Mostrando postagens com marcador Michael Laudrup. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Michael Laudrup. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Mais problemas

A família Nadal, representada por Miguel Ángel Nadal, se desligou do Mallorca: os problemas não param (Marca)

As diversas desavenças entre Michael Laudrup, ex-treinador do Mallorca, e Serra Ferrer, vice-presidente do clube, valeu o cargo do dinamarquês, que foi oficialmente demitido do clube de Palma de Mallorca no início da semana passada. Em sua despedida, o ex-jogador afirmou, entre inúmeros motivos de sua decisão de deixar o cargo de treinador, que não concordava com a política de contratações do clube, que, segundo ele, não cumpriu com as palavras ditas antes do início da temporada.

A decisão de Laudrup de deixar o clube aconteceu um dia depois do seu assistente Erik Larsen ser demitido por dizer que Serra Ferrer é uma "pessoa ruim". O ex-jogador dinamarquês tinha criticado a decisão do clube de vender vários jogadores, incluindo o atacante Pierre Webó e o meio-campista Jonathan De Guzman durante a última janela de transferências. O clube de Palma de Mallorca é um dos vários da Espanha que teve de buscar proteção contra a falência nos últimos anos (lembrem-se da perda da vaga na Liga Europa passada, por dívidas enormes com a Uefa e o governo espanhol). Sua nova diretoria, portanto, adotou uma política de austeridade. "Eu não vim aqui pelo dinheiro. Eu vim porque era um bom projeto", disse Laudrup, em suas palavras finais.

Os problemas internos, que quase minaram as duas últimas temporadas do Mallorca, continuam imperando no clube mallorquino. Logo após a demissão de Laudrup, membros da Federação de Peñas Mallorquistas se reuniram nos arredores do Iberostar Estadio para discutir sobre os problemas do club. Em um dos assuntos em pauta, os sócios-torcedores chegaram a um consenso unanime e pediram, diretamente ao clube, a demissão de um dos conselheiros da chapa de Ferrer, Gabriel Cerdàs, que, segundo eles, não tem respeito a imagem do clube e aos outros membros da comissão técnica. Apesar do clima de tensão pairando sobre o ambiente do Mallorca, em uma reunião entre os dirigentes do clube nenhum membro da comissão-técnica foi demitido, apesar do pedido das peñas e da especulação da imprensa espanhola de que Ferrer iria demitir Pedro Terrasa, diretor geral do clube que foi acusado publicamente pelo vice-presidente pelo principal responsável pela crise interna com a qual vive o clube.

Para completar uma crise sem fim, a família Nadal, representada pelo ex-jogador Miguel Ángel Nadal, se desligou oficialmente do clube, em anúncio feito hoje à tarde, como o Marca havia especulado há uma semana. "Lamentamos a imagem que está sendo projetada nestes últimos dias", afirmou o presidente do Mallorca, Jaume Cladera, que garantiu que, apesar das divergências, a família do tenista Rafael Nadal seguirá tendo 10% das ações do clube. Os problemas extracampo, contudo, não vêm afetando muito o desempenho dos baleares dentro de campo: os bermellones ocupam a décima-colocação, com duas vitórias, um empate e três derrotas.

Injeção de ânimo?

Em 2004, Ferrer era presidente do Bétis e Caparrós treinador do Sevilla. Hoje, os dois estarão do mesmo lado no clube balear (LFP)

Para o lugar de Michael Laudrup, Serra Ferrer anunciou na última quinta-feira um velho conhecido dele e do futebol espanhol: o andaluz Joaquín Caparrós, ex-Deportivo, Sevilla e Athletic Bilbao. Coincidentemente, o vice-presidente do Mallorca é sócio do Bétis, enquanto o novo treinador é sócio do Sevilla. Durante a temporada 2004/2005, os dois se "encontraram" no outro lado da moeda: enquanto Ferrer caminhava para sua segunda temporada à frente da presidência verdiblanca, Caparrós acumulava êxitos com os nervionenses. Os dois nunca foram amigos, é verdade, mas sempre manteram a educação em público. Agora, "jogarão" juntos no mesmo lado por um único motivo: ajudar o Mallorca.

Em campo, Caparrós, que costuma utilizar o 4-4-2 com dois volantes e dois meias no suporte aos atacantes, deverá apostar no 4-2-3-1 variando para o 4-1-4-1 de Laudrup. A defesa deverá seguir a mesma com o canterano Pedro Bigas na esquerda, enquanto Cáceres e Kevin não voltarem de suas respectivas lesões. O meio-campo, aliás, deverá ter algumas alterações: Michel Pereira deverá aparecer no lugar de Nsue, que iniciou muito mal a temporada, e Alfaro deve ser deslocado para a linha de três, abrindo espaço para Victor no ataque. Os primeiros jogos de Caparrós sob o comando rojo irá requer uma série de atenção e concentração: Valencia, Atlético de Madrid, Sporting Gijón e Barcelona. Uma prova de fogo para o treinador.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

5ª rodada: Reerguendo-se

Nilmar dribla Aouate, antes de chutar para o gol vazio e sacramentar a (primeira) vitória do Villarreal. Garrido continua pressionado, mas pode respirar um pouco (AS)

Villarreal 2x0 Mallorca
Juan Carlos Garrido conseguiu respirar. Após entrar em campo pressionado pelos péssimo resultados obtidos nos últimos jogos, sobretudo no último final de semana (derrota para o fraco Granada), o Villarreal enfim chegou à sua primeira vitória na Liga Espanhola. Contra o Mallorca, o treinador não inventou: escalou o óbvio (meio-campo com Bruno, Borja Valero, Cani e De Guzmán) e resolveu parar de improvisar Marchena na volância. Na frente, Rossi e Nilmar fizeram o que todos os torcedores amarillos esperam deles: gols. Apesar de ainda estar pressionado, Garrido valorizou muito a vitória: "foram três pontos importantes", disse após o jogo.

Apesar da vitória, o Villarreal passou perto de complicar uma partida que já estava em suas mãos. Nos minutos finais, diminuiu o ritmo da partida e passou a chamar mais o Mallorca para seu campo de defesa. Esperto, Laudrup percebeu isso e sacou Alfaro para colocar Tissone, trocando o módulo do Mallorca para um 4-3-3 bastante ofensivo. Contudo, já era demasiado tarde para os bermellones conseguirem uma reação e o Villarreal confirmou a vitória. A vitória foi a primeira no El Madrigal após quatro meses. Enquanto Garrido respira, Laudrup começa a ficar com as cordas entre o pescoço. O Mallorca chegou ao terceiro jogo sem vitória e pode terminar a rodada na zona de rebaixamento. O ataque não funciona: marcou apenas um gol em quatro jogos.

Real Sociedad 1x0 Granada
Após poupar alguns jogadores no último final de semana e perder a invencibilidade no campeonato espanhol, Philippe Montanier foi com força total encarar o Granada e voltou a somar três pontos. Em um jogo bastante movimentado, Estrada decidiu a partida após um belo chute, sem chances para Roberto. Illarramendi continua sendo uma grata surpresa: o canterano dominou o meio-campo rojiblanco e participou de quase todas as jogadas ofensivas da equipe blanquiazul. Mariga, seu companheiro na volância, também atuou muito bem: soberbo, mostrou grande contudência defensiva ao roubar muitas bolas no meio.

O Granada fez uma boa partida, mas pecou por desperdiças muitas oportunidades. Só no primeiro tempo, quando jogou melhor que a Real, foram três, ora por defesas de Bravo, ora por chutes mal dados de seus jogadores. Faltou mais participação de Uche. Autor do gol na vitória contra o Villarreal, o nigeriano passou despercebido durante os minutos no qual esteve em campo e foi incapaz de rematar às redes do goleiro basco. Os rojiblancos foram uma das equipes que demonstraram o futebol mais belo da Liga Adelante passada, entretanto falta ser mais incisivo na primeira divisão. Dani Benítez, destaque da equipe na temporada passada, ainda não mostrou a que veio.

Osasuna 0x0 Sevilla
A redenção do Osasuna ficou no quase. Melhor em campo durante os noventa minutos, os rojones, além de não conseguirem marcar nas redes de Javi Varas, ainda lamentaram-se de não ter um pênalti assinalado, quando Perotti colocou claramente a mão esquerda na bola. O dia foi dos extremos: Cejudo, pelo lado do Osasuna, e Jesus Navas, pelo lado sevilistas, foram os melhores em campo. Em compensação, os atacantes não brilharam. Após começar a Liga muito bem, Negredo voltou a ter uma atuação abaixo da média e não foi uma referência nas jogadas ofensivas nervionenses. Kike Sola e Nino, pelo lado navarro, também não foram muito bem.

Apesar de ter sido pressionado o jogo inteiro, a zaga sevillista mostrou segurança. Spahic, novamente, voltou a justificar os milhões pagos pela diretoria rojiblanca. Marcelino Toral, após acenar com a possibilidade da improvisação do croata, voltou a mandá-lo à sua posição original. Esse Sevilla contraditório, de bons números e pobres sensações, ainda tem muitas deficiências. A equipe é estática demais, se posiciona mal às vezes e ocupa de maneira deficiente os espaços do campo durante a partida. Porém, nem tudo está ruim, e não pode estar, já que ganhou duas partidas e empatou uma. O Sevilla não anda bem, mas ganha e soma pontos. E também ganha tempo para trabalhar e melhorar, pois isso faz falta.

sábado, 4 de junho de 2011

Balanço Final: Mallorca

Webó agradece: camaronês jogou como nunca para fazer os torcedores do Mallorca acreditarem em Liga Europa (getty images)

Campanha: 17ª colocação, 38 jogos, 12 vitórias, 8 empates e 18 derrotas. 41 gols pró e 46 gols contra.
Competição europeia: Não participou.
Copa del Rey: Eliminado pelo Almería nas oitavas-de-finais.
Time-base: Aouate; João Victor, Nunes, Ramis, Ayoze; De Guzmán, Martí; Gonzalo Castro, Víctor, Pereira; Webó.
Os artilheiros: Pierre Webó (11 gols), De Guzmán (5), Gonzalo Castro (4).
O técnico: Michael Laudrup.
O destaque: Pierre Webó.
A decepção: Cavenaghi.

A boa temporada do Mallorca quase foi por água abaixo nas últimas rodadas. Brigando por uma vaga na Liga Europa até a 32ª rodada, a equipe dirigida por Michael Laudrup vinha fazendo uma temporada acima da média, mas emplacou uma sequência negativa de sete jogos sem vitória, o que, numa disputa parelha pelo rebaixamento, colocou os bermellones na boca do rebaixamento. Na realidade, o Mallorca ficou a um gol do descenso: um gol do Deportivo no jogo contra o Valencia rebaixaria o time de Palma de Mallorca, mas Soldado acabou matando o jogo e sacramentando o descenso blanquiazul, para alívio de Laudrup.

Após a excelente temporada 2009/2010, quando terminou em quinto colocado e ficou a um ponto da Champions League, o Mallorca passou por um grande redimensionamento. Primeiramente, a Uefa impediu o Mallorca de participar da competição europeia, alegando uma dívida de mais de 50 milhões de euros, sendo que mais de 15 milhões eram para o ministério da Fazenda da Espanha - principal motivo alegado pela Uefa, que não permite aos participantes de suas competições tal dívida. om isso, restou à diretoria entrar em lei concursal e vender seus principais jogadores. Mario Suárez, Trejo, Borja Valero e o técnico Gregório Manzano tiveram que sair para outras equipes na tentativa de sanar as dívidas do clube. As previsões para a temporada eram terríveis, principalmente após a péssima pré-temporada, mas a equipe deu a volta por cima. Logo em sua estreia na Liga BBVA, fez José Mourinho provar de seu veneno: contra o Real Madrid, Laudrup jogou no 5-4-1, com Gonzalo Castro, a única referência que sobrou do time da temporada passada, escalado como atacante. O 0 a 0 foi bastante comemorado, e marcou um novo início à equipe mallorquina.

No restante da temporada, Laudrup resolveu apostar no 4-2-3-1. A linha de três ofensiva não era tão feroz, mas Nsue, à direita, Castro, centralizado, e Pereira, aberto na esquerda, cumpriram bem seus respectivos papéis. O 4-2-3-1 passou também proteção para a zaga, com De Guzmán de primeiro volante e João Victor saindo para o jogo e ajudando na criação das jogadas. Webó, referência no ataque, voltou à ótima forma de algumas temporadas atrás e foi o autor de uma grande temporada. Cavenaghi, entretanto, chegou com principal contratação, mas não engrenou, foi decepção e acabou vendido ao Internacional. Porém, um de seus principais trunfos na temporada, a zaga, transformou-se em seu calcanhar de aquiles na fase negra de fim de temporada: foram 13 gols sofridos nas últimas sete rodadas. Com a lesão de De Guzmán, Tereja assumiu a titularidade na volância e em momento algum passou a qualidade do holandês no setor. Para a próxima temporada, José María Pons Irazazábal, presidente do Mallorca, prometeu cinco contratações de jogadores da Liga BBVA, em entrevista ao AS, onde falou da economia do clube. Dani Guiza, super artilheiro da equipe há algumas temporadas, reiterou seu desejo de voltar ao clube bermellón.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Ressurreição do Mallorca

Michael Laudrup soube trabalhar com um elenco limitado e deu jeito no Mallorca (TVE.es)

O Mallorca é o décimo colocado da Liga Espanhola, com 38 pontos, três a menos que o Sevilla, sétimo colocado e último da zona de Liga Europa. Quem vê a tabela de classificação do Campeonato Espanhol e lembra de tudo que aconteceu no início de temporada com o clube de Palma de Mallorca fica boquiaberto, fatalmente. Antes de tudo, vamos relembrar como terminou a temporada 2009/08 dos malloquíns.

De grão em grão, o time comandado por Gregório Manzano, hoje no Sevilla, passou a brigar ferrenhamente com Valencia e Sevilla por uma das vagas na Champions. Utilizando o Ono Estadi como a maior arma (conquistaram 82% dos pontos em seu domicílio), os rojos chegaram a última rodada com apenas um ponto atrás do Sevilla e com um compromisso fácil contra um Espanyol que já não almejava mais nada na temporada. O Sevilla, por sua vez, foi até o Juegos Mediterráneos encarar o rival regional Almería. Ao final do jogo na Ilha Balear, o Mallorca venceu por 2 a 0 o Espanyol e esperava alegre pelo término do jogo na Andaluzia, que estava empatado até os 47 minutos do segundo tempo. Acabou que, no último lance do jogo, Rodri aproveitou sobra da rojiblanca e arrematou firme para as redes de Diego López, decretando a vitória sevillista e a classificação para a Uefa Champions League 10/11.

Apesar dos bons resultados conquistados dentro das quatro linhas, internamente o clube passava por sérios problemas. Os jogadores passaram a temporada praticamente inteira com os salários atrasados; mas, honrando a camisa do time, em momento algum denunciou o caso à CEDD. Porém, logo após o término da Copa do Mundo, não teve jeito: com uma divida de mais de 50 milhões de euros, sendo que mais de 15 milhões eram para o ministério da Fazenda da Espanha - principal motivo alegado pela Uefa, que não permite aos participantes de suas competições tal dívida. Com isso, restou à diretoria entrar em lei concursal e vender seus principais jogadores. Mario Suárez, Trejo, Borja Valero e o técnico Gregório Manzano tiveram que sair para outras equipes na tentativa de sanar as dívidas do clube. Além disso, outro problema envolvendo o clube balear foi o fato do Athletic Bilbao ter denunciado o clube por não ter cumprido com os pagamentos da venda de Áduriz (hoje no Valencia).

Apesar de ter entrado em Lei Concursal e passar a pagar seus credores, a UEFA deu um prazo de 24 horas para o Mallorca recorrer. Porém, a entidade não aceitou o pedido dos dirigentes do Mallorca e a equipe acabou excluída da Liga Europa, dando lugar ao Villarreal, que está muito próximo das quartas de finais. O mercado foi cirúrgico e, como já era de se esperar, poucos jogadores foram contratados. De nome, apenas De Guzmán e o técnico Michael Laudrup. As previsões para a temporada eram terríveis, principalmente após a péssima pré-temporada, mas a equipe deu a volta por cima. Logo em sua estreia na Liga BBVA, fez José Mourinho provar de seu veneno: contra o Real Madrid, Laudrup jogou no 5-4-1, com Gonzalo Castro, a única referência que sobrou do time da temporada passada, escalado como atacante. O 0 a 0 foi bastante comemorado, e marcou um novo início à equipe mallorquina.

O segredo da recuperação do Mallorca está no encaixe do novo esquema. A grande vitória sobre o Espanyol provou que Laudrup não depende apenas de seus principais jogadores. A linha de três ofensiva não é tão feroz, mas Nsue, à direita, Castro, centralizado, e Pereira, aberto na esquerda, cumprem bem seus respectivos papéis. O 4-2-3-1 passa também proteção para a zaga, com De Guzmán de primeiro volante e João Victor saindo para o jogo e ajudando na criação das jogadas. Webó, referência no ataque, voltou à ótima forma de algumas temporadas atrás e foi o principal responsável por essa vitória. Os jovens Kevin e Cendrós estão à disposição e são suficientemente bons para, quando Laudrup quiser, estarem entre os titulares. No fim das contas, o treinador dinamarquês ratificou seu alto patamar de saber trabalhar com elencos limitados - como já havia feito no Getafe de algumas temporadas - e consagrar um esquema - com Manzano, a equipe atuava no 4-1-4-1 -, outrora baseado quase exclusivamente em princípios defensivos, para superar uma das maiores dificuldades da história do Mallorca. A vaga na Liga Europa é possível e o Mallorca está na disputa.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Mallorca

Laudrup recolocou o Mallorca no caminha das trilhas e vaga na Liga Europa é o objetivo (AP Photos)

Campanha
10ª posição. 16 jogos, 21 pontos. 6 vitórias, 3 empates e 7 derrotas. 16 gols pró, 20 gols contra

Técnico
Michael Laudrup. O famoso jogador dinamarques aceitou o pedido do presidente balear, José María Pons, de comandar o Mallorca. Mal chegou e já teve a primeira decepção: o Mallorca estaria proibido de disputar a Liga Europa por dívidas. Se já não bastasse a proibição de disputar a competição europeia, o time vivia uma crise interna e, por conta disso, teve que vender seus principais jogadores, como Borja Valero, Áduriz, Manzano e Mario Suárez. Apesar da crise societária pela qual o clube passou durante todo esse semestre, Laudrup conseguiu manter seus jogadores focados e estar na décima posição, estrear pressionado empatando contra o Real Madrid, além de segurar o Barcelona em pleno Camp Nou podem sem considerados um título. Além de manter a forte defesa, que já era destaque no ano passado, o técnico acrescentou um bom poder de reação e mais garra a seu conjunto. Laudrup, também, tem apostado mais na cantera do clube e jogadores como Cendrós, Nsue e Enrich aparecem frequentemente no time titular.

Destaque
Gonzalo Castro. Dentre os destaques do time na temporada passada, Chori Castro foi o único a permanecer no time. Ídolo do time de Palma de Mallorca, Gonzalo Castro é essêncial também fora de campo. Fora das quatro linhas, Gonzalo Castro também é líder e agrega ao grupo. Foi através dele que o time cobrou, legalmente, o pagamento de dois meses de salários atrasados, quando o clube rojo estava no auge de sua crise. Outro que se destaca é De Guzmán, que chegou no mercado de verão e deu um upgrade na forte marcação mallorquina. O volante tem se destacado não só na marcação, mas também quando ataca.

Decepção
Iván Ramis. Ramis nunca despontou no Mallorca. Relegado ao banco de reservas, o lateral está na lista de empréstimos do clube já para janeiro. Ramis é do tipo de jogador que passa o jogo inteiro sem acrescentar nada à equipe. Aliás, ele acrescenta sim: o número de cartões amarelos. Iván já recebeu nove cartões amarelos e dois vermelhos, o jogador que mais recebeu cartões amarelos na competição -empatado com Sergio Ramos.

Perspectiva
Vaga na Liga Europa. Se por causa das grandes dívidas o Mallorca foi impedido pela UEFA de disputar a atual Liga Europa, o problema parece ter passada. Resta, agora, o time voltar melhor para o segundo semestre e conseguir uma vaga na competição europeia. A recuperação do Mallorca surpreendeu bastante, visto que havia iniciado a temporada diante de uma grande crise e sem ambição alguma para disputar o torneio. A esperança também fica por uma campanha digna na Copa del Rey, onde o time deu passos largos rumo às quartas de finais - derrotou o Almería por 4 a 2, no Ono Estadi. Embora esteja tirando o melhor de alguns jogadores, Laudrup não tem um elenco muito extenso à disposição, e isso pode contar muito na hora que a equipe entrar em momentos decisivos na temporada. Terminar impondo respeito é um baita lucro para um time que era dado como "morto", que aí sim poderá rever seus objetivos.