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segunda-feira, 1 de abril de 2013

PSG x Barcelona

Pela segunda vez consecutiva, o sorteio da Uefa Champions League colocou frente a frente Barcelona contra Zlatan Ibrahimovic, que teve uma pequena passagem pelo clube blaugrana, de onde saiu de maneira controversa. Se na temporada passada seu Milan não conseguiu parar o tetracampeão europeu, dessa vez cabe ao sueco tentar levar o Paris Saint Germain à semifinal da principal competição europeia de clubes. Nas oitavas de finais, o clube da capital francesa eliminou um clube espanhol: vitória, no agregado, por 3x2 contra o Valencia. Mas os confrontos não teve um Ibrahimovic protagonista, muito pelo contrário. Expulso na partida de ida, quando ele passou em branco, coube a Pastore, Lavezzi e Lucas liderar os parienses.

Especialmente após eliminar o Milan, o Barcelona parece ter retornado à velha forma. O futebol total, que andava em modo lento, dá mostras que voltou com maestria e, como bem deixou claro o brasileiro Leonardo, diretor técnico do PSG, os azulgrenás são os favoritos para avançar de fase. Na última sexta-feira, o representante do Parc des Princes jogou para o gasto e derrotou o Montpellier por 1x0, gol de Gameiro. A derrota do Lyon para o Souchaux, no domingo, por 1x2, dá total liberdade à equipe de Carlo Ancelotti se concentrar nos confrontos contra o Barça.

Ao contrário dos catalães, o PSG não é um primor coletivo. A maioria das vitórias tem saído à base da invidualidade de seus principais jogadores, sobretudo Ibrahimovic, artilheiro do time na temporada com 31 gols. A velocidade de Lucas pela direita do 4-2-3-1 é uma arma importante da equipe, que costuma ter no brasileiro uma válvula de escape para a armação dos contra-ataques. No outro flanco, Ezequiel Lavezzi tem se destacado em âmbito europeu, onde é o principal goleador do PSG na LC, com cinco gols. No auxílio a Ibrahimovic, Javier Pastore, após um início opaco, atua mais à vontade, como nos tempos de Palermo.


Dizer que Ibrahimovic é uma ameaça real à zaga barcelonista é chover no molhado. Sem Puyol, que pode ficar de fora do restante da temporada, cabe a Piqué e Mascherano total atenção. Aliás, o argentino está a um cartão amarelo da suspensão, que poderia complicar a vida barcelonista visando o jogo da volta. Na esquerda, Jordi Alba irá precisar ser preciso como contra Di María no superclássico de outubro para encarar Lucas. Até por ser um lateral ofensivo, ele terá, acima de tudo, que contrabalancear suas subidas ao ataque para não deixar espaços ao brasileiro, que, certamente, também precisará marcar o espanhol nas jogadas ofensivas barcelonista.

Outra peça-chave para o Barça será Iniesta. O camisa oito jogará no setor do mapa da mina dos parienses: o lado direito da zaga, onde atua o fraco Christophe Jallet. Além dele, Villa é outro que cumprirá função importante. A versatilidade do Guaje oferece flexibilidade ao Barcelona. Tito pode orientá-lo a centralizar e puxar a marcação de Thiago Silva e Alex para Messi entrar em diagonal (um dos caminhos para a vitória contra o Milan) ou fechar o lado esquerdo do ataque. Na direita, Tello, com moral alta após a excelente partida na Galícia contra o Celta, deve ganhar a vaga de Alexis Sánchez e substituir Pedro, suspenso.

Contra dois jogadores velozes pela ponta e um dos melhores centroavantes do mundo, o Barcelona não pode deixar os franceses contra-atacarem. Trabalhar a bola com mais velocidade, acionar os ponteiros (para isso, Xavi on fire será primordial), aproveitando-se da carência do adversário na marcação pela bandas, é a chave para a vitória.

O pesadelo de todo o elenco do PSG certamente atende-se por Lionel Messi. Ibrahimovic, Thiago Silva, Lucas, Pastore e Lavezzi rasgaram elogios ao argentino antes do duelo. É provável que Ancelloti repita a "fórmula Inter-Chelsea-Celtic-Milan", com duas linhas de quatro protegendo a retaguarda de Sirigu para ilhar o camisa dez. Trocar de posição com frequência com Tello e cair pelo lado direito é essencial. A marcação frouxa do ex-blaugrana Maxwell não deve aguentar nem o catalão e muito menos o argentino. Com 56 gols na temporada, Messi voltou aos melhores momentos e deixou claro que "está animado e com boas sensações para enfrentar o PSG". Que o virtual campeão francês se cuide.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Balanço Final: As revelações

Iñigo Martínez, da Real Sociedad: autor de dois gols atrás da linha do meio-campo, foi a principal revelação da Liga BBVA 11/12 (Mundo Deportivo)

A temporada mostrou alguns jovens bastante talentosos. Encabeçada por Cuenca e Tello, que chamaram a atenção no Barcelona, o blog separou sete das principais revelações que a Liga BBVA 2011/2012 trouxe ao cenário futebolístico.

7) Ibai Gómez, Athletic Bilbao
Alternativa para os lugares de Iker Muniain ou Markel Susaeta no ataque, Ibai compôs bem o elenco ao longo de La Liga. Entrou 17 vezes em campo, apenas duas delas como titular, e serviu duas assistências. Todavia, seu brilho maior aconteceu durante a Liga Europa, quando foi decisivo contra Schalke 04 e Sporting, no jogo que qualificou os leones à final. Formado em pequenos clubes bascos, chegou ao clube em 2010, mas uma lesão no joelho atrapalhou sua progressão. Ganhou espaço com Marcelo Bielsa, que também ajudou a firmar outros bons nomes da safra /89, como Óscar De Marcos e Ander Iturraspe.

6) Antonio Luna, Sevilla
Também formado nas categorias de base do Sevilla, Luna fez sua primeira grande aparição durante a final da Copa do Rei em 2010. Na fogueira, precisou substituir Adriano e teve atuação consistente na partida que selou a conquista rojiblanca. Porém, contou com poucas chances na temporada passada, sendo emprestado ao Almería durante o segundo semestre. Sua redenção na Andaluzia começou em janeiro deste ano, quando tomou a titularidade na lateral esquerda. Bom no apoio ao ataque, também não deixa a desejar nos fundamentos defensivos. É outro que esteve no Mundial Sub-20 de 2011..

5) Thievy Bifouma, Espanyol
Nascido na França e com ascendência congolesa, Thievy defendeu o Strasbourg antes de aportar na Catalunha, em 2010. Começou nos juvenis, mas rapidamente passou à filial do Espanyol. Sua explosão, contudo, aconteceu em agosto, na decisão da Copa da Catalunha, na qual marcou três gols para garantir o título sobre o Barcelona. Depois da noite de gala, as aparições no primeiro time foram naturais. São 19 jogos na primeira divisão, a maioria como titular, bem como um tento e quatro assistências. Driblador, quase sempre entra pelo lado esquerdo do ataque. O bom trabalho com os periquitos valeu também uma convocação à seleção francesa sub-21.

4) Asier Illarramendi, Real Sociedad
Foram quatro temporadas servindo à Real Sociedad B até que Ilarramendi finalmente assegurasse um lugar na meia cancha da equipe principal. Depois de algumas aparições esporádicas, o volante definitivamente entrou no time em agosto, tornando-se titular. Nem mesmo uma contusão sofrida em novembro, que o tirou dos gramados por três meses, impediu sua progressão. Cão de guarda clássico, tem como pontos fortes as interceptações e as roubadas de bola, além de arriscar muitos chutes de longe. Vice-campeão do Europeu Sub-17 em 2007, hoje compõe a seleção sub-21 da Espanha.
 
3) Cristian Tello, Barcelona
Outro ponta lançado por Pep Guardiola, Tello tem sua trajetória toda enraizada no próprio clube. Está desde os 11 anos em La Masía, ainda que tenha passagem pelo Espanyol entre 2008 e 2010. Suas aparições no Barça B começaram na temporada passada e, depois de dois testes na Copa do Rei, passou a integrar o elenco principal a partir de janeiro. Titular em dez jogos do Espanhol, teve sua participação mais marcante no clássico contra o Real Madrid, embora tenha feito uma atuação abaixo das expectativas. Ambidestro, pode ser escalado tanto pela esquerda quanto pela direita. Titular durante o Mundial Sub-20 de 2011, também faz parte da seleção olímpica.

2) Isaac Cuenca, Barcelona 
Após ajudar o Sabadell conquistar o acesso à segunda divisão na temporada passada, Cuenca precisou de pouco tempo no time B para provar seu valor a Pep Guardiola. Estreou pela equipe principal na Liga dos Campeões e não sentiu o peso da responsabilidade. Somou seis gols e 12 assistências, além de 22 partidas como titular. Atua pelos dois lados do campo e demonstra grande qualidade em explorar a linha de fundo. Apesar da eliminação do Barça na Champions, foi um dos melhores em campo contra o Chelsea no Camp Nou. Faz parte da seleção sub-21 espanhola, mas não irá às Olimpíadas devido a uma lesão no menisco.

1) Iñigo Martínez, Real Sociedad
Trazido ainda jovem à cantera da Real Sociedad, fez duas boas temporadas com o time B, com o qual conquistou o acesso à terceira divisão. Sua guinada com a primeira equipe começou em agosto, quando agradou ao longo da pré-temporada. A impressão deixada foi tão significativa que se tornou titular na defesa desde o início de La Liga. Já o coração da torcida foi arrebatado com um chutaço dado ainda no campo de defesa que acabou nas redes do rival Athletic, logo em seu primeiro clássico. Mesmo sem ser muito alto (1,81 m), compensa pelo bom desarme, embora às vezes abuse das faltas. Em abril, porém, sofreu séria lesão no menisco e só retorna aos gramados em agosto.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Parado

Messi e Ibrahimovic passaram em branco e pouco apareceram no empate em Milão. Decisão fica para o Camp Nou (getty images)

Cercado de expectativas, o duelo entre Milan e Barcelona não chegou a cumprir as promessas de uma grande partida. Quem aguardava um jogo cheio de emoções, igual o da fase de grupos, teve de se contentar com uma partida em que pouquíssimas chances claras de gol aconteceram, para ambos os lados. A decisão fica para o jogo no Camp Nou, na terça que vem: qualquer empate com gols dá a classificação ao Milan, enquanto se o zero não sair do marcador leva a partida à prorrogação.

O Barcelona teve 62% da posse de bola, mas apenas três chances reais de gols. No jogo de ida das quartas-de-finais da Champions League, os azulgrenás tiveram a bola durante os 90 minutos, mas o insuficiente para bater a meta defendida pelo italiano Abbiati, ex-Atlético de Madrid. No 0x0 no San Siro, todos os elogios vão para a equipe de Milão. Massimiliano Allegri mandou a campo sua equipe no 4-3-1-2. Quando atacado, Boateng, que jogava no auxílio a Ibrahimovic e Robinho, na posição de trequartista, voltava para fechar a linha de três formada por Seedorf, Nocerino e Ambrosini. Os azulgrenás não conseguiam criar jogadas tão incisivas, já que o Milan fechava os espaços. Se, nas jogadas ofensivas, os rossonero mostram ser totalmente dependentes de Ibrahimovic, na parte tática a equipe é muito encaixada. A aplicação tática da equipe de Milão é louvável e digna de elogios.

A escalação inicial que Guardiola mandou a campo revela um ponto importante: mesmo tendo um plantel extremamente superior, o treinador teve respeito pelo atual campeão italiano. Abdicou de Fàbregas para colocar Keita, a fim de ganhar mais força na marcação. A preocupação quanto às jogadas aéreas também ficou clara com a presença do malinês, bom pelo alto. Mas soa como inexplicável a não entrada de Cesc à medida que os minutos passavam e o Barça controlava mais o jogo. Ao substituir Iniesta, Pep optou por Tello, jogador da base, que nem ficha na equipe A tem, ao invés do meio-campista. A imprensa catalã ainda não comentou nada sobre uma possível lesão ou algo como uma possível intriga nos bastidores. Inicialmente - e continua sendo -, a presença de Fàbregas os noventa minutos no banco de reservas tem a ver como uma opção técnica de Guardiola. De fato, o rendimento de Cesc tem sido baixo em relação ao seu início no Barcelona nos últimos jogos. Contudo, em determinado momentos do jogo sua presença seria fundamental: Xavi, Iniesta, Messi e Alexis Sánchez pouco chutaram a gol, um dos melhores atributos do camisa 4.

Em termos de ataque, Messi e Xavi foram os mais lúcidos, mas aquém do que podem fazer. Jogando às costas dos volantes, Messi não teve paz: quando dominava a pelota, Ambrosini e até Nesta saía de seu posicionamente original para tentar desarmá-lo. Caindo mais pela direita na primeira etapa, levou perigo à meta de Abbiati nos primeiros 15 minutos. Embora não estivesse em uma boa noite, suas arrancadas levaram os aficionados rossoneros a calafrios. Segundo Paulo Andrade, narrador dos canais Espn que transmitiu o jogo in loco, a cada drible de Messi próximo da área era possível perceber a expressão de nervosismo vindo dos torcedores. Os erros de La Pulga eram comemorados como gol.

Outra evidência clara é a temporada abaixo da média de Iniesta. Muito preso à esquerda, tem produzido pouco. As deveras lesões ao longo de 2011/2012 limita seu futebol, mas o fato é que também tem a ver com a parte tática. Mais adiantado à última linha, não aparece muito na fluência de jogo - que sobrecarrega mais Xavi. Hoje, quem jogou à Iniesta, mas com as atenções voltadas mais a parte defensiva, foi Keita. Nos outros jogos, Fàbregas, com quem reveza posição com El Albino, e Thiago Alcântara foram titulares por ali.

Por um lado, a linha defensiva não deixou a desejar. Mascherano e Puyol fizeram partidas seguras e foram importante na marcação a Ibrahimovic, que passou nulo. O argentino, aliás, foi o responsável direto pela marcação de Robinho, que também fez uma partida muito ruim. Na única chance real que teve, logo no início do jogo, o brasileiro desperdiçou frente a frente com Valdés. Piqué merece comentário à parte. Ainda não é o zagueiro da temporada passada, que foi eleito o melhor do mundo, mas parece disposto a voltar a ser. Hoje, mostrou atenção nas jogadas aéreas, foi soberbo na marcação a Ibrahimovic e voltou a aparecer em algumas jogadas ofensivas: em determinado momento do jogo, deu uma arrancada e tocou para Xavi tabelar com Alexis Sánchez e quase marcar.

Se Guardiola lamentou o empate sem gols e retornou a afirmar que o jogo no Camp Nou será terrível, ao menos a partida teve um gosto especial a Puyol. O capitão chegou a 549 jogos oficiais com o uniforme azulgrená e igualou Migueli como segundo jogador que mais entrou em campo pelo clube da Catalunha, sendo superado apenas por Xavi (617). A bandeira blaugrana estreou em 1999 contra o Valladolid. Van Gaal, treinador à época, o derreteu de elogios e resolveu mandá-lo a campo. Enquanto isso, as expectativas já se renovam para o jogo de volta entre as duas equipes. A eliminatória está aberta e a vida dos atuais campeões da competição não está fácil.

Já o Real Madrid...
... colocou um pé e meio na semifinal. Para ser justo, os merengues já estavam virtualmente na semifinal desde quando o sorteio definiu que o seu adversário seria o APOEL. José Mourinho inovou na escalação: iniciou o jogo com Sahin no lugar do ausente Xabi Alonso, suspenso. O turco não deixou a desejar: no primeiro tempo insonso do Real Madrid, foi dele as duas enfiadas de bola para Cristiano Ronaldo levar perigo ao gol do Apoel e o toque para o gol incrivelmente perdido por Benzema. Autor de dois gols, o francês faz sua melhor temporada na capital: são 28 gols e 13 assistências, números de atacante top.

Kaká merece menção honrosa. O brasileiro entrou quando o jogo parecia encaminhado ao empate sem gols e deu dinamismo às jogadas blancas. Marcou um gol e deu uma assistência preciosa para outro tento. Com o Bayern vencendo o Olympique de Marseille na França por 2x0, a probabilidade de Bayern de Munich x Real Madrid nas oitavas são enormes. Portanto, vem aí Robben, Real Madrid. O ex-merengue, que saiu chutado de Chamartín, deve estar sedento por vingança e disposto a deixar o Madrid fora da tão sonhada final.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Pintando o 7

"Piqué, quantos gols esse argentino aí na sua frente fez hoje?" (getty images)

Seria falta de ética comentar Barcelona 7x1 Bayer Leverkusen sem citar Lionel Messi. Mas, prometo: apenas esse parágrafo será direcionado ao gênio nascido na Argentina (ou em Marte?). Soa como engraçado isso, mas a atuação de Messi nem foi uma das melhores de sua carreira. Tudo bem, foram cinco gols, algo inédito em sua carreira, porém já houve atuações melhores de La Pulga com número de gols inferiores. Mesmo assim, caindo um pouco em contradição, Messi foi Messi. Atuação de gala e mais recordes pulverizados. Tornou-se o primeiro jogador a marcar quatro ou mais gols mais de uma vez em mata-mata de Champions; tornou-se o primeiro jogador a marcar cinco gols numa mesma partida de Champions; igualou os 49 gols de Di Stéfano na principal competição europeia.

E só. Todos os adjetivos que tenho para dar a Messi já os coloquei nesse texto aqui. É tão comum ver grandes jogos de Messi que tornou-se clichê utilizar as mesmas palavras para defini-lo. Portanto, a partir de agora, comentários apenas da atuação do Barcelona no Camp Nou. Com a Liga virtualmente perdida, resta a Guardiola concentrar as forças de seu plantel na Liga dos Campeões. Não que conquistar a Copa do Rei não seja tão importante, mas soaria como fracasso uma temporada no qual a melhor equipe do mundo conquiste apenas o terceiro torneio de maior importância. Os gols hoje saíram com naturalidade, mas partida por partida, no jogo de ida os azulgrenás estiveram com mais sangue nos olhos.

Fato esperado, obviamente. A vantagem conquistada na Alemanha deu ao Barcelona a condição de jogar mais relaxado na partida da volta. Atuação especial de Iniesta, cada vez mais voltando à velha forma. Se a temporada de El Albino tem sido abaixo de sua média, as últimas partidas podem marcar um novo rumo. Contra o Sporting Gijón, no último sábado, levou o Barcelona à vitória sem a presença de Messi. Hoje, ora no meio-campo, ora aberto à esquerda, foi responsável pelas jogadas de perigo do Barça na primeira rodada. Com o placar definido, foi sacado por Guardiola para a entrada de Tello.

O canterano, por sua vez, foi apresentado à Europa. O debut em âmbito europeu foi os dos mais sonhados pelo jovem. Com um doblete, ganhou mais moral com Guardiola e teve seu nome gritado pelos culés pela primeira vez. Nascido em Sabadell, vem conquistando uma vaga no elenco principal de grão em grão. Ao lado de Cuenca, que já foi efetivado exclusivamente a equipe A, é provável pensar no jogador como jogador do time principal na próxima temporada. O momento do canterano é muito bom. Com 10 partidas entre Liga, Copa e Champions, marcou cinco gols. O segundo gol contou com a falha de Leno, mas o primeiro teve um quê de prodígio. Recebeu um bolão de um Fàbregas cada vez mais à Xavi, avançou como um raio pela esquerda e chutou com categoria à esquerda do goleiro alemão.

Atuação destácavel também de Cesc Fàbregas. Revezando de posição com Iniesta e Messi, fez um primeiro tempo tímido, subindo de produção apenas nos 90 minutos finais, quando passou a jogar exclusivamente no meio-campo. A substituição de Xavi por Keita obrigou o camisa 4 a ser recuado à função de armação e, ali, vem brilhando nos últimos jogos. Assim como no compromisso da Espanha contra a Venezuela, deu duas assistências. Das notícias negativas, fica novamente a má noite de Pedro. O canário segue em má fase e não vai aproveitando a ausência de Sánchez. Afobado, perdeu duas ótimas chances de tirar a zica. Teve seu nome coroado pelo Camp Nou no final, mas sabe que faz uma temporada negra. Semana passada, afirmou que sua vaga nos 22 que vão à Eurocopa está em alerta.