quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Análise do primeiro turno: Valencia

Soldado, Mata e Áduriz: o trio de ferro do Valencia é o principal destaque do time (article.com)


Treinador
Unai Emery. Responsável por tirar o Almería da Liga Adelante e detentor de dois prêmios Miguel Muñoz (dado ao melhor treinador da Espanha), Unai, porém, não tem uma vasta carreira de experiência quanto a treinador. Além do Almería e do Valencia, o único time a ser treinado por Unai é o quase desconhecido Lorca Deportivo. Por esses motivos, Unai ainda não é unanamidade em Valencia. Sua carreira como treinador começou de uma maneira bem curiosa: em novembro de 2004, o até então treinador do Lorca Deportivo, Quique Yagüe, foi demitido do clube trás uma derrota contra o Ceuta (não confundir com Celta). Passando por maus bocados internamente, o presidente do clube não teve outro opção a não ser oferecer o cargo a Emery, que ficou oito meses parado por conta de uma opreação no joelho. Unai, então, aceitou o pedido do presidente, se aposentou do futebol e começou sua carreira como treinador. No Valencia desta temporada, chegou a levar o time à primeira posição, mas caiu em erros passados (como escalar mal o time, fazer substituições erradas) e viu o Valencia abandonar não só a liderança como a zona de classificação à Champions. Agora, é melhorar essa campanha, assegurar vaga na LC e tentar salvar a boa imagem que tinha com os torcedores, antes de assumir o cargo.

Destaque
Juan Mata. Antes da temporada, com as confirmações das vendas de Villa e Silva para Barcelona e Manchester City, respectivamente, falávamos que Mata e Pablo Hernández pudessem ocupar a função e tomar o protagonismo exercidos pelos dois. Em um time de altos e baixos e com muitos (supostos) candidatos a destaque, brilhou o camisa 10, que conseguiu manter a regularidade. Campeão Mundial, o meio-atacante já deixou de ser promessa e atua com a maturidade de um veterano no meio-campo ché, exibindo grande técnica. Áduriz e Soldado também estão cumprindo as expectativas da perda de Villa e não decepcionam: se os dois chegaram no Valencia para fazer sombra a Villa, isso parece ser passado. Responsáveis por 75% dos gols valencianos, Soldado e Áduriz não fazem feio. A torcida ainda sente falta de Villa, mas os dois mostraram no primeiro semestre que têm capacidade de fazer os aficionados esquecer do Guaje (o que é improvável). Mathieu, que dá grande solidez no lado esquerdo ché e ainda aparece bem quando sobe ao ataque, também merece destaque.

Decepção
Ever Banega. O argentino foi do céu ao inferno em apenas meia temporada. No começo, exibia seu grande futebol e era um dos destaque do até então líder Valencia; depois, se lesionou, viu o Valencia sentir a falta de um volante armador e ainda não mostrou aquele futebol vistoso das primeiras rodadas. Seu rendimento caiu muito e o eficiente futebol visto antes sumiu, gerando especulações. Inclusive, de uma possível saída do Mestalla.

Perspectiva
Avançar de fase na Champions League e vaga na próxima Champions League. Se no campeonato o Valencia ainda tem grandes chances de vaga na principal competição europeia, nela os chés têm um compromisso difícil. Contro Schalke 04, de Raúl, principal carrasco valenciano, as chances de o Valencia avançar de fase são altas, ainda mais porque os azuis reais estão em campanha inconstante na Bundesliga. Inconstante foi o que o Valencia também viu no primeiro semestre, o que já pode fazer o duelo ser bastante parelho. No Campeonato Espanhol, o Valencia chegou a liderar, mas um possível título nunca foi unanimidade em Mestalla. Os gastos do mercado foram bem altos e chegar ao meio da temporada almejando algo menos que a vaga na próxima Champions League é proibido.

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