A exemplo do arquirrival Barcelona, o Real Madrid é grande fornecedor de talentos para as seleções espanholas de base. Porém, o trabalho de transição ao time profissional ainda é diametralmente oposto quando comparados. E dadas as especulações de reforços caríssimos aos cofres do Real para a próxima temporada, a situação parece longe de mudar aos futuros talentos da cantera de Valdebas.
Futebol espanhol, Campeonato Espanhol, Seleção Espanhola, Copa del Rey, Liga Adelante, Canteras
terça-feira, 29 de maio de 2012
Minha cantera também é de ouro
A exemplo do arquirrival Barcelona, o Real Madrid é grande fornecedor de talentos para as seleções espanholas de base. Porém, o trabalho de transição ao time profissional ainda é diametralmente oposto quando comparados. E dadas as especulações de reforços caríssimos aos cofres do Real para a próxima temporada, a situação parece longe de mudar aos futuros talentos da cantera de Valdebas.
sábado, 19 de maio de 2012
Fracasso no profissional, sucesso na base
*Por Leandro Stein, originalmente do site Olheiros
Com apenas 18 anos de idade, Campaña não sentiu o peso da transição. Fez sua estreia como titular justamente contra o Barcelona, encarregado de segurar o ímpeto de Messi e companhia. E o placar zerado ao fim dos 90 minutos comprovam o sucesso de sua missão. Não por menos, integra as seleções de base e está convocado para as eliminatórias do Europeu Sub-19. Já Luna faz uma temporada de afirmação, após passar seis meses emprestado ao Almería. Reserva no início da temporada, ganhou uma chance no início do ano e permaneceu entre os titulares. E a confiança da torcida não se deve apenas àqueles que despontam entre os profissionais. No último final de semana, o Sevilla conquistou a Copa de Campeones, principal torneio de base da Espanha – quebrando a hegemonia de Barcelona e Real Madrid. É verdade que merengues e blaugranas foram barrados ainda nas fases regionais, pelos rivais Espanyol e Atlético de Madrid. Algo que não tira os méritos da campanha dos rojiblancos, que chegaram ao seu terceiro título na competição.
O bom desempenho começou na etapa local da competição. Em 30 jogos, foram 21 vitórias e apenas seis derrotas, deixando para trás Málaga, Betis e Granada. Já na fase final, o Sevilla passou pelo Valencia nas quartas de final e, nos pênaltis, eliminou o Sporting Gijón na semifinal. Por fim, o adversário na decisão foi o Espanyol, credenciado por eliminar Barça e Atlético de Madrid. E a vitória por 1 a 0 acabou por consagrar os andaluzes. Em campo, o técnico Diego Martínez apresentou uma equipe equilibrada taticamente e com grandes qualidades na defesa. O setor, aliás, contou com o goleiro Sergio Rico e Dani entre os melhores do torneio. Mais à frente, os canteranos que chamaram as atenções foram o volante e capitão Beto, o meia Joaquín e o centroavante Jairo Morillas. Todos nascidos em 1993 e que não devem demorar a subir ao menos à filial do clube.
A grande questão para os rojiblancos é saber quando realizar a transição entre juniores e profissionais – em uma situação parecida com a enfrentada pelos clubes brasileiros após a Copa São Paulo. O caminho costumeiro é o Sevilla Atlético, sucursal que dá vivência aos jogadores como profissionais. Depois disso, o caminho estará aberto para o lançamento definitivo dos prodígios. E o passado demonstra o quanto uma decisão deste tipo pode ser acertada.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Segredos de campeão
Dirigentes do Barcelona frente à nova sede de La Masia: um novo marco no barcelonismo (getty images)Na equipe que entrou em campo na conquista da última Champions contra o Manchester United, sete jogadores foram formados dentro do clube (Víctor Valdés, Piqué, Busquets, Xavi, Iniesta, Messi e Pedro), além de Puyol, Bojan e Thiago Alcântara, que ficaram no banco de reservas. No atual elenco, o meio-campista Cesc Fàbregas, que havia saído muito jovem para o Arsenal, voltou à sua casa, em uma transferência que envolveu, no total, 40 milhões de euros, e ainda há o zagueiro Andreu Fontàs, que no início da temporada assinou um contrato exclusivo para ser jogador da equipe A e nesta semana renovou seu contrato até 2015. Mais que tudo, o futebol desempenhado pela equipe que é taxada por muitos de melhor do mundo é baseado numa filosofia de jogo simples e encantadora: o futebol total. Pode soar estranho, mas o início da formação de uma das melhores gerações da história do Barcelona começou há 23 anos.
Futebol total
O estilo de jogo baseado no toque de bola, técnica refinada e objetividade foi implantando em 1988 por duas lendas do Camp Nou: os ex-jogadores Johan Cruyff e Carles Rexach, então técnico e auxiliar técnico do time à época. Rexach, aliás, foi o principal responsável pela ida de um dos maiores ídolos da torcida atualmente: em 2001, Rexach conheceu Messi e encantou-se com o futebol daquele menino mirrado. O garoto, ainda com 13 anos de idade, seria levado ao Barcelona, onde teria o seu tratamento pago e treinaria com os outros atletas das categorias de base. A família de Messi, por sua vez, ganharia novos empregos na Catalunha.
Rexach e Cruyff criaram um estilo de jogo único. Raramente o jogador dá mais de dois toques na bola. Os apoiadores se movimentam constantemente, a ponto de jogar em todas as posições do meio-campo. No ataque, não há posição definida. Tudo em enorme sincronia, fruto da intensidade com a qual a equipe encarar seus jogos. O maior exemplo é Messi, que saiu da ponta direita, onde ficava muito "preso", para jogar mais centralizado, fazendo as vezes de enganche e falso nove. Jogando dessa maneira, os Dream Teams de Cruyff e Guardiola dominaram/dominam a Espanha e, por que não, a Europa. Na primeira metade da década de 90, entre 1990 e 1994, os azulgrenás treinados pelo holandês conquistaram quatro Ligas Espanholas, duas Supercopas da Espanha, uma Copa do Rei, uma Liga dos Campeões, uma Recopa da Uefa e duas Supercopa da Uefa.
Hoje, talvez, o único diferencial da equipe treinada por Guardiola em relação a de Cruyff seja o módulo tático. O primeiro Dream Team jogava num 3-4-3 em linhas, influenciado por Rinus Michels, ex-treinador e amigo do holandês, e sem um centroavante de ofício (até a chegada de Romário, em 1993). Para Cruyff, os atacantes deveriam jogar pelos flancos, a fim de que os meio-campistas tivessem mais prioridade para chegar nas jogadas ofensivas. Outra técnica bastante utilizada para evitar marcações adversárias era o revezamento de posições, que deixavam a zaga adversária confusa, sem saber quem marcar. Na equipe de Guardiola, o módulo tático utilizado é o mesmo do antecessor do catalão, Frank Rijkaard: o 4-3-3, com o lateral direito tendo mais liberdade para participar das jogadas de ataque, que a partir de 2009 se transformou em um 4-3-1-2 pelo posicionamento de Messi. A posse de bola é o principal trunfo do segundo Dream Team.
No entanto, o jogo bonito não seria o bastante para garantir o sucesso da filosofia azulgrená. De nada adiantaria ter garotos de grande técnica, mas despreparados emocionalmente para encarar a pressão de 90 mil torcedores no Camp Nou. Eis, então, a segunda etapa do processo de formação de craques: criar, de fato, vencedores. Desde a menor categoria é passado o sentimento de competição. Não que seja uma obrigação, mas que é importante, sempre, ganhar. Ter uma mentalidade vencedora é obrigatória. Trabalhando principalmente na parte psicológica, os jogadores atuam de forma diligente, como se lutasse apenas pelos resultados posivitos. A contratação de jogadores como Ronaldo, Figo, Rivaldo, Ronaldinho, Eto'o, Deco, Ibrahimovic e David Villa ao longo dos anos enfatiza o aspecto de jogadores determinados quanto o de jogadores de nível mundial, capazes de decidir partidas.
O trabalho na base
Além de seu estilo de jogo voltado ao ataque, uma das principais características associadas ao Barcelona é o trabalho prolífico feito nas categorias de base. Famoso por ter lançado jogadores da estirpe de Amor, Guardiola, Messi e Xavi, a formação de atletas, porém, nem sempre foi colocada em primeiro plano pelos blaugranas. Contratações de jogadores de renome e poucos atletas criados em casa no time principal eram políticas comuns até as décadas de 1970 e 1980. A partir da adoção de La Masia como casa dos jovens culés, em 1979, a situação ganhou novos rumos e a lapidação de novos jogadores tornou-se prioridade.
Guardiola é um dos principais defensores da utilização de jogadores da base. Até por isso, mais da metade do atual elenco titular da equipe é formado por jogadores das canteras, como supracitado acima. Sempre que pode, o técnico acompanha partidas e treinos das categorias inferiores. Em sua agenda, há conversas frequentes com os técnicos da garotada. Em 2009, antes de um superclássico contra o Real Madrid, Pep expressou seu sentimento em relação às jovens promessas e comparou-as com as do Real Madrid. Até meados de 2008, os treinos aconteciam em campos anexos à La Masia, no entorno do Camp Nou. Hoje, no entanto, as atividades são realizadas em um moderno centro de treinamento, localizado a cerca de 20 minutos do estádio.
A mudança foi um pedido exclusivo de Pep, que quando assumiu o cargo técnico do clube, em junho de 2008, exigiu o término das obras da Cidade Esportiva de Joan Gamper, inaugurada em 2006, mas, até então, pouco utilizada pelo clube. Pep argumentava que os treinos no Camp Nou atrapalhariam a concentração de seu elenco, dado a presença diária de visitantes no local. De quebra, aproveitou para unir time principal e garotos, seguindo à risca a filosofia barcelonista.
A diretoria acatou o pedido do treinador e acelerou as obras da cidade esportiva. Em menos de seis meses, estava concluído um dos maiores centros de treinamento de toda Europa. São nove campos (sendo cinco de grama natural), um ginásio poliesportivo, 13 vestiários (oito apenas da base), enfermaria, sala de palestras e academia. Há, também, uma sala exclusiva para Guardiola, com vista para o campo do time principal e acesso de carro até a porta. Seu discurso sempre é o de quem sabe que não ficará no time para sempre, mas que deseja deixar uma base sólida para que as próximas gestões do clube sejam tão organizadas como as de atualmente.
O Barcelona B é um dos maiores exemplos de sucesso das canteras. Na temporada passada, terminou a Liga Adelante na histórica terceira posição. Nenhuma outra filial havia alcançando uma posição tão alta como a equipe treinada por Luis Enrique à época. Dessa forma, ampliando cada vez mais seu processo de profissionalização, o Barcelona permanece muito à frente das sociedades rivais e da melhor maneira possível: conquistado títulos e mais títulos.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Viktória curta
Enquanto Messi desperdiçou cinco chances claras de gols, Iniesta aproveitou a única que teve para marcar (reuters)Para enfrentar o Viktória, Guardiola voltou a abdicar do 3-4-3 que havia utilizado nos primeiros jogos da temporada. Assim como na partida contra o Racing Santander, o 4-3-3 voltou a ser o esquema tático. Curiosamente, a volta do módulo tático que consagrou este Barcelona vem após declarações de Pedro "reclamando" de sua nova posição no esquema. O canário, que é o xodozinho de Pep no elenco, havia dito que vai demorar muito para se adaptar à nova forma de jogar, recompondo as subidas de Daniel Alves. Pedro, inclusive, vinha fazendo a cobertura pelo lado direito muito mal: nos jogos contra Milan e, sobretudo, Valencia, viu-se um buraco enorme no setor direito da defesa barcelonista.
O gol de Iniesta logo no início do jogo condicionou a partida. Após isso, o Barcelona até tentou marcar mais, mas pecou muito nas finalizações. Ao término, foram 22 chutes a gol dos blaugranas, sendo que apenas seis foram em direção às redes de Cech. Se há uma notícia relevante para Guardiola é justamente a partida de Iniesta. Se, contra o Racing Santander, o meio-campista já havia ido muito bem mesmo não estando 100% (volta de lesão), contra o Viktória, El Albino voltou a repetir a bela atuação de outrora: melhor em campo, foi um dos poucos barcelonistas a buscar sempre o gol, ao lado de Messi.
Messi foi um caso à parte do jogo. La Pulga esteve muito bem em campo; entretanto, não concluiu suas jogadas com os êxitos vistos antes. Vale lembrar que Messi busca pela quarta vez consecutiva a artilharia do principal torneio do velho continente, algo nunca registrado anteriormente. Se o ataque não esteve em noite feliz, pelo menos a defesa não foi vazada. Até porque, os tchecos não ameaçaram as redes de Valdés em nenhum momento dos noventa minutos. O goleiro catalão, aliás, está a cinco jogos sem receber um gol. No total, já são 517 minutos sem sofrer um gol, o que deixa Valdés a 60 minutos de superar seu recorde de outrora.
O jogo sem sal no Camp Nou não é o primeiro e nem será o último do Barcelona contra essas equipes inferiores pela fase de grupos da LC. Os azulgrenás não costumam, de umas temporadas para cá, dar show atuando em seus domínios (à exceções, como nos duelos contra Inter e Panathinaikos). Na temporada passada, por exemplo, o Barcelona repetiu os 2 a 0 de ontem contra o Copenhagem em um jogo tão chato quanto contra o Viktória. Na coletiva, Iniesta e Mascherano trataram de amenizar a vitória curta, e falaram que nem sempre é possível ganhar dando show.
O dia depois do jogo contra o Viktória foi de festa. A diretoria do Barcelona inaugurou oficialmente nesta quinta-feira a nova sede da La Masia, o famoso centro de treinamento das canteras azulgrenás. Após 31 anos, a estrutura das divisões de base do clube mudou de lugar e agora está em um prédio de 6 mil metros quadrados, dois andares, com capacidade para 83 pessoas e salas para estudo dos jovens. Segundo informou o diretor de La Masia, Carles Folgueroles, a garotada fará reforço escolar diariamente de 12h às 18h. Também há espaço para o lazer: uma sala de jogos conta com videogame e internet sem fio liberada. Ontem, Guardiola promoveu a estreia oficial de Isaac Cuenca, que entrou no final da partida no lugar de Villa. Foi o décimo-oitavo canterano a estrear desde que Guardiola assumiu o clube, em 2008.
Ih, Valencia!
O outro espanhol a entrar em campo nessa quarta-feira foi o Valencia. Mas ao contrário do Barcelona, que está com a vaga caminhada às oitavas-de-finais, os chés se complicaram ao perder para o Bayer Leverkusen por 2 a 1. Jonas abriu o placar na primeira etapa, dominada completamente pelo Valencia. Entretanto, a queda na postura foi nítida nos quarenta e cinco minutos finais e, não fosse por Diego Alves, o resultado poderia até ter sido mais elástico. A derrota não caiu bem em Paterna. Hoje, as peñas oficiais do clube blanquinegro acusou a equipe de falta de dignidade e entrega e exigiram uma mudança radical nas atitudes dos jogadores. Além disso, criticaram Unay Emery, a quem qualificaram como um treinador "sem sangue". Pela Champions, já são seis jogos sem vencer (a última vitória foi contra o Bursaspor, na quarta rodada da LC passada). Na terceira colocação e a quatro do Bayer, os chés farão um jogo decisivo contra os alemães na próxima rodada, atuando no Valencia. Um empate eliminará virtualmente a equipe comandada por Unai Emery.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Campeones Del Mundo: Carles Puyol
El Capitán deu seus primeiros passos futebolísticos em uma pequena equipe de sua cidade natal, o Pobla de Segur. Com o passar dos anos, mostrou ser diferentes de seus companheiros de equipes e não demorou muito para que ingresasse no principal time da cidade: o Barcelona. Em 1995, incorporou-se ao futebol de base do Barça e passou a morar na residência da famosa La Masía. No Barcelona B, tornou-se uma das peças-chaves da equipe que militava na segunda división B e, em 1999, passou a ser frequentemente convocado por Louis Van Gaal para a equipe A. No dia 2 de outubro de 1999, fez sua estreia na Liga BBVA em uma partida contra o Valladolid, no Camp Nou. O Barcelona venceu por 4 a 1 e Puyol acabou o jogo sendo bastante elogiado pela crítica espanhola. Atuando de lateral direito, mostrou serviço e despertou mais o interesse do treinador holandês. A partir de então, Puyol passou a treinar regularmente com o plantel principal e, na temporada seguinte, assinou um contrato exclusivo para ser jogador somente da equipe A. Nessa temporada, ganhou o prêmio Dón Balón de revelação da temporada espanhola.
Polivalente, chegou a atuar até como volante, numa época escassa de jogadores para esse setor no Barcelona. Mas graças a sua determinação em melhorar sempre e sua grande capacidade, adaptou-se mesmo na posição de central, onde se converteu em nome certo em todas as escalações do Barça à época. Na temporada 2003/2004, com a chegada de Joan Laporta para a presidência, a crise que imperava no clube parecia estar chegando ao fim. Com a contratação de Frank Rijkaard para o cargo de treinador, Puyol passou a ser o terceiro capitão da equipe e foi uma das peças básicas da equipe que superou o primeiro turno horrível para dar a volta por cima e terminar o campeonato espanhol na segunda colocação, conseguindo na vaga na liga dos campeões da uefa da temporada posterior.
Apesar de já ter ficado conhecido internacionalmente, faltava a Puyol conquistar um título, seja pelo Barcelona ou pela seleção espanhola, com quem havia feito parte do elenco quarto-finalista da Copa do Mundo de 2002 e medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Sidney 2000. Na temporada 2004/2005, já como capitão do Barça após a partida de Cocu ao futebol holandês, supriu a grande lacuna de sua carreira profissional. Com um time que já começava a encantar o mundo, Puyol sagrou-se campeão espanhol pela primeira vez e o Barcelona encerrou um jejum de seis temporadas sem títulos. Foi o estopim para Puyol, enfim, tornar uma realidade.
Na temporada seguinte, El Capitán levantou a taça da Liga BBVA pela segunda vez e encerrou a temporada com sua maior glória até então: o título da Liga dos Campeões da Uefa, conquistada contra o Arsenal. Naquela temporada, Puyol só perdeu cinco jogos da equipe durante todo a campanha. No final da temporada posterior, Tarzan sofreu a pior lesão de sua carreira: rompeu o ligamento do tendão esquerdo e ficou parado cinco meses, voltando somente na temporada 2007/2008, que viu o Real Madrid sagra-se bi-campeão espanhol e o Barcelona cair de pé para o Manchester United de Cristiano Ronaldo na Champions League. Contra o português, um dos melhores do mundo, El Capitán sempre faz bonito: em dez jogos marcando diretamente Ronaldo, Puyol sempre o anulou, inclusive na Copa do Mundo de 2010. O gajo nunca marcou quando Puyol está em campo.
Com a chegada de Guardiola ao comando técnico blaugrana, a polivalência de Puyol foi colocada em xeque. Adepto às rotações, Guardiola optou por utilizar o jogador ora com zagueiro, ora como lateral esquerdo ou ora com lateral direito. Na última posição, aliás, foi quando atuou no jogo mais importante do Barcelona naquela temporada: a final da Champions League ante o Manchester United, quando o Barcelona venceu por 2 a 0 e Puyol sagrou bi-campeão europeu. A taça levantada pelo zagueiro o consolidou como o capitão blaugrana que mais taça levantou como jogador do Barcelona. Contra o Getafe, em abril de 2009, roubou 32 bolas, um recorde nunca antes visto na história da LFP.
Ao término da temporada 2008/2009, o Barcelona conquistou o inédito Triplete e o capitão adicionou a seu currículo uma Copa do Rei. Foi nessa temporada em que Puyol marcou pela primeira - e única, até então - vez diante do Real Madrid. Foi o gol que sacramentou a virada blaugrana em pleno Bernabéu, num jogo histórico que terminou 6 a 2 para o time da Catalunha. Após conquistar a Liga Espanhola pela quarta vez, conquistou o único título que faltava em sua carreira no verão de 2010: a Copa do Mundo. Na África do Sul, disputou todos os minutos das sete partidas da Fúria e, de praxe, ainda marcou um gol decisivo ante da Alemanha nas semifinais.
Na temporada recém-concluída, sofreu uma nova lesão grave em janeiro e ficou três meses parado. Porém, nos jogos finais, à medida que se aproximava a hora da verdade para o Barcelona e Guardiola tinha muitos jogadores no departamento médico, Puyol ressurgiu e mostrou que é um dos mais sólidos zagueiros do mundo. A atuação magnífica contra o Real Madrid na Champions League mostrou o porquê disso. Na final da LC, contudo, El Capitán voltou a sentir desconfortos musculares e, para não forçar, Guardiola preferiu poupá-lo. Entrou no final do jogo somente para poder levantar sua terceira orelhuda; porém, mostrou um novo gesto de solidariedade: deu a braçadeira de capitão para Abidal, que retornava dos gramados após uma recuperação recorde de tumor, e o francês ergue a taça da Liga dos Campeões, consolidando o terceiro título europeu da carreira de Puyol e o quarto da história do Barcelona.
Carles Puyol
Nome completo: Carles Puyol Saforcada.
Data de nascimento: 13 de abril de 1978, em Lérida, Catalunha.
Posição: Zagueiro
Clubes: Barcelona B e Barcelona
Títulos: Campeonato Espanhol 2004/2004, Campeonato Espanhol 2005/2006, Campeonato Espanhol 2008/2009, Campeonato Espanhol 2009/2010, Campeonato Espanhol 2010/2011, Copa do Rei 2008/2009, Supercopa 2005, Supercopa da Espanha 2006, Supercopa da Espanha 2009, Liga dos Campeões da Uefa 2005/2006, Liga dos Campeões da Uefa 2008/2009, Liga dos Campeões da Uefa 2010/2011, Mundial de Clubes da FIFA 2009, Supercopa da Uefa 2009, Eurocopa 2008 e Copa do Mundo de 2010
segunda-feira, 16 de maio de 2011
O homem por trás do sucesso
Rexach foi o responsável por levar Messi à Catalunha e é um dos grandes nomes por trás das canteras blaugrana (mundo deportivo)Inicialmente técnico de times inferiores, Rexach ganhou projeção por seus serviços prestados no início da década de 1990, quando, ao lado do técnico Johan Cruyff, montou o chamado Dream Team com diversas pratas da casa. Seu trabalho, no entanto, não se limita somente a esse período. Muitos dos atletas que, hoje consagram o Barcelona como uma das melhores equipes do planeta, antes foram aprovados pelo o olhar clínico de Rexach.
Assim como muitos dos garotos que ajudou a lançar, Rexach também subiu para a equipe principal do Barcelona ainda na adolescência. Sua estreia entre os profissionais aconteceu em abril de 1965, quando ainda tinha 18 anos. E a futura lenda blaugrana não decepcionou: logo em seu debute, Rexach marcou o seu primeiro gol pelo clube catalão, o último na goleada por 4 a 0 sobre o Racing Santander. A partir da temporada 1967/68, quando tinha 20 anos, o ponta direita tornou-se figura constante no time titular, de onde só saiu quando pendurou as chuteiras. Em 16 anos de carreira, todos eles dedicados ao Barcelona, Rexach foi a campo em 656 oportunidades. É o segundo atleta com o maior número de partidas pelos culés. Além disso, anotou 197 gols, sendo o oitavo maior artilheiro da história dos catalães.
Em meio a tantos números significativos, Rexach venceu quatro Copas do Rei, uma Recopa Europeia e uma Copa das Feiras (atual Liga Europa). No entanto, vivendo um período de domínio do Real Madrid na liga nacional, de sua estreia até a aposentadoria, em 1981, o jogador só conquistou uma única vez o Campeonato Espanhol. A vitória na temporada 1973/74, aliás, foi conduzida por um dos melhores amigos de “Charly” no Barcelona, o holandês Johan Cruyff. Logo depois de se afastar dos gramados, Carles Rexach foi convidado para trabalhar nas divisões inferiores do Barcelona. Além disso, em 1984, o ex-ponta também fundou uma escola especializada no ensino de futebol, em parceria com Antoni Torres, Juan Manuel Asensi e Joaquim Rifé, todos ex-companheiros nos tempos de profissional.
Rexach permaneceu treinando as equipes menores blaugranas até 1987, quando passou a ser assistente do técnico Luís Aragonés no time principal. E, apesar de estar entre os atletas profissionais do clube, o ex-atleta sempre deu sinais de que nunca esqueceu as joias que o Barcelona formava em suas canteras.
Promovido após a saída de Aragonés, Rexach comandou o time até a o fim daquela temporada, mas voltou ao cargo de assistente técnico pouco tempo depois. Com a chegada de Johan Cruyff para o banco de reservas barcelonista, mesmo que fora das quatro linhas, Rexach formaria com o holandês uma das duplas mais importantes da história do clube. Ambos foram os mentores de um dos períodos mais vitoriosos dos blaugranas. Mesmo com contratações de craques do futebol mundial, como Ronald Koeman, Michael Laudrup, Hristo Stoichkov e Romário, os comandantes do Dream Team não deixaram de promover talentos das canteras culés, exemplificados por Guillermo Amor, Pep Guardiola, Albert Ferrer e Sergi.
Mais que o lançamento de novos craques, contudo, Rexach ajudou a implementar uma verdadeira revolução no modo de os blaugranas lidarem com as suas categorias de base. Antes de qualquer aspecto físico, os garotos do clube passaram a ser avaliados por sua técnica. Comprovada a qualidade do jovem com a bola nos pés, somente depois eram trabalhadas as outras características de jogo.
A parceria com Cruyff durou até 1996, quando o holandês foi destituído do cargo, após seguidos desentendimentos com Josep Lluís Núñez, presidente do clube. Na temporada seguinte, já sem desempenhar a função assistente técnico, Rexach permaneceu prestando serviços no Camp Nou. Além de indicar jogadores de clubes rivais, estava incumbido também de apontar os valores gerados nas canteras do próprio clube. Após uma rápida passagem pelo futebol japonês, onde treinou o Yokohama Flügels, Rexach retornou à Catalunha, reintegrando o staff principal do Barcelona e chegando mesmo a comandar o time durante a temporada 2001/02. Seu principal trabalho no período, no entanto, foi como diretor técnico, quando ajudou a promover alguns dos principais jogadores do elenco atual, como Xavi, Puyol e Iniesta.
Capítulo à parte em sua passagem de mais de 40 anos pelo Barcelona, o fato de ter levado Lionel Messi à Espanha se sobressai entre tantos feitos de Rexach no clube catalão. E mesmo que várias versões surjam para narrar como o argentino ingressou nas canteras culés, o então diretor técnico não deixa de ser um dos personagens centrais da trama.
A história mais difundida conta que Messi, enquanto treinava no Newell’s Old Boys, da Argentina, teve diagnosticado um problema hormonal, que só poderia ser solucionado com a aplicação de caros medicamentos. A previsão aos nove anos era de que, quando o garoto chegasse à idade adulta, não passaria de 1,40 m de altura. Quando o garoto tinha 13 anos, com problemas financeiros para custear o tratamento, os familiares de Messi recorreram ao Newell’s. O clube, contudo, afirmou que não poderia pagar os remédios e abriu as suas portas para a saída do prodígio. Sem alternativas, o pai de Messi foi atrás de outras equipes do país, mas também não obteve sucesso.
O futuro do argentino só ganhou novos rumos algum tempo depois. Em 2000, durante uma passagem por Brasil e Argentina para observar jovens talentos sul-americanos, Carles Rexach conheceu Messi e encantou-se com o futebol daquele menino mirrado. O garoto, ainda com 13 anos de idade, seria levado ao Barcelona, onde teria o seu tratamento pago e treinaria com os outros atletas das categorias de base. A família de Messi, por sua vez, ganharia novos empregos na Catalunha. Há ainda versões que dizem que o argentino passou por uma bateria de testes no Camp Nou e que só teve a garantia que ficaria no clube após seu pai pressionar Rexach. Conta-se ainda que nem sempre seu tratamento foi bancado pelo Barcelona (o responsável pelo futebol amador, Juan Lacueva, teria pago parte das contas) e que, somente em 2001, após muita insistência, o vice-presidente blaugrana assinou o primeiro contrato de Messi.
Em meio a tantas especulações, o certo é que, com ou sem brigas internas, o prodígio se firmou como um dos maiores ídolos da história do clube centenário ainda nos primeiros anos de carreira. E, de uma forma ou de outra, mesmo que se isentando do feito, foi Rexach quem o levou para La Masia. Três anos depois de descobrir Messi na argentina, Rexach desligou-se das atividades que desempenhava no Barcelona. Ao todo, permaneceu mais de 20 anos na administração da equipe, entre passagens como assistente técnico, técnico e dirigente. O legado de Rexach, no entanto, não deixa de ser reconhecido. Sete anos depois de sua saída do clube, os torcedores ainda têm grande consideração por seu ex-ídolo. No ano passado, em tempos de eleições no Camp Nou, seu nome recebeu grande apoio dos culés em uma possível candidatura à presidência, mesmo que ele tenha afirmado posteriormente que não disputaria o cargo.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Promessas: Jon Aurtenetxe
Aurtenetxe recebe instruções de Caparrós. O lateral é uma das grandes revelações da Liga Espanhola desta temporada (AS)Zagueiro de origem, Aurtenetxe aos poucos se adaptou à lateral. A habilidade com a bola nos pés, as participações ativas nos jogos, a boa altura (1,82m) e um preparo físico invejável fizeram dele uma das principais peças da equipe. Desde o fim de dezembro, porém, o jogador de 19 anos passa por um processo de recuperação após uma luxação no ombro direito e ficará longe dos gramados por algum tempo. Com a certeza de que, se mantiver o nível quando voltar, recuperará facilmente o seu lugar.
Nascido em 1992 na cidade de Amorebieta, pequeno município com cerca de 18 mil habitantes localizado na província de Biscaya, na região Basca, Aurtenetxe deu seus primeiros chutes aos 10 anos de idade no clube homônimo de sua cidade natal. Por lá, ficou apenas uma temporada. No segundo semestre de 2002 fez foi levado ao Athletic Alevin B – uma espécie de categoria pré-mirim do Athletic Bilbao. A partir de então, começou a criar uma história de identificação com o clube. Até 2010, o jogador esteve nas “canteras” do Bilbao e, aos 16 anos, ganhou espaço no time juvenil A. O amadurecimento veio com os torneios disputados neste período nas divisões inferiores. Entre essas competições estaque para o vice-campeonato da Copa do Rey Juvenil 2008/2009 e o título da mesma competição na temporada seguinte, comemorado especialmente por ter derrotado o todo poderoso Real Madrid na final, por 2 a 0.
Apesar de ter sido um dos destaques juvenis do time basco, Aurtenetxe ainda não chamava muito a atenção. Na época da convocação para o Mundial Sub-17, que seria disputado na Nigéria em 2009, o lateral esquerdo estava longe de ser o jogador mais badalado da equipe. A seleção espanhola, então comandada pelo técnico Gines Melendez, tinha como principais estrelas o meia e capitão Koke, o zagueiro Marc Muniesa e os atacantes Borja Gonzalez e Pablo Sarabia, além, é claro, de Iker Muniaín, que já treinava nos profissionais do Athletic Bilbao desde os 14 anos.
Era uma seleção fortíssima, apontada pela imprensa esportiva internacional como uma das candidatas ao título. Com tantos jogadores já tratados como estrelas, Aurtenetxe ficou em segundo plano, mas cumpriu suas funções com eficiência. Aproveitou as oportunidades dadas por Melendez e fez um bom Mundial, jogando cinco das sete partidas da equipe no torneio como titular. Coadjuvante, apareceu na hora decisiva da competição, mostrando personalidade ao converter sua cobrança na decisão por pênaltis contra o Uruguai, ajudando a Espanha se classificar às semifinais, fase na qual foi eliminada pela Nigéria. As boas atuações entre os selecionados levaram Aurtenetxe a ser promovido à equipe principal dos leones na temporada seguinte. O Athletic Bilbao não conseguia resolver o problema da lateral esquerda, e o técnico Joaquín Caparrós já não confiava mais nos jogadores que tinha à mão naquele momento. O outrora promissor Mikel Balenziaga, por exemplo, foi dispensado do clube e hoje milita na segunda divisão espanhola.
O sucesso no Mundial Sub-17 fez o então juvenil Aurtenetxe, ser chamado no fim de 2009 por Caparrós para compor o elenco principal do Athletic na partida contra o Werder Bremen-ALE em casa, no Estádio San Mamés, pela Liga Europa. A partir daí, ele passou a alternar participações entre os times A e B no começo de 2010 e, pouco a pouco, foi ganhando espaço. O técnico do Bilbao sabia que poderia contar com ele a qualquer momento para suprir as necessidades da sua equipe e, a partir do início da temporada 2010/11, o atleta foi promovido definitivamente para atuar entre os profissionais do clube.
Já no começo da temporada, Aurtenetxe foi convocado para a seleção espanhola sub-19, o que desagradou Caparrós, pois ele já era visto como peça importante da equipe e perderia boa parte da pré-temporada. Os Leões só puderam contar com o atleta a menos de 1 semana da estreia contra o Hércules pelo Campeonato Espanhol. Foi também o primeiro jogo do lateral pelo clube oficialmente em um torneio doméstico.
Até o fim de dezembro, o camisa 29 participou de 13 partidas, sendo dez pelo Campeonato Espanhol, duas na Copa do Rei e um jogo pela Liga Europa. O suficiente para demonstrar-se um bom marcador que às vezes pode fazer a função de zagueiro ou mesmo volante em alguma emergência. Além disso, já fez uma assistência do Athletic nesta temporada, porém ainda não conseguiu marcar o primeiro tento pela equipe como profissional. Como defeito, pode-se dizer que ele às vezes abusa um pouco das jogadas violentas.
O curioso é que dentre os jogadores que fizeram parte do Mundial Sub-17, o lateral esquerdo foi o primeiro atleta a conquistar tal status de titular em seu clube, enquanto os mais “paparicados” ainda aguardam oportunidades. A exceção é Muniaín, que atua com frequência, mas não figura no onze inicial na maioria das partidas. O bom trabalho, que chamou até as atenções de dirigentes de Manchester United, Barcelona e Real Madrid, foi interrompido pela lesão. Mas é certo que Aurtenexte já deixou boa impressão e caminha para ser um dos grandes laterais esquerdos do futebol espanhol, assim, sem muito alarde.
Jon Aurtenexte
Nome: Jon Aurtenetxe Borde
Data de Nascimento: 03-01-1992
Local: Amorebieta, Vizcaya-ESP
Clubes que defendeu: Amorebieta-ESP e Athletic Bilbao-ESP
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
A real diferença entre Barcelona e Real Madrid
Xavi, Iniesta e Messi representam bem o sucesso das divisões de base do Barcelona (El Mundo Deportivo)Um jogador da região - Xavi, de Terrassa -, um do país - Iniesta, de Fuentalbilla, Albacete -, e um estrangeiro - Messi, argentino de Rosário - simbolizam nada melhor do que a totalidade de uma cantera de um modelo único no mundo. Não é por acaso que, recentemente, tem aparecido futuros candidatos à Bola de Ouro FIFA, como Pedro e Busquets, vindos da canteras do clube azulgrenás. Vale lembrar que, no time B, existem jogadores muito promissores, que podem, quem sabe, transformar-se em um novo Xavi, um novo Messi ou um novo Iniesta em algum dia.
A chegada de Guardiola ao comando técnico do clube favoreceu-se para que o trabalho das canteras do Barça ficasse muito mais conhecida. Foi ele quem lançou Pedro, Busquets, Thiago e Jonathan dos Santos ao mundo. Nesta temporada, Pep já convocou joias da filial para jogos de Champions e Liga: Thiago, Fontàs, Bartra, Oriel Romeu, Sergi Roberto, Nolito e Muniesa.
Enquanto isso, o Real Madrid não aproveita as joias de seu time e não aposta em um modelo de canteras que triunfa no time catalão. Raúl, Guti e Casillas foram os últimos canteranos do século XX; mas, desde então, a diferença é desolador. É verdade que surgiram jogadores que têm triunfado em outras equipes da Liga BBVA, como Mata, Granero, Negredo, Soldado, Dani Parejo, Borja Valero. Mas a verdade é que neste Real Madrid de José Mourinho não há qualquer vestígios de Valdebebas - a não ser Casilla, claro. Algo está errado.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
10 anos de Messi

Há exatos 10 anos, no dia 17 de setembro de 2000, chegara à Catalunha um garoto franzino da Argentina com problemas hormonais que viajou junto com pai, deixando em Rosário a mãe e os irmãos. O Barcelona não quis dar chance ao azar. Carlos Rexach o contratou vendo-o jogar por instantes. Há 10 anos, Lionel Messi fez seu primeiro teste no clube blaugrana, com 13 anos e 1m40."Eu o contratei em 30 segundos! Ele me chamou muita atenção. Em meus 40 anos de futebol, jamais havia visto coisa semelhante. De cinco situações de gol, converteu quatro. E tem uma habilidade excepcional. Me lembrou o melhor Maradona. Seu primeiro contrato eu assinei, simbolicamente, em um guardanapo, queria contratá-lo o quanto antes, não podia deixá-lo escapar." Palavras de Rexach.

Hoje, 10 anos depois, a aposta arriscada do Barcelona já é tido por alguns como um dos maiores da história do futebol. A história da Pulga já é conhecida por muitos. Desde seus primeiros passos no Newell's; o interesse do River; a boa vontade de Rexach; o guardanapo com o qual Minguella assinou o primeiro contrato do jovem; seus problemas de crescimento que ameaçavam sua carreira; a estreia no time de Rijkaard e, obviamente, os títulos: Ligas. Champions. Supercopas, Mundial de Clubes. Títulos que, junto com o seu genial futebol, o converteu no mais digno sucessor de Maradona que já teve.

No campo 3, anexo ao miniestádio do Barcelona, Messi, com idade de infantil B, jogou para o time A e ainda contra os cadetes, mais velhos. E olha que em campo havia outro que já brilhava, Cesc Fàbregas. O volante, hoje do Arsenal, afirma ter ficado impressionado com Messi. No primeiro acordo, o Barcelona comprometeu-se a pagar 57 mil euros (cerca de 145 mil reais) por ano para bancar os gastos da família Messi e ainda arrumaram um emprego para o pai, Jorge Messi. Por questões burocráticas, demorou para que começasse a jogar nas categorias inferiores do Barcelona, por isso a integração com o grupo foi difícil. Fàbregas diz que os demais achavam que Messi era mudo e que só descobriram que ele falava graças ao PlayStation, passatempo preferido do craque.

A propósito, não são poucos que juram que ele tem mais habilidade com o joystick do que com a bola. O jogador nunca queixou-se por não poder jogar oficialmente em La Masia, e esperou, pacientemente e quieto o momento certo. Na temporada 2000-01, aos 13 anos, o Enano, apelido da época, foi o destaque do Dream Team do Cadete B: fez 37 gols em 30 partida e, além de sair campeão, foi artilheiro e eleito o melhor jogador da competição.
Em apenas uma década na Catalunha, tornou-se ídolo máximo no Camp Nou, com perfomances que deixaram os afficionados e o mundo boquiabertos. Apesar da fama e do reconhecimento todo, a cabeça do astro de apenas 23 anos não mudou; ele continua aquele garoto tímido, sensível e vulnerável, que ainda fica vermelho quando lhe falam de Maradona.
Confira aqui a reportagem do Canal + " De Rosário a Barcelona, a história de Lionel Messi". Vejam também um especial do El Mundo Deportivo, nomeado de "Messiteca, uma compilação do melhor de Lionel Messi no Barcelona". Para saber muito mais da história de Messi, é só clicar aqui, na matéria que fizemos sobre a Pulga em fev/2010.
sábado, 28 de agosto de 2010
Sucesso dos renegados
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No entanto, em um processo que em tese facilitaria a inserção no time principal, nem todos os garotos que se destacam têm oportunidades. O caso da equipe que conseguiu o acesso para a Liga Adelante em 2004/05 é bem ilustrativo. Comandados por Juan Ramón López Caro, os meninos da filial sobraram na fase inicial e conseguiram, merecidamente, a classificação nos play-offs. Entre os destaques da equipe, porém, o único que conseguiu vingar com a equipe principal foi o polivalente Álvaro Arbeloa, que não teve muitas chances na época, mas retornou ao clube por cima após boas passagens por Deportivo La Coruña e Liverpool.
O ponto forte da equipe era a linha ofensiva, que marcou expressivos 60 gols nos 38 jogos da primeira fase, um a menos que Alicante e Lorca, que tiveram os ataques mais positivos de um torneio que reúne 80 clubes. Além de Soldado, artilheiro do time, e Jurado, então winger que contribuiu muito com assistências durante a campanha, vale também ser citado o nome de David Barral, atacante voluntarioso que ajudava a abrir espaços na defesa adversária.
Na defesa, Arbeloa já demonstrava a versatilidade que o caracteriza hoje, mas atuava na maioria das partidas como zagueiro e, então com 21 anos, era um dos jogadores mais experientes do time e ostentava a braçadeira de capitão. O setor era completado por Miguel Palencia na lateral direita, Ángel Robles na zaga e pelo rápido Javier Paredes na lateral esquerda. Destes, apenas o último conseguiu algum destaque e um lugar na primeira divisão espanhola, mais precisamente no Zaragoza.
Além deles, havia na meta um goleiro que muitos acreditam que, se não tivesse Iker Casillas como concorrente, poderia tranquilamente ser titular da equipe principal até hoje. Seguro e confiável, Diego López era um dos pilares do time, marcando presença com grandes defesas quando necessário e passando um pouco de experiência aos mais jovens, pois já tinha 24 anos.
No meio-campo, destacava-se a dupla de volantes composta por Rubén de la Red, então com 20 anos, e Javi Garcia, uma primavera mais novo. Ambos demonstravam muita desenvoltura com a bola nos pés e eram responsáveis pelo equilíbrio de um setor que ainda contava com o discreto Adrián Martin e o também garoto Adrián Gonzalez, 18 anos. O meia Roberto Trashorras, que chegou a ser apontado como o “novo Verón” na base do Barcelona, também foi útil na campanha, mas, aos 24 anos, já não criava tantas expectativas.
O acesso para a segunda divisão veio com uma campanha incontestável: após fazer 76 pontos em 38 jogos na primeira fase, os garotos enfrentaram o Zaragoza B no primeiro play-off e levaram a melhor com um empate sem gols fora de casa e uma vitória por 2 a 0 em casa. Restava apenas o Conquense para enfrentar e o triunfo por 2 a 0 fora de casa dava a impressão de que a conquista seria fácil.
Não foi. Diante de mais de 60 mil pessoas no Estádio Santiago Bernabéu, o Real Madrid B dominou a partida, mas perdeu por 1 a 0 e quase sofreu o segundo gol no final. O resultado, porém, era favorável, e a festa, merecida, acabou sendo o grande momento de glória no clube para vários daqueles garotos.
Nas temporadas seguintes, o Real Madrid Castilla seguiu apresentando outros bons jogadores, como Álvaro Negredo, revelado no Rayo Vallecano, e Juan Manuel Mata, que, sem espaço no clube, foi para o Valencia. Sem aproveitá-los, porém, acaba desperdiçando fortunas em jogadores medianos e, muitas vezes, justificando as reclamações da torcida por “menos cartera y más cantera”. Principalmente quando esta constata que o rival Barcelona, recheado de garotos da base, é o atual campeão espanhol e forma a base da seleção nacional.
Escalação: Diego López, Palencia, Arbeloa, Robles e Paredes; De la Red, Javi Garcia, Adrián, Trashorras e Jurado; Soldado.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Menos contratações e mais promoções
Canteranos das últimas duas temporadas vitoriosas do Barça (Elmundodeportivo)O Barcelona tem planos de títulos e planos grandes para a temporada que está prestes a se iniciar, tentando buscar todos os títulos na temporada com um ataque que pode ser fulminante com a chegado do Guaje, mas também vai apostar alto, muito alto. O clube deve apostar mais de metade de suas fichas em sua base, a famosa cantera, base que, por sinal ,vem dando certo, considerada hoje em dia uma das melhores do mundo, com uma formação de jogadores de alto nível. Contudo, isso pode ser um problema: o clube tem um "onze incial" de uma qualidade de dar inveja em qualquer time do mundo, todavia, o time tem poucas peças de reposição à altura.
O projeto do clube blaugrana é o seguinte: Basicamente contratar dois jogadores por temporada e ser for possível subir quatro jogadores do Barça Atlètic - a filial do clube -, sendo assim, com os jogadores que se desligam do clube, o Barcelona sempre terá reposições de qualidade, mas toda regra foge a sua exceção - ainda pode-se ter alguma contração para essa temporada -. Consequentemente ai que pode vir um futuro problema: Nem todo jogador da cantera é um Piqué, Puyol, Xavi ou Iniesta, sem comparações com Messi, a qualidade é grande, mas é inevitável não pensar em jogadores de outros clubes, de renome, são essenciais para um clube do porte do Barcelona.
Nesta temporada atual se chegar alguém a mais será apenas um para repor alguma posição que necessite de qualidade imediata, no caso, seria para a reserva de Sérgio Busquets, na volância. De fato, outros quatro jogadores que ingressarão ao time principal serão da filial e já temos os seus nomes: o zagueiro Andreu Fontàs, o volante Oriol Romeu e os meio campistas Jonathan dos Santos e Thiago Alcantâra, todos esses jogadores tem um potencial enorme a ser explorado, mas tem que ser explorado aos poucos, e ninguém melhor que Pep Guardiola para fazer isso. Ele sabe como transformar os jogadores jovens e com potencial em verdadeiros craques. No mais, é necessário dar tempo a eles e principalmente experiência no time principal e em jogos importantes.
Canteranos nos treinamentos do time principal (sport)Os blaugranas continuam como os favoritos aos títulos que disputarem e quem sabe uma nova jóia do futebol mundial possa estar aparecendo nos próximos meses.
sábado, 29 de maio de 2010
Especial: As 15 revelações da Liga Espanhola
De Gea surgiu como um meteoro no Atlético de Madrid. Hoje, já é ídolo da torcida colchonera e esteve presente na pré-lista da Espanha para a Copa do Mundo (getty images)
Um dos grandes clichês do futebol reza que “todo grande time começa com um grande goleiro”. O que nem sempre é verdade, mas, nesse caso, pode ser aplicado à lista de revelações do Campeonato Espanhol 2009/10. Isso porque ela se inicia com David De Gea, que simplesmente atropelou a concorrência no Atlético de Madrid, acabou com os problemas no setor, faturou a Liga Europa e quase foi à Copa do Mundo, se tornando, aos 20 anos, ídolo da torcida.
Além dele, podem ser citados bons zagueiros, como Álvaro Domínguez e Mikel San José, e extremos como Jordi Alba e o talentosíssimo Iker Muniaín, que prometia muito no início da temporada e até teve um bom desempenho mas ainda não chegou à titularidade. O polivalente Jeffrén Suárez é o único representante do Barcelona, que também tem Alberto Botía, do Sporting Gijón, sob contrato e mais três ex-atletas na lista: Raúl Baena, Toríbio e Jordi Alba.
Entre os clubes, destaque para o Atlético de Madrid, que apresentou quatro bons nomes e mostrou, novamente, que apostar na molecada é bem mais interessante do que torrar dinheiro com nomes de qualidade duvidosa, como Cléber Santana. O Espanyol aparece em segundo, com três, e promete ainda mais para os próximos anos. Confira a lista:
Nome: David De Gea
Idade: 20 anos
Posição: Goleiro
Clube: Atlético de Madrid
Quando o Atlético de Madrid contratou o badalado Sergio Asenjo no final da temporada passada, imaginava que estava trazendo um goleiro que seria titular do clube por muitos anos e acabaria com o problema na posição. Asenjo, porém, falhou seguidamente, e David De Gea, reserva dele no Mundial Sub-20 em 2009, tomou o lugar para não largar mais e passar a ser apontado como o sucessor natural de Iker Casillas na seleção espanhola. A convocação para a pré-lista de Vicente del Bosque mostra isso e confirma de vez o nome de De Gea como um dos grandes da posição no país.
Nome: Iker Muniaín
Idade: 17 anos
Posição: Meia/Extremo direito
Clube: Athletic Bilbao
Tratado como joia já há algum tempo, Muniaín finalmente estreou nos profissionais do Athletic Bilbao e contribuiu, durante a temporada, com gols decisivos, como contra os Young Boys-SUI pela Liga Europa. Ele também se tornou o segundo jogador mais jovem da história do clube e fez uma boa temporada de estreia, mesmo tendo jogado o Mundial Sub-17 e interrompido a sequência do bom início que teve. Reserva em 22 das 26 partidas que atuou, foi às redes quatro vezes, deu três assistências e deixou a impressão de que ainda tem muito a evoluir, embora mostre um potencial imenso.
Nome: Jordi Alba
Idade: 21 anos
Posição: Extremo esquerdo
Clube: Valencia
Dispensado do Barcelona em função da sua fragilidade física, o pequenino Jordi Alba parece mostrar, a cada dia, que pode compensar a baixa estatura com o talento que possui e se tornar um jogador interessante. Depois de fazer uma boa Liga Adelante em 2008/09 pelo Gimnàstic de Tarragona, ele retornou ao Valencia, clube ao qual pertence, para buscar um lugar na equipe principal, e conseguiu. Ao todo, Alba atuou em 15 partidas dos Ches, sendo 12 como titular, e terminou o ano em alta com a torcida, mesmo tendo sido deslocado para a lateral esquerda em função da alta concorrência em sua posição de origem.
Nome: Mikel San José
Idade: 21 anos
Posição: Zagueiro
Clube: Athletic Bilbao
Revelado pelo Athletic, o jovem Mikel San José se transferiu para o Liverpool ainda na base, mas, sem chances nos Reds, retornou a Bilbao e parece ter tomado a decisão certa, pois, logo de cara, tornou-se titular absoluto dos Leones. Exibindo muita segurança e solidez, San José atuou em 30 partidas da Liga e marcou três gols, figurando sempre em listas de melhores defensores da competição e tendo o nome cogitado para a disputa da Copa do Mundo. Ele quer permanecer na Espanha por mais tempo, mas os ingleses já solicitaram seu retorno para a disputa da Premier League 2010/11.
Nome: Ander Herrera
Idade: 21 anos
Posição: Meia
Clube: Zaragoza
Depois de surgir como grande promessa na Liga Adelante 2008/09, Ander Herrera estreou na primeira divisão espanhola cercado de expectativas. Não repetiu, naturalmente, o desempenho do ano passado, mas mostrou qualidade, regularidade e, principalmente, muita versatilidade, atuando em várias posições no meio-campo e ajudando sua equipe a se livrar de um rebaixamento que parecia certo. Ao todo, Ander disputou 30 partidas, sendo 23 como titular, marcando dois gols. Em um time mais arrumado, poderá crescer muito.
Nome: Ibrahima Baldé
Idade: 19 anos
Posição: Atacante
Clube: Atlético de Madrid
O senegalês, que começou a carreira no Vélez Sarsfield, começa a colher os frutos da aposta ousada que fez ao sair do país e tentar a sorte na América do Sul, e, em sua primeira temporada com os Colchoneros, já mostrou talento. Baldé atuou, ao todo, em 18 partidas, sendo cinco delas como titular e foi capaz de ofuscar o desempenho de jogadores mais caros e experientes, como Eduardo Salvio, além de adiar a progressão de Borja Bastón, que disputou o Mundial Sub-17 e é apontado dentro do clube como um possível sucessor de Fernando Torres.
Nome: Álvaro Domínguez
Idade: 21 anos
Posição: Zagueiro
Clube: Atlético de Madrid
O Atlético de Madrid teve a pior defesa do Campeonato Espanhol entre os dez primeiros colocados, com 61 gols sofridos, mas os jovens parecem ter ignorado essa estatística. Além do supracitado David De Gea, o /89 Álvaro Domínguez também conseguiu aproveitar as oportunidades que teve e se firmar no time titular com uma naturalidade surpreendente. Versátil e qualificado tecnicamente, ele pode atuar também como lateral esquerdo e deixou, durante toda a temporada, o badalado Leandro Cabrera ausente inclusive do banco de reservas.
Nome: Didac
Idade: 21 anos
Posição: Lateral esquerdo
Clube: Espanyol
Titular da seleção espanhola no Mundial Sub-20, Didac é um dos expoentes de uma nova geração que surgiu com muita qualidade nos blanquiblaus em 2009/10. Rápido, relativamente habilidoso e eficiente na defesa, ele se firmou como titular a partir do início do segundo turno e fez frente a Daniel Alves no empate sem gols do clássico da Catalunha, marcando-o com muita qualidade. Mais um bom nome para a excelente safra espanhola de laterais esquerdos, que já contava com Roberto Canella, Nacho Monreal e José Ángel, entre outros.
Nome: Raúl Baena
Idade: 21 anos
Posição: Volante
Clube: Espanyol
Outro nome pinçado por Mauricio Pochettino nesta temporada, Raúl Baena começou a carreira no Málaga e se transferiu para o Barcelona, onde ficou em 2003 e 2007. Após abandonar os culés, acertou com o Espanyol e foi pinçado por Mauricio Pochettino para o time de cima em 2009/10, demonstrando boa técnica, combatividade e dinamismo dentro de campo. Atuou, ao todo, em 19 partidas, sendo onze delas como titular, e também se destacou no empate sem gols contra o seu ex-clube, para o qual terá de pagar uma indenização de 3.5 milhões de euros.
Nome: Víctor Ruiz
Idade: 21 anos
Posição: Zagueiro
Clube: Espanyol
Sem dúvidas, a principal revelação do Espanyol na temporada. Canhoto, habilidoso e viril quando necessário, Ruiz logo se firmou como titular, abrindo espaço para outros companheiros da base e mostrando que poderá crescer ainda mais num futuro próximo. A boa temporada do defensor atraiu o interesse de clubes como Napoli e Tottenham, mas é provável que ele permaneça na Catalunha por mais algum tempo, para seguir jogando com regularidade e evoluir mais rapidamente. É outro que tem condições de chegar à seleção depois da Copa do Mundo.
Sem muitas chances no Barcelona, Botía foi para o Sporting Gijón e fez uma grande temporada (AP Photos)
Nome: Alberto Botía
Idade: 21 anos
Posição: Zagueiro
Clube: Sporting Gijón
Também titular no Mundial Sub-20, Alberto Botía é cria das divisões de base do Barcelona, mas, com a contratação de Dmitro Chigrynskiy e a ascensão do jovem Marc Muniesa à equipe principal, se viu sem espaço. Emprestado ao Sporting Gijón, porém, ele teve a chance de, em uma sequência de jogos, mostrar qualidades e se valorizar muito no mercado europeu. Rápido, forte e eficiente no jogo aéreo, Botía poderá até retornar à Catalunha na próxima temporada, graças ao seu desempenho e à inconstância de alguns defensores culés.
Nome: Keko
Idade: 18 anos
Posição: Extremo direito
Clube: Atlético de Madrid/ Valladolid
Revelado pelo Atlético de Madrid, o extremo direito Keko estreou pelo clube nessa temporada, mas, em função do excesso de concorrência e do caos vivido no Vicente Calderón, acabou sendo emprestado ao Valladolid. Ele não conseguiu evitar o rebaixamento dos blanquivioletas, mas deixou boa impressão ao disputar 14 partidas no Campeonato Espanhol e efetuar duas assistências, mostrando boa velocidade e precisão nos cruzamentos. Nascido em 1991, ele poderá, nos próximos anos, reeditar a dupla com Koke, volante /92 que deverá subir aos profissionais dos Colchoneros em breve.
Nome: Toríbio
Idade: 21 anos
Posição: Volante
Clube: Málaga
Assim como Baena, Botía e Jordi Alba, Toribio também passou pelas divisões de base do Barcelona, mas não teve muito espaço por lá e rumou para o Málaga B em 2009. Logo de cara, subiu para os profissionais e não demorou para conseguir um lugar entre os titulares, sempre mostrando muita combatividade no meio-campo. Versátil, ele também chegou a atuar como zagueiro durante a temporada e, dada a excessiva juventude dos Boquerones, acabou se tornando um dos líderes de uma geração de garotos que salvou o clube do rebaixamento na última rodada com um empate contra o Real Madrid.
Nome: Michel Macedo
Idade: 20 anos
Posição: Lateral direito
Time: Almeria
Com a saída do experiente e regular Bruno para o Valencia, o então técnico do Almeria, Hugo Sánchez, resolveu dar um voto de confiança ao jovem brasileiro Michel Macedo, efetivando-o no posto. E o ex-flamenguista, que teve passagens pela seleção sub-17, não decepcionou, mostrando boa desenvoltura no apoio ao ataque, além de muita velocidade e alguma qualidade nos cruzamentos. Seu estilo de jogo é semelhante ao do também brasileiro Guilherme, ex-Vasco, que já milita na equipe principal há mais tempo, mas só ganhou a posição de titular nesse ano.
Jeffrén entrou muito bem na final do Mundial, contra o Estudiantes, e passou a ter a confiança de Guardiola (getty images)
Nome: Jeffrén Suárez
Idade: 22 anos
Posição: Extremo direito
Time: Barcelona
Depois de tanto esperar e ver o sucesso de ex-companheiros do time B, como Pedro, Sergio Busquets e Piqué, o hispano-venezuelano Jeffrén Suarez finalmente teve as chances pelas quais aguardava já há algum tempo, e não decepcionou. Versátil, atuou em várias posições, desde a lateral direita até a ponta esquerda, e fez uma belíssima partida na final do Mundial Interclubes, contra o Estudiantes, além de mostrar que pode, sim, ser muito útil no elenco de canteranos superstars que Guardiola possui.




