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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Virtualmente eliminado

Agüero comemora, para desespero de Gonzalo, ao fundo: o Villarreal está próximo da eliminação precoce na Champions (getty images)

O Villarreal viajou a Manchester com a sensação de final de campeonato. Contra o poderoso Manchester City, líder da Premier League, o Submarino Amarelo fez sua melhor partida na temporada, chegou, inclusive, a estar vencendo por um a zero, mas sucumbiu nos finais da primeira e segunda etapa e saiu da Inglaterra virtualmente eliminado da Champions League. Com nenhum ponto em três jogos, sonhar com a Liga Europa também complicou: Manchester City e Napoli, seus "concorrentes", estão com quatro e cinco pontos, respectivamentes. Aos amarillos, restam fazer uma returno perfeito e saber o usar o fator casa: irá enfrentar os azuis de Manchester e Napoles no El Madrigal. O Bayern lidera o grupo com folgas: com sete pontos, já está praticamente classificado à próxima fase.

Curiosamente, o gol que decretou a vitória mancuniana veio através de um velho conhecido dos aficionados amarillos: Agüero, que entrou em meados do segundo tempo, sacramentou a virada dos anfitriões e chegou ao seu oitavo gol em dez partidas contra a equipe de Castilla e Leão. David Silva, que vive bela fase, passou em branco e, bem marcado pelo meio-campo amarillo nos primeiros quarenta e cinco minutos da partida, passou a crescer apenas no segundo tempo, com a saída de Nasri, muito marcado por Zapata, que liberou o espanhol para jogar mais aberto à esquerda. A defesa do Villarreal se comportou muito bem, mas falhou em dois lances capitais que decidiram a partida: no gol de empate do City, marcado por Marchena contra, e no de Kun, quando, mal posicionado, deixou três jogadores dos sky blues sozinhos (Silva chegou a desviar) e Agüero completou.

O capitão Gonzalo Rodríguez se comportou, de fato, como um capitão. Limpo e seguro, foi um dos melhores em campo. Dzeko, isolado no 4-2-3-1 de Roberto Mancini, foi anulado pelo camisa dois. Marchena foi do céu ao inferno: o ex-Valencia fazia uma partida bastante correta até o momento que, numa jogada de infelicidade e falta de comunicação com Diego López, cortou para o gol um cruzamento de Kolarov. Talvez faltou ao Villarreal mais ousadia. Atuando num inédito 4-2-3-1 (até pela lesão de Nilmar), o Submarino Amarelo dominou o City na primeira etapa e levaram muito perigo à meta de Hart. No segundo tempo, Garrido recuou demais o Villarreal, chamando o Manchester para cima. Ao tirar De Guzmán e Cani, dois dos melhores em campo, e colocar o canterano Gullón e Mário, o treinador deu um tiro pela culatra: além de perder em experiência, Garrido mudou o módulo tático da equipe paraum 4-4-1-1, o suficiente para tirar, praticamente, Rossi da partida, que ficou mais isolado do que já estava.

O pós-jogo foi marcado por polêmicas. José Manuel Llaneza, vice-presidente do Villarreal, acusou Agüero de zombar do clube e dos jogadores no caminha para os vestuários. "O que o Agüero fez foi falta de ética, respeito e, acima de tudo, companheirismo", esbravejou Llaneza. "É uma pena que um jogador tão talentoso como Agüero tenha uma cabeça tão pequena", disse Marchena. Por sua vez, Agüero negou qualquer tipo polêmica: "todos conhecem minha trajetória e minha conduta. Não sou e jamais farei isso", afirmou Kun. José Ortiz, zagueiro do Almería, colocou mais lenha no fogo ao afirmar que, em 2007, o atacante já havia tido uma atitude semelhante a este após uma vitória do Atlético de Madrid. Os castellonenses, agora, não poderão nem pensar em empatar: se ainda pensa em classificação - muito improvável, agora - terão que somar, no mínimo, sete pontos dos nove possíveis.

A Espanha que dá certo

Benzema e Özil, melhores em campo, comemoram: enquanto o Villarrel está praticamente fora, os merengues estão a um empate da classificação (getty images)

Diante de um Lyon tímido e omisso e sentindo a falta do artilheiro Lisandro López, o Real Madrid passou como um rolo compressor e aplicou 4 a 0 em Santiago Bernabéu para disparar na liderança do Grupo D da Liga dos Campeões. A postura agressiva do time espanhol, que tinha toque de bola e capacidade de chegar à frente, rendeu os tentos marcados por Benzema, Khedira, Özil e Sérgio Ramos.

Mesmo com o ótimo final de semana de Kaká e Higuaín, Mourinho fez jus às palavras ditas após a partida contra o Racing Santander, no qual havia afirmado que, com tanto talento à disposição, não existe jogador titular e reserva: iniciou o jogo com Benzema e Di María, em dentrimento da dupla citada acima. O francês voltou a ser uma pedra no sapato de sua ex-equipe: além de ser um dos melhores em campo, ao lado de Özil, marcou o primeiro gol e deu a assistência para o tento de Khedira. O turco-alemão, por outro lado, lembrou Zidane, dominando o meio-campo e deixando Cristiano Ronaldo e Benzema na cara de Lloris por muitas vezes.

Se, por um lado, o craque português não marcou um dos últimos 12 gols do Real Madrid nas últimas três partidas, isso serve para mostrar que uma possível "CR7dependência" inexiste. Ao contrário da temporada passada, quando o gajo foi disparado o artilheiro merengue, na atual temporada os gols estão bem divididos: Cristiano Ronaldo permanece como o máximo artilheiro, com nove gols, mas seguido de perto por Higuaín (9), Benzema (6) e Kaká (4). O que surpreende nesta seca de Ronaldo é uma versão mais solidária do craque: foram cinco passes para gols nesses 12 tentos.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Dia de show

Rossi e Nilmar marcaram e ajudaram o Villarreal a colocar um pé e meio na próxima fase da Liga Europa. Título é possível (reuters)

Pelo jogo de ida das quartas de finais da Liga Europa, o Villarreal mostrou sua força e goleou o Twente, lider do campeonato holandês, por 5 a 1 e colocou uma mão e meia na semifinal da segunda principal competição europeia. A goleada amarilla completou a excelente semana dos espanhóis na Europa, que viu o Real Madrid e o Barcelona golearam seus respectivos jogos. A péssima notícia ficou por conta da lesão de sua bandeira Gonzalo Rodríguez, que fraturou o pé esquerdo (ver imagem) e só volta na próxima temporada.

Escalado no 4-3-3, foram os holandeses que começaram assustando, principalmente com Bryan Ruiz e Janssen. O Villarreal, no 4-4-2 de sempre, mostrava-se acanhado, com uma postura diferente das quais está acostumado a exercer. Porém, aos 22', o cenário mudou: em escanteio cobrado por Borja Valero, Musacchio ganhou no alto de Douglas e Rosales e Marchena, sozinho, completou para as redes de Mihajlov. A partir daí, a situação se inverteu. O Villarreal, como de costume, passou a capitalizar a posse de bola e tomou conta do meio-campo. Cazorla e Borja Valero ditaram o ritmo da partida e enlouqueceram o meio-campo da equipe holandesa.

E foi em uma jogada construída por Cazorla que Borja Valero recebeu na frente e, com extrema categoria, chutou no canto esquerdo de Mihajlov, fazendo 2 a 0 para a equipe da casa. Antes do encerramento da primeira etapa, o golpe final: aos 46', Mario cobrou lateral e Onyewu "ajeitou" de cabeça para Nilmar, que, também de cabeça, jogou na esquerda de Mihajlov. O grande êxito da equipe castellonense foi ter aproveitado todas as oportunidades que teve para matar a partida. Na segunda etapa, mais gols. Preud Homme, treinador do Twente, colocou mais um atacante em campo para recolocar sua equipe de volta à partida. Porém, foi o Villarreal quem marcou. Aos 11', Nilmar, bem marcado, passou para Rossi, que parecia que não tinha muito o que fazer. O italiano, no entanto, acertou um lindo chute e mandou para o fundo das redes: um golaço.

Já no final do duelo, Nilmar marcou o gol que fechou a goleada. Ele recebeu de Rossi na ponta da área e, em um drible apenas, se livrou de dois jogadores e bateu, estufando a meta de Mihajlov pela última vez. No finalzinho, o Twente conseguiu diminuir com um tento de Janko. A goleada coloca o Villarreal a um passo da semifinal, que, provavelmente, será contra o temido Porto. O Villarreal mostrou ter equipe suficiente para bater de frente com o campeão português e não há dúvidas de que os jogos serão bastante emocionantes,