segunda-feira, 25 de março de 2013

A hora da verdade

Na coletiva, Vicente Del Bosque mostrou-se confiante. O treinador afirmou que só irá forçar Xavi se o catalão estiver 100% (AS)

Na última quinta-feira, na coletiva pré-jogo contra a Finlândia, Vicente Del Bosque havia afirmado que seria necessário concentrar seus jogadores para o duelo contra os finlandeses antes de ir a Paris para o jogo decisivo contra a França. Para o treinador, os dois jogos teriam valores iguais. Ele parecia adivinhar do que viria pela frente. Na sexta-feira, a Fúria pecou por aquilo em que mais é criticada: o preciosismo. Durante o primeiro tempo, encarou uma super-retranca montada pelo técnico Paatelainen, que fixou duas linhas de quatro protegendo a retaguarda do arqueiro Menp. No entanto, em relação ao Barcelona quando encara retrancas, a Roja apostou nos chutes de fora da área, especialmente de Iniesta e Villa, mas sem resultados. 

O gol de Sérgio Ramos no início do segundo tempo jogou por água abaixo o esquema de Paatelainen. Obrigada a sair ao jogo, a Finlândia deixou espaços, não aproveitado pela Espanha, que preferiu cadenciar o jogo. O castigo veio a dez minutos do fim, quando Arkivuo aproveitou a lacuna deixado por Arbeloa na direita e cruzou para Pukki marcar. O lance gerou uma pequena discussão entre o lateral do Real Madrid e Piqué, que teve que cobrir a lateral direita, deixando espaço suficiente para o atacante finlandês anotar seu gol.

Amanhã, às 17h, horário de Brasília, a Fúria irá precisar emular, acima de tudo, seus melhores momentos nos últimos anos para sair do Saint-Denis com três preciosos pontos. No confronto em Madrid, há quatro meses, uma cínica França relegou a bola aos espanhóis durante 90% do tempo e levou perigo ao gol de Casillas em contra-ataques. Deve repetir a estratégia que serviu para tirar dois pontos da seleção de Del Bosque no Vicente Calderón, quando Giroud silenciou o estádio do Atlético de Madrid aos 47 minutos do segundo tempo.

Antes de encarar a Roja, os Bleus fizeram o dever de casa. Contra a Geórgia, uma tranquila vitória por 3×1, que teve Paul Pogba como destaque. O volante de 20 anos é autor de uma grande temporada pela Juventus e começa a mostrar desempenho positivo pela seleção. Ele dominou o meio-campo e fez excelente dupla com Valbuena, autor de um gol e uma assistência para Ribéry marcar. Por outro lado, Didier Deschamps vive um dilema com Benzema. Sem marcar pela França há 10 jogos, o atacante merengue, ainda por cima, foi cobrado por um grupo de extrema direita francês por não cantar o hino nacional do país. Em entrevista à Rádio Marca, Deschamps deixou em evidência sua confiança em Benzema, que “vem jogando bem, mas está dando azar de não ir às redes”.

Na Espanha, Vicente Del Bosque irá esperar por Xavi até o último momento. Com desconfortos musculares, ele foi poupado na última sexta e tem sua participação colocada em xeque. O treinador madrilenho afirmou não querer forçar o uso do meio-campista catalão: se ele não estiver em condições, não irá jogar. Se Xavi não jogar, é provável que Iniesta continue no meio-campo e Mata e Fàbregas disputem uma posição no ataque. À exceção de um apagão que gerou o gol de empate da Finlândia, os defensores têm se comportado bem. Mas encarar uma França que irá apostar no contra-ataque irá requer mais atenção de Arbeloa, que deixa muitos espaços às suas costas. Monreal, pela esquerda, terá que ser tão incisivo quanto Alba, fora da partida por lesão. Del Bosque tende a insistir com Villa no ataque, pois Silva, suspenso, é desfalque confirmado. 

Os espanhóis têm a vantagem da alta posse de bola. Mas há a ressalva de que especialmente amanhã será necessário mais profundidade e rapidez na troca de passes para desgastar o meio-campo francês. Diminuir o jogo pelo centro a fim de procurar mais os pontas será crucial. Com Pedro, de fato, a Espanha irá ganhar em incisão pelo flanco. A França, por sua vez, trocou o esquema nos dois últimos jogos contra o selecionado de Del Bosque. Ainda com Laurent Blanc, os Bleus entraram com uma trinca de volantes, abdicando de um meio-campista de ligação. Líder do grupo com 10 pontos, uma vitória colocará os franceses a um passo e meio da Copa. 

Para os mais supersticiosos, Paris costuma ser o local de glórias para o esporte espanhol. O maior exemplo é Rafael Nadal, heptacampeão de Roland Garros na capital francesa. Além dele, o ciclista Alberto Contador ganhou duas etapas do Tour da França em Paris, Manuel Maldonado foi medalha de ouro da prova de 1.500 no Europeu de pista coberta de atletismo em 2011 e o Barcelona de Puyol, Xavi e Iniesta voltou a ganhar uma Uefa Champions League no Saint-Denis, palco do clássico desta terça-feira. 

Prováveis escalações, de acordo com o Marca. 
FRANÇA: Lloris; Jallet, Varane, Sakho, Clichy; Pogba, Matuidi, Valbuena; Benzema, Giroud, Ribery.

ESPANHA: Víctor Valdés; Arbeloa, Piqué, Sergio Ramos, Monreal; Busquets, Xabi Alonso, Iniesta; Villa, Fàbregas (Mata), Pedro.

segunda-feira, 18 de março de 2013

A redenção de Villa

Messi e Villa acabaram com o Rayo Vallecano. O Guaje, após viver um pequeno inferno astral, recuperou sua moral na Catalunha (getty images)

David Villa viveu um período infernal no Barcelona. Após retornar de uma lesão que o tirou dos gramados por quase oito meses, o Guaje se viu rebaixado à terceira opção do ataque barcelonista, sendo muitas vezes preterido por Alexis Sánchez e Tello. Não obstante, ele ainda voltou a sofrer uma lesão muscular no final de janeiro, justamente no período no qual parecia restabelecer sua moral com Tito Vilanova (ou Jordi Roura, se preferir). A saída dele era iminente. De acordo com a imprensa espanhola, houve muito assédio de Arséne Wenger, treinador do Arsenal, para levá-lo a Londres ainda em janeiro.

No entanto, de grão em grão, o treinador percebeu a necessidade de ter um atacante como Villa em seu esquema, que contava com um meio-campista deslocado ao setor mais ofensivo do 4-3-3. Com Pedro em má fase, a Messi-dependência ficou clara. E, após as derrotas para Milan e Real Madrid, o nome do Guaje passou a ser cobrado. Em enquete promovida pelo Diário Sport logo após a eliminação na Copa do Rei para o maior rival, quase 87% dos votantes queriam Villa de titular nos jogos seguintes. E ele mostrou por que ainda tem bola para figurar no onze inicial pelas próximas temporadas.

Na partida seguinte, contra o Sevilla, o camisa sete foi essencial para a construção da vitória apertada. Primeiro porque, escalado como centroavante, testou firme um cruzamento de Daniel Alves e empatou a partida. Segundo porque, de acordo com as estatísticas pós-jogo, ele foi quem mais chutou às redes de Beto. Estava claro que para furar retrancas semelhante à que a equipe andaluza montou (mas não tão feroz quanto a do Milan no San Siro), Villa seria necessário.

O Guaje ratificou sua volta à boa fase na Catalunha na partida decisiva contra o Milan. Roura optou por centralizá-lo, deslocando Messi à ponta direita do ataque, mas com liberdade para concluir as jogadas no centro, como o seu primeiro gol mostrou. Villa foi importante taticamente, puxando os defensores rossoneros para longe do camisa 10 e dando liberdade ao argentino. Faltava um gol, que saiu na segunda etapa. Após recuperação de Mascherano, Xavi acionou o Guaje, que chutou com categoria no ângulo de Abbiatti. A comemoração com raiva foi um sinal de redenção para quem parecia muito próximo de ir embora do Barcelona.

Ontem, contra o Rayo Vallecano, no fechamento da rodada 28, ele fez sua melhor partida na temporada. À esquerda do ataque, Villa se movimentou com louvor, mostrou uma letal conexão com Messi, a quem assistiu duas vezes, e deixou sua marca, após assistência do argentino. Messi à parte, foi o melhor em campo e saiu do Camp Nou ovacionado pelos culés ao término da partida. Em momento de fase decisiva na Champions League, onde os blaugranas irão enfrentar o PSG de Ibrahimovic, Tito Vilanova, que retorna na próxima semana, sabe que poderá contar com Villa, a cada jogo mais confiante e de volta ao seus melhores momentos.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Unidos

Contra o Barcelona, Varane marcou seu gol abraçado com José Mourinho (AS)

Entre dezembro e fevereiro, o Real Madrid viveu uma grave crise nos vestiários. A divisão entre espanhóis e portugueses era clara e o estopim foi a titularidade de Adán em um difícil confronto contra o Málaga na Andaluzia, quando Mourinho optou por deixar Casillas no banco por questão técnica. Para piorar a situação merengue, o goleiro acabou se lesionando numa disputa de bola com Arbeloa, o que resultou num período de três meses fora dos gramados. O jeito foi contratar um goleiro novo, que acabou sendo o canterano Diego López.

No início de fevereiro, Sara Carbonero, a namorada de Casillas, confirmou a um canal de televisão espanhol os consecutivos atritos dos jogadores com o treinador nascido em Setúbal. Até com Cristiano Ronaldo o bi-campeão da Champions League discutiu de maneira áspera. Em campo, o desempenho era bastante abaixo da média se comparado com a equipe da temporada passada. O reflexo disso era a abissal diferença para o Barcelona, que chegou a estar 18 pontos à frente na liderança, e até para o Atlético de Madrid.

Era difícil imaginar os merengues saindo dessa crise. Ainda mais porque o calendário ingratamente colocou dois confrontos consecutivos contra o Barcelona e um decisivo contra o Manchester United no Old Trafford, pelas oitavas de finais da Uefa Champions League. No entanto, paradoxalmente, o melhor que poderia ter acontecido para os blancos foram esses confrontos contra o maior rival. A começar porque, de maneira merecida, a vitória por 1x3 no Camp Nou marcou a reconciliação dos jogadores com Mourinho. O gol que sacramentou a passagem à final da Copa do Rei, marcado por Varane, teve de especial a comemoração do francês, que, ao lado de seus companheiros, abraçou o treinador português.

Não bastasse a vitória em Barcelona, o Real Madrid se abasteceu de moral para encarar o líder da Premier League em seus domínios ao voltar a derrotar o Barcelona utilizando uma equipe mista. Novamente, os merengues neutralizaram o jogo do rival e soube o que fazer nos momentos que tiveram a bola. Pepé foi claro após a partida: "necessitávamos de vitórias desse jeito para enfrentar o United em Manchester".

A sequência de vitórias diante dos azulgrenás serviram para ratificar o retorno da melhor versão de Cristiano Ronaldo, autor de dois gols no Camp Nou. O contra-ataque também está fino. O segundo gol contra o Barcelona pela Copa foi demonstração de como a transição madridista é letal. Messi errou passe no ataque e, dez segundos depois, viu seu time sofrer o gol. Di María desconcertou Puyol e Ronaldo concluiu. No setor defensivo, Varane e Sergio Ramos formaram uma sólida dupla de zaga na Catalunha, mas Pepe teve atuação especial no confronto de sábado. Mourinho pode deslocar Ramos à lateral direita e deixar francês e português no comando da retaguarda, com Fábio Coentrão, em boa fase, na lateral esquerda.

Por mais que encarar o Manchester United seja tarefa árdua (os merengues não fizeram boa partida na ida), o Real Madrid recuperou a auto-estima necessária para o duelo decisivo em busca do título europeu. Se a taça da Liga Espanhola dificilmente escapará das mãos do Barcelona, a orelhuda é um sonho possível. E impulsionado por um mágico Cristiano Ronaldo, os blancos são capazes de levarem o troféu ao Santiago Bernabéu.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O Cristiano Ronaldo de Vallecas*

Grande revelação da Liga Espanhola na temporada, o brasileiro Léo Baptistão caiu nas graças da fanática torcida do Rayo Vallecano (foto: site oficial do Rayo Vallecano)

Durante a primeira parte da Liga Espanhola, um jovem despontou como candidato máximo à revelação do campeonato. Trata-se de Léo Baptistão, um brasileiro pouco conhecido pela mídia e pelo povo brasileiro. Natural de Santos, ele desembarcou em Vallecas aos 15 anos, após passagem pela base da Portuguesa Santista. Ainda no Brasil, ele chegou a jogar com Neymar, de quem era bastante amigo. Em uma de suas recentes publicações no “Instagram”, o craque do Santos postou a foto dos dois quando criança ( Léo é o da esquerda). 

Logo após passar nos testes para o Rayo Vallecano, o brasileiro passou por um grave problema de saúde, sendo obrigado a retornar ao Brasil para tratar da doença (seu pai é médico). Ao retornar, já curado e no meio da temporada, a Federação Espanhola não aceitou a inscrição do jogador no time juvenil, o que acabou fazendo com que o Rayo o emprestasse ao San Fernando de Henares para não ficar muito parado e aprimorar a parte física. 

Na temporada seguinte, Léo retornou e foi adicionado à lista da equipe sub-17 do Rayo que iria disputar a Divisão de Honra Juvenil, o maior torneio de base espanhol, ao lado de outra grande promessa franjiroya, o ganês Lass Bangoura. Os rayistas fizeram boa campanha, mas não passaram à fase seguinte (conhecida como Copa dos Campeões) pois pararam no Real Madrid (apenas uma equipe por região se classifica à fase final). 

Apesar da eliminação ainda na primeira fase, a boa participação do brasileiro no torneio chamou a atenção de José Ramon Sandoval, à época treinador da equipe A do Rayo. Ele convidou Léo Baptistão para um período de treino com o elenco principal durante a pré-temporada. Sandoval se rendeu ao talento do jovem e o elogiou com frequência. No entanto, o destino mais uma vez influenciou negativamente sua carreira. Naquele que seria, ainda que não oficialmente, sua estreia pelo time principal, Leo Baptistão acabou lesionando a clavícula durante um amistoso contra o Sporting Gijón válido pelo Troféu de Vallecas. O resultado: Léo só iria voltar aos gramados em sete meses, perdendo assim 90% da temporada. 

Sem Sandoval, que acabou demitido ao término da temporada, o esperado era Léo ter que reconquistar a confiança do novo treinador ao longo da temporada pelo Rayo B. Porém, Paco Jemez não exitou em dar continuidade à ideia do antigo treinador, que iria promover a estreia profissional do brasileiro. Logo no retorno dos jogadores das férias, Paco teve uma conversa com Baptistão, que novamente faria a pré-temporada com o time A. Dessa vez, felizmente, tudo ocorreu bem. A melhor notícia viria há uma semana da estreia do Rayo na Liga Espanhola 2012-2013, contra o Bétis na Andaluzia: Léo viria a ser convocado para esse duelo. 

E a estreia foi a melhor possível. A confiança de Paco no jogador era tanta que ele começou com Léo entre os titulares. E o jovem não se acanhou dentro de campo. Aberto pelo lado esquerdo do surpreendente 3-4-3 rayista, ele realizou a melhor estreia possível. Logo no começo, fez uma bela jogada e assistiu Piti marcar. No segundo tempo, após o empate verdiblanco, Léo decidiu o jogo: um chutaço que garantiu a vitória do Rayo e sua estreia de ouro pelo time A. Foi o suficiente para ratificar a confiança de Paco Jémez, que o efetivou na equipe titular. 

A ascensão de Léo Baptistão foi meteórica. Em cinco meses, ele se tornou o principal jogador do time ao lado de Piti. Por seu estilo de jogo, foi apelidado de “Cristiano Ronaldo de Vallecas”* (o título do texto é  em clara alusão a esse apelido) pela fanática torcida franjiroya. Apesar de também fazer as vezes de centroavante, atua com mais saliência na ponta esquerda, onde aproveita a velocidade, o bom drible e a louvável disciplina tática. O belo início de temporada (sete gols e quatro assistências em 13 jogos) deu lugar a uma queda de rendimento natural nos últimos jogos. Uma lesão na coxa direita o afastou dos gramados por três semanas em janeiro, mas ele retornou há uma semana.

A imprensa espanhola não demorou a especular uma possível convocação à equipe de base espanhola. De cidadania espanhola, italiana e brasileira, ele nunca comentou sobre isso. Nos últimos meses, foi especulado com força no Atlético de Madrid, o segundo maior clube da capital espanhola. Os colchoneros, de acordo com o Marca, podem desembolsar seis milhões de euros por sua contratação no próximo verão. É perfeitamente plausível imaginá-lo no Atléti, já que Simeone recua Diego Costa para fazer o lado esquerdo do 4-2-3-1. No início do mês, Léo deu mais força às especulações ao ser flagrado acompanhando uma partida dos rojiblancos no Vicente Calderón. 

No Rayo Vallecano ou no Atlético de Madrid, fato é que Léo Baptistão, aos 20 anos, é um dos brasileiros que mais se destacam nos quatros cantos do mundo na atualidade. Onde quer que haja futebol, terá um brasileiro jogando.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Prévia: Milan x Barcelona

Na temporada passada, o Milan parou Messi no San Siro e segurou o 0x0 contra o Barcelona com uma pequena retranca. E agora? (AP Photos)

Por mais um ano consecutivo, o sorteio da Uefa Champions League colocou frente a frente Barcelona x Milan. Se, nos confrontos da temporada, houve um leve favoritismo ao lado do Barcelona, principalmente depois da lesão de Thiago Silva, que ficou de fora dos dois jogos, atualmente o peso do favoritismo por parte blaugrana é ainda maior. À época, no entanto, o Milan deixou a competição de cabeça erguida, após segurar os azulgrenás no San Siro com uma competente retranca e chegar a assustar os mais de 90 mil torcedores culés presentes no Camp Nou, quando Nocerino empatou a partida por 1x1, resultado que classificava os rossoneros (logo depois, Messi, de pênalti, e Iniesta decidiram a classificação barcelonista).

Pelo lado catalão, o respeito pelo time de Milão é alto. Jordi Roura, na coletiva desta segunda-feira, afirmou ser altamente difícil encarar o Milan em seus domínios. O diretor esportivo Zubizarreta, por sua vez, admitiu não estar 100% confiante na classificação e que os rossoneros merecem respeito não importa a situação. O mesmo disse o capitão Puyol, reconhecidamente um seguidor do Milan.

Para a prévia deste confronto, que terá seu jogo de ida nesta quarta, 20 de fevereiro, às 16h45 (horário de Brasília), e volta no dia 5 de março, contaremos com a colaboração, por mais uma vez, dos parceiros do Quattro Tratti, especializado no calcio italiano. Quem fala sobre o Milan é Arthur Barcelos. Boa leitura.

A temporada até aqui
Milan: Depois de um início tenebroso, com seis derrotas, dois empates e apenas quatro vitórias, gerando um aproveitamento de 33,3%, o time de Massimiliano Allegri vem conseguindo se recuperar na Serie A. Nos últimos 13 jogos pelo campeonato, o Diavolo teve um aproveitamento de 69,2%, com nove vitórias, três empates e apenas uma derrota, marcando 26 gols e sofrendo outros 15. Atualmente, o clube de Milanello é o quarto colocado, com 44 pontos em 25 jogos, empatado com a Lazio, a última equipe na zona de classificação para a próxima Champions League. Pela Coppa Italia, o Milan parou nas quartas de finais, contra a Juventus, após ter batido sem dificuldades a Reggina nas oitavas. Já na fase de grupos da Champions, os comandados de Allegri fizeram campanha irregular, surpreendidos pela ótima campanha do Málaga, conseguindo uma vaga no mata-mata apenas na penúltima rodada.

Barcelona: Líder isolado e virtual campeão da Liga Espanhola, nem tudo foi mil maravilhas para o Barcelona no início da temporada. Sem Josep Guardiola, que em abril, logo após a eliminação para o Chelsea, havia anunciado que não renovaria seu contrato para 2012-13, a equipe demorou a engrenar. Em campo, Tito Vilanova não mexeu na filosofia de jogo de Pep, dando continuidade ao estilo do ex-treinador. No entanto, o jogo encantandor dos últimos quatro anos não fluia. Especialmente na Uefa Champions League, o Barcelona não convencia. O estopim foram dois jogos muito abaixo da média contra o Celtic, que resultou em uma derrota por 2x1 e uma vitória pelo mesmo placar com o gol da vitória aos 47 minutos do segundo tempo, através de Jordi Alba. A perda da Supercopa para o Real Madrid, quando foi amplamente dominado pelo time de Mourinho, foi moralmente absorvida pela campanha louvável em âmbito doméstico: enquanto os merengues iniciaram a temporada pecando na busca pela manuntenção do título, os blaugranas, por sua vez, firmaram o melhor início de um time em toda história do campeonato, vindo a perder sua invencibilidade apenas na primeira rodada do returno (derrota para a Real Sociedad por 3x2 no País Basco). Pela Copa do Rei, o Barça conseguiu boa vantagem ao empatar contra o Real Madrid no Bernabéu por 1x1.

Pontos fortes
Milan: A sequência de bons resultados deve dar um gás a mais para a equipe milanesa, mas são poucos os pontos fortes do atual Milan. Allegri tem no jovem El Shaarawy sua principal arma ofensiva, o artilheiro do time na Serie A e na Champions League, com 15 e 2 gols, respectivamente, contribuindo também com 4 assistências na temporada. Outros destacáveis dos rossoneri são Montolivo, Constant e De Sciglio. O primeiro vem rendendo bem na função de regista, correspondendo as expectativas, enquanto o segundo, por sua vez, talvez seja a grande surpresa na temporada, indo bem na lateral esquerda, e mesmo lhe faltando técnica, compensa com entrega e bom posicionamento. Já o último é a grande revelação do Diavolo, fazendo valer toda a expectativa criada após seu ótimo desempenho na base rossonera, desbancando o antes titularíssimo Abate e conquistando, inclusive, uma lembrança de Prandelli na Nazionale.

Barcelona: Lionel Messi e Andrés Iniesta vivem estados de graça. O primeiro, eleito pela quarta vez consecutiva o melhor jogador do mundo pela Fifa e France Football no início de janeiro, caminha para registrar sua melhor temporada nos números, após assombrosos 72 gols na temporada passada - 91 no ano. São 48 gols em 36 jogos, uma média de 1.33 por partida. Iniesta, por sua vez, é o motor do time. Adaptado ao setor esquerdo do ataque, em uma tentativa de encaixar Fàbregas no meio-campo, o espanhol, segundo muitos especialistas, faz a melhor temporada de sua carreira. Impulsionado pelo título e o troféu de MVP da Eurocopa, o camisa 8 é fundamental para o esquema do treinador, fazendo ótima parceria com Jordi Alba pelo lado esquerdo. Fàbregas é outro grande nome do Barça na temporada. Após um início fulminante, ele caiu de rendimento nos últimos jogos, mas nada de tão impressionante. Por outro lado, quem cresceu consideravelmente na temporada foi Xavi. O camisa 6 começou de maneira tímida, não tão dominante no meio-campo, mas desde dezembro tem feito partidas com selo Xavi.

Pontos fracos
Milan: Apesar do bom momento dos últimos quatro meses, o time de Allegri não apresenta bom futebol, que, certamente, não enche os olhos dos rossoneri. Suas vitórias geralmente vêm de placares apertados e/ou decididos no final dos 90 minutos, tendo muitas dificuldades contra equipes que jogam mais fechados e que usam contra-ataque e bola longa. O Milan tem a segunda maior média de posse de bola, 57,9%, atrás apenas da Juventus, contudo apresenta problemas quando com a posse, aproveitá-la para abrir espaços na defesa adversária, fazer infiltrações, chutar ao gol e, claro, converter suas chances, mesmo tendo o quarto melhor ataque da Serie A, 34% de gols do menino El Shaarawy, sobrecarregado no ataque. Balotelli, contratado no mercado de inverno, conseguiu amenizar um pouco a situação, marcando quatro gols em três jogos, porém não poderá jogar pelo Diavolo na Champions League, por já ter atuado pelo Manchester City. Não bastasse isso, a defesa segue falha, especialmente os zagueiros. Os veteranos Mexès, Yépes e Bonera não conseguem substituir a altura Nesta e Thiago Silva, e ainda apresentam certa irregularidade, enquanto Zapata não consegue repetir as atuações dos tempos de Udinese, também apresentando irregularidade.

Barcelona: Desde a Era Guardiola a zaga não inspirava confiança. Com Tito Vilanova tem exagerado. Os erros são múltiplos e cruciais. A recomposição é feita com muita lentidão, o que gera muitas bolas nas costas, sobretudo pelo lado de Daniel Alves, lateral que ataca com mais frequência que Alba, o lateral esquerdo. O catalão, talvez, seja o grande destaque desse sistema defensivo. Inteligente taticamente, ele comete poucos erros e ajuda substancialmente o ataque. Com Puyol apto, a melhoria é considerável, porém não garante 100% de confiança. Piqué, após bom início de temporada, voltou a falhar em janeiro, mas ganhou moral após anular Cristiano Ronaldo no superclássico de três semanas atrás. Outro ponto fraco conhecido desse time do Barça é a dificuldades de encarar retrancas. A eliminação para o Chelsea ratificou essa deficiência. Contra o próprio Milan, pelas quartas-de-finais da LC 2011-12, os azulgrenás passaram por dificuldades no San Siro, quando os rossoneros retraíram as linhas e diminuiram os espaços de Messi e Xavi. 

Expectativas
Milan: Bom momento, futebol burocrático, as expectativas do Milan contra o líder espanhol e soberano Barcelona não são das melhores. Contra o eficiente time de Tito Vilanova, Allegri já não conta mais com Ibrahimovic e Thiago Silva, além da disposição tática da equipe das últimas duas temporadas, fatores que seriam fundamentais contra o clube catalão, que também vem apresentando problemas na defesa, problemas esses que poderiam ser explorados pelo trio Niang-Balotelli-El Shaarawy, que não poderá se repetir nos dois confrontos pela ausência do camisa 45. Além de tudo isso, o retrospecto da equipe de Milanello contra o Barcelona também pesa contra: nos últimos seis jogos, foram três vitórias dos culés, sendo duas em pleno San Siro, e três empates. Os comandados de Allegri terão de se superar caso ainda sonhem com o avanço para as quartas, mas pelo visto as atenções do time de Berlusconi estão todas voltadas para a Serie A, na briga por uma vaga na próxima Champions.

Barcelona: O Barcelona recuperou o bom futebol dos últimos tempos, após um fraco início quanto ao desempenho em campo, e chega ao confronto com muita confiança e com o peso do favoritismo ao seu lado. 12 pontos à frente do vice-líder Atlético de Madrid, os azulgrenás podem se concentrar com mais atenção à competição europeia. O treinador Tito Vilanova não estará presente nos confrontos devido a uma ida a Nova York para o início da quimioterapia para curar o câncer. O auxiliar Jordi Roura, nos últimos três jogos, tem feito alguns turnovers no time titular especialmente para evitar algumas lesões, principalmente de jogadores "frágeis" fisicamente, casos de Iniesta, Fàbregas, Daniel Alves, Puyol e Xavi. Em quatro confrontos contra o Milan na temporada passada, o Barcelona venceu dois, enquanto os outros dois terminaram empatados. Por tudo que as equipes vem apresentando na atual temporada, é fácil imaginar os catalães avançando de fase com certa facilidade. Mas uma camisa como a do Milan merece respeito, como frisou Roura na coletiva pós-jogo contra o Granada, no sábado.

Prováveis escalações
Milan: Abbiati; De Sciglio (Abate), Mexès (Zapata), Yépes, Constant; Nocerino, Montolivo, Boateng (Muntari); Niang, Pazzini (Bojan), El Shaarawy. Técnico: Allegri.

Barcelona: Víctor Valdés; Daniel Alves, Piqué, Puyol, Alba; Busquets, Xavi, Fàbregas; Pedro, Messi, Iniesta. Técnico: Jordi Roura

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Difícil, mas não impossível

Pellegrini fracassou no Real Madrid e alcançou a semifinal com o Villarreal. Agora no Málaga, espera surpreender o Porto (El Desmarque)

O Málaga iniciou a temporada sob dúvidas. Recheados de problemas extracampos provenientes do sheikh Abdullah Al Thani, infestado de dívidas, o clube pouco gastou na recomposição do elenco e esteve a um passo de perder o técnico Manuel Pellegrini. Logo nos dois jogos qualificatórios para a fase de grupos do principal torneio de clubes do mundo, contra o Panathinaikos, a equipe mostrou um amadurecimento fantástico para quem disputava uma competição desse porte pela primeira vez. 

Na fase de grupos, mais duas pedreiras: o reforçado Zenit e o nem tão reforçado mas um gigante que sempre merece respeito Milan, além do Anderletch, que completou o grupo C. E, novamente, atuações mágicas, como no 3x0 ante os russos no La Rosaleda e o 1x0 ante os rossoneros no mesmo estádio. Na Liga Espanhola, a equipe começou a mil nos primeiros dois meses, e a queda recente era esperada. No entanto, a vitória por 1x0 contra o Athletic Bilbao no último sábado pode ter servido para abastecer a moral de um elenco que, há quase dois meses, foi impedido pela UEFA de participar das próximas edições da UCL. Quarto colocado da Liga Espanhola, o Málaga ainda tem esperanças de que a entidade volte atrás na decisão. 

Amanhã, às 16h45, os blanquiazules fazem o primeiro dos dois principais jogos de sua história. Contra o  Porto, principal time de Portugal e líder da Liga Sagres com 43 pontos ao lado do Benfica, é preciso ter bastante cuidado com o colombiano Jackson Martínez, artilheiro máximo do campeonato português com 20 gols. Em grande fase na carreira, o atacante de 26 é ameaça real à defesa andaluza. Quem também precisará ter atenção especial é João Moutinho, o principal articulador de jogadas do time. Há quase um mês, Xavi teve uma de suas principais atuações na temporada exatamente contra o Málaga, quando atuou solto em campo. Não cometer o mesmo erro contra um jogador de característica semelhante ao do catalão é necessário para obter um resultado favorável.

Pelo lado andaluz, o grande destaque fica por conta de Isco Román, que assegurou com perfeição a condição de protagonista deixado por Santi Cazorla, que rumou ao Arsenal. Sobretudo em âmbito europeu, o melhor jovem espanhol da atualidade tem feito excelentes partidas. É nele a aposta dos torcedores para os confrontos. Pelo lado direito do 4-2-3-1 blanquiazul, Joaquín, que renasceu após temporadas opacas, é outra grande ameaça. A defesa, a menos vazada do campeonato espanhol, tem no goleiro Caballero seu principal ponto. Em grande fase na carreira, o arqueiro vem sendo essencial nos últimos jogos. Sua atuação no San Mamés foi louvável. Outro ponto positivo foi o bom retorno de Júlio Baptista. O brasileiro, que ficou parado quase 16 meses, tem sido escalado no auxílio a Saviola ou, como no jogo de sábado, na função do argentino.  

Paradoxalmente, o Málaga tem de lidar com um seu ponto fraco: o lado esquerdo de sua defesa. Desde que Monreal deixou a Costa do Sul rumo a Londres para defender o Arsenal, o treinador Manuel Pellegrini encontrou problemas e muitas dores-de-cabeças. Eliseu foi improvisado, mas passou por apuros. Nos últimos dois jogos, Antunes jogou os 90 minutos, mas a confiança do argentino no português não é das maiores. No último treinamento antes do duelo, a aparição de Jesus Gámez foi a grande surpresa. E é exatamente por esse setor que joga o jogador mais arisco do Porto: o colombiano James Rodríguez. O ponta direita canhoto de extrema habilidade tem uma boa finalização e uma ótima visão de jogo. No entanto, é dúvida para o duelo por conta de uma lesão. Vitor Pereira o irá esperar até a última hora.

Na coletiva de imprensa, Pellegrini mostrou-se confiante, apesar dos elogios aos portugueses. "Demonstramos na atual edição da Champions League que somos capazes de surpreender. Sinceramente, o Porto é uma grande equipe, mas se avançarmos de fase não será nenhuma zebra", disse. Pelas palavras ditas no término da coletiva ("a eliminatória deve ser decidida em Málaga. é meu desejo"), o treinador deve levar a campo uma escalação mais preservada para o confronto desta terça-feira, no estádio do Dragão. Não será surpresa se Pellegrini abdicar de um centroavante (Saviola ou Santa Cruz) e colocar Júlio Baptista de falso nove, escalando Portillo (Eliseu está lesionado), Toulalan e Iturra juntos no meio-campo. 

A facilidade para cuidar da posse de bola e para explorar a velocidade, sobretudo em jogos fora de casa, pode levar o Málaga a um resultado positivo em Portugal. Se o time de Vítor Pereira adiantar as linhas, haverá o trio de meio-campo mais Júlio Baptista para contra-atacar. Foi exatamente dessa maneira o Villarreal de Pellegrini por um triz não alcançou uma surpreendente final de Champions League em 2005-2006. As classificações do Submarino Amarelo diante de Rangers e Internazionale e a quase classificação perante o Arsenal de Henry se encaixam nas declarações do argentino. Ele quer reviver aquele cenário que quase o levou a glória?

Prováveis escalações
Porto: Helton; Danilo, Otamedi, Mandala, Alex Sandro; Lucho González, Fernando, João Moutinho; James Rodríguez (Atsu), Varela, Jackson Martínez.

Málaga: Caballero; Sérgio Sánchez, Demichelis, Welington, Antunes (Jesus Gámez); Toulalan, Iturra; Joaquín, Isco, Júlio Baptista; Saviola/Santa Cruz (Portillo).

Obs: mantive a escalação habitual do Málaga, apesar de ter deixado claro no texto que não seria surpresa um onze inicial mais preservado com a entrada de Portillo e o deslocamento de Baptista à referência do ataque.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A recuperação merengue

Özil levanta Cristiano Ronaldo: o português começou o ano voando e impulsiona um Real Madrid que parecia morto na temporada (getty images)

Se tudo ocorrer da maneira que o madridismo deseja, o Real Madrid da temporada 2012-2013 pode ser dividido em dois: o de agosto a dezembro e o de janeiro ao restante da temporada. Isso porque o "segundo" Real Madrid dá mostras de recuperação em relação àquele que deu vexame na primeira parte da temporada. Nesta quarta-feira, às 18h (horário de Brasília), os merengues recebem o Barcelona no Santiago Bernabéu. É o primeiro confronto da fase de ida da semifinal da Copa do Rei. Em três confrontos contra o rival na atual temporada, uma vitória, uma derrota e um empate. Equilíbrio, que valeu o título da Supercopa em agosto.

Já é sabido por todos os múltiplos problemas nos vestiários merengues. É algo que o clube convive desde a chegada de Mourinho, mas teve seu estopim no final do ano passado, quando o treinador português, indiretamente, confirmou o conflito de relações ao barrar Casillas do difícil compromisso na Andaluzia ante o Málaga. Após a derrota por 3x2, ele desafiou: "Vejo que Adan está melhor no momento. Tenho a consciência tranquila", disse. O gajo cavava a própria cova. Como não poderia deixar de ser, imprensa e torcida madrilenha ficaram ao lado do capitão.

Dentro de campo, a proposta de jogo era executada num ritmo mais lento. O Real Madrid sofreu contra o Borussia Dortmund na Champions League, perdendo na Alemanha e empatando em Madrid, e só não saiu do Camp Nou derrotado pelo Barcelona pela bola na trave de Montoya e um chute desperdiçado por Pedro no minuto final. A bem da verdade, também por Cristiano Ronaldo, em noite mágica e autor de dois gols. As peças-individuais, como o próprio craque da camisa sete, não faziam tanto a diferença. Ronaldo se destacava, mas faltava mais contudência. E essa contundência aparece com perfeição em 2013. Em sete jogos no ano, foram dez gols (dois hat-tricks). 

Quando o seu principal jogador atua de maneira assim anima os demais. Isso explica a recuperação do bom futebol de Di María e Benzema.  Özil, por sua vez, mostra-se bem irregular. No entanto, o alemão tem crescido de produção nos jogos mais pegados da temporada (atuou bem contra Borussia Dortmund, Barcelona e Atlético de Madrid), diminuindo um pouco o ritmo contra os pequenos. É uma irregularidade paradoxal, mas que ele precisa acabá-la. O aspecto que precisa evoluir mesmo são os fundamentos defensivos, uma das virtudes da equipe na temporada passada. Laterais, proteção à defesa e, especialmente, concentração são essenciais.

Em meio ao aparecimento repentino de uma boa fase, uma má notícia. Após disputa de bola pelo alto, Arbeloa acabou, sem querer, lesionando a mão de Casillas, que irá ficar de fora por três meses. A lesão de Iker, que havia recuperado a titularidade na guardameta, cai como uma bomba, que Mourinho logo tratou de desarmar. Um dia após a confirmação de que não teria o goleiro multicampeão até abril, o treinador nascido em Setúbal pediu a Florentino Pérez a contratação urgente de um goleiro. Foi atendido, claro: na sexta-feira (25), o clube anunciou a contratação de Diego López, canterano que fez parte do elenco entre 2005-2008. Diego López não vive boa fase desde sua saída do Villarreal, mas é um goleiro confiável pelo seu histórico no passado (já foi terceira opção para gol da seleção espanhola - ok, não é grande coisa).

O Real Madrid está invicto em 2013. Isso porque Mourinho resgatou uma equipe mais sólida e recuperou o contra-ataque mais mortal do mundo, que fez estragos em 2011-2012. Por enquanto, a ascensão dos jogadores citados acima e a perspicácia tática para superar a coleção de problemas assegura paz e tranquilidade no ambiente em Chamartin. Mas vem aí um Barcelona confiante pela temporada que faz e com Messi e Iniesta em estados de graças. É a chance do elenco blanco ratificar a ressurreição na temporada e confirmar, acima de tudo, por que o Manchester United tem de abrir o olho na Liga dos Campeões da Uefa.