Mostrando postagens com marcador Osasuna. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Osasuna. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Guia: Liga BBVA (parte 2)

Na segunda parte do nosso guia para a temporada feito em parceria com Pierre Andrade e Edgley Lemos, do site Futebol Espanhol, damos destaque a mais dez equipes que jogarão a Liga BBVA 2012/2011. Hoje, falaremos do atual campeão Real Madrid, que quebrou a hegemonia do Barcelona após três anos, além do Valencia, o "humano" mais forte, e da dupla andaluza Sevilla, incógnita total, e Málaga, abalado por uma crise interna e externa que durou o verão inteiro. A primeira parte você pode ler aqui. Boa leitura!

Málaga (Victor Mendes)
Cidade: Málaga, Andaluzia
Estádio: La Rosaleda
Em 2011/2012: 4º colocado
O cara: Isco Román (meio-campista, foto)
O treinador: Manuel Pellegrinni
A promessa: Juanmi (atacante)
Principal reforço: -
Principal perda: Santi Cazorla (meio-campista, Arsenal)
Objetivo: vaga em alguma competição europeia
Time base (4-2-3-1): Caballero; Jesus Gámez, Demichelis, Weligton, Monreal; Maresca, Toulalan; Joaquín, Isco, Portillo; Seba Fernández.

Maio de 2012. O Málaga derrota o Sporting Gijón no La Rosaleda por 1x0, gol de Rondón, e sacramenta a quarta vaga para a Uefa Champions League. Nenhum torcedor presente no estádio naquela festa histórica imaginaria que, menos de quatro meses depois, a situação seria dialmetralmente oposto àquela vivida em 2011/2012. Após um ano para firmar na história do clube, a entidade andaluza viveu um verão terrível: o sheikh Abdullah-Al Thani deixou de investir, chegou a, segundo fontes do El Desmarque, colocar o clube à venda, viu quatro jogadores denunciarem o clube à AFE por atraso no salários e, ainda por cima, foi acusado por Villarreal, Osasuna e River Plate por falta do pagamento das compras de Cazorla, Monreal e Buonanotte, respectivamente. A instituição feriu.

As saídas de Cazorla, Rondón e Mathijsen e a péssima pré-temporada é uma tragédia anunciada. Toulalan e Júlio Baptista, lesionados, serão reforços urgentes quando voltarem, mas Pellegrinni sabe o quanto farão falta neste início de temporada: daqui a uma semana, os blanquiazules encaram o Panathinaikos pelo jogo de ida da pré-UCL. O momento é tão ruim que não houve nenhuma aquisição no mercado. Atualmente, falta um zagueiro confiável, um criador de jogadas e um atacante com faro de gol, justamente onde os três que saíram se encaixam. Ou seja, não há alternativas a eles. Pensar em rebaixamento é exagero, mas o objetivo da equipe hoje é uma vaga na Liga Europa, pois está muito abaixo dos candidatos à Champions.

Mallorca (Edgley Lemos)
Cidade: Palma de Mallorca
Estádio: Iberostar
Em 2011/2012: 8º colocado
O cara: José Luís Martí (meio-campista, foto)
O treinador: Joaquín Caparrós
A promessa: Nsue (atacante)
Principal reforço: Antonio López (lateral-esquerdo, Atlético de Madrid)
Principal perda: Gonzalo Castro (meia-atacante, Real Sociedad)
Objetivo: meio da tabela
Time base (4-2-3-1): Aouate; Nsue, Nunes, Bigas, Antonio López; Martí, Javi Márquez; Pereira, Hemed, Alfaro; Víctor.

O Mallorca sofreu um grande êxodo de jogadores ao fim da última temporada: os três principais zagueiros da equipe (Ramis, Chico e Martí Crespí) foram embora. No meio-campo, Tissone, De Guzmán, Chori Castro e Sérgio Tejera deixaram o clube. E como se já não fosse o bastante, a crise econômica que assola a Espanha ainda dificulta as movimentações da equipe no mercado. Apesar da situação caótica, o presidente Serra Ferrer conseguiu contratar Antonio López, lateral esquerdo que estava no Atlético de Madrid, o atacante Arizmendi, vindo do Getafe, e o meio-campista Javi Márquez, cria das canteras do Espanyol. Ferrer ainda prometeu dois zagueiros e um atacante antes da estreia do clube no campeonato.

Caparrós está consciente de que o dinheiro está curtíssimo e de que terá um elenco enxuto para o resto da temporada, por isso improvisou o canterano Pedro Bigas na zaga junto com o lateral Nelson, durante a pré-temporada da equipe. Os torcedores esperam que ao menos se possa ficar no meio da tabela e não ter de passar a angustia de lutar contra o rebaixamento. Solidez e experiência são as palavras que definem a nova versão do Mallorca.

Osasuna (Edgley Lemos)
Cidade: Pamplona, Navarra
Estádio: Reyno de Navarra
Em 2011/2012: 7º
O cara: Puñal (meio-campo)
O treinador: José Luis Mendilíbar
A promessa: Sisi (meio-campo)
Principal reforço: Joseba Llorente (atacante, Real Sociedad)
Principal perda: Raul García (meio-campista, Atlético de Madrid)
Objetivo: Liga Europa
Time base (4-2-3-1): Fernández; Bertrán, Flaño, Rubén, Echaide; Nekounam, Puñal; Sisi, Cejudo, Armenteros; Kike Sola.

Há pelo menos duas temporadas o Osasuna vem fazendo temporadas de meio de tabela para cima. Um dos responsáveis por isso é o treinador Mendilíbar e o outro é o estádio Reyno de Navarra. O técnico faz bom trabalho com os rojillos, que têm um elenco limitado, mas que jogando em seus domínios são praticamente impossível de se bater. No entanto, para esta temporada, a equipe perdeu um dos elementos chave da equipe. Raul García retornou ao Atlético de Madrid, após o término de seu contrato de empréstimo. 

Para repor a saída do meio-campista o Osasuna trouxe Sisi, ex-meio-campo do Valladolid, e Armenteros, meia que estava no Rayo Vallecano. Para o ataque chegou Joseba Llorente, da Real Sociedad, atacante experiente e que pode até fazer dupla com Kike Sola, num 4-4-2. Mendilíbar dificilmente conseguirá substituir Raul García à altura, mas ao menos reforça bem o meio-campo e a defesa, para que a temporada seja tão sólida quanto à última. O objetivo é a Liga Europa, certamente, que escapou por pouco na última temporada.

Rayo Vallecano (Victor Mendes)
Cidade: Vallecas, Madrid
Estádio: Teresa Rivero
Em 2011/2012: 15º colocado
O cara: Javi Fuego (volante, foto)
O treinador: Paco Jémez
A promessa: José Manuel Alcañiz (zagueiro)
Principal reforço: Adrián (volante, Racing Santander)
Principal perda: Michu (meia-atacante, Swansea)
Objetivo: permanência na elite
Time base (4-2-3-1): Rubén; Tito, Amat, Gálvez, Casado; Javi Fuego, Adrián; Lass, José Carlos, Piti; Nicki Bille.

Paco Jémez estreia como treinador de um time de primeira divisão com a árdua tarefa de repetir o milagre que operou Sandoval na temporada passada, na qual o Rayo conseguiu a permanência na elite na última rodada graças a um gol de Tamudo no último piscar da bola. Agora, o buraco é mais embaixo: o elenco é inferior em relação ao que sofreu em 2011/2012 e várias peças-chaves saíram, como Diego Costa, Armenteros, Arribas, Movillas e Michu, principal jogador franjiroyo por dois anos. As continuidades de Javi Fuego e Lass, por outro lado, é a melhor notícia que Paco pôde receber no verão.

Em uma situação econômica delicada, o clube de Vallecas fez um mercado acessível. As contratações de Jordi Amat e Galvez darão segurança à zaga, enquanto Adrián e José Carlos oferecerão qualidades ao meio-campo. A referência é o problema. Sem Diego Costa e Michu, a diretoria fechou com Nickie Billie, que não é uma resposta à altura a perda da dupla. O elenco não é homogêneo, sem muitas opções, foi a pedra do sapato do Rayo na temporada passada e certamente irá voltar a incomodar. Paco, por exemplo, só conta com cinco jogadores à disposição para a defesa. 

Real Madrid (Edgley Lemos)
Cidade: Madrid
Estádio: Santiago Bernabéu
Em 2011/2012: campeão
O cara: Cristiano Ronaldo (meia-atacante, foto)
O treinador: José Mourinho
A promessa: Morata (atacante)
Principal reforço: -
Principal perda: -
Objetivo: título
Time base (4-2-3-1): Casillas; Arbeloa, Pepe, Sergio Ramos, Marcelo; Khedira, Xabi Alonso; Di María, Özil, Cristiano Ronaldo; Benzema.

Com o título da última temporada, o Real Madrid tem novamente a pressão sobre os ombros. Dessa vez o desafio é manter-se como campeão. Para isso, Mourinho manteve a base do time e se desfez apenas dos jogadores que “ocupavam espaço” no elenco. Pedro Léon, Gago e Altintop deixaram o clube. Dos três, apenas Gago ainda poderia ter chances no elenco, pois, se Khedira se lesionar, Lass sofre com problemas físicos e pode não estar em forma para substituí-lo à altura. Com a provável chegada de Modric, Sahin deve perder mais espaço e também seguir caminho longe de Madrid, mais próximo de Londres (Arsenal) ou Liverpool. Morata, atacante da base, foi promovido ao time principal e é bom ficar de olho, pois o jovem fez boa temporada pelo Real Madrid Castilla (que irá disputar a Liga Adelante) e deseja se firmar no elenco principal.

Mourinho tem consciência de que o título da Liga dos Campeões lhe escapou pelos dedos e que para voltar a competição com chances de ser campeão é preciso ter um time forte. O Real Madrid, junto ao Barcelona, é o time mais forte a disputar a Champions, então basta manter a base da última temporada e reforçar as posições carentes.  E a única posição carente é a lateral direita, que Mourinho delega a Arbeloa, seu jogador de confiança para a posição. O lateral se valorizou com o treinador após a Eurocopa e continua firma na equipe titular. Seu substituto é caseiro: o gajo teria se interessado pela ideia de efetivar Lass à posição após boas partidas do francês em 2011/2012. Com o elenco atual, o Madrid tem condições para ser novamente campeão espanhol e europeu nesta temporada.

Real Sociedad (Pierre Andrade)
Cidade: San Sebastián, País Basco
Estádio: Anoeta
Em 2011/2012: 12º colocado
O cara: Xabi Prieto (meio-campista)
O treinador: Philippe Montanier
A promessa: Rubén Pardo (meio-campista)
Principal reforço: Carlos Vela (meia-atacante, Arsenal)
Principal perda: Mikel Aranburu (aposentado)
Objetivo: Vaga na Liga Europa
Time base (4-2-3-1): Claudio Bravo; Carlos Martínez, Mikel González, Iñigo Pérez, José Ángel; Illarramendi, Zurutuza; Xabi Prieto, Carlos Vela, Griezmann; Agirretxe.

Com a base do time que encantou a Espanha no primeiro turno da La Liga, a Real Sociedad larga como uma das grandes apostas para temporada. Apresentando um futebol ofensivo e de qualidade no toque de bola, os comandados de Philippe Montanier esperam um ano mais estável, passando distante da zona de rebaixamento para a Liga Adelante. O ponto forte da equipe continuará sendo o meio de campo, liderado pelo experiente Xabi Prieto. Carlos Vela, contratado em definitivo junto ao Arsenal, e Agirretxe certamente levarão perigo às defesas adversárias. 

Outra aquisição importante do clube foi o lateral esquerdo José Angel, ex-Roma. Titular no time italiano, Ángel perdeu espaço com a saída de Luis Enrique e decidiu retornar ao seu país natal. Mesmo com essas contratações, se quiser almejar algo a mais do que o meio da tabela, os txuri-urdin terão que se preparar bem fisicamente para aguentar toda a temporada. Nos últimos anos, o time tem caído de rendimento na reta final, deixando escapar as chances de conquistar vagas nas competições européias.

Sevilla (Edgley Lemos)
Cidade: Sevilla, Andaluzia.
Estádio: Ramón Sánchez Pizjuán
Em 2011/2012: 9º colocado
O cara: Álvaro Negredo (atacante, foto)
O treinador: Michel
A promessa: Geoffrey Kondogbia (meio-campista)
Principal reforço: Diego López (goleiro, Villarreal)
Principal saída: Romaric (volante, Zaragoza)
Objetivo: vaga em uma competição europeia
Time base (4-4-2): Diego López; Cicinho, Botía, Spahic, Fernando Navarro; Trochowski, Medel, Jesus Navas, Perotti; Reyes, Negredo.

A instabilidade defensiva custou caro ao Sevilla na última temporada, por isso Del Nido deixou claro que reforçar bem a defesa era prioridade. Trouxe para a atual temporada o ótimo goleiro Diego López, proveniente do Villarreal. Chegaram, ainda, o zagueiro Botía, ex-Sporting Gijón, e o volante Maduro, vindo do Valencia. Além de Cicinho, ex-lateral direito do Palmeiras, que vem sendo chamado pela torcida de “novo Dani Alves”. No entanto, reforçar apenas a defesa não basta para o Sevilla, visto que o time sofre com a falta de um armador. 

Apesar de Rakitic ter muita qualidade, a última temporada foi tenebrosa. Por isso é importante, para o Sevilla, contratar alguém como opção ao croata. Michel, durante os amistosos de pré-temporada, ensaiou uma mudança no esquema tático da equipe para um 4-3-3, explorando as investidas de Návas e Reyes pelas pontas. A falta de um meio-campo armador, no entanto, deve pesar durante a temporada, caso Rakitic não atue bem. A realidade é outra em Nervión: pela primeira vez em oito anos, o Sevilla não irá disputar uma competição europeia.

Valencia (Pierre Andrade)
Cidade: Valencia
Estádio: Mestalla
Em 2011/2012: 3º colocado
O cara: Roberto Soldado (atacante, foto)
O treinador: Mauricio Pellegrino
A promessa: Paco Alcácer (atacante)
Principal reforço: Andrés Guardado (meio-campista, Deportivo)
Principal perda: Jordi Alba (lateral-esquerdo, Barcelona)
Objetivo: Vaga na Champions League
Time base (4-2-3-1): Guaita; João Pereira, Rami, Ricardo Costa, Mathieu; Gago, Banega; Feghouli, Jonas, Guardado; Soldado.

Campeão da “outra liga” de forma consecutiva desde a temporada 2009/10, o Valencia começa esta edição do campeonato tendo sofrido algumas mudanças em seu elenco. A principal delas é à saída de Unai Emery, técnico que ajudou o clube a consolidar-se no terceiro posto da tabela. Para o seu lugar, chega Mauricio Pellegrino. Ex-jogador do clube, El Flaco conta com a experiência de ter sido o auxiliar de Rafa Benítez no Liverpool e Internazionale de Milão, mas nunca dirigiu um time profissional.

Outra ausência que certamente será sentida é a de Jordi Alba. O lateral, revelação da Euro 2012, acertou sua ida para o Barcelona e deixou carente o lado esquerdo da defesa ché. Pro seu lugar, o clube chegou a acertar a contratação de Dídac Vilà, mas uma contusão grave no púbis fez o time desistir da transação. Dos que assinaram com o Valencia, ganham destaque o meia Guardado, ex-Deportivo, e o volante Fernando Gago, ex-Roma e Real Madrid. Além deles, Jonathan Vieira, que veio do Cádiz, e Paco Alcácer, prata da casa, demonstraram na pré-temporada uma ótima qualidade técnica e devem atuar durante o certame.

Valladolid (Victor Mendes)
Cidade: Valladolid, Castilla e Leão
Estádio: José Zorilla
Em 2011/2012: campeão dos play-offs da Liga Adelante
O cara: Javi Guerra (atacante, foto)
O treinador: Miroslav Djukic
A promessa: Javi Navas (meia-atacante)
Principal reforço: Rukavina (lateral-direito, 1860 Munich)
Principal perda: Nauzet (Las Palmas)
Objetivo: permanência na elite
Time base (4-2-3-1): Jaime; Rukavina, Marc Valiente, Rueda, Balenziaga; Álvaro Rubio, Víctor Pérez; Ebert, Óscar, Omar; Javi Guerra.

O vencedor dos play-offs de acesso da Liga Adelante foi a equipe que mais encantou durante a competição. O Valladolid conseguiu associar um futebol atrativo a uma defesa sólida (a melhor da Liga Adelante ao lado do Celta Vigo). Djukic já prometeu não mudar a filosofia que tanto deu certo na segundona no retorno à elite. O plantel renovado ajudará muito na briga contra o rebaixamento. As contratações são interessantes. Rukavina e Ebert, provenientes dos alemães Munich 1860 e Hertha Berlim, chegam para oferecerem qualidade às laterais. Apesar de atuar na lateral-direita, Rukavina tem sido testado na zaga nos amistosos de pré-temporada. Ebert, por outro lado, pode atuar também mais à frente, na linha de três. É provável que ele seja titular na extrema direita.

Se o Valladolid fizer o dever de casa no mercado e não mudar totalmente à primeira derrota, o 4-2-3-1 bem protegido e com Óscar armando as jogadas e Lolo impondo velocidade pela esquerda pode dar samba. Na frente, Javi Guerra é garantia de gol. O calendário prevê dificuldades nos cinco primeiros jogos: Zaragoza (fora), Levante (casa), Athletic Bilbao (f), Bétis (c) e Atlético de Madrid (f). Se, de fato, Djukic honrar as palavras, o Valladolid promete agradar os telespectadores nesta nova temporada.

Zaragoza (Pierre Andrade)
Cidade: Zaragoza, Aragão
Estádio: La Romareda
Em 2011/2012: 16º colocado
O cara: Roberto (goleiro, foto)
O treinador: Manolo Jimenez
A promessa: Jorge Ortí (atacante)
Principal reforço: Romaric (volante, Espanyol)
Principal perda: Lafita (atacante, Getafe)
Objetivo: permanência na elite
Time base (4-4-2): Roberto; Lanzaro, Loovens, Álvaro, Abraham; Apoño, Romaric, Edu Oriol, Montañes; Aranda, Helder Postiga.

Temporada nova, vida nova. Este será o lema do Zaragoza nesta edição do Campeonato Espanhol. Manolo Jimenez continuará no comando da equipe e não tinha como ser diferente. Quando assumiu o posto de treinador, substituindo Javier Aguirre, o Zaragoza se encontrava na última colocação da Liga. Jimenez conseguiu uma sequência de bons resultados, entre elas uma vitória contra o Athletic Bilbao por 2x0, e salvou a equipe do rebaixamento na última rodada.

Para esta temporada, a equipe tende a crescer tecnicamente com as contratações do zagueiro Álvaro Gonzalez, ex- Racing Santander, e do volante Romaric, que veio do Espanyol, mas que pertencia ao Sevilla. Outro que deve se destacar é o arqueiro Roberto, que conseguiu deixar de lado as más atuações e se firmou no gol maño, relegando ao banco o experiente Leo Franco. Aliado a isso, o clube ganhou 8 anos para quitar a dívida de €82 milhões e atualmente se encontra em uma situação financeira estável, o que deve garantir um ambiente mais leve para trabalhar.

Palpites para temporada
Victor Mendes
Campeão: Barcelona
Uefa Champions League: Barcelona, Real Madrid, Valencia e Atlético de Madrid
Liga Europa: Sevilla, Athletic Bilbao e Osasuna
Rebaixados: Rayo Vallecano, Granada e Celta Vigo
Copa do Rei: Real Madrid

Pierre Andrade
Campeão: Real Madrid
Uefa Champions League: Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid, Valencia
Liga Europa: Real Sociedad, Sevillae Athletic Bilbao
Rebaixados: Valladolid, Rayo Vallecano, Bétis
Copa do Rei: Real Madrid

Edgley Lemos 
Campeão: Barcelona
Uefa Champions League: Barcelona, Real Madrid, Sevilla e Atlético de Madrid
Liga Europa: Valencia, Getafe e Athletic Bilbao
Rebaixados: Mallorca, Rayo Vallecano e Granada
Copa do Rei: Real Madrid

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Balanço Final: Análise da temporada (primeira parte)

 Cristiano Ronaldo dá o ok: ele foi a estrela do Real Madrid campeão da Liga Espanhola (getty images)

Real Madrid x Barcelona, Barcelona x Real Madrid. O Campeonato Espanhol tem se limitado a isso nas últimas quatro temporadas. Ainda assim, a temporada 2011/12 teve suas novidades. Primeiro, que o vencedor do duelo entre os dois gigantes não foi catalão. Segundo, porque o segundo pelotão da Espanha mostrou força. Se não o fez em La Liga, usou a Liga Europa para tal. Valencia, Atlético de Madrid e Athletic Bilbao chegaram às semifinais da segunda competição de clubes do continente, sendo que os dois últimos decidiram o título. E, na parte de baixo da tabela, o que parecia uma luta que se definiria rapidamente viu mudanças de última hora, com um gol no último minuto da última rodada rebaixando uma das principais forças do país desde a virada do século.

REAL MADRID
Classificação: campeão (vaga na Liga dos Campeões)
Copa nacional: quartas de final
Copas europeias: Liga dos Campeões (semifinais)
Destaque: Cristiano Ronaldo (foto, Getty Images)
Revelação: nenhuma
Decepção: Kaká
Nota da temporada: 8,5
O Real Madrid só se sentirá plenamente satisfeito quando voltar a conquistar a Liga dos Campeões. Aí, a torcida terá certeza que o clube atingiu seu potencial, que o dinheiro investido realmente deu retorno. Mas, tirando o fato de a LC ter ido para Londres, a temporada 2011/12 foi muito positiva para os merengues. O clube recuperou o título espanhol e, melhor ainda, mostrando autoridade e superioridade diante do Barcelona. Só o fato de ter deixado o grande rival para trás já legitima o trabalho de José Mourinho, e dá confiança para o trabalho seguir seu curso natural em Chamartín.

BARCELONA
Classificação: vice-campeão (vaga na Liga dos Campeões)
Copa nacional: campeão
Copas europeias: Liga dos Campeões (semifinais)
Destaque: Lionel Messi (foto, Getty Images)
Revelação:
Decepção: Pedro Rodríguez
Nota da temporada: 7
O Barcelona caiu na Liga dos Campeões por uma fatalidade (Messi perdeu um pênalti) e levou a Copa do Rei, mas a temporada termina com um sabor amargo no Camp Nou. O Barcelona deu sinais de desmotivação durante o Campeonato Espanhol, perdendo pontos bobos por falta de concentração. Além disso, mostrou vulnerabilidade no jogo de volta contra o Real Madrid e um raro descontrole emocional contra o Chelsea, sobretudo no jogo de volta das semifinais da LC. Para completar o ano ruim (na verdade, um ano “menos bom”), o técnico Pep Guardiola anunciou que não ficará em Les Corts. O clima não termina bom, e há uma expectativa de que a próxima temporada será mais turbulenta.

VALENCIA
Classificação: 3º (vaga na Liga dos Campeões)
Copa nacional: semifinais
Copas europeias: Liga dos Campeões (fase de grupos) e Liga Europa (semifinais)
Destaque: Roberto Soldado (foto, Getty Images)
Revelação: Bernat
Decepção: Dani Parejo
Nota da temporada: 7
Não foi bom, mas não foi ruim. O Valencia ficou no quase em boa parte da temporada. No Campeonato Espanhol, despontou como terceiro colocado com folga, mas teve uma série de maus resultados que obrigou o time a suar nas rodadas finais para evitar o vexame de perder uma vaga ganha na Liga dos Campeões. Na Liga dos Campeões, só foi eliminado na última rodada da fase de grupos (perdendo para o Chelsea, que se tornaria campeão). Na Copa do Rei, deu muito trabalho ao Barcelona (que também se tornaria campeão) e, na Liga Europa, caiu nas semifinais para o Atlético de Madrid (que, adivinha!, também se tornaria campeão). Tecnicamente, também foi um time que ficou no quase. A dupla de ataque (Jonas e Soldado) funcionou muito bem. A defesa teve seus bons momentos. O problema é que o meio-campo se ressentiu da temporada fraca de Pablo Hernández e não deu o dinamismo que o time precisou em alguns momentos. Nas más fases, até o cargo do técnico Unai Emery foi contestado pela torcida, mas é um time com boa estrutura para o futuro.

MÁLAGA
Classificação: 4º (vaga na Liga dos Campeões)
Copa nacional: oitavas de final
Copas europeias: não disputou
Destaque: Santiago Cazorla (foto, Getty Images)
Revelação: José Récio
Decepção: Diego Buonanotte
Nota da temporada: 7,5
Pelo dinheiro gasto pelos donos catarianos, o mínimo que se exigia do Málaga era classificar para a Liga dos Campeões. Bem, o objetivo foi cumprido e a nota 7,5 se deve muito a isso. Mas não é um time brilhante, que jogue um futebol proporcional ao dinheiro que custou. O ataque é econômico, mas se virou bem com as bolas paradas de Cazorla (9 gols direto, 4 assistências) e o oportunismo de Rondón (11 gols, 4 assistências). A dupla compensou a baixa produtividade de jogadores como Julio Baptista e Ruud van Nilstelrooy e a própria falta de motivação de veteranos contratados apenas pela grife. A própria vaga na LC só chegou devido ao bom aproveitamento em casa (só Barcelona e Real Madrid foram melhores) e à perda de foco de Atlético de Madrid e Athletic Bilbao devido à Liga Europa.

ATLÉTICO DE MADRID
Classificação: 5º (vaga na Liga Europa)
Copa nacional: quarta fase (1/32 de final)
Copas europeias: Liga Europa (campeão)
Destaque: Radamel Falcao García (foto, Reuters)
Revelação: Thibaut Courtois
Decepção: Silvio
Nota da temporada: 8
Nenhuma equipe foi tão instável na temporada espanhola. O Atlético de Madrid teve altos e baixos muito agudos, o que dificulta uma avaliação muito clara do que o time fez durante nos últimos 12 meses. O ataque dependeu demais de Adrián e Diego na armação e Falcao García na finalização. Na defesa, os colchoneros sofreram na primeira metade do campeonato, quando Gregorio Manzano não estabelecia seu quarteto titular. Com a entrada de Diego Simeone, a linha Juanfran-Miranda-Godín-Filipe Luís se consolidou, a produção defensiva aumentou consideravelmente e a equipe cresceu como um todo. Aí veio a arrancada que levou ao título da Liga Europa e quase a uma vaga na Liga dos Campeões. No final, o saldo é positivo, ainda que seria melhor se não tivesse perdido tempo na primeira metade da temporada.

LEVANTE
Classificação: 6º (vaga na Liga Europa)
Copa nacional: quartas de final
Copas europeias: não disputou
Destaque: Barkero (foto, Mundo Deportivo)
Revelação: Nabil El Zhar
Decepção: Asier del Horno
Nota da temporada: 8,5
Nenhum clube espanhol superou mais as expectativas iniciais que o Levante. O segundo clube de Valência deu uma arrancada nas rodadas iniciais, bateu o Real Madrid, e chegou a ocupar a liderança. Claro que não aguentou muito tempo, mas teve fôlego para brigar por uma vaga na Liga dos Campeões até a última rodada. E tudo isso com um time velho: dos 15 jogadores que mais atuaram na temporada, dez tinham mais de 30 anos. Um fato notável, de uma equipe tecnicamente fraca, mas que soube se montar em torno de uma defesa aguerrida.

OSASUNA
Classificação: 7º
Copa nacional: oitavas de final
Copas europeias: não disputou
Destaque: Álvaro Cejudo (foto, El País)
Revelação: Ibrahima Baldé
Decepção: Damiá
Nota da temporada: 6,5
Faltou uma pincelada de técnica. O Osasuna é uma equipe muito aguerrida, que consegue bons resultados em casa (apenas Real Madrid e Barcelona perderam menos como mandante) e sempre fica no meio da tabela. Mas, quando precisa de um pouco mais de talento para brigar por uma vaga em competições europeias, fica pelo caminho. É um time de jogo pesado e lento, que precisa de mais dinamismo em alguns momentos. Mas, quando pode colocar a partida em seus termos, tem bons resultados. Curiosidade: os navarros foram os últimos do Campeonato Espanhol em aproveitamento de passes (67,1%, menos até que o Racing de Santander), mas o primeiro em vitórias nos duelos pelo alto (18,6 por jogo).

MALLORCA
Classificação: 8º
Copa nacional: quartas de final
Copas europeias: não disputou
Destaque: Gonzalo Castro (foto, Bermellones)
Revelação: Pedro Bigas
Decepção: Akihiro Ienaga
Nota da temporada: 7
Equipe que fez campanha discreta, praticamente se instalando no meio da tabela. Não fez nada de notável, até vencer quatro jogos seguidos na reta final e, de repente, se colocar na briga por um lugar na Liga Europa. Não teve sucesso, mas já foi muito para um time de elenco enxuto e pouco talento. O brilho ficou com a defesa, a quinta melhor do campeonato, que segurou a onda de um ataque pouco produtivo (o sexto pior).

SEVILLA
Classificação: 9º
Copa nacional: oitavas de final
Copas europeias: Liga Europa (fase preliminar)
Destaque: Jesús Navas (foto, Getty Images)
Revelação: Antonio Luna
Decepção: José Antonio Reyes
Nota da temporada: 5
Já foi um time empolgante e brilhante, mas o Sevilla de hoje é um arremedo do bicampeão da Copa da Uefa no final da década passada. A equipe é burocrática e joga sem a confiança e a motivação de quem se considera capaz de brigar por um lugar na Liga dos Campeões. Além disso, há tempos não apresenta um talento que empolgue pelo potencial. A aposta em Reyes não funcionou, Kanouté foi inoperante e nunca pareceu um candidato viável às primeiras posições, mesmo quando a pontuação permitira sonhar.

ATHLETIC BILBAO
Classificação: 10º
Copa nacional: vice-campeão (vaga na Liga Europa)
Copas europeias: Liga Europa (vice-campeão)
Destaque: Fernando Llorente (foto, Getty Images)
Revelação: Ibai Gómez
Decepção: Carlos Gupergui
Nota da temporada: 7
Foi o terceiro time do campeonato em posse de bola e o quarto em acerto de passes. Foi também o clube que recebeu menos cartões vermelhos, apenas dois (empatado com Mallorca, Rayo Vallecano e Granada). É uma equipe que joga bonito, e se orgulha disso. Ainda assim, a classificação final não mostra isso. O Athletic de futebol vistoso e envolvente que Marcelo Bielsa montou, que teve jovens de talento como Muniain ganhando mais espaço no cenário internacional, que bateu o Manchester United duas vezes, só apareceu no Campeonato Espanhol em poucos momentos. Compreensível. Com um elenco enxuto, o técnico argentino teve de priorizar as competições no calendário. Preferiu as que o Athletic tinha chance de título (Liga Europa e Copa do Rei, foi vice em ambas) e deixou o segundo turno do Espanholão em segundo plano. As chances de classificação para a Liga dos Campeões, um objetivo viável, se perdeu. Mas é um grupo de futuro.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Do inferno ao paraíso?

Foi com um triunfo ante o Barcelona de Guardiola que Mendilibar comemorou 1 ano à frente do Osasuna (La Vanguardia)

José Luis Mendilibar mudou o rumo do Osasuna. No sábado passado, completo 1 ano no comando técnico da equipe navarra em alto estilo. A vitória contra o Barcelona por 3 x 2 foi o melhor presente que o treinador poderia receber de seus comandados. O balanço, 1 ano depois de chegar no Reyno de Navarra, é positivo. Em 2010/2011, recebeu das mãos de José Antonio Camacho uma equipe fadada ao rebaixamento, na 19ª colocação. A crise interna afetava o desempenho no campo e os rojillos não iam para frente. À época, curiosamente, foi o Osasuna de Camacho que, em meio à crise, derrotou o Real Madrid de José Mourinho e praticamente tirou os merengues das possibilidades de título. Na atual temporada, foi o Barcelona que sofreu.

Quando estreou perante o Espanyol, Mendilibar começava uma caminhada que nem os mais otimistas torcedores do Osasuna sonhava como prosseguiria. O retumbante 4 x 0 no Espanyol deixou claro que mudanças de ares viriam pela frente. Durante a temporada, o excesso de veteranos no Reyno de Navarra foi danoso ao futebol da equipe, muito burocrático. No entanto, isso se transformou em virtude na reta final, quando tranquilidade e experiência foram necessários para sair do pelotão de baixo da tabela. É um clube que mostrou terpersonalidade e estilo, mas precisava se renovar um pouco.

Mendilibar sabe como trabalhar com um elenco limitado. O clube sempre se virou bem com elencos experientes, muita raça e bons resultados no alçapão do Reyno de Navarra. No mercado de verão, entretanto, os navarros se desfizeram de sua base, sem reposição à altura. O quarteto Puñal, Nekounam, Ricardo e Flaño garantem um mínimo de continuidade, mas, dos reforços, só o jovem atacante belga Lamah e o volante Raúl García (de volta a Pamplona, onde teve seus melhores momentos) pintavam como bons nomes.

O Osasuna é um time que raramente decepciona a torcida. Entrega o que promete: um jogo duro, pouco fantasioso, mas de raça e competitividade. É uma equipe que não joga bonito, e costuma ainda enfeiar o jogo do adversário. Mas é isso o que o torcedor basco exige de seus times, e os navarros não fogem disso. A dupla de volantes Nekounam e Raúl García tem sido brilhante dentro de suas limitações. O senegalês Baldé é um bom coadjuvante. A vitória contra o Barcelona evidenciou todas as características da equipe. Saíram mordidos e atacaram o Barcelona. Os dois gols em 22 minutos é um exemplo. O Osasuna foi superior em toda a partida.

Méritos de Mendilibar. O treinador já tirou a equipe do inferno. O próximo passo é levar ao paraíso. A tarefa é bastante árdua, mas a Osasuna vai batalhar. A 1 ponto do Levante, aproveitou a rodada favorável. As próximas cinco rodadas servirão como prova de maturidade. Sevilla, Granada, Mallorca, Zaragoza e Athletic Bilbao são equipes que estão crescendo no desempenho e pretendem complicar para os rojos. Todos precisam pontuar para seguirem vivos nas suas respectivas missões. O Sevilla disputa uma vaga na Liga Europa; Mallorca, Zaragoza e Granada brigam contra o rebaixamento; e o Athletic Bilbao briga por algo em comum ao Osasuna: a Champions League. Chegar no confronto contra os leones ainda na caça ao quarto colocado é o que quer Mendilibar. O clássico regional ganha um fator extra pelo fato de estar em jogo uma vaga na principal competição europeia.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

5ª rodada: Reerguendo-se

Nilmar dribla Aouate, antes de chutar para o gol vazio e sacramentar a (primeira) vitória do Villarreal. Garrido continua pressionado, mas pode respirar um pouco (AS)

Villarreal 2x0 Mallorca
Juan Carlos Garrido conseguiu respirar. Após entrar em campo pressionado pelos péssimo resultados obtidos nos últimos jogos, sobretudo no último final de semana (derrota para o fraco Granada), o Villarreal enfim chegou à sua primeira vitória na Liga Espanhola. Contra o Mallorca, o treinador não inventou: escalou o óbvio (meio-campo com Bruno, Borja Valero, Cani e De Guzmán) e resolveu parar de improvisar Marchena na volância. Na frente, Rossi e Nilmar fizeram o que todos os torcedores amarillos esperam deles: gols. Apesar de ainda estar pressionado, Garrido valorizou muito a vitória: "foram três pontos importantes", disse após o jogo.

Apesar da vitória, o Villarreal passou perto de complicar uma partida que já estava em suas mãos. Nos minutos finais, diminuiu o ritmo da partida e passou a chamar mais o Mallorca para seu campo de defesa. Esperto, Laudrup percebeu isso e sacou Alfaro para colocar Tissone, trocando o módulo do Mallorca para um 4-3-3 bastante ofensivo. Contudo, já era demasiado tarde para os bermellones conseguirem uma reação e o Villarreal confirmou a vitória. A vitória foi a primeira no El Madrigal após quatro meses. Enquanto Garrido respira, Laudrup começa a ficar com as cordas entre o pescoço. O Mallorca chegou ao terceiro jogo sem vitória e pode terminar a rodada na zona de rebaixamento. O ataque não funciona: marcou apenas um gol em quatro jogos.

Real Sociedad 1x0 Granada
Após poupar alguns jogadores no último final de semana e perder a invencibilidade no campeonato espanhol, Philippe Montanier foi com força total encarar o Granada e voltou a somar três pontos. Em um jogo bastante movimentado, Estrada decidiu a partida após um belo chute, sem chances para Roberto. Illarramendi continua sendo uma grata surpresa: o canterano dominou o meio-campo rojiblanco e participou de quase todas as jogadas ofensivas da equipe blanquiazul. Mariga, seu companheiro na volância, também atuou muito bem: soberbo, mostrou grande contudência defensiva ao roubar muitas bolas no meio.

O Granada fez uma boa partida, mas pecou por desperdiças muitas oportunidades. Só no primeiro tempo, quando jogou melhor que a Real, foram três, ora por defesas de Bravo, ora por chutes mal dados de seus jogadores. Faltou mais participação de Uche. Autor do gol na vitória contra o Villarreal, o nigeriano passou despercebido durante os minutos no qual esteve em campo e foi incapaz de rematar às redes do goleiro basco. Os rojiblancos foram uma das equipes que demonstraram o futebol mais belo da Liga Adelante passada, entretanto falta ser mais incisivo na primeira divisão. Dani Benítez, destaque da equipe na temporada passada, ainda não mostrou a que veio.

Osasuna 0x0 Sevilla
A redenção do Osasuna ficou no quase. Melhor em campo durante os noventa minutos, os rojones, além de não conseguirem marcar nas redes de Javi Varas, ainda lamentaram-se de não ter um pênalti assinalado, quando Perotti colocou claramente a mão esquerda na bola. O dia foi dos extremos: Cejudo, pelo lado do Osasuna, e Jesus Navas, pelo lado sevilistas, foram os melhores em campo. Em compensação, os atacantes não brilharam. Após começar a Liga muito bem, Negredo voltou a ter uma atuação abaixo da média e não foi uma referência nas jogadas ofensivas nervionenses. Kike Sola e Nino, pelo lado navarro, também não foram muito bem.

Apesar de ter sido pressionado o jogo inteiro, a zaga sevillista mostrou segurança. Spahic, novamente, voltou a justificar os milhões pagos pela diretoria rojiblanca. Marcelino Toral, após acenar com a possibilidade da improvisação do croata, voltou a mandá-lo à sua posição original. Esse Sevilla contraditório, de bons números e pobres sensações, ainda tem muitas deficiências. A equipe é estática demais, se posiciona mal às vezes e ocupa de maneira deficiente os espaços do campo durante a partida. Porém, nem tudo está ruim, e não pode estar, já que ganhou duas partidas e empatou uma. O Sevilla não anda bem, mas ganha e soma pontos. E também ganha tempo para trabalhar e melhorar, pois isso faz falta.

domingo, 18 de setembro de 2011

4ª rodada: Crise? Que crise?

"Oito basta?", foi o título, irônico, da capa do Diário Sport de hoje. Barcelona humilha Osasuna no Camp Nou e espanta a "crise" (getty images)

Barcelona 8x0 Osasuna
Ao longo da semana, após o empate do Barcelona contra o Milan, muito se falou que uma mini crise havia se instalado no Camp Nou. Declarações de Guardiola na sexta-feira, dizendo que, na atual temporada, o natural é que sua equipe não brigue mais por títulos só ratificou essa tese. Ontem, entretanto, o Barcelona calou os críticos e espantou qualquer tipo de crise - se é que existia: humilhou o Osasuna no Camp Nou, onde não marcava oito gols desde 1996/1997. Sem Iniesta e com Pedro no banco, Guardiola voltou a utilizar o 3-4-3, com Daniel Alves como ala e Fábregas e Thiago juntos na linha de quatro.

A defesa barcelonista, nos primeiros minutos, novamente voltou a jogar muito adiantada, mas o Osasuna, que sente muito a falta de Aranda e Pandiani, não levou muito perigo às redes de Víctor Valdés. O primeiro gol de Messi, marcado após boa jogada trabalhada, acabou com qualquer pretensão do Osasuna de vencer a partida: a partir daí, o Barcelona dominou por completo a partida, chegou a ter 85% da posse de bola e marcou mais quatro vezes na primeira etapa. Apesar do triplete de Messi, que chegou a cinco gols e empatou com Soldado no Pichichi (já são nove gols na temporada e sete assistências), e do doblete de Villa, o capítulo à parte da vitória fica com Cesc Fábregas. Autor de um gol e uma assistência, o catalão voltou a justificar a contratação e mostrou que valeu cada milhão dos 40 milhões de euros pagos ao Arsenal.

Derrotado, o Osasuna chegou a pensar que poderia sair da vitória no Camp Nou. Contudo, após a humilhação, Mendillibar, treinador rojo, deu uma curiosa declaração: "fomos enganados pela falsa crise do Barcelona". Aranda e Pandiani continuam fazendo falta: com o 4-1-4-1, Nino fica muito isolado e pouco pega na bola, pois não se movimenta com muita contundência. Neokunam, que ficou de fora por lesão, também fez falta.

Sporting Gijón 0x1 Valencia
Ao menos que Bétis e Real Madrid vençam Athletic Bilbao e Levante, hoje respectivamente, o Valencia é, momentâneamente, o líder da Liga BBVA com 100% de aproveitamento. Em uma grande partida no El Molinón, os chés venceram pelo placar mínimo o Sporting Gijón e vai bastante confiante para a partidaça de quarta-feira contra o Barcelona, no Mestalla, para tentar a manuntenção da liderança. O gol, claro, foi marcado por Soldado: foi o quinto na Liga do Pichichi do torneio ao lado de Messi. Para o jogaço de quarta, o atacante é dúvida: após dividir com Juan Pablo, deu, aparentemente, uma torcida no tornozelo e logo pediu substituição.

Outro grande nome do duelo foi Guaita: fechou o gol blanquinegro e fez, pelo menos, três defesas substanciais para a vitória ché. Soldado, em grande fase, parece não ter rival por um lugar no ataque valencianista. Jonas, que seria um dos "rivais" do canterano do Real Madrid, já nem joga como um centroavante. Contra o Sporting Gijón, jogou mais recuado do que de costume, centralizado na linha de três. Derrotado, o Sporting Gijón continua com nenhum ponto e vai tirando a paciência de sua torcida. Vaiado após o jogo, os jogadores rojiblancos saíram de campo em silêncio e não deram nenhuma entrevista após o jogo. Preciado, treinador do Sporting, pediu, novamente, paciência. Até quando fará isso?

Sevilla 1x0 Real Sociedad
Kanouté foi a maior incógnita do Sevilla no mercado, mas resolveu continuar no clube. O malinês, ontem, chegou à sua centésima vitória na Liga BBVA em alto estilo: foi o autor do único gol do Sevilla na partida e saiu de campo ovacionado pela torcida andaluza. Marcelino parece a cada jogo estar achando o módulo certo para este Sevilla. Contra a Real Sociedad, "ousou" ao jogar com dois volantes defensivos (Spahic, improvisado, e Medel), mas a tática deu certo: leões, os dois anularam qualquer tipo de jogada ofensiva dos donostiarras na partida.

Sensação deste início de temporada, a Real Sociedad foi freada. Philippe Montánier, que vinha sendo bastante elogiado pela imprensa espanhola, deixou a desejar na escalação: estranhamente, resolveu deixar Illarramendi e Agirretxe, destaques da equipes nos primeiros jogo, no banco. Ifrán, que jogou no lugar do atacante, foi muito mal na partida e perdeu pontos com o treinador. Após a excelente atuação frente ao Barcelona, a Real Sociedad desempenhou um futebol fraco no Ramón Sánchez Pizjuan.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

2ª rodada: Um triplete para começar

Cristiano Ronaldo começa a Liga BBVA do jeito que encerrou a última: marcando gols (reuters)

Na última temporada, Cristiano Ronaldo encerrou uma Liga BBVA de ouro: com 40 gols, tornou-se o maior artilheiro de uma única edição da primeira divisão espanhola. Ontem, na estreia do Real Madrid na nova temporada da la liga, o gajo mostrou que está no mesmo ritmo com o qual terminou o campeonato passado: com um triplete, comandou os merengues à goleada no La Romareda frente ao Zaragoza e, de praxe, assumiu a artilharia ao lado de Soldado, que havia dado show no dia anterior.

Os jogos de domingo também marcaram a primeira polêmica. No Iberostar, o Mallorca venceu o Espanyol com um gol irregular de De Guzmán. Nos novos horários de domingo, os Atléticos decepcionaram: enquanto o Atlético de Madrid sentiu a falta de um atacante de ofício e não passou do zero com o Osasuna, o Athletic Bilbao ficou no 1 a 1 em plena Catedral com o Rayo Vallecano. A expectativa ficou pela estreia do novo Málaga. Entretanto, decepcionados estão aqueles que esperavam uma vitória: contra o rival andaluz do Sevilla, os blanquiazules sucumbiram diante de um inspirado Negredo e perderam por 2 a 1.

Confira, abaixo, a segunda parte do resumo da segunda rodada da liga bbva.

Zaragoza 0x6 Real Madrid
Real Mouravilla. O apelido dado pelo AS após a exibição de gala dos merengues na goleada no La Romareda faz todo o sentido: o Real Madrid de José Mourinho joga bonito e é um dos mais goleadores dos últimos anos. Na temporada passada foram 102 na Liga BBVA - 127 ao total -, enquanto que, na atual, os blancos começam a todo o vapor. O Real Madrid de ontem lembrou um pouco o da gestão de Vicente Del Bosque. Pelo menos nos números: foram 114 jogadas ofensivas, com 490 passes certos e incríveis 39 (!) chutes a gol. Ao Zaragoza, restou se lamentar: para uma equipe que contratou bem no mercado, o trator blanco passou por cima sem piedade. Os aragoneses chutaram apenas seis vezes ao gol.

Cristiano Ronaldo não foi o único destaque merengue na partida. Özil e Benzema não marcaram, mas foram os condutores do Real na partida. O turco-alemão foi essencial à medida em que o Real Madrid precisava de seu futebol. Quando o jogo estava zero a zero, enfiou uma bola na medida para Ronaldo abrir o placar. Depois, conduziu com maestria o jogo. O ex-merengue Guti se derreteu de elogio ao novo camisa: "ele é o verdadeiro craque do time", afirmou em sua conta no twitter. O francês, por sua vez, está a cada jogo deixando de lado a figura de preguiçoso. Onipresente, sufocou muito a saída de bola maña na partida. O artilheiro da equipe na pré-temporada, contudo, não balançou as redes. Mas o protagonismo é todo do camisa sete: com os três de ontem, chegou aos 103 com a camisa merengue, sendo 70 na liga espanhola. E isso tudo, vale lembrar, com apenas três temporadas em Chamartin.

Leia o relato do jogo e veja os gols aqui.

Athletic Bilbao 1x1 Rayo Vallecano
Na estreia de Josu Urrutia e Raúl Martín Presa na presidência de Athletic Bilbao e Rayo Vallecano, respectivamente, o resultado não agradou muito o novo presidente basco. Por outro lado, Presa não tem outro motivo para não estar feliz: no regresso do Rayo Vallecano à primeira divisão, os rojiblancos conseguiram arrancar um ponto em um dos campos mais difíceis da Espanha. Coopero, os franjiroyos foram sufocados durante boa parte dos noventa minutos, mas conseguiram achar um gol com Movilla. Ironicamente, o tento do meio-campista veio sete minutos após o gol marcado por Iturraspe. Notícia que animou o treinador Ramón Sandoval foi a boa partida do jovem Lass. Ainda que seja um jogador com ficha de filial, o ganês demonstrou que está à disposição do treinador e pode gozar de mais minutos na temporada. Sua entrada em campo coincidiu com a reação e o empate do Rayo na Catedral.

Marcelo Bielsa, por sua vez, tem uma coisa do que reclamar: a péssima conclusão de seus comandados na hora de finalizar as jogadas. Foram 14 chutes a gol, onde desses apenas nove foram em direção às redes de Dani. Muniain segue em uma grande fase e é, por enquanto, o jogador que mais tem crescido desde a chegada do chileno ao cargo técnico do Athletic. Susaeta, jogando pelo flanco direito, dessa vez não foi bem, assim como Ander Herrera, tímido em sua estreia. Principal jogador da criação rojiblanca, Ander Herrera atuou em uma posição diferente da que está acostumado a jogar. No suporte a Llorente, o jovem passou em branco.

Sevilla 2x1 Málaga
O Sevilla do primeiro tempo agradou muitíssimo. É verdade que tudo ficou fácil de cara com o gol de Negredo na primeira jogada da partida, com a defesa defendendo com ordem e que o meio de campo não teve muitos problemas para dominar seus visitantes. Medel chegava em tudo e Trochowski tinha mais posse de bola do que teve contra o Hannover. No ataque, Navas era um pesadelo para Eliseu, e Perotti enfrentava Gámez. Só Manu Del Moral estava um pouco apagado, o que contrastava com a inspiração de Negredo, iluminado. O madrilenho marcou o um a zero de cabeça, depois de uma cortesia de Navas. Depois, colocou a bola ao lado da trave, disparou duas vezes, assustou Willy Caballero e marcou o dois a zero depois de um repertório amplo de finalizações e tabelas com os seus companheiros, recebendo um passe de Perotti e colocando no gol, sem necessidade de parar a bola. Ele sozinho fez a partida ficar tranqüila para o Sevilla e fez com que as dúvidas aparecessem para um desacertado Málaga.

O Málaga teve a posse de bola; porém, não causava danos. Armado no 4-2-3-1, Toulalan e Apoño não geraram jogo. Bateram cabeça durante boa parte dos noventa minutos e deixaram o Málaga, na maior parte do jogo, sem criação. Joaquin e Cazorla saíram-se bem. O ex-Villarreal deixou sua marca com extrema categoria após boa cobrança de falta. Julio Baptista, é verdade, fez falta. Semo brasileiro, Pelegrinni optou por uma estranha recuada de Rondón para o centro da linha de três. Outra estranha opção do chileno foi a improvisação de Eliseu na lateral esquerda ao invés de Monreal, contratado no verão. Os rojiblancos deram a volta por cima após a eliminação na Liga Europa. Agora, com Perotti e Negredo iluminados, o Sevilla tem quinze dias para recuperar Rakitic e se rearmar com mais uma contratação.

Atlético de Madrid 0x0 Osasuna
Ainda sem Falcão, que não jogou devido a falta de um documento obrigatório para a inscrição na LFP, o Atlético de Madrid sentiu a falta de um centroavante de ofício e não passou de um empate insonso contra o Osasuna no novo horário da RFEF. O sol do meio-dia desgastou um pouco a equipe comandada por Gregório Manzano, que reclamou após o jogo do novo horário, marcado para atingir o mercado asiático. O domínio rojiblanco foi total. O meio-campo formado por Mário Suárez, Gabi e Tiago dominou por completo a partida, mas faltava um algo a mais.

Como bem disse Leandro Colares, "o Atlético dependia basicamente de uma jogada: as infiltrações em velocidade de Reyes. Fora isso, o repertório da equipe era limitado. Apesar da posse de bola, o 4-3-1-2 de Gregorio Manzano não funcionava. A ineficiência do esquema se justificava principalmente pela configuração de seu meio-campo. Os volantes-meias Tiago e Gabi têm pouca capacidade de armação, e raramente chegam ao ataque. Como conseqüência, Reyes ficava sobrecarregado na armação – função onde não se adapta tão bem – e o time criava pouco." Ontem, Reyes jogou à Messi no Barcelona e mostrou para Manzano que ali não é seu lugar. Se o treinador ainda não tinha justificativa para jogar no 4-3-3, o tem após a estreia.

Mallorca 1x0 Getafe
A primeira polêmica referente a arbitragem veio de Palma de Mallorca. No Iberostar, o jogo foi definido por um lance ilegal do Mallorca. Após chute de De Guzmán, a bola desviou em Moreno, que estava impedido, e acabou enganando Cristian Álvarez. Concentrando suas jogadas pelas verticais, o Mallorca mostrou uma clara proposta no jogo de ontem: marcar sob pressão e aproveitar os contra-ataques. Em relação aos blanquiazules, os bermellones já estão mais preparada para a temporada que está se iniciando. O elenco que Laudrup tem à mão é sim limitado, mas se supera na base da vontade. Os balereas mostraram que podem sim jogarem bonito mesmo sendo limitado tecnicamente. Pocchetino, por outro lado, fez o que pôde para buscar o resultado. Colocou Albín, Sergio Garcia e Thievy em campo, mas nenhum dos três melhorou o ímpeto do Espanyol na partida. Hoje os péricos anunciaram dois bons nomes que irão dar um bom upgrade no onze inicial: Vladimir Weiss e Pandiani.

Getafe 1x1 Levante
Com uma equipe titular totalmente diferente em relação à temporada passada, o Getafe mostrou que tem condições de brigar por alguma competição europeia. Apesar do empate contra os granote, inalterado em relação à última temporada, os azulones mostraram um bom futebol durante 70 minutos, quando venciam com contudência por um a zero. O Levante foi bem similar à equipe do segundo semestre de 2010/2011, jogando muito bem taticamente e complicando a vida dos rivais. Sem Caicedo, Ignácio Martín testou o 4-4-2 com Iborra no suporte a Barkero e Valdo. No entanto, só após a entrada de Aranda na segunda etapa, quando trocou o módulo tático para o 4-3-3, que os levantinos reagiram. Luis García, novo treinador do Getafe (e que reencontrou sua ex-equipe) não se mostrou satisfeito com o resultado. Na coletiva pós-jogo, o treinador declarou que, durante a partida, reprovou mais que aprovou algumas atitudes de seus comandados. E adiantou: fará mudança para a partida contra o Real Madrid.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Guia: Liga BBVA, parte 2

O Real Madrid é a única equipe capaz de acabar com a hegemonia do Barcelona. Enquanto isso, o Málaga está pronto para brigar por LC (AP Photos)

Abaixo, a segunda parte do guia da Liga BBVA, feito em parceria com Pierre Andrade, editor-chefe do site Futebol Espanhol. A primeira parte você pode ler aqui. Boa leitura!


Osasuna (Claudio Araujo)
Cidade: Pamplona, Navarra.
Estádio: Reyno de Navarra
Em 2010/2011: 9º colocado
O cara: Nekounam (meio-campista, foto)
O treinador: José Luis Mendilibar
A promessa: Andrés Fernández (goleiro)
Principal reforço: Raúl García (Atlético de Madrid)
Principal perda: Pandiani (sem clube)
Objetivo: meio da tabela
Time base (4-4-2): Ricardo; Miguel Flaño, Damiá, Roversio, Bertrán; Masoud, Nekounam, Vadócz, Raúl García; Lekic, Kike Sola.

O Osasuna nunca foi de fazer um mercado competente e, de umas temporadas para cá, vem terminando o campeonato em alta. O desta temporada não poderia ter sido diferente, mas os rojillos prometem novamente darem bastante trabalho para equipes que forem visitar o Reyno de Navarra. Em 2010/2011, só perdeu para o Barcelona atuando em seus domínios dentre as equipes que terminaram nas quatro primeiras colocações. O grande ponto de interrogação desta equipe até o momento é o ataque: Pandiani e Aranda, ex-titulares, não renovaram seus contratos e saíram para outros clubes (Pandiani está próximo de um retorno ao Uruguai).

A dupla de ataque que deve estrear contra o Atlético de Madrid não é esperança de muitos gols. Kike Sola, que renovou por mais três anos, passou a pré-temporada inteira sem marcar, enquanto Lekic marcou apenas três vezes em seis jogos. No banco, aparecem duas boas opções para Mendillibar: Ibrahima Baldé e Nino, artilheiro do Tenerife há duas temporadas. O meio-campo continua como o setor mais forte da equipe: além de manter a base da temporada passada, ainda chegou, por empréstimo junto ao Atlético de Madrid, Raúl García. Com um meio-campo forte e um ataque nem tanto, é de esperar que Mendillibar mude o esquema do Osasuna para um 4-2-3-1, que possa unir Puñal, Vadócz e Raúl García na linha de três.

Racing Santander (Pierre Andrade)
Cidade: Santander, Cantabria
Estádio: El Sardinero
Em 2010/2011: 12º colocado
O cara: Pedro Munitis (atacante)
O treinador: Héctor Cuper
A promessa: Julián Luque (meio-campista)
Principal reforço: Acosta (Sevilla)
Principal perda: Giovanni dos Santos (Tottenham)
Objetivo: luta contra o rebaixamento
Time base (4-5-1): Toño; Francis, Torrejón, Álvaro González, Cisma; Kennedy, Colsa, Adrian, Acosta, Munitis; Ariel

Quando o empresário indiano Ahsan Ali Syed se tornou proprietário do Racing, no começo do ano, a torcida se esperançou por dias melhores. Mas não demorou muito para o sonho virar pesadelo. Ali Syed não investiu em contratações e não cumpriu com a promessa da quitação dos débitos. Além disso, deixou de pagar os salários dos jogadores. Afundado em dívidas, o clube teve que recorrer a ley concursal para não fechar as portas.

Os racinguistas ainda viram sua situação piorar quando, ao término da temporada passada, perderam o treinador Marcelino Toral, responsável pela recuperação do clube no campeonato. Os jogadores Henrique e Giovanni dos Santos, dois dos principais atletas do elenco, também abandonaram as dependências do El Sardinero. Os torcedores agora depositam em Munitis suas esperanças de permanecer na elite do futebol espanhol.


Rayo Vallecano (Victor Mendes)
Cidade: Madrid
Estádio: Vallecas
Em 2010/2011: 2º colocado da Liga Adelante
O cara: Raúl Tamudo (atacante, foto)
O treinador: José Ramón Sandoval
A promessa: Provencio (meio-campista)
Principal reforço: Raúl Tamudo (Real Sociedad)
Principal perda: Armenteros (Sevilla)
Objetivo: luta contra o rebaixamento
Time base (4-2-3-1): Cobeño; Juan Carlos, Arriba, Carlos, Casado; Javi Fuego, Michel; Movilla, Daniel Pacheco, Rafa García; Tamudo.

Até a última segunda-feira, o Rayo Vallecano voltava à elite espanhola sem nenhuma ambição. Porém, bastou anunciar a contratação por empréstimo de Raúl Tamudo e, em menor quilate, Daniel Pacheco para os aficionados franjiroyos sonharem na permanência na Liga BBVA. A princípio, o promissor atacante deve jogar mais recuado pela esquerda, aparecendo, às vezes, no meio para armar jogadas para o veterano atacante, ex-Espanyol e Real Sociedad. Os rayistas chegaram a sonhar com Roque Santa Cruz, mas o dinheiro pedido pelo Manchester City foi alto demais e os blanquirojos não tem caixa para pagar.

A crise interna que assolou o clube na temporada passada ainda continua. Enquanto que, na disputa da Liga Adelante, o elenco do Rayo era superior a maioria de seus adversário, conviver com uma situação como essa na primeira divisão será bastante ingrato. José Ramón Sandoval, técnico do Rayo Vallecano, chegou a pedir demissão durante as voltas das férias, mas o pedido foi negado pelo presidente do clube, Raúl Martín Presa. Fato é que o Rayo Vallecano inicia sua volta à primeira divisão de maneira bem negativa.

Real Madrid (Rodrigo Zuckerman)
Cidade: Madrid
Estádio: Santiago Bernabéu
Em 2010/2011: 2º colocado
O cara: Cristiano Ronaldo (meio-campista)
O treinador: José Mourinho
A promessa: Álvaro Morata (atacante)
Principal reforço: Nuri Sahin (Borussia Dortmund)
Principal perda: Adebayor (Manchester City)
Objetivo: título
Time base (4-2-3-1): Casillas; Sergio Ramos, Pepe, Ricardo Carvalho, Marcelo; Xabi Alonso, Khedira (Sahin); Di María, Özil, Cristiano Ronaldo; Benzema.

José Mourinho vai para sua segunda temporada à frente do Real Madrid com uma única e clara ambição: desbancar o Barcelona do topo do futebol mundial. Novo manager do Real Madrid, Mourinho teve todos os seus pedidos de contratação atendido e só está à espera de Neymar para fechar de vez o Real Madrid 2011/2012, apesar de o brasileiro só chegar, provavelmente, em janeiro de 2012, no mercado de inverno. Campeão da Copa del Rey na temporada passada, Mourinho tem o que se preocupar: a perda do título de Supercopa para o Barcelona, jogando muito melhor e estando numa condição física acima da média, é um dor-de-cabeça para o técnico de Setubal, que, de pouco em pouco, vai achando uma estratégia de parar os blaugrana.

Cristiano Ronaldo continuará sendo o cara do Real Madrid, mas um coadjuvante de luxo está disposto a repartir o protagonismo com o português: Benzema, criticado durante boa parte da temporada passada, é, até o momento, o grande nome do início de temporada merengue e promete disputar a artilharia pau a pau com o português e com Messi. O Real Madrid desta temporada promete ser mais ofensivo em relação à 2010/2011. Dos cinco contratados, três deles têm estilo de jogo ofensivo. A aposta de Mou é Sahin: o português é fã declarado do turco e já é de se esperar que Sahin entre na vaga de Khedira quando voltar de lesão.


Real Sociedad (Pierre Andrade)
Cidade: San Sebastián, País Basco.
Estádio: Anoeta
Em 2010/2011: 15º colocado
O cara: Xabi Prieto (meio-campista, foto)
O treinador: Philippe Montanier
A promessa: Rubén Pardo
Principal reforço: Carlos Vela (Arsenal)
Principal perda: Raúl Tamudo (Rayo Vallecano)
Objetivo: luta contra o rebaixamento
Time base (4-2-3-1): Bravo; Carlos Martínez, Iñigo Martínez, Demidov, De la Bella; Elustondo, Aranburu; Zurutuza, Xabi Prieto, Griezmann; Llorente.

Em seu retorno a principal categoria do futebol espanhol, a Real Sociedad só conseguiu se livrar do rebaixamento para a Liga Adelante na última rodada. Isso se deu, principalmente, pelo bom primeiro turno que os txuri-urdin realizaram, quando chegaram a namorar com os postos de classificação para as competições européias.

Para esta temporada, a direção do clube surpreendeu ao demitir Martín Lasarte, treinador responsável pelo acesso a elite, e contratar o desconhecido Philippe Montanier. Em seu país, costumam-lhe chamar de "o Guardiola francês", uma vez que gosta que seus times retenham a posse de bola. Outra aposta é a contratação de Carlos Vela, eterna promessa mexicana, e que chega emprestado pelo Arsenal. Porém, será do meia-atacante Xabi Prieto a missão de ser a referência do time em campo.

Sevilla (Pierre Andrade)
Cidade: Sevilha, Andaluzia
Estádio: Ramón Sánchez Pizjuán
Em 2010/2011: 5º colocado
O cara: Negredo (atacante)
O treinador: Marcelino Toral
A promessa: Luna (atacante)
Principal reforço: Trochowski (Hamburgo)
Principal perda: Capel (Sporting Lisboa)
Objetivo: vaga na Liga dos Campeões
Time base (4-4-2): Palop; Coke, Cárceres, Escudé, Fernando Navarro; Medel, Trochowski, Jesus Navas, Rakitic; Kanouté, Negredo.

Um ataque devastador e uma defesa insegura. Assim pode ser definida a temporada passada do Sevilla, que viu um forte poder ofensivo de nada vale se não tem garantias na retaguarda. Sendo assim, natural que o setor mais reforçado para o vigente ano fosse a defesa. Chegaram o lateral direito Coke e o zagueiro Spahic. Além disso, Del Nido não hesitou em pagar €3 milhões ao Barcelona pela aquisição definitiva do defensor Martin Cáceres.

Porém, vários jogadores deixaram o Ramón Sánchez Pizjuán. Entre eles, Luís Fabiano e Diego Capel. Talvez por isso, a escolha de Marcelino Garcia Toral como treinador. Famoso por trabalhar com times fracos e transformá-los em clubes de meio de tabela, Marcelino terá sua primeira chance em um clube grande. Mas terá que lidar com um elenco curto no Sevilla. Volta e meia trará atletas das divisões de base para repor ausências como as de Jesus Navas, Rakitic e Kanouté, frequentadores assíduos do departamento médico do clube. Negredo continuará como a esperança de gols do time.


Valencia (Pedro Spiacci)
Cidade: Valencia, Comunidade Valenciana
Estádio: Mestalla
Em 2010/2011: 3º colocado
O cara: Roberto Soldado (atacante, foto)
O treinador: Unai Emery
A promessa: Paco Alcácer (atacante)
Principal reforço: Adil Rami (Lille)
Principal perda: Juan Mata (Chelsea)
Objetivo: vaga na Liga dos Campeões
Time base (4-2-3-1): Diego Alves; Bruno Saltor, Rami, Ricardo Costa, Mathieu; Banega, Parejo; Pablo Hernández, Piatti, Dani Parejo; Soldado.

O Valencia alcançou o terceiro posto na última Liga Espanhola, garantindo vaga à fase de grupos da Liga dos Campeões 2011-12. Os ches ganharam ótimos reforços para a disputa de La Liga nesta temporada. A defesa recebeu o campeão francês Rami e o goleiro Diego Alves, destaque do Almería nos últimos anos. O meio-campo foi o setor que recebeu mais atenção da diretoria, Dani Parejo (Getafe), Feghouli (Almería), Canales (emprestado pelo Real) e Piatti (Almería) vêm para compor o setor, que sofreu com as baixas importantes: Joaquín foi para o Málaga e Juan Mata, autor de 12 assistências na última liga, para o Chelsea – os mais de 30 milhões arrecadados,não foram utilizados para contratações.

Porém, a permanência de Soldado, artilheiro do time, com 18 gols é a notícia mais animadora para os taronja. O atacante ainda declarou durante a pré-temporada, que vê “a equipe com muita gana de vitória”. O clube conta com bons talentos em sua cantera, que devem ajudar na composição do plantel principal para a temporada, que oferece três competições. O recém-chegado Parejo afirmou que os valencianistas: “vão com tudo nas três frentes”.


Villarreal (Pedro Spiacci)
Cidade: Villarreal, Comunidade Valenciana
Estádio: El Madrigal
Em 2010/2011: 4º colocado
O cara: Giuseppe Rossi (atacante, foto)
O treinador: Juan Carlos Garrido
A promessa: Joselu (meia-atacante)
Principal reforço: Cristian Zapata (Udinese)
Principal perda: Santi Cazorla (Málaga)
Objetivo: vaga na Liga dos Campeões
Time base (4-3-1-2): Diego López; Mario Gaspar, Gonzalo, Zapata, Catalá; Cani, Marchena (Marcos Senna), Bruno; Borja Valero; Giuseppe Rossi, Nilmar.

A rivalidade na região de Valencia nunca foi tão grande. Com a queda do Sevilla e do Atlético de Madrid, a briga pela terceira colocação fica polarizada entre Valencia e Villarreal. A grande notícia para o submarino amarillo é a permanência da dupla Nilmar e Rossi, que marcaram 50 dos 91 gols do time na última temporada. A grande perda é a do meia Santi Cazorla, que foi vendido por 21 milhões de euros ao milionário Málaga. Cani e Borja Valero, os outros meio-campistas com mais chegada ao ataque, seguem jogando no Villarreal. Quem também segue nos amarillos é o treinador Juan Carlos Garrido e, com ele, o esquema deve seguir sendo o mesmo 4-3-1-2, onde sempre um homem atua muito preso na meia-cancha.

O comandante disse que ainda esperar mais reforços. Um bom reforço chega para a quarta melhor defesa de La Liga 2010-11: Zapata, que chega da Udinese para ser titular. O plantel segue parecendo curto para um time que disputará três competições nesta temporada. Após eliminar o dinamarquês Odense, pela última eliminatória da Liga dos Campeões, Garrido avisou: “jogar a LC é a ilusão de nossas vidas”.

Zaragoza (Claudio Araujo)
Cidade: Aragão
Estádio: La Romareda
Em 2010/2011: 13º colocado
O cara: Lafita (meio-campista)
O treinador: Javier Aguirre
A promessa: Languardia (zagueiro)
Principal reforço: Barrera (West Ham)
Principal perda: Gabi (Atlético de Madrid)
Objetivo: meio da tabela
Time base (4-2-3-1): Leo Franco; Juárez, Da Silva, Meira, Obradovic; Ponzio, Zuculini; Barrear, Rúben Micael, Lafita; Uche.

A permanência de Javier Aguirre no banco foi o primeiro acerto da diretoria neste mercado, junto com a manunteção de Uche e Lafita. Segurar Gabi e Ander Herrera, no entanto, não foi possível, mas as peças de resposição ficaram de bom tamanho: Zuculini e Barrera chegam para suprir a ausência dos principais jogadores maños na temporada passada. O bom trabalho de Aguirre no segundo semestre da última temporada, salvando os blancos do rebaixamento, mereceu o apoio da diretoria e pode dar boa sequência ao time.

Para reforçar a equipe que passou por maus bocados no primeiro turno no campeonato passado, chegam nove jogadores: além dos citados acima, Mateos, Abraham, Edu Oriol, Carlos, Juárez, Roberto e Ruben Micael foram as principais aquisições. Ainda assim, os torcedores aragoneses não podem se empolgar muito. Uma posição intermediária na tabela deve ser mesmo o destino do time