Futebol espanhol, Campeonato Espanhol, Seleção Espanhola, Copa del Rey, Liga Adelante, Canteras
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Difícil de explicar, fácil de entender
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Copa envenenada
Curiosa e ironicamente, Garrido chegou ao comando da equipe principal da mesma situação com a qual o Submarino Amarelo vive hoje. Há duas temporada, após um primeiro turno decepcionante, quando chegou a ficar na lanterna por três rodadas, a diretoria resolveu demitir Valverde e apostar em Garrido. Deu certo: o Villarreal fez um segundo turno excelente e, da 20ª colocação, terminou em sétimo, copando uma vaga na Liga Europa. Em 2010/2011, foi responsável por fazer dos amarillos uma equipe com um dos futebol mais bonito da Espanha, lembrando em certas ocasiões o Barcelona. Jogando com muita intensidade, com a bola nos pés e prezando pela posse de bola, terminou a temporada na quarta colocação, o que deu direito a voltar à Champions League após três temporadas, e caiu na Liga Europa para o futuro campeão Porto na semifinal.
O treinador, obviamente, também tem parcelas de culpa pelo momento negro que vive o Villarreal. Não conseguiu, em momento algum da temporada, achar um padrão de jogo semelhante ao da temporada passada e alternativas a Cazorla, homem do meio-campo na temporada passada. Improvisou De Guzmán na posição de Santi, mas foi um desastre. Tentou apostar em Hernán Pérez, mas o jovem não tem metade da qualidade do ex-amarillo. Em alguns pontos, acabou sendo vítima. O DM desta temporada está lotado: mais de treze jogadores do elenco sofreram e/ou sofrem com as lesões. Rossi e Nilmar, os pilares, só jogaram três partidas juntos nesta temporada. O ítalo-americano, vale lembrar, não volta mais em 2011/2012.
Agora, a diretoria corre atrás pelo substituto. Evitar uma tragédia, já que o rebaixamento é provável, é a missão. Um treinador que conheça bem a Liga Espanhola, para que não tenha perca tempo com adaptação, é o objetivo. A situação é preocupante. Luis Aragonés seria o preferido dos diretores, ainda mais agora que o Atlético de Madrid deve acertar com Simeone. Míchel e Víctor Fernández, diretores esportivos amarillos, correm contra o tempo para começar os contatos com o treinador. Em sua despedida, Garrido não mostrou-se magoado com o presidente Fernando Roig. Pelo contrário. "Disse pare ele que entendo sua decisão. Já esperava isso. Fazemos uma temporada ruim e a única coisa que eu tenho a fazer é agradecer a esse maravilhoso clube. Peço desculpas pela forma desastrosa e vergonhosa com a qual caímos na Copa", disse. O treinador aproveitou para dizer que não crê que os jogadores forçaram sua demissão. "Não creio nisso. Eu tinha o grupo na mão, todos éramos muitos amigos. Após o jogo, estavam todos tocados nos vestiários", finalizou.
As outras zebras
Viva a Copa! Fortes emoções reservaram os jogos desta quarta na competição espanhola. Além do Villarreal, Atlético de Madrid, Zaragoza e Bétis deixaram precocemente a competição. Justamente as equipes com os treinador com o alarme disparando. Gregorio Manzano deve seguir Garrido e ser demitido no Atléti. Os rojiblancos decepcionaram e perderam para o Albacete por 1 a 0. Especularam o brasileiro Felipão como substituto, mas talvez o nome mais certo é de Simeone, que já teve passagem pelo clube de Manzanares. Javier Aguirre, por sua vez, faz uma temporada desastrosa, mas tem o apoio dos aficionados. Para eles, o principal responsável pela fase negra do Zaragoza é Agapito Inglesias, presidente maño. O futuro do mexicano, entretanto, é uma incógnita. Os blancos foram eliminados pelo Alcorcón, que havia chamado a atenção do mundo futebolístico ao eliminar o Real Madrid na Copa 2009/2010 com direito a poker.
O Bétis de Pepe Mel foi a outra equipe danificada pelas zebras na noite copera. A eliminação, entretanto, não parece que será tão dramática nos arredores do Benito Villamarín. Mel quer seus jogadores centrados na Liga, onde a equipe está no meio da tabela. Fica o registro que, na temporada passada, os verdiblancos caíram de cabeça erguida ao ser eliminado pelo vice-campeão Barcelona, derrotando-o na Andaluzia por 3 a 1.
Veja os resultados dos jogos da volta da fase 16 avos da Copa del Rey
Atlético de Madrid 0-1 Albacete (1-2)
Athletic Bilbao 1-0 Oviedo (1-0)
Real Madrid 5-1 Ponferradina (2-0)
Villarreal 0-2 Mirandés (1-1)
Levante 4-1 Deportivo (1-3)
Osasuna 1-1 Almería (3-1)
Espanyol 4-2 Celta Vigo (0-0)
Bétis 1-2 Córdoba (0-1)
Sporting Gijón 0-2 Mallorca (1-0)
Rayo Vallecano 4-3 Racing Santander (2-3)
Málaga 2-2 Getafe (1-0)
Granada 2-1 Real Sociedad (1-4)
Sevilla 2-1 San Roque (1-0)
*Em negrito, todos os classificados
** Entre parênteses, os resultados dos jogos de ida
***Hoje, mais dois jogos encerram esta fase: Valencia-Cádiz e Barcelona-L'Hospitalet. No Mestalla, qualquer empate com gols classifica os amarillos, já que o jogo da ida foi um empate por 0 a 0. No Camp Nou, o Barcelona repleto de canteranos vai mais tranquilo: venceu na ida por 1 a 0.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Alarme disparando
O domingo foi nefastos para o trio, que sabiam que seus adversários diretos haviam sido favorecidos na rodada. Desde Aguirre, que vê o Zaragoza colista (lanterna, em espanhol) após um novo esperpento contra o Mallorca, até Manzano, que chegou ao segundo revés na semana e o enésimo na temporada, jogando em Barcelona contra o Espanyol. Aguirre já não sabe mais o que fazer. O Zaragoza tem um elenco para, sem dúvidas, ficar no meio da tabela, e não brigar por rebaixamento. Fez um bom mercado, repatriando alguns bons jogadores e contratando à custo zero valores que adicionam talento ao plantel. Mas o momento é negro. Apenas duas vitórias em 15 jogos. A lanterna é merecida, ainda mais com o Racing Santander ensaiando uma reação após a saída de Héctor Cúper.
Para piorar a situação, saíram os exames médicos de Rúben Micael, um dos nomes que escaparam das vaias da torcida após o apito final do árbitro no último domingo. O lateral sofreu uma lesão de grau 1 nos ligamentos do tornozelo direito e não volta mais neste ano. A previsão é voltar aos gramados apenas no final de janeiro. Os aficionados parecem estar ao lado do treinador mexicano, em dentrimento do presidente Agapito Inglesias. Um grupo de torcedores maños protestaram contra o presidente após a partida contra o Mallorca. "Zaragoza sim; Agapito não!", Agapito demissão" e "Não volte nunca mais, Apagapito", gritaram.
Na Comunidade Valenciana, Juan Carlos Garrido, por sua vez, não tem o apoio da torcida do Villarreal. Uma temporada catastrófica, com direito a eliminação da Champions com seis derrotas em seis jogos, o Submarino Amarelo naufraga a cada jogo. No fim de semana, empataram com a Real Sociedad no El Madrigal por 1 a 1. O treinador afirmou na coletiva pós-jogo ter visto melhoria no desempenho de sua equipe. A realidade, entretanto, é diametralmente oposto àquela que pensa Garrido. Os amarillos somam apenas três vitórias em 15 jogos, com seis empates e seis derrotas. A zona de rebaixamento está próxima: na 17ª colocação, têm a mesma pontuação do Sporting Gijón, primeiro da zona. "Estamos em uma dinâmica de recuperação", afirmou.
Os problemas do Villarreal estão por todo lado. Apesar de, na última semana, ter recuperado Nilmar, Garrido perdeu Borja Valero, melhor jogador da equipe na temporada, e Cani. Os dois não estiveram no vexame contra o Napoli e, mesmo que a fase de Cani não seja das melhores, o meio-campo inexistiu. Rossi continua fazendo falta, já que Rúben, ao contrário da temporada passada quando supria as ausências do ítalo-americano com boas partidas, não tem aparecido positivamente. Após passar mais de dois meses no 4-2-3-1, o castellonense voltou ao 4-4-2 que foi a fórmula do sucesso na temporada passada. Mas, analisamos: a linha de quatro na temporada passada era formada por Marchena, Cazorla, Borja Valero e Cani. Ontem, tinha Marcos Senna, Bruno, De Guzmán e Hernán Pérez. A diferença é enorme.
A semana de Manzano foi tão negra quanto a de Garrido. Ainda que o Atlético de Madrid se mantenha entre os dez primeiros colocados e continua brigando, ainda que poucas forças, por uma vaga na Liga dos Campeões, a planificação feita pela diretoria no verão não admite vaga na Liga Europa como prêmio de consolação. E o pior: hoje, os rojiblancos estão distante até da zona da segunda principal competição europeia. O Málaga, 6º colocado e último da zona, tem 24 pontos, contra 19 do 10º, que é o Atlético de Madrid. Na última quinta-feira, Manzano "subestimou" o Albacete, da segunda divisão B, pela Copa do Rei e mandou a campo uma equipe B, repleta de jovens das canteras. O resultado foi uma derrota por 2 a 0 e a pressão sobre o treinador aumentando a cada jogo. Ainda que seja improvável (o Atlético de Madrid gosta de dar vexames, mas este seria fora do comum), a torcida exige o time titular no jogo da volta para evitar a eliminação precoce na Copa, que Manzano, antes da temporada começar, havia dado atenção especial. "Vamos pela Copa", disse.
Nos próximos três jogos do Atlético de Madrid (Rennes, Bétis e Albacete), Manzano continuará no banco de reservas. O clube, após gastar 40 milhões de euros com Falcão, não tem dinheiro para demiti-lo e confirmou, pelo seu site oficial, que não tomará nenhuma decisão até a parada para as festas. Os colchoneros não têm em mente um substituto pelo treinador, apesar da torcida implorar, a cada jogo, pela volta de Aragonés. Manzano, definitivamente, ganhou uma nova chance de dar a volta por cima.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
5ª rodada: Reerguendo-se
Nilmar dribla Aouate, antes de chutar para o gol vazio e sacramentar a (primeira) vitória do Villarreal. Garrido continua pressionado, mas pode respirar um pouco (AS)Juan Carlos Garrido conseguiu respirar. Após entrar em campo pressionado pelos péssimo resultados obtidos nos últimos jogos, sobretudo no último final de semana (derrota para o fraco Granada), o Villarreal enfim chegou à sua primeira vitória na Liga Espanhola. Contra o Mallorca, o treinador não inventou: escalou o óbvio (meio-campo com Bruno, Borja Valero, Cani e De Guzmán) e resolveu parar de improvisar Marchena na volância. Na frente, Rossi e Nilmar fizeram o que todos os torcedores amarillos esperam deles: gols. Apesar de ainda estar pressionado, Garrido valorizou muito a vitória: "foram três pontos importantes", disse após o jogo.
Após poupar alguns jogadores no último final de semana e perder a invencibilidade no campeonato espanhol, Philippe Montanier foi com força total encarar o Granada e voltou a somar três pontos. Em um jogo bastante movimentado, Estrada decidiu a partida após um belo chute, sem chances para Roberto. Illarramendi continua sendo uma grata surpresa: o canterano dominou o meio-campo rojiblanco e participou de quase todas as jogadas ofensivas da equipe blanquiazul. Mariga, seu companheiro na volância, também atuou muito bem: soberbo, mostrou grande contudência defensiva ao roubar muitas bolas no meio.
O Granada fez uma boa partida, mas pecou por desperdiças muitas oportunidades. Só no primeiro tempo, quando jogou melhor que a Real, foram três, ora por defesas de Bravo, ora por chutes mal dados de seus jogadores. Faltou mais participação de Uche. Autor do gol na vitória contra o Villarreal, o nigeriano passou despercebido durante os minutos no qual esteve em campo e foi incapaz de rematar às redes do goleiro basco. Os rojiblancos foram uma das equipes que demonstraram o futebol mais belo da Liga Adelante passada, entretanto falta ser mais incisivo na primeira divisão. Dani Benítez, destaque da equipe na temporada passada, ainda não mostrou a que veio.
Osasuna 0x0 Sevilla
A redenção do Osasuna ficou no quase. Melhor em campo durante os noventa minutos, os rojones, além de não conseguirem marcar nas redes de Javi Varas, ainda lamentaram-se de não ter um pênalti assinalado, quando Perotti colocou claramente a mão esquerda na bola. O dia foi dos extremos: Cejudo, pelo lado do Osasuna, e Jesus Navas, pelo lado sevilistas, foram os melhores em campo. Em compensação, os atacantes não brilharam. Após começar a Liga muito bem, Negredo voltou a ter uma atuação abaixo da média e não foi uma referência nas jogadas ofensivas nervionenses. Kike Sola e Nino, pelo lado navarro, também não foram muito bem.
Apesar de ter sido pressionado o jogo inteiro, a zaga sevillista mostrou segurança. Spahic, novamente, voltou a justificar os milhões pagos pela diretoria rojiblanca. Marcelino Toral, após acenar com a possibilidade da improvisação do croata, voltou a mandá-lo à sua posição original. Esse Sevilla contraditório, de bons números e pobres sensações, ainda tem muitas deficiências. A equipe é estática demais, se posiciona mal às vezes e ocupa de maneira deficiente os espaços do campo durante a partida. Porém, nem tudo está ruim, e não pode estar, já que ganhou duas partidas e empatou uma. O Sevilla não anda bem, mas ganha e soma pontos. E também ganha tempo para trabalhar e melhorar, pois isso faz falta.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Batata assando
O Villarreal de Juan Carlos Garrido iniciou a temporada muito mal e o técnico já começa a ver sua batata esquentar (getty images)Para enfrentar o Bayern de Munich, o Villarreal sentiu muito a falta de Borja Valero, suspenso por três jogos pela Uefa devido à expulsão no jogo contra o Odense, e voltou a demonstrar muita fragilidade defensiva, calcanhar de aquiles da equipe nas últimas temporadas. Pela esquerda do ataque bávaro, Ribéry aprontou o verdadeiro carnaval para cima de Mário. Foi assim, por exemplo, no primeiro gol, quando o francês deixou o lateral e Marcos Senna para trás antes de cruzar para Kroos marcar.
Outro defeito que o Submarino Amarelo vem demonstrando neste início de temporada é a falta de um homem incisivo no meio-campo. Na temporada passada, Cazorla desempenhou com excelência esse papel, enquanto na atual temporada o treinador ainda não achou o jogador perfeitou para jogar pelo flanco esquerdo. No mercado, pediu às compras de Camuñas e De Guzmán, e foi atendido. Entretanto, nenhum dos dois jogadores ainda deu certo. Ontem, Garrido iniciu com o holandês mais centralizado, fazendo o papel de Borja Valero. E, como não deveria ser, a armação da equipe foi um desastre. Faltou um cérebro, alguém que pudesse colocar Nilmar e Rossi em condição de gol a todo momento. Garrido teimou e, ao invés de colocar Cani na armação, optou por De Guzmán, um jogador com características mais defensivas.
No último sábado, contra o Sevilla, o Villarreal havia demonstrado uma faceta mais séria, concentrada, que conseguiu o empate ante os nervionenses mesmo com um a menos durante boa parte da partida. Contra os alemães, entretanto, os amarillos pareciam nervosos e mostraram-se totalmente impotentes após o primeiro gol, que saiu cedo. Gol este, aliás, que Garrido lamentou: "o gol cedo condicionou a partida", disse após a partida. Se a classificação à fase de oitavas-de-finais parecia muito difícil antes da partida, com a derrota somada ao resultado do outro jogo do grupo piorou: Manchester City e Napoli ficaram no empate na Inglaterra e deixou o Villarreal em situação bastante desconfortável.
Para manter seu emprego de pé, neste sábado, Garrido terá um teste, teoricamente, fácil, fora de casa. Viaja à Andaluzia para encarar o Granada, que perdeu nas duas primeiras rodadas. Bom jogo àquele que já está bastante pressionado. Uma derrota, contudo, deve deixar a cozinha do Villarreal com um cheiro insuportável de batata queimada.
Na Croácia...
... o Real Madrid não decepcionou e foi o único espanhol a triunfar na primeira rodada da fase de grupos da LC. Mesmo passando por apuros não previsto antes da partida, o Real Madrid, que atuou de vermelho após 38 anos, venceu pelo placar mínimo após um belo gol de Di María. Com Özil e Cristiano Ronaldo abaixo da média e Kelava parando tudo atrás, os blancos atuaram mal.
Entretanto, a maior decepção foi Marcelo: após cavar um pênalti, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso pela segunda vez na temporada, ficando de fora da partida importante contra o Lyon. Quem também pode ficar de fora da partida contra os lioneses é CR7. O gajo criticou severamente a arbitragem após a partida e pode ser suspenso pela UEFA, assim como aconteceu com Drogba e Arséne Wenger em temporadas anteriores.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Final feliz
Rossi, mais uma vez, foi o cara do Villarreal, que garantiu a classificação à fase de grupos da LC (getty images)
Precisando da vitória para se classificar, Juan Carlos Garrido mandou a campo um Villarreal extremamente ofensivo. No 3-4-3 em forma de losângo, com Nilmar e Camunãs no flanco e Rossi mais centralizado, o Submarino Amarelo começou o jogo da mesma forma que jogou a ida. Marcando sobre pressão e jogando muito em cima, o Villarreal chegava com facilidade à área rival, mas parava em Wessels. Ao Odense, sufocado, restou apenas se defender; porém, a velocidade com a qual Nilmar e Rossi implantavam deixaram os laterais dinarmaqueses enlouquecidos.
O ítalo-americano foi o que mais tentou: foram, além dos gols, sete chutes à meta de Wessels. Apesar da boa partida de Rossi e Nilmar, a opção pelo 3-4-3 com Camuñas mais adiantado pela direita não foi boa. O ex-Osasuna passou batido da partida e, jogando nesta posição, deixa de lado sua principal característica: a criatividade. Substituto natural de Cazorla, Camuñas deve aparecer mais na equipe titular na temporada, mas em sua posição original, alternando com Borja Valero no centro como fazia Cazorla.
Wessels foi de herói a vilão. As falhas nos gols de Rossi (o primeiro) e Marchena foram cruciais para a classificação amarilla, que chegaram a ter 76% da posse de bola. No final da partida, Borja Valero protagonizou um lance infantil. O meio-campista

deu uma cabeçada em Andreas Johansson e foi expulso, ficando, assim, suspenso para a primeira rodada da fase de grupos. ashkin Kadrii, de Odense, também foi expulso, ao levar o segundo cartão amarelo por falta em Zapata. Vilão no jogo da ida, o colombiano dessa vez não comprometeu em nada e apareceu como boa opção em bolas aéreas e nas jogadas ofensivas.
Com a classificação, o Villarreal irá inserir em seus cofres cerca de 20 milhões de euros. Esse montante corresponde ao valor pago pela UEFA pelos direitos de imagem e transmissão de seus jogos. Além disso, justamente pelas boas campanhas em Liga Europa/Copa da Uefa e Champions Leagues passadas, o Submarino Amarelo irá aparecer no pote de número 2 no sorteio da Uefa que irá definir a fase de grupos do torneio.
Villarreal 3x0 Odense
Villarreal: Diego López, Mateo Musacchio, Cristián Zapata e Joan Oriol; Marcos Senna, Bruno Soriano, Cani (Gonzalo Rodríguez aos 41´/2T) e Borja Valero; Giuseppe Rossi, Nilmar (Marco Rubén aos 40´/2T) e Javier Camuñas (Carlos Marchena aos 30´/2T).
Odense: Stefan Wessels, Espen Ruud, Moller Christensen, Toren Reginiussen e Bernard Mendy (Chris Sorensen aos 35´/2T); Eric Djemba-Djemba, Kalilou Traoré (Peter Utaka aos 35´/2T), Bashkin Kadrii e Andreas Johansson; Hans Henrik Andreasen e Rurik Gislason (Rasmus Falk aos 12´/2T).
Gols: Giuseppe Rossi aos 5´/2T e aos 21´/2T e Carlos Marchena aos 36´/2T (Villarreal)
Árbitro: Craig Thomson (ESC
Cartões amarelos: Marcos Senna, Mateo Musacchio, Javier Camuñas, Gonzalo Rodríguez e Cani (Villarreal); Kalilou Traoré, Bernard Mendy, Eric Djemba-Djemba, Andreas Johansson e Bashkin Kadrii (OB)
Cartão vermelho: Borja Valero (Villarreal) e Bashkin Kadrii (OB)
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Pronto para navegar para mais longe
Rossi e Nilmar resolveram ficar e continuarão sendo necessários para o Villarreal na nova temporada (superdeporte)
Entre as estrelas, até o momento, apenas Cazorla e Capdevila saíram (para Málaga e Benfica, respectivamente). Especulou-se muito na provável saída de Rossi para Juventus, Arsenal e, até mesmo, Barcelona e Atlético de Madrid, mas, no final das contas, o ítalo-americano acabou mesmo ficando. Outro que teve seu nome muito ligado à transferência foi Nilmar. Na última semana, o brasileiro deu uma declaração que teria deixado os dirigentes do Submarino Amarelo um tanto insatisfeito: "gostaria muito de jogar pela Roma", disse o gaúcho. Todavia, Nilmar fica para a disputa da temporada e estará à disposição de Garrido para a estreia na Champions League.
Para suprir a ausência dos dois jogadores, a diretoria dos castellonenses agiu rápido: anunciou, logo em seguida à confirmação das vendas, os nomes de Camuñas (Osasuna) e Zapata (Udinese). O elenco, entretanto, não ganhou muito em profundidade: hoje, Garrido tem "apenas" 23 jogadores da equipe A para contar - fora dois ou três que sempre acaba chamando do Villarreal B.
Nos primeiros testes da pré-temporada (e para o jogo contra a Odense, pela Champions League, daqui a pouco), Garrido manteve o 4-4-2 a rombo (ou 4-3-1-2) e, pelo elenco que possui, não deve alterar o esquema em curto prazo. O onze titular que entra a campo para enfrentar os dinamarqueses terá Diego López; Mario, Musacchio, Zapata e Oriol; Cani, Bruno Soriano, Marchena e Borja Valero; Nilmar e Rossi. Ou seja, uma equipe com o entrosamente da última temporada e espinha dorsal formada no decorrer dos anos passados.
Para um Villarreal verdadeiramente europeu, ainda faltaria um meia de qualidade para substituir Cazorla, que possa atuar pelos lados do campo e revezando com Borja Valero na armação. Além disso, um zagueiro mais confiável seria bem vindo, além de um lateral direito, visto que o capitão Ángel ainda está lesionado. Cicinho não deu certo no time e voltou para a Roma. No gol, Diego López continua absoluto como titular, mas em caso de lesão, o bom e experiente César Sánchez foi contratado a custo zero junto ao Valencia para substituí-lo.
Pelas movimentações até aqui, fica claro que o time irá aguardar a classificação (ou não, em caso de zebra) para a fase de grupos da Liga dos Campeões, em 23 de agosto, para definir os movimentos finais de mercado. Como bem disse Garrido, "jogar a fase de grupos da Champions é excitante e, portanto, os jogos contra a Odense irão determinar a temporada".
sábado, 11 de junho de 2011
Balanço final: Villarreal
quinta-feira, 5 de maio de 2011
O inevitável aconteceu
Eliminado da Liga Europa, o Villarreal agora irá concentrar suas forças na disputa pelo terceiro lugar na Liga BBVA (getty images)sexta-feira, 15 de abril de 2011
Copa Ibérica?
Ao infinito, e além: o Villarreal bateu o Twente novamente e vai com tudo para cima do Porto (getty images)Desfalcado de jogadores importantes, como o volante Marcos Senna, lesionado, e o atacante brasileiro Nilmar e Cazorla suspensos, o Villarreal sofreu pressão do time holandês desde o início do jogo. No entanto, a sólida defesa espanhola não deixava espaço para o Twente, e o Submarino Amarelo aproveitava para tentar jogadas de contra-ataque. Garrido modificou a equipe que havia sido goleada pelo Valencia, há quatro dias. O 5-3-2 deu vez ao 4-4-2 de sempre, com Marco Rúben no lugar de Nilmar e Matilla no de Kiko. Com isso, Marchena voltou a exercer a função de um zagueiro e pode ser opção para Garrido na ausência de Gonzalo.
No dérbi, o miolo de zaga amarillo pecou demais pela inexperiência de um canterano, o que fez Garrido ser criticado? Por que improvisar um zagueiro experiente na volância ao invés de colocá-lo em sua posição original quando o seu principal zagueiro está lesionado? Contra os holandeses, Musacchio e Marchena fizeram uma sólida partida, queimada pelo erro de Mario no primeiro gol dos roten.
Aos 32', Bajrami abriu o placar para o Twente, com um forte chute de fora da área. Com o tempo passando e a classificação se tornando cada vez mais difícil, o time holandês diminuiu o ritmo. Na segunda etapa, Tiendalli fez pênalti em Wakaso e foi expulso, deixando o Twente com um homem a menos. Rossi converteu a penalidade e igualou o marcador. Em vantagem numérica, o Villarreal não teve trabalho para virar o placar. Ruben, novamente de pênalti, e Cani marcaram para os amarillos e selaram a classificação.
Destaque para o bom uso da cantera por Garrido quando Twente diminuiu o ritmo, dando-se por vencido. O promissor atacante Hernán Perez, que vem fazendo boa Liga Adelante pelo Villarreal B, ficou em campo 27 minutos, o suficiente para colocar mais fogo no jogo. Foi ele, por exemplo, que sofreu o pênalti convertido por Rúben, além de quase ter marcado o quarto gol castellonense, em boa jogada individual. Ao final da partida, o Villarreal acabou com oito canteranos em sua equipe titular, um bom número para um clube que não é muito elogiado pelo uso da cantera.
Nas semifinais, o Submarino Amarelo enfrenta o Porto, que atropelou o Spartak de Moscou nas duas partidas das quartas de final. Na outra semifinal, o Braga irá enfrentar o Benfica, em duelo português. Com as semifinais definidas, paramos para pensar: é Liga Europa ou Copa Ibérica?
quinta-feira, 10 de março de 2011
A um passo das quartas
Nilmar comemora o gol da importante virada do Villarreal ante o Bayer Leverkusen pelo jogo de ida das oitavas-de-finais da Liga Europa (reuters)Escalados no 4-2-3-1, o Bayer Leverkusen, vice-líder da Bundesliga, começou comandando as ações desde os primeiros minutos. Renato Augusto, jogando centralizado, era o principal ponto de equilíbrio da equipe anfitriã, que foi com o que de melhor tinha em seu elenco a campo. Garrido, por sua vez, promoveu uma série de rotações no Villarreal, abdicando-se de jogadores como Nilmar, Cazorla e Capdevilla. Catalá mostrou-se um pouco nervoso na esquerda, onde foi vítima de uma carnaval de Sam e, às vezes, de Renato Augusto. Wakaso e Marcou Rúben, nos lugares de Cazorla e Nilmar, também não estiveram em boa jornada e foram figuras inexistentes durante o período que estiveram em campo.
Aos 32', Kadlec fez justiça ao jogo e abriu o placar para os Werkself, com um chutão com a canhota de fora da área. Aos 41', porém, a zaga alemã cochilou e Bruno lançou Rossi, que às costas de Reinartz, chutou na saída de Adler, empatando o jogo. O gol tranquilizou os comandados de Garrido, que fizeram um primeiro tempo longe de suas características: acuado, praticou um futebol dessemelhante àquele com que está acostumado a exercer e teve apenas 39% da posse de bola. O segundo tempo começou com a mesma tônica com que havia iniciado-se o primeiro. Pressionando, os alemães armavam contra-ataques com muita velocidade, o que enlouquecia a zaga amarilla. Marchena, improvisado estranhamente como volante, não achava nada na volância e Vidal tomava conta da partida.
A partir dos 11', Garrido enfim percebeu que não dava para atuar daquela maneira: em uma série de substituições, sacou Wakaso para a entrada de Cazorla; e, depois, Rossi para a entrada de Nilmar. Mudando para o 4-4-2 a rombo, Borja Valero passou a entrar na partida e, atuando na ligação a Nilmar e Marco Rúben, acalmou a bola à equipe espanhola. Aos 24', no seu primeiro toque na bola, Nilmar mostrou ter estrela: o atacante recebeu na entrada da área, virou sobre a zaga, tentou tocar para Rúben, mas a bola voltou para o camisa sete, que tocou para os fundos das redes. Acontece que nem deu tempo para comemorar, pois após um bate-rebate, Mario tomou um drible bobo de Castro e o extremo esquerdo do Bayer fuzilou as redes de Diego López, empatando o jogo.
Os alemães não se contiveram com o empate, e partiram para cima à procura do gol da vitória. Entretanto, à medida que o Bayer Leverkusen pressionava a zaga amarilla, deixava sua defesa exposta a contra-ataque. E, aos 49', Nilmar jogou uma verdadeira ducha de água fria nos torcedores presentes na Bayer Arena. Após receber de Borja Valero, o brasileiro arrancou na velocidade, deixou Schawaab para trás e chutou na saída de Adler, decretando a vitória do Villarreal.
Agora, Garrido e seus comandados voltam os olhares para a partida de domingo, onde enfrenta o Sporting Gijón para não deixar o Valencia escapar na briga pela terceira colocação, que dá a vaga direta para a próxima Champions League. Na quinta que vem, acontece o jogo de volta contra o Bayer Leverkusen e, na sexta, o sorteio das quartas-de-finais da Liga Europa, onde muito provavelmente a equipe estará presente.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Surpresa?
Sevilla faz sua melhor partida na temporada, elimina Villarreal com autoridade e segue vivo na briga pelo bi-campeonato da Copa del Rey (AP Photos)Garrido mandou a campo uma equipe mista e seu 4-4-2 com Monteiro e Cani nos flancos parecia, em tese, que daria muito certo, por serem dois jogadores bastante velozes. Porém, em uma partida tão importante, acabou deixando Rúben no banco em prol da titularidade de Altidore, que foi uma grande decepção no primeiro semestre. Do outro lado, Manzano surpreendeu: mandou seu time a campo no 5-3-2 e colocou uma linha de três extremamente ofensiva no meio-campo. Com seu nome ligado a Juventus e Corinthians, Luis Fabiano foi reserva, dando a entender que sua passagem pela Andaluzia está prestes a acabar.
A superioridade evidente do time rojiblanco se fez valer do pé daquele que vem sendo decisivo nos últimos jogos e é, sem sombra de dúvidas, o grande destaque deste Sevilla. Jogando no suporte a Kanouté e Negredo, Romaric mais uma vez fez uma partida espetacular e além de dar muito trabalho a Cicinho, foi o autor do passe para Negredo, que tocou por cima de Diego López e Renato chegou completando para abrir o placar. Dos seis gols do Sevilla feito contra o Villarreal na eliminatória, cinco passsaram pelos pés do camarones, que a cada dia cai nas graças da torcida. No final do primeiro tempo, Javi Varas fez uma excelente defesa em chute de Rossi, assegurando a vitória parcial sevillista antes do intervalo.
O enredo da primeira etapa voltou a se repetir no segundo tempo e, logo aos dois minutos, Kanouté aproveitou cobrança de Romaric e mandou a bola para o fundo do gol. E foi de escanteio que também nasceu o terceiro do Sevilla: após cobrança de Romaric, a bola desviou em Alexis e morreu dentro da meta de Diego López. Com 3 a 0 no placar e classificação praticamente garantida, o Sevilla passou a jogar com mais calma e segurar mais a posse de bola. Romaric ainda foi ovacionado pelo estádio, quando saiu para a entrada de Jesus Navas. Atual campeão do torneio, o Sevilla espera o vencedor de Real Madrid e Atlético de Madrid para seguir na briga pela manutenção do título.
A grande notícia da noite, fora a classificação, obviamente, ficou por conta de Sergio Sánchez. Treze meses depois de superar uma doença cardíaca, o volante voltou a disputar uma partida oficial. E logo de cara, foi titular e jogou os noventa minutos. Manzano o colocou como volante que protegia a zaga no 5-3-2, e Sánchez mostrou um bom futebol, sendo responsável por uma boa marcação em Cani, que, desta vez, passou em branco.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Análise do primeiro turno: Villarreal
Campanha
3ª posição. 16 jogos, 33 pontos. 10 vitórias, 3 empates e 3 derrrotas.






