*A LFP marcou a partida para um horário inédito: 23h. O fato desagradou a diretoria do Atlético de Madrid, que, quatro dias depois, irá disputar a final da Supercopa da Uefa contra o Chelsea. Os colchoneros ameaçaram entrarem em greve e tiveram o reforço de mais 12 clubes, incluíndo o Athletic Bilbao. Inicialmente, a rodada está confirmada, mas haverá uma reunião entre os clubes e a federação nesta semana para decidir.
Futebol espanhol, Campeonato Espanhol, Seleção Espanhola, Copa del Rey, Liga Adelante, Canteras
sábado, 11 de agosto de 2012
Temporada de afirmação
*A LFP marcou a partida para um horário inédito: 23h. O fato desagradou a diretoria do Atlético de Madrid, que, quatro dias depois, irá disputar a final da Supercopa da Uefa contra o Chelsea. Os colchoneros ameaçaram entrarem em greve e tiveram o reforço de mais 12 clubes, incluíndo o Athletic Bilbao. Inicialmente, a rodada está confirmada, mas haverá uma reunião entre os clubes e a federação nesta semana para decidir.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Os pecados da Espanha nas Olimpíadas
sábado, 26 de maio de 2012
O Barcelona de sempre
quinta-feira, 10 de maio de 2012
O Real Madrid inspirou o Atlético de Madrid
Por exemplo, o estilo de jogo dos Leones passa necessariamente pelo encaixe de seus meio-campistas. Em Bucareste, Ander foi decepção, pois não criou nada, mostrou-se nervoso, errou finalizações bobas e foi substituído cedo. Assim, Llorente passou despercebido e foi presa fácil para Miranda, que, talvez, fez sua melhor partida na temporada e na carreira no Atlético de Madrid. Susaeta, pela direita, foi anulado por um Filipe Luís que cada vez parece mais com aquele do Deportivo La Coruña que quase acabou contratado pelo Barcelona. Apenas Muniain tentou e teve (pouco) sucesso. A entrada de Ibai Gómez e Iñigo Pérez no segundo tempo foi uma alternativa de Bielsa para colocar velocidade pelos flancos do campo. Com o meio-campo congestionado, as inflitrações seriam necessárias para bater a meta de Courtois.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
O dilema de Ander Herrera
Confirmado como titular da final da Liga Europa mais tarde, Ander Herrera vive sob dúvidas nos últimos dias. O meio-campista faz uma temporada que sonhava quando resolveu sair do Zaragoza e assinar com o Athletic Bilbao. Além de estar na final da competição europeia e da Copa do Rei, ganhou o aspecto de peça-chave do esquema de Marcelo Bielsa, participando de 46 jogos na temporada. Mas essa marca tem ganhado uma sombra negativa que leva a comissão técnica e o departamento médico do Athletic Bilbao à preocupação.domingo, 25 de março de 2012
Muito difícil
Iñigo Pérez, por outro lado, mantém uma visão otimista. O meio-campista citou que há muitos jogos ainda pela frente, mas afirmou que o sentimento do vestiário é de pessimismo e dor. Com mais nove jogos a serem disputados, é muito difícil acreditar que os leones ainda possam alcançar o quarto lugar. Por mais que a disputa esteja muito embolada, os últimos resultados do Málaga quebra o protocolo de que até o Rayo, na 11ª colocação, poderia sonhar com a competição europeia. A única situação imaginável é Levante ou Osasuna (ou até mesmo o Espanyol) roubando a vaga da equipe blanquiazul, que, aliás, chegou aos mesmos 47 pontos do Valencia. Até o Atlético de Madrid de Simeone está numa situação delicada. Hoje, perdeu em Aragão para o lanterna Zaragoza.
Porém, o canterano basco, em sua declaração, condicionou uma possível vaga a um fato importante: o Athletic Bilbao precisa de uma sequência de vitórias para manter o sonho vivo. É esse fato, entretanto, que quase liquida as chances de retornar à Champions. A campanha feita pelos leones na competição não reserva grandes sequência de vitórias. Apesar de ter ganho os holofotes nas últimas semanas pelo excelente futebol desempenhado na eliminatória contra o Manchester United na Liga Europa, quem acompanha o futebol espanhol sabe que o Athletic Bilbao tem feito uma competição muito irregular. Acreditem: a maior sequência de vitórias da equipe de Bielsa foram duas, em outubro. Exatamente as duas primeiras: venceu a Real Sociedad e, no final de semana posterior, o Osasuna. A equipe vive de altos e baixos e não dá pinta de que vá engrenar justo nessa reta final.
Muito disso passa pela fase do elenco. O plantel é limitado e criou-se uma Llorentedependência absurda, que tem-se evidenciada nos últimos confrontos. O treinador argentino ainda não achou soluções para a ausência do centroavante. Sem escolhas, chegou até a improvisar Susaeta na derrota de semana passada para o Valencia, por 3x0, na Catedral de San Mamés. As múltiplas lesões musculares condicionam a temporada do principal centroavante do elenco, que, quando apto, já provou ser muito mais do que essencial. Os bascos também sofrem por terem vários atletas com um desempenho abaixo do ideal: San José, principalmente, Toquero e Iraola foram acometidos por esse mal. Poucos são os jogadores de destaque: apenas Muniain, Ander Herrera, De Marcos e Llorente fazem temporadas aceitáveis e de elogios.
Atualmente, o mais importante para o Athletic Bilbao é apostar suas fichas na Liga Europa, ainda mais após a classificação perante os Reds Devils. Nas quartas-de-finais, os bascos encararão o bom time do Schalke 04, terceiro colocado da Bundesliga e comandado por Raúl e Huntelaar, que, durante seu pequeno período no Real Madrid, marcou duas vezes ante os leones. O clube tem dois trunfos na maga: a imprevisibilidade do mata-mata e o técnico Marcelo Bielsa, que mostrou no último jogo que entende do torneio. Além disso, o Athletic tem pela frente mais uma final de Copa do Rei contra o Barcelona. Mais do que nunca, são nas duas competições que El Loco e seus comandados devem se apegar.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Os Xavis rojiblancos
Ander Herrera disputa bola com Ashley Young. O cérebro do Athletic Bilbao tem sido comparado com Xavi (getty images)Mas o vencedor da noite foi o Athletic Bilbao. Apoiado por oito mil torcedores, foi capaz de um feito histórico em Old Trafford. Os leones se impuseram contra o Manchester United e, mesmo saindo em desvantagem no marcador, demonstraram qualidade suficiente para obter triunfo por 3 a 2. Agora, Alex Ferguson e seus comandados terão que se virar diante de 40 mil pessoas no estádio San Mamés se quiserem a classificação na próxima quinta-feira. O clube se agigantou e confirmou duas certezas: tem um elenco com jovens bastantes promissores que podem tornarem-se tops no futuro e a segunda e mais importante é que tem condições de disputar competições de alto nível. Na briga e favorito para copar uma das vagas na próxima Liga dos Campeões no Campeonato Espanhol, a vitória em Manchester volta a ratificar que a equipe tem poderio suficiente para fazer bonito.
Daniel Leite, colunista de futebol inglês para o portal IG, tocou no ponto certo em sua análise da partida: nada disso é acaso. Além da elogiável concepção de futebol, Bielsa é profissional e detalhista a ponto de ter assistido a 126 horas de seu time em ação para traçar perfis do elenco e conhecer um terreno que se apresentou como um desafio inédito em sua carreira. Uma das inspirações de Pep Guardiola, o argentino é valorizado agora pela capacidade de implantar ideias que fogem ao trivial mesmo em equipes com recursos bem mais escassos que os do Barcelona. E, assim, o Athletic lembra em certos pontos o Barcelona. Já citei isso em alguns textos, mas é sempre bom lembrar: a marcação pressão, a procura pela posse de bola e os habituais ataques em bloco elevam os bascos a condição de equipe que, excetuando Barça-Madrid, joga o futebol mais belo do país das touradas. As atuações de Muniain, De Marcos, Javi Martínez, Susaeta, Llorente e Ander Herrera foram destacáveis.
Entretanto, quem mais chama a atenção é o último nome. Ander Herrera é, para o Athletic Bilbao, o que Xavi é para Barcelona. Ele é o cérebro da equipe. Dita o ritmo do jogo, tem a paciência para fazer a bola rodar, sabe a hora de cadenciar e põe seus companheiros em condições de gol. O xodó de Marcelo Bielsa faz uma temporada irretocável. Após passar por apuros no Zaragoza, sendo destaque de uma equipe limitada, e ter sido um dos nomes da Espanha campeão europeia sub-21 no verão, chegou ao Bilbao com status. Com 21 anos, caminha para ser realidade. As 9 assistências na temporada confirmam a importância sua à equipe. O meio-campista é ótimo em posicionamento, passe e marcação e joga como se tivesse uma década de profissional. Se aprender a marcar gols, vai marcar época.

No Atlético de Madrid, o Xavi atende por Koke
Voltamos à vitória do Atlético. Que assistência linda o jovem Koke deu para Salvio marcar. Até brinquei no twitter na hora: lembrou Xavi lançando e Messi marcando de cavadinha. Em certos pontos, comparações são exageradas e nem é meu tipo querer fazê-las. Koke já havia sido uma das revelações da Liga passada. Há muitos anos em Madri fala-se nele, volante com características de armador e que queimava etapas nas categorias de base colchoneras. Lançado durante a temporada 2010/2011 no Atlético de Madrid, mostrou personalidade e colaborou na campanha de recuperação que culminaria em vaga na Liga Europa. Com Simeone, tem ganhado mais moral e chances. Jogado mais adiantado, participa das trocas de passes da equipe. Na Liga Europa, aparece mais. Koke é um meio-campo central dos mais cerebrais. É o futuro do Atlético de Madrid.
Nas divisões de base, sempre foi destaque, seja por Atlético de Madrid ou pela seleção espanhola. Em 2008, havia sido o regente, ao lado de Thiago Alcântara, da Fúria Sub-18 campeã europeia. Há uma semana, entrou em campo contra o Egito e deve ser nome certo no grupo que vai aos Jogos Olímpicos. Bem talentoso, impressiona quase sempre que entra nesta temporada. Com 19 anos, já é xodó da torcida e, mesmo sendo reserva, tem 5 assistências. Já é uma industria espanhola fabricar meias cerebrais. Dos promissores, fica o exemplo: Thiago Alcântara, Canales, Ander Herrera...
Alguns colchoneros já pedem sua presença na seleção de Del Bosque. Talvez não seja para tanto, até pelo fato do setor estar povoado de jogadores de níveis superiores. Mas, dependendo de sua evolução e liderança nas divisões inferiores espanholas, é provável imaginar o nome de Koke em alguma das próximas convocações do treinador madrilenho.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Volta por cima
Entretanto, os primeiros jogos de El Loco no comando técnico bilbaense não foram agradáveis. A equipe começou a Liga num ritmo lento, perdendo três e empatando dois nos primeiros cinco jogos. O fato de somar apenas dois pontos em 15 disputados começou a deixar a torcida com um pé atrás com o argentino, que, por sua vez, manteve-se tranquilo e pediu sequência, necessário em um trabalho como esse. O divisor d'águas para Bielsa veio exatamente naquele que os aficionados consideram um dos jogos mais importantes da temporada: o dérbi basco. Contra a Real Sociedad, que à época era a equipe sensação da Liga, um doblete de Llorente em pleno Anoeta deu uma vitória que mudou os rumos de Bielsa e do Athletic Bilbao na temporada.
Hoje, quatro meses após o dérbi, o Athletic Bilbao é outro. Ao golear o Mirandés por 6 x 2, garantiu o retorno à final da Copa do Rei, três anos depois de ser vice-campeão perante o Barcelona. Não bastasse isso, os leones também garantiram automaticamente uma vaga nas competições europeias em 2012/2013. Na Liga, ocupa a 6ª posição e é um candidato real a tomar a vaga do Levante na zona de Champions League. Atualmente, o único time que duela de igual para igual com os leones é o Atlético de Madrid, apesar de Espanyol, Osasuna e Málaga também estarem vivos.
A sensação é de evolução. É difícil basear-se num jogo contra um adversário inferior em todos os aspectos, mas o Athletic que despachou o Mirandés o fez com louvor. Sem nenhum poupado, deu uma aula de futebol à equipe da Segunda División B. A troca de passes no meio-campo e as tabelas frente à área do Mirandés enlouqueceram a equipe do treinador Carlos Pouso, que foi sucumbindo à medida que o jogo passava. Quanto mais forçava, mais o Athletic ficava perto do gol. E os trabalhos iniciou-se cedo, com Muniain marcando aos 10. Foi um recital. Iturraspe, Ander Herrera e De Marcos formam um excelente trio de meio-campo, enquanto Susaeta, Llorente e Muniain se completam na frente. O centroavante recuperou a forma do primeiro semestre de 2011 e faz 2012, por ora, impecável.
Bielsa implantou no Athletic Bilbao uma característica fundamental que, pelo visto, o elenco parece ter se adaptado com completo: a marcação pressão. Com três jogadores pressionando o adversário, a bola é recuperada com facilidade e fica com os jogadores. A posse de bola também aumentou consideravelmente em relação à temporada passada. Há duas semanas, quando foi goleado pelo Real Madrid, o Athletic saiu do Bernabéu com 52% da posse de bola. Bielsa já avisou: o objetivo não é jogar a final da Copa, e sim ganhar. Seja contra quem for. A vocação ofensiva e a marcação pressão que pode chegar a diminuir a posse de bola do Barcelona (58% foi a posse do Barça no confronto do San Mamés, no primeiro turno) podem levar o Athletic ao título.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Espanhóis em alta na Liga Europa
Falcão García: o colombiano desencantou e ajudou o Atlético de Madrid a seguir bem na Liga Europa (getty images)Colchoneros arrasadores
Não há outro adjetivo capaz de descrever o primeiro tempo do time colchonero senão "arrasador". Sem dar espaços e nem chances de gol para o time italiano, que jogava sem seu artilheiro Di Natale, o Atlético de Madrid foi amplamente superior ao segundo colocado do Campeonato Italiano. Logo aos cinco minutos, Falcão Garcia arriscou de longe, inesperadamente, para defesa do goleiro Handanovic, que foi pego no susto. Dois minutos depois, a consagração viria quando Adrián recebeu na entrada da área e invadiu, fintando a marcação e batendo com propriedade para o fundo das redes, sem que o goleiro esloveno pudesse reagir.
O gol precoce só inspiraria ainda mais o time madrileño, que chegou perto de aumentar a vantagem aos nove, quando Diego bateu escanteio e Falcão cabeceou da primeira trave para o desvio providencial de Domizzi. Atacando rápido e praticamente sem marcação, os rojiblancos ampliaram logo aos doze minutos, quando mais um golaço foi marcado. Falcão Garcia tocou de qualquer maneira, Antonio López deu um lindo passe de primeira e novamente Adrián apareceu para marcar o segundo. A marca registrada do início de primeiro tempo do Atléti eram os passes rápidos, com Diego controlando o meio-campo e Falcão Garcia e Adrián abrindo dos dois lados para armarem as boas chances ofensivas.
A Udinese esboçou uma reação e quase diminuiu aos 23, mas acabou perdendo o ímpeto graças à força dos colchoneros, que não desistiram de pressionar e foram em busca do resultado com base nas tabelas. E assim saiu o terceiro gol, quando Diego deixou a bola nos pés de Adrián e partiu. Nesse momento, Falcão recebeu e não titubeou para devolver ao artilheiro da noite. No último passe, Adrián deixou Diego na cara do gol para marcar e fechar o primeiro tempo de luxo do Atlético de Madrid.
A estratégia adotada pela Udinese no segundo tempo foi a mesma de todo clube que tem dificuldades para sair jogando: apertar a marcação e buscar os contra-ataques. O problema é que o time espanhol marcava bem e a última coisa que restava eram espaços. Depois de quase consolidar a goleada com Arda Turan aos 11' do segundo tempo, o Atlético de Madrid se aproveitou da ofensividade italiana para fazê-lo. E foi dos pés de Falcao Garcia, que já estava merecendo marcar, aos 22', após o colombiano cortar o brasileiro Danilo e ficar livre na área para mandar por cima de Handanovic, marcando o quarto gol.
Em mais uma falha de marcação de Danilo, o time de Manzanares quase aumentaria o placar. No contragolpe, Falcão fintou o brasileiro e dividiu com Domizzi. A bola sobrou para Koke, que havia acabado de entrar e quase marcou o quinto gol colchonero. Aos 30', outra oportunidade desperdiçada pelo colombiano, que disparou um petardo com o pé esquerdo e obrigou o esloveno a praticar uma defesa difícil. Nos últimos minutos, depois de pressionar e não conseguir aumentar a contagem, o Atlético de Madrid tocou a bola de lado e aguardou o apito final, sem sustos.
Com o resultado, o Atléti fica na ponta do Grupo I com sete pontos somados, mesmo número da Udinese, que marcou dois gols a menos no confronto direto - critério de desempate da competição. Nos terceiro e quarto lugar, respectivamente, seguem o Celtic, com cinco pontos e o Rennes, que paralisou nos dois. Ainda nessa quinta-feira, os escoceses venceram por 3 a 1.
domingo, 26 de junho de 2011
A cereja do bolo
Excelente geração espanhola deixou boa imprensão na Euro Sub-21, coroada com o título invicto da competição (AS)A seleção alpina chegava à final com múltiplas possibilidades de criar problemas à Espanha. Afinal, a base desta seleção, que promete dificultar a vida das principais seleções nas Olimpíadas, é a mesma que ganhou o Mundial Sub-17 em 2009. Porém, a qualidade espanhola praticamente anulou as peças-chaves da seleção suiça. Javi Martínez e Mata, primeiros jogadores da história da competição a ganhar a Copa do Mundo antes da Euro, lideraram uma equipe com bastante jogadores promissores: Thiago Alcântara, Muniain, Ander Herrera, Adrián López - artilheiro e eleito o melhor do torneio -, Montoya e Didac deixaram o campeonato com boas imprensões.
O título é uma premiação ao excelente trabalho de Luis Milla, que não ousou em mexer na equipe até achar o módulo e a escalação perfeita. O 4-4-2 - esquema muito priorizado pelo treinador - da fase eliminatória e da estreia do campeonato não deu certo na competição, e Milla optou por um compacto 4-2-3-1 que variava para um 4-1-4-1 nas jogadas de ataque. Com Ander Herrera dando equilíbrio no meio, uma linha de três letal formada por Mata, Thiago e Muniain e Adrián saindo-se muito bem como única referência na frente, a Fúria desempenhou o futebol mais bonito da Euro e mostrou que a geração campeão europeia e mundial está bem servida para as próximas copas. O corte de Canales, um dos principais jogadores da primeira fase, no final de contas, acabou não fazendo tanta falta, apesar da equipe perder um pouco no drible para ganhar mais na priorização da posse de bola com a entrada de mais um meio-campista (no caso, Muniain).
A final
A primeira chance real de gol aconteceu aos 29 minutos de jogo. Depois de receber um cruzamento, Xherdan Shaqiri pegou de primeira e mandou uma bomba contra as metas espanholas. David de Gea espalmou e a pelota foi para escanteio. A Espanha respondeu sete minutos depois, em uma boa finalização de fora da área de Thiago Alcântara. Mas a bola passou à direita do goleiro Yann Sommer. Aos 41 minutos, a Roja abriu o placar. Didac Villà cruzou na medida para Ander Herrera, que cabeceou e fez o primeiro gol da partida.
No segundo tempo, aos seis minutos, Innocent Emeghara ficou frente a frente de David de Gea. O suíço deu um chute fraco e rasteiro e o goleiro não teve dificuldades para segurar a bola. A Espanha tentou fazer o segundo gol, aos 17 minutos, em chute alto de Javi Martínez, depois que este recebeu de Thiago Alcântara. Os suíços quase igualaram o marcador aos 33. Shaqiri cobrou falta e Timm Klose cabeceou. A pelota passou a direita de David de Gea. Aos 36,' a Roja aumentou o marcador, em um golaço de Thiago Alcântara. O filho do ex-jogador Mazinho cobrou falta e não deu chance de defesa para o goleiro suíço.
Com 2 a 0 no placar final, a Espanha se sagrou tricampeã do Europeu sub-21. A Roja já tinha conquistado a competição em 1986 e 98. A Suíça, por outro lado, nunca tinha alcançado a final do sub-21.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Avante
Melhor jogador da Eurocopa-Sub21 ao lado de Thiago, Mata marcou dois e deu mais uma assistência (reuters)Contra a Ucrânia, a Espanha voltou a jogar em alto estilo. Novamente escalada no 4-5-1, os espanhóis não suaram muito para chegas às redes ucraniana. O meio-campo foi o principal setor novamente e ratificou a ideia de que a seleção espanhola está muito bem servida nesta posição. Thiago brilhou, Muniain deu mais dinâmica, Javi Martínez fortaleceu, Ander Herrera deu um toque especial e Mata decidiu: foram dois gols e mais uma assistência para Adrián marcar, contabilizando sua terceira no torneio, líder máximo no quesito. O jogador do Valencia, junto com Thiago Alcântara, está brilhando na competição e, para muitos, já pode ser considerado o melhor jogador desta Euro.
A chave da seleção de Luis Milla é ser uma versão "light" da seleção principal. Aplicados, concentrados e velozes, La Rojinha é disparadamente a seleção favorita a conquistar a Euro Sub-21. Ontem, a Ucrânia, bastante inofensiva, sofreu nas mãos dos comandados de Milla. Um pouco sumido na primeira etapa, Thiago acordou no segundo tempo e mostrou ser bastante decisivo quando explorado. O segundo gol de Mata, de pênalti, teve participação do meia do Barcelona. Outro jogador das canteras do Barcelona que vem fazendo belo torneio é o zagueiro Montoya. Seguro e perigoso nos escanteios ou faltas cobradas para a área adversária, Montoya já vem sendo comparado com Piqué.
Mas nem todos estão satisfeitos nos vestiários. Bojan, reserva de Adrián, está ganhando poucos minutos e "reclamou" abertamente com Luis Milla. Em três partidas, Bojan disputou apenas 20 minutos, o suficiente para, em declarações ao Marca, dizer que "tem potencial e que poderia ser aproveitado mais". A Espanha, campeã europeia sub-21 em 1986 e 1998, caminha firme para o tricampeonato e, na quarta-feira, fará sua primeira final, contra a Bielorrúsia.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Mais tranquilo
Agora sim: com Mata mais efetivo do na estreia e dois gols de Adrián López, a seleção espanhola sub-21 venceu e está a um empate das Olimpíadas de Londres 2012 (getty images)Com uma única mudança em relação à estreia, a Espanha mostrou desde o início sua proposta de jogo: ter a posse de bola e não deixar o adversário respirar na partida. Escalada na 4-1-4-1, a República Tcheca pouco ameaçou a meta de De Gea, que pela segunda vez consecutiva não teve que se esforçar muito. O meio-campo formado por Javi Martínez, Ander Herrera, Thiago Alcântara e Mata deu muito certo e tomou conta da partida. Com 62% da posse de bola, destaque para a entrada de Muniain na equipe titular, dando mais mobilidade à equipe. Mata, um pouco exausto na estreia, esteve mais solto hoje e provou a condição de maestro desta equipe: deu duas excelentes assistências para os tentos de Adrián López e já vem sendo alcunhado pela imprensa espanhola de "Iniesta da Sub-21".
Javi Martínez, que, junto com Mata, esteve no título mundial da seleção principal na África do Sul, voltou a se destacar na volância. Por ali, anulou Moravek, principal armador da seleção tcheca. Ander Herrera, que teve uma notável estreia, voltou a ter destaque, aliando a elegância com a dura marcação. Na defesa, bela partida de Álvaro Domínguez, que teve a dura missão de marcar Pekhart, maior artilheiro da história da seleção de base da República Tcheca, e Didac, que mostrou um belo físico ao participar frequentemente das jogadas de ataque e ajudar na marcação. Com 2 a 0, Milla promoveu as entradas de Diego Capel e Parejo nos lugares de Muniain e Adrián. Sem um atacante de referência, a Fúria passou a inoperar os ataques, mas, com a posse de bola, não sofreu muito com os tchecos.
Com a vitória e precisando apenas de um empate para confirmar a classificação à final e à Olimpíadas de Londres, a tranquilidade voltou ao ambiente rojo. O pessimismo até exagerado após o jogo contra a Inglaterra se desapareceu por completo e a boa notícia foi que os pendurados Thiago e Ander Herrera, dois dos principais jogadores da seleção na Eurocopa, não receberam cartão amarelo, tendo participação confirmada para o jogo contra a Ucrânia. A partida acontece no sábado, 18, às 15h45, horário de brasília. No outro jogo do grupo, ingleses e ucranianos ficaram no 0 a 0.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Amargo no final
Thiago Alcântara foi eleito o melhor em campo pela Uefa, mas não evitou o empate da seleção espanhola na estreia na Eurocopa Sub-21 (getty images)Como previsto, o 4-3-3 especulado pela imprensa espanhola antes da partida tornou-se um 4-4-2, com Mata exercendo a função que costuma desempenhar no Valencia. Com liberdade para jogar, no entanto, o meio-campista sentiu um pouco o cansaço de fim de temporada, levando perigo às redes Fielding apenas em alguns lampejos. Javi Martínez, jogando no lugar de Busquets, que está com a seleção principal, foi bem na proteção a zaga, formada por Botía e Álvaro Domínguez. Tocando bem a bola, a Espanha chegava ao ataque e teve algumas chances depois do gol, em tentativas de penetração pelo meio. O sistema defensivo da Inglaterra conseguiu impedir os espanhóis de criarem chances claras. Sobre o tento, polêmica. Em um escanteio, a bola foi desviada para a segunda trave e Ander Herrera tocou para o gol. O replay mostrou que ele usou a mão no lance, irritando os jogadores da seleção inglesa
Adrián e Jeffren, a dupla de ataque, não se saíram bem. O barcelonista, não muito acostumado a jogar de segundo atacante, foi anulado por Betrand, enquanto Adrián, jogando de referência, foi peça-nula no ataque. O resultado dessas falsas mesclas se traduziu em uma escasses preocupante de ocasiões e profundidade. Faltou para a seleção espanhola mais pegada e, para isso, Canales, que foi cortado, fez falta. Seguros na defesa, os ingleses passaram a ter mais volume ofensivo. Chegando muito pelos lados do campo, o English Team teve duas chances pela esquerda com Danny Rose. O atacante Daniel Sturridge também teve boa chance antes do apito do intervalo.
Depois de terminar o primeiro tempo pressionando a Espanha, a Inglaterra voltou do intervalo cadenciando o jogo. Pouco conseguiu chegar à frente. A Espanha, aos poucos, passou a dominar a posse de bola. Muito por causa do bom futebol apresentado por Ander Herrera. Incansável, o novo jogador do Athletic Bilbao domou o meio-campo inglês, jogando um pouco mais atrasado do que de costume. Extremo direito no 4-2-3-1 do Zaragoza, Ander desempenhou papel à Borja Valero no Villarreal (ajudando na marcação e participando das armações das jogadas). Ao lado de Thiago Alcântara, que foi eleito o melhor em campo pela Uefa, e Didac Villà, que, mal aproveitado pelo Milan, confirmou sua volta ao Espanyol seis meses depois de sua saída, foram os que tiveram estreias aprovadas. Aos 43' do segundo tempo, Kyle Walker fez uma grande jogada pela direita, tocou para Danny Welbeck sozinho dentro da área tocar, colocado, no canto baixo do goleiro e sair para comemorar: 1 a 1.
Milla sabe que tem problema para escalar o ataque: no segundo tempo, promoveu as entradas de Dani Parejo e Bojan nos lugares de Jeffren e Adrian e o setor continuou improdutivo. Parejo, que foi confirmado no Valencia, também foi improvisado como segundo atacante. Diego Capel, opção no banco para a posição, acabou entrando mais recuado como de costume e confirmou a enrolada estreia de Luis Milla na Euro. Como disse Fran Villalobos para o Marca, "o técnico espanhol tem um trabalho pela frente para dar um onze inicial seguro para a seleção, caso não queira ter férias antes do desejado".
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Balanço Final: Zaragoza
O capitão Gabi jogou como nunca para salvar o Zaragoza da degola. O resultado foi a investida do Atlético de Madrid, que o confirmou após o término da Liga (reuters)Competição europeia: Não participou
Copa del Rey: Eliminado na fase 16 avos de finais pelo Real Bétis
Time-base: Leo Franco; Diogo, Jarosik, Da Silva, Paredes; Ponzio, Gabi, Lafita, Ander Herrera, Bertolo; Bráulio.
Os artilheiros: Gabi (10 gols), Bertolo (5), Sinama Pongolle e Lafita (4).
O técnico: Marcelino Toral, até 10ª rodada; Javier Aguirre, a partir da 12ª rodada.
O destaque: Gabi
A decepção: Uche
Dois dos principais nomes da equipe já deram adeus ao clube: Gabi e Ander Herrera foram anunciados no Atlético de Madrid e no Athletic Bilbao, respectivamente. O jovem foi o destaque no primeiro turno, mas caiu de produção no segundo. Mesmo assim, terminou a temporada com bons números: seis gols e sete assistências. No País Basco, a expectativa é que seu futebol evolui mais, jogando ao lado de uma equipe que privilegia seu estilo de jogo: o toque de bola saudável. O experiente capitão foi o principal jogador da equipe na temporada: seus dez gols, que o deram a artilharia da equipe na temporada, foi o principal fator para salvar a equipe. Entre os principais tentos, o do Santiago Bernabéu foi o mais comemorado, pois ajudou a equipe a vencer o poderoso Real Madrid em plena capital e injetou mais ânimo à equipe, que, naquele momento, estava a dois pontos de conquistar a salveza.
Porém, nada está a salvo na equipe aragonesa: o rebaixado Deportivo entrou na justiça e irá pedir à LFP para que rebaixe o Zaragoza. O motivo alegado pela equipe galega é de que o clube maño tem uma dívida com o Deportivo pela contratação de Lafita. O Deportivo indica a sentência condenando o Zaragoza a pagar 1.480 milhões de euros e rejeito o pedido reconvencional da equipe. O preço total de Lafita é de 3.500 milhões de euros mais o IVA correspondente e, por essa dívida, o clube coruñes pedirá o rebaixamento do Zaragoza. Resta aguardar.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Análise do primeiro turno: Zaragoza
Em pílulas, o Quatro Tiempos trará aos leitores um pequeno raio-x das campanhas dos vinte times da Liga BBVA até o momento, a começar do lanterna Zaragoza. E antecipamos o desejo de boas festas neste fim de ano, somado ao agradecimento a nossos fiéis visitantes. Feliz natal e um ótimo 2011!
Análise do primeiro semestre: Zaragoza
No fraco time do Zaragoza, o promissor Ander Herrera tem se destacado (elzaragoza.com)
20ª posição. 16 jogos, 10 pontos. 1 vitória. 7 empates. 8 derrotas.
Treinador
José Aurélio Gay, até a décima rodada ; e Javier Aguirre, a partir da décima primeira. É inegável que o número de treinadores de uma equipe costuma ser inversamente proporcional ao seu êxito. No Zaragoza não foi diferente: em seis meses, os maños contaram com dois técnicos e têm apenas uma vitória em toda a Liga. Gay, que comandou a salvação tranquila da temporada passada, não resistiu aos mínimos sete pontos em dez jogos e foi substituído por Javier Aguirre, ex-treinador do Atlético de Madrid e da seleção mexicana. Tendo como melhor resultado uma eliminação na Copa del Rey e três empates em seis jogos, já é possível prever que o futuro de Aguirre no time Aragão é bastante improvável.
Destaque
Ander Herrera. O jovem, que já havia ganhado chances nos últimos jogos da temporada passada, vai mostrando o porquê de ter sido a aposta de Gay. Jogando de enganche no 4-2-3-1 dos maños, o garoto é um exímio distriduidor de bolas. Ficou marcado neste primeiro semestre como o Zaragoza depende das jogadas do garoto, já que o ataque é um dos piores da competição, com apenas 14 gols. Dos 14, seis vieram de Bertolo e Gabi, que só marcou gols de pênalti na competição. O Zaragoza sente falta de Suazo, principal responsável pela salvação na temporada passada. Sinama Pongolle, enquanto esteve disponível, também foi um bom destaque do Zaragoza.
Decepção
Edmilson. Ninguém espera que o brasileiro seja um fenônemo na volância. O que se cobra dele é que desempenhe bem as funções de um volante ágil e habilidoso. No Zaragoza, o brasileiro teve uma queda brusca de rendimento. Depois de umas temporadas como titular do Barcelona campeão europeu - o Barcelona de 05/06 -, o ex-Palmeiras passou a acompanhar a maior parte dos jogos de sua atual squadra do banco de reservas.
Perspectiva
Livra-se do rebaixamento, como na temporada passada. Os maños, porém, não terão vida fácil. Com 10 pontos em 16 jogos, será necessário, sobretudo, melhorar em demasia a defesa, no momento a segunda pior do campeonato, com 27 gols sofridos. Tal setor do campo carece não só de qualidade, como também de quantidade: são poucas as peças de reposição para um elenco cujo time titular já não é grande coisa. O ataque, por sua vez, precisa ser acertado: Alex Sanchéz, Braulio, Kevin, Marco Pérez, Sinama Pongolle e Uche, embora não sejam craques, podem, sem dúvidas, render mais ao time se mais bem aproveitados.
Análise feita nos moldes da Parada de Inverno do Quattrotratti
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Déjà vu?
Os maños, assim, passaram a praticar um futebol mais veloz e aguerrido, compatível com a disputa das últimas posições. Ponto alto da reviravolta do Zaragoza na temporada, foi a contratação de "Chupete" Suazo, que deu um upgrade tremendo no clube blanco. Com consecutivas vitórias, finalmente o clube de Zaragoza conseguiu viver livre do rebaixamente, em sua volta à Liga BBVA.
Sempre atrás: essa é a realidade dos defensores maños neste início de temporada (getty images)
Sem Colunga, restou à diretoria maña recorrer ao última dia de mercado para trazer um atacante. Chegou, então, em empréstimo, Sinama Pongolle, sem espaços no Atlético de Madrid graças à ascenção de Diego Costa. O francês tem correspondido, fazendo sua parte, e não tem culpa do momento que vive o time de Aragão. Problemas extracampos também minam o futebol maño.
Os fatores que indicam problemas de relacionamento surgem discretamente. Mesmo com resultados tão ruins e as cutucadas no elenco, o técnico madrileño continua no cargo. O presidente Agapito Iglesias já negou diversas vezes que pretende demiti-lo. Manteve a posição mesmo depois de um incidente mais grave: a expulsão do zagueiro italiano Contini em um treino por falta de dedicação na última quarta, às vésperas do confronto contra o Barcelona. Não é difícil entender por que os dirigentes estão ao lado da comissão técnica, algo normalmente raro nesses casos. A falta de clima do elenco não seria culpa do treinador, mas de problemas mais profundos. O meia Ander Herrera, formado nas categorias de base mañas, disse que jamais viu um racha social tão grande no clube.
José Aurélio Gay: "É, rapaz, a situação está tensa" (marca.com)
O jogador se refere à relação instável entre torcedores e diretoria, além da grave crise financeira do Zaragoza. O clube foi colocado à venda e a imprensa espanhola especula que os salários estejam atrasados. Resultado de um longo processo, que começou há várias temporadas, com investimento pesado em reforços que acabaram não dando os resultados esperados (classificação para a Liga dos Campeões ou, no mínimo, algum título de Copa do Rei ou boa campanha na Liga Europa). A queda para a segunda divisão, há três anos, só agravou o cenário.
Segundo Nayim, assistente técnico do time e ex-jogador maño (alguém se lembra que ele fez, contra o Arsenal, um gol do meio de campo, no último minuto da prorrogação, para decidir o título da Recopa de 1994/95?) a falta de sorte também pode estar incluída. “Precisamos recuperar o moral dos jogadores, porque eles são os verdadeiros protagonistas. Agora estão abalados, mas são profissionais e precisam se recompor. Até porque, quando a torcida vê a equipe lutar, vai junto – e fica contra quando isso não acontece.” O ex-meia considera que melhorar psicologicamente seria, inclusive, mais importante do que mexer em tática ou técnica.
No final das contas, é provável que Gay seja demitido em algum momento. Por mais que a diretoria esteja contrariada com o comportamento do elenco, são os jogadores que entrarão em campo para buscar os pontos que podem salvar o time do rebaixamento. Mas os zaragocistas precisam mesmo é torcer para mudanças lá em cima. Algo mais difícil do que contratar um psicólogo para animar um grupo de pessoas.





