp Nou e o clima ser de intenso calor, um fluxo maciço de membros rodeavam o estádio. Quando a contagem chegara ao fim, uma grata surpresa: Laporta não só ganhou disparado, como quebrou qualquer resultado das enquentes feitas anteriormente. Ao final, os resultados obtidos foram: Joan Laporta: 27.138 (52,57%); Lluís Bassat: 16.412; Jordi Majó: 2.490; Josep Martínez-Rovira: 2.388; Josep Maria Minguella: 1.867; y Jaume Llauradó: 987. Com 41 anos, Laporta tornou-se o quarto mais jovem presidente da história do Barcelona.

Apoiado por uma parte do conselheiros de Johan Cruyff e, principalmente, do novo vice-presidente esportivo, Sandro Rosell, Laporta cumpriu à risca todas as promessas feitas durante sua candidatura: primeiramente, mudou radicalmente a estrutura esportiva do clube e fichou como secretário técnico o ex-jogador Txiki Begiristain. Demitiu o treinador Radomir Antic e, antes de contratar Frank Rijkaard, tentou Guus Hiddink, que recusou a oferta, e Ronaldo Koeman, que acabou não sendo contratado pois o Ajax cobrava uma taxa que Laporta não estava disposto a pagar. Sem muitas opções, optou por Rikjaard, embora o treinador tivesse pouca experiência no meio. Quanto aos jogadores, Laporta, que havia prometido David Beckham durante a campanha, não pôde assinar com mancuniano, pois Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, já havia sido mais rápido. O que Laporta pouco esperava é que, no final das contas, a não-contratação de Beckham acabou sendo o melhor para o Barcelona: sem o inglês, o presidente recorreu a Ronaldinho Gaúcho, que tornou-se, como todos sabem, um dos maiores ídolos da história do Barcelona, sendo responsável pelo título de Champions League em 2005-06, que já não vinha desde de 1992. Em entrevista ao Jornal Nacional, na época, Ronaldinho disse ter assinado com o Barcelona em vez do Manchester United por causa de sua amizade com Sandro Rosell, ex-executivo da Nike no Brasil e vice-presidente dos culés. Na sua primeira temporada, investiu 44,4 milhões de euros em sete incorporações.

O Barcelona, que havia terminado em segundo na Liga em 2003-04, não conquistou nenhum título, mas voltou a recuperar sua credibilidade, e, em 2004-05, veio o primeiro título de sua gestão: a Liga BBVA. Apesar do troféu, o segundo ano da gestão de Laporta ficou marcado pelas controvérsias. A partir de meados da temporada, a relação de amizade entre Laporta e Rosell encurtou-se. O divórcio dos dois veio à tona, e os principais programas de esportes de rádio e televisão falaram abertamente sobre as desavenças dentro da sociedad. Um dos maiores motivos do rompimento dos dois foi pelo fato de Joan ter nomeado o ex-treinador da equipe de Handeball, Valero Rivera, como novo diretor-geral dos profissionais do esporte. Em 2005-06, Laporta viu o Barcelona voltar a conquistar a Europa e tornar-se bi-espanhol, mas o mandato do presidente estava chegando ao fim. Porém, em junho de 2006, durante a nova eleição, o nome de Laporta foi o único a se candidatar e o presidente continuara no comando do Barça.

Em 2008, após viver sua maior crise durante sua gestão, Laporta se mostrou disposto a iniciar um processo de renovação no clube. Para começar, Rijkaard foi demitido e, para seu lugar, Guardiola foi "contratado" (subiu do time B ao A). Nomes com prestígios em baixa, como Deco e Ronaldinho, também foram descartados, e Messi passou a ser o principal ponto de referência da equipe. Após a Eurocopa de 2008, conquistada pela Espanha, jogadores como Xavi e Iniesta recuperaram o brilho de jogar futebol e, assim como Eto'o e Henry, foram essenciais para o time se consolidar ao final da temporada, a: pela primeira vez na história do Barcelona - e do futebol espanhol -, os blaugranas conquistaram a tríplice coroa, coroada com o título da Champions League em Roma, ante o Manchester United, a segunda da gestão de Laporta. Ao final de 2010, o feito foi maior: os azulgrenás conquistaram todos os seis títulos possíveis, feito que, até então, nenhuma equipe havia alcançado.

Na sua despedida da presidência do Barcelona, Laporta se emocionou ao citar Ronaldinho Gaúcho, Lionel Messi, Josep Guardiola e as canteras: "foi o sorriso do Barça e o jogador que, em 2003, mais ajudou a mudar a mentalidade da equipe. Foi fundamental para nosso crescimento. Acho que na fase final aprendemos a conviver bem. Em 2006, ele merecia uma oportunidade de seguir. Nos assegurou, como Deco, que voltaria a ser o melhor, mas vimos que não foi assim", disse sobre Ronaldinho. Sobre Messi, os elogios continuaram: "é nosso Messias, o homem que deu o verdadeiro valor à formação do Barcelona. Junto com Cruyff e Maradona, Leo está entre os melhores de todos os tempos e é do Barça dese os 13 anos, um mérito para todos que participaram de sua formação e crescimento".

Hoje Joan Laporta, que fundou um novo partido político na Catalunha, segue lutando pela independência da região. Na página oficial de Laporta na internet, porém, o lema oficial é "agora é a hora de servir a Catalunha". De acordo com o ex-presidente do Barça, o partido é formado por "cidadãos de todos os setores, que compartem a premissa de que, em pleno século 21 e dentro de uma só Europa, não há razão para que a Catalunha não possa ser um estado mais inserido na União." Para isso, Laporta defende a administração de "100% dos recursos e ter voz própria na Europa e em todo o mundo", e para "faz falta uma Catalunha que seja um Estado, e o único caminho para isso é através da via política e democrática." Por fim, ele fez questão de colocar que todas "as iniciativas do Governo Espanhol de encaixar a Catalunha no Estado Espanhol são legítimas e democráticas, mas que têm falhado reiteramente".

Joan Laporta i Estruch
Nascimento: 29 de junho de 1962
Ocupação: político e advogado
Títulos do FC Barcelona durante sua gestão: 4 Campeonato Espanhol, 2 Liga dos Campeões, 2 Supercopa da Espanha, 1 Supercopa da Uefa, 1 Copa do Rei, 1 Mundial de Clubes

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Craques da LFP: Roberto Carlos

Roberto Carlos passou onze anos no Real Madrid, onde conquistou 13 títulos e chegou a trajar a braçadeira de capitão (marca)

"Roberto Carlos é o melhor lateral-esquerdo que surgiu no Brasil nos últimos anos”, Zagallo afirma no livro “Os 11 maiores laterais do futebol brasileiro”. 24 títulos em 20 anos de carreira, além de gols e assistências comprovam isso. Roberto Carlos sempre foi conhecido pela sua impressionante velocidade, poder defensivo, força de sua perna esquerda e precisão dos cruzamentos: Um lateral completo.

Para alcançar todo esse sucesso, Roberto Carlos batalhou muito. Chegou a trabalhar em um fábrica de caixão junto ao seu pai Oscar. Porém com o talento que possuia não demorou muito, e RC recebeu a primeira “convocação”, o time de Cordeirópolis o levou para a disputa dos Jogos Abertos do Interior. À época, já ocupava o lado esquerdo, mas atuava em posições mais ofensivas.

O amadorismo ficou pequeno para o futuro jogador da seleção brasileira. E com 14 anos, passou a integrar as categorias de base do União São João de Araras. Vestindo a camisa do União, pela primeira vez foi convocado pela seleção brasileira. A carreira decolou, em 1993 foi vendido ao Palmeiras, que contava com praticamente uma seleção. Jogando no alvi-verde, ganhou cinco títulos, entre eles dois Campeonatos Brasileiros e em ambos recebeu a Bola de Prata da Revista Placar como melhor lateral-esquerdo da competição.

Após dois anos de intenso brilho no Palmeiras, a ida à Europa foi inevitável e a Internazionale levou o jogador. O brasileiro estreou contra o Vicenza junto com o atual capitão dos nerazzurri Javier Zanetti. Roberto marcou o único gol do jogo, em cobrança de falta. Porém Massimo Moratti tinha um sonho, Ivan Zamorano, que jogava no Real Madrid. Para ter o centroavante chileno, o presidente interista ofereceu alguns milhões e Roberto Carlos, que deixou os nerazzurri após 34 jogos e 7 tentos.

A camisa merengue foi seu traje de gala. O que mais impressionou foi adaptação muito rápida de Roberto Carlos, por isso, nos onze anos na Espanha foi tittular praticamente o tempo todo. Ele se tornou o estrangeiro que mais vezes vestiu a camisa blanca, foram 475 partidas oficiais, sendo inclusive capitão algumas vezes.

Durante o período de Real Madrid, Roberto Carlos participou de três Copas como titular. Em 1998 foi criticado e quatro anos depois levantou a taça, nas duas ocasiões a FIFA o escalou entre os melhores do Mundial. Na última em 2006, acabou tido como grande culpado pelo gol de Henry, que eliminou o Brasil. O lateral afirma que não era ele o homem designado a marcar Henry, o que tem muita lógica, pois o francês tem 20 cm a mais que o brasileiro. Porém, Roberto jamais entregou quem deveria estar ali e assumiu a culpa.

Nos blancos seu grande momento foi a final da Liga dos Campeões de 2002. Quando executou o cruzamento para o golaço de Zidane, o segundo do 2 a 1 do Real Madrid sobre o Bayer Leverkusen, que deu a terceira e última “taça de orelhas” de Roberto Carlos. Em 2002 também foi eleito o melhor defensor e fez parte da seleção da competição.

Roberto Carlos teve grande identificação com o Real Madrid, pois foram onze anos, 13 títulos, capitão da equipe, quase 500 jogos e 62 gols. Na coletiva de despedida, o brasileiro se emocionou muito, a missão na Espanha estava cumprida, mas um pedaço do coração de Roberto ficou no Real.. Antes de ir embora, ainda participou da campanha do 30° de La Liga dos merengues. Ele já afirmou que um dia pretende trabalhar no clube e alguma função extra-campo.

O Fenerbahçe foi o destino, apresentado com pompa, o lateral-brasileiro precisou de dois anos para ser ídolo de mais uma imensa torcida europeia. Por fim, em 2010 assinou com o Corinthians, precisou de alguns jogos para se adaptar e ao final do ano recebeu mais uma Bola de Prata da Revista Placar como melhor lateral-esquerdo do Brasileirão, título que conquistou em todos os anos que disputou a Série A do Campeonato Brasileiro.
Hoje, Roberto Carlos além de jogar pelo alvinegro de Parque São Jorge, é empresário atuante em vários ramos. Já passou pela música, automobilismo e hoje a RC3 é uma badalada loja de roupas.

Roberto Carlos
Nascimento: 10 de abril de 1973, em Garça
Posição: Lateral-esquerdo
Clubes: União São João de Araras (1990-93), Palmeiras (1993-95), Internazionale (1995-96), Real Madrid (1996-07), Fenerbahçe (2007-09) e Corinthians (2010-Até hoje)
Títulos: 2 Campeonato Brasileiro (1993 e 94), 2 Campeonato Paulista (1993 e 94), Taça Rio-São Paulo (1993), 3 Liga dos Campeões (1997, 2001 e 02), 4 Liga Espanhola (1997, 2001, 03 e 07), 3 Supercopa Espanhola (1997, 2001 e 03), 2 Mundial de Clubes (1998 e 2002), Supercopa Europeia (2002), 2 Supercopa Turca (2007 e 09), Copa das Confederações (1997), 2 Copa América (1997 e 99) e Copa do Mundo (2002)
Seleção brasileira: 125 jogos e 11 gols

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Supercampeão

Texto original de Rodrigo Antonelli, do Quatrotratti, blog parceiro na prévia feita entre Inter e Barcelona em Abril desta ano.

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Supercampeão europeu, Atléti supera Inter e impede os italianos de igualarem feito do Barcelona - conquistar seis títulos em apenas um ano (AS)

A Inter entrou no campo do estádio Louis II, hoje, em Mônaco, para comprovar sua supremacia na Europa, levar o inédito título da Supercopa Europeia para Milão e erguer o quinto troféu seguido na temporada. Porém, não foi o que aconteceu. Com gols de Reyes e Agüero, o Atlético de Madrid mostrou que não estava de brincadeira e levou o título para a capital espanhola.

As duas equipes iniciaram a partida com praticamente os mesmos times que jogaram as finais continentais. No Atlético de Madrid, Flores preferiu Godín à Antonio López. Na Inter, Benítez optou por Stankovic no lugar de Pandev. Talvez por isso tenha perdido um pouco de velocidade nos contra-ataques. O sérvio tinha que voltar para marcar quando a Inter não possuía a bola e não conseguia sair com tanta velocidade para o contra-golpe.

No segundo tempo, o Atlético encurralou o time italiano desde os primeiros minutos e aos 17’ conseguiu abrir o placar. Reyes tabelou com Agüero na entrada da área e girou em cima de Maicon, antes de chutar forte no canto direito de Júlio César. Nesse momento, já notava-se a diferença de preparo físico dos dois times. Maicon e Chivu, nas laterais, não conseguiam mais acompanhar todas as jogadas. Lá na frente, Eto’o mostrava boa velocidade ainda, mas Milito ainda está longe da boa forma da temporada passada.

Pouco após o gol, Benítez (des)trocou Stankovic por Pandev e viu pouca melhora. Aos 33’, tirou Sjneider e colocou o estreante Phillipe Coutinho, que não teve muita chance de mostrar seu futebol. Cinco minutos após sua entrada, Simão fez boa jogada pela esquerda, ganhou de Lúcio e cruzou para o meio da área. A bola ainda passou na frente de Júlio César e Samuel, antes de Agüero completar para as redes. Pandev ainda sofreu um pênalti antes do fim da partida, mas Milito perdeu. De Gea fez grande defesa e garantiu minutos finais tranqüilos para o colchoneros.

O Atlético soube se impor sobre o time de Benítez e mereceu o título, inédito para o clube. No primeiro jogo oficial da temporada, os colchoneros dão mostras que podem resgatar a mentalidade vencedora do time e cumprir às expectativas feitas antes da temporada. O Atléti volta a campo na segunda-feira, na estreia na Liga BBVA contra o Sporting Gijón, no Vicent Calderón.