segunda-feira, 10 de maio de 2010

A falta que fez um lateral

Filipe Luís está de volta: estará na lista de Dunga? (AS)

À primeira vista muitos iriam estranhar um pouco o título da matéria. Mas isso aconteceu, de fato. E com o Deportivo La Coruña. O clube blanquiazul fazia uma temporada muito boa e estava cotado para assumir uma das vagas para a Champions League. Brigava fortemente com Sevilla, Mallorca e até mesmo o Valencia.

Até que, na vitória por 3 a 1 contra o Athletic Bilbao, no dia 23 de Janeiro, uma lesão mudou a temporada dos galegos. Aos 5 minutos do segundo tempo, com o jogo 0 a 0, Filipe Luís dividiu com o goleiro Goirka Iraizoz, do Athletic, e acabou mandando a bola para as redes. Mas, além do gol, sofreu um choque pior: o jogador fraturou o tornozelo direito quando sua perna ficou presa sobre o goleiro adversário, quando este caiu após o lance e, segundo os médicos, estava praticamente de fora da Copa do Mundo. O brasileiro, que foi convocado pela primeira vez por Dunga para a seleção em agosto, deixou os gramados de maca e vou levado imediatamente para o hospital local.

Filipe Luís dividindo com Iraizoz no lance ao qual se lesionou (getty images)

De lá pra cá, o Deportivo sofreu uma queda surreal, caindo da 4ª posição e chegando até a 12ª (hoje está em 10º). Mesmo contando com jogadores de alta produção, o Deportivo sentiu muito a falta de Filipe quando este esteve lesionado. Desde o jogo contra o Athletic Bilbao, o time somava 10 vitórias, 4 derrotas e 6 empates. Após o jogo contra os leones, a queda foi incrível: o time perdeu 12 vezes, incluindo a queda do tabu contra o Real Madrid, e venceu apenas DUAS vezes, empatando quatro vezes. Além disso, foi eliminado da Copa del Rey pelo Sevilla, perdendo em casa por 0 a 3.

Quando entrara em campo, contra o Mallorca, a torcida galega o ovacionou e fez um gesto semelhante à que a torcida do Barça faz para Messi. Uma reverência. Quando entraste em campo, o jogo estava 0 a 0, e o brasileiro mostrou ter estrela e "justificou" o motivo da queda de rendimento do Deportivo no período à qual ficou lesionado: em um jogo em que o Mallorca comandava e tinha mais chances reais de abrir o placar, logo após o retorno do brasileiro, Riki abriu o placar para o Deportivo, dando a vitória para os blanquiazules.

Filipe Luís marcando Messi: o brasileiro, na maioria das vezes, leva a melhor sobre o argentino... só individualmente (reuters)


Amanhã, Dunga dilvugará a lista com os nomes dos jogadores que irão à Copa representando a seleção brasileira. Filipe Luís tem esperança: ele será chamado?

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ATUALIZADO (11/03):

Filipe Luís não foi convocado. Nem na lista de espera o lateral está. Dos que atuam no futebol espanhol, apenas Daniel Alves (Barcelona) e Kaká (Real Madrid) foram convocados. Marcelo (Real Madrid) está na lista de espera.

domingo, 9 de maio de 2010

Jogadores: Josep Guardiola

Guardiola na foto oficial do clube na temporada do centenário blaugrana. Um vitorioso como jogador e como técnico (fcbonline)


Quando assumiu o comando do Barcelona em junho de 2008, pouca gente acreditou que Pep Guardiola, um treinador novo e sem grande experiência no mundo do futebol, seria capaz de colocar os blaugrana novamente no caminho dos títulos. Não demorou muito para que os críticos se calassem com o futebol ofensivo, plástico e efetivo praticado pela equipe espanhola tanto em nível nacional, quanto continental. Para muitos foi uma surpresa, mas não para aqueles que se lembram dos feitos desse homem como jogador e capitão do Barcelona. Hoje, é impossível falar de Xavi, Iniesta e Fabregas sem fazer referência e reverência às características que fizeram de Pep um jogador único em seu tempo.

Ao lado dos habilidosos companheiros, Guardiola conquistou, em sua primeira temporada como profissional, o título do Campeonato Espanhol e da Supercopa da Espanha. Na temporada seguinte, Pep foi um dos pilares daquele que viria a ser conhecido posteriormente como o Dream Team do Barcelona, garantindo uma marcação firme e saída de bola precisa com sua visão de jogo apurada e lançamentos precisos para Stoichkov e Laudrup. Por conta das qualidades já citadas e liderança e carisma notórios para alguém de tão pouca idade, Guardiola era tido como um dos líderes do time e o homem de confiança de Cruyff dentro das quatro linhas. Na temporada 1991-92, com um time mais entrosado e efetivo, o Barcelona venceu novamente o título nacional e faturou a Copa dos Campeões da Europa com uma vitória emocionante sobre a Sampdoria na prorrogação. As atuações impecáveis na cabeça de área do melhor time do continente renderam a Guardiola uma convocação para a seleção olímpica da Espanha que disputaria e ganharia o ouro nos Jogos de Barcelona em 1992. Poucos meses depois foi convocado para a seleção principal para um jogo contra a Irlanda do Norte e recebeu o Trofeo Bravo daquele ano, prêmio dado à revelação europeia da temporada.

As duas épocas seguintes serviriam para consolidar a hegemonia do Barça em território nacional com a conquista de mais dois títulos da Liga e da Copa do Rei. No entanto, o timaço formado nos anos anteriores e reforçado por Romário a partir de 93, não foi capaz de conquistar novamente a Liga dos Campeões da Europa, o que deixou os torcedores com a sensação de que Dream Team poderia ter ido ainda além do que foi. Guardiola, no entanto, continuou evoluindo e criando toda uma mística em torno da camisa 4 blaugrana.

Além de ídolo do Barcelona, Pep era também um símbolo para o povo da Catalunha. Entusiasta da região espanhola, defendia a criação de uma seleção nacional de futebol catalã, além de fazer questão de comemorar diversos títulos enrolado em uma bandeira da Catalunha.

Os anos seguintes foram de mudanças, com troca de técnicos e a chegada e saída de grandes jogadores. O que não mudou foi a titularidade de Guardiola e sua liderança e carisma absolutos com a camisa do Barcelona. Em 1994 participou de dois jogos da Copa do Mundo, marcando um gol de pênalti e, depois de duas temporadas sem tanto brilho, tornou-se capitão do clube com a aposentadoria de Jose Bakero. No mesmo ano o Barça voltou ao caminho dos títulos se sagrando campeão da Liga e da Copa do Rey em 1997-98 e 1998-99 e da Recopa Europeia de 1997. Titular da Espanha durante as eliminatórias para a Copa de 98, acabou não indo à França em virtude de uma lesão.

sábado, 8 de maio de 2010

De volta à Champions, duas temporadas depois

Após uma campanha sem sal na liga, o Valencia assegurou a terceira vaga e está de volta à Champions League (AP)

Há três temporadas atrás, no dia 10 de abril de 2007, a torcida ché lotava o estádio Mestalla, acreditando fielmente que o Valencia poderia chegar à semifinal da Uefa Champions League daquela temporada. O Valencia tinha construido uma bela vantagem no jogo de ida, onde tinha empatado por 1 a 1, em pleno Stamford Bridge. Foi no último minuto de jogo, mas o Chelsea conseguiu avançar às semifinais da Liga dos Campeões. Morientes marcou o gol espanhol, enquanto Shevchenko e Essien fizeram os gols dos azuis. Foi a primeira vez em 40 anos que um time inglês vence o Valencia no estádio Mestalla. Na última ocasião, o Leeds United bateu os espanhóis por 2 a 0, em 1967.

O Valencia, então, deu adeus a competição, deixando os seus torcedores tristes e decepcionados. Mas não tanto como eles imaginavam. Ao término da Liga daquela temporada, o Valencia terminou em terceiro e garantiu novamente a vaga à Champions. Ficou no Grupo B, junto com Chelsea, Rosenborg e Schalke 04. Era de longe, um dos favoritos para pegar umas das duas vagas para a próxima fase. Não conseguiu. E fez pior: terminou em quarto colocado (5 pontos; 1 vitória, 2 empates e 3 derrotas), não conseguindo nem uma vaga para a Copa da Uefa. Conseguiu o feito de perder duas vezes para o Rosenborg.

Após essa vergonha, o Valencia nunca mais voltou à Champions e ficou armagurando as quintas, sextas e sétimas posições da Liga. Porém, nesta temporada, o time conseguiu assegurar uma das vagas na UCL. Para a Champions da próxima temporada, a equipe precisa (e muito) mudar. Começando pelos pilares do time: David Villa e David Silva. Pelo que parece, nenhum dos dois jogadores irão continuar no clube. Se saírem, o Valencia tem a obrigação de contratar jogadores com o peso dos dois.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Briga pela salveza

O Xerez (com o jogador com a camisa coral) empatou com o Valencia na última rodada e deu adeus à Liga BBVA (reuters)

A duas rodadas do fim da Liga BBVA, muitas "brigas" por "glórias" vão esquentando. Temos Barcelona e Real Madrid disputando o título (apenas 1 ponto separa os dois times); Mallorca e Sevilla brigando para assumir a quarta posição da Champions; Getafe, Athletic Bilbao e Villarreal lutando por uma vaga na Liga Europa (tendo em vista que uma delas já é do Mallorca ou do Sevilla); e a briga intensa pelo rebaixamente, que envolve nada mais nada menos do que SEIS TIMES.

Faremos uma análise dos seis times para as duas rodadas que faltam. Veja um rápido guia do que espera cada uma das equipes que ainda se preocupam com o rebaixamento.

Sporting Gijón


Pontos: 39
Partidas restantes: Atlético de Madrid (C) e Racing de Santander (F)
O que precisa fazer: Vencer o Atlético de Madrid, no El Molinón, o que garantiria os rojiblancos na Liga BBVA por mais um temporada. O Atlético de Madrid está se arrastando em campo, com cabeça apenas em Liga Europa e Copa do Rei. Santander e Gijón são cidades próximas, capitais de regiões vizinhas no norte da Espanha. Deixar a definição para a última rodada, fora de casa nesse quase-dérbi com o Racing é perigosíssimo.

Málaga

Pontos: 36
Partidas restantes: Getafe (F) e Real Madrid (C)
O que precisa fazer: Sejamos honestos, a tabela do Málaga é uma desgraça. Visita Getafe e pega o Real Madrid. Se perder pro Getafe fora de casa, clube que briga por Liga Europa, e deixar para a decidir a vaga contra o Real Madrid, que briga por título, pode complicar... e muito. Se o Real Madrid já estiver desinteressado na última rodada, é possível vencê-lo. Mas o Málaga precisa de uma margem de segurança maior. Se cair à zona de rebaixamento, talvez não tenha forças para sair.

Racing Santander

Pontos: 36
Partidas restantes: Valladolid (F) e Sporting Gijón (C)
O que precisa fazer: Enfrentará dois times que briga pela salveza. Se perder para o Valladolid entra na zona de rebaixamento. A partida no José Zorilla é uma final pro Racing Santander. Enfrenta um Sporting Gijón possivelmente livre do rebaixamento, o que transforma a partida de sábado, contra o Valladolid, na mais importante.

Tenerife

Pontos: 35
Partidas restantes: Almería (C) e Valencia (F)
O que precisa fazer: Vencer o Almería, no Heliodorio Rodriguez López, e torcer por uma derrota, ou empate, do Racing Santader e do Málaga. Casa aconteça os três resultados, os canários estarão praticamente livre do descenso.

Valladolid

Pontos: 33
Partidas restantes: Racing Santander (C) e Barcelona (F)
O que precisa fazer: Vencer de qualquer jeito possível do Racing Santander e torcer por um tropeço do Tenerife ante o Almería. Deixar para decidir a vaga no Camp Nou seria horrível. Se perder pro Racing e o Tenerife vencer o Almería, os pucelanos serão rebaixados.

Xerez

Pontos: 30
Partidas restantes: Zaragoza (C) e Osasuna (F)
O que precisa fazer: Vencer o Zaragoza e torcer por uma derrota do Valladolid e de uma milagrosa combinação de resultados na última rodada.

sábado, 1 de maio de 2010

Pode carimbar

Após a vitória no dérbi contra o Real Madrid, eu usei como título da matéria do jogo, que "o título está mais perto". Mas não "estava" como "todos" esperavam. Duas rodada após o superclássico, o Barcelona disputou o derby barceloní e tropeçou na tática de Mauricio Pochettino. O clube azulgrená só empatou por 0 a 0 e viu o Real Madrid voltar a encostar, ao vencer o Valencia pelo placar de 2 a 0.

Neste sábado, o Barcelona viajou até a Comunidade Valenciana para disputar um dos jogos mais difíceis da reta final de campeonato: os blaugranas iriam enfrentar o Villarreal, no El Madrigal.

Contra o Villarreal, Pep Guardiola optou por Bojan no lugar de Ibrahimovic. E o garoto brilhou, ao lado de Messi (getty images)

A semana do Barcelona não era nada favorável para o confronto difícil contra o Villarreal. Na quarta-feira, o time havia sido eliminado em pleno Camp Nou da UCL. A participação de Xavi pro jogo contra o Villarreal foi uma icógnita. Ele se recuperou à tempo e entrou na lista de final, mas com dúvidas sobre se começaria ou não como titular.

Como disse Júlio Gomes, no blog dele, a escalação do técnico do Villarreal, José Garrido, contribuiu muito para a vitória do Barça. Ele escalou um time com Ibagaza, Cani, Cazorla, Nilmar e Rossi. Todos jogadores ofensivos. Jogar assim contra o Barcelona é a mesma coisa que se auto suicidar.

A ideia do Villarreal era surpreender, agredir e, claro, ganhar do Barcelona. Nilmar teve duas chances claríssimas nos primeiros minutos, perdeu as duas. E aí o Barça passou a dominar o meio-de-campo. Com uma diferença básica: contra um time sem jogadores pegadores, sem marcação dura. O resultado foram os três gols no primeiro tempo, todos eles saindo dos pés do melhor meio-campista do mundo: Xavi. A "icógnita", como citado no meio do post, brilhou muito e contribui veementemente para o resultado. Primeiro ele deixou Messi na cara do gol. Depois fez um golaço de falta. E ainda deu outra assistência, para Bojan marcar um que também foi um primor. Em um tempo, jogo decidido. Não à toa uma das chaves de Mourinho foi justamente anular Xavi. O Villarreal não passou nem perto de fazer isso.

No segundo tempo, os amarillos se acertaram. Entrou em campo Marcos Senna para deixar o meio mais sólido. Com a acomodação do Barça, o time da casa passou a jogar melhor e veio o gol. No momento de maior pressão, Xavi resolveu de novo, dando um passe magnífico para Daniel Alves cruzar e Messi marcar. No meio disso tudo, uma lambança do árbitro, que deu dois amarelos e não expulsou Busquets (vai dar uma polêmica danada). Segundo o jornal sport, Teixera Vitienes computou o cartão na súmula como dado para Llorente, que reclamou com o árbitro por causa da "cera" de Busquets. O Barça terá na reta final, apenas um jogo de risco, que é contra o Sevilla, no Ramon Sanchéz-Pizjuan, na próxima semana. Além deste confronto, irá encarar Tenerife, na terça-feira, e Valladolid, daqui a duas semanas, no Camp Nou.


Decidindo

Bojan: como titular no lugar de Ibrahimovic, marcou novamente (AP)

A escalação de Bojan no time titular não surtiu como um ato de surpresa no mundo barcelonista. Parte da torcida culé parece ter perdido a paciência com Ibrahimovic. Numa votação do Mundo Deportivo em que pedia o time titular ante o Villarreal, os mais votados foram: Valdés; Dani Alves, Puyol, Piqué, Maxwell; Touré, Busquets, Xavi; Pedro, Messi, Bojan. Com exceção de Keita no lugar de Touré, todos os outros 10 nomes eleitos na votação foram à campo.

Hoje, além do gol, Bojan participou diretamente de muitas jogadas de perigo do Barcelona. O garoto, que quase foi heroi da classificação do Barça na UCL, mas teve seu gol anulado, já soma, com o tenho de hoje, 9 gols na temporada. Todos no Camp Nou. Bojan parece ter recuperado o bom futebol que o mesmo apresentou na pré-temporada e no início da temporada, quando se lesionou e ficou de fora por 3 semanas.

Marcou o primeiro gol do Barça nesta Liga Espanhola, contra o Sporting Gijón, no dia 31 de agosto; marcou 2 gols contra o Cultural Leonesa pela Copa del Rey, no dia 10 de novembro; voltou a marcar durante muito tempo na vitória contra o Stuttgart, no dia 17 de março; 1 contra o Osasuna, no dia 24 de março; 2 contra o Athletic Bilbao, no dia 3 de abril; 1 contra o Deportivo, no dia 14 de abril; e por fim 1 no jogo de hoje contra o Villarreal.

Mais uma final na temporada

O Atlético de Madrid disputará no dia 12 de maio mais uma final na temporada (getty images)


Um gol de Forlán, aos 12 minutos do primeiro tempo da prorrogação, colocou o Atlético de Madrid na decisão da Liga Europa. Os rojiblancos perderam por 2 a 1 para o Liverpool em Anfield Road, mas avançou graças ao gol marcado fora de casa. Na decisão, o Atléti enfrentará o Fulham, que passou pelo Hamburgo.

A decisão será a primeira do Atlético de Madrid na Liga Europa, incluindo os tempos da Copa da Uefa – antes, a equipe havia chegado às semifinais em 1997/98 e em 1998/99. Além disso, o clube impediu uma decisão entre ingleses, que seria a segunda da história; em 1971/72, o Tottenham levou a melhor sobre o Wolverhampton.

Antes do confronto desta quinta-feira, o brasileiro Lucas deixou claro que o Liverpool precisava tomar a iniciativa da partida. Era necessário sufocar o rival para fazer rapidamente um gol. Até deu sinais de que sufocaria o time madrileño. Na primeira jogada e com menos de 1min, Benayoun bateu forte e viu o goleiro De Gea evitar a abertura do marcador. Mas os visitantes não ficaram apenas recuados. O Atlético de Madrid não se intimidou com o estádio Anfield lotado e partiu para cima do Liverpool. As melhores jogadas da equipe espanhola nasciam pelos lados do campo, onde o português Simão Sabrosa, de 30 anos, se deslocava com velocidade. Com isto, as chances apareciam e obrigavam o goleiro espanhol da equipe inglesa, Pepe Reina, a realizar grandes defesas. Porém, os dois principais jogadores dos rojiblancos, Agüero e Forlán, não conseguiam finalizar em boas condições.

Aos poucos, os reds iam se encaixando na partida e conseguindo subir para o campo de ataque. Com uma escalação inusitada (Mascherano na lateral direita, Johnson na esquerda, Aquilani no meio e Kuyt isolado no ataque), a primeira grande oportunidade de marcar só surgiu aos 25 minutos, quando Javier Mascherano cruzou da direita e Dirk Kuyt finalizou para fora. A chance empolgou os ingleses que passaram a se impor em seu estádio e pressionar o jovem goleiro David De Gea. Após desperdiçar boas chances, o Liverpool chegou ao gol apenas aos 44 minutos, quando o israelense Yossi Benayoun cruzou da direita e o volante italiano Alberto Aquilani chutou com um 'voleio' meio desajeitado e acertou no canto esquerdo da meta de De Gea.

Na segunda etapa, Simão seguiu dando muito trabalho para Carragher e Agger. Porém, o time do participativo Gerrard era perigoso no contra ataque, deixando o resultado do jogo aberto. Lucas e Benayoun, do lado red, Raúl García e Reyes, pelo rojiblanco , tiveram suas oportunidades, mas desperdiçaram.

Com isto, a partida foi para a prorrogação e o Liverpool se saiu melhor. Aos 5 minutos do primeiro tempo, o brasileiro Lucas deu ótimo passe para Benayoun, que invadiu a área pela esquerda e chutou cruzado para fazer o segundo gol dos anfitriões.

Porém, aos 12 minutos, Reyes escapou pela direita e cruzou para a boa chegada do artilheiro uruguaio Diego Forlán, que subiu de cabeça, deixou sua marca e comemorou muito. No segundo tempo da prorrogação, o Liverpool sentiu o golpe. Apático em campo, o time não conseguiu mostrar um bom futebol, não pressionou De Gea e foi eliminado em casa.

O gigante cai!

Jogadores do Barça parecem não acreditar: favoritaço ao bí-campeonato, o gigante cai e não irá à final (AP)

A Inter foi para o Camp Nou com uma boa vantagem diante do Barcelona, já que vencera a partida de ida das semifinais da Liga dos Campeões por 3 a 1. O que não surpreendeu ninguém foi a forma como o Barcelona começou a partida, jogando em cima dos italianos. Nos primeiros 20 minutos, o Barça teve 81% de posse de bola. É bem verdade que, durante esse período, aconteceu apenas uma chance boa de gol para os blaugranas. Aos dois minutos, Pedro recebeu passe de Messi e chutou de fora da área, a bola passou perto do gol de Júlio César.

Pedro mais uma vez levou perigo para o gol da Inter aos 22 minutos, quando chutou de primeira após cruzamento de Daniel Alves. A bola passou pertinho da trave. O jogo seguia sob domínio espanhol, mas a Internazionale estava com uma marcação implacável. Só que, aos 27 minutos, após falta em Busquets, Thiago Motta recebeu o cartão vermelho. O brasileiro colocou a mão no rosto do espanhol, e o árbitro entendeu como agressão.

Como era de se esperar, a expulsão fez com que o Barcelona aumentasse a pressão. Aos 32 minutos, Messi fez grande jogada na entrada da área e chutou para excepcional defesa de Júlio César que, com a ponta dos dedos, mandou para escanteio. Seis minutos depois, Daniel Alves recebeu dentro da área e rolou para Ibrahimovic. O sueco chutou em cima de Samuel.

A última chance do Barcelona na primeira etapa foi de Ibrahimovic em cobrança de falta. A bola foi para fora. Na segunda etapa, o Pep Guardiola apostou na entrada de Maxwell no lugar de Gabriel Milito. Mas o panorama da partida seguiu o mesmo. Barcelona com maior posse de bola, mas sem conseguir criar chances muito claras de gol.

Apesar de estar muito marcado, as principais chances do Barça foram com Messi (reuters)


Guardiola ainda trocou nos primeiros 20 minutos Ibrahimovic e Busquets, por Bojan e Jeffrén. Aos 36 minutos, o Barcelona criou sua melhor chance no segundo tempo. Messi cruzou para Bojan, que cabeceou forte. A bola triscou a trave de Júlio César. Dois minutos depois, o time espanhol trocou passes na frente da área. Xavi encontrou Piqué, que deu um belo drible para enganar Córdoba e Júlio César e tocou para as redes: 1 a 0 Barcelona. Faltavam menos de 10 minutos para o fim da partida. E a pressão aumentou. Aos 41 minutos, Xavi chutou forte para defesa de Júlio César, no lance seguinte, mais uma defesa do goleiro brasileiro, após chute de Messi.

O árbitro apontou quatro minutos e, logo aos 46 minutos, Bojan marcou para o Barça, mas o gol foi anulado, já que Touré tinha tocado com a mão no início da jogada. Depois disso o Barcelona não conseguiu marcar o segundo gol, que daria a classificação para o time blaugrana. Ao final da partida, Mourinho correu para celebrar a classificação, o que, na "cabeça" de Victor Valdés, foi gerado como uma "provocação". Valdés até chegou a discutir com Mourinho, mas não tinha força, por causa da "decepção". Segundo dados do jornal catalão Sport, os jogadores da Inter exageraram demais na comemoração... nos vestiários!

Levantar a cabeça
A torcida culé acreditava fielmente numa remontada histórica. O mosaico na entrada das equipes a campo demonstrava muito bem a confiança. Foco de uma jogada polêmica, o gol anulado de Bojan, no final do jogo, o meio-campista Yaya Touré criticou a decisão do árbitro Frank de Bleeckere, que anulou a jogada por suposto toque de mão seu.

Sábado, contra o Villarreal, o Barça volta a campo para mais um jogo decisivo na temporada. Se vencer, poderá dar um passo enorme para a conquista da Liga. Porém se perder, irá se complicar muito na Liga.