Mostrando postagens com marcador Manolo Preciado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Manolo Preciado. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A pedra no sapato de José Mourinho

Manolo Preciado foi o único, até o momento, que conseguiu tirar Mourinho do sério na Espanha (cadenaser)

Amanhã, Sporting Gijón e Real Madrid abrem a décima-quinta rodada da Liga BBVA. Mais do que isso, a partida do El Molinón marcará um novo capítulo da guerra particular entre Manolo Preciado, técnico dos gijoneses, e José Mourinho, técnico merengue. Tudo começou quando, em setembro do ano passado, Mourinho acusou o treinador rival de colocar equipes reservas contra o Barcelona. Pronto. Preciado engoliu seco às declarações do gajo, mas explodiu dois meses depois, na visita do Real Madrid ao El Molinón. "É um canalha! Espero que seja recebido muito mal aqui nas Astúrias. Colocaria-0, pelo menos por uma vez, nos ultràs do Sporting Gijón", disparou o treinador rojiblanco.

Na ocasião, o Sporting Gijón fez um jogo brilhante, como se estivesse disputando uma final de Copa do Mundo, mas, em um descuido, recebeu o gol de Higuaín, no final da partida, e saiu de campo derrotado. Mourinho, claro, não deixou de provocar e fez sinal de vitorioso em direção a Preciado. Mal sabia o português que seu desafeto triunfaria meses depois. No jogo do returno, Preciado repetiu a proposta de jogo visto outrora e, dessa vez, conseguiu a vitória, que tornou inesquecível: o 1 a 0 no Bernabéu jogou por água abaixo as chances de título do Real Madrid, que ficara a oito pontos do Barcelona ao término da rodada, e acabou com uma invecibilidade caseira de Mourinho que já durava nove anos (150 partidas). Restou ao técnico de Setúbal se render. Foi até os vestiários e cumprimentou o seu inimigo, numa "postura digna de um homem", disse Preciado.

A rixa, provavelmente, acabou, mas a pedra no sapato ficou. Desde que Florentino Pérez retornou à presidência do clube da capital, formando a nova geração dos galáticos, o Sporting Gijón de Manolo Preciado tirou pelo menos dois pontos do Real Madrid em seis disputados. Além do 1 a 0 citado acima, na temporada 2009/2010 os gijoneses seguraram os merengues nas Astúrias, resultando no 0 a 0 que começou a colocar em xeque o cargo de Pelegrinni. No returno, entretanto, com uma equipe repleta de jogadores reservas, devido à quantidade de lesão, não deu para os rojiblancos, que perderam em Madrid por 3 a 1.

Acabada rixa, uma nova polêmica foi instalada. Durante a apresentação da biografia de Iker Casillas, um microfone aberto revelou uma conversa captada por câmeras da TV Antena 3 entre o capitão blanco e o presidente madrilenho. "Jogar ali é de alto risco. Aquela torcida é um terror", disse o presidente. As Peñas do Sporting qualificaram as declarações do treinador como desafortunadas. Preciado não gostou nada das palavras de Florentino. Afirmou, na coletiva pré-jogo, não dar a mínima ao madrilenho e que, entre as armas de sua equipe, não estão o uso da violência. Ainda recordou que, no momento, o Sporting Gijón é a quarta equipe que menos recebeu cartão amarelo na competição. "Será uma partida duro, mas nobre", sentenciou.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Balanço Final: Sporting Gijón

Desafeto de Mourinho, Preciado fez o português engolir as próprias palavras (getty images)

Campanha: 10ª posição. 38 jogos, 11 vitórias, 14 empates e 13 derrotas. 35 gols pró e 42 gols contra.
Competição europeia: Não participou
Copa del Rey: Eliminado na fase 16 avos de finais pelo Mallorca
Time-base: Juan Pablo; Lora, Botía, Iván Hernández, José Ángel; Eguren, Cases; De Las Cuevas, André Castro, Diego Castro; Barral.
Os artilheiros: Diego Castro (10 gols), De Las Cuevas e Barral (5), Nacho Novo (4).
O técnico: Manolo Preciado
O destaque: Juan Pablo
A decepção: Nacho Novo

Segundo pior ataque do campeonato, terceira melhor defesa. Partidas do Sporting de Gijón não eram recomendadas para quem acha que futebol é “bola na rede”. Mas esse sistema de jogo tem sido muito produtivo para o clube asturiano. Os sportinguistas tiveram problemas no meio do campeonato, quando uma má fase enviou a equipe para a zona de rebaixamento. Mas, quando conseguiu impor seu estilo, conseguiu os resultados que o mantiveram longe do perigo. Além disso, pode render alguns milhões de euros com a venda de defensores, como José Ángel, especulado como reforço do Barcelona pela imprensa catalã.

Manolo Preciado, que comanda a equipe desde 2006, mudou completamente o enfoque. O time passou a valorizar placares apertados e defesas muito fechadas. Na temporada 2009/10, o Sporting sofreu 28 gols a menos, terminando com a 11ª melhor defesa. Conseguiu 12 empates a mais, seis derrotas a menos e ficou quatro pontos acima da zona de rebaixamento. Para tamanha evolução, o técnico simplesmente deu tempo para jogadores de sua confiança trabalharem juntos. O lateral-direito Lora e o zagueiro Iván Hernández já estão no clube desde 2007, seguindo desde a segunda divisão. Em 2009, após o cataclisma defensivo, foram contratados o volante Rivera (estava na Segundona com o Betis), o zagueiro Botía (ex-Barcelona B) e o goleiro Juan Pablo (ex-Tenerife e Numancia). Além disso, Preciado promoveu o lateral-esquerdo José Ángel do Sporting B.

Essa linha defensiva mostrou potencial no ano passado, mas tem se revelado muito competitiva na atual temporada. A disciplina tática é elogiável, com jogadores que sabem como se posicionar e se entregam a cada jogada. Há poucos lapsos de concentração ou momentos em que um defensor se atrapalha com outro. Desse modo, apesar da campanha discreta dos asturianos (apenas a 13ª posição), a defesa se destaca. Com 35 gols sofridos, é a quarta melhor da competição. Só Barcelona, Real Madrid e Villarreal foram vazados menos vezes. Essa defesa foi desenhada para evitar que o Sporting de Gijón retornasse à segunda divisão. Mas, no final das contas, foi ela a responsável por acabar com as esperanças do Real Madrid de ficar com o título.

domingo, 3 de abril de 2011

Resumo: 30ª rodada

Derrota para o Sporting Gijón, e consequentemente fim da invencibilidade caseira em campeonatos nacionais que já durava nove anos, deixou Mourinho boquiaberto (AP Photos)

A rodada que poderia confirmar o retorno do Real Madrid à disputa pelo título acabou saindo totalmente contrária aos planos de José Mourinho. Com um confronto teoricamente mais fácil do que os rivais blaugranas, que visitariam o El Madrigal para encarar o Villarreal, o Real Madrid sentiu a falta de Cristiano Ronaldo, perdeu para o Sporting Gijon e deu, praticamente, adeus às chances de título.

Se a disputa pelo título parece ter acabado, a disputa por Liga Europa e para fugir do descenso continuam intensas. Nesta rodada, o Sevilla deu um enorme passe para cravar sua vaga na competição, enquanto que o Espanyol tropeçou em casa contra o Racing Santander e vê sua vaga ficar ameaçada. Na disputa para fugir do inferno do rebaixamento, tudo embolado. O Hércules venceu na estreia de Djukic com treinador e largou a última posição, enquanto que a Real Sociedad é a nova candidata ao descenso. O Deportivo respirou ao vencer o Mallorca, numa ótima partida de Valerón, e agora está a cinco da zona de rebaixamento. Confira o resumo da trigésima rodada do campeonato espanhol.

Real Madrid 0x1 Sporting Gijón
Na partida que marcou homenagens a Ronaldo Fenômeno, 150 jogos depois (ou nove anos, se você preferir), uma equipe treinada por Mourinho voltou a perder em casa por campeonatos nacionais. A derrota teve um sabor mais do que azedo: ainda que não matematicamente, as chances do Barcelona ser tricampeão só aumentaram, já que os blaugranas abriram oito pontos de vantagem. Para Manuel Preciado, técnico do Sporting Gijón, a vitória teve um sabor especial: além de ter tirado a invencibilidade histórica de Mourinho, seu desafeto, Preciado fez Mou engolir as palavras ditas antes do confronto no primeiro turno de uma maneira cruel. Sem Cristiano Ronaldo, o Real Madrid mostrou-se dependente de seu melhor jogador. Özil, Di María e Granero bateram cabeça durante boa parte do jogo, e Adebayor parece estar sofrendo do mal que Benzema sofria. O francês, quem diria, fez falta à equipe comandada por José Mourinho, que ainda lançou Higuaín, recuperado de lesão, em campo, mas La Pipita mostrou-se fora de sintonia com o grupo. Ao final da partida, Preciado afirmou que Mourinho foi até os vestiários para parabenizar os jogadores pela vitória.

Villarreal 0x1 Barcelona
A comemoração em êxtase dos jogadores ao término da partida mostrou o que a vitória blaugrana significou: em outras palavras, a essencial vitória em um dos campos mais difíceis da Espanha, a larga vantagem de oito pontos a oito rodadas do fim e com uma tabela, teoricamente, mais fácil, colocou o Barcelona mais próximo possível do tricampeonato. Ainda que tenha assegurada a euforia, Piqué não pode esconder: o triunfo na Comunidade Valenciana tirou o peso do superclássico de duas semanas, já que as duas equipes passarão a concentrar as suas forças na Champions League e na final da Copa do Rei, porque a Liga, como diz Mourinho, está praticamente sentenciada. Com uma equipe extramente remendada (desfalcada de Xavi, Messi, Puyol e Pedro), o Barcelona passou por apuros nos primeiros quarenta e cinco minutos. Rossi e Marco Rúben tiveram ótimas oportunidades para abrirem o placar, mas, ora por displicência, ora por defesas de Valdés, melhor da partida, acabaram desperdiçando. No segundo tempo, a mudança na postura blaugrana foi nítida e, após tanta pressão, Piqué acabou fuzilando as redes de Diego López. No final, Valdés ainda iria aparecer para fazer uma defesa espetacular num chute de Cazorla, melhor amarillo em campo.

Getafe 2x4 Valencia
Em dia de luto pelo falecimento Francisco Guaita, pai do goleiro Vicente Guaita, o Valencia esqueceu os problemas extracampos para vencer o Getafe em Valdebebas e recuperar a terceira colocação. O jogo teve sabor doce para Soldado: de volta à equipe onde passou uma de suas melhores fases na carreira, o canterano do Real Madrid foi o autor dos quatro gols do Valencia na partida. O feito vai além quando você para para analisar e vê que o último jogador ché a conseguir anotar quatro gols numa mesma partida de Liga foi Mario Kempes, em 1978. A má notícia fica por conta de Mathieu, que sofreu uma arritmia e foi levado às pressas para um hospital mais próximo. Os primeiros boletins foram positivos, mas está mais do que claro que o lateral desfalcará a equipe no duelo decisivo contra o Villarreal, na rodada que vem. O Getafe, decepção total em 2011, vê o perigo do rebaixamento ficar mais real a cada rodada: a equipe de Míchel está a cinco pontos do Málaga, primeiro da zona de rebaixamento e só venceu uma partida das últimas quatorze realizada.

Sevilla 3x1 Zaragoza
O Sevilla deu continuidade à boa fase e bateu o Zaragoza, num confronto marcado por um pênalti muito mal assinalado por Inglesias Villanueva de Ponzio em Cáceres, em um momento no qual o Zaragoza era melhor que os rojiblancos. Jogando no 4-4-2 a rombo, Rakitic exerceu a função de um enganche, mas não fora brilhante como das outras vezes. Quem merece destaque hoje, além de Kanouté e Negredo, autores dos gols, é o chileno Gary Medel, que chegou junto com Rakitic no inverno. El León, como já vem sendo apelidado pela imprensa espanhola, fez uma partida impecável, sendo responsável direta pela marcação dura em Ander Herrera, principal criador do Zaragoza. Hoje atuou de volante, função que deve exercer até o final da temporada. Manzano já testou o chileno como zagueiro, lateral direito/esquerdo, e meia-ofensiva, mas parece ter achado na volância o principal lugar para o chileno raçudo. Os próximos jogos dos andaluzes podem definir o futuro do time na temporada: a oito rodadas do fim, terá três confrontos diretos para fazer - Mallorca, Villarreal e Espanyol. O Zaragoza, por sua vez, está ameaçado: a um ponto do descenso, Javier Aguirre já começa a ficar com as cordas no pescoço.

Levante 3x1 Málaga
Nem o mais fanático torcedor do Levante esperava ver a equipe numa fase perfeita como que o time está vivendo. Para se ter uma noção da fase do time azulgrená de Valencia, se computados apenas os pontos conquistado no segundo turno, o Levante estaria atrás na tabela apenas de Barcelona e Real Madrid. Ou seja: seria o líder do campeonato paralelo a Barcelona-Real Madrid. A vitória ganha contornos mais espetaculares pelo fato de o Levante ter ido a campo sem oito titulares. Portanto, para não passar por apuros, Plaza mandou sua equipe para frente desde os primeiros minutos. E obteve resultado: em oito minutos, os levantinos já mandavam no marcador, com gols de Stuani, melhor em campo, e Rúben. O Málaga trabalhou muito a bola, mas não conseguiu ser tão incisivo para chegar com perigo na meta de Munúa, um dos fatores citados por Pelegrinni na coletiva. O Málaga segue inconstante e o perigo de um rebaixamento é real: hoje a equipe caiu mais uma posição, assumiu a penúltima colocação e terá três confrontos diretos na próxima rodada. Se, nos últimos jogos, o fator casa tem sido importante, o otimismo é grande: contra Hércules e Deportivo, o Málaga jogará no La Rosaleda, em jogos que definirão o futuro da equipe de Pelegrinni. Pelo lado do Levante, se a fase é tão boa, por que não sonhar com Liga Europa? A quatro pontos da zona da competição europeia, os levantinos irão encarar Atlético de Madrid e Athletic Bilbao até o término da Liga. A boa notícia é que Caicedo deve ser reforço para essas duas finais.

Osasuna 2x3 Atlético de Madrid
E o Atlético de Madrid convenceu. Ainda que tenha saído atrás no marcador, a reação e o futebol apresentado, sobretudo no segundo tempo, colocaram os rojiblancos cada vez mais próximos da Liga Europa. Diego Costa foi o grande nome do duelo, com um hat-trick. O triplete foi o primeiro de um jogador do Atlético de Madrid desde Forlán em 2009. Para o feito do brasileiro, a zaga roja colaborou: nos três gols, três erros de saída de bola totalmente infantil, sendo duas delas de Puñal. Outro que merece destaque é De Gea. Como tem se tornado praxe, o goleiro foi crucial no momento em que o Osasuna imprimiu um ritmo à procura do gol de empate, no momento em que o Atlético de Madrid caiu de produção. O desligamento da partida é um dos erros que o Atlético de Madrid tem que concertar para querer continuar com suas aspirações na temporada. O Osasuna, com 35 pontos, dificilmente cairá para a Liga Adelante, e, a partir de agora, jogará apenas para ficar perto dos oito primeiros colocados, como definiu Camacho após a partida. Com os mesmos 42 pontos do Athletic Bilbao, o Atlético de Madrid fará contra os bascos, daqui a um mês, o duelo decisivo pela terceira e última vaga na Liga Europa.

Espanyol 1x2 Racing Santander
Uma derrota para o Racing Santander, no Cornellá El Prat, definitivamente não estavam nos planos de Pochettino. A derrota para os cantabrianos colocaram em xeque a participação do clube de Barcelona na próxima edição da Liga Europa, já que a equipe caiu uma posição e viu as vitórias de Atlético de Madrid e Sevilla, além da ascensão dessas duas equipes a oito rodadas do fim. A derrota evidenciou - novamente - a fragilidade da zaga périca desde as saídas de Didac e Víctor Ruíz. Colsa e Giovanni dos Santos, autores dos gols, cabecearam livre para as redes de Kameni, sacramentando a virada verdiblanca. Pochettino ainda tentou buscar o resultado, colocando Álvaro e Iván Alonso nos lugares de Verdú e Luis García, mas a equipe não foi incisiva o bastante. No final, Osvaldo ainda carimbou a trave de Toño, que beijou a baliza salvadora. De destaque, apenas a bela partida de Callejón, que nesta semana teve seu nome ligado a uma possível repatriação para o Real Madrid. O meio-campista ditou o ritmo do Espanyol na partida e sofreu o pênalti convertido por Osvaldo. No lado vencedor, fica o destaque para, principalmente, Giovanni dos Santos. O mexicano mudou a cara dos verdiblancos desde que chegou à Cantábria e toda desconfiança dos torcedores racinguistas quanto à sua contratação passaram. Após a vitória, o rebaixamento ficou bem distante.

Real Sociedad 1x3 Hércules
Já é possível detectar que a troca de treinadores foi o melhor para o Hércules. Na primeira partida de Miroslav Djukic no comando técnico dos herculinos, o Hércules voltou a comemorar uma vitória e logrou um triunfo importante para suas pretensões daqui para a frente. Nome do jogo, Drenthe ganhou todos os elogios do treinador após a partida. Autor de um doblete providencial, o holandês será o pilar do Hércules na tentativa de fuga do descenso. Drenthe foi o nome da partida, mas o gol mais comentado foi o de Portillo. O chute seco do meio-campista, à esquerda de Bravo, quebrou uma sequência para lá de negativa que rondava sobre o Hércules: a equipe ficou 1.113 minutos sem marcar um gol fora do Rico Pérez (desde outubro de 2010, para ser mais preciso, quando Haedo Valdez marcou contra o Almería). A Real Sociedad só decepciona: depois de deixar de brigar por competições europeias, os txuri-urdins veem a ameaça do rebaixamento se aproximar a cada rodada. Os donostiarras perderam o rumo do campeonato estão numa dinâmica muito complicada. Sem jogo e sem pegada, o momento no Anoeta é tenso e as vaias durante e após o término do jogo representa muito bem isso.

Deportivo 2x1 Mallorca
Juan Carlos Valerón. Desde 1999/2000 no Deportivo, Valerón é o único remanescente da equipe campeã espanhola naquela temporada e sempre teve papel importante nos jogos da equipe galega. Xodó da torcida, El Mago deu duas assistências que podem, ao final da temporada, fazer toda a diferença para o Deportivo: os blanquiazules viraram um difícil jogo contra o Mallorca e chutaram para longe a ameaça do rebaixamento. Além de Valerón, outros dois merecem destaque. Guardado, que reencontrou o caminho das redes no último compromisso da seleção mexicana, e Lassad, autor do gol que culminou a virada blanquiazul. O Riazor inflamou após o gol do camisa oito e os aficionados não paravam de gritar "o Deportivo é da primeira, da primeira!". A figura negativa ficou por conta de Webó. O camaronês, que vinha fazendo grande partida (foi o autor do gol malloquín), acabou cometendo falta extremamente boba e, por consequência, foi expulso pelo árbitro Teixera Vitienes, num momento que o Mallorca pressionava em busca do empate. Com a derrota, as chances de pegar uma vaga na próxima Liga Europa diminuíram, mas Laudrup mantém o otimismo: a diferença não é grande e há um confronto direto para fazer - contra o Atlético de Madrid, no Ono Estadi.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Sporting Gijón

Diego Castro é o destaque de um time que convive com lesão e pouco se reforçou no mercado (getty images)

Campanha
19ª posição. 16 jogos, 12 pontos. 2 vitórias, 6 empates, 8 derrotas. 13 gols pró, 24 gols contra.

Treinador
Com a experiência de ser um dos treinadores mais velhos da toda a Liga BBVA e de ser o treinador a mais tempo no cargo, Manuel Preciado não corre risco de ser demitido pela diretoria de clube. Ainda mais após a renovação de mais três anos com o clube asturiano logo após o término da temporada 2008-09. Tanta moral se deve ao desempenho improvável (e excelente) das últimas duas temporadas, mas também ao fato de que o treinador cantabriano conseguiu achar um módulo eficaz para fazer o seu time jogar, o 4-4-2 na forma de um losango. A série de lesões de jogadores importantes desde a metade do primeiro turno foi um duro golpe nas pretensões do treinador, que se viu sem opções de porte para tentar mudar a situação. Preciado tem parte da culpa pela situação que o time atravessa: talvez devesse ter se imposto mais quando Manuel Vega-Arango, presidente do time, resolveu gastar pouco no mercado de verão e desse prioridade a uma categoria de base que, além de ter pouco prestígio, não tem se destacada em competições nacionais. Preciado viu-se envolvido em polêmica, aberta por Mourinho, quando resolveu lançar mão de seu time titular na visita ao Camp Nou. O português ouviu muito de Preciado, que chamou-o de canalha, quando os blancos foram ao El Molinón.

Destaque
Diego Castro. O camisa 17 foi o grande nome rojiblanco de duas temporada atrás, quando o time voltou à Liga BBVA, e teve seu nome ligado a transferências para Valencia, Getafe e Atlético de Madrid. Porém, acabou sumindo dividido entre lesões e problemas extracampo. Na atual temporada, vira o ano como artilheiro do time, com cinco gols e ótimas apresentações junto de Lola no suporte a Barral. O trio, aliás, é o que de melhor tem no Sporting Gijón, que poderia estar numa situação melhor se De Las Cuevas estivesse em boa fase. Na zaga, Botía, apesar de inexperiente, mostra-se um chefão. Sem grandes chances no Barcelona, acabou tendo seu passe comprado por completo pelo time asturiano, e vai mostrando que o investimento valeu a pena.

Decepção
Miguel De Las Cuevas. O canterano surgiu como um meteoro na sua primeira participação na Liga, na temporada passada. Comandou o Sporting Gijón a uma posição mediana e foi, por várias vezes, salvador da pátria. Porém, de jovem sereno e centrado, o bambino de Preciado parece estar sentindo o peso da titularidade e não conseguiu evoluir tudo que esperava-se nesta temporada. Quem também está fazendo menos do que pode é Bilic. O atacante foi uma aposta da cúpula rojiblanca, que conseguiu segurá-lo no time por mais uma temporada, mas ainda não mostrou por que ficou: foram apenas oito partidas disputadas, sendo apenas duas como titular, e nenhum gol. Após isso, conviveu com lesões musculares e está afastado do time, ao qual não deverá voltar a ser titular, já que David Barral vem exercendo um bom papel no ataque.

Perspectiva
Livra-se do rebaixamento. O fato de haver muito pouco a elogiar neste Sporting Gijón, passa pela estratégia fútil de mercado adotada pela sua diretoria, que não reforçou o time como deveria em todos os setores. O enfraquecimento mais sentido foi no meio-campo: O clube perdeu Gerard e Kike Mateo, dois jogadores que vinham exercendo bom papel na meiuca do time, além de Lola, e acabou contratando apenas Eguren, que mostrou o porquê de ter sido dispensado do Villarreal. Além dos reforços, o físico dos jogadores precisa ajudar: caso os problemas por lesão diminuam no elenco e Preciado possa trabalhar com mais tranquilidade, o time das Astúrias pode superar o dramo e obter a salvação, como vem obtendo já em duas temporadas consecutivas.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Resumo: 11ª rodada (2ª parte)

Gol de Higuaín no final e defesas de Casillas evitaram queda do Real Madrid em Gijón (defensacentral)


CONTEÚDO REMOVIDO PELO BLOGGER