Futebol espanhol, Campeonato Espanhol, Seleção Espanhola, Copa del Rey, Liga Adelante, Canteras
terça-feira, 31 de julho de 2012
Modric é realmente necessário?
quinta-feira, 15 de março de 2012
A evolução que impulsiona o Real Madrid
Cristiano Ronaldo é o melhor jogador da equipe da capital desde Zidane. O gajo é também o principal goleador do time de José Mourinho na temporada com impressionantes 41 tentos em 37 jogos e no próprio torneio continental com seis em igual número de partidas. No clube, já são 128, também no mesmo número de jogos. Dados históricos. Ainda que falte a Ronaldo participação mais efetiva em jogos contra o Barcelona, o dono da camisa 7 faz mais uma temporada sobrenatural. Além disso, conquistou o coração dos torcedores, que passaram a pegar em seus pés após consecutivas partidas ruins frente ao Barça. Nos últimos jogos, a Ultra Sur tem dedicado músicas em homenagem ao Pichichi da Liga. "É muito bom se sentir querido, amado", disse antes da partida contra o CSKA.
Apesar de ter o segundo melhor jogador do mundo no plantel, o Real Madrid deixa claro que não é dependente dele. Ao contrário da temporada 2009/2010, desde a chegada de Mourinho isso já vem se exemplificando. Ontem, por exemplo, CR7, apesar dos dois gols, não fez uma partida muito inspirada, mas os blancos souberam se saírem bens. O excelente André Rocha, do Olho Tático, explica melhor: acima de tudo, o Real de Mourinho é um time. Ou melhor, um timaço que nem precisa do fulgor de seu craque quando a vantagem técnica e tática sobre o oponente permite. Com Özil e Kaká promovendo com Ronaldo uma intensa movimentação em torno de Higuaín no 4-2-3-1 habitual, atacando pela esquerda com Marcelo e criando espaços para o apoio no lado oposto de Khedira que compensava o posicionamento mais conservador de Arbeloa, o Real Madrid consegue se impor.
A progressão nítida do Real Madrid é fruto de um trabalho que começou em 2009. Atenção especial a Florentino Pérez, que desde que retornou à presidência do Madrid tem feito contratações usuais. À exceção da temporada do retorno, quando gastou à rodo, Florentino tem evitado gastar milhões em estrelas e reforço o plantel com jogadores necessários. O retorno do presidente, aliás, é um divisor d'águas no recente caminho merengue. Jogadores como Özil, Di María, Xabi Alonso, Cristiano Ronaldo, Benzema, Khedira, todos contratados em sua gestão, são peças-chaves no time de José Mourinho. Antes chacota a âmbito europeu, hoje tão temido quanto o Barcelona. Essa é a evolução que impulsiona o Real Madrid.
O desempenho e o estilo de jogo são foram do comum. Nesse ponto, José Mourinho é o principal responsável. O Real Madrid propõe-se a ser agressivo e com a qualidade técnica de seus jogadores, aliando sempre com velocidade e precisão. A marcação melhora a cada partida. Mais avançada, até Cristiano Ronaldo, Özil e Kaká voltam para ajudar. Em relação a temporada passada, quando ficaram no quase, está aí a principal diferença. Povoado de jogadores, o Real Madrid sempre leva a melhor na batalha do meio-campo e congestiona o jogo do adversário. Os merengues impõem pressão física, praticamente atropelando seu rival. Com a bola, toca rápido, chega em velocidade pelos dois lados ou pela faixa central. Sem ela, marca forte, desarma muito e tem contra-ataque feroz. O título da Liga já está praticamente selado. A Europa é um sonho bastante provável.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Massacre
O Real Madrid aniquilou o Milan e confirmou o favoritismo para conquistar o título da Champions (getty images)
Os 80 mil espectadores presentes no Santiago Bernabéu viram jogo de um time só. Os donos da casa, postados em um 4-2-3-1 bem compacto e eficiente, foram os donos da partida o tempo inteiro e praticamente não deixaram o Milan jogar, em um dia muito pouco inspirado de Ronaldinho, Pato e Ibrahimovic. Cristiano Ronaldo e Özil, por outro lado, fizeram grande partida. e decidiram. Com o triunfo merengue, José Mourinho alcança sua quarta vitória sobre o Milan em seis jogos. Todas as outras foram quando ainda comandava a Inter.
Os merengues começaram imprimindo um ritmo alucinante que o Milan em momento algum conseguiu acompanhar. Com menos de um minuto de bola rolando, um torcedor invadiu o campo e logo foi retirado pelos seguranças. O Real Madrid começou a partida explorando mais o lado esquerdo com Cristiano Ronaldo e pressionou a saída de bola do Milan, que encontrava dificuldades para organizar suas jogadas ofensivas. Com apenas 15 minutos de bola rolando, o jogo já estava decidido a favor do Real Madrid: Cristiano Ronaldo marcou de falta, em falha da barreira milanista, e Özil ampliou, com chute que desviou em Bonera antes de entrar. A grande velocidade dos dois meio-campistas assustou a zaga rossonera, desfalcada de Thiago Silva. Bonera, atrapalhado, não fez boa partida e evidencia o velho problema do time, que não tem um bom zagueiro substituto.
Mas não foi só a superioridade técnica que ficou clara na partida. Fisicamente, o Real Madrid se mostrou muito mais preparado também. Bem compactado no meio e com Khedira e Xabi Alonso muito bem no combate, poucas vezes o time de Mourinho perdeu uma disputa com o envelhecido meio milanista, composto por Gattuso, Pirlo e Seedorf. Os rossoneri pecaram também na hora da recomposição da defesa, uma vez que não acompanhavam a velocidade merengue. A pouca entrega dos homens de frente na ajuda à defesa ainda é grande problema para Allegri.
Outro grande problema do técnico é essa dependência dos bons momentos de Ronaldinho e Ibrahimovic. Quando um dos dois não vai bem, o time cai bem de qualidade. Na partida, a situação foi ainda pior. Nenhum deles conseguiu se impor sobre a boa marcação madrilenha e Pato não recebeu bons passes. Pepe e Ricardo Carvalho anularam os dois atacantes sem dificuldades, enquanto Ronaldinho, sem criatividade, ficou preso na intermediária. O gaúcho, aliás, estava sendo observado por Mano Menezes, nas tribunas. O técnico da seleção brasileira não viu uma boa apresentação do atacante, mas deve ter saído satisfeito com o bom rendimento do lateral Marcelo, pelo lado merengue. Sob o comando de Mourinho, o ex-fluminense melhorou muito defensivamente e continua chegando bem ao ataque. Após o jogo, Mou o derretou de elogios
Massimiliano Allegri, treinador do Milan, tirou Ronaldinho e colocou Robinho em campo. O atacante, que forçou sua saída do Real Madrid, foi “recebido” com muitas vaias - repetidas todas as vezes nas quais o brasileiro tocava na bola. O dia foi especial para Casillas. O goleiro merengue entrou em campo pela 108º vez na história da Champions League, tornando-se o goleiro que mais atuou na competição europeia. Ficou nítido para o time do técnico de Setubal que o mapa da mina é atacar pelo setor esquerdo do time de Milão. Com nove pontos, o Real Madrid vai mais tranquilo para o jogo do dia 3 de novembro, no San Siro.
Algumas partes retiradas do texto de Rodrigo Antonelli, do Quattrotratti. Amanhã, textos sobre a vitória do Barcelona e o empate do Valencia.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
O trabalho de Mourinho
Os pedidos de contratações de Mourinho já foram atendidos. E agora? (getty images)Hoje, há sinais de que o Real Madrid é um projeto de Internazionale. Na temporada passada, José Mourinho resolveu mudar um pouco a política da equipe. Os interistas contrataram grandes jogadores, mas por valores e de grife abaixo do que estavam acostumados. Com Sneijder, Lúcio, Eto’o, Pandev e Thiago Motta se juntando aos bons jogadores que já tinha, a Inter gastou pouco e ganhou muito, o suficiente para conquistar a tripletta.
Agora, em Chamartín, o português caminha no mesmo sentido. É verdade que um clube dirigido por Florentino Pérez sempre tentará gastar algumas dezenas de milhões de euros por jogadores não tão necessários. Faz parte da estratégia de marketing dos merengues. Mas os pedidos de reforços de “Mou” têm outro perfil. Nada de Rooney, Ronaldinho, Drogba, Lampard ou Ribéry, nomes que agradariam o chefe por vender milhares de camisas e exigiriam alguma engenharia financeira da qual os madridistas se orgulhariam muito.
Os nomes indicam outra filosofia. Entre os reforços especulados, apenas Fàbregas e Gerrard entrariam na cota “galáticos” de Florentino. De resto, vejamos: já chegaram os promissores Canales e León, além dos ascendentes Di María e Khedira, e o já consagrado Ricardo Carvalho. Também estão na lista de compras, de acordo com a exagerada imprensa espanhola, Maicon, Thiago Silva, De Rossi, Javi Martinez, Özil, Schweinsteiger e Ashley Cole. Alguns desses nomes só vão a Madri em troca de uma fortuna, mas é inegável que nenhum deles têm grife e que todos cairiam perfeitamente para tapar os buracos que há no elenco do Real.
O time perdeu Cannavaro, Metzelder, Raúl e Guti. Assim, sem contar as altas de mercado, a formação titular seria Casillas; Sergio Ramos, Pepe, Ricardo Carvalho e Arbeloa (Marcelo); Lassana Diarra, Gago, Cristiano Ronaldo, Kaká e Granero (Benzema); Higuaín. Falta uma dupla de zaga – as respostas seriam Thiago Silva e Maicon, considerando que o lateral empurraria Sergio Ramos para o miolo da defesa –, falta um volante de saída de bola – Khedira foi contratado, e Schweinsteiger, De Rossi e Javi Martinez estão nos planos –, falta um lateral esquerdo mais confiável – alguém falou em Ashley Cole? – e talvez um meia para ajudar Kaká e Cristiano Ronaldo – que tal Özil?.
Se a vontade de Mourinho prevalecer e alguns desses jogadores efetivamente forem contratados, o Real fica com uma equipe talentosa, homogênea e sólida coletivamente. Como a Internazionale campeã de tudo na temporada passada.
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ATUALIZADO
O Real Madrid confirmou hoje à tarde a contratação do turco-alemão Mesut Özil. A imprensa espanhola especula algo em torno de 15 milhões de euros.
sábado, 14 de agosto de 2010
San Iker
Que Casillas é um goleiraço, isso ninguém tem mais dúvidas. O novo capitão do Real Madrid já é uma lenda viva. Só ele foi capaz de fazer uma partida de alto nível com apenas uma semana de treino. Ontem, num amistoso internacional contra o Bayern de Munich, na Alemanha, Casillas parou os alemães com dezenas de defesas e foi o principal responsável pela vitória - nos pênaltis - dos blancos. Pegou três pênaltis (um no tempo normal e outro nas cobranças de pênaltis), deu um voo sensacional em um chute de Sosa, aos 30 minutos do primeiro tempo, foi um muro perante a Klose. Casillas é hoje, sem dúvidas, o melhor goleiro do mundo. E já faz os olhos de Mourinho brilhar.
Fora os elogios a Casillas, o Real Madrid passou longe de ter feito sua melhor partida. Pecando demais nas finalizações e mostrando certa deficiência quando atacado, é fato você pensar que o resultado seria outro (quem sabe até uma goleada) se Casillas não estivesse em campo. Com exceção de Casillas, outro que esteve em uma boa noite foi Cristiano Ronaldo. O gajo puxou a responsabilidade e teve duas grandes oportunidades de marcar, mas foi parado pelo o também bom goleiro Kraft.
Depois do tempo normal, Cristiano Ronaldo, Van der Vaart, Xabi Alonso e Benzema converteram as quatro cobranças de pênalti do Real com sucesso. Ottl e Badstuber também marcaram para os rivais, mas Altintop e Braadhief tiveram seus chutes defendidos por Casillas.
Mercado
Para tentar tirar o Barcelona do topo, o Real Madrid segue contratando. Nesta semana, os merengues confirmaram a contratação do zagueiro Ricardo Carvalho, que estava no Chelsea. Após tantas especulações envolvendo Mesut Özil, Mourinho resolveu dar um tempo no turco-alemão e pediu como prioridade a contratação de um zagueiro. Pedido atendido. Mourinho já deixou bem claro que Ricardo Carvalho é um jogador com que gosta de trabalhar - lembrando que Mourinho já havia treinado o zagueiro em tempos de Chelsea.
Até o momento, as contratações são bem pensadas e muito boas. Graças a elas, a notícia de que Kaká ficará quatro meses parados não surtiu como um ato de tensão no mundo madridista. Di María, Pedro León e Canales fizeram uma boa temporada e podem substituir à altura o brasileiro. Khedira e Ricardo Carvalho fizeram sua estreia no amistoso. O alemão foi bem, com boa marcação no meio-campo e grande auxílio com o ataque. Já o português (a principal contratação, até o momento) deveu. Tido como o principal marcador de Klose, o gajo aparecia sempre atrasado na marcação do atacante alemão, e se mostrou fora de forma.
A era Mourinho está apenas começando, e, até agora, os torcedores estão, sim, ansiosos pelo o início das competições oficiais.


