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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Vergonha na Andaluzia

Marcelino Toral inicia a temporada pressionado: o seu Sevilla caiu precocemente na Liga Europa (reuters)

Texto baseado na crônica do El Desmarque

O primeiro tempo não foi ruim, futebolisticamente falando. O Sevilla dominou todos os aspectos do jogo, menos o da efetividade. De sete finalizações, o mais certeiro (de Negredo) bateu na trave. Os alemães sim tiveram mais pegada. Dispararam duas vezes e Palop levou um gol. O tento sevillista, inclusive, foi um gol contra de Pogatetz.

Desde o princípio estava notório que o ímpeto sevillista era total. Kanouté e Negredo recebiam bolas e só Navas estava desaparecido no ataque. Inclusive Perotti, falhando muito, por sinal, teve mais presença no ataque do que o de Los Palacios. A equipe de Marcelino dominava incessantemente. Até que veio uma jogada pela esquerda, desorientando Coke e Alexis. Após um cruzamento para a pequena área, Abdellaoue se adiantou diante de Escudé e Palop, lentíssimos, para fazer o um a zero.

O impacto foi enorme, porém, o Sevilla não caiu e atacou até conseguir o afortunado empate, depois de um cruzamento de Perotti. Alguns minutos restavam até o intervalo e o Sevilla seguiu tentando, porém, nada mais aconteceu.

O segundo tempo foi um querer e não poder que expôs todas as carências da equipe. Aparte de um lamentável estado físico por parte de muitos jogadores, que vinham treinando desde o começo de julho, a defesa esteve nervosa, o meio de campo foi incapaz de dar fluidez à equipe, e na frente, só Perotti, apesar de muito falho, foi raçudo. Foram 45 minutos de peleja ante uma defesa muito ordenada que só deixava migalhas para os atropelados jogadores sevillistas. Escudé e Negredo chegaram perto do gol, e não houve muito mais do que isso.

Para sermos justos, o árbitro, seguindo a cartilha da UEFA, foi conivente com muitas faltas e catimba dos alemães, perdoou um pênalti clamoroso em uma incursão de Palop na área, que deixou o valenciano em evidência novamente. A Europa chega ao fim nas primeiras partidas e isso, caso o Sevilla não se levante na Liga, pode ser um golpe muito forte.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Sevilla

Antes unanimidades, Jesus Navas e Luís Fabiano convivem com lesões e são as decepções sevillistas na temporada (eldesmarque)

Campanha
11ª posição. 16 jogos, 20 pontos. 6 vitórias, 2 empates e 8 derrotas. 21 gols pró e 27 gols contra.

Técnico
Antonio Álvarez, até a quinta rodada; e Gregório Manzano, a partir da sexta rodada. Em apenas um mês e meio, as coisas mudaram bastante no Sevilla. Antes tido como salvador da pátria, Gregorio Manzano vem amargurando péssimos resultados à frente dos rojiblancos. E o pior de tudo: tem batido recordes negativos. Foram seis derrotas contra quatro vitórias. Isso dá uma média de 1,2 pontos ganhos por jogo. Em comparação com os técnicos anteriores, Manzano leva uma verdadeira goleada. Antonio Álvarez, técnico duramente criticado, apesar de ajudar o clube a faturar a Copa do Rey na temporada passada, tem média de 1,62 pontos por jogo. Manolo Jiménez, que dirigiu o time por três anos, é o que tem a melhor média entre todos, marcando 1,75 pontos por jogo. Já Juande Ramos, melhor técnico da história do Sevilla, responsável direto por elevar o clube no cenário nacional, conseguiu uma média de 1,74 pontos por partida.

Destaque
Kanouté. Em meio à crise, Kanouté é um dos poucos que se salvam. Com cinco gols é o artilheiro do Sevilla ao lado de Negredo, outro que vem se destacando. O malinês tem decidido em dobro já que seu companheiro de ataque, Luis Fabiano, não faz uma boa temporada e perdeu o lugar para Negredo no time, que cumpre seu papel regularmente. Negredo surpreende: antes criticado, o canterano do Real Madrid está exercendo um papel importante e, apesar de continuar perdendo gols bobos, também é um dos que se salvaram no primeiro semestre. Destaque positivo também para o uruguaio Cáceres, que driblou a desconfiança após a "flopada" no Barcelona e virou o xerifão da zaga andaluza. Quem demorou a aparecer, mas tem voltado a ganhar destaque é Perrotti e Diego Capel, os extremos direito e esquerdo, respectivamente, no 4-1-3-2 de Manzano.

Decepção
Há muitas opções para colocar aqui, mas pela sua importância para o time e pelo futebol não apresentado devido às lesões, a decepção é Jesus Navas. Navas começou a preparação para esta temporada mais tarde do que os outros jogadores do elenco do Sevilla, por causa de sua participação - muito boa, diga-se de passagem, principalmente na final - na Copa do Mundo. Fora de forma, o meio-campista parece alheio aos jogos e não tem conseguido acompanhar o ritmo dos companheiro. Sempre lesionado, Jesus Navas já sabe que, quando voltar ao time, terá que suar para ganhar a vaga de Perrotti, que vem ganhando pontos com a torcida e com Manzano. Luis Fabiano também decepciona e não é nem sombra daquele atacante da temporada passada. O brasileiro caiu de produção e viu sua vaga no ataque rojiblanco perdida para Negredo, artilheiro do time.

Perspectiva
Competição europeia. A fase não é animadora, mas não se deve subestimar o Sevilla, clube mais vencedor espanhol nos últimos seis anos fora Barcelona e Real Madrid. Com 20 pontos em 16 jogos, os sevillista encontram-se apenas na décima primeira colocação do Campeonato Espanhol. Além do mais, amargam cinco derrotas consecutivas na competição, o que não acontecia desde 2000 e posiciona Gregorio Manzano como o pior treinador do século 21 no clube. Mesmo assim, a confiança do presidente do time, José María del Nido, é tão grande de que a equipe irá reagir na competição, que já conta com o dinheiro que receberá por uma eventual participação na UEFA Champions League da próxima temporada.

domingo, 28 de março de 2010

Adeus, Europa! (parte 2)

O CSKA, de Honda, eliminou o Sevilla em plena Andaluzia (reuters)

Depois de empatarem por 1 a 1 na Rússia, Sevilla e CSKA se enfrentaram no Ramón Sánchez-Pizjuán para decidir quem chegaria nas quartas de final da Liga dos Campeões.

O primeiro tempo foi bastante equilibrado. Logo aos três minutos, Luis Fabiano quase marcou, mas Akinfeev fez grande defesa. O time russo chegou bem aos 25 minutos. Honda recebeu bom passe de Necid e chutou para defesa de Palop, no rebote, o japonês tentou chutar no chão, mas a bola foi para fora.

Aos 38 minutos, o CSKA abriu o placar. Depois de cobrança de lateral, Honda tocou para Necid, que se livrou da marcação e chutou no canto de Palop para fazer 1 a 0. Dois minutos depois, Perotti empatou para o time espanhol, livre na área. O resultado do primeiro tempo levava a partida para a prorrogação.

O segundo tempo começou com o Sevilla melhor. E, aos sete minutos, Kanouté desperdiçou grande chance ao cabecear para fora cara a cara com o goleiro. Como resposta, o CSKA marcou o gol da classificação. Aos nove minutos, Honda cobrou falta de longe, Palop falhou e empurrou a bola para o gol.

Depois de sofrer o gol, o Sevilla não coseguiu mais se reencontrar na partida e marcar os gols que dariam a classificação ao time espanhol.

Amanhã, entra em campo o último representante espanhol na competição: Barcelona, que é favorito e deverá passar pelo Stuttgart.

FICHA TÉCNICA
Sevilla: Palop; Stankevicius, Dragutinovic, Fazio e Navarro(Adriano); Renato(Negredo), Zokora, Jesus Navas, Diego Capel(Kanoute) e Perotti; Luis Fabiano.
Técnico: Manuel Jimenéz

CSKA Moscou: Akinfeev; V.Berezutski, A.Berezutski, Ignashevich e Schennikov; Semberas, Aldonin, Krasic(Odiah), Mark González e Honda(Rahimic); Necid
Técnico: Leonid Slutski