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segunda-feira, 1 de abril de 2013

PSG x Barcelona

Pela segunda vez consecutiva, o sorteio da Uefa Champions League colocou frente a frente Barcelona contra Zlatan Ibrahimovic, que teve uma pequena passagem pelo clube blaugrana, de onde saiu de maneira controversa. Se na temporada passada seu Milan não conseguiu parar o tetracampeão europeu, dessa vez cabe ao sueco tentar levar o Paris Saint Germain à semifinal da principal competição europeia de clubes. Nas oitavas de finais, o clube da capital francesa eliminou um clube espanhol: vitória, no agregado, por 3x2 contra o Valencia. Mas os confrontos não teve um Ibrahimovic protagonista, muito pelo contrário. Expulso na partida de ida, quando ele passou em branco, coube a Pastore, Lavezzi e Lucas liderar os parienses.

Especialmente após eliminar o Milan, o Barcelona parece ter retornado à velha forma. O futebol total, que andava em modo lento, dá mostras que voltou com maestria e, como bem deixou claro o brasileiro Leonardo, diretor técnico do PSG, os azulgrenás são os favoritos para avançar de fase. Na última sexta-feira, o representante do Parc des Princes jogou para o gasto e derrotou o Montpellier por 1x0, gol de Gameiro. A derrota do Lyon para o Souchaux, no domingo, por 1x2, dá total liberdade à equipe de Carlo Ancelotti se concentrar nos confrontos contra o Barça.

Ao contrário dos catalães, o PSG não é um primor coletivo. A maioria das vitórias tem saído à base da invidualidade de seus principais jogadores, sobretudo Ibrahimovic, artilheiro do time na temporada com 31 gols. A velocidade de Lucas pela direita do 4-2-3-1 é uma arma importante da equipe, que costuma ter no brasileiro uma válvula de escape para a armação dos contra-ataques. No outro flanco, Ezequiel Lavezzi tem se destacado em âmbito europeu, onde é o principal goleador do PSG na LC, com cinco gols. No auxílio a Ibrahimovic, Javier Pastore, após um início opaco, atua mais à vontade, como nos tempos de Palermo.


Dizer que Ibrahimovic é uma ameaça real à zaga barcelonista é chover no molhado. Sem Puyol, que pode ficar de fora do restante da temporada, cabe a Piqué e Mascherano total atenção. Aliás, o argentino está a um cartão amarelo da suspensão, que poderia complicar a vida barcelonista visando o jogo da volta. Na esquerda, Jordi Alba irá precisar ser preciso como contra Di María no superclássico de outubro para encarar Lucas. Até por ser um lateral ofensivo, ele terá, acima de tudo, que contrabalancear suas subidas ao ataque para não deixar espaços ao brasileiro, que, certamente, também precisará marcar o espanhol nas jogadas ofensivas barcelonista.

Outra peça-chave para o Barça será Iniesta. O camisa oito jogará no setor do mapa da mina dos parienses: o lado direito da zaga, onde atua o fraco Christophe Jallet. Além dele, Villa é outro que cumprirá função importante. A versatilidade do Guaje oferece flexibilidade ao Barcelona. Tito pode orientá-lo a centralizar e puxar a marcação de Thiago Silva e Alex para Messi entrar em diagonal (um dos caminhos para a vitória contra o Milan) ou fechar o lado esquerdo do ataque. Na direita, Tello, com moral alta após a excelente partida na Galícia contra o Celta, deve ganhar a vaga de Alexis Sánchez e substituir Pedro, suspenso.

Contra dois jogadores velozes pela ponta e um dos melhores centroavantes do mundo, o Barcelona não pode deixar os franceses contra-atacarem. Trabalhar a bola com mais velocidade, acionar os ponteiros (para isso, Xavi on fire será primordial), aproveitando-se da carência do adversário na marcação pela bandas, é a chave para a vitória.

O pesadelo de todo o elenco do PSG certamente atende-se por Lionel Messi. Ibrahimovic, Thiago Silva, Lucas, Pastore e Lavezzi rasgaram elogios ao argentino antes do duelo. É provável que Ancelloti repita a "fórmula Inter-Chelsea-Celtic-Milan", com duas linhas de quatro protegendo a retaguarda de Sirigu para ilhar o camisa dez. Trocar de posição com frequência com Tello e cair pelo lado direito é essencial. A marcação frouxa do ex-blaugrana Maxwell não deve aguentar nem o catalão e muito menos o argentino. Com 56 gols na temporada, Messi voltou aos melhores momentos e deixou claro que "está animado e com boas sensações para enfrentar o PSG". Que o virtual campeão francês se cuide.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Reencontros, sorte e azar

Guardiola e Ibrahimovic irão se reencontrar no dia 13 de setembro. Sairá faísca? (reuters)

O dia de hoje foi bastante cheio para o futebol espanhol. O fato mais importante, obviamente, foi o sorteio da Liga dos Campeões, que reservou aos clubes espanhóis um gostinho de dèjá vu. Enquanto Barcelona e Real Madrid caíram em grupos bastantes acessíveis, Valencia e Villarreal não tiveram tanta sorte: os amarillos estão no grupo mais equilibrado da Champions, junto com Manchester City, Napoli e Bayern de Munich; enquanto os chés jogarão contra Chelsea e Bayer Leverkusen, além do Genk, campeão belga, para tentar avançar de fase.

O grande motivo de prazer geral é que a competição terá, na primeira rodada, o jogaço entre Barcelona e Milan, que caíram no mesmo grupo, o H. Adversários de uma semifinal há seis temporadas, o jogo irá marcar o tão esperado reencontro entre Ibrahimovic e Guardiola. O sueco considera o treinador o grande responsável pelo seu fracasso no clube blaugrana e, volta e meia, dispara contra Pep, taxando-o e ironizando-o de filósofo. A disputa entre as duas equipes será "apenas" para definir o primeiro colocado do grupo: os outros dois times do grupo, BATE e Viktoria Plzen, não irão requer tanto para rossoneris quanto para blaugranas um esforço maior.

O Real Madrid, outro cabeça-de-chave espanhol, também teve sorte no sorteio: pegou um grupo acessível, com Lyon - em uma fase não tão boa -, Ajax e Dínamo Zagreb. Os merengues irão encarar novamente o Lyon, após dois confrontos de oitavas-de-finais consecutivos. As duas equipes irão se enfrentarem pela décima vez em menos de oito temporada, com uma vantagem clara para o Lyon: foram três vitórias em oito confrontos, além de quatro empates e apenas uma vitória merengue, na temporada passada. As partidas também irão marcar um novo reencontro entre Benzema e a torcida lionesa.

O Valencia está num grupo traiçoeiro, junto com o Chelsea, que deve terminar em primeiro, e Bayer Leverkusen, que irá disputar com os chés a segunda vaga do grupo. Tanto Valencia quanto o Bayer perderam seus principais jogadores no mercado: enquanto Vidal se transferiu para a Juventus, o Valencia viu Mata se transferir justamente para o Chelsea. Porém, os blanquinegros largam na frente por ter um elenco já mais experientes em competições europeias e que podem até surpreender o poderoso clube londrino. Por ironia do destino, Mata irá se reencontrar com o Valencia logo após ter se transferido para os blues.

Dentre todas as equipes espanholas, o Villarreal foi a que menos pôde sorrir. Junto com Bayern de Munich, Manchester City e Napoli, os castellonenses vão ter que jogar à toda caso queira sonhar em avançar de fase. Em tese, a equipe treinada por Juan Garrido irá disputar a terceira colocação - que dá uma vaga na Liga Europa como prêmio de consolação - com o Napoli. Na temporada passada, as duas equipes se enfrentaram pela semifinal da Liga Europa e, com um empate na Itália e uma vitória na Espanha, o Submarino Amarelo levou a melhor, avançando de fase. Rossi ainda é uma incógnita no mercado, pois a Juventus tem muito interesse em levá-lo de volta à Itália. Entretanto, o italiano já começou a temporada decidindo, e muito dificilmente Fernando Roig irá liberá-lo, já que não precisa fazer mais caixa após a classificação à fase de grupos da Champions.

Liga Europa
O dia também reservou os jogos da Liga Europa. Enquanto o Athletic Bilbao não precisou jogar porque seu adversário, Trabzonspor, herdou a vaga do Fenerbachçe, eliminado pela federação turca por corrupção, na Champions League, Atlético de Madrid e Sevilla entraram em campo para disputar os jogos de volta. O Atlético de Madrid bateu com facilidade o Vitória de Guimarães: 4-0, com mais dois gols de Adrián López e um de Salvio, um dos extracomunitários do clube, que terá que se livrar de um após a chegada de Falcão García ter limitado a cota.

O Sevilla, por sua vez, decepcionou: após ter perdido na Alemanha por 2 a 1, bastava uma simples vitória por 1 a 0 para avançar de fase. Os rojiblancos, entretanto, decepcionaram: empataram por 1 a 1 jogando no Ramón Sánchez Pizjuan e deram adeus precocemente à Liga Europa, assim como, há um ano, foram eliminados nos play-offs da Champions League para o Braga, de Portugal. O jogo será mais detalhado daqui a pouco, em um texto de Claudio Araujo. Amanhã, a Uefa irá sortear os grupos da segunda principal competição europeia. O Atlético de Madrid será um dos cabeças-de-chaves, enquanto o Athletic Bilbao fica no pote 2.

Confira todos os grupos da Liga dos Campeões da Uefa
Grupo A: Bayern de Munique, Villarreal, Manchester City e Napoli
Grupo B: Inter, CSKA Moscou, Lille e Trabzonspor
Grupo C: Manchester United, Benfica, Basel e Otelul Galati
Grupo D: Real Madrid, Lyon, Ajax e Dínamo Zagreb
Grupo E: Arsenal, Marseille, Olympiacos e Borussia Dortmund
Grupo F: Porto, Shakhtar Donetsk, Zenit e APOEL
Grupo G: Chelsea, Valencia, Bayer Leverkusen e Racing Genk
Grupo H: Barcelona, Milan, BATE Borisov e Viktoria Plzen

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Massacre

O Real Madrid aniquilou o Milan e confirmou o favoritismo para conquistar o título da Champions (getty images)


Os 80 mil espectadores presentes no Santiago Bernabéu viram jogo de um time só. Os donos da casa, postados em um 4-2-3-1 bem compacto e eficiente, foram os donos da partida o tempo inteiro e praticamente não deixaram o Milan jogar, em um dia muito pouco inspirado de Ronaldinho, Pato e Ibrahimovic. Cristiano Ronaldo e Özil, por outro lado, fizeram grande partida. e decidiram. Com o triunfo merengue, José Mourinho alcança sua quarta vitória sobre o Milan em seis jogos. Todas as outras foram quando ainda comandava a Inter.

Os merengues começaram imprimindo um ritmo alucinante que o Milan em momento algum conseguiu acompanhar. Com menos de um minuto de bola rolando, um torcedor invadiu o campo e logo foi retirado pelos seguranças. O Real Madrid começou a partida explorando mais o lado esquerdo com Cristiano Ronaldo e pressionou a saída de bola do Milan, que encontrava dificuldades para organizar suas jogadas ofensivas. Com apenas 15 minutos de bola rolando, o jogo já estava decidido a favor do Real Madrid: Cristiano Ronaldo marcou de falta, em falha da barreira milanista, e Özil ampliou, com chute que desviou em Bonera antes de entrar. A grande velocidade dos dois meio-campistas assustou a zaga rossonera, desfalcada de Thiago Silva. Bonera, atrapalhado, não fez boa partida e evidencia o velho problema do time, que não tem um bom zagueiro substituto.

Mas não foi só a superioridade técnica que ficou clara na partida. Fisicamente, o Real Madrid se mostrou muito mais preparado também. Bem compactado no meio e com Khedira e Xabi Alonso muito bem no combate, poucas vezes o time de Mourinho perdeu uma disputa com o envelhecido meio milanista, composto por Gattuso, Pirlo e Seedorf. Os rossoneri pecaram também na hora da recomposição da defesa, uma vez que não acompanhavam a velocidade merengue. A pouca entrega dos homens de frente na ajuda à defesa ainda é grande problema para Allegri.

Outro grande problema do técnico é essa dependência dos bons momentos de Ronaldinho e Ibrahimovic. Quando um dos dois não vai bem, o time cai bem de qualidade. Na partida, a situação foi ainda pior. Nenhum deles conseguiu se impor sobre a boa marcação madrilenha e Pato não recebeu bons passes. Pepe e Ricardo Carvalho anularam os dois atacantes sem dificuldades, enquanto Ronaldinho, sem criatividade, ficou preso na intermediária. O gaúcho, aliás, estava sendo observado por Mano Menezes, nas tribunas. O técnico da seleção brasileira não viu uma boa apresentação do atacante, mas deve ter saído satisfeito com o bom rendimento do lateral Marcelo, pelo lado merengue. Sob o comando de Mourinho, o ex-fluminense melhorou muito defensivamente e continua chegando bem ao ataque. Após o jogo, Mou o derretou de elogios

Massimiliano Allegri, treinador do Milan, tirou Ronaldinho e colocou Robinho em campo. O atacante, que forçou sua saída do Real Madrid, foi “recebido” com muitas vaias - repetidas todas as vezes nas quais o brasileiro tocava na bola. O dia foi especial para Casillas. O goleiro merengue entrou em campo pela 108º vez na história da Champions League, tornando-se o goleiro que mais atuou na competição europeia. Ficou nítido para o time do técnico de Setubal que o mapa da mina é atacar pelo setor esquerdo do time de Milão. Com nove pontos, o Real Madrid vai mais tranquilo para o jogo do dia 3 de novembro, no San Siro.

Algumas partes retiradas do texto de Rodrigo Antonelli, do Quattrotratti. Amanhã, textos sobre a vitória do Barcelona e o empate do Valencia.

sábado, 14 de agosto de 2010

Pós-jogo: Sevilla 3x1 Barcelona

Num grande segundo tempo, o Sevilla abriu uma boa vantagem perante o Barcelona e obriga os blaugranas a tentarem a sua primeira remontada na temporada (reuters)


Sevilla e Barcelona abriram oficialmente a temporada 2010-11 do futebol espanhol. Em um bom jogo de futebol no Ramón Sánchez Pizjuan, na Andaluzia, o Sevilla saiu na frente na busca de seu segundo título de Supercopa. Aproveitando-se do fato de o Barcelona ter escalado um time recheado de jogadores da filial, o Sevilla fez o que o seu técnico pediu: a lição de casa para cima dos blaugranas.

Segundo palavras do técnico sevilista Antonio Álvarez, na coletiva oficial de pré-jogo, se há uma maneira de o time andaluz vencer esta competição é derrotando - e bem - o Barça jogando em seus domínios. Extremamente desfalcado, o Barça começou melhor a partida, tentando impor sua principal característica sobre o adversário: a posse de bola. Melhor no primeiro tempo da decisão, o time catalão criou sua primeira grande chance logo aos 17 minutos, quando o jovem atacante Bojan não aproveitou a falha do zagueiro Dabo para vencer Palop. Por outro lado, o Sevilla, apostando na velocidade pelos flancos, respondeu em seguida: Jesús Navas obrigou Miño a fazer grande defesa.

Ibrahimovic, autor do passe para Bojan, segue em busca de afirmação na Catalunha. Os jogos da Supercopa pode ser uma prova de que o sueco pode, sim, dar a volta por cima. Envolvidos em especulações que o colocam em Manchester City, Chelsea e Milan, o sueco fez hoje uma boa partida. E o primeiro gol da partida foi exatamente dele. Aos 20 minutos, Maxwell, atuando como um verdadeiro ponta-esquerda, fez grande jogada e encontrou Ibrahimovic dentro da área. O sueco venceu Palop para abrir o marcador e deixar sua equipe em uma situação muito favorável na competição.

Na volta para a segunda etapa, Álvarez resolveu pôr em campo a principal contratação do Sevilla para a temporada: Gigarini (ao lado de Guarente, que não jogou hoje). O italiano foi um dos principais responsáveis pelo revéz sevillista no jogo de ida. O ex-jogador do Napoli descolou um ótimo lançamento para o Luís Fabiano, que ganhou na velocidade de Sérgi Gomez e bateu de esquerda, na saída de Miño, para colocar o Sevilla de volta à partida. Antes do tento, o Sevilla ainda viria a perder uma ótima oportunidade com Renato, após cruzamento de um apagado Jesus Navas, homenageado pelo presidente Del Nido antes da partida.

Guardiola: No jogo em que comemorava dois anos à frente do Barcelona, Pep foi questionado (getty images)

A partir do empate, o Barcelona não se encontrou mais em campo. Mesmo com Messi, que entrou aos seis minutos do segundo tempo, o time da Catalunha sofreu com as jogadas pelas laterais do Sevilla. E, desta forma, os donos da casa construíram a grande vantagem para a partida fora de casa.

Aos 29 minutos, Negredo fez grande jogada pela esquerda e cruzou na medida para Kanouté, que havia entrado em campo dois minutos antes. Oportunista como sempre, o atacante da seleção de Mali finalizou com precisão para colocar o Sevilla à frente no marcador, em novo atraso na marcação do canterano Sérgi Gomez. Nove minutos depois, o africano apareceu novamente, desta vez após desviar de cabeça o cruzamento de Perotti, para marcar o terceiro e sacramentar o resultado.

Após o final de jogo, Guardiola foi questinado sobre o porquê de não ter colocado em campo os jogadores campeões do mundo. O treinador foi sintático e claro na sua resposta. Segundo ele, nem todos os jogadores estão no ápice de sua forma e não poderia arriscá-los em campo. O certo é que todos eles estarão de volta para o jogo no Camp Nou, no Sábado 21. Com Iniesta, Xavi, Villa, Piqué, Puyol, Valdés e Pedro, mais Lionel Messi, o Barcelona tem totais condições de remontar.

Veja aqui a coletiva pós-jogo completa de Guardiola (em castellano).O jogo da volta acontece no Sábado que vem; dessa vez, no Camp Nou.

Sevilla 3x1 Barcelona
Sevilla: Palop; Konko, Escudé, Fazio, Dabo; Jesús Navas, Zokora, Romaric (Cigarini, m.45), Perotti; Renato (Kanouté, m.64) , Luis Fabiano (Negredo, m.70).
Barcelona: Miño; Alves, Sergi Gómez, Milito (Adriano, m.80), Abidal; Maxwell, Keita, Oriol, Dos Santos; Bojan, Ibrahimovic (Messi, m.52).
Árbitro: Muñiz Fernández, das Asturias.
Gols: Luís Fabiano, Kanouté e Kanouté (Sevilla); Ibrahimovic (Barcelona).
Cartões Amarelos: Zokora, Dabo e Cigarini (Sevilla); Daniel Alves (Barcelona).

Balanço Final: Barcelona

Com o objetivo de continuar no topo da Europa, o Barcelona, ao contrário da temporada 08/09, ficou apenas com o título da Liga (getty images)

BARCELONA

Técnico: Josep Guardiola
Competição europeia: Liga dos Campeões (caiu nas semifinais)
Copa do Rei: caiu nas oitavas de final
Destaque: Lionel Messi (atacante)
Artilheiro: Lionel Messi (34 gols)
Nota da temporada: 9

Ser campeão com apenas uma derrota, a melhor campanha de todos os tempos e 100% de aproveitamento contra o maior rival deveria ser temporada nota 10. Mas, considerando que em 2008/09 o Barça sobrou no Espanhol e ainda venceu a Copa do Rei e a Liga dos Campeões, fica no 9.

Até porque merece perder ponto por cair na tentação de fazer uma contratação extravagante só para dar satisfação à torcida. No caso, comprar Ibrahimovic por Eto’o e mais € 40 milhões. O sueco não repetiu o desempenho do camaronês e, apesar de ser o vice-artilheiro do time na temporada, decepcionou.

De resto, só elogios. Messi teve um ano ainda mais brilhante que seu normal, o estilo de jogo ficou cada vez mais consolidado e a defesa subiu um degrau com a chegada de Piqué. Mesmo com o título da LC ficando com a Internazionale, o entendimento é que o Barcelona ainda é a melhor equipe do mundo.

sábado, 1 de maio de 2010

O gigante cai!

Jogadores do Barça parecem não acreditar: favoritaço ao bí-campeonato, o gigante cai e não irá à final (AP)

A Inter foi para o Camp Nou com uma boa vantagem diante do Barcelona, já que vencera a partida de ida das semifinais da Liga dos Campeões por 3 a 1. O que não surpreendeu ninguém foi a forma como o Barcelona começou a partida, jogando em cima dos italianos. Nos primeiros 20 minutos, o Barça teve 81% de posse de bola. É bem verdade que, durante esse período, aconteceu apenas uma chance boa de gol para os blaugranas. Aos dois minutos, Pedro recebeu passe de Messi e chutou de fora da área, a bola passou perto do gol de Júlio César.

Pedro mais uma vez levou perigo para o gol da Inter aos 22 minutos, quando chutou de primeira após cruzamento de Daniel Alves. A bola passou pertinho da trave. O jogo seguia sob domínio espanhol, mas a Internazionale estava com uma marcação implacável. Só que, aos 27 minutos, após falta em Busquets, Thiago Motta recebeu o cartão vermelho. O brasileiro colocou a mão no rosto do espanhol, e o árbitro entendeu como agressão.

Como era de se esperar, a expulsão fez com que o Barcelona aumentasse a pressão. Aos 32 minutos, Messi fez grande jogada na entrada da área e chutou para excepcional defesa de Júlio César que, com a ponta dos dedos, mandou para escanteio. Seis minutos depois, Daniel Alves recebeu dentro da área e rolou para Ibrahimovic. O sueco chutou em cima de Samuel.

A última chance do Barcelona na primeira etapa foi de Ibrahimovic em cobrança de falta. A bola foi para fora. Na segunda etapa, o Pep Guardiola apostou na entrada de Maxwell no lugar de Gabriel Milito. Mas o panorama da partida seguiu o mesmo. Barcelona com maior posse de bola, mas sem conseguir criar chances muito claras de gol.

Apesar de estar muito marcado, as principais chances do Barça foram com Messi (reuters)


Guardiola ainda trocou nos primeiros 20 minutos Ibrahimovic e Busquets, por Bojan e Jeffrén. Aos 36 minutos, o Barcelona criou sua melhor chance no segundo tempo. Messi cruzou para Bojan, que cabeceou forte. A bola triscou a trave de Júlio César. Dois minutos depois, o time espanhol trocou passes na frente da área. Xavi encontrou Piqué, que deu um belo drible para enganar Córdoba e Júlio César e tocou para as redes: 1 a 0 Barcelona. Faltavam menos de 10 minutos para o fim da partida. E a pressão aumentou. Aos 41 minutos, Xavi chutou forte para defesa de Júlio César, no lance seguinte, mais uma defesa do goleiro brasileiro, após chute de Messi.

O árbitro apontou quatro minutos e, logo aos 46 minutos, Bojan marcou para o Barça, mas o gol foi anulado, já que Touré tinha tocado com a mão no início da jogada. Depois disso o Barcelona não conseguiu marcar o segundo gol, que daria a classificação para o time blaugrana. Ao final da partida, Mourinho correu para celebrar a classificação, o que, na "cabeça" de Victor Valdés, foi gerado como uma "provocação". Valdés até chegou a discutir com Mourinho, mas não tinha força, por causa da "decepção". Segundo dados do jornal catalão Sport, os jogadores da Inter exageraram demais na comemoração... nos vestiários!

Levantar a cabeça
A torcida culé acreditava fielmente numa remontada histórica. O mosaico na entrada das equipes a campo demonstrava muito bem a confiança. Foco de uma jogada polêmica, o gol anulado de Bojan, no final do jogo, o meio-campista Yaya Touré criticou a decisão do árbitro Frank de Bleeckere, que anulou a jogada por suposto toque de mão seu.

Sábado, contra o Villarreal, o Barça volta a campo para mais um jogo decisivo na temporada. Se vencer, poderá dar um passo enorme para a conquista da Liga. Porém se perder, irá se complicar muito na Liga.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pós-Jogo: Inter 3x1 Barcelona

Maicon chuta para vencer Valdés. Merecidamente, a Inter derrotou o Barcelona e está próximo da final (globo.com)


Pelo jogo de ida das semifinais da Uefa Champions League, a Inter de Milão deu um grande passo rumo à final em Madrid ao vencer por 3 a 1 o Barcelona. O resultado também quebrou um tabu de 40 anos entre as duas equipes – desde 1970, quando fez 2 a 1 em partida no Camp Nou, a Inter não vencia o clube catalão. Os principais responsáveis pela quebra do tabu foram Sneijder, Milito, Maicon, Lúcio, Thiago Motta e Júlio César. as duas equipes começaram a partida com formações ofensivas, usando três atacantes. Na Inter, José Mourinho escalou Pandev, Milito e Eto’o; o Barcelona começou com Messi, Pedro e Ibrahimovic, que voltou à equipe.

Nos primeiros minutos da partida, as duas equipes não se acanharam. O Barcelona, dentro de suas características, tentava manter a posse de bola. Já a Inter, em casa, não contentou-se apenas em ficar atrás, e buscou o jogo. Os italianos apostavam demais nos passes longos para Milito e Eto'o, porém, muitas vezes, o argentino, principalmente, ficava em impedimento. Quando a Inter parecia mais próxima do gol, o Barcelona jogou um balde de água fria nos interistas. Em um ataque isolado, Maxwell avançou pela esquerda e cruzou para a área. Pedro, na marca do pênalti, tocou sem chances para Júlio César. Atrás no placar, a Inter mudou de comportamento. A equipe italiana passou a desperdiçar posses de bola em sequência, e recuou a marcação, permitindo que o Barcelona tomasse o controle da partida. Ainda assim, o clube de Milão criou boa oportunidade de empatar. Mas Milito, novamente frente a frente com Valdes, desperdiçou. O Barça não aguentou a pressão interista e acabou sofrendo o empate. Milito fez a jogada de pivô e Sneijder, livre na esquerda, chutou para empatar a partida. Foi o primeiro gol marcado pela Inter sobre o Barcelona desde 1970.

O gol da Inter deixou partida aberta. Enquanto o Barcelona tentava seus ataques pelas laterais, sobretudo com Daniel Alves, já que Messi e Xavi estavam muito marcados pelo meio. O clube italiano buscava suas jogadas sempre pelos pés de Sneijder, que era mais uma vez seu principal jogador ofensivo. O segundo tempo começou com a Inter mais ligada na partida. A marcação sobre Messi continuava intensa, e foi assim que saiu o segundo gol do clube italiano. Thiago Motta roubou a bola do argentino na defesa e achou Diego Milito livre pela direita; depois de entrar na área, o atacante cruzou para Maicon, que colocou a equipe da casa pela primeira vez à frente no placar aos 3 minutos.

Messi, bem marcado, tinha raras chances na partida. Na primeira grande oportunidade, aos 7 minutos, ele recebeu pela direita e chutou de fora da área. A bola fez uma curva e quase enganou o goleiro Júlio César, que se recuperou bem e conseguiu fazer a defesa. Apesar do susto, a Inter não se abalou. O terceiro gol saiu aos 16. Após cruzamento pela direita, Sneijder cabeceou em direção ao gol – a bola iria sair, mas Diego Milito, impedido, tocou para as redes do gol defendido por Valdés. Aos 25 minutos, a Inter levou outro susto: em disputa de bola com Messi, o brasileiro Maicon lesionou o maxilar, e teve de deixar a partida. O brasileiro terá que operar o dente e é dúvida para a volta.

A partir dos 30 minutos, com Messi mais aberto pela direita, o Barcelona voltou a levar perigo. Em busca de um segundo gol, a equipe comandada por Pep Guardiola pressionou. Primeiro, em cobrança de falta de Messi, defendida por Júlio César; depois, em jogada de Daniel Alves, em que o brasileiro caiu após disputa com Sneijder. Entretanto, o árbitro não assinalou pênalti e ainda deu cartão amarelo para o lateral. O Barcelona teve outra grande chance aos 40 minutos. Depois de cruzamento na área, Piqué passou por Júlio César e chutou em direção ao gol. Lúcio, em cima da linha, evitou o que seria o segundo gol dos espanhóis, coroando grande atuação. Já aos 46, o Barcelona teve nova oportunidade de balançar as redes. Depois de jogada de Messi e Piqué, Pedro concluiu de bicicleta, e a bola parou nas mãos do goleiro Júlio César. Após o término da partida, o Barça não reclamou muito da longa viagem, mas reclamou demais da arbitragem. Os jornais catalães abriram um inquérito e descobriram que Olegario Benquerença, o árbitro da partida, e Mourinho são amigos há 10 anos e que haviam sido sócios de um restaurante em Portugal chamado "O Menino".

O Barcelona terá uma missão difícil, mas não impossível. Vale lembrar que na temporada 99/2000, o Barça conseguiu virar para cima do Chelsea, quando, em Londres, perdeu por 3 a 1 e na volta venceu por 5 a 1. Iniesta ainda é dúvida e Puyol não joga por suspensão. De acordo com alguns jornais catalães, a derrota feriu o orgulho de alguns jogadores culés e, na volta, os torcedores farão uma grande festa e prometem lotar os 98.000 lugares do Camp Nou.

Confira também o resumo do jogo feito por Nelson Oliveira, do QuatroTratti


Inter 3x1 Barcelona
Inter: Júlio César; Maicon (Chivu), Lúcio, Samuel, Zanetti; Cambiasso, Thiago Motta; Pandev (Stankovic), Sneijder, Eto'o; Milito (Balotelli).
Barcelona:Valdés; Daniel Alves, Puyol, Piqué, Maxwell; Xavi, Busquets; Keita; Messi, Ibrahimovic (Abidal); Pedro.
Árbitro: Olegário Benquerença, de Portugal.
Gols: Sneijder, Maicon e Milito (Inter); Pedro (Barcelona).
Cartões amarelos: Eto'o e Stankovic (Inter); Busquets, Puyol, Piqué, Keita e Daniel Alves (Barcelona).

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(ATUALIZADO): Após o termino da partida de hoje, sábado 24/04, contra o Xerez, os jogadores do Barcelona colocaram uma camisa com a seguinte frase estampada: "El partido contra el Inter empieza a las 8 de la tarde. Nos dejaremos la piel. A por una remontada histórica".

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Prévia: Inter x Barcelona

Na fase de grupos, Ibrahimovic sofreu com a defesa interista. Messi também sofrerá? (Associated Press)

O sorteio dos grupos da Liga dos Campeões marcava o decantado reencontro de Samuel Eto'o e Zlatan Ibrahimovic com seus antigos companheiros de time e torcidas. Pois bem, a competência de Inter e Barcelona e, mais uma vez o sorteio, colocou Eto'o e Ibrahimovic frente a frente a suas ex-equipes pela segunda vez só nesta temporada. Mas, desta vez, não será um "mero" confronto da fase de grupos. Este jogo vale muito mais: o camaronês pode provar ao Barcelona que fez mal em negociá-lo, enquanto Ibrahimovic pode mostrar a Inter que precisava mesmo deixar o Giuseppe Meazza para conseguir brilhar em âmbito continental. Além dos duelos particulares, está em jogo a classificação para a final do torneio e o provável status de favorito para a final.

Se classificará a renovada Inter de José Mourinho, que aprendeu a jogar na LC ou o implacável e mágico Barcelona comandado por Xavi e Lionel Messi? Para a prévia desta empolgante semifinal, contaremos com a ótima colaboração de Nelson Oliveira, do blog Quattro Tratti, especializado no futebol da Itália. Confira a prévia de Inter x Barcelona e depois, nos dois endereços, o resumo do embate.

A temporada até aqui
Inter: Com a atenção voltada a Liga dos Campeões, o rendimento na Serie A caiu e a Inter venceu quatro vezes nos últimos dez jogos, deixando escapar uma larga vantagem que tinha para a Roma, nova líder da Serie A. Os nerazzurri, que costumavam ser perseguidos na tabela, se veem pela primeira vez em muito tempo na situação oposta e prometem levar a disputa pelo título até a última rodada. A vitória no dérbi contra a Juventus, aberta com um golaço de Maicon, anima os interistas para a disputa de mais um objetivo na temporada: o título da LC. Não obstante a queda de rendimento na Serie A, esta é a mais sólida temporada nerazzurra nos últimos anos, já que a equipe de José Mourinho, que merece boa parte dos créditos por isso, está disputando três títulos até este momento. Além de estar nas semifinais da LC e estar apenas um ponto atrás da Roma na Serie A, a Inter jogará a final da Coppa Italia.

Barcelona: Na Liga BBVA, o Barça é líder da competição com quatro pontos de vantagem para o Real Madrid. Só perdeu uma partida durante o campeonato inteiro, tem a melhor defesa e o artilheiro da competição, Messi. A vitória sobre o Real Madrid, há duas semanas, parece ter dado um ânimo a mais pro Barça. A partir da segunda metade da temporada, Guardiola passou a mudar a tática do time, do 4-1-2-3 para o 4-2-1-2, com Messi vindo de trás de Pedro e Ibrahimovic. No último jogo pela Liga, o Barça jogou o derby barceloní e sofreu para sair do Cornellà-El Prat com um ponto e a tática voltou a ser o 4-1-2-3. Mas, contra a Inter, o esquema a ser utilizado por Guardiola, deve ser o novo. Desde a vitória contra o Schalke 04, pelas quartas da temporada 07/08, o Barça não ganha fora de casa na fase final da LC. Desde lá, foram seis jogos e seis empates. A ambição de Pep e de todo o time era conquistar uma nova tríplice coroa, mas o Barça acabou eliminado da Copa del Rey, contra o Sevilla, em janeiro. Na última partida da Champions, os blaugrana arrasaram o Arsenal, no Camp Nou, com 4 gols do genial Lionel Messi.

Pontos Fortes
Inter: A grande novidade desta LC tem justamente a ver com a campanha da Inter. Após muitas temporadas jogando de maneira medrosa na principal competição europeia, José Mourinho conseguiu transformar a mentalidade dos jogadores nerazzurri. As partidas contra o Chelsea, nas quais a Inter jogou com a faca nos dentes e com enorme inteligência tática já começam a ser identificadas como um divisor de águas na história recente do clube. Parte destes méritos se deve também a mudança feita pelo técnico no esquema tático da equipe, que encontrou no 4-2-3-1 seu módulo mais equilibrado e eficiente. A chance de parar Lionel Messi está no bom desempenho da defesa interista em jogos importantes. Apesar de alguns deslizes contra Roma e Fiorentina, o conjunto de defesa da Inter se portou muito bem contra Milan, Juventus, Chelsea e contra o próprio Barcelona, no primeiro dos jogos das duas equipes na fase de grupos da LC. Messi deverá ser marcado diretamente por Zanetti e Samuel, dois ejogadores experientes e seus companheiros de seleção.

Barcelona: O ataque do Barça não é tão avassalador como o da temporada passada, mas mesmo assim, continua passando medo aos adversários. Messi vem fazendo uma temporada genial e é o artilheiro da Liga BBVA (26 gols) e da LC (8 gols), além de ser o líder de assistências da Liga BBVA (9 assistências). Ibrahimovic vive de altos e baixos, mas tem a confiança da torcida: ele marcou gols em todos os jogos de maior importância para o Barça na temporada (em que disputou), além de, pela primeira vez na carreira, ter marcado gols nas fases decisivas da Champions. Pedro foi uma aposta de Guardiola que deu certo. Ele marcou pelo menos um gol nas seis competições que o Barça disputou na temporada 09/10 e foi o herói das conquistas da Supercopa da UEFA, fazendo o gol do título no último minuto da prorrogação, e do Mundial, quando marcou aos 44 minutos do segundo tempo o gol de empate. Contra a Inter, pela 5ª rodada da fase de grupos, fez sua melhor partida pelo Barça e deixou a sua marca. E ainda tem a brilhante dupla de meio campo Xavi, o maestro, e Iniesta, o motor do time, que não jogará a ida e ainda é dúvida pra volta.


Pontos Fracos
Inter: A Inter chegou em um momento complicado e crucial na temporada: jogando três competições diferentes e passando por altos níveis de stress, é muito complicado manter a concentração. Até agora, Mourinho e sua comissão técnica tem conseguido sucesso em focar o grupo para as partidas da LC, torneio ao qual a Inter parece totalmente dedicada. Porém, o cansaço mental é forte e tem feito o time errar um pouco mais do que de costume, vide o empate contra a Fiorentina no último sábado. Claro, o peso de atuar em três frentes diferentes não cansa apenas o cerébro, mas também o corpo. Mourinho, nem um pouco afeito a rodízio de jogadores, contribui um pouco para este desgaste ao dar pouco descanso para os titulares em momentos importantes da temporada. Por outro lado, os jogadores também não deram tanta chance para o treinador ousar um turnover mais radical ao caírem de rendimento e permitirem a aproximação - e depois ultrapassagem - da Roma. Fato é que jogar cansado contra uma equipe veloz como o Barcelona pode ser mortal caso os jogadores não ocupem bem os espaços em campo.

Barcelona: Talvez a defesa do Barcelona seja o ponto “menos forte” do time. A temporada de Piqué é muito boa, mas a de Puyol vem sendo um pouco abaixo da média. O capitão já chegou a fazer partidas impecáveis, como as duas contra o Real Madrid, mas vem falhando demais, principalmente nesta segunda metade da temporada. Abidal faz sua melhor temporada desde que chegou ao clube azulgrená, porém, de um tempo pra cá, vem se lesionando com frequência e, dependendo de como estiver, poderá ser reserva na ida. O titular então seria Maxwell, que apoia muito bem, mas é fraco defensivamente. O brasileiro tem certas dificuldades em marcar jogadores velozes, vide Walcott, no Emirates, e poderia ser um ponto positivo, caso jogue, pra Inter.

Expectativas
Inter: Em momento crucial na temporada, a comunidade interista deseja a conquista da tríplice coroa, que só pode ser conquistada pela própria Inter ou pelo Bayern de Munique. Nos poucos jogos que restam na temporada, a Inter pode ser campeã de tudo ou terminar com zero tituli, para usar uma expressão popularizada por José Mourinho. Como a Coppa Italia não é muito valorizada e a tabela nos últimos quatro jogos da Serie A não é difícil, reservando os esforços em secar a Roma, a Inter deve apostar tudo nos dois confrontos contra o Barcelona. Por mais que os catalães sejam favoritos por todo o futebol que tem mostrado nos últimos anos, a Inter já mostrou que é possível eliminar o time favorito no confronto e que é possível parar Messi. Não há dúvidas que os dois jogos serão os mais esperados da temporada europeia.

Barcelona: O que anima (e muito) o Barça é o fato de a final da LC ser realizada no estádio do Real Madrid, o Santiago Bernabéu. Uma conquista do Barça no campo do maior rival entraria para história da rivalidade entre Barcelona e Madrid. Além disso, o Barcelona tentará, se chegar a final, quebrar a marca de que nenhum time consegue ganhar dois títulos consecutivos do campeonato desde o Milan do fim da década de oitenta, que abocanhou os títulos de 1988-89 e 1989-90. Nos últimos três confrontos entre nerazzurri e blaugranas, o Barcelona venceu duas vezes e houve um empate: Barcelona 5 a 0 Inter, na temporada 2007-08 pelo Trofeu Joan Gamper - com um gol de Thiago Motta, hoje jogador interista -; Inter 0 a 0 Barcelona, pela primeira rodada da fase de grupos da atual LC, e Barcelona 2 a 0, pela quinta rodada.


Prováveis escalações
Inter: Júlio César; Maicon, Lúcio, Samuel, Zanetti; Thiago Motta (Stankovic), Cambiasso; Pandev, Sneijder, Eto'o; Milito.

Barcelona: Victor Valdés; Daniel Alves, Piqué, Puyol, Maxwell (Abidal); Busquets (Touré), Xavi, Keita; Messi, Ibrahimovic, Pedro.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Nas vésperas do clássico

Higuaín é a maior referencia no ataque do Real Madrid...

O primeiro tempo de Arsenal x Barcelona, na última quarta pela Liga dos Campeões, terminou em 0 a 0. No entanto, depois daqueles 45 minutos, era legítimo pensar: “é impossível ganhar do Barcelona se eles estiverem ligados e inspirados”. Algo que poderia causar temor no Real Madrid, que tem confronto direto pelo título espanhol no próximo fim de semana. Mas não há motivos para ser assim. Simplesmente porque a impossibilidade de ganhar de um Barça inspirado é verdadeira, mas se você for o Arsenal.

O clássico contra o Real Madrid deve ter uma dinâmica diferente. Nada que um time que tem Messi, Xavi, Ibrahimovic e, talvez, Iniesta possa superar. Mas é uma partida com outros elementos, o que dá margem para os madridistas projetarem a vitória decisiva. Um triunfo bastante importante, porque o empate deixaria o Barcelona na liderança pelo confronto direto.

O que o Real Madrid pode fazer?

O Real Madrid tem um time pesado, em comparação com o Barcelona. Higuaín sabe o que fazer com a bola nos pés, mas usa bastante seu físico para cavar espaço na defesa adversária. Cristiano Ronaldo não deixa de ter bastante força. O meio-campo tem quatro jogadores de técnica, mas de futebol mais compassado: Van der Vaart, Granero, Xabi Alonso e Gago.

Desse modo, os merengues precisam impor um jogo mais cadenciado, para quebrar o ritmo barcelonista e deixar seus jogadores mais confortáveis para construir suas jogadas. É preciso paciência para tocar a bola quando necessário e ter confiança para tentar empurrar os catalães para seu campo. É difícil, claro, mas não impossível. No primeiro turno, no Camp Nou, os madridistas dominaram boa parte do jogo, criaram problemas para Valdés e não mereceram sair do gramado com a derrota.

O Real ainda tem de se preocupar com os lados do campo. Seus laterais não são dos mais seguros e, principalmente no caso de Marcelo, avançam em demasia. Para os catalães não aproveitarem esses espaços, é importante os defensores, contando os volantes, realizarem um trabalho cuidadoso e atento de cobertura. Jogar com a linha de zagueiros avançadas também é algo a se evitar, pois o Barcelona se especializou em encontrar espaço nas costas da defesa oponente.

Se conseguirem anular os blaugranas, os merengues terão mais condições de usar seu potencial. Cristiano Ronaldo e Higuaín podem romper a defesa catalã, sobretudo se explorarem o lado esquerdo, o mais fraco (ou menos forte, depende do ponto de vista) da defesa visitante.

... e Messi, melhor do mundo e artilheiro da competição, o maior perigo do Barcelona


O que o Barcelona pode fazer?

Em teoria, o Barcelona pode ficar mais tranquilo na partida e explorar a necessidade merengue da vitória. Com o contra-ataque à disposição, usaria sua velocidade para construir a vitória. Essa é a solução mais normal, e que, claro, pode funcionar. Mas não tem muito a cara do Barça de Guardiola.

Os blaugranas têm mais sorte quando surpreendem pela ousadia, quando ignoram as adversidades e se impõem pelo bom futebol. Foi o que ocorreu contra o Arsenal, partida em que os barcelonistas realizaram uma blitz nos 15 minutos iniciais. E foi como o atual campeão mundial fez um humilhante 6 a 2 no Real no Santiago Bernabéu, pelo segundo turno do Campeonato Espanhol 2009/10.

Se o Real precisa cadenciar o jogo para ter vantagem sobre o Barça, é meio evidente que o Barça se beneficia de um duelo acelerado. Trocas de bolas rápidas e lançamentos em profundidade podem quebrar o trabalho de marcação e cobertura dos defensores madridistas.

Defensivamente, o Barcelona precisa impedir que Higuaín e Cristiano Ronaldo recebam a bola com liberdade. Asfixiar Granero e Van der Vaart e evitar lançamentos de Xabi Alonso são as maneiras mais diretas de fazê-lo. O Real pode tentar cruzamentos na área, mas Puyol e Piqué são bons pelo alto e teriam boas chances de suportar esse tipo de pressão.

De Ubiratan Leal, da trivela.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Proximo das semifinais

Após perder inúmeras chances na primeira etapa, Ibrahimovic marcou um doblete na parte final (reuters)


O Barça pisou pela primeira vez na história no Emirates Stadium, pelas quartas de finais da Uefa Champions League. Mesmo atuando fora de casa, a equipe blaugrana chegou a Londres como favorita e contando com Messi, que vive uma fase excepcional. De maneira surpreendente, todos os "momentâneos" desfalques do Arsenal vieram a campo, com exceção de van Persie. Porém, todos eles levaram a pior no final da partida. Fàbregas e Gallas acabaram levando a pior e estarão fora da temporada.

O Barcelona começou o jogo a mil por hora e perdeu, em menos de 10 minutos, três chances de matar logo a partida. Logo aos cinco minutos, o argentino Lionel Messi arrancou pela direita e chutou da entrada da área, para grande defesa do goleiro Almunia. Três minutos depois, Ibrahimovic desperdiçou bom cruzamento da direita e conclui por cima do gol, voltando a assustar os torcedores dos Gunners. Aos 13 minutos, novamente o atacante sueco chegou na cara do gol do Arsenal e perdeu clara oportunidade de abrir o placar. Ibrahimovic recebeu na entrada da área, mas Almunia fez bela defesa. Na sequência da jogada, Messi teve a chance, mas perdeu o gol.

A equipe comandada pelo técnico Josep Guardiola foi um pouco mais ameaçada pelo Arsenal a partir de então, mas continuou ditando o ritmo da partida. Aos 33 minutos, Ibrahimovic fez boa tabela com Messi pela esquerda e, da entrada da área, chutou errado, sem direção, desperdiçando outra chance. Aos 36 minutos, o goleiro Almunia, do Arsenal, foi novamente testado em um lance de muito perigo. Em cobrança de falta pela esquerda, Messi surpreendeu e chutou direto para o gol, cruzado, mas o goleiro fez firme defesa. No contra-ataque, os Gunners responderam bem: após cruzamento da direita, Bendtner recebeu e tocou na saída de Valdés, que defendeu a primeira. No rebote, o jogador do Arsenal acertou a trave – mas a arbitragem já parava o lance assinalava corretamente o impedimento.

A última chance da etapa inicial surgiu aos 43 minutos, de novo com Nasri, do Arsenal, que cruzou da esquerda em direção a Bendtner, mas Puyol afastou o perigo. Mas, no fim do primeiro tempo, o Barcelona teve grande supremacia: 15 finalizações contra apenas duas do Arsenal e 71% de posse de bola.

Na etapa complementar, a superioridade dos primeiros 45 minutos foi recompensada em menos de 30 segundos. Na primeira chegada do Barcelona, Ibrahimovic, que perdera vários gols no primeiro tempo, foi lançado, ganhou na corrida de Vermaelen e tocou com muita categoria, por cobertura, surpreendendo Almunia: 1 a 0.

Não demorou muito para o Barcelona chegar ao segundo gol e ficar ainda mais perto da classificação às semifinais da Liga dos Campeões. Aos 13 minutos, Ibrahimovic, de novo, foi acionado dentro da área e chutou no canto esquerdo de Almunia para fazer 2 a 0. Aos 23 minutos, o time de Londres esboçou uma reação. Bendtner se redimiu das chances perdidas e lançou Walcott pela direita. O jogador, que havia entrado no lugar de Nasri, chutou forte, cruzado, sem chances para Valdés, e diminuiu para 2 a 1, dando esperanças aos torcedores dos Gunners.

A esperança se tornou alegria incontida aos 38 minutos: Puyol derrubou Fàbregas dentro da área, e a arbitragem assinalou pênalti. Revelado nas categorias de base do Barcelona, Fàbregas cobrou firme, de forma certeira, e deixou tudo igual no placar, definindo o empate por 2 a 2. Puyol acabou expulso de campo e, assim como Piqué, não jogará a volta, que acontece na terça-feira que vem.

domingo, 28 de março de 2010

Favoritaço!

Com um novo show de Messi, o Barcelona vai às quartas (getty images)

O Barcelona venceu o Stuttgart por 4 a 0 nessa quarta-feira e garantiu vaga nas quartas de final da Liga dos Campeões. A equipe blaugrana não teve nenhum trabalho contra os alemães no Camp Nou e, com Messi inspirado — o argentino marcou duas vezes —, segue na disputa para conquistar o bicampeonato.

Pep Guardiola surpreendeu no começo da partida ao colocar Ibrahimovic no banco de reservas. O Barcelona foi a campo com o ataque formado por Messi, Pedro e Henry. E, logo aos 13 minutos, o time blaugrana mostrou que não daria espaço para o time alemão surpreender. Messi dominou a bola, levou para perto da área, de onde chutou forte para marcar um golaço.

Restava ao Stuttgart atacar, mas o time marcava mal e, aos 21 minutos, Messi deu um grande passe para Touré entrar pelo lado esquerdo da área. O marfinense cruzou rasteiro e Pedro, livre, só empurrou para o fundo do gol. Depois do segundo gol, a partida perdeu em ritmo e o primeiro tempo não guardou muitas emoções.

O segundo tempo continuou fácil para o Barcelona, que ampliou aos 15 minutos, mais uma vez com Messi. Pedro tocou para Daniel Alves, que de calcanhar rolou para Messi driblar o zagueiro e chutar rasteiro, de fora da área. A partida continuava fácil para o Barça. Aos 20 minutos, Pep Guardiola colocou Ibrahimovic no lugar de Busquets.

O Barcelona ainda teve várias chances de ampliar o placar, com Iniesta, Daniel Alves e Messi, mas foi Bojan que fez aos 44 minutos, logo depois de entrar em campo. Na sexta-feira, dia 19, acontecerá o sorteio para definir os confrontos das quartas de final da Liga dos Campeões

FICHA TÉCNICA
Barcelona: Valdés; Daniel Alves, Piqué, Puyol, Maxwell; Busquets (Ibrahimovic), Touré, Iniesta (Bojan); Pedro, Henry (Milito), Messi.
Técnico: Pep Guardiola

Stuttgart: Lehman; Molinaro, Celozzi (Marica), Nierdermeier, Delpierre; Trasch, Kuzmanovic, Khedira, Hleb; Pogrebnyak (Gebhart), Cacau.
Técnico: Christian Gross

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Saiu no lucro

O Barça fez um mau jogo, mas conseguiu um belo resultado (reuters)


Guardiola e Messi tiveram razão ao dizerem que a partida contra o Stuttgart seria muito dura. O Barça teve muitas dificultade na partida e se não fosse a má pontaria dos atacantes do time alemão e má vontade do árbitro - que deixou de marcar dois pênaltis existentes, o Barça poderia se complicar na eliminatória.

Guardiola mandou um time bastante defensivo à campo, com Touré, Xavi e Busquets fazendo o meio campo, e Iniesta no ataque pelo lado esquerdo. De fato, a escalação não surtiu efeito e o Barça tomou um sufoco dos grandes no primeiro tempo, mesmo tendo maior domínio de bola. O Barça encontrou forte resistência com a marcação muito adiantada do Stuttgart.

A primeira arrancada da partida foi do Barcelona. Logo aos quatro minutos, Messi disparou pela esquerda, cortou Molinaro e acabou escorregando depois de entrar na área, desperdiçando uma boa oportunidade de ataque para a equipe catalã. A resposta dos die roten veio oito minutos depois, aos 12: Molinaro disparou pela esquerda e, sem marcação, encontrou o brasileiro Cacau livre na área do Barça. O jogador até fez uma embaixadinha antes de arrematar, mas foi travado pelos zagueiros do time espanhol.

Tanta pressão acabou dando resultado aos 24 minutos, novamente com a jogada aérea. Gebhart fez um cruzamento preciso da direita, e o brasileiro Cacau, de cabeça, com força, não deu chances ao goleiro Victor Valdés e abriu o placar para o Stuttgart diante do atual campeão europeu.

Aos 28 minutos, os jogadores do Stuttgart reclamaram um pênalti em um lance duvidoso. A equipe alemã arrancou pela direita, e a bola bateu na mão de Maxwell, mas a arbitragem entendeu que o lance foi normal e mandou o jogo seguir. Aos 32 minutos, o Stuttgart teve mais uma oportunidade com Cacau. Em um rápido contra-ataque, o jogador disparou pela esquerda, se livrou da marcação adversária e chutou forte, de bico, para boa defesa de Victor Valdés.

A melhor chance do empate do Barcelona aconteceu no fim da etapa inicial, aos 40 minutos. Messi, mais uma vez, dominou na intermediária e arriscou de fora da área, para a ótima defesa do goleiro Lehman. A bola, caprichosamente, ainda tocou na trave.

Na volta do intervalo, Guardiola pareceu ter se tocado e finalmente mudou o seu meio campo. Henry entrou em campo no lugar de Touré. Com isso, o francês foi fazer o ataque pelo lado esquerdo e Iniesta, Xavi e Busquets voltaram a sua posição original. A escalação para ter dado certo e o Barça logo chegou ao gol de empate. Busquets cruzou, Piqué desviou de cabeça e Ibrahimovic chutou de primeira, para a defesa de Lehman. No rebote, o jogador tocou para as redes.

Até o fim da partida, a equipe catalã continuou com o domínio da partida, mas, satisfeita com o resultado, não se arriscou tanto.