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domingo, 24 de julho de 2011

Los campeones

Julho foi o mês que a seleção espanhola de futebol completou um ano de sua maior glória: a conquista da Copa do Mundo. Aos fãs da Fúria, uma boa pedida para conhecer mais sobre a seleção é o perfil dos 23 convocados de Vicente Del Bosque para o torneio. Uma lista que teve como maiores surpresas o corte de Marcos Senna, titular durante boa parte da Eurocopa, e as convocações inéditas de Pedro e Víctor Valdés. O Barcelona, ironicamente - pela questão Catalunha x Espanha -, foi o time com o maior números de convocados: oito. Boa leitura e siga conosco!

Goleiros

Iker Casillas, José Reina e Víctor Valdés

Defensores
Raúl Albiol, Álvaro Arbeloa, Joan Capdevilla, Carlos Marchena, Gerard Piqué, Carles Puyol e Sergio Ramos

Meio-campistas
Xabi Alonso, Sergio Busquets, Francesc Fàbregas, Andrés Iniesta, Juan Mata, Jesus Navas, Javi Martinez, David Silva e Xavi Hernandez

Atacantes
Pedro Rodríguez, Fernando Llorente, Fernando Torres e David Villa

sábado, 23 de julho de 2011

Campeones Del Mundo: José Reina

Reina seguiu uma tradição familiar de goleiros bem sucedidos (divulgação: Premier League)

Ele cumpriu a risca o ditado: filho de peixe, peixinho é. No caso de José Reina, troque o peixe pelo goleiro e tenha uma história familiar de sucesso. Miguel Reina, o pai, começou a atuar na Liga Espanhola em 1964, pelo Córdoba. Duas temporadas depois, chegou ao Barcelona para fazer história. Até hoje, o Reina Pai é detentor do recorde de minutos seguidos sem levar gol pelos blaugranas: 824 minutos durante a temporada 1972/73. Miguel ainda jogou pelo Atlético de Madrid antes de aposentar-se, em 1980, após 312 partidas na primeira divisão espanhola e dois troféus Zamora de goleiro menos vazado da temporada - em 1972/73 com o Barça e em 1976/77 com os Colchoneros.

Em 1982, Miguel resolveu dar continuidade a saga familiar de goleiros. Nascia José Manuel Reina Páez, o Pepe. Com 13 anos, o adolescente resolveu seguir os passos do progenitor e começou sua carreira nas canteras do Barcelona, clube defendido pelo pai por sete temporadas. Em 1999, debutava no Barcelona B para a Segunda Divisão B, a terceirona espanhola. Mas as seguidas lesões dos goleiros da matriz, o francês Richard Dutruel, ex-Celta de Vigo, e Francesc Arnau, também goleiro formado nas canteras, fizeram o comandante holandês Louis Van Gaal chamar o jovem arqueiro para a equipe principal.

Reina agradou no time de cima e ficou com o grupo na temporada 2000/01, sob o comando de Lorenzo Serra Ferrer. Alcançar as semifinais da antiga Copa da Uefa, atual Europa League, não foi suficiente para a direção continuar a aposta no jovem goleiro. Por isso, em 2001/02, o experiente argentino Roberto Bonano foi contratado do River Plate para ser o camisa #1 blaugrana, tomando o espaço de Pepe. A situação de revesamento entre os goleiros blaugranas na temporada 2001/02 não agradava Pepe, que buscava uma continuidade como titular para, quem sabe, figurar entre os selecionáveis para a Copa do Mundo da Ásia, no Japão e na Coreia. Reina não foi chamado por José Antonio Camacho para o Mundial e resolveu trocar de ares.

Em uma transação que envolveu a ida do brasileiro Belletti para o Barça, o goleiro desembarcou no El Madrigal, onde viria a se tornar um dos pilares que elevou o status do Villarreal na Espanha e na Europa. Pepe foi o titular do gol do "Submarino Amarelo" nos dois títulos da Intertoto em 2003 e 2004. Seu auge no clube foi na temporada 2004/05, quando ajudou a equipe comandada por Manuel Pellegrini a chegar na Uefa Champions League pela primeira vez na história. No ano seguinte, Reina trocou o El Madrigal por Anfield para ser reserva do veterano polonês Jerzy Dudek, protagonista da monumental virada do Liverpool na final da Liga dos Camepões diante do Milan em Istambul.

Na Inglaterra, Pepe Reina firmou-se como um dos melhores do mundo na sua posição. Vencedor da Luva de Ouro na Premier Legue por quatro vezes - 2006, 2007, 2008 e 2010 - o goleiro espanhol só não alçou ao posto de titular da seleção de seu país. Na Fúria, Casillas faz história desde que assumiu a camisa um e, por ser da mesma faixa etária de Pepe, o submete a reserva na quase totalidade das partidas.

No entanto, não foi por isso que ele deixou de fazer parte da maior geração de futebolistas da Espanha. Presente nas conquistas da Euro 2008 e da Copa 2010, Pepe conseguiu superar os feitos de seu pai, ídolo e referência na carreira. Com média de 0.91 gol sofrido por jogo, era de se esperar o sucesso. Afinal, ser bom goleiro, nesse caso, é tradição de família.

José Reina
Nome: José Manuel Reina Páez
Apelido: Pepe
Nascimento: 31/08/1982 - 28 anos
Local: Madrid, Espanha
Clubes que defendeu: Barcelona B, Barcelona, Villarreal, Liverpool
Títulos: Duas Uefa Intertoto (2004 e 2005 - Villarreal), Supercopa Europeia (2005 - Liverpool), FA Cup (2006 - Liverpool), Community Shield (2006 - Liverpool)
Prêmios Individuais: Quatro Luvas de Ouro da Premier League (2006, 2007, 2008 e 2010)
Seleção: 22 jogos
Títulos pela Seleção: Eurocopa 2008, Copa do Mundo de 2010

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Campeones Del Mundo: Jesus Navas

Após superar a síndrome do pânico, Jesus Navas foi muito importante na final da Copa do Mundo contra a Holanda (FIFA)

Um dos principais motivos que ajudam a constituir a seleção espanhola é a qualidade de jogo de seu meio-campo. O setor concentra valorosos nomes disponíveis ao técnico Vicente Del Bosque, o que resulta em um leque de variações táticas e na manutenção da eficiência do time mesmo quando há algum desfalque. Contando com craques do quilate de Fàbregas, Iniesta, Xavi, David Silva e Xabi Alonso, não à toa há sempre um craque sentado no banco de reservas da Fúria. Um pouco antes do mundial, Del Bosque ganhou mais uma opção de extrema qualidade no meio. Jesús Navas foi convocado pela primeira vez no fim de 2009. O veloz meia direita já chamava atenção dos treinadores espanhóis há tempos, mas um grave problema de ansiedade patológica fazia com que ele tivesse que evitar a seleção.

Superando gradativamente a sua doença psiquiátrica e o trauma psicológico decorrente dela, Navas começa a se integrar definitivamente à equipe nacional. E, às portas do Mundial da África do Sul, o jogador teve a chance de se firmar como uma das grandes estrelas de seu país. Não é por menos que o Real Madrid demonstrou interesse em contratá-lo já no segundo semestre, mas acabou acertando com Özil e Di María. Na África do Sul, Navas desempenhou um papel importante: na final contra a Holanda, entrou no lugar de um bem marcado Pedro e colocou fogo no lado esquerdo da zaga holandesa, sendo importante pelas infiltrações por este setor.

Nascido na cidade de Los Palacios, localizada na província de Sevilla, Navas começou a dar os seus primeiros passos na equipe da terra natal, o modesto UD Los Palacios. Desde os oito anos, o jogador já demonstrava a sua habilidade com a bola nos pés, sempre atuando em categorias maiores que a sua. A técnica do meia logo chamou a atenção dos olheiros do Sevilla. Em 2000, o diretor das categorias de base do clube, Pablo Blanco, foi até os treinos do Los Palacios para observar a atuação do goleiro Wilfred. Mais que o arqueiro, quem encantou Blanco foi o jovem Navas. Em um dia muito chuvoso, o olheiro ficou impressionado com a facilidade que o garoto tinha de passar pelos seus marcadores no campo encharcado. Mesmo reticente pela frágil estrutura física de Navas, baixo e muito magro, Blanco resolveu apostar em sua técnica e levá-lo ao Ramón Sánchez-Pizjuán, a fim de lapidá-lo pessoalmente nas canteras rojiblancas.

Chegando ao Sevilla aos 15 anos, o “duende” - apelido de Navas por sua baixa estatura - não demorou muito para ganhar seu espaço e foi integrado ao Sevilla Atletico, segundo elenco do clube andaluz. Em sua temporada de estreia, em 2002/03, pouco entrou em campo. Mesmo assim, atuou em um número suficiente de partidas para que demonstrasse a sua categoria. Na temporada seguinte suas participações se multiplicaram. No entanto, mais que jogar pelo Sevilla Atletico, Navas já recebia as primeiras garantias de que se firmaria no time principal. Ainda no segundo semestre de 2003, dois dias após completar 18 anos, fez a sua estreia entre os profissionais, em partida diante do Espanyol. Ao fim da temporada, totalizou sete partidas, sendo duas delas começando na equipe titular.

A partir da segunda metade de 2004, Jesús Navas se incorporou de forma definitiva ao elenco treinado pelo técnico Joaquín Caparrós. E, concomitantemente à afirmação da jovem promessa como um jogador prodigioso, o Sevilla também cresceu e chegou a uma das fases mais vitoriosas de sua história. De volta à elite da La Liga desde 2001, os rojiblancos fizeram grande campanha na temporada 2004/05, alcançando a sexta posição. Peça fundamental no elenco, Navas marcou os seus primeiros dois gols com a camisa da equipe, e ia sendo beneficiado por uma política interna de se aproveitar os jovens valores, tal qual o hoje madrileno Sergio Ramos.

O boom do time e de Navas aconteceram em 2005/06. Após a saída de Júlio Baptista para o Real Madrid no meio de 2005, o meia assumiu a responsabilidade de ser o principal homem de ligação entre o ataque e a defesa de sua equipe, sempre aberto à direita do meio-campo. Deu seis passes para gol durante os 34 jogos que fez no Campeonato Espanhol, titular absoluto no certame, com 21 anos. Na Copa da UEFA daquele ano, jogou por 12 vezes, deu duas assistências e se sagrou campeão, em final na qual sua equipe goleou o Middlesbrough. Meses depois, ainda levaria a Super Copa da Europa, derrubando o favoritíssimo Barcelona. No ano seguinte, mais glórias. Atrapalhado por problemas físicos, foi um pouco menos frequente em campo. Nada que tirasse o brilho de suas jogadas poderosas ao lado de Daniel Alves pelo flanco direito, fundamentais para o terceiro lugar do Sevilla na Liga, o bicampeonato da Copa da Uefa e o título da Copa do Rei.

Navas, porém, não conseguia se firmar na seleção, não participando de nenhuma competição importante. O motivo? O fato de ter síndrome do pânico o impedia de se afastar da família e se concentrar com o restante do elenco longe de casa; sentia uma angústia, um mal-estar, físico e psicológico, que o forçava sempre a pedir dispensa e voltar a Andaluzia. Tal situação fez até mesmo com que Luis Aragonés, então treinador da seleção principal, desistisse da ideia de convocá-lo, além de desencorajar Chelsea e Arsenal, ambos interessados em sua contratação. Hoje, tratando do problema com remédios e terapia, contudo, Navas está totalmente recuperado e já é nome certo, a menos que se lesione, no grupo que irá tentar o bi-europeu.

Jesus Navas
Nome completo: Jesus Navas González
Data de nascimento: 21 de novembro de 1985, em Sevilla, Espanha
Posição: Meia-atacante
Clubes: Sevilla
Títulos: Copa da Uefa 2005/2006, Copa da Uefa 2006/2007, Copa del Rey 2006/2007, Copa del Rey 2009/2010, Supercopa da Uefa 2006, Supercopa da Espanha 2007, Copa do Mundo 2010

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Campeones Del Mundo: Javi Martínez

Na Copa, Javi Martínez jogou pouco, mas a carreira pelas seleções de base mostra um futuro brilhante para o jovem basco - (Soydelaroja)

Javier Martínez vestiu a camisa 20 e jogou pouco mais de 15 minutos durante a Copa do Mundo da África do Sul. Aos 27 minutos do segundo tempo da partida contra o Chile, o meia-central entrou no lugar de Xabi Alonso e fez sua única participação com a camisa roja no Mundial. Mas só de estar entre os 23 de Vicente del Bosque, Javi Martíinez entrou para história, fazendo parte do primeiro título mundial dos espanhois e tudo isso apenas aos 22 anos, mostrando que terá um futuro brilhante pela frente.

O basco nascido em Ayegui, comunidade de Navarra, no norte espanhol, entrou em escolinhas de futebol muito cedo. Durante muitos anos, Javi Martínez passou por vários clubes para fazer sua formação: Berceo, CD Logroñes, CD Arenas e Izarra. Mas foi no Osasuna que ele chegou ao final de sua carreira na base e se tornou profissional. Aos 17 anos, “El Mago de Aiegui” estreou pelo Osasuna B na Segunda Division B. Mesmo jovem, o meia-central se destacou ao ponto do Athletic Bilbao pagar 6 milhões de euros para ter o seu futebol.

A juventude não impediu que Martínez assumisse uma das vagas de titular do meio-campo da equipe basca. O ponto alto da temporada de debute veio em um jogo contra o Deportivo, quando ele alcançou um doblete na vitória de 2 a 0. No ano seguinte, o meia-central seguiu sua carreira na base e foi convocado e campeão da Eurcopa sub-19. Após a conquista, o basco passou a fazer parte da seleção sub-21, onde inclusive trajou a braçadeira de capitão muitas vezes.

Na temporada 2008-09, o meia-central de 1,90m teve ótima presença e ajudou muito o Athletic Bilbao. Com muita técnica, Javi Martínez contribuiu com cinco gols em La Liga e ainda trabalhou bem na Copa del Rey, quando o Barcelona acabou com o título vencendo os leones na final. O vice-campeonato garantiu a vaga à Liga Europa.

A temporada de 2009-10, sem dúvidas, foi o grande ano do “Mago de Aiegui”. Na Liga Espanhola foram 34 partidas, onde marcou seis vezes. O bom desempenho ajudou os leones, que quase conseguiram uma nova classificação para a Liga Europa, o que acabou não ocorrendo. Porém, o meia-central foi eleito pela Revista Don Balón, o melhor jogador jovem de La Liga. Na disputada continental, Javi Martínez fez apenas dois tentos e viu a equipe basca cair na primeira fase de mata-mata.

Ao final das disputas com o Athletic, o meia-central estendeu sua temporada, pois o técnico Vicente del Bosque lembrou dele para disputa do Mundial da África do Sul. Como dito na abertura do texto, Javi Martínez jogou pouco, mas esteve com a furia nesse momento histórico. No “stand-up” de apresentação dos campeões mundiais, o “apresentador” Pepe Reina lhe descreveu assim: “O homem que rouba mais bolas no mundo, a força, a garra e os músculos da Espanha”. Pelas palavras do líder da roja, fica clara a importância do jovem meia-central para o futuro da seleção espanhola.

Sem ter grande destaque na conquista mundial, Javi Martínez voltou para o País Basco mais experiente e com a medalha no peito. Além disso, o interesse sobre o jogador aumenta a cada dia (Manchester City e Real Madrid já foram especulado como possíveis destinos). No início da temporada 2009-10, o Liverpool chegou a fazer uma consulta sobre o jogador, mas os leones não quiseram ouvir a proposta. Comparado com Viera, pela altura, força e técnica com que exerce a função, ele já disse que jogar na Inglaterra seria espetacular.

Porém, mesmo depois do Mundial, o “Mago de Aiegui” segue jogando pelo Athletic. Os leones foram bem nesta temporada e conseguiram a vaga na Liga Europa do ano seguinte, o grande objetivo da temporada. Javi Martínez é presença certa entre os 11 iniciais e marcou quatro vezes na Liga. E o camisa 24, ignorou os interesses dos outros times e renovou com os bascos até 2016.

Javier Martínez
Nascimento: 2 de setembro de 1988, em Ayegui, Espanha
Posição: Meia-central
Clubes: Osasuna B (2005-06) e Athletic Bilbao (Desde 2006)
Títulos: Eurocopa sub-19 (2007) e Copa do Mundo (2010)
Seleção espanhola: 3 partidas e nenhum gol.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Campeones Del Mundo: Fernando Llorente

Fernando Llorente ergue a taça de campeão do mundo, o maior título de sua carreira, que foi alcançado com apenas 25 anos - FIFA

Grandalhão, mas com muita técnica. Do alto de seu 1,95m, Fernando Llorente é sinônimo de gols, seja com a perna direita, perna esquerda e, principalmente, de cabeça. No Mundial, com Pedro, Villa e Fernando Torres no plantel, ele teve pouco espaço. O camisa 19 jogou pouco mais de 30 minutos, contra Portugal, nas oitavas de final.

O futuro atacante nasceu em um hospital de Pamplona, onde uma tia sua trabalhava. Mas sua infância ocorreu em Rincón de Soto. A partir daí, Llorente começa a mostrar o talento para o futebol. Para jogar o esporte que amava, o ainda pequeno Fernando teve de voltar à região onde nasceu: Navarra, onde jogou pelo FC Funes. Logo depois, ele chegou ao River Ebro também das rendondezas de sua base.

Finalmente aos 11 anos, o atacante se tornou um dos leones, ao ingressar nas canteras do Athletic Bilbao. Desde o início da trajetória no clube basco, Llorente chamou a atenção, principalmente de José María Amorrortu, que indicou que ele fosse emprestado para ganhar experiência. O atacante, a princípio, rejeitou a ideia; porém, em 2003, acabou indo para o Baskonia (clube ligado aos leones).

No clube satélite foram 12 gols em 33 partidas, o que lhe rendeu a transferência para o time B do Athletic. No Athletic B foram apenas 16 jogos e quarto gols. Aos 19 anos, a partir daí, tudo começou a acontecer mais rápido em sua carreira. Logo estreou pelos bilbaínos e foi elogiado pela boa estreia. Três depois do debute, em um jogo da Copa del Rey anotou um triplete. Ao final do ano, os bons desempenhos lhe renderam a convocação para o Mundial sub-20, onde acabou como vice-artilheiro, perdendo apenas para Messi, que acabou ganhando o Mundial e o prêmio de melhor jogador.

Após o Mundial, Llorente voltou aos leones e viveu a pior e mais difícil fase da carreira. Foram duas temporadas lutando contra o rebaixamento, mas o Athletic conseguiu permanecer na elite. Depois do período em que marcou apenas sete vezes, em quase 50 jogos. O Rey León se concretizou, assumindo finalmente uma vaga entre os 11 de Joaquín Caparrós.

Ele inciou a temporada de 2008-09 embalado e foi pela primeira vez convocado pela seleção principal. O primeiro jogo ocorreu contra o Chile, mas ele passou em branco e só marcou pela roja em 11 de fevereiro de 2009, no 2 a 0, contra a Inglaterra. A partir daí, convocações se tornarão comuns na vida do centroavante basco. Ao final do ano, ele havia 18 vezes, sendo o principal artilheiro da equipe.

O feito foi repetido em 2009-10, foram 23 gols ao longo do ano e, no final da temporada, a sonha presença na lista dos 23 que iriam à África do Sul. Como dito no início, Llorente jogou apenas pouco mais de 30 minutos, mas ainda jovem já foi campeão do mundo, mostrando que sua trajetória com a fúria deve ser longa.

Nos primeiros jogos oficiais pós-Copa, o camisa 19 do Mundial decidiu: foi dele a metade dos seis gols, contra Lituânia e Escócia, jogos pelas Eliminatórias da Eurocopa 2012. No clube, o Rey León segue reinando e, nesta temporada, ajudou os bilbaínos com 18 gols. Assim o Athletic se classificou para a Liga Europa de 2011-12.

Fernando Llorente
Nascimento: 26 de fevereiro de 1985, em Pamplona, Espanha
Posição: Atacante
Clubes: FC Funes (1994-95), River Ebro (1995-96), Athletic Bilbao (1996-2003 e 2004-atualmente) e Baskonia (2003-04)
Títulos: Europeu sub-19 (2006) e Copa do Mundo (2010)
Seleção espanhola: 13 partidas e 7 gols

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Campeones Del Mundo: Álvaro Arbeloa

Apesar de ter sido reserva no título da Eurocopa e da Copa do Mundo, Arbeloa sempre cumpre bem seu papel em seus clubes (AS)

No dia 29 de julho de 2009, o Real Madrid confirmou oficialmente na sua página na web a contratação de Álvaro Arbeloa, procedente do Liverpool, por cinco temporadas. Capitão do Real Madrid Castilla de 2004/2005, Arbeloa foi um dos poucos jogadores que vingaram daquela excelente equipe. Mesmo assim, foram raras as aparições do lateral na equipe principal naquela temporada. Na equipe Castilla, Arbeloa já demonstrava a versatilidade que o caracteriza hoje, mas atuava na maioria das partidas como zagueiro e, então com 21 anos, era um dos jogadores mais experientes do time.

Nascido em Salamanca, mudou-se para Zaragoza com apenas quatro anos de idade. Em sua nova cidade, ingressou à categoria de base do Zaragoza com 12 anos, onde ficou até os 18, até partir para a capital. No Real Madrid Castilla, conseguiu o grande feito de fazer parte do elenco que subiu da Segunda División B à Liga Adelante, jogando em uma equipe com jogadores como Granero, De La Red, Soldado, Negredo e Mata. Porém, entre 2004 e 2006, mesmo sendo o jogador mais elogiado da filial, Robocop disputou apenas duas partidas com a equipe principal e, sem muitas oportunidades, acabou rumando para o Deportivo La Coruña. Em julho de 2006, desembarcou na Galícia para assinar contrato com os blanquiazules.

Entretanto, sua aventura no Deportivo não durou muito, pois no último dia do mercado de inverno (em janeiro de 2007), o Liverpool desembolsou cerca de 4 milhões de euros para tirá-lo de La Coruña (o Real Madrid recebeu 50% da taxa). Mesmo sendo contra, Joaquin Caparrós, técnico do Deportivo à época, não conseguiu segurar Arbeloa na equipe. Na terra dos Beatles, foram boas atuações, que renderam convocações para a Fúria, até então treinada por Luis Aragoneses. A consagração de Arbeloa no Liverpool veio, ironicamente, contra uma equipe espanhola. No duelo contra o Barcelona, em pleno Camp Nou, os reds venceram por 2 a 1 de virada e Robocop foi eleito o melhor em campo, devido, principalmente, ao fato de ter anulado Lionel Messi, na época uma promessa ainda, é verdade, mas que estava voando (três dias depois, Messi viria a marcar um hat-trick ante o Real Madrid).

Após eliminar os blaugrana, os reds passaram por Olympiacos e Chelsea até chegar à final contra o Milan, reeditando a final de Istambul, em 2005. Com Kaká jogando o melhor futebol do mundo, Benitez optou por um meio-campo mais forte para combater, e Arbeloa acabou sentando no banco de reservas. Ao final, o Milan acabou vingando a derrota de dois antes e o Liverpool de Arbeloa ficou com o vice-campeonato. Em maio de 2009, teve uma forte discussão com uma das bandeiras do Liverpool, Carragher, em campo e os dois tiveram que serem separados pelos companheiros de equipe. Sem muito espaço na equipe, Arbeloa pouco a pouco ia se desligando do clube de Anfield Road, onde marcou apenas dois gols em 98 jogos.

Cegamente enlouquecido com o projeto Galáticos 2.0, Florentino Pérez não tardou a repatriar Arbeloa, mesmo contando com Sergio Ramos para a lateral direita. Polivalente, já atuou em todos os setores defensivos da retaguarda merengue, mas tem sido utilizado mais na lateral direita. Com Mourinho, Arbeloa tem sido mais utilizado em jogos mais pesados, devido ao fato do gajo não "confiar" muito em Marcelo em jogos assim. Pela seleção nacional, fez parte do plantel vencedor da Eurocopa e da Copa do Mundo. Convocado pela primeira vez à Fúria em janeiro de 2008, só foi estrear em Março desse ano, porque acabou se lesionando e tendo que ser cortado. De lá para cá, Arbeloa, assim como Casillas, Capdevilla e Xabi Alonso, foi convocado para todas as partidas da Fúria.

Álvaro Arbeloa
Nome completo: Álvaro Arbeloa Coca
Data de nascimento: 17 de janeiro de 1983, em Salamanca, Espanha.
Posição: Lateral direito.
Clubes: Zaragoza, Real Madrid Castilla, Deportivo La Coruña, Liverpool, Real Madrid
Títulos: Copa do Rei 2010/2011, Eurocopa 2008 e Copa do Mundo 2010.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Campeones Del Mundo: Sergio Ramos

Sergio Ramos é um vencedor nato com a seleção espanhola, onde sempre mostrou dedicação e amor à camisa (getty images)

Cerca de 27 milhões de euros, em agosto de 2005, foram pagos pelo Real Madrid para tirar um zagueiro de 19 anos do Sevilla. Muitos se assustaram. O nome da vez era Sergio Ramos, então uma jovem promessa que, passados quase três anos, desabrochou, e ninguém mais duvida de que o negócio fechado por Florentino Pérez, na época o sexto maior da história do clube merengue, foi excelente. Um prodígio desde muito cedo, Ramos estreou pelo Sevilla com apenas 17 anos, em fevereiro de 2004, posteriormente completando uma temporada em que ainda disputaria mais seis partidas. Porém, foi em 2004/05, com a titularidade na equipe andaluz já assegurada, que o talento do zagueiro começou a sobressair. Nos 38 jogos daquele Campeonato Espanhol, Ramos esteve presente em 31, o que fez com que fosse nomeado a revelação da temporada.

Nesse meio tempo, em 26 março de 2005, o jovem realizou sua primeira partida pela Seleção Espanhola principal, em um amistoso contra a China. Prestes a completar 19 anos, ele se tornou o jogador mais novo a defender a Fúria desde o goleiro Juan Acuna, no longínquo ano de 1941. Uma lesão de Michel Salgado proporcionou a Ramos, três dias depois, estrear como titular da Espanha em um confronto decisivo com a Sérvia, em Belgrado, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2006. O fato de o jogador ter correspondido mais uma vez às expectativas só aumentou as especulações acerca de seu futuro. O sucesso na Seleção, que continuou e o levou à disputa do Mundial da Alemanha, foi apenas mais um passo na carreira internacional do andaluz, pois, antes, ele já havia se tornado um dos pilares da equipe sub-19 em 2004, quando o selecionado espanhol faturou o Campeonato Europeu da categoria, na Suíça.

Após cumprir esse trajeto meteórico, a chegada ao Real Madrid seria a prova decisiva para Ramos, que de novo não decepcionou. Já em sua primeira temporada pela equipe da capital, começou a mostrar suas qualidades, destacando-se pela garra e disposição aliada a um excelente controle de bola em progressão. A responsabilidade na capital foi tão grande que Sergio Ramos chegou usando a camisa quatro, antes do grande ídolo Hierro. A estreia com a camisa blanca aconteceu no dia 10 de setembro, ante o Celta Vigo, e o primeiro gol aconteceria dois meses depois, contra o Olympiacos, pela LC. Durante sua primeira temporada, El Lobo foi utilizado muitas vezes como zagueiro ao lado de Helguera, mas chegou a ser também improvisado como volante no 4-2-3-1 de Luxemburgo e, depois, no de Juan Ramón Lopez Caro.

Tal característica o faz atuar com facilidade também na lateral-direita, posição da qual ele virou dono no time de Luis Aragonés e no Real Madrid desde 2007, a partir da saída de Cicinho e das posteriores contratações dos zagueiros Pepe e Metzelder. Apresentando também um ótimo porte físico e não bastando todas as qualidades defensivas, Sergio Ramos também se destaca pela qualidade na subida ao ataque e pelo número de gols de cabeça.

Na seleção espanhol, Ramos é referência: atuou em todos os jogos do título europeu de 2008 e do Mundial de 2010, inclusive nos 120 da final diante da Holanda. Com a camisa roja, tornou-se o jogador mais jovem a chegar na casa das 75 partidas. Desde a morte de seu grande amigo Antonio Puerta, El Lobo pediu para usar a camisa quinze como uma forma de homeageá-lo. No Soccer City, após o apito do final do árbitro Howard Webb, confirmado o inédito título mundial da Fúria, Sergio Ramos logo tratou de pegar a camisa com a foto de seu falecido amigo.

Sergio Ramos
Nome completo: Sergio Ramos García.
Data de nascimento: 30/03/1986.
Local de nascimento: Camas, Andaluzia, Espanha.
Clubes: Sevilla, Real Madrid.
Títulos: Campeonato Espanhol 2006/2007, Campeonato Espanhol 2007/2008, Copa del Rey 2010/2011, Supercopa da Espanha 2008, Eurocopa 2008, Copa do Mundo 2010, Eurocopa Sub-21 2004.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Campeones Del Mundo: Xabi Alonso

Líder dos vestiários, Xabi Alonso é reconhecido por sua inteligência dentro e fora de campo (marca)

De origem basca, Xabi Alonso foi revelado pela Real Sociedad, sendo emprestado ao Eibar antes mesmo de estrear pelo clube de San Sebastián. Permaneceu por apenas uma temporada no Eibar, 2000/01. É filho do ex-jogador e ex-treinador Periko Alonso, membro da Seleção Espanhola na Copa do Mundo de 1982. Os dois irmãos de Xabi também se dedicam ao futebol: Mikel, defende atualmente o Tenerife, e o mais novo, Jon, é árbitro.

Após o retorno do empréstimo, atuou durante três temporadas como titular pelo Real Sociedad, sendo uma das grandes revelações da La Liga na temporada 2002/03, em que seu time por pouco não reconquistou o campeonato, ficando na segunda colocação, apenas dois pontos atrás do campeão Real Madrid.

Na temporada 2004/05, foi contratado pelo Liverpool, da Inglaterra, dirigido pelo espanhol Rafael Benítez. Foi eleito pelos torcedores do clube inglês como a melhor contratação do ano, seguido do seu conterrâneo Luis García. Ambos eram companheiros de clube e de seleção, assim como o também espanhol Pepe Reina.

No Liverpool, se destacou e passou pelo auge de sua carreira até o momento. Foi uma das importantes peças do clube inglês na final da UEFA Champions League 2004/05, iniciando como titular e atuando durante toda a partida. O Liverpool se tornou campeão daquela edição do torneio nas disputas de pênaltis, após um jogo histórico, no qual o clube reverteu um resultado de 3 a 0 em apenas 45 minutos contra o Milan, da Itália.

Foi também graças às suas atuações pelo Liverpool que Xabi Alonso conseguiu se manter durante muito tempo nas convocações da seleção espanhola, sendo titular ou reserva imediato de Xavi Hernández.Em 4 de Agosto de 2009, após uma longa negociação, Alonso acabou sendo contratado pelo Real Madrid, com valores não divulgados, mas especulados pela imprensa internacional em torno de €35 milhões. Foi mais uma das contratações milionárias do presidente Florentino Pérez (que acabava de retornar ao comando) para a temporada 2009/10. Atualmente é titular absoluto como volante da equipe galáctica.

Debutou com a seleção nacional no dia 30 de Abril de 2003 contra o Equador, em Madrid, onde a La Roja venceu por 4 a 0. Participou das fases finais da Euro 2004 e da Copa do Mundo de 2006, em que marcou o primeiro gol da Espanha na competição, o primeiro da goleada por 4 a 0 na estreia da seleção espanhola no torneio, contra a Ucrânia, em 14 de Junho de 2006.

Em 29 de Junho de 2008, Alonso foi, junto a sua equipe, campeão da Euro 2008. Jogou como capitão na terceira partida da fase de grupos, contra a Grécia, e foi eleito o melhor jogador da partida. Também jogou nas eliminatórias do torneio, como reserva na maioria das partidas.

Também esteve presente na Copa das Confederações de 2009, onde foi o autor do gol que deu o terceiro lugar a sua seleção contra a África do Sul, partida que terminou com o placar de 3 a 2. A grande expectativa da maioria dos torcedores para esse torneio era uma final entre Espanha e Brasil, o que não aconteceu, já que a Espanha foi eliminada nas semi-finais, sendo derrotada por 2 a 0 pelos Estados Unidos, que foram derrotados exatamente pelos brasileiros na final.

Ajudou sua seleção a obter 100% de aproveitamento nas eliminatórias europeias para a Copa do Mundo 2010, que será realizada na África do Sul. A Espanha foi a dona da melhor campanha nestas eliminatórias, terminando com a espetacular marca de dez vitórias em dez jogos, pelo grupo 5, com 28 gols marcados e apenas cinco sofridos.

Xabi Alonso
Nome completo: Xabier Alonso Olano
Data de nascimento: 25 de novembro de 1981, em Tolosa, País Basco.
Posição: Volante
Clubes: Eibar, Real Sociedad, Liverpool, Real Madrid
Títulos: Liga dos Campeões da Uefa 2004/2005, Supercopa da Uefa 2005, Copa da Inglaterra 2005/2006, Supercopa da Inglaterra 2006, Copa do Rei 2010/2011, Eurocopa 2008, Copa do Mundo 2010.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Campeones Del Mundo: Juan Mata

Mata ganhou a Eurocopa Sub-19 e Sub-21 com as seleções de base e o Mundial com a seleção principal (getty images)

Na Espanha, poucos meio-campistas são tão completos quanto Juan Manuel Mata. Capitão do Valencia, o jogador alia a técnica para distribuir passes precisos à boa marcação quando necessário, dando-lhe uma capacidade ímpar de organização de jogo. Sua posição natural dentro dentro de campo é a meia-esquerda, ainda que jogue, naturalmete, como segundo atacante ou ponta, dependendo do esquerma. Em 2007/2008, com Ronaldo Koeman como treinador do clube ché, atuou muitas vezes como extremo pelo flanco direito do 4-2-3-1 do holandês. Entretanto, "manifestou" publicamente que, por ser canhoto, o flanco esquerdo é seu lugar preferido. Pedido atendido: Koeman o colocou no setor esquerdo e Mata nunca mais saiu da equipe titular.

El Mágico iniciou sua carreira futebolistica nas canteras do Oviedo, principal clube de sua cidade natal, Burgos. Com 12 anos, já mostrava uma técnica impressionante, além da velocidade e da naturalidade para dar passes e assistências precisas. O assédio do Real Madrid era enorme, e os azulones não conseguiram segurar o jovem Mata. No clube merengue, com 15 anos, chegou com status de grande promessa e foi o principal jogador da equipe juvenil A: na temporada 2005/2006 ganhou a Liga e a Copa del Rey, onde foi eleito o melhor jogador das duas competição. Com 17 anos, foi convocado para a disputar a Eurocopa Sub-19 com a seleção espanhola e seguiu mostrando suas virtudes: acabou o torneio como campeão e melhor jogador, marcando quatro gols e dando cinco assistências.

Não demorou muito para que Mata subisse para o Real Madrid Castilla: em 2006/2007, já era titular da filial merengue que disputava a Segunda División B. Mais deslocado para a esquerda do que de costume, devido ao 4-3-3 de Juan Ferrer, treinador do Castilla à época, terminou a temporada com dez gols (ficando atrás apenas de Álvaro Negredo) e oito assistências. Bernd Schuster, que havia sido eleito o novo treinador da equipe principal do Real Madrid em 2007/2008 após boa campanha com o Getafe, chamou três jogadores da filial para treinos da pré-temporada. Contudo, mesmo sendo um dos principais jogadores da filial e vindo de um bom Mundial Sub-2, Mata não fora chamado pelo alemão, o que acabou gerando bastante controvérsias nos bastidores merengue: o jogador era xodó de Ramón Calderón, presidente do Real Madrid à época.

Sem muitas chances em Chamartin, acabou rumando ao Valencia sem ao menos ter jogado uma partida pela equipe principal dos merengues. Nos blanquinegros, um déjà vu: inicialmente fora jogador do Valencia Mestalla (filial da equipe A) e não sendo aproveitado por Quique Sánchez Flores na equipe principal. Porém, ao contrário do que aconteceu na capital, El Mágico não abaixou os braços e continuou jogando com a filial. Com a chegada de Koeman para substituir Quique, as participações de Mata com a equipe principal passaram a ser mais habituais. Na Liga BBVA, o Valencia passou por uma de suas maiores crises nos últimos anos, o que serviu para os chés concentrarem-se mais na Copa do Rei.

Na segunda principal competição nacional, Mata se destacou: marcou cinco gols, sendo um contra o Barcelona na semifinal decisivo, foi o artilheiro do Valencia (vice-artilheiro da competição) e acabou campeão, após vitória na final ante o Getafe. No campeonato espanhol, foram poucos minutos, mas quatro gols. A partir de 2008/2009, tudo ganhou novo rumo para o meio-campista (e para o Valencia). Após um início bastante promissor, porém, o Valencia acabou falhando na reta final e perde uma vaga na Champions League. Individualmente, a temporada de Mata foi notável. Marcou doze gols e deu assistência para seis, além de formar parte do tridente ché, ao lado de David Villa e David Silva. Os três, juntos, garantiram 71% dos pontos do Valencia na Liga e participaram de 34 dos 55 gols da equipe de Unai Emery, uma porcentagem de 62% de acerto.

Na temporada 2009/2010, o Valencia voltou a se classificar para a Champions League, com Mata mais efetivo e vestindo a camisa dez, procedente de Angulo. Seus números aumentaram: 14 gols e oito assistências. O prêmio pela boa temporada foi a convocação para a Copa do Mundo, onde não titular devido a concorrência com jogadores como Iniesta, Xavi e, se deslocado, Pedro. Nos amistosos de preparação, chegou a ser titular contra a Arábia Saudita, mas não foi bem, atuando mais isolado do que de costume no 4-5-1 de Del Bosque.

No retorno a Paterna, Mata sabia que iria se tornar o protagonista: o Valencia não conseguiu segurar David Villa e David Silva, que rumaram para o Barcelona e para o Manchester City, respectivamente. Em uma de suas enrolações, o Marca chegou a confimar que o Barcelona havia pagado 20 milhões e contratado o jogador. Apesar de Unai ser adepto às rotações, Mata raramente sai da equipe titular e, após pegar a braçadeira de capitão, tornou-se, literalmente, um líder nato dos vestiários, mesmo com apenas 22 anos. Eleito um dos destaques do Valencia no especial Balanço Geral feito pelo blog, renovou seu contrato com os chés em janeiro de 2011. Fechou a temporada com o título do Europeu Sub-21, tornando-se, junto com Javi Martinez, os dois únicos jogadores a conquistarem primeiro a Copa do Mundo e depois a Eurocopa da categoria.

Apesar das muitas investidas do Liverpool, Barcelona, Arsenal e Tottenham, Manuel Llorente, presidente do Valencia, afirmou em uma entrevista ao Superdeporte (leia aqui) que o clube não pretende se desfazer de seu principal jogador. O Barcelona chegou a ficar de olho no jogador caso a contratação de Alexis Sánchez falhasse, mas o chileno está muito próximo dos blaugrana. Possivelmente, Mata irá continuar mesmo no Valencia, que chegará forte para a nova temporada: conseguiu a manuntenção da base terceira colocada da temporada passada e trouxe os bons Piatti e Dani Parejo. É esperar para ver.

Juan Mata
Nome completo: Juan Manuel Mata García
Data de nascimento: 28 de abril de 1988, em Burgos, Espanha.
Posição: Meio-campista.
Clubes: Oviedo, Real Madrid Castilla e Valencia
Títulos: Copa do Rei 2007/2008, Eurocopa Sub-19 2006, Eurocopa Sub-21 2011 e Copa do Mundo de 2010.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Campeones Del Mundo: Víctor Valdés

Victor Valdés passou confiança e se firmou em uma posição carente de ídolos no Barcelona (Sport)

Ele não é dos mais altos. Não tem tanto prestígio popular. Não tem aquele apoio da mídia. Mas ele faz parte dos dois times mais vencedores da atualidade. Porém, ele evita que aconteça o que todos querem ver: gols. Victor Valdés é, digamos, "do contra" mesmo.

O jovem Victor começou como goleiro nas categorias de base do Barcelona em 1992. Em setembro do mesmo ano, uma mudança de trabalho dos pais foi o único motivo que tirou o "Doble V" do Barça. Foram três anos vivendo em Tenerife, para regressar à Catalunha em 1995. Nas categorias de base, chegou a ser o goleiro menos vazado do mundial sub-17 que jogou.

Por não ter a envergadura da maioria dos goleiros da atualidade, V.Valdés foi debutar no time principal apenas aos 20 anos, na temporada 2002/03. Sob o comando de Louis Van Gaal, foram 14 jogos na temporada de estreia, onde sofreu 15 gols e revezou a meta barcelonista com o argentino Bonano.

Valdés confiava em seu potencial, mas a comissão holandesa que comandava os blaugranas não tinha tanta certeza assim. Tanto que o goleiro passou de pretendente a titular à dispensável, sendo obrigado a retornar para o Barcelona B na terceira divisão. Era um momento de repensar a carreira. E "Doble V" não compareceu a partida do clube pela D2B, faltando também a três treinamentos seguidos. A cúpula diretiva do clube então precisou agir. O jovem era uma esperança de futuro contínuo, seguro na meta catalã, órfã desde a saída de Andoni Zubizarreta, após a Copa de 1994.

Com a saída de Van Gaal, Valdés voltou a revezar na titularidade. Desta vez, o rival era o turco Rüstü Reçber, que vinha de grandes atuações por seu país na Copa do Mundo do Japão e Coreia do Sul. A chegada de Frank Rijkaard foi o momento cruscial para a definição de quem seria o novo camisa #1. E o prata da casa mostrou seu valor, conquistando seu primeiro prêmio Zamora de goleiro menos vazado de La Liga na temporada 2004/05.

Enquanto Xavi, Iniesta, Ronaldinho, Deco, Eto'o e David Villa marcam na história o ofensivismo do Barcelona dos anos 2000, Victor Valdés faz o trabalho sujo na defesa. Mesmo preterido na seleção nacional por seu ex-companheiro de Barcelona, Pep Reina, e pelo astro do Real Madrid, Iker Casillas, é "Doble V" que ficou coms os últimos três prêmios de goleiros menos vazados do campeonato espanhol.

A trajetória na Fúria, aliás, é algo que não o incomoda. Valdés é presença certa nas convocações de Vicente del Bosque apenas quando o terceiro goleiro é necessário, normalmente em competições de maior porte, como as fases finais da Copa do Mundo e da Eurocopa. Porém, ele representa com tanto ou mais afinco ainda a seleçã catalã em amistosos pelo mundo.

A concorrência nacional forte fez crescer esse gigante de 1,83m. V.Valdés não seria a unanimidade que é se não fosse cobrado para estar no nível de grandes goleiros como seus compatriotas e companheiros de seleção. E ele aproveitou isso e aliou-se com a sorte de fazer parte de um clube com um elenco vencedor, formado com as mesmas características há três décadas. Se faltava um grande goleiro na história blaugrana, agora não falta mais. E "Doble V" pode acrescentar mais um V a sua alcunha: o "V" de vencedor.

Victor Valdés
Nome: Victor Valdés Arribas
Apelido: Doble V
Nascimento: 14/01/1982 - 29 anos
Local: Hospitalet de Llobregat, Espanha
Clubes que defendeu: Barcelona
Títulos: Três Ligas dos Campeões (2005/06, 2008/09 e 2010/11); Uma Supercopa da Europa (2009); Um Campeonato Mundial de Clubes (2009); Cinco Campeonatos Espanhois (2004/05, 2005/06, 2008/09, 2009/10 e 2010/11); Quatro Supercopas Espanholas (2004/05, 2005/06, 2008/09 e 2009/10); Uma Copa do Rei (2008/09)
Prêmios Individuais: Quatro Troféus Zamora (2004/05, 2008/09, 2009/10 e 2010/11)
Seleção: 4 jogos
Títulos pela Seleção: Copa do Mundo de 2010

domingo, 10 de julho de 2011

Campeones Del Mundo: Francesc Fàbregas

Fàbregas surgiu muito cedo e sente a falta de títulos pelo Arsenal; mas, na seleção, é um dos símbolos da geração acostumada a vencer (Ag. EFE)

Fàbregas ficou conhecido ao redor do mundo ainda muito jovem. Muito técnico, de passe fácil e com bom arremate, o catalão não pôde ficar de fora da lista de 23 do técnico Vicente Del Bosque. Mesmo vestindo a camisa dez da Roja, o meia foi reserva durante toda a campanha na África do Sul, mas só não entrou em campo em duas partidas. Porém, Cesc desempenhou papel fundamental ao título espanhol, pois a assistência para o gol de Iniesta, que garantiu a taça para a Furia, partiu de seu pé direito.

Fàbregas começou a torcer para o Barcelona desde pequeno, incentivado pelo avô. Mas sua trajetória futebolística teve o CE Mataró como ponto de partida. Por também ter a Catalunha como base, era comum que houvesse jogos contra os blaugranas, e para evitar o assédio sobre seu craque, o clube não colocava Fàbregas para jogar essas partidas. Porém, aos poucos, a vontade do culé pesou e Cesc se intregou à La Masia.

Nas canteras blaugranas, o meia-central encontrou Messi e Piqué. Ainda sem o argentino, na categoria sub-12, foram 30 jogos, 29 vitórias e um empate; 200 gols a favor e apenas 10 sofridos. Com a chegada da “Pulga”, em excursão pela Inglaterra, em dois jogos a equipe não foi vazada e marcou nove vezes, mostrando força impressionante. Porém, com 16 anos, Cesc já pensava em ter espaço no time principal. Isso não ocorreu e Arsene Wenger conseguiu levá-lo para a academia de jovens do Arsenal.

Em um jogo da Copa da Liga, em outubro de 2003, Fàbregas debutou com a camisa dos gunners. O primeiro gol veio contra os Wolves no dia 2 de dezembro. A precocidade do catalão está marcada na história do Arsenal, pois até hoje ele é o mais jovem jogador a atuar pelo time principal e a marcar. Mesmo longe da Espanha, o catalão seguiu sendo convocado para a base da seleção. No Mundial Sub-17 de 2003, a fúria foi vice-campeã e Cesc foi o detentor da chuteira e da bola de ouro. Um ano depois, no Europeu da categoria, mais um vice-campeonato e novamente o prêmio de melhor jogador.

Na temporada 2004-05, Fàbregas passou a ser mais utilizado, pois as lesões passaram a incomodar os volantes mais experientes da equipe (Vieira, Edu e Gilberto Silva). O ano da confirmação entre os onze iniciais foi 2005-06, quando Vieira se mandou para a Juventus. A saída do francês também possibilitou que Cesc assumisse a camisa quatro, do ídolo dos tempos de Barcelona, Josep Guardiola.

Os gunners terminaram a temporada com o vice-campeonato da Liga dos Campeões, derrotados pelo Barcelona. Luis Aragonés ousou ao levar o jogador de apenas 19 anos para a Copa do Mundo da Alemanha. Reserva durante a má campanha em 2006, participou de todos os jogos e ganhou a vaga de titular no último jogo da primeira fase. Após a boa participação, o camisa 18 da roja foi um dos indicados ao prêmio de melhor jovem do Mundial – vencido pelo alemão Podolski.

Após a Copa, Fàbregas voltou ao Arsenal, onde já era referência. Individualmente, a temporada 2006-07 foi ótima, pois o camisa quatro conquistou vários prêmios: Melhor Jogador Gunner, Time do Ano da UEFA, Jogador e Jovem do Ano pela Associação de Jogadores Profissionais da Inglaterra. Porém, a alegria não era completa, pois o time do norte de Londres sentia (e ainda sente) a falta de títulos.

No ano seguinte, tudo parecia igual: Fàbregas bem, mas o Arsenal não conseguindo conquistar taças. Entretanto, a saída de Henry para o Barcelona agravou a situação. Sem o maior artilheiro da história do clube, a responsabilidade caiu nos ombros do meia-central. Com isso, Cesc foi, aos poucos, se tornando o símbolo da fase sem títulos dos gunners.

Mas veio um novo chamado de Aragonés, dessa vez para a Eurocopa 2008. Fàbregas recebeu a camisa dez, novamente ficou no banco, mas participou de todas as partidas. Na primeira fase, contra a Rússia, ele fez seu primeiro gol pela Fúria, e com a lesão de Villa, na semifinal, Cesc foi titular na final frente à Alemanha. Na volta para a Inglaterra, o mesmo ambiente: muita inexperiência e o também jovem camisa 4 tendo que comandar a equipe. Em 2008-09, o comando dentro de campo passou oficialmente a ser dele, quando se tornou o capitão gunner.

Mesmo marcando 15 gols e dando passe para outros 13, Fàbregas não conseguiu levar o Arsenal além do terceiro posto da Premier League 09-10. O desempenho lhe rendeu a convocação para a Copa do Mundo de 2010. A camisa novamente foi a dez e o banco, o seu melhor amigo. Cesc participou de quatro partidas e teve papel decisivo na final, pois, como já explicamos no primeiro parágrafo, partiu de seu pé direito a assistência para o tento de Iniesta, que garantiu o primeiro título de Mundial para a Roja. Ao final da Copa, uma transferência para o Barcelona foi muito cogitada, mas ele acabou ficando na Inglaterra. Porém, o sonho dos blaugranas do retorno do filho pródigo segue vivo.

Na volta como campeão Mundial, ele reencontrou o Arsenal com limitações e recentindo de uma referência. Com isso, Fàbregas recebe as críticas pela ausência de novas taças no Emirates. A grande questão é a imaturidade que o time mostra em momentos decisivos. O jovem capitão falou sobre isso recentemente à Revista Don Balón, mas lembrou que ainda é bem jovem e terá tempo para conquistar títulos como protagonista no futuro. Porém uma mudança de ares pode ocorrer em breve.

Cesc Fàbregas
Nome completo: Francesc Fàbregas i Soler
Nascimento: 4 de maio de 1987, em Barcelona, Espanha
Posição: Meio-campista
Clubes: Barcelona (1997-03) e Arsenal (Desde 2003)
Títulos: Supercopa da Inglaterra (2004), FA Cup (2004-05), Copa do Mundo sub-17 (2003), Eurocopa sub-17 (2004), Eurocopa (2008) e Copa do Mundo (2010)
Seleção Espanhola: 58 partidas e 6 gols