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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Difícil de explicar, fácil de entender

 Os jogadores lamentam: o Villarreal está rebaixado para a Liga Adelante (getty images)

Há seis anos, a comunidade de Castellón lamentava o fato de não poder ver seu representante na final da Liga dos Campeões. Um pênalti desperdiçado por Riquelme, que, segundo muitos torcedores, foi o melhor jogador a vestir a camisa amarilla, deixou a equipe comandada por Manuel Pellegrini a um passo de chegar a final de Paris contra o Barcelona. Ontem, exatamente às 21h50 local, após o apito final de Estrada Fernández, a lamentação tornou-se lágrimas. Seis anos depois de viver seu auge, o estopim de uma crise que começou cedo, logo no início da temporada, teve conhecimento: o El Madrigal presenciou o rebaixamento do Villarreal à Liga Adelante.

Com perdão do trocadilho: o Submarino Amarelo afundou. Como diz o título do texto, a queda é difícil de explicar, mas fácil de entender. Nada deu certo na temporada. Mesmo possuindo um elenco forte para, pelo menos, disputar Liga Europa, as ausências de Cazorla, Capdevilla e Rossi foram sentidas. A bem da verdade, a lesão do ítalo-americano logo na introdução da temporada não seria tão sentida se, junto com ele, Nilmar não tivesse ido junto. Quando soube que ficaria sem seus principais atacantes, tudo começou a desandar. Enquanto Rossi continuou patinando no Departamento Médico, Nilmar voltou. Entretanto não era nem a sombra daquele atacante veloz e ágil que infernizava as defesas. 

Um dos principais motivos para a queda foi a atuação do setor defensivo no andamento da temporada. Frágil e sempre muito desprotegido, principalmente pelo estilo de jogo ofensivo da equipe, concedeu 60 gols. Dessa maneira, ficou difícil para o ataque compensar na frente. No entanto, esse setor também foi problema. Principal responsável pelos méritos do time nos últimos anos, a ligação meio de campo-ataque inexistiu. Sem Rossi, custou para arranjar um atacante decente, sobretudo após retorno abaixo da média de Nilmar. Lotina chegou a jogar no 4-2-3-1 em detrimento do 4-4-2 que tanto deu frutos positivos ao clube. Marco Rúben foi o artilheiro da temporada com 9 gols. A exemplo de comparação, o vice-artilheiro da temporada passada, Nilmar, marcou 13 (Rossi, o artilheiro, anotou 20). O gaúcho, em queda livre, anotou apenas quatro em 2011/2012. Os testes foram múltiplos. Martinuccio foi contratado por empréstimo junto ao Fluminense no inverno; Hernán Pérez foi muito utilizado; e até o canterano Joselu teve que ser efetivado para ajudar, num claro sinal de desespero.

A crise econômica também afetou dentro de campo. Sem um substituto natural para Cazorla, vendido ao Málaga, onde irá disputar a Champions League, para fazer caixa, custou aos amarillos criarem jogadas. Borja Valero foi a força motriz do ataque até dezembro, criando jogadas impensáveis para qualquer outro jogador do elenco e decidindo com gols. Mas ele enfrentou um período bem improdutivo entre janeiro e abril, quando caiu substancialmente de produção. Incapaz de criar oportunidades com a frequência de 2011, o Borja Valero de 2012 foi bem menos brilhante. Todavia, ainda conseguiu ser melhor que Cani, decepcionante à medida que se tornava-se o principal jogador da equipe devido as lesões dos principais. A temporada de Marcos Senna é a mais irônica. Mal e relegado à reserva em 2010/2011, quando os castellonenses terminaram em 4º e foram semifinalistas da Liga Europa, o brasileiro naturalizado espanhol deu a volta por cima justamente no pior momento do clube desde sua chegada. Senna domina o meio-campo, ataca e defende com a mesma eficiência e consegue ser ainda melhor do que em 2007/2008, quando foi vice-campeão e premiado com uma vaga à Eurocopa.

Contratado em fevereiro, após as demissões de Juan Carlos Garrido e José Molina, Miguel Ángel Lotina encarou uma situação que, negativamente, tem sido corriqueira em sua carreira. É o quinto rebaixamento do treinador, antes rebaixado com Logronês, Celta Vigo, Real Sociedad e Deportivo La Coruña, igualando as marcas de Fernando Vázquez e Lucien Müller. O do Villarreal foi semelhante ao do Celta Vigo 2003/2004 de Lotina e o Deportivo da temporada passada do basco. Os celestes, há oito temporadas, começaram o ano na Champions League e terminaram rebaixados, exatamente como os amarillos. Os galegos, por sua vez, foram rebaixados, mas deixaram a sensação de azar justamente por possuírem, entre os postulantes ao descenso, a melhor equipe, assim como o Villarreal 2011/2012. A Liga Adelante também sofre as consequências da queda amarrila. O Villarreal B, em 13º na tabela, é automaticamente rebaixado à Segunda B pelo fato do regulamento não permitir a participações de dois times da mesma instituição numa mesma divisão.

O desmanche no elenco deverá ser grande. Para fazer caixa, será necessário vender. Rossi, Nilmar, Borja Valero, Cani, Mussachio, Marco Rúben serão nomes eternamente ligado às especulações durante o verão. O brasileiro já havia recebido propostas da Roma e do futebol brasileiro nos últimos mercados, mas o clube não quis vender. Agora, será obrigado. Marcos Senna, Ángel e Gonzalo afirmaram querer continuar a fim de ajudar no retorno à elite. Renovar com as bandeiras do clube, os nomes mais benquistos pela torcida, indica que o Villarreal imagina estar de volta à elite em 2013/14. Porém, tudo é incógnita. E o meio-campo e ataque, principais setores da equipe? Como será o mercado? Quem fica? Quem sai? Quem chega? Tudo é incógnita.

A família Roig, responsável pelas ações do clube, viveu um drama na noite passada. A tragédia se personificou em Fernando Roig. O máximo acionista e presidente do clube castellonense acompanhou a partida nas tribunas do El Madrigal ao lado de seu filho José Manuel Llaneza, vice-presidente. Durante anos, o Villarreal sempre foi exemplo de gestão esportiva e econômica. Também dentro de campo, praticando um futebol charmoso, atraente, valente, com a busca pela posse de bola. Bastou uma temporada de adversidade tanto interna como externamente para tudo cair por água abaixo. Após o término da partida, Roig desceu ao gramado, onde, sob lágrimas, foi ovacionado pela torcida, que não se esquece do que ele fez pelo clube nesses últimos dez anos. Fora do estádio, os gritos dos aficionados para os jogadores foram de mercenários. Não é hora de buscar culpado ou desculpas. Aos torcedores amarillos, a boa notícia é que Roig não vai abandonar o projeto. A Liga BBVA perde um time que desempanhava um belo futebol, mas o espera ansiosamente pelo retorno.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

5ª rodada: Reerguendo-se

Nilmar dribla Aouate, antes de chutar para o gol vazio e sacramentar a (primeira) vitória do Villarreal. Garrido continua pressionado, mas pode respirar um pouco (AS)

Villarreal 2x0 Mallorca
Juan Carlos Garrido conseguiu respirar. Após entrar em campo pressionado pelos péssimo resultados obtidos nos últimos jogos, sobretudo no último final de semana (derrota para o fraco Granada), o Villarreal enfim chegou à sua primeira vitória na Liga Espanhola. Contra o Mallorca, o treinador não inventou: escalou o óbvio (meio-campo com Bruno, Borja Valero, Cani e De Guzmán) e resolveu parar de improvisar Marchena na volância. Na frente, Rossi e Nilmar fizeram o que todos os torcedores amarillos esperam deles: gols. Apesar de ainda estar pressionado, Garrido valorizou muito a vitória: "foram três pontos importantes", disse após o jogo.

Apesar da vitória, o Villarreal passou perto de complicar uma partida que já estava em suas mãos. Nos minutos finais, diminuiu o ritmo da partida e passou a chamar mais o Mallorca para seu campo de defesa. Esperto, Laudrup percebeu isso e sacou Alfaro para colocar Tissone, trocando o módulo do Mallorca para um 4-3-3 bastante ofensivo. Contudo, já era demasiado tarde para os bermellones conseguirem uma reação e o Villarreal confirmou a vitória. A vitória foi a primeira no El Madrigal após quatro meses. Enquanto Garrido respira, Laudrup começa a ficar com as cordas entre o pescoço. O Mallorca chegou ao terceiro jogo sem vitória e pode terminar a rodada na zona de rebaixamento. O ataque não funciona: marcou apenas um gol em quatro jogos.

Real Sociedad 1x0 Granada
Após poupar alguns jogadores no último final de semana e perder a invencibilidade no campeonato espanhol, Philippe Montanier foi com força total encarar o Granada e voltou a somar três pontos. Em um jogo bastante movimentado, Estrada decidiu a partida após um belo chute, sem chances para Roberto. Illarramendi continua sendo uma grata surpresa: o canterano dominou o meio-campo rojiblanco e participou de quase todas as jogadas ofensivas da equipe blanquiazul. Mariga, seu companheiro na volância, também atuou muito bem: soberbo, mostrou grande contudência defensiva ao roubar muitas bolas no meio.

O Granada fez uma boa partida, mas pecou por desperdiças muitas oportunidades. Só no primeiro tempo, quando jogou melhor que a Real, foram três, ora por defesas de Bravo, ora por chutes mal dados de seus jogadores. Faltou mais participação de Uche. Autor do gol na vitória contra o Villarreal, o nigeriano passou despercebido durante os minutos no qual esteve em campo e foi incapaz de rematar às redes do goleiro basco. Os rojiblancos foram uma das equipes que demonstraram o futebol mais belo da Liga Adelante passada, entretanto falta ser mais incisivo na primeira divisão. Dani Benítez, destaque da equipe na temporada passada, ainda não mostrou a que veio.

Osasuna 0x0 Sevilla
A redenção do Osasuna ficou no quase. Melhor em campo durante os noventa minutos, os rojones, além de não conseguirem marcar nas redes de Javi Varas, ainda lamentaram-se de não ter um pênalti assinalado, quando Perotti colocou claramente a mão esquerda na bola. O dia foi dos extremos: Cejudo, pelo lado do Osasuna, e Jesus Navas, pelo lado sevilistas, foram os melhores em campo. Em compensação, os atacantes não brilharam. Após começar a Liga muito bem, Negredo voltou a ter uma atuação abaixo da média e não foi uma referência nas jogadas ofensivas nervionenses. Kike Sola e Nino, pelo lado navarro, também não foram muito bem.

Apesar de ter sido pressionado o jogo inteiro, a zaga sevillista mostrou segurança. Spahic, novamente, voltou a justificar os milhões pagos pela diretoria rojiblanca. Marcelino Toral, após acenar com a possibilidade da improvisação do croata, voltou a mandá-lo à sua posição original. Esse Sevilla contraditório, de bons números e pobres sensações, ainda tem muitas deficiências. A equipe é estática demais, se posiciona mal às vezes e ocupa de maneira deficiente os espaços do campo durante a partida. Porém, nem tudo está ruim, e não pode estar, já que ganhou duas partidas e empatou uma. O Sevilla não anda bem, mas ganha e soma pontos. E também ganha tempo para trabalhar e melhorar, pois isso faz falta.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Final feliz

Rossi, mais uma vez, foi o cara do Villarreal, que garantiu a classificação à fase de grupos da LC (getty images)

A magia de Giuseppe Rossi, autor de um doblete crucial contra o Odense no jogo de volta dos play-offs da Liga dos Campeões da Uefa, foi suficiente para garantir que o hino da Champions volte a tocar por mais vezes no El Madrigal nesta temporada. Após um primeiro tempo sofrido e um início de segundo com cara de desespero, os dois gols do ítalo-argentino e um de Marchena garantiram a vitória amarilla por 3 a 0 e a classificação à fase de grupos do principal torneio do velho continente.

Precisando da vitória para se classificar, Juan Carlos Garrido mandou a campo um Villarreal extremamente ofensivo. No 3-4-3 em forma de losângo, com Nilmar e Camunãs no flanco e Rossi mais centralizado, o Submarino Amarelo começou o jogo da mesma forma que jogou a ida. Marcando sobre pressão e jogando muito em cima, o Villarreal chegava com facilidade à área rival, mas parava em Wessels. Ao Odense, sufocado, restou apenas se defender; porém, a velocidade com a qual Nilmar e Rossi implantavam deixaram os laterais dinarmaqueses enlouquecidos.

O ítalo-americano foi o que mais tentou: foram, além dos gols, sete chutes à meta de Wessels. Apesar da boa partida de Rossi e Nilmar, a opção pelo 3-4-3 com Camuñas mais adiantado pela direita não foi boa. O ex-Osasuna passou batido da partida e, jogando nesta posição, deixa de lado sua principal característica: a criatividade. Substituto natural de Cazorla, Camuñas deve aparecer mais na equipe titular na temporada, mas em sua posição original, alternando com Borja Valero no centro como fazia Cazorla.

Wessels foi de herói a vilão. As falhas nos gols de Rossi (o primeiro) e Marchena foram cruciais para a classificação amarilla, que chegaram a ter 76% da posse de bola. No final da partida, Borja Valero protagonizou um lance infantil. O meio-campista deu uma cabeçada em Andreas Johansson e foi expulso, ficando, assim, suspenso para a primeira rodada da fase de grupos. ashkin Kadrii, de Odense, também foi expulso, ao levar o segundo cartão amarelo por falta em Zapata. Vilão no jogo da ida, o colombiano dessa vez não comprometeu em nada e apareceu como boa opção em bolas aéreas e nas jogadas ofensivas.

Com a classificação, o Villarreal irá inserir em seus cofres cerca de 20 milhões de euros. Esse montante corresponde ao valor pago pela UEFA pelos direitos de imagem e transmissão de seus jogos. Além disso, justamente pelas boas campanhas em Liga Europa/Copa da Uefa e Champions Leagues passadas, o Submarino Amarelo irá aparecer no pote de número 2 no sorteio da Uefa que irá definir a fase de grupos do torneio.

Villarreal 3x0 Odense
Villarreal: Diego López, Mateo Musacchio, Cristián Zapata e Joan Oriol; Marcos Senna, Bruno Soriano, Cani (Gonzalo Rodríguez aos 41´/2T) e Borja Valero; Giuseppe Rossi, Nilmar (Marco Rubén aos 40´/2T) e Javier Camuñas (Carlos Marchena aos 30´/2T).
Odense: Stefan Wessels, Espen Ruud, Moller Christensen, Toren Reginiussen e Bernard Mendy (Chris Sorensen aos 35´/2T); Eric Djemba-Djemba, Kalilou Traoré (Peter Utaka aos 35´/2T), Bashkin Kadrii e Andreas Johansson; Hans Henrik Andreasen e Rurik Gislason (Rasmus Falk aos 12´/2T).
Gols: Giuseppe Rossi aos 5´/2T e aos 21´/2T e Carlos Marchena aos 36´/2T (Villarreal)
Árbitro: Craig Thomson (ESC
Cartões amarelos: Marcos Senna, Mateo Musacchio, Javier Camuñas, Gonzalo Rodríguez e Cani (Villarreal); Kalilou Traoré, Bernard Mendy, Eric Djemba-Djemba, Andreas Johansson e Bashkin Kadrii (OB)
Cartão vermelho: Borja Valero (Villarreal) e Bashkin Kadrii (OB)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Final amargo

Contratação mais cara do Villarreal no mercado, Zapata foi o grande vilão na estreia da equipe nos play-offs da LC (getty images)

As estatísticas pós-jogo mostraram que o Villarreal teve 64% da posse de bola e chutou 16 vezes a gol contra 4 do Odense. Quem olha apenas por esses números pensa, realmente, que o Submarino Amarelo saiu do primeiro jogo dos play-offs da Liga dos Campeões com uma excelente vitória. Engana-se. Após erro infantil de Zapata no final da partida, Andreasen aproveitou e fez o único gol da vitória dinamarquesa por 1 a 0.

Garrido manteve o esquema que conseguiu encaixar na equipe na metada da temporada passada, após vários testes e mudanças no módulo tático. O 4-4-2 a rombo com Borja Valero na armação é ótimo para uma equipe com dois atacantes letais e velozes, como Nilmar e Rossi. Na primeira etapa, entretanto, o ítalo-argentino, principalmente, pecou nas finalizações. Levando sempre muito perigo pela esquerda da zaga do Odense, faltou a Rossi rematar com mais precisão.

Nilmar, por sua vez, pouco chutou a gol, mas participou ativamente das jogadas de perigo: jogando mais distante da área, chegando a cobrir a armação com Valero numa espécie de 4-3-2-1, o brasileiro mostrou um físico invejável para quem passou metade da pré-temporada lesionado da coxa. As laterais preocuparam. Mesmo sem oferecer muito perigo, as jogadas de perigo do Odense saíram justamente pelos flancos, quando tanto Oriol quanto Mario Gaspar mostraram-se displicentes.

As saídas de Cazorla e Capdevila fizeram - e continuarão fazendo - falta. No caso do meio-campista, Camuñas, contratado para seu lugar, iniciou no banco em dentrimento da titularidade de Soriano, que não levou muito perigo jogando à direita do campo de ataque do Submarino Amarelo. A opção pela improvisação de Marchena na volância não foi bom para uma equipe que costuma ser extremamente ofensiva. Muito preso as jogadas defensivas, o ex-Ché não participou de nenhuma jogada de ataque dos amarillos na partida.

Na segunda etapa, a postura foi a mesma. Porém, Rossi continuava pecando muito nas finalizações. Com Nilmar se aproximando mais da área do que nos primeiros quarenta e cinco minutos, foram constantes os chutes a gol do brasileiro. Porém, na equipe adversário, havia um jogador que brilhava: Wessels, goleiro do Odense, parava a todo custo o Villarreal. Cansado, Nilmar, que volta de lesão, pediu substituição, e foi trocado por Camuñas.

Logo após a saída do camisa sete, o Villarreal sofreu o castigo que pode mudar o rumo da classificatória: Zapata, comprado junto à Udinese por oito milhões de euros, errou na saída de bola na entrada da área e deixou Hans Henrik Andreasen livre para tocar na saída de Diego López e decretar a vitória do time dinamarquês.

Na próxima semana, o Villarreal terá de reverter no El Madrigal o placar. Para se classificar para a fase de grupo, terá de vencer com, pelo menos, dois gols de diferença. A lição para Garrido é simples. Aproveitar o bom talento que tem nas mãos e colocar a equipe para cima de um adversário que só saiu vitorioso graças a um erro de seu próprio comandado. O Submarino Amarelo ainda é favorito e terá que confirmar isso caso queira voltar à fase de grupos e, se puder, sonhar com uma classificação para a semifinal da competição como em 2005/2006.

Pronto para navegar para mais longe

Rossi e Nilmar resolveram ficar e continuarão sendo necessários para o Villarreal na nova temporada (superdeporte)

O Villarreal encerrou a última Liga BBVA com a sensação de que poderia ter ido um pouco mais além. Após um fim de temporada bem abaixo da média, que permitiu a reação do Valencia e a perda da terceira colocação para os chés, os amarillos acabaram ficando apenas com a vaga nos play-offs da Liga dos Campeões como "prêmio" de consolação. Derrotas acachapantes para Porto e Valencia, porém, não mancharam a temporada de uma equipe que chegou a desempenhar, junto com o Barcelona, o futebol mais bonito da Espanha. Naquele - terrível - mês de maio, o lado amarillo de Castilla y León tinha duas inquietações: saber se o Villarreal seguraria suas estrelas e se o elenco daria mais opções para a disputa da Champions.

Entre as estrelas, até o momento, apenas Cazorla e Capdevila saíram (para Málaga e Benfica, respectivamente). Especulou-se muito na provável saída de Rossi para Juventus, Arsenal e, até mesmo, Barcelona e Atlético de Madrid, mas, no final das contas, o ítalo-americano acabou mesmo ficando. Outro que teve seu nome muito ligado à transferência foi Nilmar. Na última semana, o brasileiro deu uma declaração que teria deixado os dirigentes do Submarino Amarelo um tanto insatisfeito: "gostaria muito de jogar pela Roma", disse o gaúcho. Todavia, Nilmar fica para a disputa da temporada e estará à disposição de Garrido para a estreia na Champions League.

Para suprir a ausência dos dois jogadores, a diretoria dos castellonenses agiu rápido: anunciou, logo em seguida à confirmação das vendas, os nomes de Camuñas (Osasuna) e Zapata (Udinese). O elenco, entretanto, não ganhou muito em profundidade: hoje, Garrido tem "apenas" 23 jogadores da equipe A para contar - fora dois ou três que sempre acaba chamando do Villarreal B.

Nos primeiros testes da pré-temporada (e para o jogo contra a Odense, pela Champions League, daqui a pouco), Garrido manteve o 4-4-2 a rombo (ou 4-3-1-2) e, pelo elenco que possui, não deve alterar o esquema em curto prazo. O onze titular que entra a campo para enfrentar os dinamarqueses terá Diego López; Mario, Musacchio, Zapata e Oriol; Cani, Bruno Soriano, Marchena e Borja Valero; Nilmar e Rossi. Ou seja, uma equipe com o entrosamente da última temporada e espinha dorsal formada no decorrer dos anos passados.

Para um Villarreal verdadeiramente europeu, ainda faltaria um meia de qualidade para substituir Cazorla, que possa atuar pelos lados do campo e revezando com Borja Valero na armação. Além disso, um zagueiro mais confiável seria bem vindo, além de um lateral direito, visto que o capitão Ángel ainda está lesionado. Cicinho não deu certo no time e voltou para a Roma. No gol, Diego López continua absoluto como titular, mas em caso de lesão, o bom e experiente César Sánchez foi contratado a custo zero junto ao Valencia para substituí-lo.

Pelas movimentações até aqui, fica claro que o time irá aguardar a classificação (ou não, em caso de zebra) para a fase de grupos da Liga dos Campeões, em 23 de agosto, para definir os movimentos finais de mercado. Como bem disse Garrido, "jogar a fase de grupos da Champions é excitante e, portanto, os jogos contra a Odense irão determinar a temporada".

sábado, 11 de junho de 2011

Balanço final: Villarreal

O abraço entre Nilmar e Giuseppe Rossi marca uma grande dupla de ataque, que contribuiu muito com a ótima temporada do Villarreal (AFP)

Campanha: 4ª colocação. 38 jogos, 62 pontos, 18 vitórias, 8 empates e 12 derrotas. 54 gols pró e 44 gols contra. Classificado à fase classificatória da Liga dos Campeões.
Time-base: Diego López; Ángel López (Mario Gaspar), Marchena, Musacchio (Gonzalo), Capdevila; Bruno Soriano, Cani, Cazorla; Borja Valero; Giuseppe Rossi, Nilmar.
Os artilheiros: Giuseppe Rossi (18 gols), Nilmar e Cani (11), Santi Cazorla e Marco Ruben (5)
O Técnico: Juan Carlos Garrido
O Destaque: Giuseppe Rossi
A decepção: Jozy Altidore

“Foi espetacular, mas podemos melhorar”, a frase é de autoria do treinador Juan Carlos Garrido e ele tem muita razão. Por que não uma vaga direta à fase de grupos da Liga dos Campeões e a participação na final da Liga Europa? Faltou pouco para o Villarreal alcançar ainda mais sucesso na temporada 2010-11. O treinador mexeu diversas vezes na estrutura tática da equipe, mas adotou o 4-4-2 a rombo bastante ofensivo, porém jamais deixando a linha defensiva exposta. E foi justamente a retaguarda que chamou muita atenção, pois sem muita badalação, conseguiu ser a quarta menos vazada em La Liga. Sem nomes de destaque, os laterais avançando pouco e um primeiro volante seguindo a mesma tendência foram chave para o submarino amarillo sofrer apenas 44 gols.

Os números globais do ataque não mostram muita coisa, porém, Nilmar e Rossi impressionaram e marcaram 29 dos 55 gols da equipe no Campeonato Espanhol. Somando os jogos do Villarreal na LE, o brasileiro terminou a temporada com 16 gols e o italiano fez 29. Além deles, o camisa dez Cani, com cinco gols e um papel tático interessante: não jogou como legitímo meia-atacante, ficou na linha de dois do meio-campo atrás de Borja Valero. Ao seu lado, quase sempre, estava Santi Carzola, que se destacou ainda mais, também marcou cinco vezes, mas ainda conseguiu 10 assistências, liderando os amarillos neste quesito. O principal armador da equipe, Borja Valero com boa qualidade no passe, cedeu oito passes decisivos aos companheiros e por ser versátil e ter bastante técnica já aparece em lista de reforços de outros times – o Napoli já até ofereceu 10 milhões de euros mais Gargano pelo jogador.

Mas nem tudo certo para a equipe da comunidade valenciana na temporada 2010-11. O jovem Altidore ainda não estourou e passou mais uma temporada longe da Espanha, emprestado ao Bursaspor largar mal. Cicinho chegou na parada de inverno e mal jogou, sendo banco ora de Ángel, ora do jovem Mario Gaspar. Entre os jogadores que apareceram menos, Marcos Senna merece destaque, pois mesmo tendo muito nome, não reclamou da reserva e sinaliza querer renovar seu contrato com a equipe. Para a próxima temporada, com três competições pela frente, o submarino amarillo deverá investir, pois a equipe é muito boa, mas não existem tantas peça de reposição, o que será muito necessário em 2011-12.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Agora complicou

Falcão García, dono do jogo, comemora um de seus quatro gols na partida (getty images)

Pelo jogo de ida da semifinal da Liga Europa, o Villarreal saiu do Estádio do Dragão, em Porto, com a sensação de que ir à final em Dublin tornou-se trabalho árduo. Em dia de Falcão García, autor de quatro gols, os portugueses impusseram impiedosos 5 a 1 nos amarillos, colocando um pé e meio na final e na Triplice Coroa. Atuando em casa, o Porto começou tentando pressionar o Villarreal, mas o Submarino Amarelo levava grande perigo nos contra-ataques. Embora o atacante Hulk tenha criado algumas oportunidades, o time espanhol foi quem teve as melhores chances no primeiro tempo, além de ter saído com a vantagem, com gol de Cani, após cruzamento de Nilmar.

Em um primeiro tempo nivelado, Porto e Villarreal tiveram grandes chances de gol, mas o time espanhol pecou nas finalizações e perdeu a oportunidade de abrir uma boa vantagem já no início da partida. Nilmar chegou a ficar cara a cara com Helton e finalizou em cima do goleiro brasileiro, que fez mais uma excelente partida nesta temporada. Rossi também deixou de marcar algumas vezes, depois de avançar em velocidade aproveitando bobeira da defesa portuguesa. No fim da primeira etapa, Cani abriu o placar com um belo gol, depois de receber passe de Nilmar.

O empate do Porto saiu logo no início do segundo tempo. Falcao invadiu a área e foi derrubado pelo goleiro Diego López. O próprio atacante colombiano cobrou o pênalti e fez o primeiro de seus três gols no jogo. O empate abalou o Villarreal, que não conseguiu manter na etapa final o mesmo ritmo que no primeiro jogo. Depois de Rossi desperdiçar mais uma grande oportunidade de frente para Helton, o Porto começou sua reação e passou a pressionar o time espanhol.

Aos 15 minutos, Guarín fez bela jogada e finalizou em cima de Diego López. O goleiro deu rebote, que, dessa vez, o lateral não desperdiçou, cabeceando por baixo das pernas de López para marcar o gol da virada. Em seguida, Hulk driblou a zaga espanhola e cruzou para Falcao García ampliar. Aos 30 minutos, mais um gol produzido pela dupla Guarín-García. O lateral bateu falta e o atacante completou de cabeça para o fundo das redes, marcando seu terceiro tento na partida.

Ainda teve tempo de Falcao García anotar seu quarto gol, cabeceando após cobrança de escanteio, e selar a goleada do Porto, praticamente garantindo uma final portuguesa na Liga Europa, já que a outra semifinal será decidida entre Benfica e Braga.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Dia de show

Rossi e Nilmar marcaram e ajudaram o Villarreal a colocar um pé e meio na próxima fase da Liga Europa. Título é possível (reuters)

Pelo jogo de ida das quartas de finais da Liga Europa, o Villarreal mostrou sua força e goleou o Twente, lider do campeonato holandês, por 5 a 1 e colocou uma mão e meia na semifinal da segunda principal competição europeia. A goleada amarilla completou a excelente semana dos espanhóis na Europa, que viu o Real Madrid e o Barcelona golearam seus respectivos jogos. A péssima notícia ficou por conta da lesão de sua bandeira Gonzalo Rodríguez, que fraturou o pé esquerdo (ver imagem) e só volta na próxima temporada.

Escalado no 4-3-3, foram os holandeses que começaram assustando, principalmente com Bryan Ruiz e Janssen. O Villarreal, no 4-4-2 de sempre, mostrava-se acanhado, com uma postura diferente das quais está acostumado a exercer. Porém, aos 22', o cenário mudou: em escanteio cobrado por Borja Valero, Musacchio ganhou no alto de Douglas e Rosales e Marchena, sozinho, completou para as redes de Mihajlov. A partir daí, a situação se inverteu. O Villarreal, como de costume, passou a capitalizar a posse de bola e tomou conta do meio-campo. Cazorla e Borja Valero ditaram o ritmo da partida e enlouqueceram o meio-campo da equipe holandesa.

E foi em uma jogada construída por Cazorla que Borja Valero recebeu na frente e, com extrema categoria, chutou no canto esquerdo de Mihajlov, fazendo 2 a 0 para a equipe da casa. Antes do encerramento da primeira etapa, o golpe final: aos 46', Mario cobrou lateral e Onyewu "ajeitou" de cabeça para Nilmar, que, também de cabeça, jogou na esquerda de Mihajlov. O grande êxito da equipe castellonense foi ter aproveitado todas as oportunidades que teve para matar a partida. Na segunda etapa, mais gols. Preud Homme, treinador do Twente, colocou mais um atacante em campo para recolocar sua equipe de volta à partida. Porém, foi o Villarreal quem marcou. Aos 11', Nilmar, bem marcado, passou para Rossi, que parecia que não tinha muito o que fazer. O italiano, no entanto, acertou um lindo chute e mandou para o fundo das redes: um golaço.

Já no final do duelo, Nilmar marcou o gol que fechou a goleada. Ele recebeu de Rossi na ponta da área e, em um drible apenas, se livrou de dois jogadores e bateu, estufando a meta de Mihajlov pela última vez. No finalzinho, o Twente conseguiu diminuir com um tento de Janko. A goleada coloca o Villarreal a um passo da semifinal, que, provavelmente, será contra o temido Porto. O Villarreal mostrou ter equipe suficiente para bater de frente com o campeão português e não há dúvidas de que os jogos serão bastante emocionantes,

sexta-feira, 18 de março de 2011

Má fase escondida

Villarreal é favorito para conquista da Liga Europa, mas a atenção também deve ser voltada à Liga Espanhola (getty images)

Na última quinta-feira, 17 de março, o Villarreal voltou a vencer o Bayer Leverkusen e avançou para as quartas-de-finais da Liga Europa, onde irá encarar o Twente, da Holanda, como definiu o sorteio desta sexta-feira. Porém, a classificação comemorada às quartas da segunda principal competição europeia escondeu o outro lado da moeda do Villarreal: a má fase vivida pela equipe.

A temporada do Villarreal começou ganhando dimensões a cada jogo. A derrota para a Real Sociedad na estreia da Liga colocou em xeque o poder de fogo do elenco comandado por Garrido. Com o exemplo negativo da temporada 2009/10, quando frequentou a zona de rebaixamento durante quase um turno e, por causa dos pontos desperdiçados, deixou de cravar uma vaga na Champions, o Villarreal passou a acordar para o campeonato: emplacou uma sequência de nove vitórias consecutivas e confirmou a alcunha de "melhor time do campeonato paralelo a Barcelona e Real Madrid".

Porém, desde o início do ano, tudo tem conspirado contra os amarillos. Primeiro, a lesão de um de seus principais jogador, Nilmar; segundo, a lesão séria de um dos líderes do vestiário, Ángel. Sem confiança em Catalá, Garrido pediu à cúpula amarilla a contratação de Cicinho, sem prestígios na Roma. O brasileiro, entretanto, não conseguiu ganhar a confiança do técnico, que, sem opção, tem utilizado com mais frequência o canterano. A fase vivida pelo Villarreal hoje é bem diferente do primeiro semestre.

Desde a eliminação sentida na Copa do Rei, ante o Sevilla, a má fase passou a envolver o vestiário do time. De 05 de fevereiro até hoje, apenas uma vitória conquistada em sete partidas. O El Madrigal, principal trunfo da equipe na temporada, foi lugar de pontos desperdiçados bobamente: empates contra Málaga e Sporting Gijón e uma derrota surpreendente para o Hércules. A vantagem confortável de seis pontos para o Valencia foi diminuindo a cada jogo e hoje é o Villarreal que corre atrás: está a quatro pontos do time ché e com um confronto direto no Mestalla. O futebol exercido pelas duas equipes parece ter se invertido de um tempo para cá. O Valencia, que praticava um futebol pragmático, atua de maneira mais solta, com uma posse de bola envolvente e, apesar da eliminação na Champions, é favorito, hoje, para cravar a terceira vaga para a Champions.

Além disso, a má fase do Villarreal e a sequência de pontos não-conquistados colocou em risco até a quarta colocação. Athletic Bilbao, Espanyol, Sevilla e Atlético de Madrid passaram a acreditar numa possível vaga para a próxima Champions League, o que esquentou a briga pela competição europeia. A boa fase vivida na Europa pode colocar o Villarreal de volta ao caminho da vitória na Liga Espanhola e a prova pode ser neste final de semana: no domingo, em um dos dois confrontos diretos por Champions League, o Submarino Amarelo vai até o País Basco enfrentar o bom time do Athletic Bilbao e uma derrota pode ligar mais ainda o alerta castelonense.

A classificação

O duelo no El Madrigal mostrou os amarillos sempre muito absoluto em relação aos alemães, ao contrário do que aconteceu na ida, quando o Bayer foi melhor, mas não conseguiu converter em vitória as chances obtidas. Com a vantagem obtida no jogo de ida, o Submarino Amarelo tocava melhor a bola no meio-campo e envolvia a defesa rival, que pouco conseguia coibir. Em uma dessas triangulações, Rossi saiu na cara de Adler após um lançamento de Cani e tocou na saída do goleiro, mas acabou mandando para fora. Porém, na segunda chance, veio o gol. Cazorla correu com a bola dominada, tocou para Rossi e se infiltrou no meio da zaga. Aproveitando-se da linha de impedimento burra do Bayer, o meia saiu cara a cara com o arqueiro rival, e tocou firme no canto esquerdo, abrindo o placar no El Madrigal e praticamente sacramentando a classificação às quartas.

Depois do tento sofrido, o Leverkusen ainda ameaçou o Villarreal em duas oportunidades antes do intervalo; porém, nas duas vezes, Renato Augusto chutou perigo para fora. Na segunda etapa, teve mais Villarreal. Para desespero dos visitantes, mais uma tabela deu o segundo gol ao time de Castilla y León. Desta vez em papéis invertidos, Cazorla serviu Rossi que, de direita, tocou na saída de Adler para marcar. Ainda antes do fim, aos 38 minutos do segundo tempo, veio o gol de honra merecido aos germânicos. Após cruzamento da direita, Derdiyok se esticou todo e conseguiu desviar a bola para as redes. Renato Augusto ainda quase marcou um golaço da entrada da área, mas era tarde demais para uma reação.

Chegar longe na Liga Europa pode render bons dividendos ao Villarreal. Especula-se bastante que a Juventus esteja tentando levar Rossi a Turim, em junho. Nilmar, que voltou a jogar bem após a lesão, tem seu nome ligado a Real Madrid e Barcelona, e Cazorla vem sendo especulado com força no futebol inglês. A conquista da Liga Europa é um sonho provável, mas a atenção também deve ser voltada à Liga Espanhola, onde a equipe perdeu pontos essenciais e viu uma vaga quase cravada na próxima Liga dos Campeões ficar em evidência.

quinta-feira, 10 de março de 2011

A um passo das quartas

Nilmar comemora o gol da importante virada do Villarreal ante o Bayer Leverkusen pelo jogo de ida das oitavas-de-finais da Liga Europa (reuters)

Em mais uma disputa entre Espanha e Alemanha pelas competições europeias (relembre aqui a eliminação do Valencia perante o Schalke 04), o Villarreal levou a melhor sobre o Bayer Leverkusen mesmo sendo inferior ao seu adversário. Diferentemente do que aconteceu ontem no confronto entre Schalke 04 e Valencia, onde os espanhóis foram melhores que os alemães, hoje os amarillos jogaram de maneira acuada, mas conseguiram a importante vitória graças a Nilmar, que entrou no segundo tempo e sacramentou a remontada. A vitória por 3 a 2 na Bayer Arena deixa o Submarino Amarelo em situação bem confortável para o jogo do El Madrigal, semana que vem, já que tem a vantagem do empate e pode até perder por um gol de diferença (desde que seja 1 a 0 ou 2 a 1).

Escalados no 4-2-3-1, o Bayer Leverkusen, vice-líder da Bundesliga, começou comandando as ações desde os primeiros minutos. Renato Augusto, jogando centralizado, era o principal ponto de equilíbrio da equipe anfitriã, que foi com o que de melhor tinha em seu elenco a campo. Garrido, por sua vez, promoveu uma série de rotações no Villarreal, abdicando-se de jogadores como Nilmar, Cazorla e Capdevilla. Catalá mostrou-se um pouco nervoso na esquerda, onde foi vítima de uma carnaval de Sam e, às vezes, de Renato Augusto. Wakaso e Marcou Rúben, nos lugares de Cazorla e Nilmar, também não estiveram em boa jornada e foram figuras inexistentes durante o período que estiveram em campo.

Aos 32', Kadlec fez justiça ao jogo e abriu o placar para os Werkself, com um chutão com a canhota de fora da área. Aos 41', porém, a zaga alemã cochilou e Bruno lançou Rossi, que às costas de Reinartz, chutou na saída de Adler, empatando o jogo. O gol tranquilizou os comandados de Garrido, que fizeram um primeiro tempo longe de suas características: acuado, praticou um futebol dessemelhante àquele com que está acostumado a exercer e teve apenas 39% da posse de bola. O segundo tempo começou com a mesma tônica com que havia iniciado-se o primeiro. Pressionando, os alemães armavam contra-ataques com muita velocidade, o que enlouquecia a zaga amarilla. Marchena, improvisado estranhamente como volante, não achava nada na volância e Vidal tomava conta da partida.

A partir dos 11', Garrido enfim percebeu que não dava para atuar daquela maneira: em uma série de substituições, sacou Wakaso para a entrada de Cazorla; e, depois, Rossi para a entrada de Nilmar. Mudando para o 4-4-2 a rombo, Borja Valero passou a entrar na partida e, atuando na ligação a Nilmar e Marco Rúben, acalmou a bola à equipe espanhola. Aos 24', no seu primeiro toque na bola, Nilmar mostrou ter estrela: o atacante recebeu na entrada da área, virou sobre a zaga, tentou tocar para Rúben, mas a bola voltou para o camisa sete, que tocou para os fundos das redes. Acontece que nem deu tempo para comemorar, pois após um bate-rebate, Mario tomou um drible bobo de Castro e o extremo esquerdo do Bayer fuzilou as redes de Diego López, empatando o jogo.

Os alemães não se contiveram com o empate, e partiram para cima à procura do gol da vitória. Entretanto, à medida que o Bayer Leverkusen pressionava a zaga amarilla, deixava sua defesa exposta a contra-ataque. E, aos 49', Nilmar jogou uma verdadeira ducha de água fria nos torcedores presentes na Bayer Arena. Após receber de Borja Valero, o brasileiro arrancou na velocidade, deixou Schawaab para trás e chutou na saída de Adler, decretando a vitória do Villarreal.

Agora, Garrido e seus comandados voltam os olhares para a partida de domingo, onde enfrenta o Sporting Gijón para não deixar o Valencia escapar na briga pela terceira colocação, que dá a vaga direta para a próxima Champions League. Na quinta que vem, acontece o jogo de volta contra o Bayer Leverkusen e, na sexta, o sorteio das quartas-de-finais da Liga Europa, onde muito provavelmente a equipe estará presente.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Resumo: 25ª rodada (2ª parte)

Jonas entrou no segundo tempo e marcou um gol importantíssimo para o Valencia, seu primeiro com a camisa naranja (reuters)

Nos dois principais jogos de domingo, brasileiros foram responsáveis pelo resultado de suas equipe: na Cantábrio, um gol de Nilmar aos 89' evitou uma queda do Villarreal perante o Racing Santander, enquanto que no País Basco, Jonas marcou o gol que decretou a virada do Valencia ante o Athletic Bilbao. Confira a segunda parte do resumo da rodada.

Athletic Bilbao 1x2 Valencia
O Valencia conquistou três pontos fundamentais na luta pela terceira posição (ou campeonato paralelo a Barcelona-Real Madrid, como já está sendo apelidado). Com o triunfo, o Valencia chegou a 51 pontos, enquanto que o Athletic estacionou nos 38. Unai mandou a campo um 4-2-3-1, até um certo ponto surpreendente, já que havia elogiado Jonas no meio da semana e resolveu preterí-lo em última hora. O jogo começou bem truncado e, aos 13', Llorente abriu o placar, após dividir e levar a melhor sobre Navarro. O zagueiro ché, aliás, foi o nome negativo da partida. Além de sofrer verdadeiro carnaval de Llorente, Navarro resolveu apelar na segunda etapa: o defensor desceu o sarrapo nos jogadores leones, principalmente em Llorente, que criticou ferrenhamente Muniz Fernández, o árbitro da partida. Aos 37', mais polêmica: Bruno cometeu pênalti claríssimo em cima de Susaeta, não assinalado por Muñiz, para desespero dos aficionados presentes na Catedral.

No segundo tempo, Unai lançou Jonas e Tino Costa e simplificou as coisas: a entrada dos dois jogadores foi providencial para a virada ché chegar. Após tanto pressionar, o Valencia chegou ao empate. Após toque de calcanhar de Soldado, Joaquín recebeu em profundidade na direita e cruzou à área. A zaga basca, em um lance de infelicidade, não cortou, e a bola sobrou limpa na esquerda para Mata só ter o trabalho de empurrar às redes. Dez minutos mais tarde, a virada: Tino Costa arriscou um chute de longe e, após Iraizoz dar rebote, Jonas apareceu completamente livre para decretar a vitória naranja, bem comemorada ao término da partida. Na quarta, o Valencia tem um desafio bem complicado ante o Barcelona, no Mestalla. Nas coletivas, Unai dá a entender que ainda não é a hora de Jonas ser titular - é provável que Mata seja utilizado estranhamente de falso nove.

Racing Santander 2x2 Villarreal
Valeu o ditado de que quem não faz leva no El Sardinero. Os anfitriões tiveram o jogo nas mãos por duas vezes, mas não souberam segurar. Pior: pecaram ao extremo nas finalizações e viram Nilmar castigar aos 89'. Por outro lado, Marcelino Toral segue invicto no comando técnico dos verdiblancos, mas desperdiçou uma boa oportunidade de lograr sua terceira vitória consecutiva. Pelo lado amarillo, Garrido revolucionou no seu onze inicial: Nilmar, Cazorla, Capdevilla e Gonzalo ficaram no banco e o técnico deu oportunidades a alguns canteranos (como o promissor Gulón, que sentiu o peso da estreia e não foi bem). A zaga amarilla esteve em noite bem infeliz. No primeiro gol dos cantabrianos, por exemplo, a linha burra foi feita e Ariel chutou no contra-pé de Diego López. No segundo, erro de posicionamento de Musacchio, que deixou Giovanni dos Santos livre. O mexicano, principal contratação do Racing no inverno, finalmente deu as caras e, com categoria, chutou no canto esquerdo do arqueiro amarillo. É de se elogiar a bela partida de Diego López, verdadeiro paredão nas redes do Villarreal. O ataque do Racing pecou, mas muitas vezes o goleiro evitou o gol.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Menos um espanhol

O Sevilla crescia na partida, mas Alexis jogou tudo por água abaixo (demotix images)

Nos dois jogos envolvendos equipes espanholas na Liga Europa, apenas um sobreviveu: o Villarreal venceu heróicamente de virada o Napoli, no El Madrigal, e manteve vivo o sonho de conquistar seu primeiro título em sua curta história. O Sevilla, por sua vez, deu "adeus" à temporada após vencer o Porto em Portugal por 1 a 0, mas ser eliminado no critério de desempate (havia sofrido dois gols na Andaluzia).

No estádio do Dragão, mesmo necessitando da vitória por dois gols de diferença, Manzano surpreendeu em sua escalação: preferiu ir a campo com um esquisitíssimo 4-2-3-1, com Kanouté fazendo o papel de enganche e Negredo como o atacante de referência. Escalado no 4-3-3, com Hulk e Varela aberto pelos lados do campo, o Porto comandou as ações durante boa parte do jogo, à exceção dos últimos vinte minutos, quando Luis Fabiano abrira o placar e o Sevilla passara a acreditar na classificação.

Após ter sua vida infernizado por Hulk durante o primeiro tempo inteiro, Sergio Sánchez deu lugar ao Fabuloso em uma troca de "tudo ou nada" de Manzano. O brasileiro mostrou por que foi uma opção para lá de infeliz de Gregório colocá-lo no banco em um jogo decisivo: o brasileiro recebeu bom passe de Negredo, livrou-se de Otamendi e bateu firme à meta de Helton paraabrir o placar para o Nervionenses. Após o tento, tudo parecia conspirar a favor dos rojiblancos da Andaluzia, com a expulsão de Álvaro Pereira, mas Alexis colocou tudo por água abaixo: após cometer falta boba em Hulk, o ex-Valencia recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, justamente no momento em que o Sevilla pressionava em busca do gol da classificação.

Nos minutos finais, Hulk, principalmente, e Guarín tiveram duas ótimas oportunidades de matar a classificação, mas pararam nas mãos de Javi Varas, o melhor em campo. O canterano vai sendo essencial na ausência de Palop e, a cada jogo, vai ganhando a confiança de Manzano e dos aficionados. Agora, resta ao Sevilla concentrar suas forças na Liga BBVA, onde a equipe terá um duelo decisivo nesta semana: encara o Atlético de Madrid no Vicente Calderón, em jogo que pode definir uma das três vagas para a próxima Liga Europa.

No El Madrigal...

Nilmar marcou seu primeiro tento em 2011 e o Villarreal conseguiu uma virada histórica ante o Napoli (AP Photos)

... o Villarreal sai atrás do marcador, mas, na raça, foi atrás do resultado e virou a partida, garantido vaga nas oitavas-de-finais da competição europeia. Jogando no 4-4-2 com dois meias abertos pelo flancos, ao invés de um meio-campista a rombo, como vem jogando em boa parte na temporada, os amarillos começaram impondo muita velocidade pelos lados.

Aos 15', porém, um verdadeiro banho de água frio nos aficionados castellonenses: Hamsik apareceu sozinho dentro da área, mergulhou de cabeça e fez 1 a 0 para o Napoli. Em êxtase, os tifosi napolitanos exageraram na celebração e acabaram caindo um sobre os outros derrubando o pequeno alambrado do estádio El Madrigal que os separavam do gramado. De acordo com relatos da imprensa europeia, alguns torcedores se feriram, sendo rapidamente atendidos por médicos e encaminhados a hospitais.

Ainda no primeiro tempo, orquestrados por um mágico Borja Valero, aos 43', Nilmar aproveitou bobeada de Cribari e empatou a partida, marcando seu primeiro tento em 2011. A igualdade no placar colocou fogo na partida, já que os napolitanos seguiam com a classificação em mãos, mas apenas pelos gols marcados fora de casa. A esperança, porém, foi dizimada logo em seguida, aos 45', pelo italiano Rossi. Com 2 a 1 no placar, o Villarreal aproveitou a esfriada do intervalo para tomar as rédeas da partida.

No retorno para a etapa final, mesmo com o apoio de sua torcida, o Villarreal não conseguiu impor seu futebol e sofreu uma forte pressão do Napoli, que acertou a trave espanhola em quatro oportunidades. Após segurar o resultado, o Submarino Amarelo conseguiu avançar de fase e terá pela frente o Bayer Leverkusen nas oitavas.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Villarreal

Nilmar e Giuseppe Rossi: Dupla ofensiva entrosada, vem dando o que falar na Espanha (Foto: entertainment.ezinemark.com)

Campanha
3ª posição. 16 jogos, 33 pontos. 10 vitórias, 3 empates e 3 derrrotas.

Treinador
Juan Carlos Garrido. O treinador está no comando da equipe desde fevereiro de 2010, após a demissão de Ernesto Valverde. Garrido era o comandante do Villarreal B e foi transferido para a posição de técnico do time principal. Seu contrato vai até o final da temporada 2010-11, mas com o bom trabalho realizado por enquanto, deverá ser renovado em breve. Na atual Liga Espanhola, Garrido vem fazendo um bom papel, o esquema base adotado é o 4-4-2, com dois meias-externos. Mas não é incomum ver o submarino amarillo jogando no 4-3-1-2. Nas duas formas de atuar, o treinador privilegia a liberdade para Santi Cazorla e para a dupla de ataque formada por Giuseppe Rossi e Nilmar. Assim ele leva a equipe da província de Castellón até onde os times além de Barcelona e Real Madrid podem ir, o terceiro lugar exatamente atrás da dupla dominante em La Liga.

Destaque
Nilmar e Giuseppe Rossi. Impossível escolher apenas um deles. A dupla têm sido letal nessa temporada, ambos são muito velozes, finalizam bem e conseguem realizar bons passes, ou seja, atacantes completos. E os números provam essa ótima metade de temporada da dupla em La Liga. Nilmar é o artilheiro do submarino amarillo com dez gols, Rossi vem logo atrás com nove tentos, nas assistências a dupla inverte, o italiano já cedeu quatro passes decisivos e lidera, enquanto o brasileiro têm três passes. Assim eles lideram o terceiro melhor ataque da Liga Espanhola, com 30 gols, mais uma vez o Villarreal fica atrás apenas de Barcelona e Real Madrid. A dupla ofensiva também deixa sua marca na Liga Europa, onde apenas G. Rossi marcou, mas Nilmar foi o assistente de um dos cinco gols do companheiro, que também já cedeu uma assistência. Além do entrosamento quase perfeito dentro de campo, os dois se relacionam muito bem fora das quatro linhas. Recentemente um vídeo em que Nilmar escolhe a música e o italiano dança como se estivesse comemorando um gol, foi divulgado no youtube(Para ver, clique aqui). Santi Cazorla após ficar de fora da Copa do Mundo, também tem se destacado e já dá sinais de recuperação do seu melhor futebol.

Decepção
Jozy Altidore. O norte-americano foi trazido ao Villarreal como grande promessa, porém já foram dois anos e está longe de convencer. A equipe já o emprestou duas vezes, mas nem no Xerez e nem no Hull City, conseguiu provar sua qualidade. Na seleção norte-americana, também decepcionou na Copa do Mundo de 2010. Nessa temporada ele voltou à Espanha, segue sendo um reserva, que é poquissímo utilizado. Na Liga Espanhola de 2010-11, foram apenas duas partidas em que entrou, totalizando 25 minutos e nenhum gol. Na Copa del Rey, Altidore têm dois gols, nas duas partidas que participou, o primeiro indício de que encontrou seu futebol na terra das touradas. O jogador ainda tem 21 anos, poderá evoluir, mas até aqui não honrou os mais de 7 milhões de euros investidos em seu futebol. O crescimento do americano seria importante para a rotação da equipe e para que o submarino amarillo possa poupar Nilmar e Giuseppe Rossi, quando isso for necessário.

Perspectiva
Vaga na Liga dos Campeões, briga pelo título da Liga Europa e Copa del Rey. Em La Liga, o Villarreal foi a equipe mais sólida excluindo Barcelona e Real Madrid, assim a equipe da província de Castellón vem para o segundo semestre como favorita à vaga na Liga dos Campeões. Nas duas últimas temporadas, não se classificaram à principal competições entre clubes no planeta, voltar a disputá-la seria importante, pois financeiramente é muito lucrativa a disputa, com esse dinheiro a mais, o submarino amarillo poderia manter as suas estrelas. Além de buscar a vaga à Liga dos Campeões, o Villarreal têm mais duas frentes de ação ativas nessa temporada, a Copa del Rey e a Liga Europa. Na copa nacional, a equipe está na segunda fase e disputa contra o Valencia, rival da região, uma vaga na próxima fase. O 0 a 0, no jogo fora de casa, no Mestalla deixa o Villarreal com boas chances de classificação. Na competição continental após uma primeira fase tranquila, o submarino amarillo terá uma parada dura pela frente, o Napoli. Porém, os italianos não têm dado tanta atenção a Liga Europa, portanto ver o Villarreal nas oitavas de final não é improvável. Se as lesões se mantiverem longe e junto a isso, alguns reservas também cresçam de produção, os amarelinhos poderão se manter na briga por dois títulos e pela sonhada vaga à Liga dos Campeões.

domingo, 19 de dezembro de 2010

16ª Rodada (1ª parte): Quem para o Barcelona?

Com 26 gols em 5 partidas, o Barcelona fez de vítima mais um rival. Quem para? (reuters)

Nas temporadas anteriores, o Barcelona sagrou-se bi-campeão, mas sem conseguir vencer os seus rivais (Real Madrid e Espanyol) por quatro vezes consecutivas. Em 2008/09, venceu o Real Madrid duas vezes e o Espanyol apenas uma - na outra, foi derrotado no Camp Nou por 2 a 1. Na temporada passada, a dose se repetiu, com um empate por 0 a 0 no Cornellá El-Prat. Na atual temporada, porém, o Barcelona já conseguiu o mais difícil: depois de vencer o superclássico por 5 a 0, os blaugranas impusseram ao seu rival regional sua maior derrota na temporada. Em uma nova manita, mas dessa vez recebendo um gol, o Barcelona venceu o Espanyol e terminarão 2010 na liderança da competição.

Quem também vem fazendo uma grande campanha é o Villarreal. Com direito a um golaço de Nilmar, o Submarino Amarelo venceu o Mallorca e se consolidou na terceira posição. O Valencia se recuperou do tropeço ante o Osasuna e, contra a Real Sociedad, virou uma partida dificílima para assegurar a quarta posição.

Espanyol 1x5 Barcelona
No derby barceloní, um jogo bem semelhante com o superclássico. O Barcelona terminou o intervalo vencendo por 2 a 0 com gols de Xavi e Pedro, Villa marcou duas vezes, Messi não marcou, mas deu assistência para dois gols. Resultado: Cinco gols a favor dos azulgrenás. As únicas diferenças, foram que Pedro marcou duas vezes e Victor Valdés sofreu um gol. Pela primeira vez na história da competição, uma equipe que vinha de sete vitórias dentro de casa (Espanyol) receberia uma que vinha de sete vitória fora de casa (Barcelona). A nova manita do Barcelona, aliás, é bem expressivo. Até então, o Espanyol havia sofrido apenas dois gols em sete partidas disputadas em seu estádio. Levou mais que o dobro num único jogo.

Messi, assim como contra o Real Madrid, não marcou, mas participou diretamente de quatro dos cinco gols. Pedro, por sua vez, segue numa evolução enorme. O garoto, que em 2009 marcou gols em todas as competições que o Barcelona disputou, foi o melhor em campo no derby e deixou sua marca por duas vezes.

Após abrir 3 a 0, o Barcelona relaxou na partida e Osvaldo, que, até então, estava sendo muito bem marcado por Puyol, diminuiu para os péricos, que impussionados por sua fanática torcida, passaram a sufocar os rivais. Osvaldo ainda teve chance de marcar o segundo e colocar fogo na partida; mas, cara a cara com Valdés, acabou pegando mal na bola. Porém, David Villa tratou de acabar com qualquer chance de reação dos donos da casa nos minutos finais do duelo. Ele anotou o quarto do Barcelona, após passe de Messi, aos 30, e o quinto gol, após passe de Xavi, aos 39, dando números finais ao derby. Mesmo humilhada, a torcida périca deu um gesto de solidariedade. Iniesta foi o único jogador do Barcelona aplaudido. Ele doou à diretoria périca a camisa em homenagem ao Jarque que ele usou na final da Copa. Quando substituido, o meio-campista foi ovacionado por todo o Cornellá El-Prat.

Com os cinco gols, o Barcelona chegou a expressiva marca de vinte e seis gols nas últimas cinco partidas. Feito que não acontecia desde 1959, com o Real Madrid de Di Stefano. Estamos vendo a história ser escrita?

Villarreal 3x1 Mallorca
Sem fazer nada de espetacular, bastou ao Villarreal ser eficiente para vencer o Mallorca. Os gols de Cazorla, Rossi e Nilmar neutralizaram os baleares, que em momento algum - mesmo quando empatou a partida - ofereceram muito perigo aos amarillos. O golaço da partida ficou por conta de Nilmar. O brasileiro recebeu belo passe de Borja Valero, antecipou-se a Ramis e, com categoria, encobriu Aouate, que nada pôde fazer. A de se destacar a bela partida de Rossi. O ítalo-americano foi um perigo à meta de Aouate e participou dos dois primeiros gols. Após o gol de Nilmar, o ritmo da partida diminuiu e ficou bem calma. O Vilarreal encerra 2010 na terceira posição e o Mallorca com três derrotas consecutivas.

Real Sociedad 1x2 Valencia
Lasarte temia o espirito cameleónico do Valencia, a sua versatilidade, sua capacidade - e como - de surprender. Já Emery, pressionado, sufocado, liderando uma equipe que é um feixe de nervos, deicidu puxar tudo. A partida em San Sebastian começou com o Real Sociedad mais intenso ofensivamente. Em cobrança de pênalti, o time da casa marcou com o meia Xabi Prieto, aos 23 minutos do primeiro tempo. A partir daí, o Valencia acordou na partida e Tino Costa empatou no último lance do primeiro tempo. Os chés chegaram à virada após erro de Bravo e jogada individual de Áduriz dentro da área, selando a vitória valencianista.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Resumo: 14ª Rodada (2ª parte)

Nilmar foi mais uma vez decisivo e o Villarreal ainda sonha com o título - apesar de difícil. (AP Photos)

Os jogos de Domingo, além de intensos, serviram para mostrar a boa fase do futebol dos time da Catalunha, a longa má fase de um cada vez mais decepcionante Sevilla, a vitória da Real Sociedad no derbi vasco e o afastamento definitivo do Deportivo, remodelado por Lotina no 5-3-2. Confiram a segunda parte do resumo da décima quarta rodada. Boa leitura!

Villarreal 1x0 Sevilla
O Sevilla, em apenas três semanas, está em crise na Liga e comprometeu suas chances de passar para a próxima fase da Liga Europa. É uma equipe sem alma, sem plano de jogo e sem comando técnico no banco e em campo. Carece de jogadores de nível no meio de campo e os atacantes se chateiam por não ver a cor da bola. Ao Villarreal, lhe bastou jogar 50% de seu nível para ser superior e ganhar, pois demonstra cara de equipe e uma solvência que falta ao Sevilla. Dabo voltou a demonstrar que é brigado com a bola, a dupla de zagueiros foi um desastre, a boa fase de Romaric foi uma farsa, Cigarini é a pior contratação disparada e o que acontece com Perotti deve ser motivo de estudo. E a ponte entre o Sevilla e a Champions começa a aumentar.

Ver o Sevilla jogar no primeiro tempo era terrível. O plano do treinador, se é que pode ser chamado de plano era minar o meio de campo com jogadores, para que o Villarreal não praticasse futebol. Porém, Manzano não contava que com isso quem ficaria acuado seria o Sevilla. O Villarreal, sem precisar ser o mesmo de sempre, era melhor em posicionamento, velocidade, pressão, chegadas, posse de bola e intensidade. Nada disso foi mostrado pelo conjunto de Nervión, que parecia uma equipe brigando para não cair. Não teve sequer uma chance de gol e o 1 x 0 amarillo nasceu em uma jogada de ataque sevillista. Esse desconhecido chamado Perotti perdeu uma bola em profundidade para Rossi, que riu de Fernando Navarro e Alexis e habilitou Nilmar. O brasileiro jogou pelas costas de Cáceres e Dabo, encarou Palop e marcou o primeiro gol da tarde.


Real Sociedad 2x0 Athletic Bilbao
No derbi vasco, a Real Sociedad voltou a sentir o doce sabor de vencer o Athletic Bilbao. O triunfo txuri-urdin já não acontecia há quatro temporadas (vale ressaltar que a Real Sociedad ficou três temporadas na Liga Adelante). Num momento melhor que seu rival, o time de San Sebastián vai mostrando forças para brigar por uma competição europeia. Xabi Prieto comandou o time na partida, e foi dele o primeiro gol. Após sofrer pênalti de um desastroso San José, o meio-campista converteu. O pesadelo do promissor zagueiro continuou no início do segundo tempo. Após escanteio cobrado por Griezzman, o central acabou jogando contra as próprias redes para setenciar a partida. Notável a marcação da Real Sociedad em Llorente. O atacante, um dos destaque do campeonato, acabou anulado por Ansotegui e Mikel González. No meio-campo, Diego Rivas foi um leão e parou Muniaín. No confronto dos dois melhores jovens do torneio, melhor para Griezzman, que levou constante perigo à zaga leona e por pouco não deixou sua marca. Muniaín sentiu um pouco o peso do derbi e manteve-se intacto na marcação blanquiazul.

Espanyol 1x0 Sporting Gijón
A fase da Catalunha no futebol é a melhor possível. Se já não bastasse o time principal da comunidade autónoma ser o líder da competição e eleito por todos como o que pratica o futebol mais bonito do mundo, o Espanyol segue mantendo a invencibilidade dentro do Cornellà el Prat. Jogando no 4-2-3-1 a blanquiazul vai dando passos largos rumo à Champions. Já são quatro pontos de diferenças ao quinto colocado, Valencia. Desta vez, a vitória teve sabor mais especial: jogou com um a menos - Baena foi expulso - no segundo tempo praticamente inteiro. Pior para Manuel Preciado, técnico do Sporting Gijón, que já começa a ficar com as cordas bambas no comando técnico dos asturianos.

Craques da rodada
Lionel Messi (Barcelona)
Cristiano Ronaldo (Real Madrid)
Xabi Prieto (Real Sociedad)
Diego Rivas (Real Sociedad)

sábado, 13 de novembro de 2010

11ª rodada (1ª parte): Bipolaridade

Messi marcou dois contra o Villarreal, já na vigília para o superclássico daqui a duas semanas (reuters)

O Barcelona confirmou hoje contra o Villarreal que as más partidas no Camp Nou no início de temporada é coisa do passado. Após uma ótima exibição na goleada contra o Sevilla, os blaugranas fizeram dos amarillos mais uma vítima em seu estádio. Com o resultado, o Barcelona chega à liderança provisória da competição e conta com um tropeço do rival Real Madrid ante o Sporting Gijón, num jogo que promete muita hostilidade, para continuar na posição.

Também hoje, o Atlético de Madrid derrotou o Osasuna e viu a seca goleadora de Forlán ser quebrada, com um doblete do uruguaio. No San Mamés, o Athletic Bilbao se recuperou da goleada sofrida para o Villarreal e, num jogo bem emocionante, derrotou o Almería por 1 a 0 e subiu duas posições, chegando à oitava colocação, momentâneamente. Confira a primeira parte do resumo da 11ª rodada.

Barcelona 3x1 Villarreal
No jogo mais esperado da rodada, Barcelona e Villarreal fizeram jus às expectativas e protagonizaram um dos duelos mais empolgantes desta edição do Campeonato Espanhol. O Villarreal queria aproveitar os três jogos de invecibilidade no Camp Nou para evitar que a bipolaridade de La Liga se dissipasse. Na 500ª partida de Puyol com a camisa azulgrená, Guardiola, sem Piqué, suspenso, e Milito, lesionado, resolveu improvisar Abidal para a função de quarto zagueiro e escalar Maxwell, a quem rasgou elogios após a partida, na lateral esquerda para fazer a dupla de zaga com o capitán. Num primeiro tempo extremamente parelho, o Villarreal, como o previsto, atacava com efetividade pelo lado esquerdo, onde Abidal mostrava-se inseguro e atrasado na marcação de Nilmar. O Barcelona tomava conta do meio-campo e logo chegou ao primeiro gol, com Villa. O Guaje roubou a bola de Borja Valero, recebeu de Iniesta e tocou na saída de Diego López. Após erro clamoroso do bandeirinha, que anulou gol legal de Pedro, o Villarreal chegou ao empate com Nilmar, em bela jogada individual. Com o jogo empatado, quem cresceu foi Villarreal, que passou a dominar a posse de bola e assumiu a superioridade da partida em pleno Camp Nou. Ainda assim não conseguiu virar até o intervalo.

Na volta para a segunda etapa, mais uma vez na temporada, a mudança na postura do Barcelona foi radical. Enquanto na zaga Abidal já mostrava segurança na marcação do atacante brasileiro; na frente, Messi e Pedro começaram a decidir os rumos da partida. Em uma tabela sensacional dos dois, Messi recebeu na frente e, de direita, tocou por cima de Diego López para ampliar a partida. A partir daí, o Villarreal não aguentou a avalanche blaugrana, orquestrada por Xavi, Iniesta e Messi. Com o passar do tempo, os azulgrenás tocavam com facilidade e calma a bola e chegaram ao terceiro gol, após passe de Pedro e desvio de Messi, que chegou à estratosférica marca de 66 gols em 65 jogos desde agosto de 2009. Vale ressaltar que Messi estava um pouquinho à frente da linha da bola no lance do gol.

Como de praxe, a arbitragem de Delgado Ferreira foi bastante polêmica. Além do gol mal anulado de Pedro no primeiro tempo e gol mal validado de Messi no segunda tempo, o arbitro madrileño deixou de expulsar Maxwell, quando este deu uma entrada dura em Borja Valero na entrada da área. Derrotado em campo, o Villarreal deu praticamente adeus para as - mínimas - chances de título. Num jogo crucial para definir seu futuro, o Submarino Amarelo mostrou-se novamente um time correto, que tem na posse de bola e na velocidade de seus atacantes suas principais virtudes. Entretanto, o time de Garrido não soube reagir diante do ímpeto ofensivo e da volúpia enorme do Barcelona na segunda etapa.

Atlético de Madrid 3x0 Osasuna
Sem marcar desde setembro, Forlán voltou a ser protagonista de uma vitória colchonera na competição. Ainda que Agüero tivesse participado de praticamente todos os lances de perigo, e ter deixado o campo lesionado, não há como não dar uma credêncial maior à participação do uruguaio na partida. Após o oportunismo no primeiro gol, o segundo foi belo: o melhor jogador da última Copa do Mundo recebeu na área, cortou Flaño, puxou para a perna direita e acertou um belo chute no ângulo esquerdo de Ricardo. Com os dois gols, Forlán chegou a marca de 91 gols com a camisa rojiblanca desde que chegou ao clube, em Julho de 2007. Além de alcançar este feito em 171 jogos no time de Manzanarez, o uruguaio chegou ao mesmo números de gols de um dos jogadores mais emblemáticos da história recente do Atléti: Fernando Torres. Porém, a média de gols de Forlán em relação a de El Niño é melhor: 0,53 gols por partida do uruguaio contra 0, 36 do atacante da Fúria.

O jogo serviu para mostrar que o brilho dos rojiblancos diante de sua torcida voltou. Tudo bem que o Osasuna não foi um adversário à altura e a expulsão de Monreal serviu para que o jogo se desenvolve-se a favor do Atlético de Madrid, mas há de se elogiar a postura do time de Quique Sanchéz Flores na partida. Nas dez primeiras rodadas, o atual campeão da Liga Europa só havia brilhado na primeira, quando goleou o Sporting Gijón. Depois, revezou atuações medianas em que foi salvo por uma de suas estrelas, e jogos abaixo da crítica. Entre eles, a derrota no clássico madrileño na rodada passada, por 2 a 0.

Athletic Bilbao 1x0 Almería
No jogo que abriu a rodada, o Athletic Bilbao abriu os trabalhos cedo com o gol de Llorente, mas teve que defender a vantagem no marcador durante 45 minutos com nove em campo. Pior para Caparrós, que, com as expulsões, perdeu Koikili e Castillo, dois laterais esquerdos, para o jogo da próxima rodada contra o Real Madrid, no Bernabéu. Vale lembrar que Aurtenetxe, dono da posição, deve ficar de fora dos gramados por no mínimo três semanas por lesão. O gol dos Leones não poderia ser de outro a não ser de Llorente. El Rey León aproveitou cruzamento da direita de Muniaín, pegou de primeira e fez o seu sétimo no Espanhol, ficando atrás apenas de Cristiano Ronaldo e Messi na tábua de artilheiros da Liga.

Com as expulsões, o jogo, que estava fácil para o time da casa, acabou se complicando, mas, bem fechado atrás, o time basco conseguiu segurar o empate. Noite bem fraca por parte de Piatti e Crusat, que deveriam puxar a responsabilidade no time andaluz. Ulloa, isolado no ataque no 4-3-2-1 de Lillo, pouco pegou na bola e acabou anulado por San José. Com a derrota, o técnico dos rojiblancos está com a corda bamba no cargo do time. O presidente do time, Alfonso García, se reunirá com a direção do clube ainda hoje para decidir se o técnico continua ou não no comando do clube. Nas últimas horas não pararam de surgir nomes na órbita do Almería. Entre eles, o mais especulado é o de Marcelino Garcia Toral, ex-Zaragoza.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Resumo: 4ª Rodada

Em uma nova exibição de De Gea, o Atléti segurou o Valencia e, de quebra, contou com uma nova partida inspirada do jovem goleiro De Gea (AS)

Real Madrid 3x0 Espanyol
Mesmo sem apresentar um grande futebol o Real Madrid venceu com extrema facilidade um Espanyol confuso e sem apresentar o futebol mostrado nas rodadas anteriores. Intactos pela marcação blanca - que nem era as mais das pesadas -, o meio-campo périco foi incapaz de criar alguma coisa, um dos trunfos para a vitória merengue. O primeiro tempo foi marcado pelo domínio do Real Madrid na posse de bola, mas com poucas oportunidades de gol. Os donos da casa iniciaram melhores o duelo e, logo aos 7 minutos, Dí Maria obrigou o goleiro Kameni a fazer grande defesa em chute da entrada da área. Apesar de jogar praticamente toda a etapa inicial em seu campo de ataque, o time madridista sentiu grande dificuldade para furar a retranca adversária e só abriu o placar em um polêmico pênalti aos 28 minutos - convertido por Cristiano Ronaldo.

As duas equipes passaram a abusar das infrações na etapa final. O zagueiro Pepe recebeu dois cartões amarelos e acabou expulso. Na sequência, o defensor Galan fez falta violenta e deixou o Espanyol com 10 jogadores. Com maior espaço para jogar, o Real Madrid aproveitou um contra-ataque para ampliar o placar aos 34 minutos. Cristiano Ronaldo lançou Higuaín que, cara a cara com o goleiro, tocou no canto e marcou o segundo dos donos da casa. Na última chance da partida, aos 42 minutos, Benzema chutou forte da entrada da área e fez o terceiro.

Sevilla 1x1 Racing Santander
O Sevilla de Antonio Álvarez não consegue arrancar. Nesta rodada, teve a oportunidade de se reafirmar definitivamente e ganhar confiança com a liderança da Liga, afastando os seus fantasmas do começo da temporada. Porém, a chegada do outono parece não ter despertado a equipe de Nervión. Novamente, fez uma partida medíocre, que terminou com protestos do público no Pizjuán. O empate ante o Racing veio confirmar que em Nervión, a fórmula de Antonio Álvarez não funciona e está muito longe de funcionar. Não só por causa de seu esquema 4-5-1, mas porque os seus jogadores não estão bem. Sem Navas, sem um bom Luís Fabiano, sem Kanouté, sem Renato e com apenas rastros de Negredo, ganas e vontade, não se chega a lugar nenhum. O técnico sevillista está desesperado para que sua equipe não perca a cabeça, porém, basta um pequeno detalhe, um gol em contra, pra tudo sair da ordem planejada. E isso aconteceu depois do empate, quando o Sevilla se convertera num caos.

Cigarini, desaparecido, terminou de sumir, Zokora e Guarente não serviam para elaborar o jogo e as linhas estavam tão distantes entre si que era impossível que as bolas chegassem para Negredo ou Alfaro. As mudanças tampouco solucionaram a partida. José Carlos parecia estar jogando com pesos nos pés, pois sua lentidão foi inexplicável. Luís Fabiano apenas teve minutos. E assim, sem chegadas e sem demonstrar perigo, a partida foi se esgotando. E isso foi bom para o Sevilla, porque o Racing estava crescendo. E foi por isso que Antonio Alvarez ouviu a maior bronca da torcida, desde que chegou para treinar o time.

Barcelona 1x0 Sporting Gijón
Sem Lionel Messi, o Barcelona mostrou-se um time humano. Tudo bem que não é a partir de um jogo sem o gênio argentino que podemos fazem uma análise, mas, diante do Sporting Gijón, o Barcelona teve sério problemas para quebrar a bem postada defesa asturiana em campo. Ainda que contasse com incríveis 82% de posse de bola, o Barcelona não superou a retranca dos rojiblancos. O sérvio-espanhol Boján bem que se esforçou, mas não conseguiu produzir uma jogada de perigo. Quem mais assustou foi David Villa, com chutes que não exigiram muito esforço do goleiro Cuéllar. Sem ter tido nenhum risco defensivo na etapa inicial, Guardiola optou por, no intervalo, colocar o atacante Pedro no lugar do volante Keita. Deu certo. Logo aos 3min da segunda etapa, um passe excepcional do brasileiro Daniel Alves conseguiu desmontar a forte defesa do Sporting de Gijón e deixar David Villa na cara do gol; com tranquilidade, o atacante espanhol bateu cruzado e mandou para as redes, abrindo o placar e decretando a 50ª vitória do Barcelona de Guardiola no Camp Nou.

Valencia 1x1 Atlético de Madrid
No Mestalla, nova exibição de gala de De Gea. A partida prometia emoção com os únicos times considerados capazes de tirar o protagonismo de Real Madrid e Barcelona. E cumpriu a promessa. O jovem goleiro rojiblanco foi uma muralha novamente, assim como no confronto contra o Barcelona. Nos primeiros minutos, o Valencia pressionava em busca do primeiro gol e Áduriz quase abriu o placar. Mesmo muito aquém do que pode mostrar, o Atléti abriu o placar após falha de Maduro em lancamento de Forlán. O holandês não cortou a bola do uruguaio e ela sobrou para Antonio López rolar para Simão abrir o placar. Há sete anos sem ganhar no Mestalla, o Atlético de Madrid logo se viu numa enrascada e tentava segurar a pressão valenciana. Após ser infinitamente superior na segunda etapa, o Valencia logo chegou ao empate. Após persistência de Pablo Hernández, Mata cruzou e Áduriz meteu às redes para igualar o marcador. Uma curiosidade que assola a partida é que, nas últimas cinco temporadas, o perdedor do confronto direto entre as duas equipes é quem se classifica à Champions.

Athletic Bilbao 3x0 Mallorca
No San Mamés, um plácido Athletic Bilbao derrotou um Mallorca cada vez mais sem padrão de jogo por três a zero. Os leones chegaram para o duelo com quase que obrigação de ganhar uma equipe que vive em crise interna e perdeu os seus principais jogadores. Jogando bem com a bola nos pés e mostrando um futebol vistoso e envolvente, o Athletic Bilbao aproveitou a fragilidade da defesa roja - principalmente na bola aérea - para chegar ao resultado. Caparrós optou por mudanças no time titular e deu chances a Iturraspe, David López e Muniain, dando descanso a Orbaiz, Gurpegui e Gabilondo. Igor Martínez foi quem fez a dupla de ataque com Llorente, ocupando o posto do lesionado Toquero. Pelo lado bermellón, o uruguaio Gonzalo Castro, destaque do time, recuperou-se a tempo para a partida e foi titular, igual a Aouate, que voltou à portería bermellona após cumprir um Yom Kippur. Igor Martínez, substituto de Toquero, saiu de campo ovacionado pela torcida basca. E merecidamente: foi o melhor em campo e participou dos três gols da equipe. Ele sofreu o pênalti convertido por San José; começou a jogada do gol de Iñigo Pérez; e deu a assistência para o tento de David López.

Villarreal 1x0 Deportivo
Inspirado pela convocação à seleção brasileira, Nilmar marcou mais uma vez, tornou-se artilheiro da competição e, de quebra, garantiu mais uma vitória do Villarreal. Na primeira etapa, o Deportivo La Coruña deu bastante espaço para o time da casa dominar o meio-campo e tomar a iniciativa do jogo. Nilmar e Angel López se movimentaram bem e criaram boas chances de gol para o Submarino Amarelo. O gol do brasileiro, classificado pelo AS como uma genialidade foi no final da primeiro etapa. Ángel escapou marcação de Desmarets e cruzou para trás.Nilmar chegou nela, dominou e chutou cruzado. O brasileiro teve sorte, pois a bola bateu nas duas traves da meta defendida por Manu antes de ir para os fundos das redes. Na segunda etapa, o Deportivo tentou sair mais para o jogo, mas abriu espaço para o rival contra-atacar. Como aos 13min, quando Carzola foi derrubado na meia-lua. Rossi foi para cobrança e quase fez o segundo, mas a bola foi para fora. No final, o jogo ficou mais aberto, mas os erros dos atacantes impediram que saíssem mais gols.

Getafe 0x2 Málaga
E o Málaga segue convencendo. Após uma temporada na qual lutou até a última rodada contra o rebaixamento, a equipe andaluz, dirigida por Jesualdo Ferreira, parece ter encontrado seu futebol. O Málaga dominou os azulones com velocidade e ordem ofensiva. Antes da partida, esperava-se um duelo bem parelho, já que ambas as equipes encontravam-se em situação comoda na tabela. Nas rodadas anteriores, mostraram o que melhor e pior podem fazer. Os gols só saíram no segunda tempo, com Rondón, melhor em campo ao lado de Quincy, e Apoño.

Osasuna 3x1 Real Sociedad
No Reyno de Navarra, enfim o Osasuna venceu na temporada. Após sair atrás no marcador - gol de Tamudo -, o Osasuba tentou colocar uma pressão sobre o rival e alcançou o empate aos 38min, com Pandiani. Logo em seguida, aos 43min, Camunas marcou o segundo do Osasuna. Na segunda etapa, a vantagem ajudou o Osasuna a jogar melhor e a equipe não demorou para fazer o terceiro e selar a vitória, com Aranda.

Craques da Rodada
Nilmar (Villarreal)
Igor Martínez (Athletic Bilbao)
De Gea (Atlético de Madrid)
Aritz Áduriz (Valencia)

Escalação da rodada: De Gea (Atlético de Madrid); Iraola (Athetic Bilbao), Abraham Paz (Hércules), Ricardo Carvalho (Real Madrid), Capdevilla (Villarreal); Apoño (Málaga), Igor Martínez (Atlhetic Bilbao), Juanfran (Osasuna), Sergio (Levante); Áduriz (Valencia), Nilmar (Villarreal).

sábado, 7 de agosto de 2010

Balanço Final: Villarreal

É claro que se esperava mais de uma dupla interessante formada por Rossi e Nilmar, mas a nota ficou na média (reuters)
VILLARREAL

Técnicos: Ernesto Valverde e Juan Carlos Garrido
Competição europeia: Liga Europa (caiu na segunda fase)
Copa do Rei: caiu nas oitavas de final
Destaque: Diego López (goleiro)
Artilheiro: Nilmar (11 gols)
Nota da temporada: 6

Se fosse considerado o desempenho entre a 8ª e a 38ª rodada, o Villarreal teria se classificado para a Liga dos Campeões. Apresentou um time leve e que, depois de um tempo de adaptação, contou com uma interessante dupla formada por Rossi e Nilmar.

Os pilares do meio-campo – Cazorla e Marcos Senna – ficaram aquém do que vinham fazendo, sobretudo por problemas físicos. Mas o grande problema dos castellonenses foi a demora para engrenar sob o comando de Ernesto Valverde.

Na sétima rodada, o Submarino Amarillo estava em uma impensável última posição. Em um campeonato equilibrado, jogar sete rodadas pela janela é um erro irreversível.