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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Balanço Final: Zaragoza

O capitão Gabi jogou como nunca para salvar o Zaragoza da degola. O resultado foi a investida do Atlético de Madrid, que o confirmou após o término da Liga (reuters)

Campanha: 13ª posição. 38 jogos, 12 vitórias, 9 empates e 17 derrotas. 41 gols pró e 52 gols contra.
Competição europeia: Não participou
Copa del Rey: Eliminado na fase 16 avos de finais pelo Real Bétis
Time-base: Leo Franco; Diogo, Jarosik, Da Silva, Paredes; Ponzio, Gabi, Lafita, Ander Herrera, Bertolo; Bráulio.
Os artilheiros: Gabi (10 gols), Bertolo (5), Sinama Pongolle e Lafita (4).
O técnico: Marcelino Toral, até 10ª rodada; Javier Aguirre, a partir da 12ª rodada.
O destaque: Gabi
A decepção: Uche

No início de outubro, quando o Zaragoza começou o campeonato bastante mal e perigava o rebaixamento, lembrávamos: em 2009/2010, a história foi a mesma e o final foi oposto. Naquela temporada, a equipe subiu de produção no segundo semestre e conseguiu a salvezza. Numa espécie de previsão, alertamos que o início ruim poderia ser apenas um "déjà vu". E foi. O elenco é bem próximo do que foi formado na última temporada, tendo mudança substancial apenas no comando: o antes unanimidade Marcelino Toral deu vez ao mexicano Javier Aguirre, que, logo de cara, trocou o 4-2-3-1 para o 4-5-1, reforçando os espaços deixados no meio-campo.

Dois dos principais nomes da equipe já deram adeus ao clube: Gabi e Ander Herrera foram anunciados no Atlético de Madrid e no Athletic Bilbao, respectivamente. O jovem foi o destaque no primeiro turno, mas caiu de produção no segundo. Mesmo assim, terminou a temporada com bons números: seis gols e sete assistências. No País Basco, a expectativa é que seu futebol evolui mais, jogando ao lado de uma equipe que privilegia seu estilo de jogo: o toque de bola saudável. O experiente capitão foi o principal jogador da equipe na temporada: seus dez gols, que o deram a artilharia da equipe na temporada, foi o principal fator para salvar a equipe. Entre os principais tentos, o do Santiago Bernabéu foi o mais comemorado, pois ajudou a equipe a vencer o poderoso Real Madrid em plena capital e injetou mais ânimo à equipe, que, naquele momento, estava a dois pontos de conquistar a salveza.

Porém, nada está a salvo na equipe aragonesa: o rebaixado Deportivo entrou na justiça e irá pedir à LFP para que rebaixe o Zaragoza. O motivo alegado pela equipe galega é de que o clube maño tem uma dívida com o Deportivo pela contratação de Lafita. O Deportivo indica a sentência condenando o Zaragoza a pagar 1.480 milhões de euros e rejeito o pedido reconvencional da equipe. O preço total de Lafita é de 3.500 milhões de euros mais o IVA correspondente e, por essa dívida, o clube coruñes pedirá o rebaixamento do Zaragoza. Resta aguardar.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Zaragoza

Com o início das festas de fim de ano, a Liga BBVA chega a seu intervalo.

Em pílulas, o Quatro Tiempos trará aos leitores um pequeno raio-x das campanhas dos vinte times da Liga BBVA até o momento, a começar do lanterna Zaragoza. E antecipamos o desejo de boas festas neste fim de ano, somado ao agradecimento a nossos fiéis visitantes. Feliz natal e um ótimo 2011!


Análise do primeiro semestre
: Zaragoza

No fraco time do Zaragoza, o promissor Ander Herrera tem se destacado (elzaragoza.com)

Campanha
20ª posição. 16 jogos, 10 pontos. 1 vitória. 7 empates. 8 derrotas.

Treinador
José Aurélio Gay, até a décima rodada ; e Javier Aguirre, a partir da décima primeira. É inegável que o número de treinadores de uma equipe costuma ser inversamente proporcional ao seu êxito. No Zaragoza não foi diferente: em seis meses, os maños contaram com dois técnicos e têm apenas uma vitória em toda a Liga. Gay, que comandou a salvação tranquila da temporada passada, não resistiu aos mínimos sete pontos em dez jogos e foi substituído por Javier Aguirre, ex-treinador do Atlético de Madrid e da seleção mexicana. Tendo como melhor resultado uma eliminação na Copa del Rey e três empates em seis jogos, já é possível prever que o futuro de Aguirre no time Aragão é bastante improvável.

Destaque
Ander Herrera. O jovem, que já havia ganhado chances nos últimos jogos da temporada passada, vai mostrando o porquê de ter sido a aposta de Gay. Jogando de enganche no 4-2-3-1 dos maños, o garoto é um exímio distriduidor de bolas. Ficou marcado neste primeiro semestre como o Zaragoza depende das jogadas do garoto, já que o ataque é um dos piores da competição, com apenas 14 gols. Dos 14, seis vieram de Bertolo e Gabi, que só marcou gols de pênalti na competição. O Zaragoza sente falta de Suazo, principal responsável pela salvação na temporada passada. Sinama Pongolle, enquanto esteve disponível, também foi um bom destaque do Zaragoza.

Decepção
Edmilson. Ninguém espera que o brasileiro seja um fenônemo na volância. O que se cobra dele é que desempenhe bem as funções de um volante ágil e habilidoso. No Zaragoza, o brasileiro teve uma queda brusca de rendimento. Depois de umas temporadas como titular do Barcelona campeão europeu - o Barcelona de 05/06 -, o ex-Palmeiras passou a acompanhar a maior parte dos jogos de sua atual squadra do banco de reservas.

Perspectiva
Livra-se do rebaixamento, como na temporada passada. Os maños, porém, não terão vida fácil. Com 10 pontos em 16 jogos, será necessário, sobretudo, melhorar em demasia a defesa, no momento a segunda pior do campeonato, com 27 gols sofridos. Tal setor do campo carece não só de qualidade, como também de quantidade: são poucas as peças de reposição para um elenco cujo time titular já não é grande coisa. O ataque, por sua vez, precisa ser acertado: Alex Sanchéz, Braulio, Kevin, Marco Pérez, Sinama Pongolle e Uche, embora não sejam craques, podem, sem dúvidas, render mais ao time se mais bem aproveitados.

Análise feita nos moldes da Parada de Inverno do Quattrotratti

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Déjà vu?

Em 2009-10, o Zaragoza começou a temporada com uma estrutura pesada, custosa, cheia de jogadores de alguma projeção e responsabilidade de disputar a metade de cima da tabela. Não suportou o peso dela e rondou a zona de rebaixamento todo o primeiro turno. Quando José Aurélio Gay assumiu e deu espaço a mais garotos – tendo Ponzio e Edmílson como pontos de experiência –, os maños cresceram. Junto a isso, pode vir algumas contratações fundamentais para a equipe, como Suazo e Edmilson, e a recuperação do futebol fino e goleador de Adrián Colunga, que estava em "crise".

Os maños, assim, passaram a praticar um futebol mais veloz e aguerrido, compatível com a disputa das últimas posições. Ponto alto da reviravolta do Zaragoza na temporada, foi a contratação de "Chupete" Suazo, que deu um upgrade tremendo no clube blanco. Com consecutivas vitórias, finalmente o clube de Zaragoza conseguiu viver livre do rebaixamente, em sua volta à Liga BBVA.

Sempre atrás: essa é a realidade dos defensores maños neste início de temporada (getty images)

Em tese, a ideia para a nova temporada era continuar no mesmo ritmo que terminou a antiga temporada. Porém, a história pode estar se repetindo. Ineploravelmente, o Zaragoza começou a temporada da mesma forma que começou a temporada anterior: perdendo e sofrendo goleadas. Os colistas não conseguem conectar o meio-campo ao ataque e a falta de gol é clara. Sem Colunga, transferido para o Getafe, coube a Suazo a responsabilidade de marcar. Entretanto, a notícia de que o chileno ficará de fora dos gramados por seis meses por causa de lesão caiu como uma bomba nos arredores do La Romareda.

Sem Colunga, restou à diretoria maña recorrer ao última dia de mercado para trazer um atacante. Chegou, então, em empréstimo, Sinama Pongolle, sem espaços no Atlético de Madrid graças à ascenção de Diego Costa. O francês tem correspondido, fazendo sua parte, e não tem culpa do momento que vive o time de Aragão. Problemas extracampos também minam o futebol maño.

Os fatores que indicam problemas de relacionamento surgem discretamente. Mesmo com resultados tão ruins e as cutucadas no elenco, o técnico madrileño continua no cargo. O presidente Agapito Iglesias já negou diversas vezes que pretende demiti-lo. Manteve a posição mesmo depois de um incidente mais grave: a expulsão do zagueiro italiano Contini em um treino por falta de dedicação na última quarta, às vésperas do confronto contra o Barcelona. Não é difícil entender por que os dirigentes estão ao lado da comissão técnica, algo normalmente raro nesses casos. A falta de clima do elenco não seria culpa do treinador, mas de problemas mais profundos. O meia Ander Herrera, formado nas categorias de base mañas, disse que jamais viu um racha social tão grande no clube.



José Aurélio Gay: "É, rapaz, a situação está tensa" (marca.com)

O jogador se refere à relação instável entre torcedores e diretoria, além da grave crise financeira do Zaragoza. O clube foi colocado à venda e a imprensa espanhola especula que os salários estejam atrasados. Resultado de um longo processo, que começou há várias temporadas, com investimento pesado em reforços que acabaram não dando os resultados esperados (classificação para a Liga dos Campeões ou, no mínimo, algum título de Copa do Rei ou boa campanha na Liga Europa). A queda para a segunda divisão, há três anos, só agravou o cenário.

Segundo Nayim, assistente técnico do time e ex-jogador maño (alguém se lembra que ele fez, contra o Arsenal, um gol do meio de campo, no último minuto da prorrogação, para decidir o título da Recopa de 1994/95?) a falta de sorte também pode estar incluída. “Precisamos recuperar o moral dos jogadores, porque eles são os verdadeiros protagonistas. Agora estão abalados, mas são profissionais e precisam se recompor. Até porque, quando a torcida vê a equipe lutar, vai junto – e fica contra quando isso não acontece.” O ex-meia considera que melhorar psicologicamente seria, inclusive, mais importante do que mexer em tática ou técnica.

No final das contas, é provável que Gay seja demitido em algum momento. Por mais que a diretoria esteja contrariada com o comportamento do elenco, são os jogadores que entrarão em campo para buscar os pontos que podem salvar o time do rebaixamento. Mas os zaragocistas precisam mesmo é torcer para mudanças lá em cima. Algo mais difícil do que contratar um psicólogo para animar um grupo de pessoas.

sábado, 2 de outubro de 2010

6ª Rodada (1ª parte): Sofrimento e liderança

Cruzamento de Soldado e gol de Áduriz: os dois abriram o caminho para mais uma vitória do Valencia no torneio. Mais lider que nunca (superdeporte.es)

Favoritíssimos ao título espanhol, Barcelona e Real Madrid ficarão pelo menos mais 15 dias longe da liderança. Isso porque, neste sábado, o Valencia sofreu na partida, abusou de perder gols, mas venceu o Athletic Bilbao por 2 a 1, garantindo a permanência na ponta da Liga pelo menos até a próxima rodada, que acontece depois da pausa para as Eliminatórias da Eurocopa. Nela, os Chés defendem a ponta contra o Barcelona, no Camp Nou.

Valencia 2x1 Atlhetic Bilbao
Hoje o Valencia (re)aprendeu uma lição: os Chés (re)aprenderam a sofrer para ser cada vez mais líder da Liga Espanhola. Três pontos e liderança por uma rodada a mais, conclusão do SuperDeporte.es, jornal que cobre os times de Valencia. Querendo esquecer a derrota injusta sofrida no meio da semana pelo Manchester United pela LC, o Valencia controlou facilmente o encontro no primeiro tempo. E, como tem sido a tônica dos Chés neste início de temporada, abriram o placar cedo, após passe de calcanhar de Pablo Hernández, cruzamento de Soldado e remate de cabeça de Áduriz. Esperava-se um jogo com muitas ocasiões aéreas, já que os atacantes dos dois times (Áduriz, Valencia; e Llorente, Atlhetic Bilbao) têm no cabeceio as suas principais virtudes. Mas não foi desta maneira. Boa parte do jogo ficou concentrado no meio-campo e um futebol mais elaborado do que as características predominou.

O Valencia pecava demais nas finalizações, na primeira parte, e isso fez o Atlhetic Bilbao crescer. No segundo tempo, o Valencia acusou cansaçõ e o ímpeto ofensivo desapareceu. Com uma postura mais ofensiva, o Bilbao ainda conseguiu equilibrar o jogo na segunda etapa, mas viu seu melhor futebol deixar o campo aos 23min junto com Martinez, que se chocou com César e deixou o jogo de maca. Nos acréscimos, mais dois gols. Primeiro, oos 46min, Vicente ampliou para o Valencia, após fazer fila na zaga euskara; e, depois, Gabilondo, de falta, descontou aos 48min.

Zaragoza 2x2 Sporting Gijón
Mais cedo, no jogo que abriu a rodada, Zaragoza e Sporting Gijón ficaram no empate e não conseguiram aliviar as suas respectivas situações. O resultado pode ter sabor de derrota para os asturianos, que chegaram a abrir 2 a 0 no marcador. Manuel Preciado declarou insatisfeito com a partida de hoje, onde os rojiblancos perderam a chance de matar a partida quando esta estava em suas mãos. Ao Zaragoza, ir em busca do ponto veio em situação, no mínimo, curiosa: se com onze jogadores em campo, os maños mostraram-se um time sem padrão de jogo, restou Ayza Gomez expulsar Jarosik - que cometeu pênalti bobo em Diego Castro, que o converteu anotando o segundo gol da partida - para o time tomar "vergonha na cara". O herói da vez foi Sinama Pongolle, autor dos dois gols. Com o tempo quase acabo, os gijoneses tentaram aproveitar o desgaste físico do Zaragoza com alguns contra-ataques rápido, mas Doblas fechou o gol e garantiu um pontinho para os maños.

Real Sociedad 1x0 Espanyol
Num final de jogo emocionante, a Real Sociedad garantiu três pontos na tabela. Os txuri urdin ganharam no Anoeta ante um Espanyol que não pôde fazer nada ante a superioridade dos comandados de Martín Lasarte. A Real Sociedad dominou boa parte da peleja e teve muitas ocasiões para estrear o marcador. Ironicamente, o único gol da partida saiu dos pés de um jogador périco: após falta batida por Sapong, Kameni acabou espalmando em cima de Forlín, que rematou às próprias redes. A partida marcou o reencontro de Raúl Tamudo com o Espanyol, clube com o qual tanto se identificou. Tamudo teve, pelo menos, três ocasiões claras para marcar contra o ex-clube, mas foi parada com perfeição por Kameni.

Griezmann segue cada dia mais caindo nas graças dos torcedores bascos: hoje, deu muito trabalho a Víctor Ruíz, que não conseguia pará-lo, e pediu substituição por câimbras. Saiu do Anoeta ovacionado pelos torcedores bascos, que se renderam ante seu esforço. Nos últimos lances da partida, brilhou a estrela do goleiro do time basco, Claudio Bravo. Disposto a tentar pelo menos um pontinho para dormir na zona de Champions League, o Espanyol esboçou uma pressão, e Bravo virou o salvador, com duas intervenções de alto nivel, evitando o empate blanquiazul.