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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Balanço Final: Sevilla

Após ser cortado da Copa do Mundo, Negredo foi o maior artilheiro espanhol da temporada, com 21 gols, e ajudou o Sevilla a conseguir uma vaga na Liga Europa (AP Photos)

Campanha: 5ª colocação. 38 jogos, 17 vitórias, 7 empates e 14 derrotas. 62 gols pró e 61 gols contra. Classificado à Liga Europa
Time-base: Javi Varas; Cáceres, Fernando Navarro, Escudé, Dabo; Gary Medel, Rakitic, Jesus Navas, Perotti; Negredo, Kanouté.
Os Artilheiros: Álvaro Negredo (20 gols), Kanouté (12), Luis Fabiano (10).
O Técnico: Antonio Alvarez, até a 3ª rodada; Gregório Manzano, a partir da 5ª rodada.
O Destaque: Álvaro Negredo.
A decepção: Cigarini

Apesar do descontentamento da torcida, o Sevilla fez o que pôde para copar uma vaga em uma competição europeia. O terrível primeiro semestre de teSmporada, que marcou a queda precoce ainda na fase pré Champions League para o Braga, foi consertado no mercado de verão: as chegadas de Gary Medel e, sobretudo, Rakitic deram novo gás à equipe da Andaluzia, que, ainda que não encantasse como em outros tempo, jogou um futebol preciso para chegar à Liga Europa. Por não ter um elenco forte e extenso, o Sevilla acabou dependendo demais de Rakitic, Álvaro Negredo e Kanouté, que subiram de produção a partir de janeiro. Romaric, no entanto, teve processo inverso: o ótimo primeiro semestre deu vez ao cansado segundo semestre e o marfinense não repetiu as belas atuações de outroras. Necessitando claramente de um fantasista para o 4-4-2 dar certo, o croata Rakitic caiu como uma luva no esquema de Manzano. Em apenas quatro meses no clube, o croata terminou a temporada com quatro assistências e seis gols.

Após uma primeira temporada mais que apagada, Negredo foi cortado da seleção espanhola e assistiu a Copa do Mundo e o conseqüente título da Fúria no sofá de sua casa. Isso parece ter motivado o vallecano, que foi o maior artilheiro sevillista na temporada e superou os números de jogadores famosos como Villa, Soldado e Llorente na Espanha: foram 20 gols na temporada e o premio Zarra, para o artilheiro espanhol do ano. Das decepções, a maior foi Cigarini. Cotado para ser o cérebro do meio de campo sevillista após a saída de Maresca, Cigarini não correspondeu às expectativas da torcida e terminou a temporada lesionado. Diego Capel, que sempre desempenhava papel importante pela esquerda, viu o também jovem Perotti cavar um lugar na equipe titular pelo setor e foi, na maioria das vezes, banco.

Após uma temporada abaixo das expectativas com a eliminação precoce na fase de classificação para a Champions League, a perda da Supercopa da Espanha para o Barcelona, a desclassificação nas semi-finais da Copa do Rei para o campeão Real Madrid e uma decepcionante campanha na Liga Espanhola, o Sevilla parece ter finalizado um ciclo da sua vida: Luís Fabiano, Adriano, Dragutinovic e Renato colocaram um ponto final em suas histórias no clube andaluz e carne fresca chegou para agregar ao clube. Caberá ao mais novo contratado para o banco técnico hispalense, Marcelino Toral, empreender um novo projeto pra um dos clubes mais viáveis atualmente na Espanha. A contratação definitiva de Martin Cáceres, titular da lateral direita, já foi confirmada e, assim, falta um lateral esquerdo decente e uma boa dupla de zaga.

sábado, 14 de agosto de 2010

Pós-jogo: Sevilla 3x1 Barcelona

Num grande segundo tempo, o Sevilla abriu uma boa vantagem perante o Barcelona e obriga os blaugranas a tentarem a sua primeira remontada na temporada (reuters)


Sevilla e Barcelona abriram oficialmente a temporada 2010-11 do futebol espanhol. Em um bom jogo de futebol no Ramón Sánchez Pizjuan, na Andaluzia, o Sevilla saiu na frente na busca de seu segundo título de Supercopa. Aproveitando-se do fato de o Barcelona ter escalado um time recheado de jogadores da filial, o Sevilla fez o que o seu técnico pediu: a lição de casa para cima dos blaugranas.

Segundo palavras do técnico sevilista Antonio Álvarez, na coletiva oficial de pré-jogo, se há uma maneira de o time andaluz vencer esta competição é derrotando - e bem - o Barça jogando em seus domínios. Extremamente desfalcado, o Barça começou melhor a partida, tentando impor sua principal característica sobre o adversário: a posse de bola. Melhor no primeiro tempo da decisão, o time catalão criou sua primeira grande chance logo aos 17 minutos, quando o jovem atacante Bojan não aproveitou a falha do zagueiro Dabo para vencer Palop. Por outro lado, o Sevilla, apostando na velocidade pelos flancos, respondeu em seguida: Jesús Navas obrigou Miño a fazer grande defesa.

Ibrahimovic, autor do passe para Bojan, segue em busca de afirmação na Catalunha. Os jogos da Supercopa pode ser uma prova de que o sueco pode, sim, dar a volta por cima. Envolvidos em especulações que o colocam em Manchester City, Chelsea e Milan, o sueco fez hoje uma boa partida. E o primeiro gol da partida foi exatamente dele. Aos 20 minutos, Maxwell, atuando como um verdadeiro ponta-esquerda, fez grande jogada e encontrou Ibrahimovic dentro da área. O sueco venceu Palop para abrir o marcador e deixar sua equipe em uma situação muito favorável na competição.

Na volta para a segunda etapa, Álvarez resolveu pôr em campo a principal contratação do Sevilla para a temporada: Gigarini (ao lado de Guarente, que não jogou hoje). O italiano foi um dos principais responsáveis pelo revéz sevillista no jogo de ida. O ex-jogador do Napoli descolou um ótimo lançamento para o Luís Fabiano, que ganhou na velocidade de Sérgi Gomez e bateu de esquerda, na saída de Miño, para colocar o Sevilla de volta à partida. Antes do tento, o Sevilla ainda viria a perder uma ótima oportunidade com Renato, após cruzamento de um apagado Jesus Navas, homenageado pelo presidente Del Nido antes da partida.

Guardiola: No jogo em que comemorava dois anos à frente do Barcelona, Pep foi questionado (getty images)

A partir do empate, o Barcelona não se encontrou mais em campo. Mesmo com Messi, que entrou aos seis minutos do segundo tempo, o time da Catalunha sofreu com as jogadas pelas laterais do Sevilla. E, desta forma, os donos da casa construíram a grande vantagem para a partida fora de casa.

Aos 29 minutos, Negredo fez grande jogada pela esquerda e cruzou na medida para Kanouté, que havia entrado em campo dois minutos antes. Oportunista como sempre, o atacante da seleção de Mali finalizou com precisão para colocar o Sevilla à frente no marcador, em novo atraso na marcação do canterano Sérgi Gomez. Nove minutos depois, o africano apareceu novamente, desta vez após desviar de cabeça o cruzamento de Perotti, para marcar o terceiro e sacramentar o resultado.

Após o final de jogo, Guardiola foi questinado sobre o porquê de não ter colocado em campo os jogadores campeões do mundo. O treinador foi sintático e claro na sua resposta. Segundo ele, nem todos os jogadores estão no ápice de sua forma e não poderia arriscá-los em campo. O certo é que todos eles estarão de volta para o jogo no Camp Nou, no Sábado 21. Com Iniesta, Xavi, Villa, Piqué, Puyol, Valdés e Pedro, mais Lionel Messi, o Barcelona tem totais condições de remontar.

Veja aqui a coletiva pós-jogo completa de Guardiola (em castellano).O jogo da volta acontece no Sábado que vem; dessa vez, no Camp Nou.

Sevilla 3x1 Barcelona
Sevilla: Palop; Konko, Escudé, Fazio, Dabo; Jesús Navas, Zokora, Romaric (Cigarini, m.45), Perotti; Renato (Kanouté, m.64) , Luis Fabiano (Negredo, m.70).
Barcelona: Miño; Alves, Sergi Gómez, Milito (Adriano, m.80), Abidal; Maxwell, Keita, Oriol, Dos Santos; Bojan, Ibrahimovic (Messi, m.52).
Árbitro: Muñiz Fernández, das Asturias.
Gols: Luís Fabiano, Kanouté e Kanouté (Sevilla); Ibrahimovic (Barcelona).
Cartões Amarelos: Zokora, Dabo e Cigarini (Sevilla); Daniel Alves (Barcelona).