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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Balanço Final: Hércules

"Eu preciso de um companheiro", reclama Trezeguet. Função de salvar o Hércules da degola caiu toda nas mãos do francês, que não deve permanecer para a disputa da Liga Adelante (getty images)

Campanha: 19ª colocação, 38 jogos, 9 vitórias, 8 empates e 21 derrotas. 36 gols pró e 60 gols contra.
Competição europeia: Não participou.
Copa del Rey: Eliminado na terceira fase para o Málaga
Time-base: Calatayud; Abraham Paz, Cortés, Pamarot, Peña; Abel Aguillar, Fritzler; Drenthe, Kiko (Tiago), Haedo Valdez; Trezeguet.
Os artilheiros: David Trezeguet (12 gols), Haedo Valdez (8) e Royston Drenthe (4).
Os técnicos: Esteban Vigo, até a 29ª rodada; Miroslav Djukic, a partir da 30ª rodada.
O destaque: David Trezeguet
A decepção: Royston Drenthe

Nessa temporada, o Hércules foi rebaixado com um elenco que tinha total capacidade de permanecer na Liga BBVA. Após o ótimo mercado de verão, a equipe foi totalmente remodelada para a disputa da Liga BBVA, com nome de peso, como Trezeguet, Haedo Valdez e Drenthe. A defesa não se comportou muito bem, apesar de partidas seguras de Cortés e o goleiro Calatayud. A inexistência de um meio-campo mais coeso foi o ponto crucial para o fracasso retumbante dos blanquiazules. Kiko se consolidou como uma das grandes revelações desta Liga, enquanto Drenthe só foi achar seu futebol na reta final. O holandês foi contratado para ser o principal jogador de meio-campo do time, mas seus problemas extracampos só o atrapalharam. Os principais foram os problemas na apresentação ao clube em janeiro e a multa recebida em setembro. O jogador estava dirigindo pelas ruas de Alicante a 160 quilômetros por hora, e segundo os policiais teria desrespeitado seis semáforos fechados.

Trezeguet foi o grande matador da equipe, como se esperava, com 13 gols. Haedo Valdez, irregular na temporada, aparece em segundo com apenas oito gols. O paraguaio foi contratado com até mais status de estrela do que o veterano francês, mas deixou a desejar na temporada. Seu doblete no Camp Nou na vitória histórica do Hércules ante o Barcelona foi seu melhor momento na temporada. Detalhe: em setembro de 2010. A má pontaria também foi um ponto negativo: os herculinos chegaram a ficar cinco meses sem marcar um único gol fora do Rico Pérez - marcaram apenas sete longe da Comunidade Valenciana. A grandiosa temporada de Kiko no meio-campo está tendo resultado. Especulações crescem a cada noticiando que o Barcelona está atrás do jovem. Kiko, porém, negou algum interesse dos azulgrenás. Na temporada, o jovem de 19 anos foi o autor de oito assistências.

De retorno à Liga Adelante, onde foi campeão em 2009/2010, o Hércules já pensa em voltar para a elite nacional. O novo diretor esportivo da equipe, o ex-jogador Sergio Fernández, pensa em recontratar Juan Carlos Mandiá para a disputa da segundona. Mandiá foi o técnico com o qual o Hércules conseguiu o acesso para a Liga BBVA. Um dos grandes erros, talvez, da diretoria herculana foi não ter dado mais uma chance ao treinador, demitido com problemas na renovação. Esteban Vigo e, depois, Miroslav Djukic não conseguiram em momento algum implementar um padrão de jogo na equipe. Mesmo com o fracasso do 4-2-3-1 de Boquerón, Djukic preferiu apostar no módulo, que privilegiava o ataque, deixando muitos espaços para os adversários chegarem nas redes de Calatayud. A defesa foi o calcanhar de aquiles da equipe: o Hércules sofreu 60 gols na temporada.

sábado, 12 de março de 2011

Sem força

10 de janeiro de 2011: a última vez que os aficionados herculinos viram esta cena, dos jogadores comemorando uma vitória, acontecer (uefa)

Quem acessa a página da LFP na internet na seção tabela de classificação, vê o Hércules na penultima posição - e com chances de terminar a rodada na última, caso o Málaga vença a Real Sociedad no Anoeta. O time teve um início promissor, chegou a ganhar do Barcelona no Camp Nou por 2 a 0 e, durante três rodadas, havia tomado conta da sexta posição, que garante o passaporte para próxima Liga Europa. No entanto, os blanquiazules tiveram uma queda brusca de rendimento e, da ambição continental, passou a conviver com o perigo - real - do retorno à Liga Adelante.

O Hércules, que hoje perdeu para o Real Madrid, vem de um ano de 2011 desastroso. Perdeu para Mallorca, Sporting Gijón, Athletic Bilbao, Barcelona, Valencia, Sevilla, Villarreal e Almería e só conquistou apenas três pontos, quando venceu o Atlético de Madrid por 4 a 1, na última vitória da equipe na competição, no dia 10 de janeiro. Muito pela boa atuação de Trezeguet e Valdez, foi a última vez que o time funcionou. Embora a associação da péssima fase à lesão de Trezeguet seja irresistível, não é só isso. Esteban Vigo, que tinha um time competente em suas mãos, viu o poderio ofensivo de sua equipe desaperecer. Primeiro, porque Trezeguet se machucou; segundo, porque Haedo Valdez volta e meia reclama de desconfortos no joelho direito; e terceiro; porque não tem em seu elenco um substituto à altura desses dois jogadores.

Sem alternativas de ataque, Valentín Botella, presidente do clube, reforçou o meio-campo. Comprou o bom volante Abel Aguillar, que tem atuado de maneira criativa ao lado de Farinós, e garantiu o empréstimo de Drenthe. O holandês chegou do Real Madrid querendo recuperar o futebol com o qual fez Valdano depositar toda esperança nele, mas seu futebol até agora é oito e oitenta. Além disso, passou a conviver com alguns problemas extracampos e não fez jus às expectativas de Esteban Vigo no início da temporada, quando, perguntado sobre o empréstimo do jogador merengue, encheu o jogador de elogios. Na temporada passada, quando disputava a Liga Adelante, o Hércules também sofreu muito quando Delibasic esteve indisponível.

Porém, há uma diferença clara daquele time que conseguiu para o de hoje: aquele grupo experiente entendeu bem o que é preciso fazer na segunda divisão: arrancar todos os pontos possíveis em casa e evitar tragédias como visitante. E é isso que o Hércules tem pecado na atual temporada. Hoje o time não consegue utilizar do Rico Pérez um modo de impor medo a seu adversário. Fora de Alicante, então, a situação é mais dramática: em 15 jogos, foram onze derrotas, três empates e apenas uma vitória... sim, aquela contra o Barcelona no início da temporada (agora vocês entendem por que da zebra, né?). O ataque é improduvito longe de seus domínios, e a atual situação comprova este fato: contra o Real Madrid, no Santiago Bernabéu, a equipe completou 1000 minutos sem marcar um gol fora de casa na Liga. O último, em outubro, foi marcado por Valdez, contra o Almería, no Juegos Mediterráneos.

A defesa não foge à regra. O bom Pulhac, que foi uma das supresas na lateral no primeiro turno, não manteve o ritmo no segundo. Abraham Paz começou bem no início, mas passou a conviver com as falhas (hoje, uma frente a Benzema que resultou no segundo gol merengue). Os 11 gols sofridos nos últimos seis jogos dizem muito sobre as derrotas. Com tantos problemas, Esteban Vigo, que foi contratado para comandar um grupo maduro, parece ser o menos culpado pela queda de produção. Mesmo assim, a pressão sobre ele pode aumentar. Por bem ou por mal, o status de time promissor após a vitória contra o Barcelona já caiu há tempos. Faltam 10 jogos para o fim da Liga e três confrontos diretos, contra Málaga, Levante e Osasuna sendo que dois serão fora de casa, contra os blanquiazules e os rojones. Portanto, chegou a hora da equipe começar a jogar bem fora de casa, caso queira continuar na primeira divisão espanhola.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Hércules

Como um bom vinho, Trezegol continua melhorando com o passar dos anos (AP Photo)

Campanha
12ª posição. 16 jogos, 19 pontos. 5 vitórias, 4 empates e 7 derrotas. 18 gols pró e 22 gols contra.

Técnico
Esteban "Boquerón" Vigo. Esteban foi o responsável por devolver o Hércules à elite do futebol espanhol. Criado nas bases do Barcelona, Esteban Vigo é conhecedor de muitos canteranos do Barcelona ou, pelo menos, da forma como se cria. Com isso, preparou de forma muito inteligente o confronto contra os blaugranas na segunda rodada da Liga. O técnico fez o Hércules jogar com paciência e em contra-ataques, e bastarem duas chances para Valdez matar a partida. Após isso, Esteban Vigo virou unanimidade em Alicante e a palavra demissão praticamente não existe em sem dicionário. O técnico mudou o 4-3-2-1 que fez sucesso contra o Barcelona para o 4-2-3-1 e conseguiu manter o bom rendimento da equipe. E, por enquanto, o desempenho dos blanaquizules é melhor do que se imaginava: para quem começou o campeonato pensando em não ser rebaixado, a décima segunda colocação está de bom tamanho

Destaque
Trezeguet. Artilheiro do Hércules no campeonato, ele ainda é o cara. Após muito tempo no futebol italiano, David adaptou-se facilmente ao futebol esapnhol. Com a mesma sagacidade e o mesmo oportunismo de um garoto, cabe aos herculanos o agradecimento ao atacante por não ter renovado seu contrato com a Juventus. Também há outros destaques nesse Hércules: o francês Pamarot vai muito bem em sua segunda temporada no clube de Alicante, enquanto Pulhac tem crescido bastante na ala direita. Ainda assim, o maior destaque é Trezeguet, principalmente se acompanhado de Kiko, principal meio-campista do time e líder de assistências do Hércules. Não há dúvidas de que a dupla garante um nível bem mais alto à equipe.

Decepção

Haedo Valdez. As expectativas em torno do atacante paraguaio eram enormes. A boa Copa do Mundo somada a boa pré-temporada fizeram com que os torcedores blanquiazules tivessem esperança de ver um Hércules mais avalassador. Em sua primeira partida, Valdez calou o Camp Nou com um doblete para cima do Barcelona, numa vitória que pôs o mundo futebolístico boquiaberto. E é só disso que vive Valdez na competição. Após isso, o paraguaio fez mais dois gols e vem cometendo faltas bobas, que lhe custaram cinco cartões amarelo - é o jogador com mais cartões no time.

Perspectiva

Meio da tabela ou briga por Liga Europa. Pelo que fez até aqui, o risco de rebaixamento parece ter ficado para trás. Com a defesa bem arrumada e o meio-campo compacto e preparado para contra-atacar, o Hércules conquistou alguns bons resultados no primeiro turno. Porém, não dá para sonhar com muito mais do que isso. A Liga Europa está perto, mas tem times mais bem preparados e com elencos superiores para conseguir as vagas. Nomes como Haedo Valdez e Abel Aguilar precisam mostrar mais futebol para ajudar o Hércules a brigar por uma competição europeia. O preparo físico também precisa melhorar, já que o Hércules mostra-se avalassador quando tem fôlego e um time sem ambição quando este acaba - vide o jogo contra o Real Madrid.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Resumo: 9ª Rodada

Parece repetitivo, mas é bom recordar: após nove rodada, o equilíbrio de La Liga parece ter acabado e, após tropeços inadmissíveis de Atlético de Madrid, Valencia, Sevilla e Villarreal - os dois últimos aceitável -, o campeonato parece ter tomado o rumo antigo, com a disputa polarizada entre os dois gigantes.

Numa rodada posterior às competições europeias, apenas Barcelona e Real Madrid venceram. Antes de seus respectivos compromissos pela Champions, o time de Chamartín teve dificuldades para vencer o promissor Hércules, mas contou com um Cristiano Ronaldo novamente decisivo para bater os herculinos. Já o Barcelona, finalmente mostrou seu poderio e goleou o Sevilla, com grandes atuações de Villa e Messi, autor de um doblete cada. Se os blaugranas eram questionados por não mostrar o mesmo futebol no Camp Nou como vem mostrando longe da Catalunha, isso parece ter sido coisa do passada.

O Valencia, que tem jogo decisivo pela Champions contra o Rangers no Mestalla, parece ter sentido o baque da perda da liderança: após liderar a Liga de maneira invicta nas seis primeiras rodadas, os chés tiveram três resultados adversos (duas derrotas e um empate) consecutivos e o tropeço desta rodada - ante o Zaragoza, lanterna da competição - já começa trazer dúvidas sobre o time. Parece cedo e injusto, mas o cargo de Unai Emery no comando técnico do time já parece ameaçado.

Messi e Villa, com um doblete cada, ajudaram o Barcelona a vencer com autoridade no Camp Nou pela primeira vez na temporada (reuters)

Valencia 1x1 Zaragoza
O Valencia segue caindo. Se, quatro rodadas atrás, o time era líder com uma boa vantagem em relação ao segundo e o terceiro colocado, agora a realidade é outra. Com um tropeço inaceitável diante do lanterna do campeonato, o Zaragoza, os valencianos já se encontram em quarto colocado e a seis pontos do líder Real Madrid. O resultado desta rodada poderia ter causado mais prejuízos se Lanzaro, autor do gol maño, não tivesse marcado contra e, desta forma, empatado o jogo. O gol a favor de Lanzaro logo no início da partida foi apenas o sétimo gol do Zaragoza em nove rodadas. A equipe aragonesa pode comemorar o fato de ter jogado com um a menos desde os 17 do segundo tempo, quando Delgado Ferreira expulso de maneira controversa o jovem Ander Herrera. Edmílson foi chamado para remontar a equipe e o Zaragoza, mesmo com um a menos, acabou crescendo o seu ímpeto ofensivo no jogo, mas não conseguiu voltar à frente. O resultado e a maneira como o Valencia se comportou após a expulsão do meio-campista maño só ratifica a ideia de que o Valencia tem um elenco ineficaz e sem ideias. Fato determinante para a má partida ché foi a também má partida de Banega, que, em dia pouco inspirado, não conseguia criar jogada alguma.

Se o Zaragoza perdeu uma grande chance de ressurgir, o resultado anima José Aurélio Gay. Segundo o técnico madrileño, que está com as cordas bambas, a postura que o time entrou em campo, se repetida nos próximos jogos, faz com que o Zaragoza possa bater de frente com qualquer time no campeonato - até mesmo Barcelona e Real Madrid, acredita o técnico. Por outro lado, o Valencia parece ter entrado em crise. As vaias após o apito final do árbitro ilustra bem o momento que os valencianos vive e, como esse tropeço, o Valencia já chega a sete pontos perdidos em seus domínios.

Hércules 1x3 Real Madrid
"Sem Boquerón". A frase que intitula a capa do El Mundo Deportivo de domingo é em referência óbvia a vitória do Real Madrid sobre o Hércules, que havia derrotado o Barcelona no Camp Nou. O Real Madrid partiu para um jogo que, para o observador menos atento, deveria lhe trazer grandes dificuldades. Mas não se deve esquecer o amistoso válido pelo Troféu Rico Pérez entre as duas equipes, há pouco mais de três meses, na estreia de Özil pela equipe blanca. Antes do começo da Liga, os merengues não tiveram dificuldades para vencer o Hércules por 3 a 1, quando a estrela de Benzema brilhou, com um doblete. Desta vez, Estebán "Boquerón" Vigo mandou a campo um 4-2-3-1 que teve efeito instantâneo logo aos dois minutos, quando Cortéz levantou e Trezeguet, aproveitando inoperância de Pepe pelo alto, cabeceou à esquerda de Casillas. O Hércules seguia criando muito mais na partida, principalmente pela lado direito do campo, onde Sergio Ramos tinha muitas dificuldades para conter as descidas de Cortés e Thomerth.

O Real Madrid ficara sem criação alguma, já que Özil pouco criava, e as articulações das jogadas ficou por conta de Xabi Alonso. Cristiano Ronaldo e Higuaín tentavam, mas o primeiro tempo de Calatayud foi perfeito. Porém, o goleiro herculino falhou logo no início da volta ao segundo tempo: soltou um chute de Cristiano Ronaldo nos pés de Di María, que não desperdiçou. O gol animou o Real Madrid, que voltou com uma postura diametralmente oposta àquela exercida no primeiro tempo. O time de Mourinho mostrou um condicionamente físico invejável e, percebendo isso, Esteban Vigo reforçou seu meio-campo com Rufete. Mas o Real Madrid já havia controlado todas as ações e chegou a virada.

Se Benzema foi muito questionado durante a semana, o jogo serviu para dar a volta por cima: após entrar numa ousada substituição no lugar de Pepe, quando o jogo ainda estava 1 a 1, o francês foi fundamental para que a vitória saísse. Primeiro, foi de um chute dele o rebote de Calatayud no primeiro gol de Cristiano Ronaldo e o segundo dos blancos; e, depois depois de receber belo passe em profundidade de Di María, teve calma e tranquilidade para passar para Cristiano Ronaldo marcar seu doblete e seu 11º na Liga. Mourinho demonstrou nesta partida a diferença que faz um grande treinador. Apostou num 4-1-3-2 com Khedira na defesa para empatar e virar a partida e num 4-3-3 com Marcelo de meia central ao lado de Khedira para segurar o placar e contra-atacar. A ousadia do português contrasta e muito com a covardia que exibia Pellegrini em suas alterações previsíveis.

Barcelona 5x0 Sevilla
"Benzema não está mal. Há jogadores de outras equipes que custaram alto e não estão fazendo gol". Mourinho não precisou citar, mas ficou muito claro que a frase dele na coletiva pré-jogo contra o Hércules foi uma indireta para David Villa. E o Guaje respondeu com o que mais sabe fazer: gols. Além dos tentos, Villa mostrou um posicionamente legível e ficara poucas vezes em impedimento, como em partidas anteriores. Na primeira grande - e esperada - partida de Villa com a camisa azulgrená, Messi novamente brilhou. Marcou dois gols; fez a linda jogada para o também lindo gol de Villa - o primeiro -; e, como sempre, se movimentava com perfeição, dando perplexidade à zaga sevillista. O Barcelona tomou conta do jogo desde o início. Tanto é que, em alguns momentos da partida, o time catalão aparecia com 80% de posse de bola. Mesmo fechada atrás, a defesa do Sevilla não conseguiu impedir as chances de perigo do Barcelona.

Quem também teve participação crucial para a goleada surgir foi Pedro. O tenerifeño eve participação fundamental na esquerda, onde Konko não conseguia pará-lo de jeito nenhum. O francês, aliás, só conseguiu pará-lo de uma maneira: com faltas, que logo teve resultados: expulsão. Manzano até tentou evitar uma nova goleada do Sevilla diante do Barcelona, sacrificando Luis Fabiano para pôr Romaric, recompondo o sistema defensivo. Mas o Barcelona seguia acordado e chegou a mais três gols. O Jogo culé voltou a brilhar. Com uma rápida troca de passes e posse de bola altíssima, o Barcelona construiu mais uma goleada frente ao Sevilla. Com os cinco gols, os blaugranas chegam a doze tentos nos últimos três jogos contra o Sevilla no Camp Nou.

Cáceres, zagueiro emprestado ao Sevilla pelo Barcelona, fez uma boa partida, mas pecou muito na saída de bola. Além de ter tomado um drible de corpo lindo de Messi no primeiro gol do jogo, teve que jogar por dois, porque Alexis estava num péssimo dia. O uruguaio mostrou como sempre a raça e, se houve algum destaque, foi o jogador mais afinco pelo lado andaluz. Sem poder contar com Palop e Navarro por mais um mês, a péssima notícia veio após a goleada: Jesus Navas, que foi descartado da partida, sentiu o tornozelo esquerdo e, provavelmente, ficará de fora de dois a três meses.

Sporting Gijón 1x1 Villarreal
Já acostumado a jogar pressionado pela impossibilidade de perder para não se afastar dos líderes Real e Barcelona, o Villarreal jogou ofensivamente contra o Gijón, mesmo fora de casa. Com Nilmar tendo liberdade para buscar o jogo em todo o campo, o Submarino Amarelo jogava em velocidade e controlava a bola no setor ofensivo. Com o brasileiro abusando dos dribles, criou pelo menos quatro boas chances, mas em duas delas Nilmar preferiu simular pênalti e acabou atrapalhando o ataque. O Gijón descontava em contra-ataques e o primeiro tempo acabou mesmo em 0 a 0, apenas de as duas equipes merecerem ter feito pelo menos um gol cada.

A superioridade na posse de bola foi ainda mais visível na segunda etapa, com o Gijón aceitando a pressão do Villareal. Porém, Iglesias Villaneva viu pênalti em bola que tocou na mão de Gonzalo após cruzamento da direita. Diego Castro deslocou o goleiro e abriu o placar. Pouco depois, o mesmo Gonzalo, que havia recebido amarelo no lance do pênalti, fez falta boba em Barral, levou a segunda advertência e acabou expulso. Para recompor o time, Nilmar deixou o campo para a entrada de Mussachio. Sem seu principal jogador neste início de temporada e com Rossi pouco inspirado, o Villarreal ia aceitando a derrota até que o árbitro voltou a interferir no resultado. Aos 46min, Eguren, ex-Villarreal, segurou Marchena na área em lance comum. O árbitro assinalou pênalti. Rossi então apareceu, cobrou com paradinha e empatou, chegando ao seu centésimo gol na Liga Espanhola.

Deportivo 3x0 Espanyol
Após esta vitória, muitos torcedores blanquiazules se perguntaram: "por que Miguel Ángel Lotina abandonou o 5-3-2 que dava resultados para colocar um 4-2-3-1?" Pois bem, após o início horrível, onde sua defesa era constantemente ameacaçada, Lotina resolveu voltar com o 5-3-2, que deu resultado. Com uma defesa sólida, com três zagueiros e poucas vezes ameaçada, o Deportivo chegou à primeira vitória na competição e abandonou a lanterninha (agora, do Zaragoza). Outro ponto alto da vitória galega foi efetividade para concluir as jogadas de bola parada. Dois dos três gols saíram em jogadas de escanteio. A goleada ante o Espanyol dá confiança e a sensação de recuperação para o Deportivo. Os péricos nunca foi ameaça e perdeu uma enorme chance de ultrapassar o Valencia e chegar à zona de Liga dos Campeões.

Málaga 1x2 Real Sociedad
O Málaga segue decepcionando em seu estádio e contra a Real Sociedad não foi diferente. As duas equipes vieram a campo de maneira oposta. Enquanto que o Málaga ainda não venceu em casa na competição, a Real Sociedad ainda não havia vencido nenhum jogo fora do Anoeta. A partida escancarou os problemas crônicos na defesa malaguesa. Fato que evidência isso foi a falha de Weligton no gol de Griezzman - que a cada dia mais mostra um futebol brilhante - e o espaço deixado por Kris no gol de Xabi Prieto. Com os dois gols sofridos já chega a marca negativa de 21 gols em 9 partidas - pior defesa do campeonato. A de se destacar o belo trabalho de Lasarte no time donostiarra, que está oscilando neste início de temporada, mas mostrou que voltou à Liga BBVA para ficar.

Atlético de Madrid 1x1 Almería (Claudio Araujo)
O grande nome do jogo foi o goleiro Diego Alves, responsável direto pelo empate graças as, pelo menos, cinco defesas difíceis que fez, parando o ataque de Forlán - títular após ser incógnita toda a semana -, Agüero e Reyes no primeiro tempo. Na segunda etapa, o Atléti, desorganizado, levou pouco perigo ao gol do brasileiro. Nos vinte primeiros minutos de jogo no Vicente Calderón, o Atlético de Madri cansou de perder gols. Logo no primeiro ataque, Forlán tentou fazer de cobertura e mandou por cima do travessão. Depois, Reyes bateu falta e Diego Alves espalmou no canto. Agüero tentou chute rasteiro, no meio da área, e também foi parado pelo goleiro brasileiro. Quando Agüero abriu o placar, parecia que a vitória viria... parecia. O Almería empatou aos 45min. Piatti pegou rebote e emendou um belo chute de primeira de fora da área, acertando o canto direito de De Gea.

Forlán segue mal. Sem marcar desde a 2ª rodada, contra o Athletic Bilbao, o charrua chega a 50 dias sem comemorar um gol e vive sua pior fase desde que chegou a Manzanares. O Atlético de Madrid chega pressionado para o dérbi de semana que vem contra o Real Madrid. Perea, suspenso, e Godín, com apendicite, já são baixas confirmadas. Reyes tornou-se incógnita. O meio-campista foi substituido ainda no primeiro tempo por contratura na perna direita. Os primeiros boletins médicos afirmaram que Reyes estaria, sim, apto para o jogo contra o Real Madrid, porém, Quique já afirmou que não quer arriscá-lo no jogo contra o Rosenborg.

Athletic Bilbao 3x0 Getafe
O Athletic Bilbao fez seu melhor jogo na temporada no ritmo do promissor Muniaín. Com habilidade, velocidade e atrevimento, o jovem municiou os leones na fantástica vitória ante o Getafe, que mais uma vez jogou mal fora de casa. Com o triunfo, os bascos se mantêm a um ponto da zona de Liga Europa e 4 de Liga dos Campeões. Sem Dani Parejo, o Getafe mostra-se um time bem opaco, onde apenas Víctor Sánchez (o melhor do Getafe depois de Parejo) e Pintos se salvaram.

CRAQUES DA RODADA
Cristiano Ronaldo (Real Madrid)
Lionel Messi (Barcelona)
David Villa (Barcelona)
Iker Muniaín (Athletic Bilbao)

Escalação da rodada
Diego Alves (Almería); Cortés (Hércules), Colotto (Deportivo), Puyol (Barcelona), Rindaroy (Deportivo); Rosenberg (Racing Santander); Iraola (Athletic Bilbao), Cristiano Ronaldo (Real Madrid); Lionel Messi (Barcelona), David Villa (Barcelona), Iker Muniaín (Athletic Bilbao).

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Resumo: 5ª Rodada(3ª parte)

Apos a má estreia, o Villarreal só vence: na vice-liderança, o Villarreal derrotou o Málaga em um jogo polêmico e com cinco gols (AFP)

O Villarreal deu grandes passos no Campeonato Espanhol trás superar o Málaga por 3 a 2, reassumindo a segunda posição - antes, do Barcelona. Um encontro de tempos opostos e marcado pela expulsão de Eliseu ainda na primeira etapa - expulsão controversa, diga-se de passagem. Todos os gols saíram na primeira parte. O Málaga abriu o placar com um trallazo de Eliseu. A equipe andaluz, que havia perdido os três jogos disputados em casa na temporada, parecia que tinha a situação do jogo nas mãos, porém em apenas três minutos o Villarreal mapeou para empatar e virar a partida.

Um chute de Cazorla fora da área blanquiazul despistou Rubén após desviar na defesa e uma bela assistência de Nilmar rematada com sutileza por Rossi levaram a desilusão ao afficionados malacitano, que acabou recuperando as esperanças quando Rondón empatou de cabeça uma jogada do grande destaque dos blanquiazules de momento: Quicy Owusu-Abeyie. Após um segundo tempo morno e com o Málaga se defendendo dos ataques amarillos, aos trinta e três veio o lance que decidiria a partida. Cazorla, cada vez mais mostrando sua melhor versão, quebrou a retranca andaluza com um chute seco e cruzado de fora da área que Rubén não pôde alcançar.

Embora não tenha feito gols, Nilmar foi um dos destaques da partida. O atacante fez boas tabelas e ajudou o time a prender a bola em seu campo ofensivo. O Málaga ainda teve chances de empatar. Fernando chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado – o jogador estava impedido. O Villarreal prendia bem a bola em seu ataque, sobretudo com Nilmar e Rossi. Rúben salvou o Málaga com belas defesas e evitou uma derrota ainda pior para os donos da casa.

Algo qualificado pela imprensa espanhol como mais "importante" que a vitória do Villarreal foi Carlos Marchena. O zagueiro provocou a expulsão de Eliseu em uma jogada idêntica a que ele fez há dois anos, quando provocou o então jogador do Getafe Roberto Soldado. A LFP já se pronunciou sobre o caso e decidiu retirar o cartão do português Com dez homens em campo, o Málaga se quer inquietou a Diego López na segunda parte. O Málaga segue sem vencer em casa desde o dia 21 de março.

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CRAQUES DA RODADA
David Trézéguet (Hércules)
Xavi Hernández (Barcelona)
Fernando Cavenaghi (Mallorca)
Filipe Luís (Atlético de Madrid)

Escalação da rodada
Calatayud (Hércules), Daniel Alves (Barcelona), Abraham Paz (Hércules), Piqué (Barcelona, Filipe Luís (Atlético de Madrid); Busquets (Barcelona), Xavi (Barcelona), Cavenaghi (Mallorca); Soldado (Valencia), Trezeguet (Hércules), Áduriz (Valencia)

domingo, 26 de setembro de 2010

Resumo: 5ª Rodada (2ª Parte)

A cara feia de Acosta (de vermelho, à direita) representa o momento do Sevilla: em mais um tropeço na temporada, sobrou para Álvarez, demitido após o jogo (eldesmarque.es)
Hércules 2x0 Sevilla
Dessa vez não teve jeito. Na primeira derrota no Campeonato Espanhol - somados a dois empate e apenas uma vitória - Antonio Álvarez não aguentou e foi demitido pela direção sevillista ao término da rodada. Ao novo cargo, os andaluzez agora contarão com Gregório Manzano, um dos técnicos mais reconhecidos no futebol espanhol. O time da gestão de Álvarez dava pena. Hoje, foi só mais uma amostra de um Sevilla irreconhecível, com Luis Fabiano isolado no ataque e um estranho 4-5-1. Um único lance aos 5min representou tudo que o Sevilla fez no primeiro tempo. A jogada teve início nos pés de Luís Fabiano, que se livrou de um adversário no meio campo e deu ótimo passa para Acosta. O meia avançou com a bola até a área e bateu cruzado, de esquerda, para boa defesa do goleiro Calatayud. Depois, só deu Hércules. Isolado no ataque, Luis Fabiano sofria com a falta de criatividade de sua equipe. A falta de criatividade do clube rojiblanco, aliás, é o ponto mais preocupante. E, estranhamente, Álvarez deixou de fora da partida Perroti e Konko, os dois melhores sevillistas neste início de temporada. Aliás, como se estivesse sobrando de nível futebolísticos e de resultados, o técnico de Marchena não para(va) de fazer rotações. Tal panorama resultou em dois gols do Hércules ainda no primeiro, ambos do experiente atacante Trezeguet. O primeiro saiu de pênalti, após falta infantil de Zokora em Tiago Gomes, aos 20min. No segundo, tudo começou com uma linda jogada pela esquerda de Drenthe, que passou como quis pelo defensor e cruzou na segunda trave; Kiko bateu cruzado e Trezeguet, de joelho, conseguiu desviar para as redes.

A parte de Crônicas do Eldesmarque - jornal que cobre o Sevilla e as outras equipes andaluzes - tocou em um ponto importante: a plantilla do Sevilla só piora ao passar do anos. E isso se deve, principalmente, pelas contratações ruins que a cúpula rojiblanca faz (um dos motivos para a queda na Champions). Empatar com Deportivo e Racing e não ganhar do Hércules é uma boa prova disso.

Atlético de Madrid 1x0 Zaragoza
Um Atlético jogando mais na base da vontade resistiu ante um Zaragoza sem pegada. O conjunto colchonero voltou a somar três pontos após derrota para o Barcelona e empate contra o Valencia.O único gol da partida nasceu nos pés de Filipe Luis, que só foi fazer sua estreia no clube rojiblanco somente hoje. O brasileiro fez bela jogada invidual pela esquerda e cruzou para Diego Costa concluir ao gol de Leo Franco. O lateral esquerdo, aliás, foi muito bem e, possivelmente, sendo o melhor em campo: além da assistência para o único gol da partida, ajudou muito a defesa quando o Atléti foi pressionado no segundo tempo e foi muito importante e incisivo nas infilitrações pelo lado esquerdo. Após jogar por "diversão" e dominar o primeiro tempo inteiro, o conjunto de Quique se difuminaram e o jogo passou a zer dos maños, que acabaram não convertendo em gols as suas chances, muito por causa da falta de pegada do ataque alarmante. A árbitragem de Muñiz Fernández foi bastante controversa. O árbitro não assinalou um pênalti em Diego Costa e expulsou - desta vez de maneira correta - Reyes, após este agredir Contini.

Espanyol 1x0 Osasuna
A noite foi boa para os estreantes. Após Filipe Luis comandar o Atlético de Madrid, um pouco mais cedo, Álvarez Vázquez foi o autor do único tento da vitória dos péricos, que fazem uma boa campanhia, apesar da derrota para o Real Madrid. O garoto, de apenas 19 anos, recem-chegado à Liga BBVA, foi o destaque: além do gol, provocou a expulsão de Lolo, aos 20 minutos. Os rojones foram vítima do talento e da ilusão de Vázquez, um atacante "elétrico", formado nas canteras do Espanyol desde a categoria cadete (aqui no Brasil, pré-mirim). Talentoso e com fome de jogou, disputou sua primeira partida como titular na Liga, depois de jogar pouco menos de meia-hora no Santiago Bernabéu. A aposta de Pochettino rompeu a partida aos 25': após chute de Luis Garcia afastado pela zaga basca, Vázquez dominou, enganou os marcadores após fingir que iria chutar de direita, ajeitou para a canhota e, com extrema categoria, finalizou às redes de Ricardo. Após o gol, o Espanyol se acomodou um pouco na partida, mas se manteve intacto, com uma defesa sólida, praticamente formada por becários (Chica, Amat, Víctor Ruiz e Dídac) e sustentadas por Javi Márquez e Duscher na volância. A equipe navarra adiantou as linhas e, por pouco, não empatou, em uma cabeçada de Damia, defendida por Kameni. A equipe catalã joga com ráfagas e brilha por momentos, mas a falta de constância e de maturidade é necessária para fechar uma partida.

Deportivo 0x2 Almería
Depois de cinco rodadas, o Almería finalmente conquistou sua primeira vitória no campeonato. Com uma atuação segura de Diego Alves, a equipe do brasileiro venceu o La Coruña fora de casa por 2 a 0, com dois gols do nigeriano Kalu Uche, e deixou a zona de rebaixamento da Liga das Estrelas. Os andaluzes se encontraram muito pronto para a partida com o primeiro gol, que deu-lhe mais tranquilidade para controlar o resto da partida, que foi mais ajudado após a expulsão de Colotto, antes mesmo do intervalo. As duas equipes, e seus respectivos técnicos, chegaram ao Riazor pressionados, já que não conheciam a vitória em quatro rodadas e estavam na boca do decenso. O Deportivo, derrotado, segue mal: apenas três pontos em quinze disputados. Após lutar tanto para não cair, o Deportivo fez uma temporada anterior mediana, mas e agora? Quando será que os galegos abrirão os olhos para o campeonato? Ainda dá tempo, já que estamos apenas na quinta rodada. Um bom exemplo para os blanquizules buscarem inspiração é o Villarreal da temporada passada, que começou desta maneira, mas recuperou-se e conseguiu uma vaga na Liga Europa.

Mallorca 2x0 Real Sociedad
Dois gols do experiente argentino Fernando Cavenaghi, um em cada período de tempo, selaram a vitória do Mallorca frente a Real Sociedad em um jogo frouxo em Palmo de Mallorca. A Real Sociedad, após a ótima estreia, não ganha mais: em quatro rodadas, três derrotas e um único empate. Já os baleares se reergueram após o tropeço no País Basco. O Mallorca demonstrou no primeiro tempo o mesmo tipo de jogo mostrado em boa parte da temporada passada: que quando joga em casa, a coisa é outra. Diferentemente do futebol inútil e hesitantes mostrado longe da Ilhas Baleares. Ante a Real Sociedad, foi um conjunto muito sério, aplicado, disciplinado e, acima de tudo, muito vertical. O primeiro gol de Cavenaghi foi o principal ponto para o desenrolar da partida. O Mallorca mostrou-se mais confiante, enquanto que a Real Sociedad mostro um futebol opaco e imprevisível. Raúl Tamudo, que fez do Mallorca sua vitima predileta em sua passagem pelo Espanyol, teve sua sorte abandonada. Não ajudou em nada. O meio-campo dos donostiarra naufragou e seus jogadores cometeram muitos erros. Quando jogava melhor, a Real Sociedad tomou um banho de água fria: após Griezzman desperdiçar a chance de empatar, Cavenaghi foi fatal e, aproveitando erro da zaga euskara, marcou seu doblete, sentenciando a partida.

Para saber dos três jogos de Sábado, clique aqui. Amanhã, encerraremos o resumo desta rodada com o jogo isolado entre Villarreal x Málaga, os craques da rodada e a escalação da rodada.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Resumo: 3ª Rodada (2ª Parte)

Messi e Piqué, autores dos gols da vitória blaugrana, comemoram: o zagueiro saiu de campo intacto, já Messi, lesionado (AP)

Como todos esperavam, foi no Vicente Calderón que saiu o jogaço da terceira rodada. Em campo, um brilhante Barcelona tirou do Atlético de Madrid a sua invencibilidade na competição. Em um primeiro tempo de futebol digno e parelho, as duas equipes iniciaram o jogo com ocasiões de gol. Aos 12, Messi lançou Villa, que carimbou a trave. No rebote, Pedro encontrou Messi entre Godín e Dominguez para a Pulga abrir o placar em Manzanares. Perto dos 30 minutos, Raúl García empatou a partida após saída desastrosa de Victor Valdés pôr o Vicente Calderón em festa. A alegria rojiblanca durou apenas sete minutos, pois Piqué desempatou a partida aproveitando cruzamente de Messi e remantando com extrema categoria às redes de De Gea. Na segunda etapa, a partida continua parelha, com a mesma tônica. Foi aí que apareceu De Gea para salvar os anfitriões. Para David Villa - que fez uma partida apagada, apesar da bola na trave no lance oriundo do primeiro gol blaugrana - o jovem goleiro foi perfeito e foi o melhor em campo. No final de jogo, o Barça recebeu um péssima notícia. Após partir em contra-ataque, Messi foi parado "violentamente" por Ujfalusi, que o acertou em seu tornozelo. O argentino saiu de campo chorando e sobre maca, e fazendo gestos de dores. Para animar o clube blaugrana, Messi já deve voltar para o jogo da semana que vem contra o Rubin, pela Champions; já Ujfalusi foi suspenso pela CEDD por duas partidas.

O Barcelona deixou para trás a péssima imagem deixada após a derrota para o Hércules e está, junto com o Atlético de Madrid, a três pontos do líder Valencia. Nesta rodada, os herculinos encararam o próprio Valencia no "mini-dérbi" da Comunidade Valenciana. Os Chés tiveram pela primeira vez na temporada Mata e Pablo Hernández como protagonistas. No jogo, vimos um Valencia partindo para cima e querendo construir o resultado cedo e teve uma ótima oportunidade no começinho, mas Soldado desperdiçou. O que não conseguiu Soldado, conseguiu Mata, que não desperdiçou um bom passe de Pablo para chutar cruzado, com a perna direita, fazendo um a zero Valencia, com apenas dois minutos de jogo. Com o marcado a seu favor, o Valencia acomodou-se. Cedeu a pelota ao Hércules, que não conseguia levar perigo em suas jogada. Assim, o Valencia chegou ao segundo gol aos vinte minutos. Depois de um belo passe de Joaquín, Pablo Hernández completou a bela jornada com um chute colocado no ângulo de Calatayud. O conjunto de Alicante, enfim, entrou na partida no final do primeiro tempo, depois que Ramírez Domínguez assinalou um pênalti trás David Navarro usar as maõs para bloquear cruzamento de Kiko. A ação existiu, entretanto a voluntariedade foi mais duvidosa. Trezeguet não desperdiçou a pôs mais emoção à partida. No segundo tempo, o controle da partida foi, como previsto, do Hércules, que teve perto do empate em uma cabeçada de Valdez, antes do paraguaio sair por lesão. Os minutos finais foram de emoção, com o Hércules pressionando em busca do empate - Trezeguet perdeu duas chances de pôr dois a dois na partida -, mas o Valencia segurou-se e manteve-se invicto na competição.

No duelo Andaluz, o Sevilla amenizou a pequena crise que havia se instalado no Ramón Sanchéz Pizjuan após as más partida contra Deportivo e PSG. O Málaga renegava sua condição de anfitrião e cedeu a posse de bola ao Sevilla. Os jogadores de Alvarez dominavam o jogo e tinham mais chances de gol, porém, não tão claras como as da equipe malaguenha. Os sevillistas fizeram algumas aproximações perigosas, porém com pouca pólvora, enquanto as poucas chegadas do Málaga eram venenosas. Talvez por isso, os jogadores de Ferreira abriram o placar: cobrança de escanteio, defesa de Palop e posterior finalização de Rondon para abrir o placar ante um Sevilla ameaçado, depois do que houve ante o PSG. Porém, surgiu a figura de Perotti para tirar da cartola uma jogada de gol pela esquerda, que Alfaro só teve de empurrar com a cabeça. Em vinte minutos de partida, dois gols e muitas chances. O Sevilla se encontrava cômodo no papel de dominador, apesar de não ter levado isso pra frente... E para fazer isso, teve que esperar uma defesa de Palop e mais tarde, uma subida ao ataque de Cáceres. Foi tarde, porém, a tempo: o Sevilla virou o placar no finalzinho e foi para os vestiários vencendo. Nesses primeiros 45 minutos, o Sevilla estava melhor e ganhava. Inclusive, teve um pênalti não assinalado a seu favor, depois de um toque de mão claríssimo.

No outro jogo envolvendo times da Comunidade Valencia, a qualidade do Villarreal foi o ápice para a vitória do Submarino Amarelo. Em um primeiro tempo de domínio do Levante, o Villarreal chegou ao seus gols - dois de Nilmar -, enquanto que no segundo tempo, a tônica foi inversa: o Villarreal controlava mais a partida, comandando as acões no centro do campo, mas o Levante chegou ao gol do Caicedo, de cabeça. Porém, o próprio Caicedo viria a perder uma ótima chance de empatar o marcado. No fim, o Levante não conseguiu levar o que seria mais justo, o empate, por sua luta, entrega e intensidade, ante um rival na qual a qualidade esteve por cima do bom jogo.

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Craques da rodada
Lionel Messi (Barcelona)
David De Gea(Atlético de Madrid)
Pablo Hernández (Valencia)
Nilmar (Villarreal)

Escalação da rodada: De Gea (Atlético de Madrid); Daniel Alves (Barcelona), Piqué (Barcelona), Cáceres (Sevilla), Marcelo (Real Madrid); Busquets (Barcelona), Di María (Real Madrid), Mata (Valencia), Pablo Hernández (Valencia); Nilmar (Villarreal), Messi (Barcelona).