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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Avante

Melhor jogador da Eurocopa-Sub21 ao lado de Thiago, Mata marcou dois e deu mais uma assistência (reuters)

De forma tranquila, a seleção espanhola sub-21 venceu a Ucrânia por 3 a 0 e garantiu uma vaga na semifinal da Eurocopa da categoria. A vaga nas Olimpíadas de Londres 2012, no entanto, ainda não está garantida: devido a eliminação da Inglaterra, que perdeu para a República Tcheca, a Espanha ainda terá pela frente a seleção da Bielorrúsia para, se vencer, confirmar a classificação ao torneio. Ao término da fase de grupos, a seleção de Luis Milla termina na primeira colocação com sete pontos, duas vitórias e um empate.

Contra a Ucrânia, a Espanha voltou a jogar em alto estilo. Novamente escalada no 4-5-1, os espanhóis não suaram muito para chegas às redes ucraniana. O meio-campo foi o principal setor novamente e ratificou a ideia de que a seleção espanhola está muito bem servida nesta posição. Thiago brilhou, Muniain deu mais dinâmica, Javi Martínez fortaleceu, Ander Herrera deu um toque especial e Mata decidiu: foram dois gols e mais uma assistência para Adrián marcar, contabilizando sua terceira no torneio, líder máximo no quesito. O jogador do Valencia, junto com Thiago Alcântara, está brilhando na competição e, para muitos, já pode ser considerado o melhor jogador desta Euro.

A chave da seleção de Luis Milla é ser uma versão "light" da seleção principal. Aplicados, concentrados e velozes, La Rojinha é disparadamente a seleção favorita a conquistar a Euro Sub-21. Ontem, a Ucrânia, bastante inofensiva, sofreu nas mãos dos comandados de Milla. Um pouco sumido na primeira etapa, Thiago acordou no segundo tempo e mostrou ser bastante decisivo quando explorado. O segundo gol de Mata, de pênalti, teve participação do meia do Barcelona. Outro jogador das canteras do Barcelona que vem fazendo belo torneio é o zagueiro Montoya. Seguro e perigoso nos escanteios ou faltas cobradas para a área adversária, Montoya já vem sendo comparado com Piqué.

Mas nem todos estão satisfeitos nos vestiários. Bojan, reserva de Adrián, está ganhando poucos minutos e "reclamou" abertamente com Luis Milla. Em três partidas, Bojan disputou apenas 20 minutos, o suficiente para, em declarações ao Marca, dizer que "tem potencial e que poderia ser aproveitado mais". A Espanha, campeã europeia sub-21 em 1986 e 1998, caminha firme para o tricampeonato e, na quarta-feira, fará sua primeira final, contra a Bielorrúsia.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Amargo no final

Thiago Alcântara foi eleito o melhor em campo pela Uefa, mas não evitou o empate da seleção espanhola na estreia na Eurocopa Sub-21 (getty images)

A Espanha Sub-21 estreou ontem na Eurocopa da categoria, que dá três vagas para as Olimpíadas de Londres, em 2012, contra a Inglaterra. Apesar de não ter jogado muito bem, a seleção de Luis Milla teve o controle de jogo durante boa parte dos noventa minutos, mas, em um descuido da zaga, acabou sofrendo o empate no final com gol deWelbeck. O próximo compromisso é na quarta-feira (15) contra a República Tcheca. Possivelmente, a equipe entrará pressionada por uma vitória, já que um possível revés a colocaria a um passo da eliminação.

Como previsto, o 4-3-3 especulado pela imprensa espanhola antes da partida tornou-se um 4-4-2, com Mata exercendo a função que costuma desempenhar no Valencia. Com liberdade para jogar, no entanto, o meio-campista sentiu um pouco o cansaço de fim de temporada, levando perigo às redes Fielding apenas em alguns lampejos. Javi Martínez, jogando no lugar de Busquets, que está com a seleção principal, foi bem na proteção a zaga, formada por Botía e Álvaro Domínguez. Tocando bem a bola, a Espanha chegava ao ataque e teve algumas chances depois do gol, em tentativas de penetração pelo meio. O sistema defensivo da Inglaterra conseguiu impedir os espanhóis de criarem chances claras. Sobre o tento, polêmica. Em um escanteio, a bola foi desviada para a segunda trave e Ander Herrera tocou para o gol. O replay mostrou que ele usou a mão no lance, irritando os jogadores da seleção inglesa

Adrián e Jeffren, a dupla de ataque, não se saíram bem. O barcelonista, não muito acostumado a jogar de segundo atacante, foi anulado por Betrand, enquanto Adrián, jogando de referência, foi peça-nula no ataque. O resultado dessas falsas mesclas se traduziu em uma escasses preocupante de ocasiões e profundidade. Faltou para a seleção espanhola mais pegada e, para isso, Canales, que foi cortado, fez falta. Seguros na defesa, os ingleses passaram a ter mais volume ofensivo. Chegando muito pelos lados do campo, o English Team teve duas chances pela esquerda com Danny Rose. O atacante Daniel Sturridge também teve boa chance antes do apito do intervalo.

Depois de terminar o primeiro tempo pressionando a Espanha, a Inglaterra voltou do intervalo cadenciando o jogo. Pouco conseguiu chegar à frente. A Espanha, aos poucos, passou a dominar a posse de bola. Muito por causa do bom futebol apresentado por Ander Herrera. Incansável, o novo jogador do Athletic Bilbao domou o meio-campo inglês, jogando um pouco mais atrasado do que de costume. Extremo direito no 4-2-3-1 do Zaragoza, Ander desempenhou papel à Borja Valero no Villarreal (ajudando na marcação e participando das armações das jogadas). Ao lado de Thiago Alcântara, que foi eleito o melhor em campo pela Uefa, e Didac Villà, que, mal aproveitado pelo Milan, confirmou sua volta ao Espanyol seis meses depois de sua saída, foram os que tiveram estreias aprovadas. Aos 43' do segundo tempo, Kyle Walker fez uma grande jogada pela direita, tocou para Danny Welbeck sozinho dentro da área tocar, colocado, no canto baixo do goleiro e sair para comemorar: 1 a 1.

Milla sabe que tem problema para escalar o ataque: no segundo tempo, promoveu as entradas de Dani Parejo e Bojan nos lugares de Jeffren e Adrian e o setor continuou improdutivo. Parejo, que foi confirmado no Valencia, também foi improvisado como segundo atacante. Diego Capel, opção no banco para a posição, acabou entrando mais recuado como de costume e confirmou a enrolada estreia de Luis Milla na Euro. Como disse Fran Villalobos para o Marca, "o técnico espanhol tem um trabalho pela frente para dar um onze inicial seguro para a seleção, caso não queira ter férias antes do desejado".

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Barcelona

Messi: ele é o cara do sempre líder Barcelona. Alguém vai encarar? (getty images)


Campanha
1ª posição. 16 jogos, 43 pontos. 14 vitórias, 1 empate, 1 derrota. 51 gols pró, 9 gols contra.

Técnico
Josep Guardiola. Com oito títulos em menos de dois anos de carreira profissional, Guardiola vai fazendo, como sempre, um ótimo trabalho. Após deixar de lado o 4-3-3 e implantar o módulo 4-1-2-1-2, com Messi de enganche, Pep vai vendo mais uma vez o Barcelona largar na frente pelos principais títulos. Prova disso é ver que, nesta metade da temporada, este Barcelona já supera aquele time de 2008-09, que terminou a temporada com a tríplice coroa. Nos bastidores, o catalão tem cumprido à risca seu discurso de trabalhar pelo futuro do clube. Rosell atendeu seus pedidos de reforma e amplicação do centro de treinamentos de La Masia, além de mais investimentos nas Canteras, o que tem contribuído para a maior profissionalização da sociedade e adaptação dos jovens ao futebol profissional. As expectativas de momento é que Guardiola renove por mais um ano seu contrato com o clube blaugrana. Rosell já chegou a declarar que, se quiser, Guardiola poderá trabalhar a vida inteira no clube azulgrená. Com carta branca para contratar, Guardiola já contará com Afellay, contratação do Barcelona para janeiro, para a partida contra o Levante e já avisou que quer encaixar o holandês no esquema, apesar de ter o time já montado.

Destaque
Lionel Messi. A maquina de fazer gols do Barcelona está numa fase perfeita. Autor de 58 gols em 2010, Messi é o melhor jogador do mundo hoje, mas o mau desempenho na Copa irá impedir a Pulga de conquistar o cobiçado prêmio por mais uma vez. Com 23 anos, Lionel Messi está no ápice de sua carreira. Atuando pelo Barcelona, Messi anotou nada menos que 58 gols em 54 partidas no ano que se encerra, conseguindo a incrível média de 1,07 gol por jogo. Na temporada 2010/11, o craque fez 27 gols em 24 jogos, sendo 17 no Campeonato Espanhol, seis na Liga dos Campeões da Europa, três na Supercopa da Espanha e um na Copa do Rei. Na temporada passada, a melhor da carreira de Messi, o jogador marcou 47 gols. Um mega craque. Um gênio. Iniesta e Xavi, concorrentes à Bola de Ouro FIFA ao lado de Messi, também seguem num momento bom e são os pilares deste Barcelona. Villa começou azedo, mas o seu futebol já começa a aparecer, e em momentos decisivos: o Guaje deixou um doblete contra Real Madrid e Espanyol. Já Pedro está numa crescente evolução e, a cada jogo, ajuda o Barcelona a conquistar resultados.

Decepção
Bojan. O canterano, que surgiu como um meteoro, parece ter parado no tempo. Após ver a evolução de Pedro no time principal, Bojan vem fazendo uma temporada opaca e timida e não aproveitou as chances que teve no time titular. A má fase, porém, parece ter acabado, quando El Principito foi o nome do amistoso da Catalunha diante de Honduras - 4 a 1, com dois gols e duas assistências do garoto. Com a chegada de Afellay, que deve jogar de atacante, Bojan terá que voltar à boa fase se quiser continuar ganhando chances no time titular. Quem também está fazendo menos do que pode é Piqué. Apesar de não comprometer e ter feito um superclássico impecável, mas falhar em quesitos como posicionamento, o zagueiro campeão mundial está abaixo do nível da última temporada, que o levou a ser considerado o melhor zagueiro do mundo. No início, falava-se que estes problemas teriam ligação com o impasse de sua má preparação pós-Copa. Keita também não consegue repetir as atuações brilhantes no Sevilla, que o levou ao Barcelona, quando jogava em um meio-campo em linha, mas com quatro jogadores, e não três, como na Catalunha. Além de ganhar poucas chances com Guardiola, o malines não as aproveita. Outra decepção é Adriano. Não pelo seu desempenho, mas sim porque raramente joga. Jogou duas vezes como titular e foi muito bem, mas é a última opção de Guardiola para a lateral-esquerda.

Perspectiva
Tríplice Coroa. Após o início opaco, que levaram dúvidas quanto a seu desempenho, o Barcelona está no ápice da boa forma na temporada. Os preparadores físicos do time já avisavam que o time chegariam ao seu auge entre o fim de novembro e o começo de dezembro. Na Champions League, o Barcelona terá a difícil missão de passar pelo Arsenal, que vive um ótimo momento. Mas vale lembrar que, na temporada passada, foi este mesmo Arsenal que saiu da Champions League com um agregado de 6 a 3 contra o Barcelona. Caso passe pelo Arsenal mais uma vez, a confiança e a moral barcelonista subirá. Bicampeão espanhol em maio, o time do técnico Pep Guardiola disputou 39 jogos pelo torneio em 2010 e venceu 33, com um aproveitamento de 88,03% dos pontos. Ao marcar cinco gols contra o Espanyol, os azulgrenás chegaram a expressiva marca de vinte e seis gols nas últimas cinco partidas. Feito que não acontecia desde 1959, com o Real Madrid de Di Stefano. Em 2010-11, o Barça entrou em campo 25 vezes (16 pelo Campeonato Espanhol, seis pela Liga dos Campeões e três pela Copa do Rei) e anotou 72 gols. Uma média de quase três gols por partida. De uma delicadeza futebolística que ninguém se lembra de ter visto até o momento. E a pergunta fica no ar: o que falta acontecer?

sábado, 1 de maio de 2010

Pode carimbar

Após a vitória no dérbi contra o Real Madrid, eu usei como título da matéria do jogo, que "o título está mais perto". Mas não "estava" como "todos" esperavam. Duas rodada após o superclássico, o Barcelona disputou o derby barceloní e tropeçou na tática de Mauricio Pochettino. O clube azulgrená só empatou por 0 a 0 e viu o Real Madrid voltar a encostar, ao vencer o Valencia pelo placar de 2 a 0.

Neste sábado, o Barcelona viajou até a Comunidade Valenciana para disputar um dos jogos mais difíceis da reta final de campeonato: os blaugranas iriam enfrentar o Villarreal, no El Madrigal.

Contra o Villarreal, Pep Guardiola optou por Bojan no lugar de Ibrahimovic. E o garoto brilhou, ao lado de Messi (getty images)

A semana do Barcelona não era nada favorável para o confronto difícil contra o Villarreal. Na quarta-feira, o time havia sido eliminado em pleno Camp Nou da UCL. A participação de Xavi pro jogo contra o Villarreal foi uma icógnita. Ele se recuperou à tempo e entrou na lista de final, mas com dúvidas sobre se começaria ou não como titular.

Como disse Júlio Gomes, no blog dele, a escalação do técnico do Villarreal, José Garrido, contribuiu muito para a vitória do Barça. Ele escalou um time com Ibagaza, Cani, Cazorla, Nilmar e Rossi. Todos jogadores ofensivos. Jogar assim contra o Barcelona é a mesma coisa que se auto suicidar.

A ideia do Villarreal era surpreender, agredir e, claro, ganhar do Barcelona. Nilmar teve duas chances claríssimas nos primeiros minutos, perdeu as duas. E aí o Barça passou a dominar o meio-de-campo. Com uma diferença básica: contra um time sem jogadores pegadores, sem marcação dura. O resultado foram os três gols no primeiro tempo, todos eles saindo dos pés do melhor meio-campista do mundo: Xavi. A "icógnita", como citado no meio do post, brilhou muito e contribui veementemente para o resultado. Primeiro ele deixou Messi na cara do gol. Depois fez um golaço de falta. E ainda deu outra assistência, para Bojan marcar um que também foi um primor. Em um tempo, jogo decidido. Não à toa uma das chaves de Mourinho foi justamente anular Xavi. O Villarreal não passou nem perto de fazer isso.

No segundo tempo, os amarillos se acertaram. Entrou em campo Marcos Senna para deixar o meio mais sólido. Com a acomodação do Barça, o time da casa passou a jogar melhor e veio o gol. No momento de maior pressão, Xavi resolveu de novo, dando um passe magnífico para Daniel Alves cruzar e Messi marcar. No meio disso tudo, uma lambança do árbitro, que deu dois amarelos e não expulsou Busquets (vai dar uma polêmica danada). Segundo o jornal sport, Teixera Vitienes computou o cartão na súmula como dado para Llorente, que reclamou com o árbitro por causa da "cera" de Busquets. O Barça terá na reta final, apenas um jogo de risco, que é contra o Sevilla, no Ramon Sanchéz-Pizjuan, na próxima semana. Além deste confronto, irá encarar Tenerife, na terça-feira, e Valladolid, daqui a duas semanas, no Camp Nou.


Decidindo

Bojan: como titular no lugar de Ibrahimovic, marcou novamente (AP)

A escalação de Bojan no time titular não surtiu como um ato de surpresa no mundo barcelonista. Parte da torcida culé parece ter perdido a paciência com Ibrahimovic. Numa votação do Mundo Deportivo em que pedia o time titular ante o Villarreal, os mais votados foram: Valdés; Dani Alves, Puyol, Piqué, Maxwell; Touré, Busquets, Xavi; Pedro, Messi, Bojan. Com exceção de Keita no lugar de Touré, todos os outros 10 nomes eleitos na votação foram à campo.

Hoje, além do gol, Bojan participou diretamente de muitas jogadas de perigo do Barcelona. O garoto, que quase foi heroi da classificação do Barça na UCL, mas teve seu gol anulado, já soma, com o tenho de hoje, 9 gols na temporada. Todos no Camp Nou. Bojan parece ter recuperado o bom futebol que o mesmo apresentou na pré-temporada e no início da temporada, quando se lesionou e ficou de fora por 3 semanas.

Marcou o primeiro gol do Barça nesta Liga Espanhola, contra o Sporting Gijón, no dia 31 de agosto; marcou 2 gols contra o Cultural Leonesa pela Copa del Rey, no dia 10 de novembro; voltou a marcar durante muito tempo na vitória contra o Stuttgart, no dia 17 de março; 1 contra o Osasuna, no dia 24 de março; 2 contra o Athletic Bilbao, no dia 3 de abril; 1 contra o Deportivo, no dia 14 de abril; e por fim 1 no jogo de hoje contra o Villarreal.

O gigante cai!

Jogadores do Barça parecem não acreditar: favoritaço ao bí-campeonato, o gigante cai e não irá à final (AP)

A Inter foi para o Camp Nou com uma boa vantagem diante do Barcelona, já que vencera a partida de ida das semifinais da Liga dos Campeões por 3 a 1. O que não surpreendeu ninguém foi a forma como o Barcelona começou a partida, jogando em cima dos italianos. Nos primeiros 20 minutos, o Barça teve 81% de posse de bola. É bem verdade que, durante esse período, aconteceu apenas uma chance boa de gol para os blaugranas. Aos dois minutos, Pedro recebeu passe de Messi e chutou de fora da área, a bola passou perto do gol de Júlio César.

Pedro mais uma vez levou perigo para o gol da Inter aos 22 minutos, quando chutou de primeira após cruzamento de Daniel Alves. A bola passou pertinho da trave. O jogo seguia sob domínio espanhol, mas a Internazionale estava com uma marcação implacável. Só que, aos 27 minutos, após falta em Busquets, Thiago Motta recebeu o cartão vermelho. O brasileiro colocou a mão no rosto do espanhol, e o árbitro entendeu como agressão.

Como era de se esperar, a expulsão fez com que o Barcelona aumentasse a pressão. Aos 32 minutos, Messi fez grande jogada na entrada da área e chutou para excepcional defesa de Júlio César que, com a ponta dos dedos, mandou para escanteio. Seis minutos depois, Daniel Alves recebeu dentro da área e rolou para Ibrahimovic. O sueco chutou em cima de Samuel.

A última chance do Barcelona na primeira etapa foi de Ibrahimovic em cobrança de falta. A bola foi para fora. Na segunda etapa, o Pep Guardiola apostou na entrada de Maxwell no lugar de Gabriel Milito. Mas o panorama da partida seguiu o mesmo. Barcelona com maior posse de bola, mas sem conseguir criar chances muito claras de gol.

Apesar de estar muito marcado, as principais chances do Barça foram com Messi (reuters)


Guardiola ainda trocou nos primeiros 20 minutos Ibrahimovic e Busquets, por Bojan e Jeffrén. Aos 36 minutos, o Barcelona criou sua melhor chance no segundo tempo. Messi cruzou para Bojan, que cabeceou forte. A bola triscou a trave de Júlio César. Dois minutos depois, o time espanhol trocou passes na frente da área. Xavi encontrou Piqué, que deu um belo drible para enganar Córdoba e Júlio César e tocou para as redes: 1 a 0 Barcelona. Faltavam menos de 10 minutos para o fim da partida. E a pressão aumentou. Aos 41 minutos, Xavi chutou forte para defesa de Júlio César, no lance seguinte, mais uma defesa do goleiro brasileiro, após chute de Messi.

O árbitro apontou quatro minutos e, logo aos 46 minutos, Bojan marcou para o Barça, mas o gol foi anulado, já que Touré tinha tocado com a mão no início da jogada. Depois disso o Barcelona não conseguiu marcar o segundo gol, que daria a classificação para o time blaugrana. Ao final da partida, Mourinho correu para celebrar a classificação, o que, na "cabeça" de Victor Valdés, foi gerado como uma "provocação". Valdés até chegou a discutir com Mourinho, mas não tinha força, por causa da "decepção". Segundo dados do jornal catalão Sport, os jogadores da Inter exageraram demais na comemoração... nos vestiários!

Levantar a cabeça
A torcida culé acreditava fielmente numa remontada histórica. O mosaico na entrada das equipes a campo demonstrava muito bem a confiança. Foco de uma jogada polêmica, o gol anulado de Bojan, no final do jogo, o meio-campista Yaya Touré criticou a decisão do árbitro Frank de Bleeckere, que anulou a jogada por suposto toque de mão seu.

Sábado, contra o Villarreal, o Barça volta a campo para mais um jogo decisivo na temporada. Se vencer, poderá dar um passo enorme para a conquista da Liga. Porém se perder, irá se complicar muito na Liga.

domingo, 28 de março de 2010

Favoritaço!

Com um novo show de Messi, o Barcelona vai às quartas (getty images)

O Barcelona venceu o Stuttgart por 4 a 0 nessa quarta-feira e garantiu vaga nas quartas de final da Liga dos Campeões. A equipe blaugrana não teve nenhum trabalho contra os alemães no Camp Nou e, com Messi inspirado — o argentino marcou duas vezes —, segue na disputa para conquistar o bicampeonato.

Pep Guardiola surpreendeu no começo da partida ao colocar Ibrahimovic no banco de reservas. O Barcelona foi a campo com o ataque formado por Messi, Pedro e Henry. E, logo aos 13 minutos, o time blaugrana mostrou que não daria espaço para o time alemão surpreender. Messi dominou a bola, levou para perto da área, de onde chutou forte para marcar um golaço.

Restava ao Stuttgart atacar, mas o time marcava mal e, aos 21 minutos, Messi deu um grande passe para Touré entrar pelo lado esquerdo da área. O marfinense cruzou rasteiro e Pedro, livre, só empurrou para o fundo do gol. Depois do segundo gol, a partida perdeu em ritmo e o primeiro tempo não guardou muitas emoções.

O segundo tempo continuou fácil para o Barcelona, que ampliou aos 15 minutos, mais uma vez com Messi. Pedro tocou para Daniel Alves, que de calcanhar rolou para Messi driblar o zagueiro e chutar rasteiro, de fora da área. A partida continuava fácil para o Barça. Aos 20 minutos, Pep Guardiola colocou Ibrahimovic no lugar de Busquets.

O Barcelona ainda teve várias chances de ampliar o placar, com Iniesta, Daniel Alves e Messi, mas foi Bojan que fez aos 44 minutos, logo depois de entrar em campo. Na sexta-feira, dia 19, acontecerá o sorteio para definir os confrontos das quartas de final da Liga dos Campeões

FICHA TÉCNICA
Barcelona: Valdés; Daniel Alves, Piqué, Puyol, Maxwell; Busquets (Ibrahimovic), Touré, Iniesta (Bojan); Pedro, Henry (Milito), Messi.
Técnico: Pep Guardiola

Stuttgart: Lehman; Molinaro, Celozzi (Marica), Nierdermeier, Delpierre; Trasch, Kuzmanovic, Khedira, Hleb; Pogrebnyak (Gebhart), Cacau.
Técnico: Christian Gross