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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Zorilla indesejável, desafiador Atléti e o renascido Valencia

Em quatro jogos feitos no José Zorilla nesta temporada, o Valladolid venceu dois, empatou um e perdeu um. Entre os destaques, as vitórias, que vieram ante Levante (2-0) e Rayo Vallecano (6-1). Fora de casa, o desempenho não é o mesmo: são três derrotas e apenas uma vitória. No último sábado, os pucelanos perderam para o Málaga por 2x1. Em oito rodadas, estão na décima colocação, com dez pontos. A campanha caseira pode não impressionar pelos adversários, mas já mostra que será o carro-chefe da equipe na luta contra o rebaixamento.

Na temporada passada, o Valladolid conseguiu associar um futebol atrativo a uma defesa sólida (a melhor da Liga Adelante ao lado do Celta Vigo). A efeito de comparação, em 2009/2010, havia sido a mais vazada com 74 gols. Em agosto, em entrevista, ao Marca, o treinador Miroslav Djukic prometeu que isso não vai mudar. Num discurso à Pep Guardiola, o sérvio foi sintético: "se for para morrer, que morremos praticando nossa filosofia". Jesus Ruéda, zagueiro que se destacou na temporada passada, também seguiu a mesma linha. Ele afirmou que o time deve manter seu estilo, ousadamente inspirado no Barcelona. O rebaixamento disfarça, mas o Villarreal, que joga um futebol semelhante ao dos pucelanos, colhe frutos na Liga Adelante por não se acovardar mesmo nos momentos de adversidades.

Na segunda divisão de 2011/-12, o Valladolid teve um aproveitamento de 72% como mandante, acumulando 50 de seus pontos 80 pontos na temporada regular. O time de Djukic sofreu apenas 11 gols em 23 partidas no Zorilla, 20 a menos do que levou longe de casa. Se mantiver o aproveitamento de 73% em casa, mesmo que não pontue como visitante, o pucelanos certamente escaparão da queda com seus 42, 43 pontos. É claro que eles devem roubar pontos longe de Castilla e Leão, porém o grande mérito do treinador é mesmo a transformação do Zorilla num estádio indesejado pelas outras equipes.

 Falcão García: o cara (getty images)

Clap, clap, clap
O gol de Falcão García aos 47 minutos do segundo não só colocou o Atlético de Madrid na co-liderança da Liga ao lado do Barcelona, como mostrou que os colchoneros irão desafiar blaugranas e merengues. A equipe jogou bem até certo ponto, mas o suficiente para vencer um adversário que certamente irá incomodar muito no decorrer da temporada, sobretudo em casa, a Real Sociedad.

E o Valencia, hein?
Não jogou bem, mas foi buscar uma virada ante o Athletic Bilbao na bacia das almas. A torcida que vaiava bastante mudou em apenas dois minutos, tempo dos gols de Tino Costa e Haedo Valdez, que começa a mostrar serviço. O 4-4-2 que juntou o paraguaio e Soldado saiu-se muito bem, mas Jonas, melhor ché na temporada até então e que saiu para entrada do ex-Hércules, não pode ficar de fora. Pellegrino tem uma dor de cabeça. O Valencia ainda não convenceu e, na quarta-feira, tem jogo decisivo pela Uefa Champions League. Caso queira passar de fase, precisará somar, pelo menos, quatro pontos nos próximos dois confrontos contra o Bate, que derrotou o Bayern na segunda rodada.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Guia: Liga BBVA (parte 2)

Na segunda parte do nosso guia para a temporada feito em parceria com Pierre Andrade e Edgley Lemos, do site Futebol Espanhol, damos destaque a mais dez equipes que jogarão a Liga BBVA 2012/2011. Hoje, falaremos do atual campeão Real Madrid, que quebrou a hegemonia do Barcelona após três anos, além do Valencia, o "humano" mais forte, e da dupla andaluza Sevilla, incógnita total, e Málaga, abalado por uma crise interna e externa que durou o verão inteiro. A primeira parte você pode ler aqui. Boa leitura!

Málaga (Victor Mendes)
Cidade: Málaga, Andaluzia
Estádio: La Rosaleda
Em 2011/2012: 4º colocado
O cara: Isco Román (meio-campista, foto)
O treinador: Manuel Pellegrinni
A promessa: Juanmi (atacante)
Principal reforço: -
Principal perda: Santi Cazorla (meio-campista, Arsenal)
Objetivo: vaga em alguma competição europeia
Time base (4-2-3-1): Caballero; Jesus Gámez, Demichelis, Weligton, Monreal; Maresca, Toulalan; Joaquín, Isco, Portillo; Seba Fernández.

Maio de 2012. O Málaga derrota o Sporting Gijón no La Rosaleda por 1x0, gol de Rondón, e sacramenta a quarta vaga para a Uefa Champions League. Nenhum torcedor presente no estádio naquela festa histórica imaginaria que, menos de quatro meses depois, a situação seria dialmetralmente oposto àquela vivida em 2011/2012. Após um ano para firmar na história do clube, a entidade andaluza viveu um verão terrível: o sheikh Abdullah-Al Thani deixou de investir, chegou a, segundo fontes do El Desmarque, colocar o clube à venda, viu quatro jogadores denunciarem o clube à AFE por atraso no salários e, ainda por cima, foi acusado por Villarreal, Osasuna e River Plate por falta do pagamento das compras de Cazorla, Monreal e Buonanotte, respectivamente. A instituição feriu.

As saídas de Cazorla, Rondón e Mathijsen e a péssima pré-temporada é uma tragédia anunciada. Toulalan e Júlio Baptista, lesionados, serão reforços urgentes quando voltarem, mas Pellegrinni sabe o quanto farão falta neste início de temporada: daqui a uma semana, os blanquiazules encaram o Panathinaikos pelo jogo de ida da pré-UCL. O momento é tão ruim que não houve nenhuma aquisição no mercado. Atualmente, falta um zagueiro confiável, um criador de jogadas e um atacante com faro de gol, justamente onde os três que saíram se encaixam. Ou seja, não há alternativas a eles. Pensar em rebaixamento é exagero, mas o objetivo da equipe hoje é uma vaga na Liga Europa, pois está muito abaixo dos candidatos à Champions.

Mallorca (Edgley Lemos)
Cidade: Palma de Mallorca
Estádio: Iberostar
Em 2011/2012: 8º colocado
O cara: José Luís Martí (meio-campista, foto)
O treinador: Joaquín Caparrós
A promessa: Nsue (atacante)
Principal reforço: Antonio López (lateral-esquerdo, Atlético de Madrid)
Principal perda: Gonzalo Castro (meia-atacante, Real Sociedad)
Objetivo: meio da tabela
Time base (4-2-3-1): Aouate; Nsue, Nunes, Bigas, Antonio López; Martí, Javi Márquez; Pereira, Hemed, Alfaro; Víctor.

O Mallorca sofreu um grande êxodo de jogadores ao fim da última temporada: os três principais zagueiros da equipe (Ramis, Chico e Martí Crespí) foram embora. No meio-campo, Tissone, De Guzmán, Chori Castro e Sérgio Tejera deixaram o clube. E como se já não fosse o bastante, a crise econômica que assola a Espanha ainda dificulta as movimentações da equipe no mercado. Apesar da situação caótica, o presidente Serra Ferrer conseguiu contratar Antonio López, lateral esquerdo que estava no Atlético de Madrid, o atacante Arizmendi, vindo do Getafe, e o meio-campista Javi Márquez, cria das canteras do Espanyol. Ferrer ainda prometeu dois zagueiros e um atacante antes da estreia do clube no campeonato.

Caparrós está consciente de que o dinheiro está curtíssimo e de que terá um elenco enxuto para o resto da temporada, por isso improvisou o canterano Pedro Bigas na zaga junto com o lateral Nelson, durante a pré-temporada da equipe. Os torcedores esperam que ao menos se possa ficar no meio da tabela e não ter de passar a angustia de lutar contra o rebaixamento. Solidez e experiência são as palavras que definem a nova versão do Mallorca.

Osasuna (Edgley Lemos)
Cidade: Pamplona, Navarra
Estádio: Reyno de Navarra
Em 2011/2012: 7º
O cara: Puñal (meio-campo)
O treinador: José Luis Mendilíbar
A promessa: Sisi (meio-campo)
Principal reforço: Joseba Llorente (atacante, Real Sociedad)
Principal perda: Raul García (meio-campista, Atlético de Madrid)
Objetivo: Liga Europa
Time base (4-2-3-1): Fernández; Bertrán, Flaño, Rubén, Echaide; Nekounam, Puñal; Sisi, Cejudo, Armenteros; Kike Sola.

Há pelo menos duas temporadas o Osasuna vem fazendo temporadas de meio de tabela para cima. Um dos responsáveis por isso é o treinador Mendilíbar e o outro é o estádio Reyno de Navarra. O técnico faz bom trabalho com os rojillos, que têm um elenco limitado, mas que jogando em seus domínios são praticamente impossível de se bater. No entanto, para esta temporada, a equipe perdeu um dos elementos chave da equipe. Raul García retornou ao Atlético de Madrid, após o término de seu contrato de empréstimo. 

Para repor a saída do meio-campista o Osasuna trouxe Sisi, ex-meio-campo do Valladolid, e Armenteros, meia que estava no Rayo Vallecano. Para o ataque chegou Joseba Llorente, da Real Sociedad, atacante experiente e que pode até fazer dupla com Kike Sola, num 4-4-2. Mendilíbar dificilmente conseguirá substituir Raul García à altura, mas ao menos reforça bem o meio-campo e a defesa, para que a temporada seja tão sólida quanto à última. O objetivo é a Liga Europa, certamente, que escapou por pouco na última temporada.

Rayo Vallecano (Victor Mendes)
Cidade: Vallecas, Madrid
Estádio: Teresa Rivero
Em 2011/2012: 15º colocado
O cara: Javi Fuego (volante, foto)
O treinador: Paco Jémez
A promessa: José Manuel Alcañiz (zagueiro)
Principal reforço: Adrián (volante, Racing Santander)
Principal perda: Michu (meia-atacante, Swansea)
Objetivo: permanência na elite
Time base (4-2-3-1): Rubén; Tito, Amat, Gálvez, Casado; Javi Fuego, Adrián; Lass, José Carlos, Piti; Nicki Bille.

Paco Jémez estreia como treinador de um time de primeira divisão com a árdua tarefa de repetir o milagre que operou Sandoval na temporada passada, na qual o Rayo conseguiu a permanência na elite na última rodada graças a um gol de Tamudo no último piscar da bola. Agora, o buraco é mais embaixo: o elenco é inferior em relação ao que sofreu em 2011/2012 e várias peças-chaves saíram, como Diego Costa, Armenteros, Arribas, Movillas e Michu, principal jogador franjiroyo por dois anos. As continuidades de Javi Fuego e Lass, por outro lado, é a melhor notícia que Paco pôde receber no verão.

Em uma situação econômica delicada, o clube de Vallecas fez um mercado acessível. As contratações de Jordi Amat e Galvez darão segurança à zaga, enquanto Adrián e José Carlos oferecerão qualidades ao meio-campo. A referência é o problema. Sem Diego Costa e Michu, a diretoria fechou com Nickie Billie, que não é uma resposta à altura a perda da dupla. O elenco não é homogêneo, sem muitas opções, foi a pedra do sapato do Rayo na temporada passada e certamente irá voltar a incomodar. Paco, por exemplo, só conta com cinco jogadores à disposição para a defesa. 

Real Madrid (Edgley Lemos)
Cidade: Madrid
Estádio: Santiago Bernabéu
Em 2011/2012: campeão
O cara: Cristiano Ronaldo (meia-atacante, foto)
O treinador: José Mourinho
A promessa: Morata (atacante)
Principal reforço: -
Principal perda: -
Objetivo: título
Time base (4-2-3-1): Casillas; Arbeloa, Pepe, Sergio Ramos, Marcelo; Khedira, Xabi Alonso; Di María, Özil, Cristiano Ronaldo; Benzema.

Com o título da última temporada, o Real Madrid tem novamente a pressão sobre os ombros. Dessa vez o desafio é manter-se como campeão. Para isso, Mourinho manteve a base do time e se desfez apenas dos jogadores que “ocupavam espaço” no elenco. Pedro Léon, Gago e Altintop deixaram o clube. Dos três, apenas Gago ainda poderia ter chances no elenco, pois, se Khedira se lesionar, Lass sofre com problemas físicos e pode não estar em forma para substituí-lo à altura. Com a provável chegada de Modric, Sahin deve perder mais espaço e também seguir caminho longe de Madrid, mais próximo de Londres (Arsenal) ou Liverpool. Morata, atacante da base, foi promovido ao time principal e é bom ficar de olho, pois o jovem fez boa temporada pelo Real Madrid Castilla (que irá disputar a Liga Adelante) e deseja se firmar no elenco principal.

Mourinho tem consciência de que o título da Liga dos Campeões lhe escapou pelos dedos e que para voltar a competição com chances de ser campeão é preciso ter um time forte. O Real Madrid, junto ao Barcelona, é o time mais forte a disputar a Champions, então basta manter a base da última temporada e reforçar as posições carentes.  E a única posição carente é a lateral direita, que Mourinho delega a Arbeloa, seu jogador de confiança para a posição. O lateral se valorizou com o treinador após a Eurocopa e continua firma na equipe titular. Seu substituto é caseiro: o gajo teria se interessado pela ideia de efetivar Lass à posição após boas partidas do francês em 2011/2012. Com o elenco atual, o Madrid tem condições para ser novamente campeão espanhol e europeu nesta temporada.

Real Sociedad (Pierre Andrade)
Cidade: San Sebastián, País Basco
Estádio: Anoeta
Em 2011/2012: 12º colocado
O cara: Xabi Prieto (meio-campista)
O treinador: Philippe Montanier
A promessa: Rubén Pardo (meio-campista)
Principal reforço: Carlos Vela (meia-atacante, Arsenal)
Principal perda: Mikel Aranburu (aposentado)
Objetivo: Vaga na Liga Europa
Time base (4-2-3-1): Claudio Bravo; Carlos Martínez, Mikel González, Iñigo Pérez, José Ángel; Illarramendi, Zurutuza; Xabi Prieto, Carlos Vela, Griezmann; Agirretxe.

Com a base do time que encantou a Espanha no primeiro turno da La Liga, a Real Sociedad larga como uma das grandes apostas para temporada. Apresentando um futebol ofensivo e de qualidade no toque de bola, os comandados de Philippe Montanier esperam um ano mais estável, passando distante da zona de rebaixamento para a Liga Adelante. O ponto forte da equipe continuará sendo o meio de campo, liderado pelo experiente Xabi Prieto. Carlos Vela, contratado em definitivo junto ao Arsenal, e Agirretxe certamente levarão perigo às defesas adversárias. 

Outra aquisição importante do clube foi o lateral esquerdo José Angel, ex-Roma. Titular no time italiano, Ángel perdeu espaço com a saída de Luis Enrique e decidiu retornar ao seu país natal. Mesmo com essas contratações, se quiser almejar algo a mais do que o meio da tabela, os txuri-urdin terão que se preparar bem fisicamente para aguentar toda a temporada. Nos últimos anos, o time tem caído de rendimento na reta final, deixando escapar as chances de conquistar vagas nas competições européias.

Sevilla (Edgley Lemos)
Cidade: Sevilla, Andaluzia.
Estádio: Ramón Sánchez Pizjuán
Em 2011/2012: 9º colocado
O cara: Álvaro Negredo (atacante, foto)
O treinador: Michel
A promessa: Geoffrey Kondogbia (meio-campista)
Principal reforço: Diego López (goleiro, Villarreal)
Principal saída: Romaric (volante, Zaragoza)
Objetivo: vaga em uma competição europeia
Time base (4-4-2): Diego López; Cicinho, Botía, Spahic, Fernando Navarro; Trochowski, Medel, Jesus Navas, Perotti; Reyes, Negredo.

A instabilidade defensiva custou caro ao Sevilla na última temporada, por isso Del Nido deixou claro que reforçar bem a defesa era prioridade. Trouxe para a atual temporada o ótimo goleiro Diego López, proveniente do Villarreal. Chegaram, ainda, o zagueiro Botía, ex-Sporting Gijón, e o volante Maduro, vindo do Valencia. Além de Cicinho, ex-lateral direito do Palmeiras, que vem sendo chamado pela torcida de “novo Dani Alves”. No entanto, reforçar apenas a defesa não basta para o Sevilla, visto que o time sofre com a falta de um armador. 

Apesar de Rakitic ter muita qualidade, a última temporada foi tenebrosa. Por isso é importante, para o Sevilla, contratar alguém como opção ao croata. Michel, durante os amistosos de pré-temporada, ensaiou uma mudança no esquema tático da equipe para um 4-3-3, explorando as investidas de Návas e Reyes pelas pontas. A falta de um meio-campo armador, no entanto, deve pesar durante a temporada, caso Rakitic não atue bem. A realidade é outra em Nervión: pela primeira vez em oito anos, o Sevilla não irá disputar uma competição europeia.

Valencia (Pierre Andrade)
Cidade: Valencia
Estádio: Mestalla
Em 2011/2012: 3º colocado
O cara: Roberto Soldado (atacante, foto)
O treinador: Mauricio Pellegrino
A promessa: Paco Alcácer (atacante)
Principal reforço: Andrés Guardado (meio-campista, Deportivo)
Principal perda: Jordi Alba (lateral-esquerdo, Barcelona)
Objetivo: Vaga na Champions League
Time base (4-2-3-1): Guaita; João Pereira, Rami, Ricardo Costa, Mathieu; Gago, Banega; Feghouli, Jonas, Guardado; Soldado.

Campeão da “outra liga” de forma consecutiva desde a temporada 2009/10, o Valencia começa esta edição do campeonato tendo sofrido algumas mudanças em seu elenco. A principal delas é à saída de Unai Emery, técnico que ajudou o clube a consolidar-se no terceiro posto da tabela. Para o seu lugar, chega Mauricio Pellegrino. Ex-jogador do clube, El Flaco conta com a experiência de ter sido o auxiliar de Rafa Benítez no Liverpool e Internazionale de Milão, mas nunca dirigiu um time profissional.

Outra ausência que certamente será sentida é a de Jordi Alba. O lateral, revelação da Euro 2012, acertou sua ida para o Barcelona e deixou carente o lado esquerdo da defesa ché. Pro seu lugar, o clube chegou a acertar a contratação de Dídac Vilà, mas uma contusão grave no púbis fez o time desistir da transação. Dos que assinaram com o Valencia, ganham destaque o meia Guardado, ex-Deportivo, e o volante Fernando Gago, ex-Roma e Real Madrid. Além deles, Jonathan Vieira, que veio do Cádiz, e Paco Alcácer, prata da casa, demonstraram na pré-temporada uma ótima qualidade técnica e devem atuar durante o certame.

Valladolid (Victor Mendes)
Cidade: Valladolid, Castilla e Leão
Estádio: José Zorilla
Em 2011/2012: campeão dos play-offs da Liga Adelante
O cara: Javi Guerra (atacante, foto)
O treinador: Miroslav Djukic
A promessa: Javi Navas (meia-atacante)
Principal reforço: Rukavina (lateral-direito, 1860 Munich)
Principal perda: Nauzet (Las Palmas)
Objetivo: permanência na elite
Time base (4-2-3-1): Jaime; Rukavina, Marc Valiente, Rueda, Balenziaga; Álvaro Rubio, Víctor Pérez; Ebert, Óscar, Omar; Javi Guerra.

O vencedor dos play-offs de acesso da Liga Adelante foi a equipe que mais encantou durante a competição. O Valladolid conseguiu associar um futebol atrativo a uma defesa sólida (a melhor da Liga Adelante ao lado do Celta Vigo). Djukic já prometeu não mudar a filosofia que tanto deu certo na segundona no retorno à elite. O plantel renovado ajudará muito na briga contra o rebaixamento. As contratações são interessantes. Rukavina e Ebert, provenientes dos alemães Munich 1860 e Hertha Berlim, chegam para oferecerem qualidade às laterais. Apesar de atuar na lateral-direita, Rukavina tem sido testado na zaga nos amistosos de pré-temporada. Ebert, por outro lado, pode atuar também mais à frente, na linha de três. É provável que ele seja titular na extrema direita.

Se o Valladolid fizer o dever de casa no mercado e não mudar totalmente à primeira derrota, o 4-2-3-1 bem protegido e com Óscar armando as jogadas e Lolo impondo velocidade pela esquerda pode dar samba. Na frente, Javi Guerra é garantia de gol. O calendário prevê dificuldades nos cinco primeiros jogos: Zaragoza (fora), Levante (casa), Athletic Bilbao (f), Bétis (c) e Atlético de Madrid (f). Se, de fato, Djukic honrar as palavras, o Valladolid promete agradar os telespectadores nesta nova temporada.

Zaragoza (Pierre Andrade)
Cidade: Zaragoza, Aragão
Estádio: La Romareda
Em 2011/2012: 16º colocado
O cara: Roberto (goleiro, foto)
O treinador: Manolo Jimenez
A promessa: Jorge Ortí (atacante)
Principal reforço: Romaric (volante, Espanyol)
Principal perda: Lafita (atacante, Getafe)
Objetivo: permanência na elite
Time base (4-4-2): Roberto; Lanzaro, Loovens, Álvaro, Abraham; Apoño, Romaric, Edu Oriol, Montañes; Aranda, Helder Postiga.

Temporada nova, vida nova. Este será o lema do Zaragoza nesta edição do Campeonato Espanhol. Manolo Jimenez continuará no comando da equipe e não tinha como ser diferente. Quando assumiu o posto de treinador, substituindo Javier Aguirre, o Zaragoza se encontrava na última colocação da Liga. Jimenez conseguiu uma sequência de bons resultados, entre elas uma vitória contra o Athletic Bilbao por 2x0, e salvou a equipe do rebaixamento na última rodada.

Para esta temporada, a equipe tende a crescer tecnicamente com as contratações do zagueiro Álvaro Gonzalez, ex- Racing Santander, e do volante Romaric, que veio do Espanyol, mas que pertencia ao Sevilla. Outro que deve se destacar é o arqueiro Roberto, que conseguiu deixar de lado as más atuações e se firmou no gol maño, relegando ao banco o experiente Leo Franco. Aliado a isso, o clube ganhou 8 anos para quitar a dívida de €82 milhões e atualmente se encontra em uma situação financeira estável, o que deve garantir um ambiente mais leve para trabalhar.

Palpites para temporada
Victor Mendes
Campeão: Barcelona
Uefa Champions League: Barcelona, Real Madrid, Valencia e Atlético de Madrid
Liga Europa: Sevilla, Athletic Bilbao e Osasuna
Rebaixados: Rayo Vallecano, Granada e Celta Vigo
Copa do Rei: Real Madrid

Pierre Andrade
Campeão: Real Madrid
Uefa Champions League: Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid, Valencia
Liga Europa: Real Sociedad, Sevillae Athletic Bilbao
Rebaixados: Valladolid, Rayo Vallecano, Bétis
Copa do Rei: Real Madrid

Edgley Lemos 
Campeão: Barcelona
Uefa Champions League: Barcelona, Real Madrid, Sevilla e Atlético de Madrid
Liga Europa: Valencia, Getafe e Athletic Bilbao
Rebaixados: Mallorca, Rayo Vallecano e Granada
Copa do Rei: Real Madrid

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Consciente

 Após ser rebaixado com o Hércules em 2011, Miroslav Djukic deu a volta por cima no Valladolid (AS)

Quem acompanhou o Valladolid na última vez que a equipe esteve na primeira divisão vai se surpreender com o que verá nesta temporada. Em 2009/2010, quando foi rebaixado na última rodada com 36 pontos após uma derrota para o Barcelona, os Violetas praticaram um futebol insosso e sem objetivo algum. Além disso, não conseguiram utilizar o José Zorilla como um trunfo para somar pontos. Para se ter uma noção, o aproveitamento em jogos dentro de casa foi de 35,1%, o nono pior entre os quatro principais campeonatos da Europa. O cenário era desanimador. Na temporada seguinte, já na Liga Adelante, a equipe mostrou evolução. Treinada por Abel Resino, terminou em sétimo, conseguindo uma vaga nos playoffs, onde caiu para o Elche.

A evolução, no entanto, só foi ratificada definitivamente uma temporada depois. Os pucelanos mostraram uma maior regularidade na campanha, mas graças a uma queda substancial na reta final de temporada acabaram terminando em terceiro, três pontos atrás do Celta, o que resultou numa nova participação nos playoffs. Dessa vez, foi tranquilo. Duas vitórias ante o Córdoba na semifinal e ante o Alcorcón na final garantiram o retorno da equipe de Castilla e Leão à elite. Aquela vitória por 1x0 em Madrid teve um enorme valor simbólico. Foi o triunfo da ousadia, de uma equipe que, três anos atrás, parecia fadada ao fundo do poço. 

O Valladolid conseguiu associar um futebol atrativo a uma defesa sólida (a melhor da Liga Adelante ao lado do Celta Vigo). A efeito de comparação, em 2009/2010, havia sido a mais vazada com 74 gols. Em entrevista recente ao Marca, o treinador Miroslav Djukic prometeu que isso não vai mudar. Num discurso à Pep Guardiola, o sérvio foi sintético: "se for para morrer, que morremos praticando nossa filosofia". Jesus Ruéda, zagueiro que se destacou na temporada passada, também segue a mesma linha. Ele afirmou que o time deve manter seu estilo, ousadamente inspirado no Barcelona. O rebaixamento disfarça, mas o Villarreal, que joga um futebol semelhante ao dos pucelanos, deve colher frutos por não se acovardar mesmo nos momentos de adversidades.

Mas a briga do Valladolid também será contra o rebaixamento. A questão é de que maneira ela será abordada. Na temporada passada, Juan Ignácio Martínez não parava de afirmar que a disputa do Levante, apesar do excelente resultado nos seis primeiros meses, seria para não ser rebaixado. Deu certo porque não deixou desviar o foco dos jogadores, possivelmente eufóricos por estarem na zona de Liga dos Campeões. Ao final da temporada, os levantinos conseguiram uma inédita vaga na Liga Europa. Foi a vitória da simplicidade. O time de José Zorilla, por sua vez, sabe o caminho.

E ele certamente passa por segurar os principais jogadores e dar mais profundidade ao elenco. Djukic e a diretoria são firmes e mantêm os cobiçados Javi Guerra (homem-gol), Óscar González e o promissor Víctor Pérez. Nauzet Alemãn acabou rumando ao Las Palmas. As contratações são interessantes. Rukavina e Ebert, provenientes dos alemães Munich 1860 e Hertha Berlim, chegam para oferecerem qualidade às laterais. Apesar de atuar na lateral-direita, Rukavina tem sido testado na zaga nos amistosos de pré-temporada. Ebert, por outro lado, pode atuar também mais à frente, na linha de três. É provável que ele seja titular na extrema direita. Lluis Sastre, revelado pelo Barcelona, certamente dará um toque de experiência ao meio-campo, após boa passagem pelo Huesca. O clube está próximo de um acerto com o canário Omar Ramoz e o basco David López, sem espaço no Athletic Bilbao. Ouali, do CSKA Sofia, também é especulado.

No entanto, a prática ainda precisa se igualar às palavras. O clube não se reforçou tanto quanto o Deportivo La Coruña, por exemplo. Ainda que a qualidade do elenco seja positiva, é preciso saber que a Liga BBVA é bem diferente da Liga Adelante. O Bétis que o diga. Os verdiblancos sobraram na segundona há duas temporadas, mas passaram por apuros e brigaram contra o rebaixamento em 2011/2012. O Deportivo sabe disso e não para de anunciar novas contratações. Se o Valladolid fizer o dever de casa no mercado, deixar o plantel mais homogêneo e não mudar totalmente à primeira derrota, o 4-2-3-1 bem protegido e com Óscar armando as jogadas e Lolo impondo velocidade pela esquerda pode dar samba. Na frente, Javi Guerra é garantia de gol. O calendário prevê dificuldades nos cinco primeiros jogos: Zaragoza (fora), Levante (casa), Athletic Bilbao (f), Bétis (c) e Atlético de Madrid (f). Se, de fato, Djukic honrar as palavras, o Valladolid promete agradar os telespectadores nesta nova temporada.

sábado, 25 de junho de 2011

Jogadores Históricos: Fernando Hierro

Hierro chegou sob desconfiança no Real Madrid, mas logo tornou-se um dos maiores ídolos da história do clube (realmadrid.com)

Segurança. Era esse o sentimento compartilhado por quem atuava ao lado de Fernando Hierro. Sua dedicação aos clubes pelos quais passou era inegável, e o zagueiro fazia questão de demonstrá-lo em campo. Isso para a tristeza dos adversários, que não tinham vida nada fácil com ele por perto.

Nascido em Málaga, na Andaluzia, começou sua carreira no infantil do Vélez, pequeno clube da cidade que disputava torneios regionais. Depois, ingressou às divisões de base do Málaga, passando, primeiramente, pelo time B da equipe, o Atlético Malagueño. Em 1984, retornou ao Vélez porque não foi considerado suficientemente bom para a prática do futebol no Málaga. As comparações com seus irmãos, mais habilidosos que ele, não o fizeram bem. Contudo, tudo começou a ganhar novos rumos a partir de 1986: a pedido de Manolo Hierro, um de seus três irmãos, que militava no Valladolid, o clube pucelano o contratou. Sua estreia com a equipe principal dos violeta aconteceu em outubro de 1987, num confronto contra o Espanyol, vencido pelo Valladolid por 2 a 1.

Em 1988/99, disputou seu último jogo pelo Valladolid curiosamente contra o Real Madrid, clube que o contrataria um mês depois: a final da Copa do Rei, no La Cartuja, em Sevilla, ante os merengues, que venceram por 1 a 0 e levaram a taça. Em junho daquele ano, os blancos ofereceram 1,2 milhões de pesetas e tiraram o jovem Hierro do José Zorilla. Na capital, inicialmente fora utilizado como volante no 4-3-1-2 de Radomir Antic, mas pela ausência de zagueiros de confiança chegou a exercer essa função antes de se consolidar no posto de melhor zagueiro espanhol. Reserva na maioria do jogos, fechou a temporada com seu primeiro título de Liga Espanhola na carreira. O título foi o último do Real Madrid antes da hegemonia do Dream Team do Barcelona. Em 1989, foi convocado para a seleção principal espanhola pela primeira vez e estreou em um amistoso ante a Polônia, vencido pela Fúria por 1 a 0.

Após a temporada de estreia bem abaixo da média no Real Madrid, Antic viu que era protegendo a retaguarda blanca que Hierro mais se saia bem. E, em 1989/90, foi titular durante toda a campanha do vice espanhol e, de praxe, marcou sete gols em 37 jogos. Como resultado, foi convocado para a Copa do Mundo de 1990, ainda que não tenha disputado nenhuma partida e deixou o campeonato como uma "decepção", não pelo futebol apresentado, e sim pelo futebol não apresentado. O treinador Luis Suárez não deu nenhuma oportunidade a El Mariscal e viu a sua Roja ser eliminada pela antiga Iuguslávia nas oitavas-de-finais por 2 a 0.

Com a chegada de Jorge Valdano ao comando técnico merengue o futebol de Bubu ascendeu muito e ora ao lado de Manolo Sanchís, ora ao lado de Rafael Alkorta, formou uma dupla de zaga bastante sólida. Após ganhar quatro La Liga, duas Champions League e participar de mais uma Copa do Mundo, dessa como titular, assumiu a braçadeira de capitão da equipe de Chamartin após a aposentadoria de Sanchís.

Hierro será eternamente lembrado por ser o quinto jogador que mais vestiu a camisa do Real Madrid com 598 jogos, atrás apenas de Sanchís, Santillana, Raúl e Gento. Sua trajetória em Madrid se encerrou em 2003, após mais um título de Liga e Champions, quando acabou saindo para jogar no mundo árabe, no Al-Rayyan, do Catar, e posteriormente no Bolton, da Inglaterra, a convite de seu amigo e ex-companheiro de Real Madrid, Iván Campo. Pela seleção espanhola, jogou sua última copa em 2002, onde foi capitão e viu a seleção acabou ser injustamente eliminada pela Coreia após um erro gravíssimo do árbitro da partida. Pela Fúria, defendeu as cores roja em 89 partidas e marcou 29 gols.

Em 2005, um mês depois de anunciar sua aposentadoria dos gramados, foi homenageado pela diretoria merengue antes de um dérbi contra o Atlético de Madrid, onde realizou o pontapé inicial da partida e foi ovacionado por todo o Santiago Bernabéu. Em 2007, foi nomeado Diretor Esportivo da RFEF, cargo que ocupa até hoje.

Fernando Hierro
Nome completo: Fernando Ruiz Hierro.
Data de nascimento: 23 de março de 1968, em Velez, Málaga.
Posição: zagueiro.
Clubes: Velez, Atlético Malagueño, Valladolid, Real Madrid, Al-Rayyan e Bolton.
Títulos: 5 Campeonatos Espanhóis (1989/90, 1994/95, 1996/97, 2000/01, 2002/03), 1 Copa do Rei (1992/93), 4 Supercopas da Espanha (1990, 1993, 1997, 2001), 3 Liga dos Campeões da Uefa (1997/98, 1999/2000, 2001/02), 1 Supercopa da Uefa (2002), 2 Mundial de Interclubes (1998 e 2002), 1 Copa Emir de Catar (2003/04).

domingo, 5 de junho de 2011

Liga Adelante: Tempo de decisão

Peleteiro e Dani Abalo comemoram: o Celta Vigo é o favorito para conseguir a última vaga para a próxima Liga BBVA (AS)

Começa na próxima semana uma das fases mais interessantes da temporada espanhola: os play-offs da Liga Adelante, fase que entrou em vigor nesta temporada. Com o campeão Real Bétis e o Rayo Vallecano já promovidos à Liga BBVA, Elche, Granada, Celta e Valladolid lutam pela última vaga. A disputa desperta a torcida de muita gente. Enquanto alguns querem ver o tradicional Celta Vigo de volta à primeira divisão, outros esperam ver Elche ou Granada, que há tempos não disputam a elite nacional.

O Celta Vigo esteve na Liga BBVA pela última vez em 2006/2007, quando fora rebaixado na última rodada. Nesta temporada, uma acesso à elite serviria para descarregar nos torcedores rivais do Deportivo toda a euforia pela volta e, também, pelo descenso dos blanquiazules. Os pucelanos do Valladolid foram rebaixados na última rodada, após ter uma inglória chance de se salvar diante do Barcelona no Camp Nou. Detalhe: os blaugrana precisavam da vitória para sagrarem-se campeões. O resultado foi o esperado: goleada e com show de Messi, que garantiu um doblete, a artilharia da Liga e o bicampeonato barcelonista. O Elche já não disputa a Liga BBVA há 23 anos, enquanto o Granada tentará um acesso para disputar uma competição que já não disputa há mais de 30 anos.

Para não passarmos em branco, o Quatro Tiempos apresenta breves considerações sobre as semifinais dos play-offs. Quem aparece à esquerda joga primeiro em casa.

Valladolid (7º, 66) x Elche (4º, 69)
Elche e Valladolid se enfrentaram em vinte e oito ocasiões em largo de suas respectivas histórias esportivas, com um retrospecto bastante parelho tanto na primeira divisão quanto na segunda. São doze vitórias do Elche, dez vitórias do Valladolid e seis empates. Na atual temporada, o Valladolid levou a melhor ante os alicantinos: foram quatro de seis pontos somados, com uma vitória no José Zorilla e um empate em Alicante. Na 26ª rodada, o Valladolid venceu com tentos de Nauzet e Jofre, em um encontro marcado pela expulsão de Baraja pelo lado pucelano. Para o duelo, o Valladolid contará mais uma vez com os gols decisivos do artilheiro Javi Guerra. Javi é o vice-artilheiro da competição, com 26 gols, média de 0,65 por jogo.

No lado verdiblanco, a esperança está a cargo de Ángel. Com 12 gols e referência no compacto 5-4-1 de José Bordalás, o atacante é dono de uma excelente Liga Adelante. Certamente, será visto como um herói em caso de um provável acesso dos ilicitanos. O habilidoso Kike Mateo, extremo esquerdo, também é aposta, sendo sempre perigoso em bolas paradas. Mas as duas equipes, certamentes, entrarão como azarões na final. Inferiores tecnicamente a Celta e Granada, Valladolid e Elche apostarão suas respectivas temporadas nesta semifinal.

Celta Vigo (6º, 67) x Granada (5º, 68)
Final antecipada. Celta Vigo e Granada, donos de um excelente primeiro turno, caíram de produção ao longo do segundo semestre, perderam contato com os líderes, sobretudo o Celta Vigo (que queda!), e, para fãs do futebol espanhol, infelizmente jogarão as semifinais dos play-offs. Fabri González, treinador do Granada, tentou tirar um pouco a pressão jogada na equipe: "eles [Celta Vigo] têm a obrigação de voltarem a primeira divisão após o rebaixamento do Deportivo". A frase foi mal intepretada pelos aficionados filipinos: há 35 temporadas sem saber o que é disputar a elite espanhola, os torcedores rojiblancos esperam dedicação total dos jogadores, já que a equipe nunca esteve tão próxima do acesso à Liga BBVA nesses últimos anos quanto neste anos. Um provável acesso premiará, principalmente, González, que, em três temporadas, levou a equipe da Segunda B aos play-offs da Liga Adelante. Alex Geijo, emprestado pela Udinese ao Granada, é a principal aposta dos granotes: o suiço já marcou 24 vezes e chama a atenção de vários clubes da liga bbva.

A favor do Celta, o ataque com Juan Rodríguez, artilheiro da equipe com 16 gols, e Juan Tomás, promissor atacante de 20 anos, e a experiência de grande parte do time, como Ander Murillo, Peleteiro e Papadopoulos. O 12º jogador Dani Abalo também está à disposição do técnico Paco Herrera, que varia do 4-4-2 ao 4-3-3. Temerário, deve ir para a partida de ida com força total e, dependendo do resultado, se fechar ao máximo para parar a veloz equipe do Granada.

sábado, 16 de abril de 2011

Liga Adelante: O iminente retorno béltico e franjiroyo

O Rayo Vallecano driblou os problemas extracampos envolvendo seu presidente e está a um passo de assegurar sua vaga na elite do f utebol espanhol (marca)

Um mês atrás, quando falávamos de Liga Adelante, alertávamos sobre uma ligeira queda de produção do Bétis (líder, 63 pontos), que havia perdido a liderança naquele mês. Pois bem, depois dos tropeços, o time do técnico Pepe Mel iniciou uma sequência de três vitórias e um empate para praticamente se garantir na próxima Liga BBVA, disputando o título da segundona com o Rayo Vallecano, outra equipe que está praticamente com a vaga assegurada na primeira divisão. Foi contra os rayistas, entretanto, que o Bétis tropeçou durante esse período e chegou a perder a liderança por duas rodadas.

A vaga na próxima Liga BBVA deve premiar uma equipe que soube administrar a saída de nove jogadores importantes e que conseguiu substitui-los com bons golpes de mercado, como Jorge Molina, Rubén Castro e o bom lateral Isidoro. Além do mais, a permanência de Pepe Mel no cargo, não obstante à decepção da temporada passada, ajudou a diminuiu o impacto e foi uma atitude louvável dos dirigentes do clube. Dentre os últimos resultados dos verdiblancos, destacam-se o que fechou o ciclo: jogando no Chapín, a equipe da Andaluzia venceu o Xerez (12º, 45) após estar perdendo por dois a zero e, mesmo com um a menos, conseguir anotar três gols num período de quinze minutos, graças aos tentos de Rubén Castro, Pereira e Emaná

Apesar da liderança e do ótimo torneio feito pelo Bétis, a equipe que mais tem chamado a atenção é o Rayo Vallecano (2º, 63). Os franjiroyos estão passando por problemas extracampos, ligados ao presidente Ruiz-Mateos, que colocou o clube à venda, desde o início da temporada e, mesmo assim, tem conseguido vencer estes problemas. No jogo mais importante da temporada, os aficionados do Rayo protestaram contra o presidente, chegando a quimar um veículo da policia de Madrid. Dentro das quatro linhas, o Rayo Vallecano fez sua melhor partida no ano e em um chutaço de Piti, garantiu uma vitória que o deixou na liderança. Porém, a equipe do treinador Sandoval deixou a primeira colocação escapar uma semana depois, quando a equipe só empatou com o Valladolid (7º, 49) no El Zorilla.

Falando em Valladolid, os pucelanos tiveram um mês muito bom e se juntaram a briga - cada vez mais acirrada - que definirá os play-offs. O excelente sprint do Valladolid resultou em quatro vitórias em cinco partidas e redimensionou os objetivos do clube: agora, os comandados de Antonio Bianchi lutam pelo retorno imediato para a elite, o que parecia impensável durante todo o desenrolar da competição. Além disso, com elenco mais qualificado e extenso do que seus rivais diretos, é possível dizer que o clube de Castilla y León é favorito para a vaga e terá dois confrontos diretos, atuando em seu estádio, contra Elche (5º, 53) e Granada (6º, 50).

O Barcelona B (3º, 58) segue em campanha impecável. Os blaugranas interromperam a sequência de vitória do Celta (4º, 56) em pleno Balaídos na 29ª rodada. O show de Soriano, autor de um doblete, decretou a má fase dos galegos, que veem a vaga direta na elite ficar mais distante. Jonathan Soriano é o principal nome da campanha espetacular da equipe treinada por Luis Enrique. O atacante, de 25 anos, tornou-se neste mês o pichichi da competição, com 22 gols. Nolito, outro destaque, já tem seu nome especulado em equipes como Benfica e Aston Villa, mas os dirigentes do clube já informaram que o canterano irá assinar um contrato exclusivo com a equipe A na próxima temporada. Luis Enrique, que vem sendo chamado como "novo Guardiola", também tem seu nome especulado em outros clubes. Com a confirmação de que Quique Sánchez Flores não ficará no Atlético de Madrid ao término da temporada, o rojiblancos foram atrás de El Tourero, que já afirmou que não ficará mais um ano na filial blaugrana.

Para saber mais da Liga Adelante, os artilheiros, a classificação, as estatísticas, clique aqui

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Eternas Promessas: Tote

Contemporâneo de Raúl, Tote encarnou um personagem pelos clubes de Madrid (diariodelfutbol.es)

Apontado ao lado de Raúl como um das principais promessas madridistas dos anos 90, o atacante Jorge Marco López, o Tote, não teve o mesmo sucesso que o colega de base. Hoje, a presença dele em campo é tida como a certeza de muitas trapalhadas e gols perdidos. E se atacante vive de gol, aquele que não possui um aproveitamento minimamente razoável não consegue se manter por muito tempo em clubes de alto nível. Foi o que aconteceu com o espanhol, que completou 32 anos no fim do ano passando, acumulando uma série de fracassos na carreira.

O início
Antes de chegar ao Real, ele passou pelas categorias juvenis do Atlético de Madrid, time do qual é torcedor confesso. Nascido na capital espanhola, o garoto deixou o clube do coração aos 15 anos para terminar sua formação nas categorias de base do Real, em 93. Nos treinamentos, quase sempre se destacava com toques de qualidade e visão de jogo, o que o fez ascender rapidamente aos times C e B do Real.

Na temporada 98/99 pelo Real B, Tote marcou nove gols em 23 jogos e passou a ser visto como uma das principais promessas do futebol espanhol. Em 8 de maio de 99, ele estreou na equipe principal, em jogo contra o Real Sociedad pelo campeonato espanhol. Os galáticos venceram La Real por três a dois, mas Tote não marcou nenhum gol, tendo, na verdade, uma atuação apagada ao lado de Raúl.

O treinador John Benjamin Toshack atribuiu o baixo rendimento à pouca experiência e o atacante acabou emprestado ao Benfica de Portugal por uma temporada. A ideia era de que ele jogasse a primeira divisão em um campeonato de menor pressão, para que sua evolução não fosse prejudicada.

Totti não, Tote
Em 2000, uma confusão da imprensa portuguesa anunciava a chegada de Totti aos encarnados. O atacante italiano que aos 22 anos já era estrela da Roma chegaria ao Benfica por um preço acessível e ficaria uma temporada em Portugal. Como tudo que é bom dura pouco, a euforia benfiquista foi acalmada logo no dia seguinte, quando os jornais desculpavam-se pelo erro e estampavam o rosto de Tote, o promissor atacante espanhol que chegava para ser titular ao lado de Nuno Gomes.

Em campo, o espanhol não fazia diferença para melhor e com o tempo, foi caindo nas opções do treinador. Ele ainda foi relacionado para algumas partidas por conta do bom rendimento nos treinamentos, mas não conseguiu render o mesmo em campo. Trapalhão nas finalizações, o atacante fez uma temporada desastrosa pelo Benfica, onde jogou sete partidas, marcou três gols e perdeu dezenas deles. Na memória benfiquista ficou o jogo contra o Dínamo Bucareste pela antiga Taça UEFA 99/00, quando Tote perdeu três gols feitos e os encarnados perderam por um a zero em pleno Estádio da Luz.

Aos 21 anos, o atacante sofreu a primeira de muitas baixas e foi mandado de volta ao Real Madrid. Com tempo pela frente e força de vontade de sobra para provar que podia fazer melhor, Tote voltou ao Real, jogou mais três partidas e acabou novamente emprestado, dessa vez, para o Real Valladolid, time que disputa a segunda divisão espanhola atualmente. No início da temporada 01/02 pelo time de Valladolid, Tote esboçou o que seria um recomeço. O jogador participou de 36 jogos e marcou sete gols, acumulando mais um desempenho abaixo do esperado, embora o melhor de sua carreira profissional.

De volta a Madrid, o Real tratou logo de acertar a venda do atacante para o Real Betis. Com a camisa merengue, Tote jogou seis partidas e não marcou um gol sequer. O jogador esteve em Sevilha entre 2003 e 2005, participou de 17 partidas e marcou apenas dois gols. Certos de que a compra do atacante foi um mal negócio, os béticos trataram logo de emprestá-lo ao Málaga, onde Tote jogou nove vezes sem marcar gol algum. Na temporada 05/06, o atacante espanhol voltou ao Valladolid, que o aguentou por mais 30 jogos, nos quais ele marcou apenas três gols. Com a ridícula média de um gol a cada dez jogos, o atacante consagrou-se como eterna promessa aos 28 anos, sendo transferido para o Hércules, onde joga até hoje.

Capitão Hércules
Em Alicante, Tote se destaca pela força de vontade. Os gols continuam poucos - são 145 jogos e apenas 27 gols marcados. Contudo, o atacante acabou se tornando peça-chave do esquema montado pelo treinador Esteban Vigo. Com 1,77m e 75 kg, o diferencial de Tote sempre foi a técnica. Ele é um atacante com bom toque de bola, que dribla bem, mas finaliza terrivelmente. Capitão do Hércules, hoje ele é um dos mais queridos jogadores do time, muito mais pela seriedade profissional do que pelo que demonstra em campo.

Na Espanha, há quem goste e odeie seu futebol, e muitos atribuem o seu fiasco profissional à falta de sorte. Com nenhum título expressivo e poucos gols marcados nesses doze anos como jogador, Tote entrou, definitivamente, para a lista das eternas promessas do futebol.

Originalmente de Clarissa Caramilo, do site olheiros

Jorge López Marco, o "Tote"
Nome completo: Jorge López Marco
Data de nascimento: 23/11/1978
Local de nascimento: Madrid, Espanha
Clubes que defendeu: Atlético de Madrid, Real Madrid, Benfica, Valladolid, Real
Betis, Málaga, Hércules

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Craques da LFP: Rubén Baraja

Volante da década no futebol espanhol, Baraja é um dos grandes ídolos do Valencia, clube com o qual tanto se identificou (AP Photo)

Se jogasse no futebol inglês, Baraja seria classificado como um meio-campista box-to-box, ou seja, um atleta que cumpre todas as funções da meia-cancha. “El Pipo”, como foi apelidado, conquistou quase tudo no futebol espanhol vestindo a camisa do Valencia, clube em que passou dez anos e levantou cinco taças.

Nascido em Valladolid, Baraja começou no futebol em casa e com 18 anos iniciou sua caminhada no time B pucela. Porém, ele só jogou três anos pelo clube da cidade natal, onde ora estava com os profissionais, ora alinhava junto à segunda equipe. “El Pipo” mostrou qualidade e chamou a atenção do Atlético de Madrid, que acabou o contratando para sua filial. Jogando em Madrid, ele evoluiu muito seu jogo, mas fez seu debute na equipe principal colchonera apenas no último ano que vestiu rojiblanco. Mostrando boa precisão nos passes, arremates de fora da área e bolas paradas, além de visão de jogo e força no jogo aéreo, Baraja foi vendido ao Valencia.

Foi com os Ches que Baraja alcançou o sucesso e se tornou integrante da seleção espanhola. A primeira convocação ao time principal da Roja veio no ano do debute no Valencia, em 2000, e a partir daí, chamados da fúria ocorreram até 2005. Baraja representou o país na Copa do Mundo de 2002 e na Eurocopa de 2004. Nas duas competições a Espanha não foi bem. No Mundial, perdeu para Coréia do Sul, nas oitavas de final, em jogo recheado de polêmicas. Já na Euro disputada em Portugal, os espanhóis fizeram pior e foram eliminados na primeira fase, no grupo que contava com os futuros campeão (Grécia) e vice (Portugal) do torneio. Um ano após o fracasso na competição europeia, o meia deixou La Roja, onde jogou 43 vezes e marcou sete gols.

Baraja se tornou um ídolo Ché, pois era um líder em campo, e juntamente com Albelda formou uma das duplas de meias-centrais mais completas dos anos 2000. Ambos (Albelda era reserva e participou do segundo tempo) estavam na final da Liga dos Campeões de 2000-01, quando o forte Bayern de Munique só venceu os valencianistas na disputa de pênaltis. Porém o auge foi alcançado sob o comando de Rafa Benítez, quando o Valencia fez frente a Barcelona e Real Madrid por pelo menos quatro anos. Primeiro Baraja foi titular da equipe, que venceu La Liga em 2001-02 com sete pontos de vantagem para o vice-campeão Deportivo e contando com a melhor defesa do campeonato.

A grande temporada ocorreu em 2003-04. “El Pipo” foi um dos pilares dos Ches, que venceram três títulos durante a temporada. Dessa vez o vice-campeonato ficou com o Barcelona e novamente a defesa – protegida por Baraja – recebeu o prêmio de menos vazada de La Liga. Mas a grande conquista foi a Copa UEFA. A forte equipe campeã contava com Cañizares, Ayala, Marchena na defesa, Albelda, Baraja e Vicente no meio e a dupla Angulo e Mista no ataque. Na final, o Marseille de Drogba não conseguiu evitar a derrota por 2 a 0. De quebra, o valencianos ainda levaram a Supercopa da Europa ao vencer o Porto – já sem Mourinho e Deco – por 2 a 1, o importante Baraja anotou o primeiro da conquista e foi eleito o melhor jogador da partida, pela UEFA.

O Valencia perdeu alguns atletas importantes das conquistas e Rafa Benítez também se foi. Porém, Baraja seguiu na equipe e ainda fez parte de mais um elenco campeão. Em 2008, era o capitão da equipe que contava com David Villa e David Silva e que se sagrou campeã da Copa del Rey sobre o Getafe.

Depois da última conquista, Baraja seguiu com Los Che mais dois anos, até se aposentar no final da temporada 2009-10. Frente ao Tenerife, no dia 16 de maio, ele fez sua última partida como valencianista, que ocorreu em “sua casa”, o Mestalla. Ao entrar em campo, os jogadores fizeram o famoso pasillo para recebê-lo e algumas crianças fizeram um mosaico no gramado, com seu apelido e seu número: Pipo 8. Além disso, ele recebeu uma placa de agradecimento do Valencia. Quando foi substituido, entregou a faixa de capitão ao companheiro Marchena e saiu de campo sendo aplaudido de pé sob gritos de "Pipo, Pipo!". Ao final do jogo, retornou ao gramado, agradeçeu aos torcedores e foi carregado pelos companheiros. No Valencia, foram dez anos, cinco títulos, 262 jogos e 42 gols, números que deixam “El Pipo” marcado na história dos Che.

Hoje Baraja trabalha como comentarista de futebol em duas frentes na Espanha, a televisão valenciana, Canal Nou e no Tiempo de Juego, um programa de rádio. Recentemente, “El Pipo” foi eleito pela resvista Sports Illustrated um dos meios-campistas da seleção da década do Campeonato Espanhol, deixando Figo, Ronaldinho e Zidane no banco de reservas.

Para quem quiser, disponibilizo aqui a despedida do Baraja no Mestalla.
Parte 1 | Parte 2


Rubén Baraja
Nascimento: 11 de julho de 1975, em Valladolid, Espanha
Posição: Meio-campista
Clubes como jogador: Valladolid (1993-96), Atlético de Madrid (1996-2000) e Valencia (2000-10)
Títulos: 2 Campeonatos Espanhóis (2001-02 e 2003-04), 1 Copa UEFA (2003-04), 1 Supercopa da Europa (2004) e 1 Copa del Rey (2007-08)
Seleção espanhola: 43 jogos e 7 gols

sábado, 5 de junho de 2010

Balanço final: Valladolid

Os jogadores do Valladolid tiveram poucos motivos para comemorar nesta temporada (AS)

TÉCNICOS:
José Luis Mendilibar, Onésimo Sánchez e Javier Clemente
COMPETIÇÃO EUROPEIA: não participou de nenhuma
COPA DEL REY: caiu na primeira fase
DESTAQUE: Nauzet (meia)
ARTILHEIRO: Diego Costa (8 gols)
NOTA DA TEMPORADA: 3

A equipe tinha potencial para fazer uma campanha segura, no meio da tabela. Havia uma reserva razoável de talentos e uma linha de trabalho que se seguia desde que o clube retornou à primeira divisão. Mas tudo ruiu a partir das últimas rodadas do primeiro turno, quando a equipe caiu para a zona de rebaiaxmento.

Uma série de crises se seguiu e nem a contratação de um técnico experiente e respeitado, como Javier Clemente, ajudou a dar novo impulso à campanha blanquivioleta. Aliás, o treinador ficou como decepção da temporada, pela falta de resultados e verborragia demonstrada quando a situação ficou mais aguda. A torcida protestou muito na saída de Onésimo, levando cartazes para o estádio escrito que o problema pucelano estava na diretoria e não no treinador.

Com um dos piores aproveitamentos da Europa, a equipe teve a ingrata missão de decidir sua vaga na primeira divisão, jogando contra o Barcelona, que entrava em campo precisando vencer para ser campeão.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Os piores aproveitamentos da Europa

Jogando no José Zorilla, o Valladolid tomou muitas goleadas... muitas (AP Photos)

Ainda considerando as cinco grandes ligas europeias (Itália, Inglaterra, Espanha, Alemanha e França), copiaremos, mais uma vez, o texto de Braitner Moreira, do Quattro Tratti, que desta vez traz os times que marcaram o pior aproveitamento jogando dentro e fora de seus domínios na temporada 2009-10. Nos sempre lotados estádios alemães, três equipes do país se "destacam" entre os piores mandantes, mas nenhuma visita tão mal quanto os ingleses. Na Liga BBVA, o Valladolid fez muito feio em casa e terminou com o pior mandante. Confira as estatísticas:

Pior aproveitamento em jogos dentro de casa
1. Hertha Berlim (Alemanha): 17,6%
2. Bochum (Alemanha): 23,5%
3. Köln (Alemanha): 29,4%
4. Boulogne (França): 29,8%
4. Grenoble (França): 29,8%
4. Racing Santander (Espanha): 29,8%
7. Portsmouth (Inglaterra): 31,6%
8. Siena (Itália): 33,3%
9. Livorno (Itália): 35,1%
9. Valladolid (Espanha): 35,1%

Pior aproveitamento em jogos fora de casa
1. Burnley (Inglaterra): 7%
2. Grenoble (França): 10,5%
2. Hull City (Inglaterra): 10,5%
2. Tenerife (Espanha): 10,5%
5. Le Mans (França): 14%
6. Atalanta (Itália): 15,7%
6. Livorno (Itália): 15,7%
6. Udinese (Itália): 15,7%
6. West Ham (Inglaterra): 15,7%
10. Fulham (Inglaterra): 17,5%
10. Sunderland (Inglaterra): 17,5%
10. Portsmouth (Inglaterra): 17,5%