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terça-feira, 12 de julho de 2011

Campeones Del Mundo: Víctor Valdés

Victor Valdés passou confiança e se firmou em uma posição carente de ídolos no Barcelona (Sport)

Ele não é dos mais altos. Não tem tanto prestígio popular. Não tem aquele apoio da mídia. Mas ele faz parte dos dois times mais vencedores da atualidade. Porém, ele evita que aconteça o que todos querem ver: gols. Victor Valdés é, digamos, "do contra" mesmo.

O jovem Victor começou como goleiro nas categorias de base do Barcelona em 1992. Em setembro do mesmo ano, uma mudança de trabalho dos pais foi o único motivo que tirou o "Doble V" do Barça. Foram três anos vivendo em Tenerife, para regressar à Catalunha em 1995. Nas categorias de base, chegou a ser o goleiro menos vazado do mundial sub-17 que jogou.

Por não ter a envergadura da maioria dos goleiros da atualidade, V.Valdés foi debutar no time principal apenas aos 20 anos, na temporada 2002/03. Sob o comando de Louis Van Gaal, foram 14 jogos na temporada de estreia, onde sofreu 15 gols e revezou a meta barcelonista com o argentino Bonano.

Valdés confiava em seu potencial, mas a comissão holandesa que comandava os blaugranas não tinha tanta certeza assim. Tanto que o goleiro passou de pretendente a titular à dispensável, sendo obrigado a retornar para o Barcelona B na terceira divisão. Era um momento de repensar a carreira. E "Doble V" não compareceu a partida do clube pela D2B, faltando também a três treinamentos seguidos. A cúpula diretiva do clube então precisou agir. O jovem era uma esperança de futuro contínuo, seguro na meta catalã, órfã desde a saída de Andoni Zubizarreta, após a Copa de 1994.

Com a saída de Van Gaal, Valdés voltou a revezar na titularidade. Desta vez, o rival era o turco Rüstü Reçber, que vinha de grandes atuações por seu país na Copa do Mundo do Japão e Coreia do Sul. A chegada de Frank Rijkaard foi o momento cruscial para a definição de quem seria o novo camisa #1. E o prata da casa mostrou seu valor, conquistando seu primeiro prêmio Zamora de goleiro menos vazado de La Liga na temporada 2004/05.

Enquanto Xavi, Iniesta, Ronaldinho, Deco, Eto'o e David Villa marcam na história o ofensivismo do Barcelona dos anos 2000, Victor Valdés faz o trabalho sujo na defesa. Mesmo preterido na seleção nacional por seu ex-companheiro de Barcelona, Pep Reina, e pelo astro do Real Madrid, Iker Casillas, é "Doble V" que ficou coms os últimos três prêmios de goleiros menos vazados do campeonato espanhol.

A trajetória na Fúria, aliás, é algo que não o incomoda. Valdés é presença certa nas convocações de Vicente del Bosque apenas quando o terceiro goleiro é necessário, normalmente em competições de maior porte, como as fases finais da Copa do Mundo e da Eurocopa. Porém, ele representa com tanto ou mais afinco ainda a seleçã catalã em amistosos pelo mundo.

A concorrência nacional forte fez crescer esse gigante de 1,83m. V.Valdés não seria a unanimidade que é se não fosse cobrado para estar no nível de grandes goleiros como seus compatriotas e companheiros de seleção. E ele aproveitou isso e aliou-se com a sorte de fazer parte de um clube com um elenco vencedor, formado com as mesmas características há três décadas. Se faltava um grande goleiro na história blaugrana, agora não falta mais. E "Doble V" pode acrescentar mais um V a sua alcunha: o "V" de vencedor.

Victor Valdés
Nome: Victor Valdés Arribas
Apelido: Doble V
Nascimento: 14/01/1982 - 29 anos
Local: Hospitalet de Llobregat, Espanha
Clubes que defendeu: Barcelona
Títulos: Três Ligas dos Campeões (2005/06, 2008/09 e 2010/11); Uma Supercopa da Europa (2009); Um Campeonato Mundial de Clubes (2009); Cinco Campeonatos Espanhois (2004/05, 2005/06, 2008/09, 2009/10 e 2010/11); Quatro Supercopas Espanholas (2004/05, 2005/06, 2008/09 e 2009/10); Uma Copa do Rei (2008/09)
Prêmios Individuais: Quatro Troféus Zamora (2004/05, 2008/09, 2009/10 e 2010/11)
Seleção: 4 jogos
Títulos pela Seleção: Copa do Mundo de 2010

quinta-feira, 24 de março de 2011

Jogadores históricos: Roy Makaay

Roy Makaay teve uma ótima carreira, mas foi no Deportivo que o atacante holandês alcançou as maiores glórias (Reuters)

Roy Makaay fez parte da geração holandesa que teve Patrick Kluivert e Ruud van Nistelrooy como outros atacantes destacados. Os três passaram pelo futebol espanhol e tiveram grande destaque por lá. A porta de entrada para Makaay foi o Tenerife, mas foi vestindo a camisa azul e branca do Deportivo que o atacante brilhou. Na Galícia, o holandês será sempre lembrado por quatro títulos, uma artilharia, uma chuteira de ouro e, claro, pelos muitos gols.

O jogo de Makaay contava com uma caracteristíca básica: a facilidade para balançar as redes. Ele era rápido e pensava de forma veloz, o que dificultava muito o trabalho dos goleiros adversários. Dentro da área não havia preferência: as pernas direita e esquerda sabiam muito bem o que fazer para alcançar o gol. Com ótima impulsão, gols de cabeça não foram raridade na trajetória futebolística de Roy Makaay.

Roy Makaay começou no futebol muito cedo e antes de se profissionalizar, passou por SC Woezik, Diosa e Blauw-Wit. Mas, aos 18 anos, o Vitesse se tornou o primeiro clube profissional do atacante. Na temporada de estreia, ele ainda não conseguiu ser titular, porém anotou seu primeiro tento na Eredivisie. Logo no ano seguinte veio a titularidade e, com ela, os gols aumentaram. Em 1996-97, Makaay fez 19 tentos no campeonato local (maior número de toda sua carreira na Holanda), o que lhe garantiu a primeira convocação para a oranje e a transferência para o Tenerife do futebol espanhol.

A adaptação à terra das touradas foi rápida e mesmo jogando por um time de segundo escalão, Makaay deixou 21 gols em duas edições de La Liga. Ao final da temporada 1998-99, com o rebaixamento dos insulares, o atacante holandês acabou vendido para o Deportivo La Coruña. No debute com a camisa azul e branca na Liga Espanhola, o atacante holandês anotou um triplete contra o Alavés. Durante a temporada, ele conseguiu mais uma vez marcar três gols em um jogo contra o Atlético de Madrid. Os seus 22 gols ajudaram o Depor a chegar seu primeiro título de La Liga. Assim, além da conquista importante, o Deportivo ainda se tornou o primeiro time da Galicia a se classificar à Liga dos Campeões. E terminou o ano com a vitória na Supercopa espanhola.

O segundo título veio na temporada 2001-02, quando o Depor acabou a Liga Espanhola na segunda colocação, mas conquistou a Copa del Rey sobre o Real Madrid, que comemorava seu centenário à época. Porém, a grande temporada do holandês ocorreu em 2002-03. Sem títulos, mas um desempenho impressionante: 29 gols em La Liga, um tento na Copa del Rey e nove gols na Liga dos Campeões. Com esses números, Roy Makaay foi o artilheiro do Campeonato Espanhol e ainda levou a chuteira de ouro europeia.
O “problema” é que no primeiro jogo da LC 2002-03, o atacante holandês anotou um hat-tricks, logo contra o forte Bayern. Dessa forma, os bávaros passaram a seguir ele mais de perto e ao final da temporada, os roten pagaram quase 19 milhões de euros pelo artilheiro da Europa. Ao mesmo tempo que assombrava as defesas espanholas, Roy Makaay tinha carreira tímida na seleção holandesa. Ele esteve entre os convocados das Eurocopas de 2000 e 2004, quando esteve entre os reservas, pois a titularidade ficava com Kluivert, Nistelrooy e Bergkamp – o último, apenas em 2000.
Na Alemanha, o holandês também deixou seu nome marcado. Pelo Bayern ele quase alcançou a marca de 100 gols, nas quatro temporadas que defendeu a equipe. Além, do grande número de tentos, foram cinco títulos conquistados com os bávaros. Nas quatro edições da Bundesliga, que disputou, Roy Makaay ficou entre os quatro artilheiros em todas elas.
Seus gols ajudaram muito os roten no bicampeoanto da Bundesliga em 2004-05 e 2005-06. Porém, na Liga dos Campeões, o Bayern não conseguiu passar das quartas-de-final. Na principal competição interclubes da Europa, o holandês marcou no dia 7 de março o gol mais rápido da história da LC. Contra o Real Madrid, ele precisou de apenas 10,2 segundos para marcá-lo. Porém, com final da temporada 2006-07, Klose e Luca Toni desembarcaram em Munique e, dessa forma, Roy Makaay preferiu deixar os bávaros para voltar ao país natal.

Na Holanda, Makaay foi defender o Feyenoord. Na primeira temporada, ele ganhou seu único título na terra da oranje: a Copa da Holanda. A boa presença lhe rendeu a convocação à Olimpíada de 2008, quando a Holanda parou nas oitavas-de-final. Em 2009-10, Roy Makaay encerrou a carreira de forma mágica contra o Heerenveen. Na vitória por 6 a 2, o camisa nove anotou um hat-trick para se despedir muito emocionado do futebol. Atualmente, o ex-atacante segue no “Clube do Sul” e hoje tem ligação com a categoria sub-13 da equipe.

Roy Makaay
Nascimento: 9 de março de 1975, em Wijchen, Holanda
Posição: Atacante
Clubes: Vitesse (1993-97), Tenerife (1997-99), Deportivo La Coruña (1999-03), Bayern de Munique (2003-07) e Feyenoord (2007-10)
Títulos: La Liga (1999-00), Copa del Rey (2001-02), 2 Supercopas da Espanha (2000 e 2002), 2 Bundesliga (2004-05 e 2005-06), 2 Copas da Alemanha (2004-05 e 2005-06), Copa da Liga Alemã (2004) e Copa da Holanda (2007-08)
Seleção holandesa: 43 partidas e 6 gols

sábado, 5 de março de 2011

Jogadores: Miroslav Djukic

Djukic foi um zagueiro de técnica elegante, mas o famoso pênalti perdido na Liga de 93/94 marcou sua carreira (canaldeportivo)

Muitos jogadores ficam lembrados por lances que dão vitórias e títulos para seus clubes. Outros já ficam lembrados por verdadeiras “obras de arte”, que não deram títulos ou foram cruciais para momentos ruins de sua equipe. Miroslav Djukic poderia ter entrado na primeira categoria, mas acabou sendo um candidato a entrar na segunda. Tudo porque o ex-técnico da seleção da Sérvia, em um lance, decidiu a vida do Deportivo La Coruña no Campeonato Espanhol da temporada 1993/94, em um lance que contarei daqui a pouco. Antes, o começo de tudo.

Nascido em Sabac, na atual Sérvia, Djukic começou no Macva, clube da cidade, se profissionalizando em 1986. Logo começou a fazer fama na pequena equipe, se destacando como um bom líbero, e atraiu os olhares de Partizan e Estrela Vermelha, os dois principais clubes da capital iugoslava. Porém, para a temporada 1989/90, ele preferiu outro rumo. O rumo de Djukic foi o modesto Rad, que havia feito um brilhante campeonato na temporada anterior. Sua estada no clube durou apenas um ano, pois já na temporada seguinte, o zagueiro se transferiu para o La Coruña, então apenas uma equipe da Liga Adelante.

Na Galícia, Djukic se tornaria um dos destaques da equipe que se tornaria uma das potências de La Liga na década de 90. Na temporada seguinte à sua chegada, o Depor subiu para a elite, e logo o então iugoslavo passaria a dividir o foco nos anos seguintes com Donato, Bebeto e cia. Para melhorar, começou a ganhar suas primeiras chances na seleção. O (que deveria ser) ápice dele foi a temporada 1993/94, em que os blanquiazules galegos disputaram pau-a-pau o título espanhol com o super Barcelona de Cruyff. Tudo iria bem se algo não tivesse acontecido naquele fatídico dia 14 de maio de 1994.

Nos acréscimos do jogo final daquela temporada contra o Valencia, a partida se encaminhava para o 0 a 0 (dando a taça para o Barça), quando Nando sofreu pênalti. Bebeto seria o batedor oficial, mas por cobranças desperdiçadas durante a temporada, desistiu - fato que, para os aficionados galegos, foi um ato de pipoqueiro. Donato, o segundo na linha sucessória, já havia sido substituído. Portanto, lá foi Djukic para a cobrança e... Gonzalez defendeu, tirando a chance do primeiro título do Depor. O zagueiro foi ao desespero, assim como os aficionados blanquiazules, que pareciam não acreditar no que estava acontecendo.

O pênalti perdido não alterou muito a rotina de Djukic no La Coruña, continuando no clube até 1997. Então, ironicamente se transferiu para o Valencia, outro clube que se tornaria uma força ibérica nos anos seguintes. Em seu novo clube, Djukic continuou se destacando em sua posição, garantindo uma vaga no grupo da Iugoslávia que foi à Copa de 1998. Só que aquele pênalti perdido em 1994 ainda insistia em ser lembrado. Tanto que, quando os blanquiazules finalmente foram pela primeira vez campeões, em 2000, Miroslav soltou um merecido desabafo: “Deus existe. Eles merecem essa conquista e eu terei agora paz em minha alma”.

O próprio Djukic também teria motivos para comemorar. Em 2002, ele estava lá quando os chés levantaram a taça da Liga, deixando o seu ex-clube na segunda posição, assim como os galáticos do Real Madrid, que, na época, acabava de ganhar a Champions League (pela última vez, até então). Além disso, participou de duas finais da Liga dos Campeões com seu clube, conquistando dois vice-campeonatos. O fim de sua trajetória foi no Tenerife, para onde se transferiu em 2003. Ficou apenas uma temporada no time das Ilhas Canárias, encerrando sua carreira no ano seguinte.

Depois de encerrar a carreira, Djukic trabalhou como comentarista em Valencia, mas logo depois resolver trilhar um caminho comum ao de quase todos os ex-jogadores: virar treinador. Em 2006, assumiu a seleção sub-21 da Sérvia, tornando-se vice-campeão europeu da categoria.

Em 2007, aceitou treinar o Partizan Belgrado, um dos principais times do país. O trabalho agradou tanto que foi premiado como Treinador do Ano no país, e de quebra, assumiu o cargo de treinador das seleções principal e olímpica, no lugar do também ex-jogador Radomir Antic. Hoje, é técnico do pequeno Mouscron, da Bélgica, que foi excluído da Liga Belga graças às dívidas.

Miroslav Djukic
Data de nascimento: 19 de fevereiro de 1966
Posição: Zagueiro
Times como jogador: Sabac, Rad, Deportivo La Coruña, Valencia, Tenerife.
Como treinador: Seleção sérvia, Mouscron
Títulos: 2 Copa do Rei, 1 Campeonato Espanhol, 1 Supercopa da Espanha.

Recomendamos: Aos que desejarem se aprofundar sobre o Campeonato Espanhol de 1993/94 e souber espanhol, vale a pena ver o documentário que foi transmitido pelo Correo Gallego. Parte 1 | Parte 2 | Parte 3.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Craques da LFP: Meho Kodro

Kodro foi um dos grandes ídolos da Real Sociedad no inicio da década de 90... (jugadorsmiticic)

Na década de 90, os bósnios eram meros coadjuvantes de iugoslavos – hoje também separados entre sérvios e montenegrinos – e croatas, entre as repúblicas que se emanciparam da antiga Iugoslávia. Mesmo a Eslovênia, espécie de terceira força, conseguiu se classificar para o Mundial de 2002. Um centroavante, porém, se destacava no futebol espanhol e, mesmo fazendo poucas partidas pela seleção bósnia, se consagrou como o primeiro ídolo futebolístico do país recém-criado. A participação de Meho Kodro no início dessa trajetória vai muito além dos 13 jogos e três gols marcados, ou mesmo da braçadeira de capitão que ostentou durante esse período.

Nascido em Mostar, antiga Iugoslávia e atual capital da Herzegovina, Kodro começou a se destacar aos 18 anos, no Vélez Mostar, clube atualmente mediano na antiga Iugoslávia e que manteve o tamanho no novo país. Em seis temporadas, o atacante marcou 48 gols em 129 jogos. Alto e forte, usava seu 1.88m de altura para levar vantagem sobre os zagueiros na bola aérea, além de mostrar técnica com a bola nos pés e ser perigosíssimo nas cobranças de faltas e pênaltis.

O fato de se “esconder” em um clube de menor expressão não impediu que seu talento fosse visto no país. Ainda em 1991, antes da guerra estourar, o atacante chegou a disputar duas partidas pela seleção iugoslava, que tinha como base o então campeão do mundo Estrela Vermelha e contava, no ataque com Davor Suker. Com o início dos conflitos, Kodro preferiu imigrar e encontrou, curiosamente em outra área conflituosa, o lugar perfeito para desenvolver seu futebol.

Aos 25 anos, Kodro desembarcava no País Basco, mais precisamente na cidade de San Sebastián. Era o novo reforço do Real Sociedad, e chegava sem muito alarde. Seus dois primeiros anos foram quase tão discretos quanto sua chegada, e o próprio centroavante admitiu que teve problemas para se concentrar no próprio trabalho enquanto muitos familiares e amigos continuavam vivendo em Mostar sob a mira de bombardeios diários. A partir da temporada 1993/94, porém, tudo mudou. Aliando força e técnica, Kodro marcou 23 gols e ficou na terceira posição na tabela de artilheiros, atrás de Romário e Davor Suker, seu antigo concorrente na seleção iugoslava, que optou por defender a Croácia. No ano seguinte, mais 25 gols e a vice-artilharia da Liga, atrás apenas de Iván Zamorano, então no Real Madrid. O desempenho, obviamente, atraiu a atenção de clubes maiores, e a transferência para o Barcelona em 1995 foi inevitável.

... e transferência para o Barcelona foi inevitável: o atacante foi o substituto de Romário (sport.es)

Após brilhar por duas temporadas no Real Sociedad, Kodro chegava em Barcelona com o aval do técnico Johan Cruijff e uma missão praticamente impossível pela frente: substituir Romário, então melhor jogador do mundo e recém-transferido para o Flamengo, no comando de ataque e, principalmente, no coração da torcida, que naquele ano também viu a saída de Hristo Stoitchkov, vendido ao Parma.

Como se não bastasse a sombra de Romário, a passagem de Kodro pela Catalunha foi marcada por algumas lesões e pelo desgaste de Cruijff com a diretoria, que culminou com a saída do holandês do cargo no final da temporada. Com a contratação de Ronaldo, o bósnio perdeu seu espaço na equipe e se mudou para o Tenerife em troca de Juan Antonio Pizzi, outro artilheiro que fracassou no Camp Nou. Nas Ilhas Canárias, Kodro não repetiu o desempenho dos tempos de Real Sociedad e marcou apenas 18 gols em três temporadas. Em 1999, o centroavante transferiu-se para o Alavés, e no ano seguinte mudou-se para Israel, onde encerrou a carreira atuando pelo Maccabi Tel Aviv em 2002, aos 35 anos.

Após a aposentadoria, Kodro continuou ligado ao futebol, trabalhando como auxiliar-técnico de José Mari Bakero no próprio Real Sociedad em 2006. Em janeiro de 2008, o ex-centroavante assumiu o comando técnico da seleção da Bósnia como nome de consenso no país, mas foi demitido em maio, após um desentendimento com a federação por ter se recusado a disputar um amistoso contra o Irã.

Mesmo com o incidente, seu prestígio continua inabalável na Bósnia e, enquanto procura um novo emprego, Kodro pode desfrutar de um merecido período de descanso, sem a possibilidade de novas guerras. E com a certeza de que contribuiu muito para o grande salto de qualidade do futebol em seu país.

Texto original de Pedro Venancio.

Meho Kodro
Nome completo: Mehmed “Meho” Kodro
Data de nascimento: 12/01/1967
Clubes: Velez Mostar-BOS, Real Sociedad-ESP, Barcelona-ESP, Tenerife-ESP, Alavés-ESP e Maccabi Tel Aviv-ISR

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Liga Adelante: Sem definição

Líder do torneio, o Bétis é o time a ser batido na competição e recuperou a credibilidade em âmbito nacional, com a classificação para as quartas-de-finais da Copa del Rey (eldesmarque)

Desde a última coluna temática sobre Liga Adelante, um mês atrás, foram disputados seis rodadas do campeonato, que sem amplamente indefinido. Os resultados dos últimos seis jogos embolaram a zona dos play-offs, que agora tem, mais do nunca, quatro times brigando de forma parelha por uma vaga direta para a Liga BBVA. Vocês devem ser estarem perguntando no momento: "como assim uma?". Sim, apenas uma. O líder Bétis segue em uma enorme margem de crescimento e, nesse período, venceu quatro partidas, empatando duas vezes. O que contabiliza um total de 14 pontos somados em 18 possíveis. O segundo colocado Celta (39) também segue firme e forte na busca pela segunda vaga direta e deu um passo importantíssimo: na primeira rodada de 2011, o galegos venceram um confronto direto contra Rayo Vallecano (3º, 37).

No Tereso Rivero de Madrid, emoção foi o que não faltou no jogo que abriu o ano de 2011. Invicto, até então, jogando em casa, os franjirrojos não conseguiram superar o seu principal adversário pela vaga direta na primeira divisão espanhola e, após abrir o placar, jogaram de uma maneira apática, contribuindo para a remontada céltica. Boa parte dos méritos vão para os atacantes David Rodríguez e Arribas, que em sua primeira temporada como protagonistas, marcaram 25 dos 39 gols da equipe no campeonato. Rodríguez, aliás, foi o principal responsável pela vitória do Celta ante o Rayo, com um doblete providêncial.

Na liderança, o Bétis (1º, 43) não só vem bem na Liga Adelante, como em cenário nacional vai recuperando sua credibilidade: na Copa del Rey, os verdiblancos tornaram-se o único time a passar às quartas-de-finais da competição, onde agora terá um duro desafio contra o Barcelona, que disputa a Liga Adelante. No último jogo, o Bétis perdeu a chance de colocar sete pontos de vantagens para o Celta Vigo ao empatar com o fraco Huesca (15º, 22) por 1 a 1. A fase atual dos verdolagas, embalada pelas ótimas perfomances do experiente Emaná, os coloca como o time a ser batido na competição.

Na briga dos que querem escapar da segunda división B, o Las Palmas (16ª, 22) de Lunas Eslava conseguiu uma vitória importante fora de casa contra o Rayo Vallecano, onde fez o time ganhar mais esperanças e sonhar de verdade com a permanência. Tarefa que parece difícil para Recreativo (19ª, 19), Gimnástic (20ª, 16) e Ponferradina (21ª, 16) e impossível para o lanterna Tenerife (11), que, em duas temporadas, pode sair da Liga BBVA direto para a segunda división b. A diretoria do clube canário demitiu Mandiá e efetivou Antonio Hernández, chegando a cota de quatro técnicos na mesma temporada.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Balanço final: Tenerife

Com uma temporada fraca, o Tenerife não conseguiu pontos suficientes para continuar na Liga BBVA (reuters)

TENERIFE (19º COLOCADO)

TÉCNICO: José Luis Oltra
COMPETIÇÃO EUROPEIA: não participou de nenhuma
COPA DEL REY: caiu na primeira fase
DESTAQUE: Alejandro Alfaro (meia)
ARTILHEIRO: Nino (14 gols)
NOTA DA TEMPORADA: 3,5

O Tenerife não foi completamente ruim. Apresentou bom futebol em alguns momentos e teve uma campanha em casa acima da média para equipes que lutam contra o rebaixamento. No entanto, é inadmissível um time conquistar apenas uma vitória como visitante, e apenas na 32ª rodada. Para piorar, a defesa deu pane em diversos jogos, fragilizando a confiança da equipe em algumas goleadas sofridas. Desse modo, foi difícil conseguir uma sequência mínima de bons resultados, o suficiente para propiciar aos tinerfeños um salto na classificação.

Chegando a incomodar o Barcelona, no Camp Nou, quando deixou o jogo empatado até os 30 do segundo tempo, o Tenerife fez boas partidas contra os grandes, mas faltou experiências para os blanquiazules em determinados momentos. Como por exemplo, na partida do turno contra o próprio Barcelona, nos primeiros 10 minutos de partidas, o Tenerife chegou ao gol de Victor Valdés 4 vezes e em 2 delas enxergou a trave no seu caminho. Para comprovar a falta de sorte, viu o Barcelona, que sofreu sufoco durante os primeiro 30 minutos da primeira parte, abrir 3 a 0 só no primeiro tempo. E ainda teve que aguentar uma partida inspirada de Lionel Messi, que marcou um dos seus 3 hat-tricks na temporada.

Para a próxima temporada, de certeza mesmo, apenas a de que os seus grandes destaque na temporada, Alfáro e Nino, não continuarão mais no clube.

Os piores aproveitamentos da Europa

Jogando no José Zorilla, o Valladolid tomou muitas goleadas... muitas (AP Photos)

Ainda considerando as cinco grandes ligas europeias (Itália, Inglaterra, Espanha, Alemanha e França), copiaremos, mais uma vez, o texto de Braitner Moreira, do Quattro Tratti, que desta vez traz os times que marcaram o pior aproveitamento jogando dentro e fora de seus domínios na temporada 2009-10. Nos sempre lotados estádios alemães, três equipes do país se "destacam" entre os piores mandantes, mas nenhuma visita tão mal quanto os ingleses. Na Liga BBVA, o Valladolid fez muito feio em casa e terminou com o pior mandante. Confira as estatísticas:

Pior aproveitamento em jogos dentro de casa
1. Hertha Berlim (Alemanha): 17,6%
2. Bochum (Alemanha): 23,5%
3. Köln (Alemanha): 29,4%
4. Boulogne (França): 29,8%
4. Grenoble (França): 29,8%
4. Racing Santander (Espanha): 29,8%
7. Portsmouth (Inglaterra): 31,6%
8. Siena (Itália): 33,3%
9. Livorno (Itália): 35,1%
9. Valladolid (Espanha): 35,1%

Pior aproveitamento em jogos fora de casa
1. Burnley (Inglaterra): 7%
2. Grenoble (França): 10,5%
2. Hull City (Inglaterra): 10,5%
2. Tenerife (Espanha): 10,5%
5. Le Mans (França): 14%
6. Atalanta (Itália): 15,7%
6. Livorno (Itália): 15,7%
6. Udinese (Itália): 15,7%
6. West Ham (Inglaterra): 15,7%
10. Fulham (Inglaterra): 17,5%
10. Sunderland (Inglaterra): 17,5%
10. Portsmouth (Inglaterra): 17,5%

domingo, 11 de abril de 2010

Jogadores Históricos: Fernando Redondo

Como jogador do Real Madrid, Redondo conquistou 3 liga dos campeões e é um dos maiores idolos do clube (wordpress)

Historicamente, os volantes argentinos sempre tiveram uma fama ruim ao redor do mundo, acusados de serem jogadores violentos e desleais dentro de campo. É claro que houve muitos atletas que confirmavam essa fama, mas também tiveram exceções. A principal delas foi Fernando Redondo, considerado por muitos o melhor volante argentino de todos os tempos e, também, um dos maiores de todo o mundo. Com seu estilo clássico e elegante, Redondo marcou época nos anos 90, principalmente no Real Madrid, e poderia ter tido uma carreira ainda mais brilhante se não fossem as contusões que sempre o acompanharam.

Nascido no dia 6 de julho de 1969, na cidade de Adrogué, na Argentina, Fernando Redondo iniciou a carreira no Argentinos Juniors, em 1985, com apenas 16 anos. Na época, o pequeno clube de Buenos Aires vivia a sua fase mais gloriosa: era o atual campeão nacional e da Copa Libertadores. Mas Redondo só começou a aparecer como titular da equipe em 1988. O meio-campista logo se destacou e em 1990 foi vendido para o Tenerife, da Espanha, sem sequer passar por um time grande da Argentina, algo raro para a época.

Com a camisa do Tenerife, Redondo começou a ganhar destaque na Espanha, mesmo com a equipe sendo apenas coadjuvante no campeonato nacional. Mas na temporada 91/92 o Tenerife acabou decidindo o título espanhol. O time terminou a competição na 13ª colocação, mas na última rodada recebeu o Real Madrid, que precisava de uma vitória para ser campeão. O time madrileno vencia por 2 a 0 e estava com o título nas mãos. Mas, no segundo tempo, o Tenerife conseguiu a impressionante virada para 3 a 2 e ajudou o Barcelona, que venceu o Athletic Bilbao, a garantir a taça.

Na temporada 92/93 o Tenerife contratou o argentino Jorge Valdano para ser o treinador da equipe. E a aposta deu resultado: o time acabou o Campeonato Espanhol em 5° lugar, naquela que foi a melhor campanha da história do clube. Redondo era o grande destaque da equipe e ganhou a admiração de Valdano, que o levaria para o Real Madrid em 1994. O sucesso no Tenerife também valeu para Redondo as primeiras convocações para a seleção argentina, comandada na época por Alfio Basile. O volante participou da conquista da Copa das Confederações, em 1992 e, também, do título da Copa América de 1993. Este, aliás, foi o último torneio conquistado pela seleção principal da Argentina.

Em 1994, Redondo já era titular absoluto da seleção que disputou a Copa do Mundo nos Estados Unidos. Ele fez uma grande Copa, mas acabou ofuscado pelo escândalo de doping que tirou Maradona da competição. A Argentina foi eliminada nas oitavas-de-final após perder por 3 a 2 para a Romênia, em um dos melhores jogos daquele mundial.

Após a Copa, Daniel Passarella assumiu o comando da seleção argentina. Com ele, Redondo nunca teve oportunidades. Alguns dizem que era por causa de seus cabelos longos. Outros falavam que Passarella queria que Redondo jogasse pelo lado esquerdo do campo. O fato é que os dois nunca tiveram um relacionamento amigável e Redondo ficou de fora da Copa do Mundo de 1998, na França. Cláudio Cannigia, outro cabeludo, também ficou de fora. Já Gabriel Batistuta foi convocado, mas com o cabelo devidamente aparado.

Redondo só voltou a jogar pela seleção em 1999, quando o treinador já era Marcelo Bielsa, mas não disputou nenhuma competição oficial. Seu último grande momento com a camisa da Argentina foi em setembro daquele ano, em um amistoso diante do Brasil, em Buenos Aires, quando os donos da casa venceram por 2 a 0 e Redondo anulou Rivaldo. Três dias depois houve a revanche no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Dessa vez o Brasil venceu por 4 a 2 e Redondo não conseguiu evitar o show de Rivaldo, que marcou três gols.

O “Príncipe de Madri”, contusões e o fim da carreira

No início da temporada 94/95, Redondo foi contratado pelo Real Madrid por cerca de 5 milhões de dólares a pedido do técnico Jorge Valdano. E foi no Santiago Bernabéu que ele viveu a sua melhor fase. Apesar de um início complicado devido a uma contusão, Redondo conquistou espaço no meio-campo da equipe assim que se recuperou e foi figura importante na conquista do título espanhol daquela temporada, que acabou com a sequência de quatro títulos seguidos do rival Barcelona.

Com um futebol de muita qualidade, Redondo se tornou o melhor volante do mundo e ídolo no Real Madrid na segunda metade dos anos 90, o que lhe valeu o apelido de “Príncipe de Madri”. Na temporada 96/97, o Real Madrid conquistou mais um Campeonato Espanhol, dessa vez sob o comando do italiano Fabio Capello. Enquanto o Barcelona encantava e aplicava goleadas frequentemente, com Ronaldo, Giovanni e Figo em grande fase, o Real Madrid, sem muito alarde, vencia seus jogos, muitos deles por 1 a 0, e ficava com a taça.

Em 1998 Redondo entrou de vez para a história do clube. O Real Madrid conquistou a Liga dos Campeões, após um jejum de 32 anos sem o maior troféu do continente. No fim daquele ano, o time madrileno ainda conquistou o Mundial Interclubes, vencendo o Vasco, por 2 a 1, em Tóquio. Ao lado do holandês Seedorf, Redondo teve uma atuação magnífica naquela partida.

Mas, talvez, a melhor temporada de Redondo tenha sido a de 1999/2000. O Real Madrid venceu novamente a Liga dos Campeões e Redondo foi eleito o melhor jogador da competição. O jogo mais marcante daquela campanha foi contra o Manchester United, em Old Trafford, pelas quartas-de-final. Após empatar por 0 a 0 no jogo de ida, o Real Madrid venceu o então atual campeão europeu por 3 a 2. Em um dos gols, Redondo fez grande jogada pela esquerda, deu um drible espetacular no zagueiro Berg e presenteou Raul, que só teve o trabalho de empurrar a bola para o gol. Na final, a equipe venceu o Valencia por 3 a 0, em outra grande atuação de Redondo, e garantiu o título.

Em junho de 2000, Redondo se transferiu para o Milan. Mas na Itália ele jamais repetiu as atuações dos tempos de Real Madrid. Isso porque antes mesmo de estrear pela nova equipe ele rompeu os ligamentos do joelho durante um treinamento e ficou mais de dois anos parado. Mesmo quando se recuperou, o argentino não conseguiu ter uma sequência de jogos, pois sofreu seguidas lesões. Apesar de pouco jogar, Redondo acrescentou ao seu currículo os títulos da Liga dos Campeões e da Copa da Itália de 2003, além do Campeonato Italiano de 2004. Mas o seu momento mais marcante com a camisa do Milan foi no dia 12 de março de 2003, quando o Milan enfrentou o Real Madrid no Santiago Bernabéu, pela Liga dos Campeões. Os espanhóis venceram por 3 a 1 mas as atenções ficaram voltadas para Redondo, que foi aplaudido de pé por todo o estádio ao ser substituído no segundo tempo.

Em novembro de 2004, Redondo encerrou a carreira. No ano passado, em eleição realizada no site oficial do Real Madrid, o volante foi eleito o 13° maior ídolo da história do clube.


FICHA TÉCNICA

Nome completo: Fernando Carlos Redondo Neri

Data de nascimento: 06/07/1969

Posição: Volante

Clubes que defendeu: Argentinos Juniors, Tenerife-ESP, Real Madrid-ESP e Milan-ITA

Títulos: 2 Liga BBVA, 1 Supercopa da Espanha, 3 Liga dos Campeões da Uefa, 1 Mundial Interclubes, 1 Campeonato Italiano, 1 Copa da Itália, 1 Copa Juvenil Sul-americana, 1 Copa América

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ressureição Sevillista?

Jogadores comemoram: seria uma ressureição rojiblanca? (as)


Que ninguém pense que voltou aquele Sevilla excelente de Juande Ramos. Sequer trata-se de um Sevilla à altura do time dos primeiros meses dessa temporada. Porém, trata-se de um Sevilla com boa atitude e com vontade, e isso já é uma mudança. Luís Fabiano e Kanouté querem jogar e os demais jogadores os buscam. Só com isso, o Sevilla já começa a ser temível. Se a isso adicionarmos o comando de Drago, a inspiração de Palop e uma pequena melhora de Renato, só será necessário esperar a volta de Navas, Zokora e Perotti para que não escape o quarto lugar.

Desde o início se notava que o Sevilla era outro. Sem muitas ocasiões claras, porém, muito mais alegre. Luís Fabiano estava com vontade de jogar, Kanouté tinha tirado muitos anos das suas costas e Renato aparecia por muitas zonas do campo. Capel era mais ativo. Com esses fatores, o gol chegou já na terceira tentativa: controle de Luís Fabiano, manobra de imensa qualidade e passe para Kanouté, que aproveitou a ruim linha de impedimento do Tenerife e definiu rasteiro para o gol.

A partida era um toma lá dá cá constante, com o Sevilla sofrendo na defesa e com o Tenerife tentando empatar. Nem tudo era bom, porém, ao menos os chutões passaram a ser convertidos em um recurso, ao invés de ser um modo de jogo. Os visitantes tiveram uma ocasião claríssima, e Luís Fabiano finalizou uma cobrança de falta na trave, o que poderia ter sido o segundo gol, próximo do intervalo. Porém, minutos depois, Renato controlou a bola e passou para o Fabuloso, que matou com o peito e girou, batendo cruzado. Golaço. Luís Fabiano era disparado o homem da partida.

O Tenerife não tinha outra alternativa a não ser atacar muito mais no segundo tempo. Os jogadores de Oltra tinham a posse de bola e o Sevilla esperava o contra-ataque que mataria a partida. As melhores chances foram dos visitantes. Dinei e Nino viram como Palop se virava enquanto eles quase comemoravam gols. Os minutos se passavam, o Sevilla não chegava e isso animava o Tenerife. Mas era só engordar para morrer: o ponto final foi colocado por um canterano: José Carlos. Cobrou uma falta na gaveta e fez o terceiro gol.