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terça-feira, 25 de outubro de 2011

9ª rodada: Fazendo história

Ballesteros comemora com Juanlu: o Levante convenceu contra o Villarreal e chegou à liderança (getty images)

O 23 de outubro de 2011 certamente será um dia que entrou na história do segundo principal clube de Valencia. É a data na qual, pela primeira vez em seus 102 anos de história, o Levante pôde comemorar a liderança da Liga BBVA, após aproveitar o fato de o Barcelona ter empatado contrao Sevilla. Jogando à Barcelona e com o azulgrená já tradicional, os levantinos fizeram do El Madrigal, casa de seu rival regional, Villarreal, seu palco de felicidades. um 3 a 0 para não deixar mais dúvidas quanto a capacidade de seu elenco. A rodada também marcou o crescimento do futebol do Athletic Bilbao, que conseguiu um bom empate no Mestalla contra o Valencia, o novo tropeço do Atlético de Madrid, que só empatou em Madrid contra o Mallorca, e a confirmação da boa fase do Espanyol, que derrotou o Racing Santander na Cantábria.

Villarreal 0x3 Levante
Um líder de escândalos. Sem cerimônia, o Levante encurralou o Villarreal no El Madrigal e venceu facilmente por três gols de diferença. A derrota assou mais a batata de Juan Carlos Garrido, que, dizem, poderá ser demitido em caso de uma provável derrota para o Real Madrid, na quarta-feira. O Levante foi bem do início ao fim. Após assustar com Barkero, de falta, logo aos dois minutos, os azulgrenás chegaram ao um a zero após um belo contra-ataque, concluído por Juanlu. O externo esquerdo chegou ao doblete no fim da primeira etapa, em mais uma bela jogada da equipe comandada por Juan Ignácio Martínez. Em jogada de Barkero, meio-campista que vive ótima fase, Koné cruzou e Juanlu, que se desmarcou de Marchena, bateu firme às redes de Diego López.

O zagueiro espanhol viveu uma semana negra: após marcar um gol contra contra o Manchester City que complicou a vida do Villarreal na partida, o campeão mundial deixou Juanlu livre no momento do segundo tento levantino, que jogou por água abaixo uma provável reação amarilla. No segundo tempo, o Submarino Amarelo naufragou de vez. Sem opção, Garrido colocou Rúben no lugar de Marchena na volta do intervalo, mudando equipe para um 3-4-3, e deixou mais espaços para o Levante penetrar. Koné, que passou a ficar mais solto, deu o golpe final: após receber na entrada da área, passou por Gonzalo e fuzilou a meta de Diego López. A superioridade do Levante em campo é diretamente proporcional ao momento que vive o Villarreal. Acostumado a fazer a bola correr, os amarillos provaram do próprio veneno: correram atrás da bola e tiveram apenas 44% da posse de bola.

Valencia 1x1 Mallorca
Em jogo marcado por dois golaços (Muniain para o Athletic Bilbao e Soldado para o Valencia), o resultado final teve sabor mais doce para o Athletic Bilbao do que para o Valencia. Apesar de ter dominado o jogo inteiro e sofrido o empate aos 48 minutos da segunda etapa, o Athletic Bilbao sai do Mestalla satisfeito. O estilo de jogo de Bielsa vai começando a funcionar e, de pouco em pouco, os resultado vão saindo. Na coletiva pós-jogo, o argentino ficou contente com o resultado e afirmou que, apesar do gol sofrido nos acréscimos, o placar foi justo por cada equipe ter feito um tempo bom. A atuação do árbitro Clos Gómez foi bastante controversa e prejudicou os bascos.

O árbitro anulou um gol legal de Susaeta e deixou de marcar um pênalti clarrísimo em Susaeta. No lado valenciano, as dúvidas prosseguem. Após emplacar o terceiro jogo sem vitória, Unai Emery ainda recebeu uma péssima notícia: Canales saiu lesionado e será baixa por três meses. Dentro de campo, a saída de El Principito deixou os chés numa situação muito ruim. Sem seu principal armador, Unai Emery deverá escalar Banega mais adiantado ou utilizar Jonas mais centralizado, como no início da Liga.

Atlético de Madrid 1x1 Mallorca
Jogo com cara de dèjá vu. Tropeçando nos mesmos pecados, o Atlético de Madrid voltou a dominar uma partida, mas não conseguiu somar três pontos. Após quebrar a racha negativa de seis jogos sem marcar, os atleticanos tiveram que correr atrás do prejuizo, dessa vez. Com três minutos de jogo, o Mallorca já vencia, após gol de Hemed de pênalti. De nada adiantou, portanto, o domínio territorial dos rojiblancos. Para se ter uma noção do que foi o jogo, o Atléti chutou 15 bolas às redes de Aouate, mas, ironicamente, só marcou de pênalti, convertido por Falcão García. Na próxima rodada, os colchoneros terão um duro desafio: visitarão o Athletic Bilbao na Catedral. Na 9a colocação e após bons investimentos no mercado, o Atlético de Madrid novamente vai fazendo uma campanha decepcionante, até o momento.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Há vida sem Juan Mata?

Pensativo: Unai Emery ainda não tem muito em mente quem escalar no lugar de Mata, que rumou para o Chelsea. Piatti aparece como primeira opção (marca)

Após concluir a venda de Mata para o Chelsea nos últimos dias do mercado de verão, Unai Emery logo se viu numa enrascada: haverá criação no meio-campo sem seu principal jogador na última temporada? O presidente Manuel Llorente não precisou ir ao mercado nos últimos dias para comprar um substituto à altura do ex-camisa 10. No elenco, Emery já conta com sete jogadores das características de Mata para a meia-esquerda.

À disposição de Unai, estão Sergio Canales, Pablo Hernández, Sofiane Feghouli, Pablo Piatti e o canterano Bernat, que irá ganhar mais minutos nesta temporada, além dos laterais esquerdos Jordi Alba e Jerémy Mathieu, que apareceram nessa posição em alguns jogos da pré-temporada. Enquanto Mata estreou com o pé direito no Chelsea, na mesma tarde, o Valencia estreava na Liga BBVA contra o Racing Santander.

O mistério por seu substituto se desfez com bastante surpresa: Emery optou pela titularidade do jovem Bernat, que aparecia como última opção, ao invés dos outros jogadores mais experientes. Dias antes do duelo, o técnico já havia acenado com a possibilidade de Bernat iniciar entre os titulares. Na estreia do Valencia Mestalla na Segunda División B contra o Orihuela, o jogador foi cortado da partida sem motivo algum para reforçar o treinamento da equipe A, que se preparava para a partida. Na pré-temporada, o jovem já havia deixado o treinador bastante satisfeito após uma partida amistosa contra o Sporting, juntamente com Piatti.

O ex-Almería monopolizou a parte esquerda do meio-campo em partidas nas quais Mata não disputou na pré-temporada. Apesar de ter começado no banco contra o Racing Santander (entrou na volta à segunda etapa), o argentino é, hoje, a primeira opção de Unai para ser o substituto natural do jogador blue. Canales também joga muito preso à esquerda, embora tenha se destacado no Racing Santander jogando mais pelo meio, na ligação ao ataque. É essa a ideia inicial de Emery com o jogador pertencente ao Real Madrid: jogador com liberdade pelo meio em 4-2-3-1, esquema que está se tornando praxe na equipe blanquinegra.

O dinamismo dos jogadores ofensivos do Valencia propicia que, na linha de três jogadores atrás do centroavante, os meio-campistas se revezem durante muitos momentos da partida, algo semelhante ao esquema do Real Madrid. Para o duelo de amanhã contra o Atlético de Madrid, válido pela segunda rodada, a opção mais plausível para iniciar é, justamente Piatti, com Dani Parejo no suporte a Soldado. Adepto às rotações, é provável que Unai ainda mude muito até achar, com firme certeza, o substituto de Mata, que, por sua vez, vai se tornando o xodó da torcida do Chelsea.

domingo, 24 de julho de 2011

Mundial Sub-20: rumo ao bi?

Sem moral no Real Madrid e cortado da Eurocopa Sub-21 por Luis Milla, Canales espera dar a volta por cima no Mundial Sub-20 (getty images)

Originalmente de Lincoln Chaves, do site Olheiros.

Tiki-taka. Uma expressão de apenas oito letras, mas que explica o porquê da Espanha ser a grande seleção que é hoje, campeã europeia e mundial. E para manter esse status por tempo indeterminado, o padrão de jogo que representa tal expressão, em que predomina o toque e a posse da bola, é o que rege o trabalho feito nas seleções espanholas de base. Do ponto de vista de resultado, o trabalho vem sendo bem feito, como mostram os vice-campeonatos europeus sub-17 e sub-19 em 2010 e o título continental sub-21, conquistado mês passado. E a equipe que defenderá o vermelho da Fúria na Colômbia segue esses mesmos passos, respaldada pela qualidade e entrosamento do grupo, mesmo com desfalques importantes.

O objetivo está claro: firmada como potencia europeia na base, é chegada a hora de conquistar o mais badalado dos Mundiais. Ou seja: repetir o feito da geração encabeçada por Xavi Hernández, campeã do torneio em 1999. Além do meia do Barcelona, também despontaram nomes como Carlos Marchena, Gabri, Iker Casillas (que foi reserva) e Pablo Couñago - artilheiro daquele Mundial. A Fúria deixou para trás o Brasil de Ronaldinho Gaúcho, Gana de Stephen Appiah e Mali de Seydou Keita, até alcançar a final e bater um surpreendente Japão. O segundo caneco quase veio em 2003, quando o time estrelado por Andrés Iniesta e David Silva chegou à final contra o Brasil, mas acabou superado no fim do segundo tempo.

A chave espanhola, composta por Austrália, Costa Rica e Equador, não é das mais complicadas nem deve comprometer o favoritismo da equipe. Favoritismo esse ainda maior que o da geração 2009, de Dani Parejo e Fran Mérida. No entanto, as disputas no Egito deixaram o alerta. Afinal, na ocasião, a Espanha também se deparou com um grupo teoricamente fácil (Nigéria, Venezuela e Tahiti) e avançou com pompa, mas no mata-mata, caiu nas oitavas para uma irregular Itália. Para esta que será a 14ª participação do país no torneio, a expectativa é de que a experiência de dois anos atrás e o fim do estigma "perdedor" da Fúria tenham valido para conter a pressão e a empolgação da atual e promissora safra ibérica.

Sem tanto preparo, mas com entrosamento
A classificação para o Mundial vem sem sobressaltos, via Europeu Sub-19 de 2010. Na fase preliminar, de grupos, um segundo lugar na chave de Portugal (que avançou em primeiro), País de Gales e Macedônia foi suficiente. Na etapa seguinte, após uma primeira rodada complicada (empate com a Noruega), a reação veio com vitórias sobre Turquia e Azerbaijão, seguidas da liderança da chave e da vaga à fase final. E mesmo sorteada em um verdadeiro grupo da morte, a Espanha soube se impor. Bateu Croácia (2 a 1), Portugal (2 a 1) e Itália (3 a 0), assegurando o passaporte para a Colômbia e um posto nas semifinais do Europeu. Venceria ainda a Inglaterra (3 a 1), até cair diante da França (1 a 2) na decisão.

Passado o Europeu, porém, foram poucos os encontros visando o Mundial. O primeiro se deu em agosto, com o vice-campeonato no Torneio Internacional Sub-19 do Japão. Na campanha, uma inesperada derrota para a seleção de Shizuoka (2 a 0), seguida de vitórias ante ganenses (2 a 0) e nipônicos (4 a 0). Com o início do Europeu Sub-19 de 2011 - e que envolveu alguns dos /92 que estarão na Colômbia -, a preparação só foi retomada em março com uma série de treinamentos finalizada com triunfo ante o Atlético de Madrid B. Em abril, por fim, nova vitória, desta vez por 1 a 0, em amistoso com a Itália. Sinal de que a aposta será mesmo no entrosamento do grupo, que vem junto desde a era sub-17.

Logo após o vice-campeonato continental, o então treinador Luís Milla foi promovido à seleção sub-21 - com a qual foi campeão europeu neste ano -, e assumiu Julen Lopetegui, um dos goleiros espanhois convocados para a Copa de 1994 e vice-campeão mundial sub-20 em 1985, que comandará a Fúria na Colômbia. Lopetegui chegou ao cargo sem grande experiência na função. Comandou o Rayo Vallecano em 2003/04 pouco após se aposentar, mas não conseguiu evitar o rebaixamento da equipe à segunda divisão. Ausentou-se da carreira de técnico até a temporada 2008/09, quando treinou o Real Madrid Castilla, "batendo na trave" na luta por vaga no playoff de acesso à Liga Adelante.

Adequações aos desfalques
Lopetegui terá que lidar com alguns desfalques, mas já não tem muitas dúvidas do time que levará a campo. No gol, Álex Sanchez, revelado pelos culés e hoje no Zaragoza, é o principal candidato para a titularidade no gol. A linha de quatro na defesa não contará com os dois titulares das laterais, os barcelonistas Martín Montoya e Marc Muniesa. Hugo Mallo, trazido para o lugar de Montoya, deve assumir a direita, enquanto Carles Planas substitui Muniesa pela esquerda. Sendo assim, a dupla de zaga formada por Jordi Amat, do Espanyol, e o blaugrana Marc Bartra, mais entrosada, será responsável em manter a regularidade do setor, tido como o mais confiável da equipe.

Do meio para frente, a promessa é de uma equipe bem ofensiva. Na contenção estará o colchonero Koke, outro presente no Mundial Sub-17 de dois anos atrás (quando foi capitão). Se Lopetegui optar em utilizar dois volantes - o que é mais provável -, o favorito para atuar com Koke é o barcelonista Oriol Romeu. E nesse esquema, a ligação com o ataque ficaria a cargo do badalado madridista Sérgio Canales e do elogiado Isco Alarcón - que também esteve na Nigéria em 2009. Se preferir jogar com apenas um volante, por sua vez Oriol ou Koke devem dar lugar ao blaugrana Sergi Roberto, mais um que jogou no Mundial Sub-17 de 2009.

A linha ofensiva terá desfalques importantes como Thiago Alcântara e Iker Muniain, que estão na pré-temporada de, respectivamente, Barcelona e Athletic Bilbao e estiveram no Europeu Sub-21. Desta forma, as esperanças de gol estão no hispano-brasileiro Rodrigo Moreno e em Daniel Pacheco, artilheiro da fase final do último Europeu Sub-19, no que se desenha como um 4-4-2 adaptado. Dependendo da necessidade tática da partida, Lopetegui tem a opção de aproximar Isco ou Canales e Moreno de deixar Pacheco com centroavante de referência de um 4-3-2-1. A missão dos homens de frente, portanto, será a de fazer a ausência de Thiago e Munaín ser a menos sentida possível.

Chuteira caliente
Dani Pacheco. Com quatro gols, foi o principal goleador do último Europeu Sub-19, ainda luta para encontrar espaço no Liverpool, mas terá a oportunidade de chamar atenção de Kenny Dalglish - que tem aberto gradual espaço aos jovens de Anfield - com um bom desempenho na Colômbia. Baixo (1,68 metro) mas bastante veloz e de boa movimentação, Pacheco teve desempenho bastante elogiado em seu recente empréstimo ao Norwich e chega motivado para brigar pela chuteira de ouro no Mundial.

Pelota cuadrada
Sérgio Canales. Ele surgiu com grande destaque no Racing Santander, marcado por ser um dos principais nomes da seleção campeã europeia sub-17 em 2008. Não a toa, chegou como titular entre os galácticos do Real Madrid. No entanto, não demorou a perder espaço para Mezut Özil e já na conquista do último Europeu Sub-19, não foi decisivo. Sem as mesmas atenções de outrora, terá no Mundial Sub-20 que se aproxima a chance de reconquistar os holofotes que obteve há dois anos, torcendo também para que José Mourinho esteja de olho.

El Libertador
Oriol Romeu. Josep Guardiola é um de seus admiradores, e isso já representa muito. Ser contratado como reforço do milionário Chelsea por cerca de 5 milhões de euros, também. Já ter um Mundial Sub-20 no currículo, tão representativo ainda. Desta forma, é difícil não ver no versátil volante (que també pode atuar como zagueiro), campeão mundial de clubes pelo Barça em 2009 e de duas belas temporadas pelo Barcelona B, a figura que deverá liderar os espanhois na Colômbia. Talvez não como capitão, mas como uma referência em campo.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Real Madrid

Numa fase extraordinária, Cristiano Ronaldo é o artilheiro da competição e é o trunfo de Mourinho para os objetivos desta temporada (getty images)

Campanha
2ª posição. 16 jogos, 41 pontos. 13 vitórias, 2 empates e 1 derrota. 39 gols pró, 12 gols contra.

Técnico
José Mourinho. Principal contratação do Real Madrid na temporada, Mourinho já está se satisfazendo com o que o Real Madrid vem fazendo até o momento. Tudo bem que a goleada sofrida ante o maior rival Barcelona pode apagar tudo isso, mas não há de se negar que o trabalho que Mou vem fazendo até o momento é brilhante. Além de trocar o 4-3-2-1 de Pellegrini para o seu já conhecido 4-2-3-1, o Real Madrid vem jogando de maneira mais atrativa e super ofensiva, já que os jogadores da linha de três do meio-campo são velozes e fazem a bola correr. Nos bastidores, o português tem cumprido à risca seu discurso de trabalhar pelo futuro do clube e já vem dando chances a canteranos como Morata, que será utilizado com frequência na segunda metade da temporada. Mourinho, sem modéstia alguma, já avisou que o Real Madrid desta temporada será competitivo, mas o da temporada que vem irá beirar a perfeição. É esperar para crer.

Destaque
Cristiano Ronaldo. O gajo está impossível. Marcando 46 gols em 48 jogos - média de 0,96 gol por jogo, Cristiano Ronaldo vem fazendo uma temporada absurda e duela com Lionel Messi pelo posto de melhor do mundo. Se, por causa da má copa, o camisa sete merengue não apareceu entre os três que irão disputar o prêmio deste ano, Cristiano Ronaldo já vai dando passos largos para a premiação da temporada que vem. Na temporada 2010/11 o camisa 7 merengue anotou 26 gols em 25 partidas, sendo 18 pelo Campeonato Espanhol (é o artilheiro da competição), quatro na Liga dos Campeões da Europa e mais quatro na Copa do Rei. Além disso, Ronaldo vem colocando seu nome na história merengue. Com 18 gols na Liga, o craque de Lisboa ultrapassa Hugo Sánchez e Telmo Zarra nas quinze rodadas iniciais desta competição. Segundo o Marca, a velocidade da bola que Cristiano Ronaldo chutou - e marcou - contra o Zaragoza chegou a 105km/h, 10km a menos que a velocidade alcançada pelo animal terrestre mais rápido do mundo, o Guepardo. Outros que merecem destaque são Ricardo Carvalho, Özil, Di María e Marcelo.

Decepção
Canales. Depois de assumir a titularidade no Racing Santander, impressionar o mundo com suas jogadas e ser contratado pelo Real Madrid, Canales contava, meteoricamente, com convocações para a Fúria e o afeto da torcida merengue. Após a bela pré-temporada, onde foi derretido de elogios por parte de Mourinho, o jovem parece ter ficado mais acanhado com a chegada de Özil, que nem precisou de muito esforço para ser titular. Canales ainda não conseguiu evoluir nesta temporada e só jogou apenas cinco partidas na temporada. Partidas em que Canales não mostrou nem 1/3 de seu talento, o suficiente para Mourinho afastá-lo do elenco por uns tempos. Especulações que estão surgindo, diz que Valdano está pensando em emprestar o jovem para ganhar mais experiências, e times como Sampdoria e Lyon já mostram interesse.

Perspectiva
Tríplice Coroa. O Real Madrid vinha apresentando, junto com o Barcelona, o futebol mais bonito e envolvente no mundo antes do dia 29 de novembro. Com o melhor ataque, melhor defesa e time mais regular da competição, os merengues parecem terem sentidos o baque da manita sofrida e tudo caiu por água abaixo. Com Kaká, que volta contra o Getafe, na próxima segunda-feira, e sem Higuaín, Mourinho irá continuar num 4-2-3-1, mas com Cristiano Ronaldo jogando de falso nove. Na única vez que atuou assim na temporada, o português marcou um doblete contra o Valencia. Na Liga dos Campeões, o time de Mourinho ainda está invicto e a expectativa inicial é passar das oitavas, onde não passa desde 2003-04, e encontrará um velho rival: Lyon. Responsável pela eliminação merengue na temporada passada e invicto no Santiago Bernabéu em sua história, Mourinho já avisou que o sentimento não será de vingança, mas o Real Madrid vai para, desta vez, passar de fase.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Promessas: Sergio Canales

Texto de Igor Sternieri.

Formado na base do Racing Santander, o garoto chamou a atenção de vários clubes europeus após lances geniais. Após boa pré-temporada, o garoto ganhou a confiança de Mourinho (article.wn)

Meia canhoto de rara técnica. Dribles curtos, a bola dificilmente fica a mais de 50 centímetros de seus pés. Visão de jogo privilegiada e facilidade para enfiadas de bola em velocidade. Não, não é Messi o atleta descrito, mas sim Sergio Canales, a mais recente promessa espanhola, que nessa temporada fará parte do elenco galáctico do Real Madrid.

As comparações com o meia do Barcelona são inevitáveis, já que o modo de atuar e a área ocupada em campo são similares. Isso sem falar na enorme rivalidade entre Real Madrid e Barcelona que acirra os ânimos por esse tipo de discussão. Canales, assim como Messi, também pode atuar tanto como meia aberto pelos lados como enganche, mais próximo dos companheiros de ataque.

Embora seja considerado a principal revelação espanhola de sua geração, Canales ainda precisa mostrar mais regularidade e ser mais participativo para se tornar um novo Messi. Precisará também provar isso com uma camisa como a do Real Madrid, onde a cobrança é sempre pesada.

Talento não lhe falta, prova disso é a presença freqüente nas seleções de base da Espanha. Em 2008, foi campeão europeu sub-17: 4 a 0 sobre a França. Na última semana, chegou ao vice-campeonato europeu sub-19, perdendo a final para a mesma França por 2 a 1. Na semifinal frente a Inglaterra, Canales teve participação decisiva ao anotar um gol e uma assistência.

De Santander a Madrid: Uma rápida viagem
Canales chegou com 10 anos às canteras do Racing Santander. No início de sua trajetória no clube da região da Cantábria, o jovem talento atuava mais recuado no meio de campo, fazendo por vezes a função de volante. Com o passar do tempo, sua vocação mais ofensiva ficou evidente e Canales passou a atuar mais adiantado na meia cancha. E foi como meia ofensivo que o jogador despertou o interesse do técnico Juan Ramón López Muñiz, que comandava o Racing na temporada 2008/09. Canales fazia parte do elenco do Racing B, que disputava a Segunda Divisão B.

Com apenas 17 anos, Canales debutou nos gramados logo numa partida internacional frente ao FC Honka, da Finlândia, num cotejo pela Copa da Uefa, atual Liga Europa. O Racing venceu por 1 a 0 e Canales entrou aos 27 do segundo tempo com a camisa 27, a mesma que usaria durante toda a sua passagem pelo clube.

Embora fosse visto como um jovem talentoso e promissor, Canales teve poucas chances entre os onze inicial na temporada 2008/09, atuando com mais frequência no Racing B. Pelo time principal entrou no decorrer de mais 6 cotejos da Liga Espanhola, disputando apenas 105 minutos.

Na temporada seguinte, Canales continuou tendo poucas oportunidades, dessa vez sob o comando de Juan Carlos Mandiá. Nas dez primeiras rodadas foram apenas duas aparições e modestos 34 minutos em campo. No entanto, o técnico caiu após a décima partida e Miguel Ángel assumiu o posto. O novo treinador deu espaço a Canales, que no primeiro jogo como titular anotou dois gols na goleada sobre o Espanyol por 4 a 0.

No entanto, a grande atuação de Canales ainda estava por vir. Contra o Sevilla, em pleno estádio Ramón Sánchez, o jovem meia canhoto fez uma partida de gala, anotando os dois gols da vitória por 2 a 1. E dois belos gols, diga-se de passagem: um por cobertura encobrindo o goleiro Palop e no outro driblou o arqueiro e deixou um defensor no chão antes de estufar as redes.

Com as boas atuações, Canales tornou-se o artilheiro do time ao final do primeiro turno com cinco gols marcados e despertou o interesse dos grandes clubes europeus. Manchester United, Arsenal, Chelsea e Manchester City queriam contar com o jogador, mas o meia foi adquirido pelo Real Madrid. O valor da negociação não foi divulgado, mas se especula que girou em torno de cinco milhões de euros, quantia até baixa se tratando do clube merengue, ainda mais quando se observa o talento e a juventude de Canales.

O jogador assinou um contrato de 6 temporadas, mas a princípio o clube poderia liberar Canales para atuar por mais um ano com a camisa do Racing a fim de adquirir mais experiência. Contudo, o técnico José Mourinho fez questão de contar com o meia já na temporada 2010/11, frustrando a direção do time da Cantábria.

Depois da venda para o Real Madrid, Canales teve uma leve queda de rendimento, um pouco em virtude da má fase técnica do Racing Santander que brigou contra o rebaixamento durante toda a campanha. Foi o décimo quinto colocado com 39 pontos, apenas três acima do último rebaixado. Mesmo assim Canales terminou a temporada como o principal destaque da equipe na Liga Espanhola com seis gols marcados e quatro assistências nas 26 partidas disputadas (19 como titular). O jogador também foi escolhido o melhor meio-campista jovem do campeonato.

No Real Madrid, a concorrência por uma vaga de titular como meia ofensivo não será fácil, já que terá como adversários Kaká, Cristiano Ronaldo, Di Maria, Van der Vaart. Em tese, Canales deve ser uma opção para o segundo tempo, mas o próprio meia demonstra não se preocupar muito com isso. Canales declarou à imprensa espanhola que o aprendizado no Real Madrid começa desde o momento em que ele subir ao ônibus do clube. Para sorte de Canales, o jovem fez uma boa pré-temporada e ganhou a total confiança de Mourinho. Para complementar, Kaká, titular da posição onde joga o Canales, ficará quatro meses fora.

Um ponto importante para o amadurecimento do jogador é José Mourinho, reconhecidamente um melhores técnicos do mundo. Sob o comando do português, Canales terá uma ótima oportunidade para incrementar ainda mais seu futebol e torná-lo mais regular e decisivo.

Sergio Canales
Nome: Sergio Canales Madrazo
Nascimento: 16/fev/1991, em Santander (ESP)
Posição: Meia
Altura: 1,76 cm
Peso: 65 kg
Clubes: Racing Santander (2008 a 2010) e Real Madrid (desde 2010)
Títulos: campeão europeu sub-17 (2008)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O trabalho de Mourinho

Os pedidos de contratações de Mourinho já foram atendidos. E agora? (getty images)

A Internazionale era um projeto de Real Madrid. Sem querer ser maldoso com nenhum dos dois. É que ambos têm dinheiro no bolso e ânsia desenfreada por um título da Liga dos Campeões “para ontem”. Assim, gastavam todo jogador caro e de grife que estivesse à disposição para fazer barulho e pintar como candidato ao título europeu. A diferença é que o Real estava nesse universo há mais tempo e contratava reforços mais badalados. E, no final das contas, ambos acabavam vendo o maior rival conquistar o continente.

Hoje, há sinais de que o Real Madrid é um projeto de Internazionale. Na temporada passada, José Mourinho resolveu mudar um pouco a política da equipe. Os interistas contrataram grandes jogadores, mas por valores e de grife abaixo do que estavam acostumados. Com Sneijder, Lúcio, Eto’o, Pandev e Thiago Motta se juntando aos bons jogadores que já tinha, a Inter gastou pouco e ganhou muito, o suficiente para conquistar a tripletta.

Agora, em Chamartín, o português caminha no mesmo sentido. É verdade que um clube dirigido por Florentino Pérez sempre tentará gastar algumas dezenas de milhões de euros por jogadores não tão necessários. Faz parte da estratégia de marketing dos merengues. Mas os pedidos de reforços de “Mou” têm outro perfil. Nada de Rooney, Ronaldinho, Drogba, Lampard ou Ribéry, nomes que agradariam o chefe por vender milhares de camisas e exigiriam alguma engenharia financeira da qual os madridistas se orgulhariam muito.

Os nomes indicam outra filosofia. Entre os reforços especulados, apenas Fàbregas e Gerrard entrariam na cota “galáticos” de Florentino. De resto, vejamos: já chegaram os promissores Canales e León, além dos ascendentes Di María e Khedira, e o já consagrado Ricardo Carvalho. Também estão na lista de compras, de acordo com a exagerada imprensa espanhola, Maicon, Thiago Silva, De Rossi, Javi Martinez, Özil, Schweinsteiger e Ashley Cole. Alguns desses nomes só vão a Madri em troca de uma fortuna, mas é inegável que nenhum deles têm grife e que todos cairiam perfeitamente para tapar os buracos que há no elenco do Real.

O time perdeu Cannavaro, Metzelder, Raúl e Guti. Assim, sem contar as altas de mercado, a formação titular seria Casillas; Sergio Ramos, Pepe, Ricardo Carvalho e Arbeloa (Marcelo); Lassana Diarra, Gago, Cristiano Ronaldo, Kaká e Granero (Benzema); Higuaín. Falta uma dupla de zaga – as respostas seriam Thiago Silva e Maicon, considerando que o lateral empurraria Sergio Ramos para o miolo da defesa –, falta um volante de saída de bola – Khedira foi contratado, e Schweinsteiger, De Rossi e Javi Martinez estão nos planos –, falta um lateral esquerdo mais confiável – alguém falou em Ashley Cole? – e talvez um meia para ajudar Kaká e Cristiano Ronaldo – que tal Özil?.

Se a vontade de Mourinho prevalecer e alguns desses jogadores efetivamente forem contratados, o Real fica com uma equipe talentosa, homogênea e sólida coletivamente. Como a Internazionale campeã de tudo na temporada passada.

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ATUALIZADO

O Real Madrid confirmou hoje à tarde a contratação do turco-alemão Mesut Özil. A imprensa espanhola especula algo em torno de 15 milhões de euros.

sábado, 14 de agosto de 2010

San Iker

Após uma exibição no amistoso contra o Bayern, Casillas virou o homem de fé de Mourinho (reuters)

Que Casillas é um goleiraço, isso ninguém tem mais dúvidas. O novo capitão do Real Madrid já é uma lenda viva. Só ele foi capaz de fazer uma partida de alto nível com apenas uma semana de treino. Ontem, num amistoso internacional contra o Bayern de Munich, na Alemanha, Casillas parou os alemães com dezenas de defesas e foi o principal responsável pela vitória - nos pênaltis - dos blancos. Pegou três pênaltis (um no tempo normal e outro nas cobranças de pênaltis), deu um voo sensacional em um chute de Sosa, aos 30 minutos do primeiro tempo, foi um muro perante a Klose. Casillas é hoje, sem dúvidas, o melhor goleiro do mundo. E já faz os olhos de Mourinho brilhar.

Fora os elogios a Casillas, o Real Madrid passou longe de ter feito sua melhor partida. Pecando demais nas finalizações e mostrando certa deficiência quando atacado, é fato você pensar que o resultado seria outro (quem sabe até uma goleada) se Casillas não estivesse em campo. Com exceção de Casillas, outro que esteve em uma boa noite foi Cristiano Ronaldo. O gajo puxou a responsabilidade e teve duas grandes oportunidades de marcar, mas foi parado pelo o também bom goleiro Kraft.

Depois do tempo normal, Cristiano Ronaldo, Van der Vaart, Xabi Alonso e Benzema converteram as quatro cobranças de pênalti do Real com sucesso. Ottl e Badstuber também marcaram para os rivais, mas Altintop e Braadhief tiveram seus chutes defendidos por Casillas.

Mercado

Para tentar tirar o Barcelona do topo, o Real Madrid segue contratando. Nesta semana, os merengues confirmaram a contratação do zagueiro Ricardo Carvalho, que estava no Chelsea. Após tantas especulações envolvendo Mesut Özil, Mourinho resolveu dar um tempo no turco-alemão e pediu como prioridade a contratação de um zagueiro. Pedido atendido. Mourinho já deixou bem claro que Ricardo Carvalho é um jogador com que gosta de trabalhar - lembrando que Mourinho já havia treinado o zagueiro em tempos de Chelsea.

Até o momento, as contratações são bem pensadas e muito boas. Graças a elas, a notícia de que Kaká ficará quatro meses parados não surtiu como um ato de tensão no mundo madridista. Di María, Pedro León e Canales fizeram uma boa temporada e podem substituir à altura o brasileiro. Khedira e Ricardo Carvalho fizeram sua estreia no amistoso. O alemão foi bem, com boa marcação no meio-campo e grande auxílio com o ataque. Já o português (a principal contratação, até o momento) deveu. Tido como o principal marcador de Klose, o gajo aparecia sempre atrasado na marcação do atacante alemão, e se mostrou fora de forma.

A era Mourinho está apenas começando, e, até agora, os torcedores estão, sim, ansiosos pelo o início das competições oficiais.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A sorte de Canales

Canales já impressiona Mourinho e pode ser tornar essêncial na ausência de Kaká (getty images)

Cada nuvem tem uma fresta de esperança. A ausência de Kaká durante quatro meses, por lesão, obviamente, vai dar uma oportunidade enorme de Canales mostrar o seu (grande) talento. Contratado como uma promessa - jogador em formação -, com poucas partidas na Liga BBVA, os merengues tiveram em sua cabeça uma ideia de deixá-lo cedido mais um ano ao Racing Santander. Mas acabou terminando a temporada como um jogador sólido, um garoto promissor, com resquícios de geniliades.

Capaz de marcar golaços impressionantes, como este, contra o Sevilla, este, também contra o Sevilla, ou este, contra o Villarreal. Nesta nova temporada, já começou brilhando, no Euro Sub-19, onde tornou-se vice-campeão da competição, trás os rojillos perderem para os anfintriões da França. E Mourinho, em apenas 2 treinos, já o admira. Foi titular no primeiro amistoso do Real Madrid no ano, e coroou sua bela partida com belo gol, além do entendimento soberbo com Cristiano Ronaldo.

De repente, tem presente uma grande oportunidade de mostrar o seu futebol. A não ser que se retorne o tema Özil (que não é fácil, até porque Mourinho já exige, primeiramente, um reforço para a zaga), Canales vai arrancar na "pole position". Van der Vaart vem atrás, e pode ter perdido sua chance de ser titular no ausência do brasileiro.

E porque sendo o espanhol será um plus para os fãs, ainda mais que antes. Para a Copa do Mundo e porque as pessoas estão ficando cansados de tanto desertor fugitivo do caminho. Canales e Pedro León são jogadores de total apoio dos torcedores. Canales inclui também a tradição da Cantábria, uma das grandes marcas do clássico de Madrid, por isso muitos querem recuperar. Gento, Marquitos, Pachín, Santillana, Helguera e muitos outros tiveram de lidar com muitos dos melhores momentos de Madrid.

sábado, 24 de julho de 2010

O que a Espanha deve fazer até 2014?

Sergio Canales é a principal promessa da Fúria para a Copa de 2014 (reuters)

Aparentemente, a seleção espanhola não precisa de uma grande reformulação nesse momento. Afinal de contas, o título mundial foi conquistado com uma equipe repleta de jovens jogadores que terão condições de disputar a Copa do Mundo de 2014. Algumas modificações, porém, serão inevitáveis em função da idade de alguns dos titulares do time atual.

A primeira delas provavelmente será na lateral esquerda, pois Capdevilla já tem 32 anos e dificilmente manterá o bom nível do presente. Puyol, que tem a mesma idade, se aposentou da seleção e pode ser substituído pelo jovem Mikel San José, do Athletic Bilbao. Entre os candidatos à vaga na lateral, figuram nomes como Roberto Canella, Nacho Monreal, Didac e Sergio Escudero.

No meio-campo, a expectativa é pela permanência de Xavi, que terá 34 anos em 2014 e poderá se despedir da seleção espanhola no Brasil, e Xabi Alonso, que terá 33 primaveras completadas. O risco de mantê-los é o de, obviamente, envelhecer a seleção e impedir a progressão de nomes como Sergio Canales, Thiago Alcântara, Fran Mérida e Koke, estrelas das seleções de base. No ataque, uma eventual saída de David Villa poderia ser suprida pela ascensão de Iker Muniaín, ou mesmo Bojan, enquanto que no gol, Casillas ainda reina soberano, mas terá o excelente David De Gea como “sombra” nos próximos anos.

Independente de nomes, a Espanha é nos últimos anos quem melhor trabalha a base, provavelmente ao lado da Alemanha. A conexão entre federação e os clubes é o razoável, o que permite às equipes de base sempre ter os melhores jogadores à disposição. Além disso, a mentalidade de jogo é a mesma em todas as gerações, o que facilita a chegada de jogadores jovens ao time de cima.

Nota da seleção: 10
Necessidade de renovar: 1.5
Cinco promessas: David De Gea, Mikel San José, Sergio Canales, Thiago Alcântara e Iker Muniaín
O que deve melhorar na base: ainda aperfeiçoar a relação entre clubes e seleções

Retrospecto recente: Copa do Mundo (campeã), Europeu Sub-21 (eliminada na fase final), Mundial Sub-20 (eliminada nas oitavas), Europeu Sub-19 (eliminada na fase final [ tem um campeonato em andamento]), Mundial Sub-17 (eliminada na semifinal), Europeu Sub-17 (vice-campeã)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Balanço Final: Racing Santander

O promissor Canales foi o grande jogador do Racing na temporada. Agora, ele irá atuar ao lado de Cristiano Ronaldo no Real Madrid (getty images)

RACING SANTANDER


Técnicos: Juan Carlos Mandiá e Miguel Ángel Portugal
Competição europeia: não participou de nenhuma
Copa do Rei: caiu nas semifinais
Destaque: Sergio Canales (meia)
Artilheiro: Mohammed Tchité (11 gols)
Nota da temporada: 4,5

Uma das grandes armas do Racing de Santander para sobreviver na primeira divisão foi usar as (acanhadas) dimensões do estádio El Sardinero. Pois, nesta temporada, o Racing foi a única equipe a terminar com melhor campanha como visitante do que como anfitrião.

Sinal de como tem faltado consistência à equipe. Há bons sinais, como o histórico Munitis seguindo entre os principais assistentes da liga e o talento explosivo de Canales (cotado para ir ao Real Madrid). Mas a falta de um trabalho mais racional minou a campanha de um time que caiu tanto no segundo turno que quase foi rebaixado.