domingo, 12 de dezembro de 2010

15ª Rodada (1ª parte): Papéis invertidos

Agüero, como sempre, brilhou contra o Deportivo e fez Quique Flores respirar aliviado (AS)


Antes da rodada começar, o momento vivido por Atlético de Madrid e Deportivo La Coruña eram bem diferentes. Enquanto o Atlético de Madrid vinha de sucessivas derrotas e já se encontravam em uma pequena crise, o Deportivo, remodelado no 5-3-2-, espantou a zona de rebaixamento e, não só apenas, já vai em busca da Liga Europa. Ontem, porém, como não podia deixar de ser, o Deportivo sucumbiu diante dos rojiblancos no Vicente Calderón e a freguesia continuou, dando uma pausa em sua reação. Também ontem, o Sevilla deu continuação à sua crise e, dessa vez, sofreu um vexame ao perder para o Almería, penúltimo colocado até então, em pleno Ramón Sanchéz Pizjuan. Em Madrid, o Villarreal sofreu e, mesmo com um a mais, perde para o Getafe, dando adeus às chances de título.

Atlético de Madrid 2x0 Deportivo
Um brilhante Agüero fez com o que o Atléti voltasse a sorrir. Com uma grande atuação do argentino, o Atlético de Madrid encerrou sua racha negativa de quatro jogos sem vencer e agora já são dez jogos sem sofrer uma derrota do rival galego. No começo do jogo, parecia que a maré de má sorte dos colchoneros continuaria. Diego Forlán, que após o mau início de campeonato já começa a mostrar serviço, desperdiçou uma cobrança de pênalti. O Deportivo até tentou se segurar, mas foi por pouco tempo. Após a penalidade desperdiçada pelo uruguaio, Agüero começou seu ‘show particular’. O atacante argentino recebeu passe em profundidade pela direita, invadiu a área, livrou-se de dois marcadores e tocou no canto esquerdo de Aranzúbia, marcando um belo gol. Depois, Kun tabelou com Raúl García na meia direita e recebeu a bola com liberdade dentro da área. Na saída do goleiro, tocou com estilo para marcar seu sétimo gol na competição. Na volta do intervalo, o time da casa demorou um pouco para entrar no jogo e deu impressão de que o La Coruña iria crescer na partida. Puro engano.

Os anfitriões voltaram a pressionar e por pouco não ampliaram, primeiro com Reyes finalizando cruzamento de Simão, e depois em cabeceada perigosa do zagueiro Álvaro Domínguez, aproveitando cobrança de escanteio. Aos 30min, em rápido contra—ataque, Reyes chutou colocado após receber de Simão e tirou tinta da trave, mas ficou nisso.

Getafe 1x0 Villarreal
Apesar de pequena, o Villarreal ainda tinha esperanças de títulos. Porém, com a derrota sofrida diante dos azulones, as chances podem ter se encerrada. O Villarreal começou pressionando bastante, mas não concluiu bem contra a meta adversária, nem mesmo quando teve vantagem numérica em campo. Assim, o Getafe se aproveitou bem das poucas chances que teve e sacramentou sua vitória no finalzinho do jogo. Albin recebeu passe de cabeça quase na marca do pênalti e, com um belo chute de esquerda, marcou para a equipe local. Ao tirar a camisa na comemoração do gol, o uruguaio recebeu o segundo amarelo e foi expulso.

Nilmar deu bastante trabalho ao Getafe, finalizou três vezes e causou a expulsão de Cata Diaz, que deu uma entrada dura no atacante brasileiro por trás e prejudicou sua equipe.

Sevilla 1x3 Almería
A cada rodada, o mesmo comentário sobre o Sevilla: um time sofrível de se acompanhar. Se já não bastasse os três jogos sem ganhar em casa, a façanha desta rodada foi pior: derrotado pelo fraco Almería, que não vencia havia nove rodadas - e que, em uma delas, perdeu de oito a zero para o Barcelona. Gregório Manzano mal tem três meses de clube e já passa a ter seu cargo ameaçado. Na terceira partida após assumir o comando técnico do Almería, José Luis Oltra mandou seu tradicional 4-2-3-1 a campo, com Piatti jogando de enganche. E foi o argentino o principal responsável pela vitória rojiblanca.

Após abrir o placar, os anfitriões ficaram mais tranquilos, e tiveram paciência para ter a posse de bola. Nervoso e inseguro, o Sevilla errava muitos passes e pouco ameaçava a meta de Diego Alves, que, de quebra, ainda defendeu mais um pênalti, o seu nono na competição (contra o Almería, foram marcados 14 pênaltis. Dois entraram, três foram para fora e nove foram pegos pelo goleiro brasileiro). Manzano ainda poderia ter evitado um resultado maior, pois adiantou muito sua defesa, que passou a ser facilmente ameaçada por Piatti e cia.

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