sábado, 18 de setembro de 2010

3ª Rodada (1ª Parte): Porque sorte também conta

Cristiano Ronaldo comemora: com a ajuda de Pepe, o Gajo teve sorte na sua cobrança de falta e o Real Madrid saiu do País Basco com uma vitória e a liderança provisória (AP)


Após um empate com uma atuação fraca na estreia da Liga, o Real Madrid começa a mostrar regularidade e assim já chega a sua segunda vitória consecutiva na competição, somando sete pontos e ficando com a liderança. O primeiro posto, porém, pode ser perdido neste domingo em caso de empates de Valencia e Atlético de Madrid ou vitória do Sevilla, contra Hércules, Barcelona e Málaga, respectivamente.

José Mourinho não gostou do que viu no primeiro tempo. Sua equipe não conseguiu criar nenhuma oportunidade de gol, e um corte de Ricardo Carvalho impediu Tamudo de abrir o placar a favor da Real Sociedad. Os merengues até iniciaram bem a partida, com mais posse de bola, mas aos poucos cederam campo para o time da casa, que foi crescendo na partida e ficou mais perto de marcar o primeiro gol do que o Real Madrid. Na segunda etapa, o time comandado por Mourinho voltou com outro espírito, e depois de jogada individual de Angel Di María, conseguiu balançar as redes, logo aos 7min. O argentino avançou com a bola pela esquerda e, da entrada da área, acertou um belo chute no ângulo, sem chances para o goleiro Bravo. O gol acomodou o Real Madrid, que começou a sofrer com lances de bola parada.

Em um deles, aos 16min, Griezmann cobrou falta pela direita e mandou a bola com veneno para o meio da área; Ricardo Carvalho desviou de cabeça e Tamudo, sozinho na pequena área, apenas teve o trabalho de mandar para as redes. Tudo igual. Em outra cobrança de falta, o francês Griezmann mais uma vez assustou Casillas, mas esta passou à direita do goleiro merengue. Aos 28min, foi a vez do astro Cristiano Ronaldo responder na mesma moeda. Em tiro livre a favor do Real Madrid, o português bateu forte, a bola desviou no meio da barreira e acabou encobrindo o goleiro Bravo. O Real Madrid estava novamente à frente no placar. Com o pé calibrado, Griezmann quase surpreendeu após cruzamento muito perigoso, mas Casillas, atento, conseguiu se esticar e espalmar a bola para fora. No final, ao invés de pressionar, o Real Sociedad permitiu ataques perigosos dos visitantes e quase viu o placar ser ampliado. Aos 42min, Cristiano Ronaldo aproveitou o rebote e por pouco não marcou seu segundo gol na partida, não fosse a presença de Martínez, que salvou a bola em cima da linha. Nos acréscimos, foi a vez de Marcelo fazer bela jogada individual pela esquerda e bater cruzado; a bola caprichosamente passou em cima da linha e não entrou.

Um pouco mais cedo, às 13h, uma partida sonolenta e sem demasiado futebol, acabou com vitória do Espanyol sobre o Almería por um a zero. Sem poder contar com Osvaldo, que irá ficar três semanas afastado por lesão no joelho, o Espanyol sentiu muito a falta de uma referência no ataque, mesmo tendo Sergio García como titular. O ex-jogador do Bétis mostrou-se sem sintonia com o resto do time e passou despercebido na partida. Já a equipe da Andaluzia, mostrou-se pecando demais nas jogadas. Cuida do jogo, trabalha bem a bola, mas não tem capacidade para finalizar de maneira correta a jogada. Entra o futebol "pausado" do Almería e a falta de jogo entre as linhas do Espanyol, o primeiro tempo pode ser resumida a uma sucessão de faltas e erros. Entretanto, logo na volta à segunda etapa, o Espanyol foi fatal: Após David Márquez mandar bola para a área, Jakobsen afastou nos pés de Callejón, que emendou um chutaço, sem chances de defesa para Diego Alves. Foi o primeiro gol de Callejón desde 14 de fevereiro.

No Ono Estadi, enfim Michael Laudrup e o Mallorca conheceram os três pontos na competição. Após um empate suado com o Real Madrid na primeira rodada e uma derrota pro Sporting Gijón na segunda rodada, os malloquíns parecem ter inspirado-se em Rafael Nadal para derrotar o Osasuna. O tenista, atual campeão do US Open e que é torcedor do Mallorca, foi homenageado pela torcida antes da bola rolar. O Osasuna segue afundando: após três rodadas, o time basco segue sem marcar gols e, o pior: está oferecendo uma imagem de um time fraco, inferior àquela da temporada passada. Para o jogo, Laudrup teve que recompor a sua defesa, trás as baixas de Aouate, autorizado pelo clube para celebrar o feriado judáico Yom Kipur - dia do perdão, feriado mais importante para os judeus -; Nunes, suspenso; e os laterais Ayozé e Corrales, lesionado. Com isso, após 16 meses, Lux voltou ao gol dos rojos e o jovem Kevin García, debutando na Liga BBVA foram para campo. O primeiro gol da partida saiu cedo. Após bobeira de Miguel Flaño, que dominou a bola com as mãos dentro da área, Gonzalo Castro converteu o pênalti para pôr início no marcador. Quando o Osasuna buscava o empate, eis que apareceu De Guzman, contratação mais cara do clube de Palma de Mallorca para a temporada, para pôr números finais no marcador. O holandês desceu em velocidade pela direita, invadiu a área e bateu no contra-pé de Diego Alves.

No El Molinón, o Sporting Gijón fez 25 minutos primorosos, abriu dois a zero contra o Ahtletic Bilbao, mas desligou-se e deixou os Leones empatarem a partida. Aliás, o Athletic Bilbao não só empatou, como teve mais ocasiões para levar os três pontos, mas o goleiro rojiblanco Juan Pablo foi providencial, quando, no último minuto, fez uma defesaça em chute de Susaeta. Logo após sair atrás no marcador, o Athletic acusou-se na partida e viu-se constantemente superador pelo Gijón. Sem medo, os rojiblancos estiveram muito ativo no ataque, com constantes chegadas no ataque por conexão dos flancos e o centro.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

10 anos de Messi


Há exatos 10 anos, no dia 17 de setembro de 2000, chegara à Catalunha um garoto franzino da Argentina com problemas hormonais que viajou junto com pai, deixando em Rosário a mãe e os irmãos. O Barcelona não quis dar chance ao azar. Carlos Rexach o contratou vendo-o jogar por instantes. Há 10 anos, Lionel Messi fez seu primeiro teste no clube blaugrana, com 13 anos e 1m40."Eu o contratei em 30 segundos! Ele me chamou muita atenção. Em meus 40 anos de futebol, jamais havia visto coisa semelhante. De cinco situações de gol, converteu quatro. E tem uma habilidade excepcional. Me lembrou o melhor Maradona. Seu primeiro contrato eu assinei, simbolicamente, em um guardanapo, queria contratá-lo o quanto antes, não podia deixá-lo escapar." Palavras de Rexach.


Hoje, 10 anos depois, a aposta arriscada do Barcelona já é tido por alguns como um dos maiores da história do futebol. A história da Pulga já é conhecida por muitos. Desde seus primeiros passos no Newell's; o interesse do River; a boa vontade de Rexach; o guardanapo com o qual Minguella assinou o primeiro contrato do jovem; seus problemas de crescimento que ameaçavam sua carreira; a estreia no time de Rijkaard e, obviamente, os títulos: Ligas. Champions. Supercopas, Mundial de Clubes. Títulos que, junto com o seu genial futebol, o converteu no mais digno sucessor de Maradona que já teve.


No campo 3, anexo ao miniestádio do Barcelona, Messi, com idade de infantil B, jogou para o time A e ainda contra os cadetes, mais velhos. E olha que em campo havia outro que já brilhava, Cesc Fàbregas. O volante, hoje do Arsenal, afirma ter ficado impressionado com Messi. No primeiro acordo, o Barcelona comprometeu-se a pagar 57 mil euros (cerca de 145 mil reais) por ano para bancar os gastos da família Messi e ainda arrumaram um emprego para o pai, Jorge Messi. Por questões burocráticas, demorou para que começasse a jogar nas categorias inferiores do Barcelona, por isso a integração com o grupo foi difícil. Fàbregas diz que os demais achavam que Messi era mudo e que só descobriram que ele falava graças ao PlayStation, passatempo preferido do craque.


A propósito, não são poucos que juram que ele tem mais habilidade com o joystick do que com a bola. O jogador nunca queixou-se por não poder jogar oficialmente em La Masia, e esperou, pacientemente e quieto o momento certo. Na temporada 2000-01, aos 13 anos, o Enano, apelido da época, foi o destaque do Dream Team do Cadete B: fez 37 gols em 30 partida e, além de sair campeão, foi artilheiro e eleito o melhor jogador da competição.

Em apenas uma década na Catalunha, tornou-se ídolo máximo no Camp Nou, com perfomances que deixaram os afficionados e o mundo boquiabertos. Apesar da fama e do reconhecimento todo, a cabeça do astro de apenas 23 anos não mudou; ele continua aquele garoto tímido, sensível e vulnerável, que ainda fica vermelho quando lhe falam de Maradona.

Confira aqui a reportagem do Canal + " De Rosário a Barcelona, a história de Lionel Messi". Vejam também um especial do El Mundo Deportivo, nomeado de "Messiteca, uma compilação do melhor de Lionel Messi no Barcelona". Para saber muito mais da história de Messi, é só clicar aqui, na matéria que fizemos sobre a Pulga em fev/2010.

Técnicos: Miguel Muñoz

Texto de Renan Barabanov, da Trivela; do especial "os 25 maiores técnicos"

Um dos maiores técnicos da história do Real Madrid e do futebol espanhol, Miguel Muñoz ganhou duas Champions League com o clube blanco (noticiasdelrealmadrid.es)

Um madridista puro sangue. Assim pode ser definido Miguel Muñoz. Ídolo como jogador, lenda como treinador. Primeiro homem a levantar a taça da mais importante e valorizada competição interclubes da Europa, comandando um time dentro e fora do campo. Como capitão e técnico. Muñoz teve uma vitoriosa e idolatrada carreira. Após iniciar seu contato com o mundo da bola no renomado Colégio Casancio (o mesmo que formaria Emilio Butragueño), o meia, nascido no distrito de Salamanca, em Madri, atuou por diversos clubes da capital, como Ferroviaria, Girod, Imperio, antes de assinar seu primeiro contrato com o Logroñés.

Passou, com sucesso, por Racing de Santander e Celta de Vigo, onde chamou a atenção do Real Madrid após conquistar o quarto lugar na Liga de 1948 (melhor posição no história do clube) e o vice-campeonato da Copa do Rei, perdendo a final para o Sevilla por 4 a 1 (gol de honra marcado por Muñoz). Contratado em 1948, junto com o atacante e colega de equipe Pahiño, Miguel Muñoz logo tornou-se uma das principais figuras dos merengues e capitão da equipe que passava por um momento de reformulação após quase ser rebaixado. Durante dez anos como jogador, disputou 347 jogos oficiais pela equipe blanca, marcando 23 gols e conquistando três Taças dos Clubes Campeões Europeus (atual Liga dos Campeões) e quatro campeonatos espanhóis.

Até mais importante do que os títulos, foi a amizade conquistada com o craque Di Stéfano um dos grandes destaques madridistas nessa época que marcou Miguel Muñoz. Sinônimo de entrosamento dentro de campo, a ligação gerou frutos (e alguns problemas) no futuro. Após pendurar as chuteiras, Muñoz parecia saber que seu futuro continuaria sempre ligado ao Real. No mesmo ano (1959), assumiu o comando do Plus Ultra, time B do clube, formado por atletas da base. No ano seguinte, tornou-se treinador do time principal, tendo como missão reformular a equipe e abrir passagem para as novas promessas, que deveriam aos poucos assumir o lugar de seus amigos e antigos companheiros de equipe.

Sua trajetória como técnico teve um início meteórico. Logo em seu primeiro ano conquistou a Copa dos Campeões da Europa, quinto título seguido do Real (em cinco edições disputadas), eliminando Jeunesse Esch (com duas goleadas), Nice (com um 4 a 0 em Madrid), os rivais do Barcelona (com duas vitórias por 3 a 1) e Eintracht Frankfurt na final, com um show de Di Stéfano (3 gols) e Puskas (4 gols) e goleada por 7 a 3. De quebra, ainda bateu os uruguaios do Peñarol na final da Copa Intercontinental, com um sonoro 5 a 1 em Madrid, se tornando o também o primeiro clube campeão do mundo. Em 1961, conquistou o primeiro de cinco títulos seguidos da La Liga (feito só alcançado novamente pelo próprio Real Madrid na década de 1980), terminando o torneio 12 pontos a frente do Atlético, grande rival da capital e segundo colocado. A supremacia ficou clara com o tri sendo obtido em 1963 novamente com uma dúzia de pontos a mais que o vice e eterno rival Atlético.

Após perder a chance de obter o hexa em 1965 com apenas um ponto a menos que os colchoneros, os merengues alcançaram a partir daí mais um tri consecutivo com facilidade, de 1967 a 1969. Venceria ainda o nacional de 1972, deixando Valencia e Barcelona para trás.
Uma dura decisão. Apesar das vitórias, Muñoz se deparou com algumas difíceis decisões ao longo da carreira. Em parte por que havia sido contratado para reformular um time do qual já havia feito parte: “Eu me tornei treinador de uma equipe cujos jogadores haviam sido, em sua maioria, meus companheiros. E ir prescindindo deles por uns e outros motivos foi muito doloroso”, dizia. Um dos momentos mais marcantes ocorreu em 1964, quando se deparou com a responsabilidade de tirar da equipe seu melhor amigo e companheiro, Alfredo Di Stéfano, craque e mentor do estilo ofensivo e vitorioso do Real Madrid da década de 1950. Admirador confesso de Di Stéfano, Muñoz optou antes por apresentar sua demissão a junta Diretiva dos merengues.

Após ver sua demissão recusada pelo presidente Santiago Bernabéu, Miguel Muñoz comandou a equipe que foi derrotada na final da Taça dos Campeões Europeus para a Internazionale (1 a 3), em Viena (Áustria), em uma quarta-feira. No fim de semana seguinte, ao escalar o time que enfrentaria o Atlético de Madrid pela semifinal da Copa do Rei, o treinador deixou de fora seu amigo Alfredo Di Stéfano. A derrota para a equipe Nerazzurri fora a última partida do ídolo pela equipe blanca. A decisão mais difícil de sua vida. “Alfredo era meu amigo e companheiro de quarto nos hotéis e concentrações. Eu o admirava. Na realidade, me deixava de olhos arregalados cada vez que pegava na bola. Mas já tinha 38 anos e suas condições físicas não eram as melhores. Poderia ter continuado titular jogando somente como ponta, com um raio de ação limitado, como Ferenc Puskas, mas queria seguir estando em todos os lugares do campo”, desabafou certa vez. “Não podíamos seguir assim”.

Os títulos da Liga seguiam sendo conquistados sem dificuldades, mas a história do clube madridista exigia a formação de uma equipe para o futuro, cuja meta era a obtenção do sexto troféu continental. Dando forma a uma jovem equipe, pouco a pouco Muñoz começou a forjar talentos como Pirri, Amancio, Sanchis, Zoco e Velázquez. Na Taça dos Campeões Europeus de 1965/66, o time madridista passou por Feyenoord (com um 5 a 0 de Madrid), Kilmarnock (goleando por 5 a 1, também em Madrid), Anderlecht e Internazionale (vingando a derrota na final dois anos antes). Na decisão, disputada no dia 11 de maio de 1966, a equipe de jovens promessas, capitaneada pelo veterano Gento e apelidada de “Ye-yé”, venceu o Partizan, em Bruxelas (Bélgica), por 2 a 1 de virada (gols de Amaro e Serena), conquistando pela sexta vez a atual Liga dos Campeões da Europa.

Os título continuaram a chegar à sala de Troféus da equipe madridista. Dessa forma, Muñoz bateu o recorde de permanência como técnico do Real. Foram 14 anos de glórias (com 595 partidas e 352 vitórias), que tiveram um ponto final na temporada 1973/74, quando o time foi eliminado pelo Ipswich Town na Copa da Uefa, terminando em oitavo lugar na Liga espanhola. A saída, contudo, não significou o fim da carreira de Miguel Muñoz. O técnico ainda comandou Granada, Sevilla e Las Palmas, onde obteve o vice-campeonato da Copa do Rei em 1978, perdendo a final para o Barcelona. Faltava, contudo, a seleção, pela qual havia disputado apenas sete partidas como jogador. O fracasso da seleção espanhola na Copa de 1982, disputada em casa, obrigou a Federação Espanhola a demitir José Emilio Santamaría, abrindo as portas para Muñoz. Comandando o time até a Eurocopa de 1988, na Alemanha, Miguel Muñoz mudou a cara do selecionado nacional, obtendo um vice-campeonato na Eurocopa de 1984 e um quarto lugar na Copa de 1986, no México. Saiu após a eliminação da Espanha na Eurocopa de 1988, como segundo técnico com mais partidas no comando a seleção (63 partidas).

Segundo treinador com mais partidas pela Liga Espanhola (atrás apenas de Luis Aragonés), Miguel Muñoz morreu em Madri, em 16 de julho de 1990, aos 68 anos e foi sepultado no cemitério La Almudena. Sempre lembrado pelas vitórias e pelo otimismo, forjado, segundo ele, nos tempos da Guerra Civil, nenhuma frase define melhor Miguel Muñoz como a proferida por Pablo Porta, presidente de Federação Espanhola de Futebol, após a classificação da Fúria para a decisão da Eurocopa de 1984: “Um homem com uma flor em um lugar muito especial do coração”. Um coração sempre madridista.

Miguel Muñoz
Nome: Miguel Andrés Muñoz Acosta
Nascimento: 19/jan/1922, em Madri (ESP)
Clubes que treinou: Real Madrid (1959 e 1960 a 74), Real Madrid B (1959/60), Granada
(1975/76), Las Palmas (1977 a 79) e Sevilla (1979 a 82)
Principais títulos como treinador: 1 Copa Intercontinental (1960), 2 Ligas dos Campeões da Europa (1960 e 1966), 9 Campeonatos Espanhóis (1961/65, 1967/69 e 1972) e 2 Copas do Rei (1962 e 1970)
Seleções que treinou: Espanha (1969 e 1982 a 88)

Estreias com o pé esquerdo

Atual campeão da competição, o Atlético de Madrid foi derrotado na estreia na Liga Europa, assim como Sevilla e Villarreal. Dos espanhóis, apenas o Getafe salvou (AS)

Nesta quinta-feira entraram em campo os times espanhóis que representam o país na Liga Europa. Após as estreias animadoras de Real Madrid, Barcelona e Valencia na Champions League, na Liga Europa a situação foi oposta. Dos quatro clubes, apenas o Getafe saiu com os três pontos. Villarreal, Atlético de Madrid e Sevilla decepcionaram.

Aris 1x0 Atlético de Madrid
Atual campeão da Europa League, o Atlético de Madri decepcionou em sua estreia no grupo B da competição: perdeu de 1 a 0 para o Aris Salônica, na Grécia, gol do "compatriota" Javito.Sem pôder contar com Agüero, e com os brasileiros Filipe Luis e Paulo Assunção no banco, o time comandado por Quique Sánchez Flores teve trabalho no Estádio Kleanthis Vikelidis.

O golaço de Javito aconteceu aos 14 minutos do segundo tempo, quando dominou bola a meia altura e, da meia lua, de perna esquerda, chutou sem chances para De Gea. A grande chance do Atlético na partida foi nos 35 minutos, quando o brasileiro Tiago Costa cabeceou para fora um cruzamento de Diego Forlán na pequena área.

Sevilla 0x1 PSG
O Sevilla decepcionou na sua estreia na Liga Europa. Jogando no Ramón Sanchéz Pizjuan, os sevillistas decepcionaram mais uma vez sua torcida e perderam para o Paris Saint-German pelo placar de 1 a 0.

O único gol da partida foi marcado pelo atacante brasileiro Nenê, aos 31 minutos do segundo tempo. O avante recebeu bom passe e chutou firme, a bola desviou no zagueiro e foi morrer no fundo da rede. Após tomar o gol, o Sevilla não mostrou forças para reagir, e o PSG controlou bem a partida para garantir o importante resultado positivo fora de seus domínios.

Dinamo Zagreb 2x1 Villarreal
Na Croacia, o Dinamo Zagreb venceu o Villarreal, que mostro uma imagem oposta à mostrada no jogo contra o Espanyol, no último domingo. A equipe croata precisou de apenas 18 minutos para chegar ao primeiro gol com Rukavina. Na etapa final, aos 35 minutos, Sammir ampliou a vantagem dos anfitriões sobre os submarinos amarelos e definiu a primeira vitória do Dynamo na competição continental: 2 a 0, três pontos e liderança isolada assegurada no grupo. O destaque negativo do jogo ficou por conta do meio campista brasileiro naturalizado espanhol Marcos Senna, expulso de campo aos 30 minutos do segundo tempo. Ele já havia recebido o primeiro cartão amarelo na etapa inicial, aos 36 minutos.

Olhanense 1x2 Getafe
Na única vitória espanhola, destaque para Arizmendi, do Getafe: os 44 minutos do primeiro tempo ele marcou contra, mas na segunda etapa se redimiu e, aos seis, anotou a favor. O gol do triunfo azulón veio aos 36 da segunda etapa, com Ríos. Apesar da vitória, más notícias para o clube de Madrid: Gavilán, um dos destaque dos azulones no início de temporada, teve que sair de campo aos cinco minutos com ruptura nos músculos da perna direita. O seu substituto, Miku, não o desmereceu. O venezuelano foi um dos poucos que buscou a bola e o gol.

ATUALIZAÇÃO
Segundo informações do diário LeSports10, a Uefa poderia dar os três pontos ao Sevilla devida à escalação indevida do goleiro do PSG Eder Apoula.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Animadora

Özil foi o melhor em campo novamente e, dessa vez, o Real Madrid animou. Apesar de ganhar apenas por 2 a 0, a torcida, enfim, aplaudiu(marca.com)

Se a torcida do Real Madrid não andava muito animado com o time, que mesmo invicto na temporada não mostrava um futebol brilhante, após a exibição dos merengues hoje contra o Ajax, pela 1ª rodada da Uefa Champions League, a desconfiança vai passando.

Apesar de ter ganho a partida por apenas o 2 a 0, o Real Madrid teve ótimas chances de sair do Bernabéu como os dois outros representantes espanhóis na competição: com goleada. Graças a Stekelenburg, o resultado foi esse. Sem contar com Sergio Ramos, José Mourinho escalou Arbeloa entre os titulares da defesa do Real Madrid. No ataque, o treinador deixou Benzema no banco e deixou Higuain isolado, optando por Dí Maria no meio-campo, mandando pra campo um 4-2-3-1. Já o Ajax não contou com seu principal jogador: o atacante Luis Suárez, suspenso, desfalcou o time holandês. O zagueiro Jan Vertonghen também desfalcou o time devido a suspensão. Lodeiro e Atouba, lesionados, completaram a lista de problemas do técnico Martin Jol.

Desde os primeiros minutos o Real Madrid partia para cima. Aos 5min, já começava a aparecer Özil, novamente melhor em campo. O turco-alemão recebeu de Higuaín e chutou para fora. Özil apareceria novamente aos 14, quando fez boa jogada individual e chutou nas mãos para a primeira de muitas defesas milagrosas de Stekelenburg na partida. O time de Chamartín avisava e insistia de maneira perigosa, mas pecava um pouco na finalização, principalmente Higuaín e Cristiano Ronaldo. O argentino e o português, apesar dos gols perdidos, estavam muito ativos na partida e buscavam jogo. Cristiano Ronaldo pecou também muito na individualidade e não estava com a mira muito boa. Crítico da torcida, quando, no começo da semana, disse que queria ver aplauso ao invés de vaias, o gajo chegou a ser pego no pé pelos blancos.

O primeiro gol do Real Madrid só saiu em um lance de bola parada, confuso, em que o goleiro holandês não pôde intervir. Após cobrança de escanteio, Anita tentou afastar de cabeça, mas a bola bateu na coxa de Higuaín e entrou. Apesar da Pipita sair comemorando, a arbitragem assinalou gol contra do defensor. À frente no placar, o Real manteve-se no ataque e a história se manteve: Stekelenburg exibiu um vasto repertório de defesas, e as estrelas do clube espanhol também colaboraram com chutes sem direção e muitas falhas no setor ofensivo, levando à loucura o técnico José Mourinho.

Na segunda etapa, o Real Madrid continuou com a partida sob controle. Cristiano Ronaldo fez boa jogada individual aos 5min e chutou cruzado, mas Stekelenburg outra vez impediu o gol do camisa sete. Dois minutos depois, Dí Maria bateu forte de fora da área; o goleiro do Ajax espalmou e, na sobra, Higuaín mandou por cima. O “festival de gols perdidos” pelos merengues continuou com Dí Maria e Cristiano Ronaldo. O Real Madrid enfim marcou o segundo aos 28min. Dí Maria deu belo passe para Özil chutar forte; Stekelenburg pegou, mas o jogador alemão ficou com o rebote e tocou para Higuaín mandar para as redes.

Só então, quando já estava em desvantagem de dois gols, o Ajax conseguiu levar perigo à meta de Casillas. Sulejmani chutou na trave e, no rebote, o goleiro espanhol mandou a bola para escanteio. Os minutos finais da partida serviram apenas para Cristiano Ronaldo mostrar que não estava em seu melhor dia. O português perdeu gols em sequência, incluindo uma furada patética, de frente para o gol, aos 43 minutos da segunda etapa. O português não anda muito bem. Recuperando-se de uma lesão que o tirou da estreia de Portugal nas Eliminatórias p/Euro 2012, Cristiano Ronaldo parece um pouco fora de forma, e não consegue mais dar aquelas arrancadas característica. Ao final da partida, quando todos os jogadores foram agradecer à torcida, o português foi direto para os vestiários, com cara de pouquíssimos amigos.

Boa, Espanha!
Como dito no início do texto, os dois outros representantes espanhóis na Champions estrearam com vitória. Na terça-feira, tanto Valencia, quanto Barcelona entraram em campo. No Camp Nou, querendo esquecer a derrota incrível sofrida para o Hércules, o Barcelona entrara em campo sobre dúvidas. Mantendo a posse de bola e mostrando um monstruoso ímpeto ofensivo, os blaugranas foram castigados e tomaram um gol de Govou, após passe espetacular de Cissé. Mais espetacular ainda, só o passe de Xavi para Messi, que empatou o jogo logo em seguida. Após o gol dos gregos, o Barcelona continuou avalassador e marcou mais dois tentos ainda na primeira etapa, com Villa e Messi, em uma linda jogada trabalhada. Messi estava inspirado e participou do quarto gol, marcado por Pedro, e do quinto, marcado por Daniel Alves após passe lindo de Lionel. Messi, literalmente, fez de tudo no jogo: após tabelar com Villa, foi derrubado dentro da área. Pênalti que a Pulga desperdiçou, batendo fraco, atrasando para o goleiro.

Pelo Grupo C, o Valencia também teve um bom início na fase de grupos. A equipe espanhola garantiu três pontos ao vencer o Bursaspor, da Turquia, por 4 a 0. O argentino Alberto Costa fez o primeiro gol aos 16min em um belíssimo chute de direita e o espanhol Aritz Aduriz aumentou aos 41min, ambos na primeira etapa. No segundo tempo, Hernández e Soldado completaram a goleada, aos 23min e aos 31min, respectivamente.

O mágico de Özil

O turco-alemão recebeu um puxão de orelhas de Mourinho e deu a resposta: foi o nome da partida e eleito um dos craques da rodada pela equipe do blog (getty images)


Mourinho tinha em mente uma grande dúvida para a escalação do Real Madrid para a partida contra o Osasuna, na última rodada: o técnico de Setubal preferiu escolher Özil à Canales e Di María. Após dar um leve puxão de orelhas em Mesut durante a semana anterior ao jogo, falando que Özil, às vezes, anda meio desligado na partida, o meio-campista deu uma grande resposta ao treinador: foi o nome da partida e fez a jogada do único gol da partida, marcado por Ricardo Carvalho. Quando substituindo, Özil saiu de campo ovacionado para a entrada de Granero. A partida poderia ser ainda mais perfeita para Özil, se Higuaín e Cristiano Ronaldo não tivessem desperdiçados as chances de gols após lances de Özil.

Özil deixou numerosos flashes de sua qualidade. Esteve, especialmente, brilhante em sua especialidade: as assistências. Distribuiu suficientemente para que o Real Madrid goleasse, mas não contou com a sorte de seus companheiros. O turco-alemão por pouco não marcou um golaço, quando recebeu de Ricardo Carvalho e, com um leve toque, encobriu Ricardo, porém, não contou com teve azar.

O recital de Özil, com suas assistências, não é nenhuma surpresa. O turco-alemão é um autêntico especialista neste tipo de jogada. Na temporada passada, com o Werder Bremen, firmou um total de 17 assistências nas 31 partidas que disputou. Apesar de não marcar tantos gols, é uma maquina de dar assistências. Um exemplo bom foi a goleada do Bremen contra o Friburg por seis a zero na temporada passada, quando Özil participou dos seis gols, dando quatro assistências. Após a saída de Guti, os torcedores tem de Özil um sócio de luxo do espanhol.

domingo, 12 de setembro de 2010

Resumo: 2ª Rodada (2ª Parte)

Aproveitando a fragilidade da zaga maña, Quincy Owusu-Abeyie deu show e conduziu o Málaga à goleada contra o Zaragoza (El Mundo Deportivo)


Se os jogos de sábados foram sonolentos e com poucos gols, apesar da surpreendente vitória do Hércules contra o Barcelona, nada a reclamar dos jogos de Domingo. Só nos três jogos das 12h, 15 gols. Parte deles saíram no La Romareda, na surpreendente vitória do Málaga em cima do Zaragoza. A vitória dos Andaluzes aconteceram muito por causa da fragilidade da zaga do Zaragoza - mais precisamente de Leo Franco e Jarosik - e da letalidade nos contra-ataques. Os blanquiazules balançaram cinco vezes as redes do goleiro Léo Franco em 35 minutos. Ainda mais curioso é que o Zaragoza, com exceção à sua defesa, não jogava mal e até criava chances para marcar, tendo inclusive mais posse de bola que o adversário e parando nas boas defesas do goleiro Galatto. Aos 41min, Edmilson, batendo ‘de chapa’, marcou um lindo gol de fora da área. No segundo tempo, Marco Perez e Ander Herrera fizeram mais dois gols a favor do time da casa, mas já era tarde para uma reação.

O Sporting Gijón somou hoje os seus três primeiros pontos na Liga com muito sofrimento. Encarando um Mallorca mais confiante após o empate contra o Real Madrid na primeira rodada, os asturianos mostraram muita fragilidade defensiva e foram salvos pelo goleiro Juan Pablo. Preciado, técnico do Sporting Gijón, preteriu De Las Cuevas na meia pelo lado esquerdo, ratificando que confia mais nele do que em Carmelo, apesar deste ter realizado uma boa pré-temporada, e Nacho Novo para a volância. Após um primeiro tempo bem parelho, os gols só foram sair na segunda etapa. Logo no início, os asturiano foram para cima e Lora sofreu falta. Na cobrança, Riva mandou à área e a defesa roja afastou. A bola chegou até Lora, que não tocou para Botía encher o pé de direita sem chancer para Aouate e abrir o placar, anotando o primeiro gol do Sporting Gijón na temporada. Após pênalti discutível de Nunes - no qual o português acabou expulso - em Carmelo, que entrou no decorrer da partida, Diego Castro foi para a cobrança e não desperdiçou, pondo pontos finais na partida.

Uma grande atuação de Adrián Colunga e Gavilán bastou para o Getafe derrotar o Levante no Coliseum Alfonso Pérez. Colunga foi contratado junto ao Zaragoza para ser o substituto de Soldado, autor de 16 gols na temporada passada. Colunga assumiu esse posto com perfeição e hoje demostrou sua capacidade à torcida. Já o outro protagonista da noite, Gavilán, parece ter recuperado o nível de anos atrás, quando chegou a ser convocado para a seleção espanhola. O Levante foi um digno rival para o Getafe e soube explorar os flancos do time de Madrid. O primeiro tempo foi movimentado e logo aos quatro minutos, Gavilán, aproveitando cruzamento de Dani Parejo, cabeçeou para abrir o placar para o Getafe. O segundo gol do Getafe foi sair dos pés de Colunga, após nova participação de Gavilán. Após distração, o Levante aproveitou e chegou ao gol com Rafa Jordà, recolocando-se de volta à partida. Na segunda etapa, o Levante foi incapaz de criar alguma coisa, enquanto que os azulones deixaram o tempo passar com inteligência, mantendo a posse de bola. No final, ainda deu tempo de, em duas arrancadas do Getafe, Gavilán e Arizmendí marcaram mais dois para os donos da casa.

No El Madrigal, o Villarreal, enfim, mostrou seu futebol. O Espanyol comandou as ações da partida durante os primeiros 30 minutos de jogo, mas pecou muito nas finalizações. Apesar da goleada imposta, o Villarreal demorou um pouco para se acertar na partida. Nilmar recuperou o posto de titular da equipe, após ter iniciado a primeira rodada no banco de reservas, e marcou o quarto gol da equipe, que novamente teve o equatoriano Monteiro como destaque. Mesmo tendo entrado na segunda etapa, o jogador puxou muitos contra-ataques, fez a jogada no gol do brasileiro e ainda cavou a expulsão de Chica. Rossi balançou as redes duas vezes, enquanto Valero fez o outro do Villarreal. Ao Espanyol, fica a péssima notícia de que Osvaldo pode ficar parado por três semanas.

Por fim, no Ramón Sanchez Pizjuán o pior jogo da rodada - e do campeonato, até agora. Os Galegos começaram a partida de maneira mais organizada e teve a chance de abrir o placar nos minutos iniciais, mas não aproveitaram e viram o Sevilla crescer no jogo. Zokora e Negredo levaram perigo ao gol do La Coruña, mas desperdiçaram. A pressão dos anfitriões ficou ainda mais forte pouco antes do intervalo, mas novamente as finalizações foram erradas. Negredo e Navas erraram. Negredo, inclusive, atuou no lugar do brasileiro Luís Fabiano por opção de Álvarez, que gostou da semana de treinos do reserva. Neste domingo, porém, Negredo não estava nada inspirado nas finalizações. O atacante apareceu bem, mas perdeu pelo menos três boas chances para o Sevilla, superior na etapa final.

CRAQUES DA RODADA:
Quincy Owusu-Abeyie (Málaga)
Haedo Valdez (Hércules)
Diego Forlán (Atlético de Madrid)
Mesut Özil (Real Madrid)

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