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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Futuro desanimador

 Negredo e Jesús Navas são os principais jogadores do Sevilla, e sentem a falta de alguém que crie as jogadas (El Desmarque)

O Sevilla viveu seu auge entre 2005 e 2008. Nesse período, o clube cresceu em âmbito nacional e europeu, ao ganhar duas Copas da Uefa e uma Supercopa (em cima do Barcelona de Ronaldinho Gaúcho, diga-se de passagem). A fase era tão boa que os andaluzes chegaram a disputar a Liga Espanhola 2006/07 com Real Madrid e Barcelona até a última rodada, quando os merengues levaram o título a Chamartín. Nunca mais apareceu uma alternativa a dupla com tanta consistência para disputar a taça pau-a-pau (o Villarreal foi segundo colocado uma temporada depois, mas perdeu força na reta final).

Desde que o período áureo passou, o Sevilla até chegou a disputar oitavas-de-finais de Uefa Champions League e conquistou mais uma Copa do Rei em 2010, mas a queda na atuação é substancial à medida que os anos passam. Nos últimos dois anos, por exemplo, chegou a cair nas fase prévias da Liga dos Campeões e da Liga Europa. Quando pensamos de maneira mais ampla, é impossível estar satisfeito com a produção local de talentos e as investidas no mercado. Há ótimos jogadores em diversas posições, sobretudo do meio-campo para frente, mas o clube não tem formado e nem contratado um tipo específico: o organizador de jogadas. A maior prova de que o sucesso do time passa por um armador é o fato de Rakitic, contratado em janeiro de 2011, ter conseguido se encaixar muito bem no esquema de Marcelino Toral a ponto de os andaluzes quase conseguirem a vaga na LC 2011/12. Hoje, o croata é visto sob desconfiança: na temporada passada, que seria de sua afirmação, foi terrível, com muitas lesões e mau futebol, onde chegou a ser vaiado no Pizjuán.

A seleção e o time que controlam o futebol mundial desde 2008 é a antítese do cenário sevillista. Entre os titulares do Barcelona, há três brilhantes organizadores: Xavi, Iniesta e Fàbregas. Eles se juntam a Xabi Alonso e Silva na Espanha. A manuntenção da bola é tão relevante para as duas equipes que os treinadores substituem um centroavante de ofício (na Espanha, Fernando Torres; no Barcelona, o último foi Ibrahimovic) por alguém capaz de participar da troca de passes (Fàbregas). No Barcelona, o falso nove é Messi, que, apesar dos seus 80 gols por temporada, nunca foi um centroavante natural. O argentino participa do fluxo de passes no meio-campo e chega à área apenas para concluir as jogadas. No Real Madrid, além de Alonso, ainda há Sahin, Granero e Özil. Athletic Bilbao, Valencia e Atlético de Madrid têm Ander Herrera e De Marcos; Guardado, Gago e Banega; e Koke e Gabi, respectivamente. O que há de comum entre as equipes citadas? Elas disputam títulos e vagas nas competições europeias, algo que o Sevilla não conseguiu na última temporada. Coincidência? Pode ser, mas isso ajudar em 80% dos casos.

Enquanto os outros pensam, os jogadores do Sevilla correm atrás, com pontas enérgicos e rápidos, que às vezes até sabem passar a bola, como Reyes, Jesús Navas e Perotti; porém ineficientes quando não têm espaço para atuar. Reyes, quando retornou ao Pizjuán, chegou a ser sobrecarregado de armar as jogadas, mas naufragou e até hoje deve uma atuação positiva. Míchel, sem alternativas, é obrigado a usar o "velho e ultrapassado" 4-4-2 em linhas, que tem Navas e o canterano abertos pelos flancos. Até Kanouté chegou a ser utilizado centralizado quando o treinador ousou em mudar para o 4-2-3-1, mas, logicamente, não rendeu.

Pensa que a diretoria está disposto a consertar esse erro? Que nada. Deem uma olhada na sessão "altas y bajas" no Marca e analisem as contratações feitas pelo clube neste mercado. Diego López, Javi Hervás, Rabello, Maduro, Kondogbia e Cicinho, além dos retornos de Acosta e Bernado. Nenhum fantasista, como gosta de chamar os espanhóis. Botía (mais um zagueiro - tudo bem, porque setor também é carente) pode estar próximo de um acerto. Na base, também não há nenhum jogador que se destaque originalmente por armar jogadas. Da equipe campeã da Copa dos Campeões, principal torneio de base da Espanha, os destaques foram Luna (lateral-esquerdo), Campaña (volante), Beto (volante), Joaquín (meia-atacante) e Jairo Morillas (centro-avante). 

A esperança é a formação de jogadores dessa característica ainda nas equipes inferiores, como o sub-11 e sub-13. O maior desejo do presidente José Maria Del Nido é a volta à Uefa Champions League, mas o Sevilla se movimenta lentamente para mudar seu destino. Se fosse para apostar em equipes que brigarão por vaga na principal competição de clubes do mundo na Liga que se inicia daqui a dois sábados, os sevillistas certamente apareciam em segundo plano, pois estão atrás de Athletic Bilbao, Valencia e Atlético de Madrid.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Ressurreição

Chegada de Míchel para o comando técnico fez bem ao Sevilla, que emplacou duas vitórias consecutivas e, em um toque de mágica, foi do pesadelo do rebaixamento ao paraíso de conquistar uma vaga em competições europeias (reuters)

Segundo dados do Wikipédia, Ressurreição significa, literalmente, "levantar; erguer". Esta palavra é usada com frequência nas escrituras bíblicas, referindo à ressurreição dos mortos. No seio do povo hebreu, a palavra correlata designava diversos fenômenos que eram confundidos na mentalidade da época. O seu significado literal é voltar à vida; assim, o ato de uma pessoa considerada morta viver novamente era chamado ressurreição. Existe a conotação escatológica adotada pela igreja católica para esse termo que é a ressurreição dos mortos no dia do juízo final.

Ainda é cedo para apontar um futuro melhor para o Sevilla. Mas a equipe que venceu o Valencia no Mestalla por 2 x 1 pode pensar em algo melhor. O que, há três semanas, era um pesadelo, capaz até de ser rebaixado para a Liga Adelante, transformou-se em algo parecido com a prática de futebol bonito. O elenco cabisbaixo que Marcelino Toral deixou para Míchel já apresenta outra postura. A equipe conhecida nos últimos anos por ser aguerrida e pedra nos sapatos dos grandes parece ter voltado. Se 2012 estava um inferno, sem nenhuma vitória, contra os chés os nervionenses chegaram a duas consecutivas. Vitórias que elevam a moral do grupo e recolocam a equipe de volta à disputa por Liga Europa.

Em Valencia, o Sevilla lembrou o Sevilla de 2006/2007. Sólido na defesa, forte no meio-campo, sobretudo pelos lados do campo, e perigoso no ataque. Quando estreou como treinador sevillista, Míchel parecia disposto a cair no mesmo erro de Marcelino. Debutou sem mudar nada, escalando um meio-campo com três: Navas à direita, Reyes centralizado e Perrotti à esquerda. Só no final da partida contra a Real Sociedad, quando tirou o extremo esquerdo para colocar Kanouté, que o treinador observou e pôde entender que o mais certo a se fazer é utilizar o 4-4-2. É a tática que mais deu certo nos últimos anos. O esquema a rombo utilizado por Manzano no segundo semestre da temporada passada foi substituído sem explicação pelo 4-2-3-1 que Marcelino aplicou quando assumiu. Com Reyes e Jesus Navas voltados exclusivamente para os flancos do campo, a equipe ganha um poderio enorme.

As atuações individuas de peças-chaves no plantel também melhorou. Palop, que recuperou a condição de goleiro titular seis meses depois graças a uma lesão de Javi Varas, mostrou ainda estar em forma ao fazer três excelentes defesas contra o Osasuna, na semana passada. Rakitic e, sobretudo, Kanouté também estão imprescindíveis. Em sua coletiva de apresentação, Míchel havia reiterado o desejo de poder contar com o malinês, em baixa com Marcelino e em temporada obscura. O centroavante não só voltou a jogar bem como foi importante no duelo de hoje. A velocidade para recuperar a bola e cruzar para Jesus Navas definir e decretar a virada sevillista em pleno Mestalla foi comemorada pelo novo treinador. "Pouco a pouco vamos encontrando o equilíbrio. A equipe vai encontrando seu nível, sobretudo porque a confiança é alta. Isso é muito importante", disse na coletiva.

O El Desmarque, periódico que cobre os clubes de Sevilha, já apelida de Efeito Míchel. A semana é de concentração. Nas próximas rodadas, o Sevilla recebe Atlético de Madrid e Barcelona. O primeiro é um adversário direto e irá requer até mais atenção que o segundo, pelo simples fato de haver ambição em comum entre as duas equipes. Enquanto o Barcelona, segundo seu próprio treinador afirmou na coletiva pós-jogo contra o próprio Atlético de Madrid, não irá tirar essa taça do Real Madrid, os rojiblancos ainda sonham com o retorno a Champions League. Será uma partida que vai servir para calibrar e medir a reação do Sevilla e definir as aspirações do conjunto hispalense. A vaga na Liga Europa é possível.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Balanço Final: Sevilla

Após ser cortado da Copa do Mundo, Negredo foi o maior artilheiro espanhol da temporada, com 21 gols, e ajudou o Sevilla a conseguir uma vaga na Liga Europa (AP Photos)

Campanha: 5ª colocação. 38 jogos, 17 vitórias, 7 empates e 14 derrotas. 62 gols pró e 61 gols contra. Classificado à Liga Europa
Time-base: Javi Varas; Cáceres, Fernando Navarro, Escudé, Dabo; Gary Medel, Rakitic, Jesus Navas, Perotti; Negredo, Kanouté.
Os Artilheiros: Álvaro Negredo (20 gols), Kanouté (12), Luis Fabiano (10).
O Técnico: Antonio Alvarez, até a 3ª rodada; Gregório Manzano, a partir da 5ª rodada.
O Destaque: Álvaro Negredo.
A decepção: Cigarini

Apesar do descontentamento da torcida, o Sevilla fez o que pôde para copar uma vaga em uma competição europeia. O terrível primeiro semestre de teSmporada, que marcou a queda precoce ainda na fase pré Champions League para o Braga, foi consertado no mercado de verão: as chegadas de Gary Medel e, sobretudo, Rakitic deram novo gás à equipe da Andaluzia, que, ainda que não encantasse como em outros tempo, jogou um futebol preciso para chegar à Liga Europa. Por não ter um elenco forte e extenso, o Sevilla acabou dependendo demais de Rakitic, Álvaro Negredo e Kanouté, que subiram de produção a partir de janeiro. Romaric, no entanto, teve processo inverso: o ótimo primeiro semestre deu vez ao cansado segundo semestre e o marfinense não repetiu as belas atuações de outroras. Necessitando claramente de um fantasista para o 4-4-2 dar certo, o croata Rakitic caiu como uma luva no esquema de Manzano. Em apenas quatro meses no clube, o croata terminou a temporada com quatro assistências e seis gols.

Após uma primeira temporada mais que apagada, Negredo foi cortado da seleção espanhola e assistiu a Copa do Mundo e o conseqüente título da Fúria no sofá de sua casa. Isso parece ter motivado o vallecano, que foi o maior artilheiro sevillista na temporada e superou os números de jogadores famosos como Villa, Soldado e Llorente na Espanha: foram 20 gols na temporada e o premio Zarra, para o artilheiro espanhol do ano. Das decepções, a maior foi Cigarini. Cotado para ser o cérebro do meio de campo sevillista após a saída de Maresca, Cigarini não correspondeu às expectativas da torcida e terminou a temporada lesionado. Diego Capel, que sempre desempenhava papel importante pela esquerda, viu o também jovem Perotti cavar um lugar na equipe titular pelo setor e foi, na maioria das vezes, banco.

Após uma temporada abaixo das expectativas com a eliminação precoce na fase de classificação para a Champions League, a perda da Supercopa da Espanha para o Barcelona, a desclassificação nas semi-finais da Copa do Rei para o campeão Real Madrid e uma decepcionante campanha na Liga Espanhola, o Sevilla parece ter finalizado um ciclo da sua vida: Luís Fabiano, Adriano, Dragutinovic e Renato colocaram um ponto final em suas histórias no clube andaluz e carne fresca chegou para agregar ao clube. Caberá ao mais novo contratado para o banco técnico hispalense, Marcelino Toral, empreender um novo projeto pra um dos clubes mais viáveis atualmente na Espanha. A contratação definitiva de Martin Cáceres, titular da lateral direita, já foi confirmada e, assim, falta um lateral esquerdo decente e uma boa dupla de zaga.

sábado, 7 de maio de 2011

As melhores contratações da temporada

Di María, Özil e Ricardo Carvalho estão entre as melhores contratações do futebol espanhol nesta temporada (realmadrid.com)

Segundo dados do site alemão Transfermarkt, se somados, os clubes da Liga BBVA investiram pouco mais de 495 milhões de euros nas últimas janelas de transferências, relativas a esta temporada. O Quatro Tiempos selecionou os melhores negócios. Estão elencados por ordem alfabética, a partir do sobrenome.

Júlio Baptista, da Roma para o Málaga, por 11 milhões de euros
Ao começar a próxima temporada na primeira divisão, o Málaga saberá que deve muito a Júlio Baptista. O brasileiro foi um dos reforços providenciados pelos novos donos do clube em janeiro, quando a ameaça de descenso era forte, mas a princípio pareceu um tiro pela culatra. Lesionado em fevereiro, teve de passar por uma cirurgia e só retornou dois meses depois. De volta, acabou salvando quase sozinho os andaluzes, que venceram cinco jogos seguidos entre as rodadas 32 e 36, com nada menos que sete gols de Baptista.

Iván Cáceres, emprestado do Barcelona ao Sevilla
Cáceres não convenceu no Barcelona e na Juventus, mas o empréstimo para o clube da Andaluzia o fez bem. Assumiu a responsabilidade no Sevilla e foi uma das poucas apostas de Antonio Álvarez a permanecer na equipe titular. Até aqui, fez todas as partidas do Sevilla na Liga BBVA, quase sempre em alto nível, e o reconhecimeno já apareceu: especulações dizem que Guardiola quer contar com o jogador para a próxima temporada, já que o Barcelona passa por perengues com seus zagueiros. Uma lesão na costela, porém, irá impedi-lo de jogar o restante da temporada e até a Copa América com o Uruguai.

Ángel Di María, do Benfica ao Real Madrid, por 33 milhões de euros.
Destaque do Benfica campeão português, Di María foi a segunda transferência mais cara do futebol espanhol, ficando atrás apenas de David Villa, do Barcelona. No Real Madrid, chegou sob dúvidas após a má Copa do Mundo. E os primeiros jogos como merengues não ajudaram. Sempre aberto à esquerda, o argentino não estava convencendo e era coadjuvante de Özil, que começou voando. Porém, Mourinho tratou de, nas coletivas, injetar ânimos ao meio-campista, que deslanchou. Líder de assistências na UCL, Di María foi eleito em votação do Marca o principal jogador do Real Madrid na maratona de jogos contra o Barcelona. Fato que foi dele o cruzamento para o gol de Cristiano Ronaldo na Copa e a jogadaça para o gol de Marcelo na Champions, que deu esperanças à torcida madridista.

Mesut Özil, do Werder Bremen ao Real Madrid, por 18 milhões de euros
Um dos destaques da Alemanha e da Copa do Mundo, o alemão chegou a Madrid em meio a polêmicas: durante a Copa do Mundo, o meia havia dito, em uma entrevista, que seu time favorito na fora da Alemanha é o Barcelona, grande rival do Real Madrid. Uma semana antes de fechar com os merengues, o nome de Özil parecia certo como um dos reforços dos blaugrana, se não fosse Guardiola, que disse "não" à ida do turco-alemão para a Catalunha. Em Chamartin, Özil se adaptou rapidamente ao estilo de jogo do Real Madrid e foi peça-chave no 4-2-3-1 de Mourinho. Nos últimos jogos, seu futebol caiu um pouco devido ao desgaste físico, mas o primeiro turno do alemão foi digno de nota alta. Com onze assistências, o jogador chegou a ser alcunhado de "novo Zidane" pela imprensa espanhola e tem em Jorge Valdano, dirigente do Real Madrid, seu fã número um no clube.

Ivan Rakitic, do Schalke 04 ao Sevilla, por 2, 500 milhões de euros
Ivan Rakitic era o fantasista que o Sevilla precisava. Grande decepção no primeiro turno, a começar pela eliminação precoce na fase pré da Champions, os sevillistas redimesionaram sua temporada após a chegada do croata. Passador e organizador, Rakitic começou sendo utilizado pelos lados do campo, mas subiu demais de produção quando passou a jogar de enganche no 4-4-2 de Gregório Manzano. Fazendo a ligação com o ataque, tornou-se essencial para um Sevilla que parecia morto. Bate bem pro gol de fora da área, fáz ótimos passes de média distância, finta bem, enxerga o jogo com raro talento. Se Renato foi parar no banco e já é dado como saída certa, muito disso deve à ótima - meia - temporada de Rakitic.

Ricardo Carvalho, do Chelsea ao Real Madrid, por 8 milhões de euros
Alto, forte fisicamente, sério e com bom senso de marcação e antecipação, Ricardo Carvalho era o zagueiro que o Real Madrid necessitava. A emergência na defesa blanca chegava nos últimos dias de agosto sem qualquer solução. Homem de confiança de Mourinho, que teve, à exceção da Inter de Milão, o zagueiro português em todos seus times, o gajo recuperou seus prestígios. Dos 36 jogos até aqui pela Liga BBVA, Ricardo Carvalho só perdeu cinco: quatro por lesão, outra por suspensão. Bom no cabeceio, garantiu aquele toque de raça "com o coração na ponta da chuteira", nas palavras de Galvão Bueno. Em termos estatísticos, o Real Madrid só sofreu 26 gols nas 28 partidas em que Ricardo Carvalho jogou sob o comando de José Mourinho. Nos sete jogos que não entraram na conta, foram 13.

Roberto Soldado, do Getafe ao Valencia, por 10 milhões de euros
A saída de David Villa para o Barcelona deixou os torcedores valencianos órfãos de seu principal homem-gol desde Mário Kempes, na década de 80. Entretanto, o canterano logo tratou de ocupar um espaço no coração dos aficionados chés. Nas últimas seis partidas, o centroavante marcou dez gols, uma média de 1,6 por partida - à Messi. Os 16 gols na atual edição da Liga já iguala sua melhor temporada na carreira, que havia sido com o Getafe, em 2008/2009. Desde que estreou na Liga BBVA, em 2005/2006, Soldado vive sua melhor temporada na carreira, sendo referência no ataque blanquinegro. Se, no começo da temporada, havia entre o atacante de nome militaresco e Aritz Áduriz uma disputa para quem seria o titular no 4-3-2-1 de Unai, Soldado logo tratou de vencê-la.

David Villa, do Valencia ao Barcelona, por 40 milhões de euros.

Joan Laporta, ex-presidente do Barcelona, acertou em cheio em acertar com Villa antes do início da Copa do Mundo: em território africano, El Guaje foi um dos principais nomes - senão o principal - da campeã mundial, sendo responsável por cinco dos oito gols da Fúria na competição. Obviamente, seu preço iria aumentar muito após a Copa, caso Villa não houvesse se transferido ao Barcelona antes. Em campo, Villa chegou como grande esperança para gols, já que em 2009/10 Ibrahimovic não foi o que a torcida do Barcelona esperava e Messi teve que decidir tudo. Nesta temporada, Messi vem decidindo até mais que na temporada passada, mas Villa tem feito seus gols: já são 23 na temporada, três a mais que o sueco, que foi emprestado ao Milan. Passou por seu maior jejum de gols na carreira, é verdade, mas o primeiro turno do asturiano foi digno de listá-lo aqui. De destaque, os jogos contra Real Madrid (5 a 0 ) e Arsenal, no Emirates, onde El Guaje marcou uma vez e foi o melhor barcelonista em campo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Resumo: 33ª rodada (2ª parte)

Negredo marcou novamente e o Sevilla venceu o Villarreal. Disputa por Champions League reaberta após esta rodada? (eldesmarque)

Faltando cinco rodadas para o término da Liga BBVA, não é mais necessário fazer cerimônias: está aberta a temporada de cálculos. Embora após os jogos deste final de semana poucas posições tenham se alterado na tabela, o tempo vai se esvaindo e o campeonato começa a ser definido. Neste resumo da rodada, faremos também uma análise em perspectiva da sequência de jogos que aguarda as equipes que ainda brigam por algo nesta Liga BBVA. O símbolo "(c)" indica jogos em casa, enquanto "(f)" indica partidas disputadas fora de casa. Veja o calendário descrito em cada parágrafo e faça suas apostas.

Villarreal 3x2 Sevilla
Sem Kanouté e Jesus Navas, Manzano apostou num inédito 4-4-1-1 para um jogo crucial caso os nervionenses quisessem continuar sonhando com Liga dos Campeões. Raçudo, o Sevilla jogou com o coração na mão, venceu o Villarreal e, por que não, reabriu uma disputa que parecia ter chegado ao seu fim há algumas rodadas: a diferença de pontos entre o Sevilla e o Villarreal, último da zona de LC, é de apenas oito pontos e do Athletic Bilbao para os amarillos, seis pontos. Mais do que nunca, faltando cinco rodadas para o fim, a disputa por Liga dos Campeões está reaberta.

Na Andaluzia, Rakitic mostrou que está voando: participou, na maioria das vezes, das jogadas de perigo dos rojiblancos e marcou um bonito gol de falta. Zokora, outro que faz boa temporadas mas não aparecia positivamente há tempos, dominou o meio-campo do Villarreal, desfalcado de Cani e Borja Valero, poupados para a partida contra o Porto, na quinta-feira, e deu uma bonita assistência para o gol de Negredo. A partida caminhava para uma tranquila vitória do Sevilla, que não era ameaçada pelos anfitriões, mas Rossi, que também havia sido poupado inicialmente, mostrou por que o Barcelona pode oferecer trinta milhões de euros por sua contratação e acertou um belo chute no ângulo de Javi Varas. O gol do ítalo-americano, porém, não assustou o Sevilla, que continuou dominando até o apito final de Undiano Mallenco. A equipe de Garrido, perdedora hoje, terá que dividir suas atenções entre a competição continental e a nacional, mas pode comemorar um fato: a tabela, a partir de agora, não irá exigir um maior esforço. Os amarillos irão encarar Getafe (c), Mallorca (f), Almería (f), Real Madrid (c), Osasuna (f), enquanto o Sevilla terá pela frente Almería (f), Real Madrid (c), Osasuna (f), Real Sociedad (c), Espanyol (f).

Atlético de Madrid 4x1 Levante
No Vicente Calderón, novo show de Agüero. Escalado no 4-4-2 a rombo, Quique preteriu Forlán novamente para escalar Diego Costa como companheiro do argentino. E se irritou. "Eu faço o melhor para a equipe e vocês [jornalistas] não deveriam se meter", disse o treinador após a partida. Fato é que a entrada do brasileiro deu mais mobilidade para que o jogo dos rojiblancos fluíssem e, já há algum tempo, o brasileiro não tem deixado passar batido as oportunidades que vem recebendo. Quem também apareceu muito bem foi Elias. Jogando mais adiantado do que nos tempos de Corinthians, o camisa nove fez sua melhor partida desde que chegou em Manzanares, marcou um belo gol de falta e saiu ovacionado para a entrada do canterano Noguera. No meio-campo, o domínio territorial se fazia possível pela partida valente de Suárez e Juanfran, que também fez sua melhor partida desde que fora contratado.

No lado levantino, o jogo era crucial para a equipe seguir viva em busca de uma vaga na Liga Europa. Os granotes fizeram um ótimo primeiro tempo, quando chegaram ao gol através de Caicedo (décimo gol do equatoriano na Liga), mas sofreram uma brusca queda de rendimento quando Agüero desempatou a partida logo no início do segundo tempo, logo após uma bela defesa de De Gea em chute de Stuani. Agüero ainda chegaria ao doblete, marcando seu 16º gol na Liga - 20º na temporada. A nove do Villarreal, a reação dos comandados de Quique chegou tarde, mas os colchoneros seguem na briga por Liga dos Campeões, sem deixar que o Espanyol se aproxime da zona de Liga Europa. A tabela daqui para a frente requer atenção, pois quatro de cinco adversário brigam contra o rebaixamento e entrarão em campo dando a vida. Deportivo (f), Málaga (c), Racing Santander (f), Hércules (c), Mallorca (f) são os adversários do Atlético de Madrid.

Racing Santander 1x2 Málaga
Júlio Baptista voltou de lesão para ser o salvador da pátria malaguesa. Se, na última rodada, os dois gols do brasileiro contra o Mallorca serviram para tirar o Málaga da zona de rebaixamento, o gol e a bela assistência de bicicleta de hoje serviram para afastar o Málaga da degola. Com 36 pontos e a quatro do descenso, os blanquiazules respiram aliviados, mas o alerta continua ligado: o Málaga irá enfrentar Hércules (c), Atlético de Madrid (f), Sporting Gijón (c), Athletic Bilbao (f), Barcelona (c). Destes, apenas Sporting Gijón e Barcelona jogaram para cumprir tabela, visto que o título já é, virtualmente, dos blaugrana. Contra o Racing Santander, a superioridade do Málaga só foi ameaçada quando Rosenberg diminuiu aos 28 do segundo tempo.

A entrada do garoto Luque deu um novo gás aos cantabrianos e, após a excelente atuação contra os blanquiazules, o canterano de 19 anos já começa a ser alcunhado de "novo Canales". Os cantabrianos, porém, não estão para tempo de brincadeira. Com 37 pontos, os cantabrianos estão a quatro do rebaixamento, mas terão uma sequência chata: Mallorca (c), Hércules (f), Atlético de Madrid (c), Sporting Gijón (f), Athletic Bilbao (c). Neste momento, a ordem é torcer para que Giovanni dos Santos e Rosenberg continuem decidindo e Luque, que deve virar titular no lugar de Munitis, emule Canales e salve a equipe de um rebaixamento.

Sporting Gijón 1x0 Espanyol
A comemoração efusiva dos aficionados asturianos após o término da partida mostra uma coisa: a vitória crucial dos gijoneses perante o Espanyol praticamente afasta o risco do Sporting Gijón de cair para a Liga Adelante. O responsável pelo alívio é Nacho Novo, autor do único gol da partida. Com 41 pontos, o risco do rebaixamento já não existe mais, e os comandados de Preciado irão agora em busca de uma melhor posição na tabela. Os comandados de Preciado, de luto pelo falecimento de seu pai, morto em um trágico acidente de carro, saíram em busca da vitória desde o começo do jogo. Porém, só no segundo tempo que os ataques passaram a serem mais incisivos. Nacho Novo, que entrou nos 45 minutos finais, deu mais mobilidade ao 4-2-3-1 de Preciado e acabou premiado com belo gol.

No lado blanquiazul, a equipe vive um péssimo momento, vê seus concorrentes diretos por Liga Europa se distanciar cada vez mais na tabela e, a partir de agora, terá que brigar muito caso queira ir para a Europa: o Espanyol tem a tabela mais difícil dentre as quatro equipes que brigam pela competição europeia. Os péricos terão pela frente Athletic Bilbao (c), Barcelona (f), Valencia (c), Zaragoza (f), Sevilla (c). O jogo de semana que vem será o via-crucis para a equipe de Barcelona, que está se tornando o verdadeiro cavalo paraguaio desta edição do campeonato espanhol.

Hércules 1x0 Deportivo
A ida de Miroslav Djukic ao comando técnico do Hércules está fazendo efeito, por enquanto. Em quatro jogos, uma derrota, um empate e uma vitória, que deram gás para que a equipe do bósnio pudesse continuar lutando contra a degola. Kiko vai se consolidando a cada rodada com uma grata revelação da Liga e fez toda a jogada do gol de Tiago. Trezeguet, que não conseguiu chegar a tempo na bola cruzada por Kiko, esteve em mau dia e perdeu oportunidades de setenciar a partida. Os três pontos dão sobrevida aos herculinos, que irão encarar Málaga (f), no jogo mais importante da temporada do Hércules, Racing Santander (c), Mallorac (c), Atlético de Madrid (f) e Sporting Gijon (c). Já o Deportivo está em situação crítica. Na 400ª partida de Lotina como treinador e 100ª partida de Aranzubia como goleiro blanquiazul, os galegos quase levaram para o Riazor um pontinho essencial, mas Calatayud evitou um gol feito de Juan Domínguez. Para escapar do rebaixamento, o Deportivo terá pela frente Atlético de Madrid (c), Sporting Gijón (f), Athletic Bilbao (c), Barcelona (f) e Valencia (f). Uma tabela ingrata para aquele que entrou em sua pior fase na temporada.

Mallorca 2x0 Getafe
Sem grandes aspirações no campeonato, o Mallorca venceu o Getafe e recuperou a nona colocação, graças a derrota do Levante. No jogo, o Getafe voltou a mostrar sua carência nas bolas aéreas, responsáveis pelos gols de Aki e Nunes. Arizmendi e Miku, extremos do 4-3-3 de Míchel na segunda etapa, tiveram em seus pés as oportunidades de empatarem a partida, mas quando a fase não é boa, dificilmente a bola entrará. Resta aos azulones torcer para que Dani Parejo recupere-se de uma longinqua má fase e seja o protagonista da equipe na briga contra o inferno do descenso. Para se salvar, o Getafe terá nas próximas rodadas Villarreal (f), Almería (c), Real Madrid (f), Osasuna (c), Real Sociedad (f) pela frente.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Resumo: 29ª rodada (2ª parte)

Rakitic comemora: o Sevilla mudou após a contratação do croata, autor do gol da importante vitória no Mestalla contra o Valencia (AP Photos)

A segunda parte da 29ª rodada ficou marcada por jogos diretos envolvendo competições europeias e a zona de rebaixamento. Nos dois mais importantes, Villarreal e Sevilla conseguiram cruciais vitórias fora de casa e colocaram mais fogo na disputa por uma das vagas na Champions League. Os amarillos, que foram beneficiados pela vitória sevillista ante o Valencia, voltaram à terceira colocação e podem ter dado adeus à má fase que assolava o clube na Liga Espanhola. Os andaluzes, por sua vez, contaram com um inspirado Javi Varas e um esforçado Rakitic para segurarem o Valencia e levarem três pontos essenciais para a Andaluzia antes da Data FIFA.

Na parte debaixo da tabela, mudanças significativas: o Hércules sofreu uma goleada em pleno Rico Pérez para o Osasuna e assumiu a última colocação, graças à vitória do Málaga ante o Espanyol, que vê a vaga na Champions se distanciar a cada jogo. O Deportivo, derrotado pela surpresa Levante, caiu para a décima sexta posição e já vê o fantasma do rebaixamento ameaçar. Confira a segunda parte do resumo da 29ª rodada.

Valencia 0x1 Sevilla
O Sevilla desta temporada pode ser dividido em antes e depois da chegada de Rakitic. O de antes era um time inofensivo, sem pegada e que, sobretudo, era totalmente desorganizado no meio-campo. O de hoje, com o croata titular indiscutível, voltou a apresentar um futebol bonito, veloz e, principalmente, inteligente, com o ex-Schalke sendo o principal fantasista da equipe, que necessitava claramente de um. A vitória contra o Valencia foi apenas mais uma prova de como o croata era a peça do quebra-cabeça que faltava ao elenco pobre de Manzano, e se os aficionados sevillistas viam a temporada praticamente encerrada após a eliminação na Liga Europa, motivos para esquecer isso é o que não falta: o time derrotou um dos concorrentes diretos por Champions - com gol de Rakitic, diga-se de passagem - e viu uma brecha para cravar uma vaga na próxima competição se aproximar. Outro que merece destaque pela vitória é, sem dúvidas, Javi Varas. O goleiro rojiblanco parou de todas as maneiras possíveis Soldado e, principalmente, Jonas, que desperdiçou muitas ocasiões claras de gol.

O segundo tempo ganhou mais emoção, sobretudo porque as duas equipes partiram para o tudo ou nada. Dabo, titular na esquerda, era motivo de folia por parte de Joaquin, que levou muito perigo ao gol de Javi Varas. Aberto pela esquerda, Mata também deu bastante trabalho para Alexis, que voltou ao estádio durante atuou por duas temporadas. Rakitic atuava com sobressaliência no meio, onde Tino Costa e Topal bateram cabeça durante boa parte da segunda etapa. Quando parecia que iria abrir o placar, após jogar bola na trave com Mata e ver Varas desdobrar-se para espalmar uma cabeçada de Soldado, o Valencia acabou sofrendo um duro golpe: Topal não conseguiu afastar uma bola alçada à área por Alexis, e Rakitic, que havia aproveitado rebote de um chute de Negredo, fuzilou de canhota as redes de Guaita, que também esteve brilhante na partida, para definir o resultado. O croata, com o gol, garantiu mais três pontos chaves para o Sevilla - o sétimo, no total - e vai caindo nas graças da torcida. Com Rakitic, o retorno do bom futebol de Jesus Navas, que deu um banho em Mathieu, e Negredo e Kanouté na frente, não há dúvidas de que o Sevilla está vivo na temporada e vai com tudo para cumprir suas pretensões de início de temporada. Como bem disse Del Nido, presidente do clube, a equipe continua na briga por Liga dos Campeões.

Athletic Bilbao 0x1 Villarreal
Os 47 mil espectadores que lotaram o San Mamés para o jogo decisivo contra o Villarreal saíram de lá com o gosto de decepção. A frustrada derrota para os amarillos deixaram os leones a doze pontos da zona de Liga dos Campeões. O Villarreal, por sua vez, pode ter abandonado a má fase e, de praxe, voltou à terceira posição. Hoje os amarillos mostraram não é só um time que pratica um bom futebol do meio para frente: a defesa atuou de maneira impecável, sobretudo o capitão Gonzalo, e parou os ataques dos leones, principalmente antes do primeiro gol. Mario teve trabalhos redobrados com Muniain, que era a principal válvula de escape do time da Catedral. A solidez defensiva do time da Comunidade Valencia pode ser comprovada nos números: o Athletic Bilbao teve 54% da posse de bola, mas só levou perigo à meta de Diego López em lances de Llorente.

Graças a estratégia de se defender, Garrido praticamente abdicou dos contra-ataques durante boa parte do jogo. Sem Nilmar, lesionado novamente, Marco Rúben foi titular, mas parecia sem sintonia com Rossi. Borja Valero passou o primeiro tempo inteiro anulado por Javi Martínez, que dominou a batalha travada no meio-campo. Mas o ex-jogador do Mallorca mostrou por que é importante para este Villarreal. Após receber com espaços na esquerda, fez boa jogada em cima de Iraola e cruzou na medida para Rúben, que chegou ao seu décimo gol na temporada. No minuto seguinte, Llorente esteve a ponto de empatar, mas Diego López salvou brilhantemente seu tento. Os rojiblancos sentiram o gol e tiveram seu ímpeto diminuido. Muniain passara a ser marcado com mais contudência por Mario, e o Villarreal passou a administrar a partida com inteligência. Pela primeira vez na temporada os aficionados euskaras saíram do San Mamés sem comemorar um gol, no jogo que pode ter marcado o adeus do Athletic Bilbao à próxima Champions League.

Deportivo 0x1 Levante
Um gol de Ruben Castro, de falta, aos 46 minutos do segundo tempo deu ao Levante um merecido triunfo e confirmou o ótimo 2011 vivido pelo time granote. Se computados apenas os resultados do segundo turno, o time comandado por Plaza estaria na terceira colocação, atrás apenas de Barcelona e Real Madrid. O Levante foi mostrando suas pretensões desde o primeiro minuto, quando Valdo, de cabeça, e Caicedo acertaram o travessão de Aranzubia. O Deportivo, no 4-2-3-1 com Juan Rodríguez de enganche, jogava muito preso no meio-campo. Nouioui, novidade na equipe, respondeu com um chute que passou rente a trave esquerda de Munúa, ex-blanquiazul. Se, na primeira etapa, o Deportivo pode ter comemorado pelo fato de não ter sofrido gols, a comemoração quase foi repetida, não fosse a falha de Aranzubia nos acréscimos. O goleirou acabou traído por uma falta cobrada de maneira fraca por Castro, manchando sua bela partida.

Guardado, retornando de lesão, não acrescentou nenhum pode de fogo ao Deportivo, que atuou de maneira decepcionante em seus domínios. Se, há dois meses, a palavra rebaixamento praticamente não existia no dicionário da equipe galega, o alerta fica ligado, pois o Deportivo está a dois pontos do Málaga, primeiro da zona de rebaixamento. O Levante, por sua vez, vive um de seus melhores momentos nos últimos anos, o que se deve a, principalmente, Plaza, que remodelou a equipe num 4-2-3-1, módulo que soube unir jogadores como Juanlu e Valdo. Monteiro, que já havia mostrado potencial no Villarreal, caiu como uma graça no meio-campo do time, e dá muita mobilidade pelo lado esquerdo do campo. A má notícia fica por conta de Caicedo, que saiu lesionado. O jogador já está de fora dos compromissos da seleção colombiana e, o pior, poderá perder a continuidade da temporada, assim como a Copa América. A oito do Sevilla, será que os granotes poderão cravar uma vaga na Liga Europa? Muito provavelmente, não. Mas, de qualquer maneira, a equipe de Valencia está de parabéns pela reviravolta no campeonato.

Málaga 2x0 Espanyol
Parece que desde que chegou à Andaluzia a principal função de Salomón Rondón é, quem diria, tirar o Málaga do apuro. El Gladiador é um atacante moderno, goleador, que com o doblete de ontem, igualou a melhor marca de um venezuelano no futebol espanhol em uma única temporada. Os 12 gols anotados igualou a cifra de Arango, ex-Mallorca. Um seguro de vida para este Málaga, que, 44 rodadas depois, finalmente conseguiu emplacar duas vitórias consecutivas e saiu da lanterna da competição. Se o protagonista foi o venezuelano, o meio de campo do Málaga, especialmente Apoño, Recio e Portillo, compartilharam com Oscar os melhores lances do jogo.

Do lado catalão, um Espanyol sem reação. Verdú, jogando mais defensivamente, não mostrou metade de seu futebol quando exerce uma função ofensiva e Luis Álvaro, Sergio Garcia e Iván Alonso foram figuras anuladas por parte blanquiazul. Outro problema que já está em evidência há tempos, é o fato da defesa périca estar passando por momentos de dificuldades desde que Víctor Ruiz e Didac Vilà rumaram ao futebol italiano. Forlín, ausente por uma lesão no joelho, também é falta sentida, pois Amat e Galán não consegue demonstrar confiança em nenhum momento. A vantagem para o quarto colocado que já chegou a ser de apenas seis pontos, agora é de onze, e é muito improvável pensar em Espanyol na próxima Champions. A briga, agora, fica por uma vaga na Liga Europa, onde se a equipe voltar a tropeçar com equipes medianas, pode ficar ameçada.

Hércules 0x4 Osasuna
O fim da linha para Esteban Vigo no comando técnico do Hércules chegou. A derrota acachapante para o Osasuna em pleno Rico Pérez foi o estopim de uma crise que dura há tempos. Além da demissão, o Hércules assumiu a lanterna pela primeira vez na temporada e não tem mais a paciência dos aficionados, que vaiaram muito após o apito final. Irritado, Farinós apontou o dedo do meio para parte dos torcedores presentes no Rico Pérez, mas, arrependido, pediu desculpas e aproveitou para pedir calma aos torcedores. Nomes como os de Víctor Muñoz, Víctor Fernández e Hugo Sánchez são os mais falados para substitução de Boquerón. Porém, todos esses sabem que terão muito trabalho pela frente. Se os alicantinos já não convencem quando têm Trezeguet, Valdez e Drenthe em campo, se eles a situação é tensa. E foi isso que aconteceu no jogo de ontem.

A situação entre as duas equipes se inverteu. Hoje o Osasuna joga um futebol aguerrido e, após a chegada de Mendillibar, a situação nos vestiários se amenizou, diferentemente do primeiro turno, quando brigava contra o rebaixamento. O gol de Camuñas logo aos 10 minutos inverteu o rumo do jogo, já que o Hércules era quem dominava no início. Os blanquiazules sentiram o tento, e foram apenas mais uma presa do Osasuna no segundo turno. A de se destacar o momento vivido por Kike Sola. O atacante disfruta de um grande momento na temporada. Autor do quarto gol, trabalhou duro e participou também do gol de Nelson, que marcou seu primeiro tento desde 2006. O espanhol está sendo decisivo perante as ausências de Pandiani e Aranda, quando esperava-se que o Osasuna iria cair de produção.