Mostrando postagens com marcador Quincy Owusu-Abeyie. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Quincy Owusu-Abeyie. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de junho de 2011

Balanço Final: Málaga

La Bestia! Júlio Baptista chegou prometendo gols e cumpriu: o Málaga se salvou do rebaixamento muito por causa do brasileiro (e de Rondón) (getty images)

Campanha: 11ª posição. 38 jogos, 13 vitórias, 7 empates, 18 derrotas. 54 gols pró e 68 gols contra.
Competição europeia: Não participou
Copa del Rey: Eliminado nas oitavas-de-finais para o Sevilla
Time-base: Caballero; Gámez, Demichelis, Weligton, Eliseu; Apoño, Recio, Duda, Júlio Baptista; Seba Fernández, Rondón.
Os artilheiros: Rondón (14 gols), Júlio Baptista (9) e Sebá Fernández (7).
O técnico: Jesualdo Ferreira, até a 8ª rodada; Manuel Pellegrini, a partir da 10ª rodada.
Os destaques: Júlio Batista e Rondón
A decepção: Maresca

Em mais da metade das rodadas, o Málaga esteve na zona de rebaixamento. Aliás, o time andaluz era penúltimo na 31ª rodada. Ainda assim, terminou em 11º, a apenas três pontos do Espanyol, que na mesma 31ª rodada brigava por um lugar na Liga Europa. Isso já mostra a impressionante reação dos malaguenhos. Uma reação liderada por Julio Baptista, que saiu do banco de reservas da Roma para marcar 9 gols em 11 partidas em seu retorno à Espanha. Claro, tal recuperação (série de seis vitórias em oito jogos) foi bancada pelo xeique catariano que comprou o clube e fez as contratações necessárias para escapar da segundona. Agora, a segunda parte do plano entrará em ação, que é levar a La Rosaleda jogadores de mais peso para transformar o Málaga em uma força nacional.

Ao começar a próxima temporada na primeira divisão, o Málaga saberá que deve muito a Júlio Baptista. O brasileiro foi um dos reforços providenciados pelos novos donos do clube em janeiro, quando a ameaça de descenso era forte, mas a princípio pareceu um tiro pela culatra. Lesionado em fevereiro, teve de passar por uma cirurgia e só retornou dois meses depois. De volta, acabou salvando quase sozinho os andaluzes, que venceram cinco jogos seguidos entre as rodadas 32 e 36, com nada menos que sete gols de Baptista. Isso sem esquecer de Rondón: foram 14 gols e três assistências.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Inexplicável

Após um péssimo primeiro turno, o sheikh Abdullah Al Thani resolveu abrir o bolso. Mas a situação só piorou, com a equipe entrando na zona de rebaixamento e assumindo a lanterna (getty images)

Nas aulas de história, sempre se ouve falar que o Emirado de Granada era fortemente comandado por árabes, incluindo a capital Ghanarnatah e o importante porto de Malaqah. Mas faltava uma região, ao sul de Al-Andalus. Apenas entre as décadas de 1480 e 1490 que os espanhóis completaram a reconquista de toda a península. A cidade portuária caiu em 1487. Levou mais cinco anos para a capital moura ceder definitivamente. Mais de 500 anos depois, os árabes voltaram à região. Ela não se chama mais Al-Andalus, e sim Andaluzia. O Emirado de Granada é mais lembrado pelas joias artísticas e arquitetônicas que deixou como legado. Malaqah já teve o nome latinizado para Málaga, e seu porto não provoca mais tanto interesse. A cidade foi berço de artistas como Pablo Picasso e Antonio Banderas, mas o que chama a atenção dos neomouros é o futebol.

A mentalidade revolucionária do conterrâneo está, desde junho de 2010, de volta à região. Quando a atual temporada se iniciava, o sheikh Abdullah Al Thani anunciou o processo definitivo de compra do Málaga, após comprar as ações do clube de Fernando Sanz. Foi o primeiro caso de time de futebol da Espanha a pertencer a um árabe. A partir daí, cresceu as expectativas para ver como seria o mercado blanquiazul. No verão, porém, a cúpula foi ao mercado, mas não trouxe nenhum grande nome. Das onze contratações feitas, apenas três deram certo e acabaram tornando-se os destaques da equipe até o momento. O português Eliseu, artilheiro da equipe; o venezuelano Rondón, ponto de equilíbrio; e o ganês Quincy Owusu-Abeyie, extremo direito sempre elogiado por jogar em velocidade pelos flancos.

O jeito foi abrir o bolso. O técnico português Jesualdo Ferreia, contratado devido a seu bom trabalho com orçamento limitado no Porto, foi demitido em novembro. Em seu lugar foi contratado Manuel Pellegrini. A movimentação no mercado de inverno também é intensa: já foram contratados Demichelis (ex-Bayern e seleção argentina), Júlio Baptista (que chegou com ares de ídolo da torcida, provavelmente se baseando no desempenho do brasileiro no também andaluz Sevilla), Asenjo (promissor goleiro que perdeu espaço no Atlético de Madrid com a ascensão de de Gea), Camacho (jovem volante formado no Atlético de Madrid) e Maresca. Um goleiro, um zagueiro, um volante, um meia e um atacante. Ou seja, uma nova base.

Porém, já se passou um turno do Campeonato Espanhol e o Málaga não fez nada que desse grandes alegrias a seu novo dono. Mesmo com todos suas contratações à disposição, os blanquiazules têm uma campanha medíocre, com apenas 17 pontos em 21 partidas. E, acreditem: o time, que antes de seus investimentos era o décimo sexto colocado, hoje é o lanterna da competição.

O que acontece, no fim das contas e com tantas mudanças, é que não se constrói continuidade. O ambiente atribulado, de pura impaciência e busca por resultados positivos, que impera dentro do clube faz com que Pelegrinni pouco insista nos mesmos jogadores. Entretanto, um voto de confiança foi dado aos jogadores. O diretor esportivo dos - hoje - colistas (como são chamados os lanternas na Espanha), Antonio Fernández, já encarregou de dizer que esse plantel é extremamente competente e deve sair da zona de rebaixamento tranquilamente.

Para isso, basta fugir das pressões por grandes resultados e vencer os confrontos diretos (não é tão difícil, até porque receberá Zaragoza, Gijón e Almería em La Rosaleda). Com isso, é possível se estabelecer no meio da tabela, logo abaixo dos times grandes e médios. Se isso acontecer, o primeiro capítulo dessa versão futebolística do retorno árabe ao sul da Espanha terá sucesso. Aí, ficará a expectativa por quais passos Al Thani tentará dar em seguida. Se ficará satisfeito com seu time médio ou tentará uma reconquista de todo o país.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Málaga

O sheik Abdullah Al Thani pretendia transformar o Málaga na terceira força do futebol Espanhol, mas o time ainda não andou (reuters)


Campanha
18ª posição. 16 jogos, 13 pontos. 4 vitórias, 1 empate, 11 derrotas. 20 gols pró, 35 gols contra.

Técnico
Jesualdo Ferreira, até a nona rodada; Manuel Pellegrini, a partir da décima primeira rodada. O sheik Abdullah Al Thani comprou o time no início da temporada e, até hoje, pretendia transformar o Málaga em terceira força do futebol espanhol. Com isso, anunciou o português Jesualdo Ferreira para treinar os blanquiazules. Jesualdo, porém, não conseguiu liderar o time que mais se reforçou no mercado e não conseguiu implantar aos boquerones o padrão de jogo necessário para que o desejo de Al Thani tornasse realidade. Com apenas duas vitórias em nove jogos, Ferreira não durou muito tempo no cargo técnico dos boquerones e foi demitido. A cúpula andaluza foi rápida e, horas depois da demissão do português, anunciou o nome de Pellegrini, que já havia feito um ótimo trabalho no Villarreal e um bom trabalho no Real Madrid, onde foi o técnico com maior pontuação em uma única temporada na história do clube merengue. Em oito jogos, porém, Pellegrini só conseguiu duas vitórias e vem de seis derrotas consecutivas. Entretanto, Pellegrini avisou que só começará a trabalhar de "verdade" a partir de janeiro, quando já pediu muitos reforços - principalmente para a defesa - para o time, que promete ser promissor.

Destaque
Quincy Owusu-Abeyie. O jogador, que procedeu do Al Sadd, adaptou-se rapidamente ao esquema utilizado pelos dois técnico. Um extremo direito que se destaca pela velocidade e inteligência. Disputou todas as 16 partidas do Málaga na competição, onde apenas foi reserva em somente duas delas. Se tiver mais companheiros de boa qualidade no meio-campo, pode se tornar mais peça-chave ainda deste Málaga. Rondón também vem se destacando no ataque: após dois meses fora por lesão, voltou para ser o artilheiro da equipe no campeonato, com cinco gols. Apoño era o grande distribuidor da equipe, com uma média de 65% de acertos. Porém, se lesionou e só volta em fevereiro, o que mostra como o Málaga perdeu um pouco do ímpeto com a lesão do meio-campista.

Decepção
A defesa. Com trinta e cinco gols contra, a defesa é a menos vazada da competição. Ponto mais temerário do Sheik e, principalmente, de Pellegrini, que já pediu muitos reforços para o setor. Demichelis, do Bayern de Munich, já chegou com um empréstimo com direito de compra e Asenjo, para o gol, e Camacho estão próximos. Duda, destaque na temporada passada, ainda não encontrou o futebol que o fez ganhar destaque e pouco produziu neste primeiro semestre de Liga.

Perspectiva
Livra-se do rebaixamento e ir mais longe na Copa del Rey. A segunda ficou mais complicada, com a derrota para o atual campeão, Sevilla, por 5 a 3, quando tinha a partida nas mãos - vencia por 3 a 2. Quando Al Thani comprou o time, no início do semestre, parecia que as coisas melhorariam - vale lembrar que o time se salvou do rebaixamento na última rodada da temporada passada, com um empate ante o Real Madrid por 1 a 1 -, mas não foi o que aconteceu. O time tem a defesa mais vazada e o time que mais perdeu. Com os reforços chegando, espera-se que o time salva-se novamente do rebaixamento e que chegue em uma competição europeia, menos provável.

domingo, 12 de setembro de 2010

Resumo: 2ª Rodada (2ª Parte)

Aproveitando a fragilidade da zaga maña, Quincy Owusu-Abeyie deu show e conduziu o Málaga à goleada contra o Zaragoza (El Mundo Deportivo)


Se os jogos de sábados foram sonolentos e com poucos gols, apesar da surpreendente vitória do Hércules contra o Barcelona, nada a reclamar dos jogos de Domingo. Só nos três jogos das 12h, 15 gols. Parte deles saíram no La Romareda, na surpreendente vitória do Málaga em cima do Zaragoza. A vitória dos Andaluzes aconteceram muito por causa da fragilidade da zaga do Zaragoza - mais precisamente de Leo Franco e Jarosik - e da letalidade nos contra-ataques. Os blanquiazules balançaram cinco vezes as redes do goleiro Léo Franco em 35 minutos. Ainda mais curioso é que o Zaragoza, com exceção à sua defesa, não jogava mal e até criava chances para marcar, tendo inclusive mais posse de bola que o adversário e parando nas boas defesas do goleiro Galatto. Aos 41min, Edmilson, batendo ‘de chapa’, marcou um lindo gol de fora da área. No segundo tempo, Marco Perez e Ander Herrera fizeram mais dois gols a favor do time da casa, mas já era tarde para uma reação.

O Sporting Gijón somou hoje os seus três primeiros pontos na Liga com muito sofrimento. Encarando um Mallorca mais confiante após o empate contra o Real Madrid na primeira rodada, os asturianos mostraram muita fragilidade defensiva e foram salvos pelo goleiro Juan Pablo. Preciado, técnico do Sporting Gijón, preteriu De Las Cuevas na meia pelo lado esquerdo, ratificando que confia mais nele do que em Carmelo, apesar deste ter realizado uma boa pré-temporada, e Nacho Novo para a volância. Após um primeiro tempo bem parelho, os gols só foram sair na segunda etapa. Logo no início, os asturiano foram para cima e Lora sofreu falta. Na cobrança, Riva mandou à área e a defesa roja afastou. A bola chegou até Lora, que não tocou para Botía encher o pé de direita sem chancer para Aouate e abrir o placar, anotando o primeiro gol do Sporting Gijón na temporada. Após pênalti discutível de Nunes - no qual o português acabou expulso - em Carmelo, que entrou no decorrer da partida, Diego Castro foi para a cobrança e não desperdiçou, pondo pontos finais na partida.

Uma grande atuação de Adrián Colunga e Gavilán bastou para o Getafe derrotar o Levante no Coliseum Alfonso Pérez. Colunga foi contratado junto ao Zaragoza para ser o substituto de Soldado, autor de 16 gols na temporada passada. Colunga assumiu esse posto com perfeição e hoje demostrou sua capacidade à torcida. Já o outro protagonista da noite, Gavilán, parece ter recuperado o nível de anos atrás, quando chegou a ser convocado para a seleção espanhola. O Levante foi um digno rival para o Getafe e soube explorar os flancos do time de Madrid. O primeiro tempo foi movimentado e logo aos quatro minutos, Gavilán, aproveitando cruzamento de Dani Parejo, cabeçeou para abrir o placar para o Getafe. O segundo gol do Getafe foi sair dos pés de Colunga, após nova participação de Gavilán. Após distração, o Levante aproveitou e chegou ao gol com Rafa Jordà, recolocando-se de volta à partida. Na segunda etapa, o Levante foi incapaz de criar alguma coisa, enquanto que os azulones deixaram o tempo passar com inteligência, mantendo a posse de bola. No final, ainda deu tempo de, em duas arrancadas do Getafe, Gavilán e Arizmendí marcaram mais dois para os donos da casa.

No El Madrigal, o Villarreal, enfim, mostrou seu futebol. O Espanyol comandou as ações da partida durante os primeiros 30 minutos de jogo, mas pecou muito nas finalizações. Apesar da goleada imposta, o Villarreal demorou um pouco para se acertar na partida. Nilmar recuperou o posto de titular da equipe, após ter iniciado a primeira rodada no banco de reservas, e marcou o quarto gol da equipe, que novamente teve o equatoriano Monteiro como destaque. Mesmo tendo entrado na segunda etapa, o jogador puxou muitos contra-ataques, fez a jogada no gol do brasileiro e ainda cavou a expulsão de Chica. Rossi balançou as redes duas vezes, enquanto Valero fez o outro do Villarreal. Ao Espanyol, fica a péssima notícia de que Osvaldo pode ficar parado por três semanas.

Por fim, no Ramón Sanchez Pizjuán o pior jogo da rodada - e do campeonato, até agora. Os Galegos começaram a partida de maneira mais organizada e teve a chance de abrir o placar nos minutos iniciais, mas não aproveitaram e viram o Sevilla crescer no jogo. Zokora e Negredo levaram perigo ao gol do La Coruña, mas desperdiçaram. A pressão dos anfitriões ficou ainda mais forte pouco antes do intervalo, mas novamente as finalizações foram erradas. Negredo e Navas erraram. Negredo, inclusive, atuou no lugar do brasileiro Luís Fabiano por opção de Álvarez, que gostou da semana de treinos do reserva. Neste domingo, porém, Negredo não estava nada inspirado nas finalizações. O atacante apareceu bem, mas perdeu pelo menos três boas chances para o Sevilla, superior na etapa final.

CRAQUES DA RODADA:
Quincy Owusu-Abeyie (Málaga)
Haedo Valdez (Hércules)
Diego Forlán (Atlético de Madrid)
Mesut Özil (Real Madrid)

Para saber sobre os jogos de Sábado, clique aqui