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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Difícil de explicar, fácil de entender

 Os jogadores lamentam: o Villarreal está rebaixado para a Liga Adelante (getty images)

Há seis anos, a comunidade de Castellón lamentava o fato de não poder ver seu representante na final da Liga dos Campeões. Um pênalti desperdiçado por Riquelme, que, segundo muitos torcedores, foi o melhor jogador a vestir a camisa amarilla, deixou a equipe comandada por Manuel Pellegrini a um passo de chegar a final de Paris contra o Barcelona. Ontem, exatamente às 21h50 local, após o apito final de Estrada Fernández, a lamentação tornou-se lágrimas. Seis anos depois de viver seu auge, o estopim de uma crise que começou cedo, logo no início da temporada, teve conhecimento: o El Madrigal presenciou o rebaixamento do Villarreal à Liga Adelante.

Com perdão do trocadilho: o Submarino Amarelo afundou. Como diz o título do texto, a queda é difícil de explicar, mas fácil de entender. Nada deu certo na temporada. Mesmo possuindo um elenco forte para, pelo menos, disputar Liga Europa, as ausências de Cazorla, Capdevilla e Rossi foram sentidas. A bem da verdade, a lesão do ítalo-americano logo na introdução da temporada não seria tão sentida se, junto com ele, Nilmar não tivesse ido junto. Quando soube que ficaria sem seus principais atacantes, tudo começou a desandar. Enquanto Rossi continuou patinando no Departamento Médico, Nilmar voltou. Entretanto não era nem a sombra daquele atacante veloz e ágil que infernizava as defesas. 

Um dos principais motivos para a queda foi a atuação do setor defensivo no andamento da temporada. Frágil e sempre muito desprotegido, principalmente pelo estilo de jogo ofensivo da equipe, concedeu 60 gols. Dessa maneira, ficou difícil para o ataque compensar na frente. No entanto, esse setor também foi problema. Principal responsável pelos méritos do time nos últimos anos, a ligação meio de campo-ataque inexistiu. Sem Rossi, custou para arranjar um atacante decente, sobretudo após retorno abaixo da média de Nilmar. Lotina chegou a jogar no 4-2-3-1 em detrimento do 4-4-2 que tanto deu frutos positivos ao clube. Marco Rúben foi o artilheiro da temporada com 9 gols. A exemplo de comparação, o vice-artilheiro da temporada passada, Nilmar, marcou 13 (Rossi, o artilheiro, anotou 20). O gaúcho, em queda livre, anotou apenas quatro em 2011/2012. Os testes foram múltiplos. Martinuccio foi contratado por empréstimo junto ao Fluminense no inverno; Hernán Pérez foi muito utilizado; e até o canterano Joselu teve que ser efetivado para ajudar, num claro sinal de desespero.

A crise econômica também afetou dentro de campo. Sem um substituto natural para Cazorla, vendido ao Málaga, onde irá disputar a Champions League, para fazer caixa, custou aos amarillos criarem jogadas. Borja Valero foi a força motriz do ataque até dezembro, criando jogadas impensáveis para qualquer outro jogador do elenco e decidindo com gols. Mas ele enfrentou um período bem improdutivo entre janeiro e abril, quando caiu substancialmente de produção. Incapaz de criar oportunidades com a frequência de 2011, o Borja Valero de 2012 foi bem menos brilhante. Todavia, ainda conseguiu ser melhor que Cani, decepcionante à medida que se tornava-se o principal jogador da equipe devido as lesões dos principais. A temporada de Marcos Senna é a mais irônica. Mal e relegado à reserva em 2010/2011, quando os castellonenses terminaram em 4º e foram semifinalistas da Liga Europa, o brasileiro naturalizado espanhol deu a volta por cima justamente no pior momento do clube desde sua chegada. Senna domina o meio-campo, ataca e defende com a mesma eficiência e consegue ser ainda melhor do que em 2007/2008, quando foi vice-campeão e premiado com uma vaga à Eurocopa.

Contratado em fevereiro, após as demissões de Juan Carlos Garrido e José Molina, Miguel Ángel Lotina encarou uma situação que, negativamente, tem sido corriqueira em sua carreira. É o quinto rebaixamento do treinador, antes rebaixado com Logronês, Celta Vigo, Real Sociedad e Deportivo La Coruña, igualando as marcas de Fernando Vázquez e Lucien Müller. O do Villarreal foi semelhante ao do Celta Vigo 2003/2004 de Lotina e o Deportivo da temporada passada do basco. Os celestes, há oito temporadas, começaram o ano na Champions League e terminaram rebaixados, exatamente como os amarillos. Os galegos, por sua vez, foram rebaixados, mas deixaram a sensação de azar justamente por possuírem, entre os postulantes ao descenso, a melhor equipe, assim como o Villarreal 2011/2012. A Liga Adelante também sofre as consequências da queda amarrila. O Villarreal B, em 13º na tabela, é automaticamente rebaixado à Segunda B pelo fato do regulamento não permitir a participações de dois times da mesma instituição numa mesma divisão.

O desmanche no elenco deverá ser grande. Para fazer caixa, será necessário vender. Rossi, Nilmar, Borja Valero, Cani, Mussachio, Marco Rúben serão nomes eternamente ligado às especulações durante o verão. O brasileiro já havia recebido propostas da Roma e do futebol brasileiro nos últimos mercados, mas o clube não quis vender. Agora, será obrigado. Marcos Senna, Ángel e Gonzalo afirmaram querer continuar a fim de ajudar no retorno à elite. Renovar com as bandeiras do clube, os nomes mais benquistos pela torcida, indica que o Villarreal imagina estar de volta à elite em 2013/14. Porém, tudo é incógnita. E o meio-campo e ataque, principais setores da equipe? Como será o mercado? Quem fica? Quem sai? Quem chega? Tudo é incógnita.

A família Roig, responsável pelas ações do clube, viveu um drama na noite passada. A tragédia se personificou em Fernando Roig. O máximo acionista e presidente do clube castellonense acompanhou a partida nas tribunas do El Madrigal ao lado de seu filho José Manuel Llaneza, vice-presidente. Durante anos, o Villarreal sempre foi exemplo de gestão esportiva e econômica. Também dentro de campo, praticando um futebol charmoso, atraente, valente, com a busca pela posse de bola. Bastou uma temporada de adversidade tanto interna como externamente para tudo cair por água abaixo. Após o término da partida, Roig desceu ao gramado, onde, sob lágrimas, foi ovacionado pela torcida, que não se esquece do que ele fez pelo clube nesses últimos dez anos. Fora do estádio, os gritos dos aficionados para os jogadores foram de mercenários. Não é hora de buscar culpado ou desculpas. Aos torcedores amarillos, a boa notícia é que Roig não vai abandonar o projeto. A Liga BBVA perde um time que desempanhava um belo futebol, mas o espera ansiosamente pelo retorno.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Copa envenenada

Autor de um doblete, Pablo Infante foi o responsável pela queda de Garrido no Villarreal (AS)

Lembram dos três treinadores que estavam com suas batatas quase explodindo? Pois bem, uma delas explodiu, por fim. Juan Carlos Garrido não aguentou a mais um vexame do Villarreal e acabou demitido do comando técnico dos amarillos. A derrota no El Madrigal na noite desta quarta talvez foi uma das mais vergonhosas da história do clube da Comunidade Valenciana: 2 a 0 para o pequeno Mirandés, da Segunda Divisão B (referente a, aqui no Brasil, terceira divisão). Garrido sai pelas portas do fundo devido à péssima temporada que o Villarreal faz até o momento, mas seria oportunismo esquecer dos belos trabalhos de outrora. Auxíliar técnico de Ernesto Valverde em 2009/2010, chegou à equipe A após levar o Villarreal B a um acesso histórico: a Liga Adelante, onde a filial milita até hoje.

Curiosa e ironicamente, Garrido chegou ao comando da equipe principal da mesma situação com a qual o Submarino Amarelo vive hoje. Há duas temporada, após um primeiro turno decepcionante, quando chegou a ficar na lanterna por três rodadas, a diretoria resolveu demitir Valverde e apostar em Garrido. Deu certo: o Villarreal fez um segundo turno excelente e, da 20ª colocação, terminou em sétimo, copando uma vaga na Liga Europa. Em 2010/2011, foi responsável por fazer dos amarillos uma equipe com um dos futebol mais bonito da Espanha, lembrando em certas ocasiões o Barcelona. Jogando com muita intensidade, com a bola nos pés e prezando pela posse de bola, terminou a temporada na quarta colocação, o que deu direito a voltar à Champions League após três temporadas, e caiu na Liga Europa para o futuro campeão Porto na semifinal.

O treinador, obviamente, também tem parcelas de culpa pelo momento negro que vive o Villarreal. Não conseguiu, em momento algum da temporada, achar um padrão de jogo semelhante ao da temporada passada e alternativas a Cazorla, homem do meio-campo na temporada passada. Improvisou De Guzmán na posição de Santi, mas foi um desastre. Tentou apostar em Hernán Pérez, mas o jovem não tem metade da qualidade do ex-amarillo. Em alguns pontos, acabou sendo vítima. O DM desta temporada está lotado: mais de treze jogadores do elenco sofreram e/ou sofrem com as lesões. Rossi e Nilmar, os pilares, só jogaram três partidas juntos nesta temporada. O ítalo-americano, vale lembrar, não volta mais em 2011/2012.

Agora, a diretoria corre atrás pelo substituto. Evitar uma tragédia, já que o rebaixamento é provável, é a missão. Um treinador que conheça bem a Liga Espanhola, para que não tenha perca tempo com adaptação, é o objetivo. A situação é preocupante. Luis Aragonés seria o preferido dos diretores, ainda mais agora que o Atlético de Madrid deve acertar com Simeone. Míchel e Víctor Fernández, diretores esportivos amarillos, correm contra o tempo para começar os contatos com o treinador. Em sua despedida, Garrido não mostrou-se magoado com o presidente Fernando Roig. Pelo contrário. "Disse pare ele que entendo sua decisão. Já esperava isso. Fazemos uma temporada ruim e a única coisa que eu tenho a fazer é agradecer a esse maravilhoso clube. Peço desculpas pela forma desastrosa e vergonhosa com a qual caímos na Copa", disse. O treinador aproveitou para dizer que não crê que os jogadores forçaram sua demissão. "Não creio nisso. Eu tinha o grupo na mão, todos éramos muitos amigos. Após o jogo, estavam todos tocados nos vestiários", finalizou.

As outras zebras
Viva a Copa! Fortes emoções reservaram os jogos desta quarta na competição espanhola. Além do Villarreal, Atlético de Madrid, Zaragoza e Bétis deixaram precocemente a competição. Justamente as equipes com os treinador com o alarme disparando. Gregorio Manzano deve seguir Garrido e ser demitido no Atléti. Os rojiblancos decepcionaram e perderam para o Albacete por 1 a 0. Especularam o brasileiro Felipão como substituto, mas talvez o nome mais certo é de Simeone, que já teve passagem pelo clube de Manzanares. Javier Aguirre, por sua vez, faz uma temporada desastrosa, mas tem o apoio dos aficionados. Para eles, o principal responsável pela fase negra do Zaragoza é Agapito Inglesias, presidente maño. O futuro do mexicano, entretanto, é uma incógnita. Os blancos foram eliminados pelo Alcorcón, que havia chamado a atenção do mundo futebolístico ao eliminar o Real Madrid na Copa 2009/2010 com direito a poker.

O Bétis de Pepe Mel foi a outra equipe danificada pelas zebras na noite copera. A eliminação, entretanto, não parece que será tão dramática nos arredores do Benito Villamarín. Mel quer seus jogadores centrados na Liga, onde a equipe está no meio da tabela. Fica o registro que, na temporada passada, os verdiblancos caíram de cabeça erguida ao ser eliminado pelo vice-campeão Barcelona, derrotando-o na Andaluzia por 3 a 1.

Veja os resultados dos jogos da volta da fase 16 avos da Copa del Rey
Atlético de Madrid 0-1 Albacete (1-2)
Athletic Bilbao 1-0 Oviedo (1-0)
Real Madrid 5-1 Ponferradina (2-0)
Villarreal 0-2 Mirandés (1-1)
Levante 4-1 Deportivo (1-3)
Osasuna 1-1 Almería (3-1)
Espanyol 4-2 Celta Vigo (0-0)
Bétis 1-2 Córdoba (0-1)
Sporting Gijón 0-2 Mallorca (1-0)
Rayo Vallecano 4-3 Racing Santander (2-3)
Málaga 2-2 Getafe (1-0)
Granada 2-1 Real Sociedad (1-4)
Sevilla 2-1 San Roque (1-0)

*Em negrito, todos os classificados
** Entre parênteses, os resultados dos jogos de ida
***Hoje, mais dois jogos encerram esta fase: Valencia-Cádiz e Barcelona-L'Hospitalet. No Mestalla, qualquer empate com gols classifica os amarillos, já que o jogo da ida foi um empate por 0 a 0. No Camp Nou, o Barcelona repleto de canteranos vai mais tranquilo: venceu na ida por 1 a 0.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Alarme disparando

O Zaragoza de Javier Aguirre é o lanterna da Liga. O mexicano fracassa no futebol espanhol novamente (getty images)

O resumo completo da 16ª rodada você só lerá amanhã. Hoje, iremos adiantar uma breve síntese sobre a jornada baseada no momento ruim de três treinadores. Com as festas de fim de ano aproximando-se, o momento é de pausa e reflexão. Após mais uma rodada ruim para Zaragoza, Atlético de Madrid e Villarreal, os três respectivos treinadores não sabem se comerão o panettone: Javier Aguirre, Gregório Manzano e Juan Carlos Garrido estão vendo suas batatas a ponto de explodirem.

O domingo foi nefastos para o trio, que sabiam que seus adversários diretos haviam sido favorecidos na rodada. Desde Aguirre, que vê o Zaragoza colista (lanterna, em espanhol) após um novo esperpento contra o Mallorca, até Manzano, que chegou ao segundo revés na semana e o enésimo na temporada, jogando em Barcelona contra o Espanyol. Aguirre já não sabe mais o que fazer. O Zaragoza tem um elenco para, sem dúvidas, ficar no meio da tabela, e não brigar por rebaixamento. Fez um bom mercado, repatriando alguns bons jogadores e contratando à custo zero valores que adicionam talento ao plantel. Mas o momento é negro. Apenas duas vitórias em 15 jogos. A lanterna é merecida, ainda mais com o Racing Santander ensaiando uma reação após a saída de Héctor Cúper.

Para piorar a situação, saíram os exames médicos de Rúben Micael, um dos nomes que escaparam das vaias da torcida após o apito final do árbitro no último domingo. O lateral sofreu uma lesão de grau 1 nos ligamentos do tornozelo direito e não volta mais neste ano. A previsão é voltar aos gramados apenas no final de janeiro. Os aficionados parecem estar ao lado do treinador mexicano, em dentrimento do presidente Agapito Inglesias. Um grupo de torcedores maños protestaram contra o presidente após a partida contra o Mallorca. "Zaragoza sim; Agapito não!", Agapito demissão" e "Não volte nunca mais, Apagapito", gritaram.

Garrido preocupado. É para estar (getty images)

Na Comunidade Valenciana, Juan Carlos Garrido, por sua vez, não tem o apoio da torcida do Villarreal. Uma temporada catastrófica, com direito a eliminação da Champions com seis derrotas em seis jogos, o Submarino Amarelo naufraga a cada jogo. No fim de semana, empataram com a Real Sociedad no El Madrigal por 1 a 1. O treinador afirmou na coletiva pós-jogo ter visto melhoria no desempenho de sua equipe. A realidade, entretanto, é diametralmente oposto àquela que pensa Garrido. Os amarillos somam apenas três vitórias em 15 jogos, com seis empates e seis derrotas. A zona de rebaixamento está próxima: na 17ª colocação, têm a mesma pontuação do Sporting Gijón, primeiro da zona. "Estamos em uma dinâmica de recuperação", afirmou.

Os problemas do Villarreal estão por todo lado. Apesar de, na última semana, ter recuperado Nilmar, Garrido perdeu Borja Valero, melhor jogador da equipe na temporada, e Cani. Os dois não estiveram no vexame contra o Napoli e, mesmo que a fase de Cani não seja das melhores, o meio-campo inexistiu. Rossi continua fazendo falta, já que Rúben, ao contrário da temporada passada quando supria as ausências do ítalo-americano com boas partidas, não tem aparecido positivamente. Após passar mais de dois meses no 4-2-3-1, o castellonense voltou ao 4-4-2 que foi a fórmula do sucesso na temporada passada. Mas, analisamos: a linha de quatro na temporada passada era formada por Marchena, Cazorla, Borja Valero e Cani. Ontem, tinha Marcos Senna, Bruno, De Guzmán e Hernán Pérez. A diferença é enorme.

Gregório Manzano está prestes a repetir a ação de Di María: cair (getty images)

A semana de Manzano foi tão negra quanto a de Garrido. Ainda que o Atlético de Madrid se mantenha entre os dez primeiros colocados e continua brigando, ainda que poucas forças, por uma vaga na Liga dos Campeões, a planificação feita pela diretoria no verão não admite vaga na Liga Europa como prêmio de consolação. E o pior: hoje, os rojiblancos estão distante até da zona da segunda principal competição europeia. O Málaga, 6º colocado e último da zona, tem 24 pontos, contra 19 do 10º, que é o Atlético de Madrid. Na última quinta-feira, Manzano "subestimou" o Albacete, da segunda divisão B, pela Copa do Rei e mandou a campo uma equipe B, repleta de jovens das canteras. O resultado foi uma derrota por 2 a 0 e a pressão sobre o treinador aumentando a cada jogo. Ainda que seja improvável (o Atlético de Madrid gosta de dar vexames, mas este seria fora do comum), a torcida exige o time titular no jogo da volta para evitar a eliminação precoce na Copa, que Manzano, antes da temporada começar, havia dado atenção especial. "Vamos pela Copa", disse.

Nos próximos três jogos do Atlético de Madrid (Rennes, Bétis e Albacete), Manzano continuará no banco de reservas. O clube, após gastar 40 milhões de euros com Falcão, não tem dinheiro para demiti-lo e confirmou, pelo seu site oficial, que não tomará nenhuma decisão até a parada para as festas. Os colchoneros não têm em mente um substituto pelo treinador, apesar da torcida implorar, a cada jogo, pela volta de Aragonés. Manzano, definitivamente, ganhou uma nova chance de dar a volta por cima.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

5ª rodada: Reerguendo-se

Nilmar dribla Aouate, antes de chutar para o gol vazio e sacramentar a (primeira) vitória do Villarreal. Garrido continua pressionado, mas pode respirar um pouco (AS)

Villarreal 2x0 Mallorca
Juan Carlos Garrido conseguiu respirar. Após entrar em campo pressionado pelos péssimo resultados obtidos nos últimos jogos, sobretudo no último final de semana (derrota para o fraco Granada), o Villarreal enfim chegou à sua primeira vitória na Liga Espanhola. Contra o Mallorca, o treinador não inventou: escalou o óbvio (meio-campo com Bruno, Borja Valero, Cani e De Guzmán) e resolveu parar de improvisar Marchena na volância. Na frente, Rossi e Nilmar fizeram o que todos os torcedores amarillos esperam deles: gols. Apesar de ainda estar pressionado, Garrido valorizou muito a vitória: "foram três pontos importantes", disse após o jogo.

Apesar da vitória, o Villarreal passou perto de complicar uma partida que já estava em suas mãos. Nos minutos finais, diminuiu o ritmo da partida e passou a chamar mais o Mallorca para seu campo de defesa. Esperto, Laudrup percebeu isso e sacou Alfaro para colocar Tissone, trocando o módulo do Mallorca para um 4-3-3 bastante ofensivo. Contudo, já era demasiado tarde para os bermellones conseguirem uma reação e o Villarreal confirmou a vitória. A vitória foi a primeira no El Madrigal após quatro meses. Enquanto Garrido respira, Laudrup começa a ficar com as cordas entre o pescoço. O Mallorca chegou ao terceiro jogo sem vitória e pode terminar a rodada na zona de rebaixamento. O ataque não funciona: marcou apenas um gol em quatro jogos.

Real Sociedad 1x0 Granada
Após poupar alguns jogadores no último final de semana e perder a invencibilidade no campeonato espanhol, Philippe Montanier foi com força total encarar o Granada e voltou a somar três pontos. Em um jogo bastante movimentado, Estrada decidiu a partida após um belo chute, sem chances para Roberto. Illarramendi continua sendo uma grata surpresa: o canterano dominou o meio-campo rojiblanco e participou de quase todas as jogadas ofensivas da equipe blanquiazul. Mariga, seu companheiro na volância, também atuou muito bem: soberbo, mostrou grande contudência defensiva ao roubar muitas bolas no meio.

O Granada fez uma boa partida, mas pecou por desperdiças muitas oportunidades. Só no primeiro tempo, quando jogou melhor que a Real, foram três, ora por defesas de Bravo, ora por chutes mal dados de seus jogadores. Faltou mais participação de Uche. Autor do gol na vitória contra o Villarreal, o nigeriano passou despercebido durante os minutos no qual esteve em campo e foi incapaz de rematar às redes do goleiro basco. Os rojiblancos foram uma das equipes que demonstraram o futebol mais belo da Liga Adelante passada, entretanto falta ser mais incisivo na primeira divisão. Dani Benítez, destaque da equipe na temporada passada, ainda não mostrou a que veio.

Osasuna 0x0 Sevilla
A redenção do Osasuna ficou no quase. Melhor em campo durante os noventa minutos, os rojones, além de não conseguirem marcar nas redes de Javi Varas, ainda lamentaram-se de não ter um pênalti assinalado, quando Perotti colocou claramente a mão esquerda na bola. O dia foi dos extremos: Cejudo, pelo lado do Osasuna, e Jesus Navas, pelo lado sevilistas, foram os melhores em campo. Em compensação, os atacantes não brilharam. Após começar a Liga muito bem, Negredo voltou a ter uma atuação abaixo da média e não foi uma referência nas jogadas ofensivas nervionenses. Kike Sola e Nino, pelo lado navarro, também não foram muito bem.

Apesar de ter sido pressionado o jogo inteiro, a zaga sevillista mostrou segurança. Spahic, novamente, voltou a justificar os milhões pagos pela diretoria rojiblanca. Marcelino Toral, após acenar com a possibilidade da improvisação do croata, voltou a mandá-lo à sua posição original. Esse Sevilla contraditório, de bons números e pobres sensações, ainda tem muitas deficiências. A equipe é estática demais, se posiciona mal às vezes e ocupa de maneira deficiente os espaços do campo durante a partida. Porém, nem tudo está ruim, e não pode estar, já que ganhou duas partidas e empatou uma. O Sevilla não anda bem, mas ganha e soma pontos. E também ganha tempo para trabalhar e melhorar, pois isso faz falta.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Batata assando

O Villarreal de Juan Carlos Garrido iniciou a temporada muito mal e o técnico já começa a ver sua batata esquentar (getty images)

A temporada mal começou e já tem treinador com a batata assando. As vaias soltadas pela torcida após a derrota do Villarreal para o Bayern de Munich na estreia da fase de grupos da Uefa Champions League deixaram claro que Juan Carlos Garrido, treinador da equipe amarilla, já está com as cordas bambas. Na atual temporada, a equipe de Castilla y León ganhou somente um jogo oficial de cinco.

Para enfrentar o Bayern de Munich, o Villarreal sentiu muito a falta de Borja Valero, suspenso por três jogos pela Uefa devido à expulsão no jogo contra o Odense, e voltou a demonstrar muita fragilidade defensiva, calcanhar de aquiles da equipe nas últimas temporadas. Pela esquerda do ataque bávaro, Ribéry aprontou o verdadeiro carnaval para cima de Mário. Foi assim, por exemplo, no primeiro gol, quando o francês deixou o lateral e Marcos Senna para trás antes de cruzar para Kroos marcar.

Outro defeito que o Submarino Amarelo vem demonstrando neste início de temporada é a falta de um homem incisivo no meio-campo. Na temporada passada, Cazorla desempenhou com excelência esse papel, enquanto na atual temporada o treinador ainda não achou o jogador perfeitou para jogar pelo flanco esquerdo. No mercado, pediu às compras de Camuñas e De Guzmán, e foi atendido. Entretanto, nenhum dos dois jogadores ainda deu certo. Ontem, Garrido iniciu com o holandês mais centralizado, fazendo o papel de Borja Valero. E, como não deveria ser, a armação da equipe foi um desastre. Faltou um cérebro, alguém que pudesse colocar Nilmar e Rossi em condição de gol a todo momento. Garrido teimou e, ao invés de colocar Cani na armação, optou por De Guzmán, um jogador com características mais defensivas.

No último sábado, contra o Sevilla, o Villarreal havia demonstrado uma faceta mais séria, concentrada, que conseguiu o empate ante os nervionenses mesmo com um a menos durante boa parte da partida. Contra os alemães, entretanto, os amarillos pareciam nervosos e mostraram-se totalmente impotentes após o primeiro gol, que saiu cedo. Gol este, aliás, que Garrido lamentou: "o gol cedo condicionou a partida", disse após a partida. Se a classificação à fase de oitavas-de-finais parecia muito difícil antes da partida, com a derrota somada ao resultado do outro jogo do grupo piorou: Manchester City e Napoli ficaram no empate na Inglaterra e deixou o Villarreal em situação bastante desconfortável.

Para manter seu emprego de pé, neste sábado, Garrido terá um teste, teoricamente, fácil, fora de casa. Viaja à Andaluzia para encarar o Granada, que perdeu nas duas primeiras rodadas. Bom jogo àquele que já está bastante pressionado. Uma derrota, contudo, deve deixar a cozinha do Villarreal com um cheiro insuportável de batata queimada.

Na Croácia...
... o Real Madrid não decepcionou e foi o único espanhol a triunfar na primeira rodada da fase de grupos da LC. Mesmo passando por apuros não previsto antes da partida, o Real Madrid, que atuou de vermelho após 38 anos, venceu pelo placar mínimo após um belo gol de Di María. Com Özil e Cristiano Ronaldo abaixo da média e Kelava parando tudo atrás, os blancos atuaram mal.

Entretanto, a maior decepção foi Marcelo: após cavar um pênalti, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso pela segunda vez na temporada, ficando de fora da partida importante contra o Lyon. Quem também pode ficar de fora da partida contra os lioneses é CR7. O gajo criticou severamente a arbitragem após a partida e pode ser suspenso pela UEFA, assim como aconteceu com Drogba e Arséne Wenger em temporadas anteriores.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Final feliz

Rossi, mais uma vez, foi o cara do Villarreal, que garantiu a classificação à fase de grupos da LC (getty images)

A magia de Giuseppe Rossi, autor de um doblete crucial contra o Odense no jogo de volta dos play-offs da Liga dos Campeões da Uefa, foi suficiente para garantir que o hino da Champions volte a tocar por mais vezes no El Madrigal nesta temporada. Após um primeiro tempo sofrido e um início de segundo com cara de desespero, os dois gols do ítalo-argentino e um de Marchena garantiram a vitória amarilla por 3 a 0 e a classificação à fase de grupos do principal torneio do velho continente.

Precisando da vitória para se classificar, Juan Carlos Garrido mandou a campo um Villarreal extremamente ofensivo. No 3-4-3 em forma de losângo, com Nilmar e Camunãs no flanco e Rossi mais centralizado, o Submarino Amarelo começou o jogo da mesma forma que jogou a ida. Marcando sobre pressão e jogando muito em cima, o Villarreal chegava com facilidade à área rival, mas parava em Wessels. Ao Odense, sufocado, restou apenas se defender; porém, a velocidade com a qual Nilmar e Rossi implantavam deixaram os laterais dinarmaqueses enlouquecidos.

O ítalo-americano foi o que mais tentou: foram, além dos gols, sete chutes à meta de Wessels. Apesar da boa partida de Rossi e Nilmar, a opção pelo 3-4-3 com Camuñas mais adiantado pela direita não foi boa. O ex-Osasuna passou batido da partida e, jogando nesta posição, deixa de lado sua principal característica: a criatividade. Substituto natural de Cazorla, Camuñas deve aparecer mais na equipe titular na temporada, mas em sua posição original, alternando com Borja Valero no centro como fazia Cazorla.

Wessels foi de herói a vilão. As falhas nos gols de Rossi (o primeiro) e Marchena foram cruciais para a classificação amarilla, que chegaram a ter 76% da posse de bola. No final da partida, Borja Valero protagonizou um lance infantil. O meio-campista deu uma cabeçada em Andreas Johansson e foi expulso, ficando, assim, suspenso para a primeira rodada da fase de grupos. ashkin Kadrii, de Odense, também foi expulso, ao levar o segundo cartão amarelo por falta em Zapata. Vilão no jogo da ida, o colombiano dessa vez não comprometeu em nada e apareceu como boa opção em bolas aéreas e nas jogadas ofensivas.

Com a classificação, o Villarreal irá inserir em seus cofres cerca de 20 milhões de euros. Esse montante corresponde ao valor pago pela UEFA pelos direitos de imagem e transmissão de seus jogos. Além disso, justamente pelas boas campanhas em Liga Europa/Copa da Uefa e Champions Leagues passadas, o Submarino Amarelo irá aparecer no pote de número 2 no sorteio da Uefa que irá definir a fase de grupos do torneio.

Villarreal 3x0 Odense
Villarreal: Diego López, Mateo Musacchio, Cristián Zapata e Joan Oriol; Marcos Senna, Bruno Soriano, Cani (Gonzalo Rodríguez aos 41´/2T) e Borja Valero; Giuseppe Rossi, Nilmar (Marco Rubén aos 40´/2T) e Javier Camuñas (Carlos Marchena aos 30´/2T).
Odense: Stefan Wessels, Espen Ruud, Moller Christensen, Toren Reginiussen e Bernard Mendy (Chris Sorensen aos 35´/2T); Eric Djemba-Djemba, Kalilou Traoré (Peter Utaka aos 35´/2T), Bashkin Kadrii e Andreas Johansson; Hans Henrik Andreasen e Rurik Gislason (Rasmus Falk aos 12´/2T).
Gols: Giuseppe Rossi aos 5´/2T e aos 21´/2T e Carlos Marchena aos 36´/2T (Villarreal)
Árbitro: Craig Thomson (ESC
Cartões amarelos: Marcos Senna, Mateo Musacchio, Javier Camuñas, Gonzalo Rodríguez e Cani (Villarreal); Kalilou Traoré, Bernard Mendy, Eric Djemba-Djemba, Andreas Johansson e Bashkin Kadrii (OB)
Cartão vermelho: Borja Valero (Villarreal) e Bashkin Kadrii (OB)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Pronto para navegar para mais longe

Rossi e Nilmar resolveram ficar e continuarão sendo necessários para o Villarreal na nova temporada (superdeporte)

O Villarreal encerrou a última Liga BBVA com a sensação de que poderia ter ido um pouco mais além. Após um fim de temporada bem abaixo da média, que permitiu a reação do Valencia e a perda da terceira colocação para os chés, os amarillos acabaram ficando apenas com a vaga nos play-offs da Liga dos Campeões como "prêmio" de consolação. Derrotas acachapantes para Porto e Valencia, porém, não mancharam a temporada de uma equipe que chegou a desempenhar, junto com o Barcelona, o futebol mais bonito da Espanha. Naquele - terrível - mês de maio, o lado amarillo de Castilla y León tinha duas inquietações: saber se o Villarreal seguraria suas estrelas e se o elenco daria mais opções para a disputa da Champions.

Entre as estrelas, até o momento, apenas Cazorla e Capdevila saíram (para Málaga e Benfica, respectivamente). Especulou-se muito na provável saída de Rossi para Juventus, Arsenal e, até mesmo, Barcelona e Atlético de Madrid, mas, no final das contas, o ítalo-americano acabou mesmo ficando. Outro que teve seu nome muito ligado à transferência foi Nilmar. Na última semana, o brasileiro deu uma declaração que teria deixado os dirigentes do Submarino Amarelo um tanto insatisfeito: "gostaria muito de jogar pela Roma", disse o gaúcho. Todavia, Nilmar fica para a disputa da temporada e estará à disposição de Garrido para a estreia na Champions League.

Para suprir a ausência dos dois jogadores, a diretoria dos castellonenses agiu rápido: anunciou, logo em seguida à confirmação das vendas, os nomes de Camuñas (Osasuna) e Zapata (Udinese). O elenco, entretanto, não ganhou muito em profundidade: hoje, Garrido tem "apenas" 23 jogadores da equipe A para contar - fora dois ou três que sempre acaba chamando do Villarreal B.

Nos primeiros testes da pré-temporada (e para o jogo contra a Odense, pela Champions League, daqui a pouco), Garrido manteve o 4-4-2 a rombo (ou 4-3-1-2) e, pelo elenco que possui, não deve alterar o esquema em curto prazo. O onze titular que entra a campo para enfrentar os dinamarqueses terá Diego López; Mario, Musacchio, Zapata e Oriol; Cani, Bruno Soriano, Marchena e Borja Valero; Nilmar e Rossi. Ou seja, uma equipe com o entrosamente da última temporada e espinha dorsal formada no decorrer dos anos passados.

Para um Villarreal verdadeiramente europeu, ainda faltaria um meia de qualidade para substituir Cazorla, que possa atuar pelos lados do campo e revezando com Borja Valero na armação. Além disso, um zagueiro mais confiável seria bem vindo, além de um lateral direito, visto que o capitão Ángel ainda está lesionado. Cicinho não deu certo no time e voltou para a Roma. No gol, Diego López continua absoluto como titular, mas em caso de lesão, o bom e experiente César Sánchez foi contratado a custo zero junto ao Valencia para substituí-lo.

Pelas movimentações até aqui, fica claro que o time irá aguardar a classificação (ou não, em caso de zebra) para a fase de grupos da Liga dos Campeões, em 23 de agosto, para definir os movimentos finais de mercado. Como bem disse Garrido, "jogar a fase de grupos da Champions é excitante e, portanto, os jogos contra a Odense irão determinar a temporada".

sábado, 11 de junho de 2011

Balanço final: Villarreal

O abraço entre Nilmar e Giuseppe Rossi marca uma grande dupla de ataque, que contribuiu muito com a ótima temporada do Villarreal (AFP)

Campanha: 4ª colocação. 38 jogos, 62 pontos, 18 vitórias, 8 empates e 12 derrotas. 54 gols pró e 44 gols contra. Classificado à fase classificatória da Liga dos Campeões.
Time-base: Diego López; Ángel López (Mario Gaspar), Marchena, Musacchio (Gonzalo), Capdevila; Bruno Soriano, Cani, Cazorla; Borja Valero; Giuseppe Rossi, Nilmar.
Os artilheiros: Giuseppe Rossi (18 gols), Nilmar e Cani (11), Santi Cazorla e Marco Ruben (5)
O Técnico: Juan Carlos Garrido
O Destaque: Giuseppe Rossi
A decepção: Jozy Altidore

“Foi espetacular, mas podemos melhorar”, a frase é de autoria do treinador Juan Carlos Garrido e ele tem muita razão. Por que não uma vaga direta à fase de grupos da Liga dos Campeões e a participação na final da Liga Europa? Faltou pouco para o Villarreal alcançar ainda mais sucesso na temporada 2010-11. O treinador mexeu diversas vezes na estrutura tática da equipe, mas adotou o 4-4-2 a rombo bastante ofensivo, porém jamais deixando a linha defensiva exposta. E foi justamente a retaguarda que chamou muita atenção, pois sem muita badalação, conseguiu ser a quarta menos vazada em La Liga. Sem nomes de destaque, os laterais avançando pouco e um primeiro volante seguindo a mesma tendência foram chave para o submarino amarillo sofrer apenas 44 gols.

Os números globais do ataque não mostram muita coisa, porém, Nilmar e Rossi impressionaram e marcaram 29 dos 55 gols da equipe no Campeonato Espanhol. Somando os jogos do Villarreal na LE, o brasileiro terminou a temporada com 16 gols e o italiano fez 29. Além deles, o camisa dez Cani, com cinco gols e um papel tático interessante: não jogou como legitímo meia-atacante, ficou na linha de dois do meio-campo atrás de Borja Valero. Ao seu lado, quase sempre, estava Santi Carzola, que se destacou ainda mais, também marcou cinco vezes, mas ainda conseguiu 10 assistências, liderando os amarillos neste quesito. O principal armador da equipe, Borja Valero com boa qualidade no passe, cedeu oito passes decisivos aos companheiros e por ser versátil e ter bastante técnica já aparece em lista de reforços de outros times – o Napoli já até ofereceu 10 milhões de euros mais Gargano pelo jogador.

Mas nem tudo certo para a equipe da comunidade valenciana na temporada 2010-11. O jovem Altidore ainda não estourou e passou mais uma temporada longe da Espanha, emprestado ao Bursaspor largar mal. Cicinho chegou na parada de inverno e mal jogou, sendo banco ora de Ángel, ora do jovem Mario Gaspar. Entre os jogadores que apareceram menos, Marcos Senna merece destaque, pois mesmo tendo muito nome, não reclamou da reserva e sinaliza querer renovar seu contrato com a equipe. Para a próxima temporada, com três competições pela frente, o submarino amarillo deverá investir, pois a equipe é muito boa, mas não existem tantas peça de reposição, o que será muito necessário em 2011-12.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O inevitável aconteceu

Eliminado da Liga Europa, o Villarreal agora irá concentrar suas forças na disputa pelo terceiro lugar na Liga BBVA (getty images)

Não deu para o Villarreal. o 5 a 1, no Estádio do Dragão, já havia praticamente definido a eliminação dos espanhóis, mas jogando no El Madrigal e com apoio da torcida, a equipe batalhou muito pela virada. Não conseguiu, porém mostrou que tem força para brigar pelo seu último objetivo no ano: classificação direta à fase de grupos da Liga dos Campeões 2011-12.

Para tentar cumprir a difícil missão, Juan Carlos Garrido escalou o “Submarino Amarillo” de forma diferente: deixou de lado o 4-4-2 e apostou no 4-3-3 triângulo base alta – um volante preso e os outros dois meias com liberdade para encostar no ataque. O perigoso tridente ofensivo era composto por Rossi, Marco Rúben e Nilmar; Carzorla e Cani, os dois meias, ajudavam muito na pressão sobre a linha defensiva adversária. Os portistas vinham como sempre no 4-3-3 triângulo base alta, porém a postura de hoje era um pouco diferente. O time não encurralava o adversário no seu campo defensivo e focava nos contra-ataques.

Além da pressão inicial, o gol marcado por Cani, aos 17 minutos, após bela triângulação de Rossi, Marco Ruben e o autor do tento, deu um alento aos torcedores, que marcaram ótima presença no El Madrigal. A pressão do Villarreal seguia muito forte, mas a ampliação do placar esbarrava no excesso de individualidade dos homens mais ofensivos da equipe espanhola. Para piorar, Hulk, aos 40 minutos, aproveitou um contra-ataque, chutou forte de esquerda e contou com o desvio em Musacchio para matar o goleiro Diego López. O 1 a 1 no placar deixava claro: só um milagre na segunda etapa eliminaria o Dragão.

O “Submarino Amarillo” voltou para o segundo tempo da mesma forma e quase conseguiu passar à frente no placar. Mas a história se repetiu. Em um contra-ataque, Guarín deu a assistência e Radamel Falcão García marcou. Foi o 16° gol do colombiano na Liga Europa, o que lhe torna o maior artilheiro de uma edição da competição, inclusive somando os tempos de Copa Uefa. Jürgen Klismann era o recordista anterior, pelos 15 gols marcados com a camisa do Bayern de Munique, em 1995-96.

Após sofrer a virada, Garrido fez a escolha certa e passou a poupar alguns jogadores, visando a reta final de La Liga, onde o clube está a três pontos do Valencia. O objetivo do “Submarino Amarillo” é passar os rivais, pois assim terão vaga direta à fase de grupos da próxima Liga dos Campeões. Mesmo jogando em intensidade menor do que antes, a equipe espanhola criou algumas boas chances, muitas delas foram defendidas pelo goleiro portista Hélton, em ótima jornada.

Na reta final do jogo, o Villarreal ainda retomou a ponta, com gols de Capdevila e Rossi, de pênalti, que teve paradinha bastante contestada. A vitória serviu para o “Submarino Amarillo” sair aplaudido de campo, pela torcida que não deixou de apoiar a equipe. Essa força e a confiança do torcedor serão muito importantes para que o Villarreal consiga realmente o seu objetivo e ultrapasse o Valencia, qualidade, a equipe tem.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Copa Ibérica?

Ao infinito, e além: o Villarreal bateu o Twente novamente e vai com tudo para cima do Porto (getty images)

Depois da goleada de 5 a 1 no primeiro jogo, o Villarreal poderia até ser derrotado por 3 a 0 pelo Twente que mesmo assim avançaria às semifinais da Liga Europa, mas o time espanhol fez mais e garantiu outra vitória: 3 a 1 fora de casa e um lugar entre os quatro melhores da competição.

Desfalcado de jogadores importantes, como o volante Marcos Senna, lesionado, e o atacante brasileiro Nilmar e Cazorla suspensos, o Villarreal sofreu pressão do time holandês desde o início do jogo. No entanto, a sólida defesa espanhola não deixava espaço para o Twente, e o Submarino Amarelo aproveitava para tentar jogadas de contra-ataque. Garrido modificou a equipe que havia sido goleada pelo Valencia, há quatro dias. O 5-3-2 deu vez ao 4-4-2 de sempre, com Marco Rúben no lugar de Nilmar e Matilla no de Kiko. Com isso, Marchena voltou a exercer a função de um zagueiro e pode ser opção para Garrido na ausência de Gonzalo.

No dérbi, o miolo de zaga amarillo pecou demais pela inexperiência de um canterano, o que fez Garrido ser criticado? Por que improvisar um zagueiro experiente na volância ao invés de colocá-lo em sua posição original quando o seu principal zagueiro está lesionado? Contra os holandeses, Musacchio e Marchena fizeram uma sólida partida, queimada pelo erro de Mario no primeiro gol dos roten.

Aos 32', Bajrami abriu o placar para o Twente, com um forte chute de fora da área. Com o tempo passando e a classificação se tornando cada vez mais difícil, o time holandês diminuiu o ritmo. Na segunda etapa, Tiendalli fez pênalti em Wakaso e foi expulso, deixando o Twente com um homem a menos. Rossi converteu a penalidade e igualou o marcador. Em vantagem numérica, o Villarreal não teve trabalho para virar o placar. Ruben, novamente de pênalti, e Cani marcaram para os amarillos e selaram a classificação.

Destaque para o bom uso da cantera por Garrido quando Twente diminuiu o ritmo, dando-se por vencido. O promissor atacante Hernán Perez, que vem fazendo boa Liga Adelante pelo Villarreal B, ficou em campo 27 minutos, o suficiente para colocar mais fogo no jogo. Foi ele, por exemplo, que sofreu o pênalti convertido por Rúben, além de quase ter marcado o quarto gol castellonense, em boa jogada individual. Ao final da partida, o Villarreal acabou com oito canteranos em sua equipe titular, um bom número para um clube que não é muito elogiado pelo uso da cantera.

Nas semifinais, o Submarino Amarelo enfrenta o Porto, que atropelou o Spartak de Moscou nas duas partidas das quartas de final. Na outra semifinal, o Braga irá enfrentar o Benfica, em duelo português. Com as semifinais definidas, paramos para pensar: é Liga Europa ou Copa Ibérica?

quinta-feira, 10 de março de 2011

A um passo das quartas

Nilmar comemora o gol da importante virada do Villarreal ante o Bayer Leverkusen pelo jogo de ida das oitavas-de-finais da Liga Europa (reuters)

Em mais uma disputa entre Espanha e Alemanha pelas competições europeias (relembre aqui a eliminação do Valencia perante o Schalke 04), o Villarreal levou a melhor sobre o Bayer Leverkusen mesmo sendo inferior ao seu adversário. Diferentemente do que aconteceu ontem no confronto entre Schalke 04 e Valencia, onde os espanhóis foram melhores que os alemães, hoje os amarillos jogaram de maneira acuada, mas conseguiram a importante vitória graças a Nilmar, que entrou no segundo tempo e sacramentou a remontada. A vitória por 3 a 2 na Bayer Arena deixa o Submarino Amarelo em situação bem confortável para o jogo do El Madrigal, semana que vem, já que tem a vantagem do empate e pode até perder por um gol de diferença (desde que seja 1 a 0 ou 2 a 1).

Escalados no 4-2-3-1, o Bayer Leverkusen, vice-líder da Bundesliga, começou comandando as ações desde os primeiros minutos. Renato Augusto, jogando centralizado, era o principal ponto de equilíbrio da equipe anfitriã, que foi com o que de melhor tinha em seu elenco a campo. Garrido, por sua vez, promoveu uma série de rotações no Villarreal, abdicando-se de jogadores como Nilmar, Cazorla e Capdevilla. Catalá mostrou-se um pouco nervoso na esquerda, onde foi vítima de uma carnaval de Sam e, às vezes, de Renato Augusto. Wakaso e Marcou Rúben, nos lugares de Cazorla e Nilmar, também não estiveram em boa jornada e foram figuras inexistentes durante o período que estiveram em campo.

Aos 32', Kadlec fez justiça ao jogo e abriu o placar para os Werkself, com um chutão com a canhota de fora da área. Aos 41', porém, a zaga alemã cochilou e Bruno lançou Rossi, que às costas de Reinartz, chutou na saída de Adler, empatando o jogo. O gol tranquilizou os comandados de Garrido, que fizeram um primeiro tempo longe de suas características: acuado, praticou um futebol dessemelhante àquele com que está acostumado a exercer e teve apenas 39% da posse de bola. O segundo tempo começou com a mesma tônica com que havia iniciado-se o primeiro. Pressionando, os alemães armavam contra-ataques com muita velocidade, o que enlouquecia a zaga amarilla. Marchena, improvisado estranhamente como volante, não achava nada na volância e Vidal tomava conta da partida.

A partir dos 11', Garrido enfim percebeu que não dava para atuar daquela maneira: em uma série de substituições, sacou Wakaso para a entrada de Cazorla; e, depois, Rossi para a entrada de Nilmar. Mudando para o 4-4-2 a rombo, Borja Valero passou a entrar na partida e, atuando na ligação a Nilmar e Marco Rúben, acalmou a bola à equipe espanhola. Aos 24', no seu primeiro toque na bola, Nilmar mostrou ter estrela: o atacante recebeu na entrada da área, virou sobre a zaga, tentou tocar para Rúben, mas a bola voltou para o camisa sete, que tocou para os fundos das redes. Acontece que nem deu tempo para comemorar, pois após um bate-rebate, Mario tomou um drible bobo de Castro e o extremo esquerdo do Bayer fuzilou as redes de Diego López, empatando o jogo.

Os alemães não se contiveram com o empate, e partiram para cima à procura do gol da vitória. Entretanto, à medida que o Bayer Leverkusen pressionava a zaga amarilla, deixava sua defesa exposta a contra-ataque. E, aos 49', Nilmar jogou uma verdadeira ducha de água fria nos torcedores presentes na Bayer Arena. Após receber de Borja Valero, o brasileiro arrancou na velocidade, deixou Schawaab para trás e chutou na saída de Adler, decretando a vitória do Villarreal.

Agora, Garrido e seus comandados voltam os olhares para a partida de domingo, onde enfrenta o Sporting Gijón para não deixar o Valencia escapar na briga pela terceira colocação, que dá a vaga direta para a próxima Champions League. Na quinta que vem, acontece o jogo de volta contra o Bayer Leverkusen e, na sexta, o sorteio das quartas-de-finais da Liga Europa, onde muito provavelmente a equipe estará presente.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Surpresa?

Sevilla faz sua melhor partida na temporada, elimina Villarreal com autoridade e segue vivo na briga pelo bi-campeonato da Copa del Rey (AP Photos)


Ainda que a reação do Sevilla fosse notável, não esperava-se que o time da Andaluzia ganhasse com tanta moral como ganhou do Villarreal ontem. Ainda mais porque, no último jogo da Liga, contra o Espanyol, foi com a equipe completa a campo e saiu derrotado por 2 a 1 no Ramón Sanchéz Pizjuan. Talvez isso seja o maior responsável pela presença de pouco público no estádio no jogo de volta contra o Villarreal. Desacreditado por parte da torcida e eleito por uma votação do Marca o time-decepção da temporada, o Sevilla partiu para um jogo que não era favorito. Vindo de resultados positivos, como uma equipe extremamente entrosada e líder do campeonato paralelo a Barcelona e Real Madrid, o Villarreal entrou em campo com uma escalação bastante peculiar.

Garrido mandou a campo uma equipe mista e seu 4-4-2 com Monteiro e Cani nos flancos parecia, em tese, que daria muito certo, por serem dois jogadores bastante velozes. Porém, em uma partida tão importante, acabou deixando Rúben no banco em prol da titularidade de Altidore, que foi uma grande decepção no primeiro semestre. Do outro lado, Manzano surpreendeu: mandou seu time a campo no 5-3-2 e colocou uma linha de três extremamente ofensiva no meio-campo. Com seu nome ligado a Juventus e Corinthians, Luis Fabiano foi reserva, dando a entender que sua passagem pela Andaluzia está prestes a acabar.

A superioridade evidente do time rojiblanco se fez valer do pé daquele que vem sendo decisivo nos últimos jogos e é, sem sombra de dúvidas, o grande destaque deste Sevilla. Jogando no suporte a Kanouté e Negredo, Romaric mais uma vez fez uma partida espetacular e além de dar muito trabalho a Cicinho, foi o autor do passe para Negredo, que tocou por cima de Diego López e Renato chegou completando para abrir o placar. Dos seis gols do Sevilla feito contra o Villarreal na eliminatória, cinco passsaram pelos pés do camarones, que a cada dia cai nas graças da torcida. No final do primeiro tempo, Javi Varas fez uma excelente defesa em chute de Rossi, assegurando a vitória parcial sevillista antes do intervalo.

O enredo da primeira etapa voltou a se repetir no segundo tempo e, logo aos dois minutos, Kanouté aproveitou cobrança de Romaric e mandou a bola para o fundo do gol. E foi de escanteio que também nasceu o terceiro do Sevilla: após cobrança de Romaric, a bola desviou em Alexis e morreu dentro da meta de Diego López. Com 3 a 0 no placar e classificação praticamente garantida, o Sevilla passou a jogar com mais calma e segurar mais a posse de bola. Romaric ainda foi ovacionado pelo estádio, quando saiu para a entrada de Jesus Navas. Atual campeão do torneio, o Sevilla espera o vencedor de Real Madrid e Atlético de Madrid para seguir na briga pela manutenção do título.

A grande notícia da noite, fora a classificação, obviamente, ficou por conta de Sergio Sánchez. Treze meses depois de superar uma doença cardíaca, o volante voltou a disputar uma partida oficial. E logo de cara, foi titular e jogou os noventa minutos. Manzano o colocou como volante que protegia a zaga no 5-3-2, e Sánchez mostrou um bom futebol, sendo responsável por uma boa marcação em Cani, que, desta vez, passou em branco.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Villarreal

Nilmar e Giuseppe Rossi: Dupla ofensiva entrosada, vem dando o que falar na Espanha (Foto: entertainment.ezinemark.com)

Campanha
3ª posição. 16 jogos, 33 pontos. 10 vitórias, 3 empates e 3 derrrotas.

Treinador
Juan Carlos Garrido. O treinador está no comando da equipe desde fevereiro de 2010, após a demissão de Ernesto Valverde. Garrido era o comandante do Villarreal B e foi transferido para a posição de técnico do time principal. Seu contrato vai até o final da temporada 2010-11, mas com o bom trabalho realizado por enquanto, deverá ser renovado em breve. Na atual Liga Espanhola, Garrido vem fazendo um bom papel, o esquema base adotado é o 4-4-2, com dois meias-externos. Mas não é incomum ver o submarino amarillo jogando no 4-3-1-2. Nas duas formas de atuar, o treinador privilegia a liberdade para Santi Cazorla e para a dupla de ataque formada por Giuseppe Rossi e Nilmar. Assim ele leva a equipe da província de Castellón até onde os times além de Barcelona e Real Madrid podem ir, o terceiro lugar exatamente atrás da dupla dominante em La Liga.

Destaque
Nilmar e Giuseppe Rossi. Impossível escolher apenas um deles. A dupla têm sido letal nessa temporada, ambos são muito velozes, finalizam bem e conseguem realizar bons passes, ou seja, atacantes completos. E os números provam essa ótima metade de temporada da dupla em La Liga. Nilmar é o artilheiro do submarino amarillo com dez gols, Rossi vem logo atrás com nove tentos, nas assistências a dupla inverte, o italiano já cedeu quatro passes decisivos e lidera, enquanto o brasileiro têm três passes. Assim eles lideram o terceiro melhor ataque da Liga Espanhola, com 30 gols, mais uma vez o Villarreal fica atrás apenas de Barcelona e Real Madrid. A dupla ofensiva também deixa sua marca na Liga Europa, onde apenas G. Rossi marcou, mas Nilmar foi o assistente de um dos cinco gols do companheiro, que também já cedeu uma assistência. Além do entrosamento quase perfeito dentro de campo, os dois se relacionam muito bem fora das quatro linhas. Recentemente um vídeo em que Nilmar escolhe a música e o italiano dança como se estivesse comemorando um gol, foi divulgado no youtube(Para ver, clique aqui). Santi Cazorla após ficar de fora da Copa do Mundo, também tem se destacado e já dá sinais de recuperação do seu melhor futebol.

Decepção
Jozy Altidore. O norte-americano foi trazido ao Villarreal como grande promessa, porém já foram dois anos e está longe de convencer. A equipe já o emprestou duas vezes, mas nem no Xerez e nem no Hull City, conseguiu provar sua qualidade. Na seleção norte-americana, também decepcionou na Copa do Mundo de 2010. Nessa temporada ele voltou à Espanha, segue sendo um reserva, que é poquissímo utilizado. Na Liga Espanhola de 2010-11, foram apenas duas partidas em que entrou, totalizando 25 minutos e nenhum gol. Na Copa del Rey, Altidore têm dois gols, nas duas partidas que participou, o primeiro indício de que encontrou seu futebol na terra das touradas. O jogador ainda tem 21 anos, poderá evoluir, mas até aqui não honrou os mais de 7 milhões de euros investidos em seu futebol. O crescimento do americano seria importante para a rotação da equipe e para que o submarino amarillo possa poupar Nilmar e Giuseppe Rossi, quando isso for necessário.

Perspectiva
Vaga na Liga dos Campeões, briga pelo título da Liga Europa e Copa del Rey. Em La Liga, o Villarreal foi a equipe mais sólida excluindo Barcelona e Real Madrid, assim a equipe da província de Castellón vem para o segundo semestre como favorita à vaga na Liga dos Campeões. Nas duas últimas temporadas, não se classificaram à principal competições entre clubes no planeta, voltar a disputá-la seria importante, pois financeiramente é muito lucrativa a disputa, com esse dinheiro a mais, o submarino amarillo poderia manter as suas estrelas. Além de buscar a vaga à Liga dos Campeões, o Villarreal têm mais duas frentes de ação ativas nessa temporada, a Copa del Rey e a Liga Europa. Na copa nacional, a equipe está na segunda fase e disputa contra o Valencia, rival da região, uma vaga na próxima fase. O 0 a 0, no jogo fora de casa, no Mestalla deixa o Villarreal com boas chances de classificação. Na competição continental após uma primeira fase tranquila, o submarino amarillo terá uma parada dura pela frente, o Napoli. Porém, os italianos não têm dado tanta atenção a Liga Europa, portanto ver o Villarreal nas oitavas de final não é improvável. Se as lesões se mantiverem longe e junto a isso, alguns reservas também cresçam de produção, os amarelinhos poderão se manter na briga por dois títulos e pela sonhada vaga à Liga dos Campeões.