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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Procura-se um centroavante

 Cazorla, Marcos Senna e Rossi abraçados com Nilmar se aproximando: bons tempos, Villarreal (getty images)

Em 2010/2011, o Villarreal encantou. Em quarto lugar na Liga Espanhola e semifinalista da Liga Europa, onde caiu para o futuro campeão Porto, a equipe apresentou um dos mais belos futebol da Espanha - atrás somente, claro, de Barcelona e Real Madrid. Era um futebol coeso, inteligente, preciso, que tinha na ligação meio-ataque seu principal trunfo. Com Cazorla, Rossi, Nilmar, Cani e Borja Valero no auge da forma, a equipe voava em campo. Uma temporada depois, o Submarino Amarelo mostrou sua face mais decepcionante. A saída de Cazorla representou, dentro de campo, o afogamento de todo o time, sem trocadilho. Para piorar a situação, ainda viu Nilmar e Rossi, seus principais atacantes, se lesionarem. O ítalo-americano até hoje não voltou. O nível futebolístico, como esperado, decaiu e a consequência foi fatal: o rebaixamento à Liga Adelante.

Por ironia do destino, os amarillos ainda presenciaram o sucesso de Cazorla no Málaga: o meio-campista foi um dos principais responsáveis pela ida do clube blanquiazul à Uefa Champions League, competição na qual, há seis anos, o Villarreal chegara à semifinal. Para a disputa da Liga Adelante, o clube precisa fazer uma reformulação em todos os setores. No gol, precisa achar um goleiro confiável após a saída do bom Diego López ao Sevilla. A zaga, um desastre na temporada passada, pode perder sua principal referência, o capitão Gonzalo, prestes a acertar com o Bétis. Para a lateral direita, o clube já confirmou o retorno de Javi Venta, que irá entrar no lugar de Ángel, que não quis renovar. Quem também optou por não renovar foi o xerifão Marchena. A lateral esquerda também é um problema: Zapata e até Mussacchio passaram por ali, mas nenhum se firmou. A ausência de Capdevila também é bastante sentida.

O meio-campo, que não é mais o mesmo, teve duas perdas significativas: De Guzmán, emprestado ao Swansea, e Bruno Soriano, que pode estar de partida ao Atlético de Madrid. A notícia boa é que Marcos Senna, Cani e Borja Valero (que, a bem da verdade, está indeciso), pilares de um setor que carece de fantasia, estão dispostos a ajudar a equipe a disputar a segundona. Borja Valero faz as vezes de armador, mas não é um necessariamente. Pelo visto, irá continuar exercendo essa posição na nova temporada. Até com treinadores a fase é negra. Um dia após anunciar o nome de Manolo Preciado, o cantabriano sofreu um ataque cardíaco e, infelizmente, veio a falecer. Sem condições de contratar um nome top, a diretoria resolveu efetivar Julio Velázquez, ex-treinador do Villarreal C e B, à equipe principal.

Contudo, nenhuma posição preocupa mais que o ataque. Hoje, a equipe só tem à disposição, de referência, Uche, que retornou após um empréstimo ao Granada. Nilmar foi vendido ao Al Rayyan, Marco Rúben rumou ao Dínamo Kiev e Martinuccio não teve seu empréstimo renovado. Hernán Pérez pode fazer essa função, embora suas características seja mais adequadas as de segundo atacante. A diretoria foi a Buenos Aires tentar fechar com Viatri, mas um desacordo na hora de finalizar as bases salarias fizeram o Boca Juniors desistir de negocioar seu centroavante. O jeito deveria ser depositar todas as esperanças em Rossi. Deveria, porque o ele é incógnita. Após romper os ligamentos do joelho duas vezes consecutivas, muito provavelmente ele não será o mesmo jogador de duas temporadas. A velocidade, seu principal atributo, deverá cair bastante. Além disso, o italiano deverá perder parte da temporada: sua operação está marcada para agosto e o retorno aos gramados, para fevereiro apenas.

Em suma, dois fatores vão definir o teor da temporada dos amarillos: as necessárias contratações à cada setor do campo e o preenchimento do potencial do time. A última temporada de Marcos Senna serviu para renascer o jogador, que vinha de duas temporadas negativas em sequência. Por ironia do destino, a boa fase do hispano-brasileiro foi justamente no período de queda do Villarreal, mas ele poderá (como será) o mais importante jogador do time na Liga Adelante. Rossi é um ponto de interrogação e não pode-se tê-lo como esperança de algo. Até se adaptar novamente, vai demorar. Em uma breve comparação com o Deportivo da temporada passada, o Villarreal leva a pior. Os galegos, pelo menos, manteram uma peça-chave de cada posição e não precisaram se reestruturarem. O Submarino Amarelo é obrigado a fazer isso, embora as condições financeiras seja ingrata. A pressão para retornar à elite é grande. A torcida se acostumou a ver a equipe a brigar firme por Champions League, a bater de frente com os grandes e ver fases decisivas das competições europeias. Após anos estáveis, o nível de exigência no El Madrigal aumentou demais.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Difícil de explicar, fácil de entender

 Os jogadores lamentam: o Villarreal está rebaixado para a Liga Adelante (getty images)

Há seis anos, a comunidade de Castellón lamentava o fato de não poder ver seu representante na final da Liga dos Campeões. Um pênalti desperdiçado por Riquelme, que, segundo muitos torcedores, foi o melhor jogador a vestir a camisa amarilla, deixou a equipe comandada por Manuel Pellegrini a um passo de chegar a final de Paris contra o Barcelona. Ontem, exatamente às 21h50 local, após o apito final de Estrada Fernández, a lamentação tornou-se lágrimas. Seis anos depois de viver seu auge, o estopim de uma crise que começou cedo, logo no início da temporada, teve conhecimento: o El Madrigal presenciou o rebaixamento do Villarreal à Liga Adelante.

Com perdão do trocadilho: o Submarino Amarelo afundou. Como diz o título do texto, a queda é difícil de explicar, mas fácil de entender. Nada deu certo na temporada. Mesmo possuindo um elenco forte para, pelo menos, disputar Liga Europa, as ausências de Cazorla, Capdevilla e Rossi foram sentidas. A bem da verdade, a lesão do ítalo-americano logo na introdução da temporada não seria tão sentida se, junto com ele, Nilmar não tivesse ido junto. Quando soube que ficaria sem seus principais atacantes, tudo começou a desandar. Enquanto Rossi continuou patinando no Departamento Médico, Nilmar voltou. Entretanto não era nem a sombra daquele atacante veloz e ágil que infernizava as defesas. 

Um dos principais motivos para a queda foi a atuação do setor defensivo no andamento da temporada. Frágil e sempre muito desprotegido, principalmente pelo estilo de jogo ofensivo da equipe, concedeu 60 gols. Dessa maneira, ficou difícil para o ataque compensar na frente. No entanto, esse setor também foi problema. Principal responsável pelos méritos do time nos últimos anos, a ligação meio de campo-ataque inexistiu. Sem Rossi, custou para arranjar um atacante decente, sobretudo após retorno abaixo da média de Nilmar. Lotina chegou a jogar no 4-2-3-1 em detrimento do 4-4-2 que tanto deu frutos positivos ao clube. Marco Rúben foi o artilheiro da temporada com 9 gols. A exemplo de comparação, o vice-artilheiro da temporada passada, Nilmar, marcou 13 (Rossi, o artilheiro, anotou 20). O gaúcho, em queda livre, anotou apenas quatro em 2011/2012. Os testes foram múltiplos. Martinuccio foi contratado por empréstimo junto ao Fluminense no inverno; Hernán Pérez foi muito utilizado; e até o canterano Joselu teve que ser efetivado para ajudar, num claro sinal de desespero.

A crise econômica também afetou dentro de campo. Sem um substituto natural para Cazorla, vendido ao Málaga, onde irá disputar a Champions League, para fazer caixa, custou aos amarillos criarem jogadas. Borja Valero foi a força motriz do ataque até dezembro, criando jogadas impensáveis para qualquer outro jogador do elenco e decidindo com gols. Mas ele enfrentou um período bem improdutivo entre janeiro e abril, quando caiu substancialmente de produção. Incapaz de criar oportunidades com a frequência de 2011, o Borja Valero de 2012 foi bem menos brilhante. Todavia, ainda conseguiu ser melhor que Cani, decepcionante à medida que se tornava-se o principal jogador da equipe devido as lesões dos principais. A temporada de Marcos Senna é a mais irônica. Mal e relegado à reserva em 2010/2011, quando os castellonenses terminaram em 4º e foram semifinalistas da Liga Europa, o brasileiro naturalizado espanhol deu a volta por cima justamente no pior momento do clube desde sua chegada. Senna domina o meio-campo, ataca e defende com a mesma eficiência e consegue ser ainda melhor do que em 2007/2008, quando foi vice-campeão e premiado com uma vaga à Eurocopa.

Contratado em fevereiro, após as demissões de Juan Carlos Garrido e José Molina, Miguel Ángel Lotina encarou uma situação que, negativamente, tem sido corriqueira em sua carreira. É o quinto rebaixamento do treinador, antes rebaixado com Logronês, Celta Vigo, Real Sociedad e Deportivo La Coruña, igualando as marcas de Fernando Vázquez e Lucien Müller. O do Villarreal foi semelhante ao do Celta Vigo 2003/2004 de Lotina e o Deportivo da temporada passada do basco. Os celestes, há oito temporadas, começaram o ano na Champions League e terminaram rebaixados, exatamente como os amarillos. Os galegos, por sua vez, foram rebaixados, mas deixaram a sensação de azar justamente por possuírem, entre os postulantes ao descenso, a melhor equipe, assim como o Villarreal 2011/2012. A Liga Adelante também sofre as consequências da queda amarrila. O Villarreal B, em 13º na tabela, é automaticamente rebaixado à Segunda B pelo fato do regulamento não permitir a participações de dois times da mesma instituição numa mesma divisão.

O desmanche no elenco deverá ser grande. Para fazer caixa, será necessário vender. Rossi, Nilmar, Borja Valero, Cani, Mussachio, Marco Rúben serão nomes eternamente ligado às especulações durante o verão. O brasileiro já havia recebido propostas da Roma e do futebol brasileiro nos últimos mercados, mas o clube não quis vender. Agora, será obrigado. Marcos Senna, Ángel e Gonzalo afirmaram querer continuar a fim de ajudar no retorno à elite. Renovar com as bandeiras do clube, os nomes mais benquistos pela torcida, indica que o Villarreal imagina estar de volta à elite em 2013/14. Porém, tudo é incógnita. E o meio-campo e ataque, principais setores da equipe? Como será o mercado? Quem fica? Quem sai? Quem chega? Tudo é incógnita.

A família Roig, responsável pelas ações do clube, viveu um drama na noite passada. A tragédia se personificou em Fernando Roig. O máximo acionista e presidente do clube castellonense acompanhou a partida nas tribunas do El Madrigal ao lado de seu filho José Manuel Llaneza, vice-presidente. Durante anos, o Villarreal sempre foi exemplo de gestão esportiva e econômica. Também dentro de campo, praticando um futebol charmoso, atraente, valente, com a busca pela posse de bola. Bastou uma temporada de adversidade tanto interna como externamente para tudo cair por água abaixo. Após o término da partida, Roig desceu ao gramado, onde, sob lágrimas, foi ovacionado pela torcida, que não se esquece do que ele fez pelo clube nesses últimos dez anos. Fora do estádio, os gritos dos aficionados para os jogadores foram de mercenários. Não é hora de buscar culpado ou desculpas. Aos torcedores amarillos, a boa notícia é que Roig não vai abandonar o projeto. A Liga BBVA perde um time que desempanhava um belo futebol, mas o espera ansiosamente pelo retorno.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

10ª rodada: Encantando

Jogando bonito, o Real Madrid encanta: contra o Villarreal, o resultado foi construído com meia hora de jogo (getty images)

Real Madrid 3x0 Villarreal
Encantador é a palavra que define o futebol do Real Madrid. Jogando numa intensidade bem alta, os merengues passaram com facilidade pelo Villarreal. O resultado foi construído nos primeiros 31 minutos de jogo, quando o Real Madrid, marcando sob pressão, não deixou o Villarreal tocar a bola e sair para o jogo. Di María, melhor em campo, lançou Benzema a mais de 30 metros para o francês fazer o primeiro gol, tocou entre Musacchio e Bruno para Kaká ampliar e, após um contra-ataque perfeito, deixou o seu e carimbou o resultado. A velha incógnita sobre os três homens titulares da linha de três parece estar chegando ao fim com a bela partida do argentino e do brasileiro. Özil, pelo visto, deve deixar de vez a titularidade, embora Mourinho, após a partida, voltara a afirmar que, nesse Real Madrid, não há jogadores titulares e reservas: com talento à disposição, todos irão jogar.

Derrota e na antepenúltima colocação, a palavra rebaixamento já começa a virar realidade no ambiente do Villarreal. Jogando um futebol feio, totalmente oposto aos dos últimos anos, o Villarreal não consegue emplacar e, principalmente, fazer seu jogo de passes fluir com naturalidade. Falta um Cazorla, que De Guzmán, inexplicavelmente adiantado, obviamente não consegue suprir. E, quando a fase não é boa, nada vai bem. Substituido por Marco Rúben logo na volta do intervalo, Rossi rompeu os ligamentos do tendão direito e foi operado na quinta-feira. Resultado: o ítalo-americano estará de quatro a seis meses de baixa. Sem Nilmar, também lesionado, Garrido, com a batata muito quente, terá que abrir a cabeça para escalar o ataque para enfrentar o Rayo.

Athletic Bilbao 3x0 Atlético de Madrid (Claudio Araujo)
Na melhor partida do Athletic Bilbao desde a chegada de Marcelo Bielsa, os bascos convenceram. O time do País Basco foi melhor no primeiro tempo, mas não conseguiu aproveitar as chances que teve. As melhores foram do centroavante Fernando Llorente, que não conseguia transformá-las em gols. A segunda etapa foi mais movimentada, com o Athletic voltando a desperdiçar oportunidades. Até que aos 22 minutos, Llorente finalmente abriu o placar, em boa jogada individual. Logo depois, aos 25', o artilheiro voltou a marcar, dessa vez após receber belo cruzamento de Toquero. Com o jogo caminhando para o fim, Diego fez falta perigosa perto da área do Atlético, que Ander cobrou e Toquero tratou de colocar para o fundo do gol, fazendo 3 a 0.

Enquanto o Athletic Bilbao bai dando boas vindas à boa fase, no Atlético de Madrid o clima é quente nos bastidores. Após ser substituido por Manzano, Reyes insultou o treinador no banco de reservas. Arrependido, o jogador pediu desculpas publicamente na sexta-feira, justificando que estava de cabeça quente no momento. De cabeça quente devem estar os aficionados colchoneros. Quem acompanha futebol pelos números estão preocupados com a situação do Atléti. No ano do rebaixamento rojiblanco, o Atléti apresentava números similares aos que apresenta hoje. Nas primeiras 10 rodadas da Liga, logrou 3 vitórias, um empate e cinco derrotas, tendo os mesmos 10 pontos que atualmente. A diferença é que, à essa altura da temporada, aquele Atlético apresentava uma vitória a mais (mas vale lembrar que este Atlético tem um jogo a menos).

Levante 3x2 Real Sociedad (Claudio Araujo)
O líder da Liga BBVA também vence com emoções. A Real Sociedad precisou de apenas três minutos para abrir o placar diante do Levante, que entrou em campo brigando pela liderança, mas encontrou muitas dificuldades diante dos visitantes, que impuseram forte ritmo nos primeiros minutos de bola rolando. Após a batida de Aranburu, Munúa espalmou para frente e o Estrada pegou o rebote para converter. Depois de ver o mesmo Aranburu dos primeiros minutos de jogo errar o cabeceio no início da segunda etapa, o Levante conseguiu igualar o placar apenas aos 11 minutos, quando Nano arrematou e o zagueiro Demidov desviou contra as próprias redes. Menos de cinco minutos depois, a glória foi encontrada pela cabeça de Valdo, que recebeu grande lançamento de Barkero e saltou mais alto que De La Bella para virar a favor do Levante que, a partir de então, só administrou o resultado.

A questão é que o time se acuou demais no campo de defesa e deixou o Real Sociedad fazer seu jogo com cruzamentos na área e muita movimentação. O resultado não podia ser diferente: aos 41, depois de exercer certa pressão, Iñigo Martínez voltou a deixar o placar igualado. E foi justamente Rúben, que entrou para cadenciar o jogo no meio-de-campo, o homem do gol da vitória do Levante sobre o Real Sociedad. Em cobrança de falta a mais de 40 metros de distância, o time da casa conseguiu se sobrepor ao adversário e anotou o tento da vitória, para a festa da torcida de Valencia, que levantou das cadeiras e comemorou a vitória e a liderança da Liga Espanhola.

Granada 0x1 Barcelona (Claudio Araujo)
O Barcelona não encontrou a facilidade esperada para bater o Granada. Com Iniesta e Villa no banco, Guardiola começou com Fàbregas e Cuenca, grande novidade do onze inicial. O canterano saiu-se bem em seu debut como titular da equipe blaugrana e, certamente, ganhou pontos com Guardiola. Dentrou de campo, a equipe de Guardiola tinha dificuldades de invadir a área adversária, mas não demorou para abrir o placar devido à falta de pontuaria e ao goleiro Roberto. O gol só veio aos 33 minutos, quando Xavi cobrou falta com perfeição. Acuado, o Granada pouco produziu durante o primeiro tempo. Foram só dois chutes de fora da área que pouco incomodaram Valdés. Os anfitriões voltaram com uma postura ainda mais defensiva para a etapa final, que se intensificou com a expulsão de Romero Gómez, aos cinco minutos. O Barça continuava a construir as jogadas, porém pecava nas finalizações. Keita, Iniesta e David Villa entraram em campo, mas não conseguiram mudar o panorama da partida. Antes do apito final, o Granada ainda perdeu mais um jogador expulso: González Benítez.

Sevilla 2x2 Racing Santander
É curioso e paradoxal que em um começo de Liga tão cheio de obstáculos, um calendário complicado, repleto de rivais diretos, com um Sánchez-Pizjuán lotado em um dia de semana contra o lanterna, foi ele mesmo quem roubou os primeiros pontos sevillistas em Nervión. E resulta curioso, além disso, que seja a única equipe, junto com o Villarreal, que conseguira fazer mais de um gol em Javi Varas. É curioso, ou talvez nem tanto. Porque esse Sevilla que já deixou claro que quando quer defender, defende como ninguém,t ambém evidenciou nesses nove primeiros encontros de Liga que atacar é complicado. Custa a encontrar fórmulas, vias de penetração nas zagas rivais. Tem pouca clareza para fazer o gol e, até o momento, os gols conseguidos pelos nervionenses foram rentabilizados no máximo em pontos. Se a isso for somado o cansaço (nove dos onze titulares no Camp Nou jogaram novamente), a equipe nervionense esteve com ausência de idéias. Portanto, foi mais lógico o empate. O Sevilla conseguiu ao menos se manter invicto, após nove partidas, o que não é pouco. Porém, perdeu uma chance de ouro para começar a fazer uma gordura e se estabilizar nas posições mais altas da tabela. Talvez isso dependa da margem de melhora do Sevilla no ataque. Porque é evidente que para os objetivos planejados, o time precisará atacar, e bem.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

5ª rodada: Reerguendo-se

Nilmar dribla Aouate, antes de chutar para o gol vazio e sacramentar a (primeira) vitória do Villarreal. Garrido continua pressionado, mas pode respirar um pouco (AS)

Villarreal 2x0 Mallorca
Juan Carlos Garrido conseguiu respirar. Após entrar em campo pressionado pelos péssimo resultados obtidos nos últimos jogos, sobretudo no último final de semana (derrota para o fraco Granada), o Villarreal enfim chegou à sua primeira vitória na Liga Espanhola. Contra o Mallorca, o treinador não inventou: escalou o óbvio (meio-campo com Bruno, Borja Valero, Cani e De Guzmán) e resolveu parar de improvisar Marchena na volância. Na frente, Rossi e Nilmar fizeram o que todos os torcedores amarillos esperam deles: gols. Apesar de ainda estar pressionado, Garrido valorizou muito a vitória: "foram três pontos importantes", disse após o jogo.

Apesar da vitória, o Villarreal passou perto de complicar uma partida que já estava em suas mãos. Nos minutos finais, diminuiu o ritmo da partida e passou a chamar mais o Mallorca para seu campo de defesa. Esperto, Laudrup percebeu isso e sacou Alfaro para colocar Tissone, trocando o módulo do Mallorca para um 4-3-3 bastante ofensivo. Contudo, já era demasiado tarde para os bermellones conseguirem uma reação e o Villarreal confirmou a vitória. A vitória foi a primeira no El Madrigal após quatro meses. Enquanto Garrido respira, Laudrup começa a ficar com as cordas entre o pescoço. O Mallorca chegou ao terceiro jogo sem vitória e pode terminar a rodada na zona de rebaixamento. O ataque não funciona: marcou apenas um gol em quatro jogos.

Real Sociedad 1x0 Granada
Após poupar alguns jogadores no último final de semana e perder a invencibilidade no campeonato espanhol, Philippe Montanier foi com força total encarar o Granada e voltou a somar três pontos. Em um jogo bastante movimentado, Estrada decidiu a partida após um belo chute, sem chances para Roberto. Illarramendi continua sendo uma grata surpresa: o canterano dominou o meio-campo rojiblanco e participou de quase todas as jogadas ofensivas da equipe blanquiazul. Mariga, seu companheiro na volância, também atuou muito bem: soberbo, mostrou grande contudência defensiva ao roubar muitas bolas no meio.

O Granada fez uma boa partida, mas pecou por desperdiças muitas oportunidades. Só no primeiro tempo, quando jogou melhor que a Real, foram três, ora por defesas de Bravo, ora por chutes mal dados de seus jogadores. Faltou mais participação de Uche. Autor do gol na vitória contra o Villarreal, o nigeriano passou despercebido durante os minutos no qual esteve em campo e foi incapaz de rematar às redes do goleiro basco. Os rojiblancos foram uma das equipes que demonstraram o futebol mais belo da Liga Adelante passada, entretanto falta ser mais incisivo na primeira divisão. Dani Benítez, destaque da equipe na temporada passada, ainda não mostrou a que veio.

Osasuna 0x0 Sevilla
A redenção do Osasuna ficou no quase. Melhor em campo durante os noventa minutos, os rojones, além de não conseguirem marcar nas redes de Javi Varas, ainda lamentaram-se de não ter um pênalti assinalado, quando Perotti colocou claramente a mão esquerda na bola. O dia foi dos extremos: Cejudo, pelo lado do Osasuna, e Jesus Navas, pelo lado sevilistas, foram os melhores em campo. Em compensação, os atacantes não brilharam. Após começar a Liga muito bem, Negredo voltou a ter uma atuação abaixo da média e não foi uma referência nas jogadas ofensivas nervionenses. Kike Sola e Nino, pelo lado navarro, também não foram muito bem.

Apesar de ter sido pressionado o jogo inteiro, a zaga sevillista mostrou segurança. Spahic, novamente, voltou a justificar os milhões pagos pela diretoria rojiblanca. Marcelino Toral, após acenar com a possibilidade da improvisação do croata, voltou a mandá-lo à sua posição original. Esse Sevilla contraditório, de bons números e pobres sensações, ainda tem muitas deficiências. A equipe é estática demais, se posiciona mal às vezes e ocupa de maneira deficiente os espaços do campo durante a partida. Porém, nem tudo está ruim, e não pode estar, já que ganhou duas partidas e empatou uma. O Sevilla não anda bem, mas ganha e soma pontos. E também ganha tempo para trabalhar e melhorar, pois isso faz falta.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Final feliz

Rossi, mais uma vez, foi o cara do Villarreal, que garantiu a classificação à fase de grupos da LC (getty images)

A magia de Giuseppe Rossi, autor de um doblete crucial contra o Odense no jogo de volta dos play-offs da Liga dos Campeões da Uefa, foi suficiente para garantir que o hino da Champions volte a tocar por mais vezes no El Madrigal nesta temporada. Após um primeiro tempo sofrido e um início de segundo com cara de desespero, os dois gols do ítalo-argentino e um de Marchena garantiram a vitória amarilla por 3 a 0 e a classificação à fase de grupos do principal torneio do velho continente.

Precisando da vitória para se classificar, Juan Carlos Garrido mandou a campo um Villarreal extremamente ofensivo. No 3-4-3 em forma de losângo, com Nilmar e Camunãs no flanco e Rossi mais centralizado, o Submarino Amarelo começou o jogo da mesma forma que jogou a ida. Marcando sobre pressão e jogando muito em cima, o Villarreal chegava com facilidade à área rival, mas parava em Wessels. Ao Odense, sufocado, restou apenas se defender; porém, a velocidade com a qual Nilmar e Rossi implantavam deixaram os laterais dinarmaqueses enlouquecidos.

O ítalo-americano foi o que mais tentou: foram, além dos gols, sete chutes à meta de Wessels. Apesar da boa partida de Rossi e Nilmar, a opção pelo 3-4-3 com Camuñas mais adiantado pela direita não foi boa. O ex-Osasuna passou batido da partida e, jogando nesta posição, deixa de lado sua principal característica: a criatividade. Substituto natural de Cazorla, Camuñas deve aparecer mais na equipe titular na temporada, mas em sua posição original, alternando com Borja Valero no centro como fazia Cazorla.

Wessels foi de herói a vilão. As falhas nos gols de Rossi (o primeiro) e Marchena foram cruciais para a classificação amarilla, que chegaram a ter 76% da posse de bola. No final da partida, Borja Valero protagonizou um lance infantil. O meio-campista deu uma cabeçada em Andreas Johansson e foi expulso, ficando, assim, suspenso para a primeira rodada da fase de grupos. ashkin Kadrii, de Odense, também foi expulso, ao levar o segundo cartão amarelo por falta em Zapata. Vilão no jogo da ida, o colombiano dessa vez não comprometeu em nada e apareceu como boa opção em bolas aéreas e nas jogadas ofensivas.

Com a classificação, o Villarreal irá inserir em seus cofres cerca de 20 milhões de euros. Esse montante corresponde ao valor pago pela UEFA pelos direitos de imagem e transmissão de seus jogos. Além disso, justamente pelas boas campanhas em Liga Europa/Copa da Uefa e Champions Leagues passadas, o Submarino Amarelo irá aparecer no pote de número 2 no sorteio da Uefa que irá definir a fase de grupos do torneio.

Villarreal 3x0 Odense
Villarreal: Diego López, Mateo Musacchio, Cristián Zapata e Joan Oriol; Marcos Senna, Bruno Soriano, Cani (Gonzalo Rodríguez aos 41´/2T) e Borja Valero; Giuseppe Rossi, Nilmar (Marco Rubén aos 40´/2T) e Javier Camuñas (Carlos Marchena aos 30´/2T).
Odense: Stefan Wessels, Espen Ruud, Moller Christensen, Toren Reginiussen e Bernard Mendy (Chris Sorensen aos 35´/2T); Eric Djemba-Djemba, Kalilou Traoré (Peter Utaka aos 35´/2T), Bashkin Kadrii e Andreas Johansson; Hans Henrik Andreasen e Rurik Gislason (Rasmus Falk aos 12´/2T).
Gols: Giuseppe Rossi aos 5´/2T e aos 21´/2T e Carlos Marchena aos 36´/2T (Villarreal)
Árbitro: Craig Thomson (ESC
Cartões amarelos: Marcos Senna, Mateo Musacchio, Javier Camuñas, Gonzalo Rodríguez e Cani (Villarreal); Kalilou Traoré, Bernard Mendy, Eric Djemba-Djemba, Andreas Johansson e Bashkin Kadrii (OB)
Cartão vermelho: Borja Valero (Villarreal) e Bashkin Kadrii (OB)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Final amargo

Contratação mais cara do Villarreal no mercado, Zapata foi o grande vilão na estreia da equipe nos play-offs da LC (getty images)

As estatísticas pós-jogo mostraram que o Villarreal teve 64% da posse de bola e chutou 16 vezes a gol contra 4 do Odense. Quem olha apenas por esses números pensa, realmente, que o Submarino Amarelo saiu do primeiro jogo dos play-offs da Liga dos Campeões com uma excelente vitória. Engana-se. Após erro infantil de Zapata no final da partida, Andreasen aproveitou e fez o único gol da vitória dinamarquesa por 1 a 0.

Garrido manteve o esquema que conseguiu encaixar na equipe na metada da temporada passada, após vários testes e mudanças no módulo tático. O 4-4-2 a rombo com Borja Valero na armação é ótimo para uma equipe com dois atacantes letais e velozes, como Nilmar e Rossi. Na primeira etapa, entretanto, o ítalo-argentino, principalmente, pecou nas finalizações. Levando sempre muito perigo pela esquerda da zaga do Odense, faltou a Rossi rematar com mais precisão.

Nilmar, por sua vez, pouco chutou a gol, mas participou ativamente das jogadas de perigo: jogando mais distante da área, chegando a cobrir a armação com Valero numa espécie de 4-3-2-1, o brasileiro mostrou um físico invejável para quem passou metade da pré-temporada lesionado da coxa. As laterais preocuparam. Mesmo sem oferecer muito perigo, as jogadas de perigo do Odense saíram justamente pelos flancos, quando tanto Oriol quanto Mario Gaspar mostraram-se displicentes.

As saídas de Cazorla e Capdevila fizeram - e continuarão fazendo - falta. No caso do meio-campista, Camuñas, contratado para seu lugar, iniciou no banco em dentrimento da titularidade de Soriano, que não levou muito perigo jogando à direita do campo de ataque do Submarino Amarelo. A opção pela improvisação de Marchena na volância não foi bom para uma equipe que costuma ser extremamente ofensiva. Muito preso as jogadas defensivas, o ex-Ché não participou de nenhuma jogada de ataque dos amarillos na partida.

Na segunda etapa, a postura foi a mesma. Porém, Rossi continuava pecando muito nas finalizações. Com Nilmar se aproximando mais da área do que nos primeiros quarenta e cinco minutos, foram constantes os chutes a gol do brasileiro. Porém, na equipe adversário, havia um jogador que brilhava: Wessels, goleiro do Odense, parava a todo custo o Villarreal. Cansado, Nilmar, que volta de lesão, pediu substituição, e foi trocado por Camuñas.

Logo após a saída do camisa sete, o Villarreal sofreu o castigo que pode mudar o rumo da classificatória: Zapata, comprado junto à Udinese por oito milhões de euros, errou na saída de bola na entrada da área e deixou Hans Henrik Andreasen livre para tocar na saída de Diego López e decretar a vitória do time dinamarquês.

Na próxima semana, o Villarreal terá de reverter no El Madrigal o placar. Para se classificar para a fase de grupo, terá de vencer com, pelo menos, dois gols de diferença. A lição para Garrido é simples. Aproveitar o bom talento que tem nas mãos e colocar a equipe para cima de um adversário que só saiu vitorioso graças a um erro de seu próprio comandado. O Submarino Amarelo ainda é favorito e terá que confirmar isso caso queira voltar à fase de grupos e, se puder, sonhar com uma classificação para a semifinal da competição como em 2005/2006.

Pronto para navegar para mais longe

Rossi e Nilmar resolveram ficar e continuarão sendo necessários para o Villarreal na nova temporada (superdeporte)

O Villarreal encerrou a última Liga BBVA com a sensação de que poderia ter ido um pouco mais além. Após um fim de temporada bem abaixo da média, que permitiu a reação do Valencia e a perda da terceira colocação para os chés, os amarillos acabaram ficando apenas com a vaga nos play-offs da Liga dos Campeões como "prêmio" de consolação. Derrotas acachapantes para Porto e Valencia, porém, não mancharam a temporada de uma equipe que chegou a desempenhar, junto com o Barcelona, o futebol mais bonito da Espanha. Naquele - terrível - mês de maio, o lado amarillo de Castilla y León tinha duas inquietações: saber se o Villarreal seguraria suas estrelas e se o elenco daria mais opções para a disputa da Champions.

Entre as estrelas, até o momento, apenas Cazorla e Capdevila saíram (para Málaga e Benfica, respectivamente). Especulou-se muito na provável saída de Rossi para Juventus, Arsenal e, até mesmo, Barcelona e Atlético de Madrid, mas, no final das contas, o ítalo-americano acabou mesmo ficando. Outro que teve seu nome muito ligado à transferência foi Nilmar. Na última semana, o brasileiro deu uma declaração que teria deixado os dirigentes do Submarino Amarelo um tanto insatisfeito: "gostaria muito de jogar pela Roma", disse o gaúcho. Todavia, Nilmar fica para a disputa da temporada e estará à disposição de Garrido para a estreia na Champions League.

Para suprir a ausência dos dois jogadores, a diretoria dos castellonenses agiu rápido: anunciou, logo em seguida à confirmação das vendas, os nomes de Camuñas (Osasuna) e Zapata (Udinese). O elenco, entretanto, não ganhou muito em profundidade: hoje, Garrido tem "apenas" 23 jogadores da equipe A para contar - fora dois ou três que sempre acaba chamando do Villarreal B.

Nos primeiros testes da pré-temporada (e para o jogo contra a Odense, pela Champions League, daqui a pouco), Garrido manteve o 4-4-2 a rombo (ou 4-3-1-2) e, pelo elenco que possui, não deve alterar o esquema em curto prazo. O onze titular que entra a campo para enfrentar os dinamarqueses terá Diego López; Mario, Musacchio, Zapata e Oriol; Cani, Bruno Soriano, Marchena e Borja Valero; Nilmar e Rossi. Ou seja, uma equipe com o entrosamente da última temporada e espinha dorsal formada no decorrer dos anos passados.

Para um Villarreal verdadeiramente europeu, ainda faltaria um meia de qualidade para substituir Cazorla, que possa atuar pelos lados do campo e revezando com Borja Valero na armação. Além disso, um zagueiro mais confiável seria bem vindo, além de um lateral direito, visto que o capitão Ángel ainda está lesionado. Cicinho não deu certo no time e voltou para a Roma. No gol, Diego López continua absoluto como titular, mas em caso de lesão, o bom e experiente César Sánchez foi contratado a custo zero junto ao Valencia para substituí-lo.

Pelas movimentações até aqui, fica claro que o time irá aguardar a classificação (ou não, em caso de zebra) para a fase de grupos da Liga dos Campeões, em 23 de agosto, para definir os movimentos finais de mercado. Como bem disse Garrido, "jogar a fase de grupos da Champions é excitante e, portanto, os jogos contra a Odense irão determinar a temporada".

sábado, 11 de junho de 2011

Balanço final: Villarreal

O abraço entre Nilmar e Giuseppe Rossi marca uma grande dupla de ataque, que contribuiu muito com a ótima temporada do Villarreal (AFP)

Campanha: 4ª colocação. 38 jogos, 62 pontos, 18 vitórias, 8 empates e 12 derrotas. 54 gols pró e 44 gols contra. Classificado à fase classificatória da Liga dos Campeões.
Time-base: Diego López; Ángel López (Mario Gaspar), Marchena, Musacchio (Gonzalo), Capdevila; Bruno Soriano, Cani, Cazorla; Borja Valero; Giuseppe Rossi, Nilmar.
Os artilheiros: Giuseppe Rossi (18 gols), Nilmar e Cani (11), Santi Cazorla e Marco Ruben (5)
O Técnico: Juan Carlos Garrido
O Destaque: Giuseppe Rossi
A decepção: Jozy Altidore

“Foi espetacular, mas podemos melhorar”, a frase é de autoria do treinador Juan Carlos Garrido e ele tem muita razão. Por que não uma vaga direta à fase de grupos da Liga dos Campeões e a participação na final da Liga Europa? Faltou pouco para o Villarreal alcançar ainda mais sucesso na temporada 2010-11. O treinador mexeu diversas vezes na estrutura tática da equipe, mas adotou o 4-4-2 a rombo bastante ofensivo, porém jamais deixando a linha defensiva exposta. E foi justamente a retaguarda que chamou muita atenção, pois sem muita badalação, conseguiu ser a quarta menos vazada em La Liga. Sem nomes de destaque, os laterais avançando pouco e um primeiro volante seguindo a mesma tendência foram chave para o submarino amarillo sofrer apenas 44 gols.

Os números globais do ataque não mostram muita coisa, porém, Nilmar e Rossi impressionaram e marcaram 29 dos 55 gols da equipe no Campeonato Espanhol. Somando os jogos do Villarreal na LE, o brasileiro terminou a temporada com 16 gols e o italiano fez 29. Além deles, o camisa dez Cani, com cinco gols e um papel tático interessante: não jogou como legitímo meia-atacante, ficou na linha de dois do meio-campo atrás de Borja Valero. Ao seu lado, quase sempre, estava Santi Carzola, que se destacou ainda mais, também marcou cinco vezes, mas ainda conseguiu 10 assistências, liderando os amarillos neste quesito. O principal armador da equipe, Borja Valero com boa qualidade no passe, cedeu oito passes decisivos aos companheiros e por ser versátil e ter bastante técnica já aparece em lista de reforços de outros times – o Napoli já até ofereceu 10 milhões de euros mais Gargano pelo jogador.

Mas nem tudo certo para a equipe da comunidade valenciana na temporada 2010-11. O jovem Altidore ainda não estourou e passou mais uma temporada longe da Espanha, emprestado ao Bursaspor largar mal. Cicinho chegou na parada de inverno e mal jogou, sendo banco ora de Ángel, ora do jovem Mario Gaspar. Entre os jogadores que apareceram menos, Marcos Senna merece destaque, pois mesmo tendo muito nome, não reclamou da reserva e sinaliza querer renovar seu contrato com a equipe. Para a próxima temporada, com três competições pela frente, o submarino amarillo deverá investir, pois a equipe é muito boa, mas não existem tantas peça de reposição, o que será muito necessário em 2011-12.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Resumo: 33ª rodada (2ª parte)

Negredo marcou novamente e o Sevilla venceu o Villarreal. Disputa por Champions League reaberta após esta rodada? (eldesmarque)

Faltando cinco rodadas para o término da Liga BBVA, não é mais necessário fazer cerimônias: está aberta a temporada de cálculos. Embora após os jogos deste final de semana poucas posições tenham se alterado na tabela, o tempo vai se esvaindo e o campeonato começa a ser definido. Neste resumo da rodada, faremos também uma análise em perspectiva da sequência de jogos que aguarda as equipes que ainda brigam por algo nesta Liga BBVA. O símbolo "(c)" indica jogos em casa, enquanto "(f)" indica partidas disputadas fora de casa. Veja o calendário descrito em cada parágrafo e faça suas apostas.

Villarreal 3x2 Sevilla
Sem Kanouté e Jesus Navas, Manzano apostou num inédito 4-4-1-1 para um jogo crucial caso os nervionenses quisessem continuar sonhando com Liga dos Campeões. Raçudo, o Sevilla jogou com o coração na mão, venceu o Villarreal e, por que não, reabriu uma disputa que parecia ter chegado ao seu fim há algumas rodadas: a diferença de pontos entre o Sevilla e o Villarreal, último da zona de LC, é de apenas oito pontos e do Athletic Bilbao para os amarillos, seis pontos. Mais do que nunca, faltando cinco rodadas para o fim, a disputa por Liga dos Campeões está reaberta.

Na Andaluzia, Rakitic mostrou que está voando: participou, na maioria das vezes, das jogadas de perigo dos rojiblancos e marcou um bonito gol de falta. Zokora, outro que faz boa temporadas mas não aparecia positivamente há tempos, dominou o meio-campo do Villarreal, desfalcado de Cani e Borja Valero, poupados para a partida contra o Porto, na quinta-feira, e deu uma bonita assistência para o gol de Negredo. A partida caminhava para uma tranquila vitória do Sevilla, que não era ameaçada pelos anfitriões, mas Rossi, que também havia sido poupado inicialmente, mostrou por que o Barcelona pode oferecer trinta milhões de euros por sua contratação e acertou um belo chute no ângulo de Javi Varas. O gol do ítalo-americano, porém, não assustou o Sevilla, que continuou dominando até o apito final de Undiano Mallenco. A equipe de Garrido, perdedora hoje, terá que dividir suas atenções entre a competição continental e a nacional, mas pode comemorar um fato: a tabela, a partir de agora, não irá exigir um maior esforço. Os amarillos irão encarar Getafe (c), Mallorca (f), Almería (f), Real Madrid (c), Osasuna (f), enquanto o Sevilla terá pela frente Almería (f), Real Madrid (c), Osasuna (f), Real Sociedad (c), Espanyol (f).

Atlético de Madrid 4x1 Levante
No Vicente Calderón, novo show de Agüero. Escalado no 4-4-2 a rombo, Quique preteriu Forlán novamente para escalar Diego Costa como companheiro do argentino. E se irritou. "Eu faço o melhor para a equipe e vocês [jornalistas] não deveriam se meter", disse o treinador após a partida. Fato é que a entrada do brasileiro deu mais mobilidade para que o jogo dos rojiblancos fluíssem e, já há algum tempo, o brasileiro não tem deixado passar batido as oportunidades que vem recebendo. Quem também apareceu muito bem foi Elias. Jogando mais adiantado do que nos tempos de Corinthians, o camisa nove fez sua melhor partida desde que chegou em Manzanares, marcou um belo gol de falta e saiu ovacionado para a entrada do canterano Noguera. No meio-campo, o domínio territorial se fazia possível pela partida valente de Suárez e Juanfran, que também fez sua melhor partida desde que fora contratado.

No lado levantino, o jogo era crucial para a equipe seguir viva em busca de uma vaga na Liga Europa. Os granotes fizeram um ótimo primeiro tempo, quando chegaram ao gol através de Caicedo (décimo gol do equatoriano na Liga), mas sofreram uma brusca queda de rendimento quando Agüero desempatou a partida logo no início do segundo tempo, logo após uma bela defesa de De Gea em chute de Stuani. Agüero ainda chegaria ao doblete, marcando seu 16º gol na Liga - 20º na temporada. A nove do Villarreal, a reação dos comandados de Quique chegou tarde, mas os colchoneros seguem na briga por Liga dos Campeões, sem deixar que o Espanyol se aproxime da zona de Liga Europa. A tabela daqui para a frente requer atenção, pois quatro de cinco adversário brigam contra o rebaixamento e entrarão em campo dando a vida. Deportivo (f), Málaga (c), Racing Santander (f), Hércules (c), Mallorca (f) são os adversários do Atlético de Madrid.

Racing Santander 1x2 Málaga
Júlio Baptista voltou de lesão para ser o salvador da pátria malaguesa. Se, na última rodada, os dois gols do brasileiro contra o Mallorca serviram para tirar o Málaga da zona de rebaixamento, o gol e a bela assistência de bicicleta de hoje serviram para afastar o Málaga da degola. Com 36 pontos e a quatro do descenso, os blanquiazules respiram aliviados, mas o alerta continua ligado: o Málaga irá enfrentar Hércules (c), Atlético de Madrid (f), Sporting Gijón (c), Athletic Bilbao (f), Barcelona (c). Destes, apenas Sporting Gijón e Barcelona jogaram para cumprir tabela, visto que o título já é, virtualmente, dos blaugrana. Contra o Racing Santander, a superioridade do Málaga só foi ameaçada quando Rosenberg diminuiu aos 28 do segundo tempo.

A entrada do garoto Luque deu um novo gás aos cantabrianos e, após a excelente atuação contra os blanquiazules, o canterano de 19 anos já começa a ser alcunhado de "novo Canales". Os cantabrianos, porém, não estão para tempo de brincadeira. Com 37 pontos, os cantabrianos estão a quatro do rebaixamento, mas terão uma sequência chata: Mallorca (c), Hércules (f), Atlético de Madrid (c), Sporting Gijón (f), Athletic Bilbao (c). Neste momento, a ordem é torcer para que Giovanni dos Santos e Rosenberg continuem decidindo e Luque, que deve virar titular no lugar de Munitis, emule Canales e salve a equipe de um rebaixamento.

Sporting Gijón 1x0 Espanyol
A comemoração efusiva dos aficionados asturianos após o término da partida mostra uma coisa: a vitória crucial dos gijoneses perante o Espanyol praticamente afasta o risco do Sporting Gijón de cair para a Liga Adelante. O responsável pelo alívio é Nacho Novo, autor do único gol da partida. Com 41 pontos, o risco do rebaixamento já não existe mais, e os comandados de Preciado irão agora em busca de uma melhor posição na tabela. Os comandados de Preciado, de luto pelo falecimento de seu pai, morto em um trágico acidente de carro, saíram em busca da vitória desde o começo do jogo. Porém, só no segundo tempo que os ataques passaram a serem mais incisivos. Nacho Novo, que entrou nos 45 minutos finais, deu mais mobilidade ao 4-2-3-1 de Preciado e acabou premiado com belo gol.

No lado blanquiazul, a equipe vive um péssimo momento, vê seus concorrentes diretos por Liga Europa se distanciar cada vez mais na tabela e, a partir de agora, terá que brigar muito caso queira ir para a Europa: o Espanyol tem a tabela mais difícil dentre as quatro equipes que brigam pela competição europeia. Os péricos terão pela frente Athletic Bilbao (c), Barcelona (f), Valencia (c), Zaragoza (f), Sevilla (c). O jogo de semana que vem será o via-crucis para a equipe de Barcelona, que está se tornando o verdadeiro cavalo paraguaio desta edição do campeonato espanhol.

Hércules 1x0 Deportivo
A ida de Miroslav Djukic ao comando técnico do Hércules está fazendo efeito, por enquanto. Em quatro jogos, uma derrota, um empate e uma vitória, que deram gás para que a equipe do bósnio pudesse continuar lutando contra a degola. Kiko vai se consolidando a cada rodada com uma grata revelação da Liga e fez toda a jogada do gol de Tiago. Trezeguet, que não conseguiu chegar a tempo na bola cruzada por Kiko, esteve em mau dia e perdeu oportunidades de setenciar a partida. Os três pontos dão sobrevida aos herculinos, que irão encarar Málaga (f), no jogo mais importante da temporada do Hércules, Racing Santander (c), Mallorac (c), Atlético de Madrid (f) e Sporting Gijon (c). Já o Deportivo está em situação crítica. Na 400ª partida de Lotina como treinador e 100ª partida de Aranzubia como goleiro blanquiazul, os galegos quase levaram para o Riazor um pontinho essencial, mas Calatayud evitou um gol feito de Juan Domínguez. Para escapar do rebaixamento, o Deportivo terá pela frente Atlético de Madrid (c), Sporting Gijón (f), Athletic Bilbao (c), Barcelona (f) e Valencia (f). Uma tabela ingrata para aquele que entrou em sua pior fase na temporada.

Mallorca 2x0 Getafe
Sem grandes aspirações no campeonato, o Mallorca venceu o Getafe e recuperou a nona colocação, graças a derrota do Levante. No jogo, o Getafe voltou a mostrar sua carência nas bolas aéreas, responsáveis pelos gols de Aki e Nunes. Arizmendi e Miku, extremos do 4-3-3 de Míchel na segunda etapa, tiveram em seus pés as oportunidades de empatarem a partida, mas quando a fase não é boa, dificilmente a bola entrará. Resta aos azulones torcer para que Dani Parejo recupere-se de uma longinqua má fase e seja o protagonista da equipe na briga contra o inferno do descenso. Para se salvar, o Getafe terá nas próximas rodadas Villarreal (f), Almería (c), Real Madrid (f), Osasuna (c), Real Sociedad (f) pela frente.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Copa Ibérica?

Ao infinito, e além: o Villarreal bateu o Twente novamente e vai com tudo para cima do Porto (getty images)

Depois da goleada de 5 a 1 no primeiro jogo, o Villarreal poderia até ser derrotado por 3 a 0 pelo Twente que mesmo assim avançaria às semifinais da Liga Europa, mas o time espanhol fez mais e garantiu outra vitória: 3 a 1 fora de casa e um lugar entre os quatro melhores da competição.

Desfalcado de jogadores importantes, como o volante Marcos Senna, lesionado, e o atacante brasileiro Nilmar e Cazorla suspensos, o Villarreal sofreu pressão do time holandês desde o início do jogo. No entanto, a sólida defesa espanhola não deixava espaço para o Twente, e o Submarino Amarelo aproveitava para tentar jogadas de contra-ataque. Garrido modificou a equipe que havia sido goleada pelo Valencia, há quatro dias. O 5-3-2 deu vez ao 4-4-2 de sempre, com Marco Rúben no lugar de Nilmar e Matilla no de Kiko. Com isso, Marchena voltou a exercer a função de um zagueiro e pode ser opção para Garrido na ausência de Gonzalo.

No dérbi, o miolo de zaga amarillo pecou demais pela inexperiência de um canterano, o que fez Garrido ser criticado? Por que improvisar um zagueiro experiente na volância ao invés de colocá-lo em sua posição original quando o seu principal zagueiro está lesionado? Contra os holandeses, Musacchio e Marchena fizeram uma sólida partida, queimada pelo erro de Mario no primeiro gol dos roten.

Aos 32', Bajrami abriu o placar para o Twente, com um forte chute de fora da área. Com o tempo passando e a classificação se tornando cada vez mais difícil, o time holandês diminuiu o ritmo. Na segunda etapa, Tiendalli fez pênalti em Wakaso e foi expulso, deixando o Twente com um homem a menos. Rossi converteu a penalidade e igualou o marcador. Em vantagem numérica, o Villarreal não teve trabalho para virar o placar. Ruben, novamente de pênalti, e Cani marcaram para os amarillos e selaram a classificação.

Destaque para o bom uso da cantera por Garrido quando Twente diminuiu o ritmo, dando-se por vencido. O promissor atacante Hernán Perez, que vem fazendo boa Liga Adelante pelo Villarreal B, ficou em campo 27 minutos, o suficiente para colocar mais fogo no jogo. Foi ele, por exemplo, que sofreu o pênalti convertido por Rúben, além de quase ter marcado o quarto gol castellonense, em boa jogada individual. Ao final da partida, o Villarreal acabou com oito canteranos em sua equipe titular, um bom número para um clube que não é muito elogiado pelo uso da cantera.

Nas semifinais, o Submarino Amarelo enfrenta o Porto, que atropelou o Spartak de Moscou nas duas partidas das quartas de final. Na outra semifinal, o Braga irá enfrentar o Benfica, em duelo português. Com as semifinais definidas, paramos para pensar: é Liga Europa ou Copa Ibérica?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Dia de show

Rossi e Nilmar marcaram e ajudaram o Villarreal a colocar um pé e meio na próxima fase da Liga Europa. Título é possível (reuters)

Pelo jogo de ida das quartas de finais da Liga Europa, o Villarreal mostrou sua força e goleou o Twente, lider do campeonato holandês, por 5 a 1 e colocou uma mão e meia na semifinal da segunda principal competição europeia. A goleada amarilla completou a excelente semana dos espanhóis na Europa, que viu o Real Madrid e o Barcelona golearam seus respectivos jogos. A péssima notícia ficou por conta da lesão de sua bandeira Gonzalo Rodríguez, que fraturou o pé esquerdo (ver imagem) e só volta na próxima temporada.

Escalado no 4-3-3, foram os holandeses que começaram assustando, principalmente com Bryan Ruiz e Janssen. O Villarreal, no 4-4-2 de sempre, mostrava-se acanhado, com uma postura diferente das quais está acostumado a exercer. Porém, aos 22', o cenário mudou: em escanteio cobrado por Borja Valero, Musacchio ganhou no alto de Douglas e Rosales e Marchena, sozinho, completou para as redes de Mihajlov. A partir daí, a situação se inverteu. O Villarreal, como de costume, passou a capitalizar a posse de bola e tomou conta do meio-campo. Cazorla e Borja Valero ditaram o ritmo da partida e enlouqueceram o meio-campo da equipe holandesa.

E foi em uma jogada construída por Cazorla que Borja Valero recebeu na frente e, com extrema categoria, chutou no canto esquerdo de Mihajlov, fazendo 2 a 0 para a equipe da casa. Antes do encerramento da primeira etapa, o golpe final: aos 46', Mario cobrou lateral e Onyewu "ajeitou" de cabeça para Nilmar, que, também de cabeça, jogou na esquerda de Mihajlov. O grande êxito da equipe castellonense foi ter aproveitado todas as oportunidades que teve para matar a partida. Na segunda etapa, mais gols. Preud Homme, treinador do Twente, colocou mais um atacante em campo para recolocar sua equipe de volta à partida. Porém, foi o Villarreal quem marcou. Aos 11', Nilmar, bem marcado, passou para Rossi, que parecia que não tinha muito o que fazer. O italiano, no entanto, acertou um lindo chute e mandou para o fundo das redes: um golaço.

Já no final do duelo, Nilmar marcou o gol que fechou a goleada. Ele recebeu de Rossi na ponta da área e, em um drible apenas, se livrou de dois jogadores e bateu, estufando a meta de Mihajlov pela última vez. No finalzinho, o Twente conseguiu diminuir com um tento de Janko. A goleada coloca o Villarreal a um passo da semifinal, que, provavelmente, será contra o temido Porto. O Villarreal mostrou ter equipe suficiente para bater de frente com o campeão português e não há dúvidas de que os jogos serão bastante emocionantes,

sexta-feira, 18 de março de 2011

Má fase escondida

Villarreal é favorito para conquista da Liga Europa, mas a atenção também deve ser voltada à Liga Espanhola (getty images)

Na última quinta-feira, 17 de março, o Villarreal voltou a vencer o Bayer Leverkusen e avançou para as quartas-de-finais da Liga Europa, onde irá encarar o Twente, da Holanda, como definiu o sorteio desta sexta-feira. Porém, a classificação comemorada às quartas da segunda principal competição europeia escondeu o outro lado da moeda do Villarreal: a má fase vivida pela equipe.

A temporada do Villarreal começou ganhando dimensões a cada jogo. A derrota para a Real Sociedad na estreia da Liga colocou em xeque o poder de fogo do elenco comandado por Garrido. Com o exemplo negativo da temporada 2009/10, quando frequentou a zona de rebaixamento durante quase um turno e, por causa dos pontos desperdiçados, deixou de cravar uma vaga na Champions, o Villarreal passou a acordar para o campeonato: emplacou uma sequência de nove vitórias consecutivas e confirmou a alcunha de "melhor time do campeonato paralelo a Barcelona e Real Madrid".

Porém, desde o início do ano, tudo tem conspirado contra os amarillos. Primeiro, a lesão de um de seus principais jogador, Nilmar; segundo, a lesão séria de um dos líderes do vestiário, Ángel. Sem confiança em Catalá, Garrido pediu à cúpula amarilla a contratação de Cicinho, sem prestígios na Roma. O brasileiro, entretanto, não conseguiu ganhar a confiança do técnico, que, sem opção, tem utilizado com mais frequência o canterano. A fase vivida pelo Villarreal hoje é bem diferente do primeiro semestre.

Desde a eliminação sentida na Copa do Rei, ante o Sevilla, a má fase passou a envolver o vestiário do time. De 05 de fevereiro até hoje, apenas uma vitória conquistada em sete partidas. O El Madrigal, principal trunfo da equipe na temporada, foi lugar de pontos desperdiçados bobamente: empates contra Málaga e Sporting Gijón e uma derrota surpreendente para o Hércules. A vantagem confortável de seis pontos para o Valencia foi diminuindo a cada jogo e hoje é o Villarreal que corre atrás: está a quatro pontos do time ché e com um confronto direto no Mestalla. O futebol exercido pelas duas equipes parece ter se invertido de um tempo para cá. O Valencia, que praticava um futebol pragmático, atua de maneira mais solta, com uma posse de bola envolvente e, apesar da eliminação na Champions, é favorito, hoje, para cravar a terceira vaga para a Champions.

Além disso, a má fase do Villarreal e a sequência de pontos não-conquistados colocou em risco até a quarta colocação. Athletic Bilbao, Espanyol, Sevilla e Atlético de Madrid passaram a acreditar numa possível vaga para a próxima Champions League, o que esquentou a briga pela competição europeia. A boa fase vivida na Europa pode colocar o Villarreal de volta ao caminho da vitória na Liga Espanhola e a prova pode ser neste final de semana: no domingo, em um dos dois confrontos diretos por Champions League, o Submarino Amarelo vai até o País Basco enfrentar o bom time do Athletic Bilbao e uma derrota pode ligar mais ainda o alerta castelonense.

A classificação

O duelo no El Madrigal mostrou os amarillos sempre muito absoluto em relação aos alemães, ao contrário do que aconteceu na ida, quando o Bayer foi melhor, mas não conseguiu converter em vitória as chances obtidas. Com a vantagem obtida no jogo de ida, o Submarino Amarelo tocava melhor a bola no meio-campo e envolvia a defesa rival, que pouco conseguia coibir. Em uma dessas triangulações, Rossi saiu na cara de Adler após um lançamento de Cani e tocou na saída do goleiro, mas acabou mandando para fora. Porém, na segunda chance, veio o gol. Cazorla correu com a bola dominada, tocou para Rossi e se infiltrou no meio da zaga. Aproveitando-se da linha de impedimento burra do Bayer, o meia saiu cara a cara com o arqueiro rival, e tocou firme no canto esquerdo, abrindo o placar no El Madrigal e praticamente sacramentando a classificação às quartas.

Depois do tento sofrido, o Leverkusen ainda ameaçou o Villarreal em duas oportunidades antes do intervalo; porém, nas duas vezes, Renato Augusto chutou perigo para fora. Na segunda etapa, teve mais Villarreal. Para desespero dos visitantes, mais uma tabela deu o segundo gol ao time de Castilla y León. Desta vez em papéis invertidos, Cazorla serviu Rossi que, de direita, tocou na saída de Adler para marcar. Ainda antes do fim, aos 38 minutos do segundo tempo, veio o gol de honra merecido aos germânicos. Após cruzamento da direita, Derdiyok se esticou todo e conseguiu desviar a bola para as redes. Renato Augusto ainda quase marcou um golaço da entrada da área, mas era tarde demais para uma reação.

Chegar longe na Liga Europa pode render bons dividendos ao Villarreal. Especula-se bastante que a Juventus esteja tentando levar Rossi a Turim, em junho. Nilmar, que voltou a jogar bem após a lesão, tem seu nome ligado a Real Madrid e Barcelona, e Cazorla vem sendo especulado com força no futebol inglês. A conquista da Liga Europa é um sonho provável, mas a atenção também deve ser voltada à Liga Espanhola, onde a equipe perdeu pontos essenciais e viu uma vaga quase cravada na próxima Liga dos Campeões ficar em evidência.

quinta-feira, 10 de março de 2011

A um passo das quartas

Nilmar comemora o gol da importante virada do Villarreal ante o Bayer Leverkusen pelo jogo de ida das oitavas-de-finais da Liga Europa (reuters)

Em mais uma disputa entre Espanha e Alemanha pelas competições europeias (relembre aqui a eliminação do Valencia perante o Schalke 04), o Villarreal levou a melhor sobre o Bayer Leverkusen mesmo sendo inferior ao seu adversário. Diferentemente do que aconteceu ontem no confronto entre Schalke 04 e Valencia, onde os espanhóis foram melhores que os alemães, hoje os amarillos jogaram de maneira acuada, mas conseguiram a importante vitória graças a Nilmar, que entrou no segundo tempo e sacramentou a remontada. A vitória por 3 a 2 na Bayer Arena deixa o Submarino Amarelo em situação bem confortável para o jogo do El Madrigal, semana que vem, já que tem a vantagem do empate e pode até perder por um gol de diferença (desde que seja 1 a 0 ou 2 a 1).

Escalados no 4-2-3-1, o Bayer Leverkusen, vice-líder da Bundesliga, começou comandando as ações desde os primeiros minutos. Renato Augusto, jogando centralizado, era o principal ponto de equilíbrio da equipe anfitriã, que foi com o que de melhor tinha em seu elenco a campo. Garrido, por sua vez, promoveu uma série de rotações no Villarreal, abdicando-se de jogadores como Nilmar, Cazorla e Capdevilla. Catalá mostrou-se um pouco nervoso na esquerda, onde foi vítima de uma carnaval de Sam e, às vezes, de Renato Augusto. Wakaso e Marcou Rúben, nos lugares de Cazorla e Nilmar, também não estiveram em boa jornada e foram figuras inexistentes durante o período que estiveram em campo.

Aos 32', Kadlec fez justiça ao jogo e abriu o placar para os Werkself, com um chutão com a canhota de fora da área. Aos 41', porém, a zaga alemã cochilou e Bruno lançou Rossi, que às costas de Reinartz, chutou na saída de Adler, empatando o jogo. O gol tranquilizou os comandados de Garrido, que fizeram um primeiro tempo longe de suas características: acuado, praticou um futebol dessemelhante àquele com que está acostumado a exercer e teve apenas 39% da posse de bola. O segundo tempo começou com a mesma tônica com que havia iniciado-se o primeiro. Pressionando, os alemães armavam contra-ataques com muita velocidade, o que enlouquecia a zaga amarilla. Marchena, improvisado estranhamente como volante, não achava nada na volância e Vidal tomava conta da partida.

A partir dos 11', Garrido enfim percebeu que não dava para atuar daquela maneira: em uma série de substituições, sacou Wakaso para a entrada de Cazorla; e, depois, Rossi para a entrada de Nilmar. Mudando para o 4-4-2 a rombo, Borja Valero passou a entrar na partida e, atuando na ligação a Nilmar e Marco Rúben, acalmou a bola à equipe espanhola. Aos 24', no seu primeiro toque na bola, Nilmar mostrou ter estrela: o atacante recebeu na entrada da área, virou sobre a zaga, tentou tocar para Rúben, mas a bola voltou para o camisa sete, que tocou para os fundos das redes. Acontece que nem deu tempo para comemorar, pois após um bate-rebate, Mario tomou um drible bobo de Castro e o extremo esquerdo do Bayer fuzilou as redes de Diego López, empatando o jogo.

Os alemães não se contiveram com o empate, e partiram para cima à procura do gol da vitória. Entretanto, à medida que o Bayer Leverkusen pressionava a zaga amarilla, deixava sua defesa exposta a contra-ataque. E, aos 49', Nilmar jogou uma verdadeira ducha de água fria nos torcedores presentes na Bayer Arena. Após receber de Borja Valero, o brasileiro arrancou na velocidade, deixou Schawaab para trás e chutou na saída de Adler, decretando a vitória do Villarreal.

Agora, Garrido e seus comandados voltam os olhares para a partida de domingo, onde enfrenta o Sporting Gijón para não deixar o Valencia escapar na briga pela terceira colocação, que dá a vaga direta para a próxima Champions League. Na quinta que vem, acontece o jogo de volta contra o Bayer Leverkusen e, na sexta, o sorteio das quartas-de-finais da Liga Europa, onde muito provavelmente a equipe estará presente.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Menos um espanhol

O Sevilla crescia na partida, mas Alexis jogou tudo por água abaixo (demotix images)

Nos dois jogos envolvendos equipes espanholas na Liga Europa, apenas um sobreviveu: o Villarreal venceu heróicamente de virada o Napoli, no El Madrigal, e manteve vivo o sonho de conquistar seu primeiro título em sua curta história. O Sevilla, por sua vez, deu "adeus" à temporada após vencer o Porto em Portugal por 1 a 0, mas ser eliminado no critério de desempate (havia sofrido dois gols na Andaluzia).

No estádio do Dragão, mesmo necessitando da vitória por dois gols de diferença, Manzano surpreendeu em sua escalação: preferiu ir a campo com um esquisitíssimo 4-2-3-1, com Kanouté fazendo o papel de enganche e Negredo como o atacante de referência. Escalado no 4-3-3, com Hulk e Varela aberto pelos lados do campo, o Porto comandou as ações durante boa parte do jogo, à exceção dos últimos vinte minutos, quando Luis Fabiano abrira o placar e o Sevilla passara a acreditar na classificação.

Após ter sua vida infernizado por Hulk durante o primeiro tempo inteiro, Sergio Sánchez deu lugar ao Fabuloso em uma troca de "tudo ou nada" de Manzano. O brasileiro mostrou por que foi uma opção para lá de infeliz de Gregório colocá-lo no banco em um jogo decisivo: o brasileiro recebeu bom passe de Negredo, livrou-se de Otamendi e bateu firme à meta de Helton paraabrir o placar para o Nervionenses. Após o tento, tudo parecia conspirar a favor dos rojiblancos da Andaluzia, com a expulsão de Álvaro Pereira, mas Alexis colocou tudo por água abaixo: após cometer falta boba em Hulk, o ex-Valencia recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, justamente no momento em que o Sevilla pressionava em busca do gol da classificação.

Nos minutos finais, Hulk, principalmente, e Guarín tiveram duas ótimas oportunidades de matar a classificação, mas pararam nas mãos de Javi Varas, o melhor em campo. O canterano vai sendo essencial na ausência de Palop e, a cada jogo, vai ganhando a confiança de Manzano e dos aficionados. Agora, resta ao Sevilla concentrar suas forças na Liga BBVA, onde a equipe terá um duelo decisivo nesta semana: encara o Atlético de Madrid no Vicente Calderón, em jogo que pode definir uma das três vagas para a próxima Liga Europa.

No El Madrigal...

Nilmar marcou seu primeiro tento em 2011 e o Villarreal conseguiu uma virada histórica ante o Napoli (AP Photos)

... o Villarreal sai atrás do marcador, mas, na raça, foi atrás do resultado e virou a partida, garantido vaga nas oitavas-de-finais da competição europeia. Jogando no 4-4-2 com dois meias abertos pelo flancos, ao invés de um meio-campista a rombo, como vem jogando em boa parte na temporada, os amarillos começaram impondo muita velocidade pelos lados.

Aos 15', porém, um verdadeiro banho de água frio nos aficionados castellonenses: Hamsik apareceu sozinho dentro da área, mergulhou de cabeça e fez 1 a 0 para o Napoli. Em êxtase, os tifosi napolitanos exageraram na celebração e acabaram caindo um sobre os outros derrubando o pequeno alambrado do estádio El Madrigal que os separavam do gramado. De acordo com relatos da imprensa europeia, alguns torcedores se feriram, sendo rapidamente atendidos por médicos e encaminhados a hospitais.

Ainda no primeiro tempo, orquestrados por um mágico Borja Valero, aos 43', Nilmar aproveitou bobeada de Cribari e empatou a partida, marcando seu primeiro tento em 2011. A igualdade no placar colocou fogo na partida, já que os napolitanos seguiam com a classificação em mãos, mas apenas pelos gols marcados fora de casa. A esperança, porém, foi dizimada logo em seguida, aos 45', pelo italiano Rossi. Com 2 a 1 no placar, o Villarreal aproveitou a esfriada do intervalo para tomar as rédeas da partida.

No retorno para a etapa final, mesmo com o apoio de sua torcida, o Villarreal não conseguiu impor seu futebol e sofreu uma forte pressão do Napoli, que acertou a trave espanhola em quatro oportunidades. Após segurar o resultado, o Submarino Amarelo conseguiu avançar de fase e terá pela frente o Bayer Leverkusen nas oitavas.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Copa del Rey: Elétrico

Rossi liderou o Villarreal a virada histórica ante o Valencia e, com o doblete, tornou-se o maior goleador da história do Submarino Amarelo (AP Photos)

Quando o Valencia abriu 2 a 0 com menos de trinta minutos do primeiro tempo, a vitória, e consequentemente a classificação, estava nas mãos do time ché. Porém, o segundo tempo reservou mais emoções e o Valencia viu um Rossi inspirado pela frente. O atacante marcou seis gols nas últimas seis partidas e chegou a 61 gols com a camisa amarilla, tornando-se o maior goleador da história do clube. O doblete de ontem consolidou uma remontada histórica do time castellonense e a classificação para as quartas de finais da Copa del Rey, onde enfrentará agora o atual campeão Sevilla, que está priorizando a competição.

Com equipes completas, Unai Emery, técnico do Valencia, não hesitou em escalar sua defesa com cinco zagueiros, num 5-4-1 - pela terceira vez utilizada no dérbi da Comunidade Valenciana. Com uma defesa sólida, o Valencia segurou o Villarreal durante todo o primeiro tempo, que sentiu a falta de Nilmar, machucado. No ataque, Rossi tentava sozinho, já que Rúben, substituto do brasileiro, caiu facilmente na marcação de Stankevicius. Se a defesa passava segurança, restou ao ataque do time a missão de mandar a bola às redes. E foi assim que o Valencia abriu dois gols de vantagem, calou o El Madrigal e colocou um pé e meio nas quartas de finais. Primeiro, quando Borja Valero cortou um cruzamento vindo de Bruno na direita em cima de Banega, que arriscou de fora da área e Juan Carlos acabou aceitando. Depois, Maduro deu uma linda assistência para Soldado, que saiu da marcação de Gonzalo e Catalá, dominou a bola no alto e, com estilo, tocou na saída de Juan Carlos.

Com 2 a 0 no marcador, só um desastre eliminaria o Valencia. E o "desastre" veio na segunda etapa. Borja Valero, Rúben e, principalmente, Rossi e Cani passaram a entrar na partida e orquestraram a remontada amarilla. Em três minutos da etapa final, o Villarreal voltou para o jogo ao empatar a partida. Com um minuto, Rossi desceu em velocidade pela esquerda e cruzou na medida para Cazorla completar para as redes de Guaita. Se, até o primeiro gol amarillo, a defesa do Valencia mostrava-se segura, o gol de Cazorla foi o ponto para a estratégia de segurar a partida de Unai cair. Aos três minutos, Rúben, até então inócuo na partida, mostrou que pode ser o substituto de Nilmar. O camisa nove do Villarreal recebeu de Rossi e sofreu pênalti de Stankevicius. Pênalti não lá muito digerido por Unai Emery, que disse ter sido um pênalti muito duvidoso. Na cobrança, Rossi deslocou Guaita para recolocar o Villarreal de volta na partida.

Após o gol de empate, o Valencia inexistiu e não conseguia mais encaixar nenhum contra-ataque. O Villarreal, por sua vez, descia como uma avalanche. E foi em um desses contra-ataques que o Villarreal virou a partida. Cani tabelou com Cazorla e deixou Rúben com o gol vazio para completar para as redes e levar a torcida ao delírio. Com o resultado a favor, Garrido, temendo o gol de empate do Valencia, recuou o time, tirando Cani e Cazorla, aplaudidos pelos torcedores, e promovendo as entradas de Mussachio e Oriol. Rossi, bem isolado na frente após a saída de Rúben e a entrada de Mário, tratou de definir a partida. Aos 45', Mussachio lançou o ítalo-americano, que driblou Guaita e, com frieza, tocou entre Ricardo Costa e Vicente para definir a classificação do Villarreal.

Ao final da partida, Joaquín, com os nervos à flor da pele, foi expulso por chamar o Ramírez Dominguez de burro e o assistente de sem vergonha. O meio-campista ché terá que cumprir a suspensão no dérbi que o Valencia fará contra O Levante, no domingo, pela Liga. Nas quartas de finais, o Villarreal irá encarar o Sevilla, que passou pelo Málaga num agregado de 8 a 3 (5 a 3 na ida e 3 a0 na volta). Outros confrontos: Barcelona x Bétis, Almería x Deportivo La Coruña, Real Madrid x Atlético de Madrid.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Villarreal

Nilmar e Giuseppe Rossi: Dupla ofensiva entrosada, vem dando o que falar na Espanha (Foto: entertainment.ezinemark.com)

Campanha
3ª posição. 16 jogos, 33 pontos. 10 vitórias, 3 empates e 3 derrrotas.

Treinador
Juan Carlos Garrido. O treinador está no comando da equipe desde fevereiro de 2010, após a demissão de Ernesto Valverde. Garrido era o comandante do Villarreal B e foi transferido para a posição de técnico do time principal. Seu contrato vai até o final da temporada 2010-11, mas com o bom trabalho realizado por enquanto, deverá ser renovado em breve. Na atual Liga Espanhola, Garrido vem fazendo um bom papel, o esquema base adotado é o 4-4-2, com dois meias-externos. Mas não é incomum ver o submarino amarillo jogando no 4-3-1-2. Nas duas formas de atuar, o treinador privilegia a liberdade para Santi Cazorla e para a dupla de ataque formada por Giuseppe Rossi e Nilmar. Assim ele leva a equipe da província de Castellón até onde os times além de Barcelona e Real Madrid podem ir, o terceiro lugar exatamente atrás da dupla dominante em La Liga.

Destaque
Nilmar e Giuseppe Rossi. Impossível escolher apenas um deles. A dupla têm sido letal nessa temporada, ambos são muito velozes, finalizam bem e conseguem realizar bons passes, ou seja, atacantes completos. E os números provam essa ótima metade de temporada da dupla em La Liga. Nilmar é o artilheiro do submarino amarillo com dez gols, Rossi vem logo atrás com nove tentos, nas assistências a dupla inverte, o italiano já cedeu quatro passes decisivos e lidera, enquanto o brasileiro têm três passes. Assim eles lideram o terceiro melhor ataque da Liga Espanhola, com 30 gols, mais uma vez o Villarreal fica atrás apenas de Barcelona e Real Madrid. A dupla ofensiva também deixa sua marca na Liga Europa, onde apenas G. Rossi marcou, mas Nilmar foi o assistente de um dos cinco gols do companheiro, que também já cedeu uma assistência. Além do entrosamento quase perfeito dentro de campo, os dois se relacionam muito bem fora das quatro linhas. Recentemente um vídeo em que Nilmar escolhe a música e o italiano dança como se estivesse comemorando um gol, foi divulgado no youtube(Para ver, clique aqui). Santi Cazorla após ficar de fora da Copa do Mundo, também tem se destacado e já dá sinais de recuperação do seu melhor futebol.

Decepção
Jozy Altidore. O norte-americano foi trazido ao Villarreal como grande promessa, porém já foram dois anos e está longe de convencer. A equipe já o emprestou duas vezes, mas nem no Xerez e nem no Hull City, conseguiu provar sua qualidade. Na seleção norte-americana, também decepcionou na Copa do Mundo de 2010. Nessa temporada ele voltou à Espanha, segue sendo um reserva, que é poquissímo utilizado. Na Liga Espanhola de 2010-11, foram apenas duas partidas em que entrou, totalizando 25 minutos e nenhum gol. Na Copa del Rey, Altidore têm dois gols, nas duas partidas que participou, o primeiro indício de que encontrou seu futebol na terra das touradas. O jogador ainda tem 21 anos, poderá evoluir, mas até aqui não honrou os mais de 7 milhões de euros investidos em seu futebol. O crescimento do americano seria importante para a rotação da equipe e para que o submarino amarillo possa poupar Nilmar e Giuseppe Rossi, quando isso for necessário.

Perspectiva
Vaga na Liga dos Campeões, briga pelo título da Liga Europa e Copa del Rey. Em La Liga, o Villarreal foi a equipe mais sólida excluindo Barcelona e Real Madrid, assim a equipe da província de Castellón vem para o segundo semestre como favorita à vaga na Liga dos Campeões. Nas duas últimas temporadas, não se classificaram à principal competições entre clubes no planeta, voltar a disputá-la seria importante, pois financeiramente é muito lucrativa a disputa, com esse dinheiro a mais, o submarino amarillo poderia manter as suas estrelas. Além de buscar a vaga à Liga dos Campeões, o Villarreal têm mais duas frentes de ação ativas nessa temporada, a Copa del Rey e a Liga Europa. Na copa nacional, a equipe está na segunda fase e disputa contra o Valencia, rival da região, uma vaga na próxima fase. O 0 a 0, no jogo fora de casa, no Mestalla deixa o Villarreal com boas chances de classificação. Na competição continental após uma primeira fase tranquila, o submarino amarillo terá uma parada dura pela frente, o Napoli. Porém, os italianos não têm dado tanta atenção a Liga Europa, portanto ver o Villarreal nas oitavas de final não é improvável. Se as lesões se mantiverem longe e junto a isso, alguns reservas também cresçam de produção, os amarelinhos poderão se manter na briga por dois títulos e pela sonhada vaga à Liga dos Campeões.