segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A competência é valencianista

Começo de temporada sem Villa e Silva parecia preocupante para o Valencia, mas clube tem conseguido viver no aperto (AP)

Nos últimos anos, virou praxe a disputa do título ser polarizada entre Barcelona e Real Madrid. Para se ter uma noção maior, da temporada 2000-01 para cá, apenas o Valencia (duas vezes - 2001-02 e 2003-04) conseguiu a proeza de desbancar os dois gigantes do futebol espanhol. A situação "piora" se fomos pensar que, nas últimas seis temporadas, apenas um clube sem ser blaugranas ou merengues conseguiu disputar, de fato, o título da Liga. Este foi o Sevilla de 2006-07, que chegou à última rodada com possibilidades remotas de ser campeão e que terminou aquela temporada com um doblete histórico: campeão da Copa da Uefa (enfrentando o Espanyol na final) e da Copa del Rey (enfrentando o Getafe na final).

Convenhamos que ser comparado ao "Sevilla de uns anos atrás" é um baita elogio, ainda mais a quem havia acabado de perder dois de seus principais jogador. E foi assim que Joaquín Caparrós, técnico do Atlhetic Bilbao, definiu o "novo Valencia", na coletiva após o jogo entre sua equipe e os chés. O treinador andaluz tem sua dose de razão. Óbvio que é muito cedo para ter retratos definitivos sobre os chés desta temporada, mas as primeiras partidas dão sinais positivos. A equipe valenciana lidera La Liga após seis rodadas, com cinco vitórias e um empate. Além disso, mostrou que tem força suficiente para passar pela fase de grupos da Liga dos Campeões, considerando que os adversários não são dos mais ameaçadores (Manchester United à parte, claro).

Um dos grandes méritos foi manter Unai Emery no comando técnico. Responsável pela oitava colocação surpreendente do Almería de 2007-08, Unai teve a missão de revificar o Valencia 2010-11. E, até o momento, tem dado muito certo. O treinador se notabiliza pela criatividade em jogadas ensaiadas, saber trabalhar com orçamento limitado e estudar minuciosamente os oponentes. É evidente que a saída dos Davids teria um impacto fortíssimo no Valencia, mas a base foi mantida e havia caminhos para montar um grupo competitivo. O principal objetivo era recompor meio-campo e ataque, bastente atingidos pelas saídas dos Davids (sem esquecer que a zaga perdeu Marchena).

Para felicidade de Emery, o elenco já contava com algumas boas opções nesses setores. Pablo Hernández já se consolidara como um ótimo meia de armação. Ele ficou à direita, tendo como companheiro de esquerda Mata – que começou como meia aberto, mas vinha jogando de atacante. Se Villa fez história com a camisa sete, esta parece ter algo de bom: o herdeiro Joaquín começou a temporada voando e é um dos grandes responsáveis pela liderança valenciana. Joaquín, porém, se lesionou e, assim como Vicente, não um retorno previsto. Ele será, sem dúvidas, um desfalque sentindo para o jogaço que o Valencia fará na próxima rodada contra o Barcelona, no Camp Nou.

A solução equilibrou o meio-campo, mas o recuo de Mata tirou de vez os atacantes da temporada passada. Aí foi questão de ir ao mercado buscar boas ofertas. A mais inteligente foi Soldado, atacante formado no Real Madrid que acabou indo para times pequenos na impossibilidade de disputar posição com Ronaldo. O centroavante de nome militaresco vinha de duas boas temporadas no Getafe (33 gols em 66 jogos) e poderia dar poder de definição com alguma mobilidade ofensiva. Para completar a dupla de frente, a direção valencianista contratou Áduriz, atacante que até se movimenta um pouco, mas se notabiliza por compensar a limitação técnica com muita entrega na disputa por espaço com os zagueiros. Curiosamente, também fez 33 gols nas duas últimas temporadas (mas fez 69 jogos). Como os dois atacantes têm no cabeceio as suas virtudes, as jogadas aéreas passou a ser praxe.

A troca da dupla Villa-Mata por Áduriz-Soldado fez o jogo ofensivo do Valencia ficar mais centrado no meio, mas merece algum respeito. Considerando que o setor defensivo não teve grandes perdas (Ricardo Costa chegou para o lugar de Marchena), os valencianistas têm potencial para brigar no segundo pelotão da Espanha e superar Bursaspor e Rangers na disputa da fase de grupos da Liga dos Campeões. Por enquanto, tem sido suficiente para liderar a liga. Dificilmente esse cenário se manterá. A tabela tem sido gentil com o Valencia (venceu Málaga, Racing de Santander, Hércules, Sporting de Gijón e Athletic Bilbao, todas equipes acessíveis, e empatou em casa com o único oponente realmente forte, o Atlético de Madrid) e o elenco não é denso o suficiente para suportar as inevitáveis contusões e suspensões de jogadores importantes ao longo da temporada.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Bem, mas pode melhorar

Llorente e Sergio Ramos foram os donos do jogo de hoje. Substituindo Fernando Torres, o atacante marcou duas vezes (getty images)

Em um jogo de equipes totalmentes opostas, a Espanha conseguiu somar seu segundo triunfo nas Eliminatórias à Eurocopa de 2012. Sem Fernando Torres, Vicente Del Bosque usou do mistério para escalar o companheiro de Villa no ataque: se Áduriz vive uma grande fase no Valencia e foi convocado pela primeira vez para defender a Espanha, Del Bosque resolveu dar uma chance a Llorente, que começou mal a temporada no Atlhetic Bilbao, para substituir El Niño (mais uma vez lesionado) . A aposta "arriscada" fez valer a escalação: autor de dois gols, foi nome da partida ao lado de Sergio Ramos.

Reserva na Copa do Mundo, ele chegou a ser cogitado como titular contra Alemanha, mas foi Pedro quem entrou no lugar de Fernando Torres. Mas após o título mundial vem galgando seu espaço, e hoje foi só mais uma prova disso. Sergio Ramos, muito ativo na partida e autor do passe para o gol de Silva, teve uma noite especial: no estádio Helmántico de Salamanca, o andaluz fez contra a Lituânia a sua partida de número 70 com a camisa roja, superando nomes como o de Emilio Burtragueño, e tornando-se o jogador mais jovem (24 anos) a atingir esta marca. O estádio é mais especial ainda a Sergio Ramos porque foi nele que o lateral direito merengue fez sua estreia na seleção. Contra a China, em 2005, na vitória por 3 a 0.

Apesar da ausências da Espanha serem de pesos, apenas três jogadores do time titular que iniciaram a final da Copa ficaram de fora - Xabi Alonso, Xavi e Pedro. Cazorla, Llorente e David Silva entraram em seus respectivos lugares. A saída de Xabi Alonso, porém, fez com que Vicente Del Bosque alterasse o esquema tático da equipe, que passou do, cada vez mais tradicional, 4-2-3-1 ao 4-1-4-1.

Na coletiva pré-jogo, o técnico de Salamanca (que foi homenageado pela torcida) havia avisado àqueles que esperavam uma vitória tranquila para repensarem o prognóstico e, de fato, a Lituânia apresentou-se bem organizada. Por duas vezes, nos primeiros 17 minutos, Silva desferiu fortes chutes com a sua canhota, mas Karcemarskas deteve-os sem problemas. Nesses primeiros trinta minutos de partidas, viu-se uma falta de eficácia rara da seleção espanhola. Villa, que completara 68 jogos com a camisa roja e segue em busca de ultrapassar Raúl e se tornar o maior artilheiro da seleção espanhola, ainda perdeu um gol incrível, inacreditável, no final do primeiro tempo.

Após um primeiro tempo sem gols, a etapa final foi movimentada. A Espanha abriu o placar aos 2 minutos do segundo tempo. Llorente recebeu cruzamento de Sergio Ramos e, dentro da pequena área, desviou de cabeça para o fundo das redes. Pouco depois, a Lituânia chegou ao empate aos 8 minutos. Sernas foi lançado entre a defesa da Espanha e tocou na saída de Casillas para deixar tudo igual. A seleção se empolgou com o gol e ainda tentou trabalhar a bola pela esquerda, mas tinha pouca criatividade diante da defesa da Espanha. Mais bem postada em campo, os espanhóis ampliaram assim que Llorente foi substituído. Aos 33 minutos, David Silva recebeu levantamento de Sergio Ramos na marca do pênalti e cabeceou no ângulo direito da meta, sem chances de defesa para fechar o placar.

Após o último gol, a torcida de Salamanca foi à loucura. Em parte feliz, mas também aliviado, depois de uma noite difícil que se transformou num tributo à capacidade de luta da campeã europeia. A Espanha volta a campo nesta terça-feira, quando encara a Escócia, em Glasgow. Sergio Ramos, que gerou preocupação à torcida, já deve estar apto para a partida após pedir substituição por lesão. Se o Real Madrid já se mostra preocupado com o seu jogador, Del Bosque já avisou que não irá força-lo caso o Departamento Médico vete-o à partida de Glasgow. Se não poder jogar, a entrada mais lógica seria a de Arbeloa, que o substituiu hoje. Vicente Del Bosque também comentou a má partida de Villa, morferizada após o gol perdido. Segundo o técnico de Salamanca, talvez a ansiedade de passar Raúl é um dos pontos principais que justifica a partida ruim do Guaje.

Clique aqui e relembre como foi a estreia da Espanha contra Liechtenstein.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Descapitalização do Sevilla

Jose Maria del Nido, presidente do Sevilla (reuters)

Após a eliminação para o fraco Braga(POR) na fase preliminar da LC, o Sevilla se vê em uma grande descapitalização. O time que Antonio Alvarez levou a campo nessa partida em relação ao time que Juande Ramos colocou em campo há cinco anos atrás contra o Celta, em Balaídos, é um grande exemplo do que se convertiria a equipe andaluz. Ao final do texto, podem ser comaparadas ambas as escalações.

A primeira coisa que mais chama atenção é a renovação extrema do time, em um período de um lustro - cinco temporadas -, ou seja, um período não tão grande para um clube que viveu um ciclo triunfador, só sobraram como titular Palop e Jesus Navas, e no plantel Drago, Renato, Kanouté e Luis Fabiano. Ao inverso, dos que jogaram contra o Braga, e fora os mencionados, somente Julien Escudé coincidiu com aquele time de 2005. Houve bastante mudanças, desde então.

É quando se começa a analisar as trocas quando percebes que algo há mudado demais, e não para um lado bom, mudança na estrutura da equipe. Com certeza, a baixa que mais chama atenção e mais sentida foi a de Daniel Alves, que é um super jogador e foi um ótimo negócio, com certeza se encontra entre os melhores jogadores do mundo. Seu substituto, Konko, não demonstrou muito nos dois anos e meio que está no clube, e apenas disputou metade das partidas. Não pode se esperar que cada ano venha um jogador por menos de um milhão de euros que se torne um craque mundial, mas se deve reconhecer que faz tempo que não chega a Nervión um futebolista da qualidade comparável a de Kanouté ou Luis Fabiano - o primeiro quem sabe jogou suas melhores partidas pelo Sevilla, enquanto o segundo faz tempo que tem a mente do outro lado, fora de Sevilla -, e nem mesmo da importância de Renato ou Adriano Correa. Do onze inicial da partida contra o Braga, raramente imaginamos um jogador dos "novos" em uma equipe de nível mundial. Talvez com a honrosa exceção de Perotti. Parecia também que Negredo até ano passado. Zokora é um meio campo útil, e um pouco mais e só.

Outra categoria que parece ter sumido de uma escalação para outra é um jogador rodado ou veterano de grande rendimento. Nessa categoria podemos colocar Javi Navarro que se converteu no símbolo do Sevilla após chegar do Valencia; Enzo Maresca que recordamos de sua excepcional prestação ao time na final de Eindhoven, que chegou depois de más atuações na Juve; ou o Pep Martí, meio campo de notável rendimento que atuou até os 33 anos como um dos pilares do meio campo. Esse tipo de futebolista parece ter desaparecido das escalações "modernas", em que só encontramos germes do conceito, como Alexis ou Fernando Navarro.

Finalmente, para não extender muito, apontamos algo sobre o potencial caminho percorrido dos jogadores de cada equipe. No de 2005, no mínimo sete jogadores da escalação titular se pode garantir uma grande carreira por vários anos, sem medo de se equivocar em demasia; e assim foi, todos eles no Sevilla, exceto Daniel Alves e Adriano, hoje no Barcelona. A quantos da escalação principal desejamos, realismo em mãos, um futuro tão promissor? Com certeza muito menos, e as razões dessa resposta é o que está levando muita gente a se perguntar o que há mudado nesses anos no exemplar secretariado técnico do Sevilla? No que Mochi passou de milagroso a discutido. A mudança foi notável.

Sevilla (setembro 2005): Palop; Alves, Javi Navarro, Dragutinovic, David; Jesús Navas, Maresca, Martí, Renato (Kanoute, m. 46); Adriano (Saviola, m. 46) y Luis Fabiano (Kepa, m. 64).

Sevilla (setembro 2010): Palop; Konko, Alexis, Escudé, Fernando Navarro; Alfaro (Acosta, m.80), Zokora, Guarente, Navas, Perotti; Cigarini (José Carlos, m.69) y Negredo (Luis Fabiano)


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Resumo: 6ª Rodada (2ª Parte)

Cristiano Ronaldo: ele deixou o ansiedade de lado, desencantou e marcou duas vezes no, enfim, show do Real Madrid (defensacentral)


No desenrolar-se da rodada, vimos um novo tropeço do Barcelona diante dos seus afficionados, a força do Sevilla de Manzano e, enfim, do Real Madrid de Mourinho e vimos uma nova vitória do Villarreal, na segunda colocação. Ponto para a dupla da Comunidade Valenciana, lider e vice-lider da competição (Valencia e Villarreal, respectivamente).

Real Madrid 6x1 Deportivo
Se o Real Madrid e os seus atacantes sofriam pela falta de pontaria, pode-se dizer que isso passou. No confronto contra o Deportivo, os merengues desencantaram e em alto estilo: cinco dos seis gols foram marcados por jogadores ofensivos (Zé Castro marcou um gol contra). Ante um inocente Deportivo, que apenas opôs resistência, o Real Madrid fez sua melhor partida na temporada. Os gols foram consequência do bom jogo da equipe de Mourinho, que, para a alegria da torcida, deu um tempo para o promissor Juan Carlos entrar em campo. O canterano entrou com personalidade, recebendo bola, indo armar o time e sendo importante nas infiltrações pelo lado esquerdo. A partida dibulhou o panorama ideal para este Madrid, que apenas tardou quatro minutos para solucionar o choque. Cristiano se antecipou a Lopo em um escanteio lançado por Özil para abrir o placar e acabar com qualquer resistência do Deportivo. O Madrid cresceu de tal maneira que acabou engolindo seu rival. Com esse gol, a ansiedade de Cristiano sumiu e a da equipe também. Porém, não serviu para Cristiano encontrar a solidariedade para com seus companheiros.

O Real Madrid consumiu um mês de competição com seus torcedores mais entretidos com as atuações de seu técnico e suas coletivas do que com o jogo da equipe. Os momentos para disfrutar foram tão escassos que cada partida só servia para alimentar as dúvidas nascidas das partidas anteriores. A decepção que o jogo madridista gerava só poderia ser contrastada com os dados estatísticos, os pontos e com a previsibilidade de um projeto em construção. O Madrid precisava de uma partida brilhante para que o conectasse com a torcida e com sua própria auto estima. Nesse momento, se deparou ante um inofensivo Deportivo, que lhe estendeu um tapete vermelho até a vitória. Um triunfo tão brilhante quanto contundente, indiscutível desde os números até o jogo. Se viu contra esse Depor, o melhor Madrid: mais certeiro nas finalizações e bem mais lúcido. E tudo isso chegou sem o trio de volantes, mirando mais para a meta contrária do que para a sua própria meta.

Sevilla 3x1 Atlético de Madrid
Está claro que algo mudou no Sevilla. E, dessa vez, não foi a sorte. A equipe saiu pra jogar de outra forma em campo. Dominadora, possuidora da posse de bola, vertical e inteligente, com critério na circulação da bola e contundente. E muito bem na parte física, ao menos durante uma hora, tempo que durou o vendaval futebolístico que pôs fim a resistência do Atlético de Madrid. E pode colocar tudo isso na conta de Gregório Manzano, junto com o efeito Renato. A partida começou com o desgosto de saber que Navas não estava em condições de jogo e com a surpresa da escalação definida por Manzano. Além de Guarente e Cigarini, o até hoje intocável Zokora ficou de fora do onze inicial para que Renato jogasse - muitos anos depois - na frente da defesa e Romaric fosse pra frente do brasileiro, como se fosse um 4-5-1. Não mais surpreendente foi a pouco valente aposta de Quique. Três meio-campistas e a esperar atrás como se o Atlético fosse uma equipe pequena.

O Sevilla em campo pareceu simples, sem a necessidade de fazer Zokora correr como um louco no meio de campo. Bastou aos volantes apenas boa colocação, sentido de jogo e saídas rápidas. Mario Suárez, Tiago e Assunção não estavam sabendo da festa. A partir dessa linha, o campo estava inclinado a favor do Sevilla. Perotti convertia o lado direito em sua pista particular e Kanouté voltara a ser um gigante ante os defensores do Atlético. O resto foi questão de tempo. De Gea e a sorte se aliaram com o Atlético até que no minuto 28 de partida, Negredo, depois de linda jogada de Perotti, fez um golaço e começou a abrir os caminhos para a goleada do Sevilla, que já anima os torcedores com Gregório Manzano no banco de reservas.

Barcelona 1x1 Mallorca
No Camp Nou, mais um tropeço do Barcelona diante de 77.770 espectadores. Antes da partida, homenagens para ídolos do passado e do presente. O mítico time de 1952-53, conhecido como Barcelona das cinco copas, foi homenageado pela direção blaugrana, assim como time de futebol feminino, campeão da Copa da Catalunha. E os aplausos da noite ficaram, como de praxe, para Lionel Messi. Ganhador da chuteira de ouro, ele ofereceu o prêmio ao Camp Nou inteiro, sendo ovacionado pelo afficionados presente no estádio. Nas quatro linhas, vimos um Barcelona arrasador, mas sentindo a falta de seu principal cérebro. Sem Xavi, lesionado, Guardiola resolveu colocar Keita, recuando um pouco Iniesta para a posição do jogador de Terrasa. Em boa parte do primeiro tempo, o Barcelona chegou a ter incríveis 90% da posse de bola, porém só soube resolver em ocasiões de gol uma vez. Após triangulação de Daniel Alves, Pedro e Messi, o canário deixou de calcanhar para o argentino pegar com extrema categoria e astucia e marcar o um a zero. Após isso, o Barcelona mostrou-se um time "estrelinha", querendo fazer gols bonito, ponto principal para o revés.

Na primeiro chegada do Mallorca, Valdés evitou o gol em chute de Nsue espalmando para a linha de fundo. Mas, na cobrança de escanteio, não teve jeito: De Guzman cruzou, Milito e Piqué dormiram no ponto e o meio-campista apareceu para rematar de cabeça e empatar. No segundo tempo, o Barcelona mostrou-se irreconhecível, ansioso, nem sombra do primeiro tempo e Laudrup, esperto, percebeu rapidamente isso. O dinamarquês, que havia mandando para campo um 4-2-2-2, recuou seu time para um 4-3-2-1 e deu um nó tática em um Guardiola perdido. O dinamarquês percebeu o nervosismo dos blaugranas em busca dos três pontos e a atuação apática do mesmo para postar muito bem sua defesa e os volantes para auxiliar os atacantes. Pereira entrou muito bem, ajudando a defesa e segurando a bola com inteligência - deu até caneta no Iniesta. Faltou para o Barça pontaria e inspiração. Bojan irritou os torcedores de todas as maneiras. Não acertou um passe, uma finalização e foi fominha ao extremo. Além disso, não apareceu para buscar jogo, como deve fazer um camisa nove. A equipe ainda está se acertando neste início de temporada, no mínimo, conturbado, mas depender de Bojan pra suprir qualquer ausência no ataque vai ser complicado. E ontem foi a prova disso.

Villarreal 2x0 Racing Santander
No El Madrigal, o Villarreal segue mostrando sua força. Na quinta vitória consecutiva dos castellonenses (que se encontram na segunda colocação), o Villarreal aproveitou o estado de graça que vivem Bepe Rossi e, principalmente, Nilmar. Os dois foram os principais responsaveis pela vitória amarilla marcandos os gols da partida. A pegada de sua dupla de ataque foi o ponto principal para a vitória do time da Comunidade Valenciana. O Racing Santander teve mais a posse de bola, mas sente a falta de um jogador criativo no meio-campo, função à qual Canales cumpria com extrema categoria, apesar da pouca idade. O Villarreal teve muitas ocasiões de gols, mas teve um certo excesso de preciossismo para rematar a partida. O primeiro tempo começou com um Racing entusiasmado, que tinha posse de bola e dominava o encontro. O domínio verdiblanco, porém, durou apenas oito minutos, quando Nilmar fez o primeiro gol (seu sexto na competição - artilheiro da Liga) e o Villarreal passou a aproveitar os espaços dados pelo time de Santander.

Getafe 3x0 Hércules
O Getafe recuperou sua identidade no ritmo de Dani Parejo, que conduziu e orquestrou o time de Valdebebas. O Hércules, que vem dando trabalho para os principais times, não foi um rival à altura dos madrileños. O Hércules foi vítima do jovem criado nas canteras merengues, aquele que chegou a deixar Alfredo Di Stefano emocionado. O Getafe tentava esquecer a péssima imagem deixada após o tropeço na Liga Europa contra o Young Boys, time bem inferior ao seu. Os azulones mostraram um futebol de boa qualidades, com boas triangualações, marcação cerrada e precisou de quarenta e cinco minutos para decidir o confronto. O gol "especial" foi marcado por Miku, que homenageou Mario, lesionado que pode perder o resto da temporada.

Almería 1x1 Málaga
No Juegos Mediterraneos, o Almería dominou todas as ações da primeira etapa e teve mais ocasiões para ir aos vestiários com extrema vantagem contra um Málaga que ficou só na retranca esperando alguma ação errada dos rojiblancos para contra-atacar. Mostra do maior perigo dos almerienses foram os remates de fora da área, todos ele bem concluidos por Pablo Piatti. Principal jogador do Málaga neste início de temporada, Quincy Abeyie não foi brilhante, sendo bem marcador por Carlos García, mas foi decisivo: logo aos quatro minutos, penetrou na área rojiblanca e disparou um chute cruzado de esquerda para vencer Diego Alves. Mas, após cruzamento de Piatti - jogador mais participativo do Almería -, Uche empatou de cabeça, pondo números finais na partida.

Para saber dos jogos de sábado, clique aqui
Para relembrar os jogos da quinta rodada, clique aqui, aqui e aqui

ESCALAÇÃO DA RODADA
Aouate (Mallorca); Sergio Ramos (Real Madrid), Pepe (Real Madrid), Marchena (Villarreal), Marcelo (Real Madrid); Xabi Alonso (Real Madrid); Özil (Real Madrid), Piatti (Almería), Dani Parejo (Getafe); Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Higuaín (Real Madrid).

sábado, 2 de outubro de 2010

6ª Rodada (1ª parte): Sofrimento e liderança

Cruzamento de Soldado e gol de Áduriz: os dois abriram o caminho para mais uma vitória do Valencia no torneio. Mais lider que nunca (superdeporte.es)

Favoritíssimos ao título espanhol, Barcelona e Real Madrid ficarão pelo menos mais 15 dias longe da liderança. Isso porque, neste sábado, o Valencia sofreu na partida, abusou de perder gols, mas venceu o Athletic Bilbao por 2 a 1, garantindo a permanência na ponta da Liga pelo menos até a próxima rodada, que acontece depois da pausa para as Eliminatórias da Eurocopa. Nela, os Chés defendem a ponta contra o Barcelona, no Camp Nou.

Valencia 2x1 Atlhetic Bilbao
Hoje o Valencia (re)aprendeu uma lição: os Chés (re)aprenderam a sofrer para ser cada vez mais líder da Liga Espanhola. Três pontos e liderança por uma rodada a mais, conclusão do SuperDeporte.es, jornal que cobre os times de Valencia. Querendo esquecer a derrota injusta sofrida no meio da semana pelo Manchester United pela LC, o Valencia controlou facilmente o encontro no primeiro tempo. E, como tem sido a tônica dos Chés neste início de temporada, abriram o placar cedo, após passe de calcanhar de Pablo Hernández, cruzamento de Soldado e remate de cabeça de Áduriz. Esperava-se um jogo com muitas ocasiões aéreas, já que os atacantes dos dois times (Áduriz, Valencia; e Llorente, Atlhetic Bilbao) têm no cabeceio as suas principais virtudes. Mas não foi desta maneira. Boa parte do jogo ficou concentrado no meio-campo e um futebol mais elaborado do que as características predominou.

O Valencia pecava demais nas finalizações, na primeira parte, e isso fez o Atlhetic Bilbao crescer. No segundo tempo, o Valencia acusou cansaçõ e o ímpeto ofensivo desapareceu. Com uma postura mais ofensiva, o Bilbao ainda conseguiu equilibrar o jogo na segunda etapa, mas viu seu melhor futebol deixar o campo aos 23min junto com Martinez, que se chocou com César e deixou o jogo de maca. Nos acréscimos, mais dois gols. Primeiro, oos 46min, Vicente ampliou para o Valencia, após fazer fila na zaga euskara; e, depois, Gabilondo, de falta, descontou aos 48min.

Zaragoza 2x2 Sporting Gijón
Mais cedo, no jogo que abriu a rodada, Zaragoza e Sporting Gijón ficaram no empate e não conseguiram aliviar as suas respectivas situações. O resultado pode ter sabor de derrota para os asturianos, que chegaram a abrir 2 a 0 no marcador. Manuel Preciado declarou insatisfeito com a partida de hoje, onde os rojiblancos perderam a chance de matar a partida quando esta estava em suas mãos. Ao Zaragoza, ir em busca do ponto veio em situação, no mínimo, curiosa: se com onze jogadores em campo, os maños mostraram-se um time sem padrão de jogo, restou Ayza Gomez expulsar Jarosik - que cometeu pênalti bobo em Diego Castro, que o converteu anotando o segundo gol da partida - para o time tomar "vergonha na cara". O herói da vez foi Sinama Pongolle, autor dos dois gols. Com o tempo quase acabo, os gijoneses tentaram aproveitar o desgaste físico do Zaragoza com alguns contra-ataques rápido, mas Doblas fechou o gol e garantiu um pontinho para os maños.

Real Sociedad 1x0 Espanyol
Num final de jogo emocionante, a Real Sociedad garantiu três pontos na tabela. Os txuri urdin ganharam no Anoeta ante um Espanyol que não pôde fazer nada ante a superioridade dos comandados de Martín Lasarte. A Real Sociedad dominou boa parte da peleja e teve muitas ocasiões para estrear o marcador. Ironicamente, o único gol da partida saiu dos pés de um jogador périco: após falta batida por Sapong, Kameni acabou espalmando em cima de Forlín, que rematou às próprias redes. A partida marcou o reencontro de Raúl Tamudo com o Espanyol, clube com o qual tanto se identificou. Tamudo teve, pelo menos, três ocasiões claras para marcar contra o ex-clube, mas foi parada com perfeição por Kameni.

Griezmann segue cada dia mais caindo nas graças dos torcedores bascos: hoje, deu muito trabalho a Víctor Ruíz, que não conseguia pará-lo, e pediu substituição por câimbras. Saiu do Anoeta ovacionado pelos torcedores bascos, que se renderam ante seu esforço. Nos últimos lances da partida, brilhou a estrela do goleiro do time basco, Claudio Bravo. Disposto a tentar pelo menos um pontinho para dormir na zona de Champions League, o Espanyol esboçou uma pressão, e Bravo virou o salvador, com duas intervenções de alto nivel, evitando o empate blanquiazul.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Jogadores Históricos: Zinedine Zidane

O texto é de autoria de Rodrigo Antonelli, do Quattrotratti


A maestria com que Zidane conduziu a bola encantou o mundo (getty images sport)

Os mais novos talvez lembrem de Zinedine Zidane apenas como o cara que deu uma cabeçada em Materazzi, na final da Copa do Mundo de 2006. Mas a história deste descendente de argelinos, nascido e criado no sul da França, vai muito além disso. Zidane marcou a história do futebol francês de um jeito que apenas Michel Platini conseguiu.

Tudo começou nos campinhos de Marselha, onde Zidane se divertia com a bola nos pés. Jogando por clubes da região, conseguiu chamar a atenção de olheiros do Cannes, ainda com 15 anos. Inicialmente, foi à cidade do festival de cinema apenas para uma experiência, que duraria seis semanas. Porém, a habilidade do menino encantou e a comissão técnica decidiu continuar com o jogador. Zidane assinava, então, seu primeiro contrato. Uma temporada nos times de base foi o suficiente para provar seu valor e subir para o time principal. Pelos Dragons Rouges, jogou quatro temporadas, acumulando 61 jogos e seis gols marcados.

As boas temporadas de Zizou e o rebaixamento do Cannes despertaram o interesse do Bordeaux, que fechou sua contratação para apenas uma temporada, a de 1992-93. Jogando ao lado de Lizarazu e Dugarry, o garoto Zinedine teve um bom ano, computando dez gols, e a diretoria não tardou para prolongar seu vínculo. Logo, os três começaram a ser chamados de o ‘triangle bordelais’, compondo um meio de campo muito habilidoso e que rendeu bons frutos aos girondinos.

Foi jogando nos Marine et Blanc que conquistou seu primeiro título: a extinta Copa Intertoto da UEFA. Também através do Bordeaux, conseguiu sua primeira convocação para a seleção francesa. A estreia foi memorável: entrou aos 18’ do segundo tempo e marcou os dois gols do empate com a República Tcheca. Em 1996, a belíssima campanha na Copa da Uefa chamou a atenção de grandes clubes europeus, que começaram a lutar pelo passe do francês. Após a derrota para o Bayern de Munique, na final, o meia foi anunciado pela Juventus. O preço pago pela Velha Senhora rondou os 35 milhões de francos (cerca de 5,5 milhões de euros, no câmbio atual).

No mesmo ano, a seleção francesa foi mal na Eurocopa, com Zidane jogando abaixo do esperado. Começou, então, a desconfiança: seria ele capaz de jogar em alto nível em um clube grande ou Zidane era apenas mais um jogador para times pequenos? Para piorar, Zizou ainda sofreu um acidente de carro, pouco antes de estrear pela Juve. Seus três primeiros meses foram bastante ruins, de fato. Mas não demorou muito para o então camisa 21 mostrar o grande jogador que era e superar a pressão de jogar em um gigante europeu.

Antes do meio da temporada, o francês já tinha reencontrado o seu melhor futebol e conquistado seu primeiro título: o Mundial Interclubes, contra o River Plate. Mais tarde, ainda ergueria os títulos do Campeonato Italiano e da Coppa Italia, sem contar o vice-campeonato da Liga dos Campeões. Zidane conquistou grande espaço no futebol italiano e em pouquíssimo tempo tornou-se o principal jogador da equipe de Marcello Lippi, que contava ainda com Di Livio, Deschamps, Tacchinardi, Conte e Davids como opções no meio-campo. Foi também por causa do francês que Del Piero passou a atuar mais à frente e centralizado (antes, encostava no ataque pela esquerda). O futebol de alto nível apresentado lhe rendeu o título de melhor jogador estrangeiro daquela temporada.

No ano seguinte, conquistou novamente o scudetto e foi, mais uma vez, vice da Liga dos Campeões. Melhor jogador da Serie A, Zidane chegou para a Copa do Mundo de 1998, no seu país de origem, sendo considerado o terceiro melhor jogador do mundo pela FIFA. Após primeira fase ruim da seleção francesa, Zizou cresceu e decidiu partidas na fase do mata-mata, incluindo a final contra o Brasil, na qual marcou dois gols. O título mundial ajudou o franco-argelino a conquistar, no final do ano, a Bola de Ouro, da France Football, e o prêmio de melhor do mundo da FIFA.

As duas temporadas seguintes, porém, não foram muito boas para a Juve, que perdeu Del Piero por lesão durante muito tempo, e ficou sem Lippi, que fora para a Inter. O rendimento de Zidane caiu junto com o do time, mas em 2000, mesmo sem títulos pelo clube naquela temporada, Zizou voltou à sua grande forma e conquistou novamente o prêmio de melhor do mundo da FIFA. Grande parte disso deve-se à grande Eurocopa que fez, levando o time da França a um posto que nenhuma outra seleção tinha conseguido: única seleção a conquistar, seguidamente, a Copa do Mundo e a Euro.

Tamanho sucesso fez de Zizou o jogador mais caro do mundo, em 2001: para contar com o francês no time dos galácticos, o presidente Florentino Pérez desembolsou 77 milhões de euros. De cara, conquistou a Liga dos Campeões, marcando um dos gols mais bonitos da sua carreira, na final, contra o Bayer Leverkusen. Nesse ano, levou ainda a Supercopa Espanhola. Na temporada seguinte, conquistou mais um Mundial Interclubes e acrescentou ao currículo seu primeiro Campeonato Espanhol.

Ao final de 2003, conquistou pela terceira vez o prêmio da FIFA de melhor jogador do mundo, alcançando Ronaldo no topo da premiação. Até hoje, ninguém conquistou o prêmio mais de três vezes. Foi também o ano do último título de Zizou: a Supercopa Espanhola. Seu futebol continuou fantástico, com uma visão de jogo que só ele tinha e a habilidade de poucos, mas a idade pesou e seu preparo físico já não era o mesmo. Então, Zidane anunciou que a Copa de 2006, na Alemanha, seria o palco de suas últimas exibições.

E não poderia ser diferente, o maior torneio do mundo para um dos maiores do mundo se despedir. Zidane fez grandes atuações na Copa, como nas quartas, contra o Brasil, e levou a França a mais uma final de um Mundial. Marcou o gol do tempo regulamentar e perdeu a cabeça na prorrogação, quando Materazzi insultou sua família. O fato não manchou sua gloriosa carreira, porque Zizou era muito maior do que mostrava naquele momento. Porém, serviu para mostrar sua humanidade, escondida sob as vestes de um monstro com a bola nos pés.

Zinedine Yazid Zidane
Nascimento: 23 de junho de 1972, em Marselha, França
Posição: meio-campo
Clubes: Cannes (1988-92), Bordeaux (1992-96), Juventus (1996-2001) e Real Madrid (2001-06)
Seleção francesa: 108 jogos, 31 gols
Títulos: 2 Campeonatos Italianos (1996-97 e 1997-98), 1 Supercopa Italiana (1997), 1 Campeonato Espanhol (2002-03), 2 Supecopas Espanholas (2001, 2003) 1 Liga dos Campeões (2001-02), 2 Supercopa da UEFA (1996 e 2002), 2 Copas Intercontinentais (1996 e 2002), 2 Copas Intertoto (1995 e 1999), 1 Eurocopa (2000) e 1 Copa do Mundo (1998)

Jogadores: Joan Capdevila

Capdevila foi ídolo no Deportivo e fez parte do plantel vencedor da única Liga da história do clube (wikimedia)

A história recente do Deportivo La Coruña pode estar muito bem ligada a Joan Capdevila. Afinal, todos os títulos do Deportivo La Coruña de 99/00 (começando pela única Liga Espanhola da história dos herculinos) até hoje passaram - e como - pelo lateral esquerdo rápido e de técnica refinada. Nos seis anos que Joan vestiu blanquiazul, o clube da Galicia conquistou seu primeiro (e único) título de Liga em 104 anos de existência (á época da conquista, 94 anos). Pelo Deportivo La Coruña, Capdevila conquistou uma Liga, duas Copa del Rey, uma Supercopa e disputou cinco vezes consecutivas a Champions League, fazendo parte da campanhia histórica de 2003-04, quando o Deportivo foi semifinalista. Lateral esquerdo de origem, também joga como volante e meia, fazendo praticamente todas as funções pelo lado esquerdo do campo. Destaca-se pelo porte físico importante, que lhe permite subir ao ataque constatemente durante a partida e, rapidamente, voltar para ajudar a defesa

O lateral de Tárrega fez parte de uma das remontadas mais espetaculares da história do futebol espanhol e europeu, quando, nessa mesma edição da Champions, eliminou o Milan por 4 a 0, no Riazor, após ter perdido o primeiro jogo no San Siro por 4 a 1. A época em que passou pelo Deportivo ficou, carinhosamente, conhecida por "Eurodepor", por motivos óbvios e claros.

Porém, Capdevila não iniciou sua carreira no clube do Riazor, com o qual tanto se identificou. O lateral foi criado nas bases do Tárrega, pequeno clube de Lérida, sua cidade natal. Chegou no clube da Galícia em 1997-98, mas, em sua primeira temporada, não conseguiu se firmar, muito por causa da dura concorrência. Àquela época, o Deportivo resolveu apostas as suas fichas no jogador, contudo, acabou emprestado ao Atlético de Madrid, onde, em 1998-99, fez 30 jogos e marcou dois gols. Após uma temporada em Manzanares, retornou à Galícia, onde foi campeão da Liga Espanhola, disputando um total de 34 das 38 partidas.

Após seis temporadas no "Eurodepor" acabou transferindo-se ao Villarreal, onde atua até hoje. Logo em sua primeira temporada no Submarino Amarelo, fez parte do elenco que marcou história no clube: foi o vice-campeão do campeonato da temporada 2007-08 (vencido pelo Real Madrid) e deixou para trás times como Barcelona (3º), Atlético de Madrid (4º), Sevilla (5º) e Valencia (8º). Na Champions, onde a equipe se destacou na temporada 2005-06 - liderados por Riquelme e Forlán - sendo semifinalista do torneio, acabou não tendo a mesma sorte: acabou eliminado impiedosamento pelo Arsenal, sendo goleado no Emirates por 4 a 0, jogo que tomou um "baile" de Walcott.

Carreira pela seleção espanhola
Seu debut pela Fúria foi após a Copa do Mundo de 2002. No dia 16 de outubro de 2002, foi convocado por Iñake Sáez à partida amistosa contra o Paraguai, que acabou 0 a 0. Disputou a Eurocopa de 2004 e a Copa do Mundo de 2006, mas só foi marcar seu primeiro gol pela Fúria Roja em 2007, nas eliminatórias para a Euro de 2008, em uma partida contra a Suiça, vencida pela Fúria por 4 a 0. Nela, Joan marcou o terceiro tento da partida, em chutaço após escanteio cobrado por David Silva. Fez parte dos títulos históricos de Euro e Copa do Mundo, onde foi, ao lado de Piqué e Casillas, o único jogador a ter atuado nas sete partida da Espanha. Contra o Paraguai, pelas quartas de finais, fez sua partida de número cinquenta pela seleção. Além das partidas com a Espanha, já atuou por cinco vezes pela seleção Catalã, e é constatemente chamado por Johan Cruyff às partidas da Catalunha.

Joan Capdevila
Nascimento: 3 de fevereiro de 1978, em Tárrega, Lérida, na Catalunha.
Posição: Lateral esquerdo
Clubes: Deportivo La Coruña (97-2007), Atlético de Madrid (98-99), Villarreal (2007-)
Títulos: 1 Supercopa da Espanha, 1 Liga Espanhola, 2 Copa del Rey, Eurocopa 2008 e Copa do Mundo de 2010