domingo, 11 de abril de 2010

Resumo: 31ª Rodada

Messi e Pedro comemoram: com a ajuda de Xavi os dois brilharam (getty images)


Barcelona, Sevilla, Mallorca e Athletic Bilbao: os quatro times conseguiram vitórias importantíssimas na liga. O Sevilla conseguiu uma grande vitória contra o Málaga, no La Rosaleda, e deu um passo importante para ir à próxima Champions League. O time rojiblanco parece ter ressuscitado pro campeonato, após a eliminação não muito aceitável na Champions. O Málaga se encontrou com um gol polêmico. Porém, o inexperiente Estrada Fernández validou o tento. Caicedo arrastou desde o chão uma bola que Palop já tinha defendido. Na teoria, falta de ataque do Málaga. Mas na prática, 1 a 0. O Sevilla fez pouco para reagir, e pouco soube fazer. No segundo tempo, Cala aproveitou pra empatar. Esse gol, também em circunstâncias similares às de Caicedo, mudou a cara da partida de forma definitiva. A equipe de Alvarez confiou em si mesma e tudo se concretizou com o gol de Lolo, de cabeça, no minuto 84. Um gol que ele mesmo poderia ter marcado antes. Um gol que devolve confiança ao Sevilla, que começa a recuperar seu rumo.

Mas o grande jogo da rodada, sem dúvidas, foi o que todos esperaram. Real Madrid e Barcelona entraram para, ao contrário do que os jogadores dos dois times falaram durante a semana, decidir o campeonato. No post de ontem, o antecedente, a partida em si e o pós-jogo da vitória catalã. O sábado também viu o empate insonso entre Valladolid e Tenerife (0 a 0), dois times que parecem disposto a jogar à Liga Adelante. O outro time que, de umas rodadas para cá vem em busca de uma reação, parece disposto a cair, o Xerez, entrou em campo no sábado também. Jogando no Chapín e podendo aproveitar o empate entre Valladolid e Tenerife e alcançar 26 pts, sendo assim, chegar à 18ª posição e tentar se salvar, o time de Jerez de la Fronteira acabou perdendo pro Getafe, em um jogo muito aberto e com oportunidades claras para as duas equipes, mas os azulones aproveitaram uma bola parada para chegar a vitória, com Rafa. O Getafe jogou no toque de bola e com sua qualidade técnica; o Xerez, apostava nos seus pilares Míchel e Bermejo. Para Míchel, técnico do Getafe, o time madrileño tem grandes chances de chegar a Europa.

E para fechar os jogos de sábado, o Villarreal fez seu papel e vê as chances de pegar uma vaga na Liga Europa continuar viva. Desta forma o Villarreal acumulou sua terceira vitória seguida. O Sporting Gijón se mostrou muitos inocentes e sem pegadas, e volta a ver o abismo de perta. A primeira etapa fui de claro domínio do Villarreal, que desde o princípio teve uma maior posse de bola. O Gijón tentava pressionar a saída de bola castellonense e, em algum roubo de bola no meio-campo, sair para o contra ataque. O único gol da partida saiu logo no começo da partida, aos 15 minutos. Após Kiki Matheo desperdiçar ótima chance para os visitantes, Cani soltou a bomba e Juan Pablo fez uma defesaça mandando pra escanteio. Na cobrança, Diego Godín subiu mais alto que todos e fez o importante gol do Villarreal.

Já no Domingo, o Deportivo continuou sua derrocada na temporada. Os galegos só empataram em casa com o Racing Santander por 1 a 1. O empate diminuiu as pretensões do Deportivo de disputar a próxima Liga Europa. O time tem 43 pontos e está na 9ª posição da liga. O Racing Santander tem 32 e está na 15ª posição. Riki botou os galegos na frente mas Manu del Moral, no finalzinho, empatou para os cantábrios. Diferentemente do Deportivo, o Athletic Bilbao vem firme e forte na luta por vaga em competições europeias. Liderados por Javi Martínez, autor de um golaço, os euskaras não tiveram dificuldades para golear o Almería. Se há algum destaque no Almería, o goleado, esse é Diego Alves. O goleiro brasileiro pegou seu sétimo pênalti na temporada, a vítima da vez foi Llorente. Javi Martinez foi o dono do jogo no San Mamés: ele marcou dois gols, sendo o segundo dele - o terceiro do Athletic - um belíssimo gol. Ele recebeu uma bola na área, e deixou Acasiete e Bernadello para trás e deu um sútil toque sem chances para Diego Alves. Os outros gols foram de Gabilondo, num chutaço, e Llorente, com Piatti diminuindo pro Almería.

Contando com o apoio da torcida périca, o Espanyol conseguiu uma importante vitória contra o Atlético de Madrid. Essa foi a 13ª derrota rojiblanca em toda à Liga. O Espanyol perdeu uma grande chance de golear, graças a mais uma atuação de gala de De Gea. Na segunda etapa, contudo, o espanhol não conseguiu conter a pressão dos catalães. Logo aos dois minutos, Callejon cruzou pela direita para o meio da área. Caído, o zagueiro Victor Ruiz se enrolou com o companheiro Luis García, mas conseguiu tocar antes do colega a bola para o gol de De Gea. O gol embalou o Espanyol dentro do gramado. Enfrentando um adversário apático, os donos da casa ampliaram aos 23 minutos, quando Osvaldo desviou de cabeça outro cruzamento de Callejon e aumentou a diferença. Nos acréscimos, os donos da casa ainda tiveram outro motivo para comemorar: Iván Alonso recebeu cruzamento de Luís Garcia e acertou a trave, mas, no rebote, completou para as redes e sacramentou a vitória.

No jogo de encerramento, o Mallorca manteve vivo o sonho de retorna à disputar uma Champions League. Castro fez o primeiro gol do Mallorca aos seis minutos do jogo. Webo ampliou aos 21. No segundo tempo, o Valencia diminuiu logo no primeiro minuto, com Jordi Alba. Mas um gol contra aumentou a vantagem do Mallorca aos 18 minutos. Pablo Hernández diminuiu mais uma vez aos 41 minutos. Mas, aos 44, Fernandes, que tinha marcado o gol contra, foi expulso. E o Valencia não conseguiu empatar. A nota negativa ficou por conta de Banega, que ao ser substituido, se desetendeu com o técnico Unai Emery e deu um "chega pra lá" no técnico. O técnico ché não gostou nada da atitude do argentino e já pensa em multá-lo.

Promessas: Iker Muniaín


São 25 anos de espera. E nada. Nenhum título, nenhuma taça. As mais recentes, os jovens só viram no museu. O Athletic Bilbao comemorou pela última vez em 1984. E foi logo em dose tripla. Liga BBVA, Copa do Rei e Super Copa. Desde então, se livrar do rebaixamento já é motivo de foguetório pelos lados do Estádio San Mamés. A queda de rendimento nas duas últimas décadas justifica-se. Os adversários evoluíram e atravessam o Atlântico atrás dos craques, enquanto o Athletic se atrasou. O clube não aceita jogadores nascidos ou criados fora do País Basco. Daí tanta dificuldade em crescer. É complicado até surgir uma promessa da base.

Entretanto, essa longa e maldita fase esboça ir embora. Em 2005, chegou aos juvenis um garoto franzino e baixo, mas habilidoso. Passou em todos os testes e foi subindo. Aterrissou nos profissionais em julho último. Tem três gols. Tornou-se sensação e o centro dos holofotes. Os torcedores que até 2008/09 iam ao estádio apenas para torcer (e para não perder) agora vão para vê-lo jogar. O atacante Iker Muniain, 16, é a esperança do clube 94 anos mais velho. Muniain deu os primeiros chutes com a perna direita na cidade em que nasceu, Pamplona (País Basco), no pequeno Unión Deportiva Chantrea, da quarta divisão. Como sobrava em relação aos demais da sua idade, embarcou, aos 13 anos, para Bilbao, onde é lapidado desde 2005.

A ascensão vem sendo meteórica. Nas avaliações que faz costumeiramente nas categorias de base, o técnico da equipe principal, Joaquin Caparrós, grudou o olho no menino. Rápido, dono de um bom passe e chute seco. Abusado. Do tipo que humilha os zagueiros. Caparrós pediu aos assistentes atenção redobrada com Muniain. Poucos meses depois, já era o melhor do time sub-17. Com 14 anos. Compensava a falta de força física com os dribles e correria. As convocações para as seleções da Espanha só confirmavam o talento. Cada vez mais surpreendido, Caparrós o levou junto para a pré-temporada 2007/08. Mesmo não podendo escalá-lo na Liga, queria proporcionar um convívio entre os profissionais e acelerar o processo de amadurecimento.

Quebrando recordes
Em 2009, o Athletic, enfim, julgou, ser o momento ideal para lançar, aos poucos, o atacante. Antes, a seleção sub-17 o levou para o campeonato europeu da categoria, em maio. Afinal, era preciso ir bem para se classificar ao Mundial, na Nigéria.

Muniain voltou direto para a pré-temporada. Era, definitivamente, um profissional. O primeiro jogo foi pela Liga Europa, no fim de julho, quando se tornou o jogador mais novo a vestir a camisa do clube numa partida oficial. Saiu do banco para reverter o 1 a 0 a favor do suíço BSC Young Boys, em casa. Não deu. Os visitantes seguraram o resultado.

Na semana seguinte, no jogo da volta, qualquer vitória (exceto o 1 a 0, que levava aos pênaltis) mandava o Athletic à fase de grupos. Hora de Muniain brilhar. Fez o segundo dos 2 a 1. Explodiu o País Basco e derrubou mais um recorde: o mais jovem a marcar pela equipe.

Veio a Liga e o ritmo seguiu o mesmo. O gol no Real Valladolid o colocou na história do campeonato por ser o mais novo a balançar as redes da primeira divisão.

FICHA TÉCNICA
Nome completo: Iker Muniain Goñi
Data de nascimento: 19/12/1992
Posição: Atacante
Local de nascimento: Pamplona, Espanha

Jogadores Históricos: Fernando Redondo

Como jogador do Real Madrid, Redondo conquistou 3 liga dos campeões e é um dos maiores idolos do clube (wordpress)

Historicamente, os volantes argentinos sempre tiveram uma fama ruim ao redor do mundo, acusados de serem jogadores violentos e desleais dentro de campo. É claro que houve muitos atletas que confirmavam essa fama, mas também tiveram exceções. A principal delas foi Fernando Redondo, considerado por muitos o melhor volante argentino de todos os tempos e, também, um dos maiores de todo o mundo. Com seu estilo clássico e elegante, Redondo marcou época nos anos 90, principalmente no Real Madrid, e poderia ter tido uma carreira ainda mais brilhante se não fossem as contusões que sempre o acompanharam.

Nascido no dia 6 de julho de 1969, na cidade de Adrogué, na Argentina, Fernando Redondo iniciou a carreira no Argentinos Juniors, em 1985, com apenas 16 anos. Na época, o pequeno clube de Buenos Aires vivia a sua fase mais gloriosa: era o atual campeão nacional e da Copa Libertadores. Mas Redondo só começou a aparecer como titular da equipe em 1988. O meio-campista logo se destacou e em 1990 foi vendido para o Tenerife, da Espanha, sem sequer passar por um time grande da Argentina, algo raro para a época.

Com a camisa do Tenerife, Redondo começou a ganhar destaque na Espanha, mesmo com a equipe sendo apenas coadjuvante no campeonato nacional. Mas na temporada 91/92 o Tenerife acabou decidindo o título espanhol. O time terminou a competição na 13ª colocação, mas na última rodada recebeu o Real Madrid, que precisava de uma vitória para ser campeão. O time madrileno vencia por 2 a 0 e estava com o título nas mãos. Mas, no segundo tempo, o Tenerife conseguiu a impressionante virada para 3 a 2 e ajudou o Barcelona, que venceu o Athletic Bilbao, a garantir a taça.

Na temporada 92/93 o Tenerife contratou o argentino Jorge Valdano para ser o treinador da equipe. E a aposta deu resultado: o time acabou o Campeonato Espanhol em 5° lugar, naquela que foi a melhor campanha da história do clube. Redondo era o grande destaque da equipe e ganhou a admiração de Valdano, que o levaria para o Real Madrid em 1994. O sucesso no Tenerife também valeu para Redondo as primeiras convocações para a seleção argentina, comandada na época por Alfio Basile. O volante participou da conquista da Copa das Confederações, em 1992 e, também, do título da Copa América de 1993. Este, aliás, foi o último torneio conquistado pela seleção principal da Argentina.

Em 1994, Redondo já era titular absoluto da seleção que disputou a Copa do Mundo nos Estados Unidos. Ele fez uma grande Copa, mas acabou ofuscado pelo escândalo de doping que tirou Maradona da competição. A Argentina foi eliminada nas oitavas-de-final após perder por 3 a 2 para a Romênia, em um dos melhores jogos daquele mundial.

Após a Copa, Daniel Passarella assumiu o comando da seleção argentina. Com ele, Redondo nunca teve oportunidades. Alguns dizem que era por causa de seus cabelos longos. Outros falavam que Passarella queria que Redondo jogasse pelo lado esquerdo do campo. O fato é que os dois nunca tiveram um relacionamento amigável e Redondo ficou de fora da Copa do Mundo de 1998, na França. Cláudio Cannigia, outro cabeludo, também ficou de fora. Já Gabriel Batistuta foi convocado, mas com o cabelo devidamente aparado.

Redondo só voltou a jogar pela seleção em 1999, quando o treinador já era Marcelo Bielsa, mas não disputou nenhuma competição oficial. Seu último grande momento com a camisa da Argentina foi em setembro daquele ano, em um amistoso diante do Brasil, em Buenos Aires, quando os donos da casa venceram por 2 a 0 e Redondo anulou Rivaldo. Três dias depois houve a revanche no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Dessa vez o Brasil venceu por 4 a 2 e Redondo não conseguiu evitar o show de Rivaldo, que marcou três gols.

O “Príncipe de Madri”, contusões e o fim da carreira

No início da temporada 94/95, Redondo foi contratado pelo Real Madrid por cerca de 5 milhões de dólares a pedido do técnico Jorge Valdano. E foi no Santiago Bernabéu que ele viveu a sua melhor fase. Apesar de um início complicado devido a uma contusão, Redondo conquistou espaço no meio-campo da equipe assim que se recuperou e foi figura importante na conquista do título espanhol daquela temporada, que acabou com a sequência de quatro títulos seguidos do rival Barcelona.

Com um futebol de muita qualidade, Redondo se tornou o melhor volante do mundo e ídolo no Real Madrid na segunda metade dos anos 90, o que lhe valeu o apelido de “Príncipe de Madri”. Na temporada 96/97, o Real Madrid conquistou mais um Campeonato Espanhol, dessa vez sob o comando do italiano Fabio Capello. Enquanto o Barcelona encantava e aplicava goleadas frequentemente, com Ronaldo, Giovanni e Figo em grande fase, o Real Madrid, sem muito alarde, vencia seus jogos, muitos deles por 1 a 0, e ficava com a taça.

Em 1998 Redondo entrou de vez para a história do clube. O Real Madrid conquistou a Liga dos Campeões, após um jejum de 32 anos sem o maior troféu do continente. No fim daquele ano, o time madrileno ainda conquistou o Mundial Interclubes, vencendo o Vasco, por 2 a 1, em Tóquio. Ao lado do holandês Seedorf, Redondo teve uma atuação magnífica naquela partida.

Mas, talvez, a melhor temporada de Redondo tenha sido a de 1999/2000. O Real Madrid venceu novamente a Liga dos Campeões e Redondo foi eleito o melhor jogador da competição. O jogo mais marcante daquela campanha foi contra o Manchester United, em Old Trafford, pelas quartas-de-final. Após empatar por 0 a 0 no jogo de ida, o Real Madrid venceu o então atual campeão europeu por 3 a 2. Em um dos gols, Redondo fez grande jogada pela esquerda, deu um drible espetacular no zagueiro Berg e presenteou Raul, que só teve o trabalho de empurrar a bola para o gol. Na final, a equipe venceu o Valencia por 3 a 0, em outra grande atuação de Redondo, e garantiu o título.

Em junho de 2000, Redondo se transferiu para o Milan. Mas na Itália ele jamais repetiu as atuações dos tempos de Real Madrid. Isso porque antes mesmo de estrear pela nova equipe ele rompeu os ligamentos do joelho durante um treinamento e ficou mais de dois anos parado. Mesmo quando se recuperou, o argentino não conseguiu ter uma sequência de jogos, pois sofreu seguidas lesões. Apesar de pouco jogar, Redondo acrescentou ao seu currículo os títulos da Liga dos Campeões e da Copa da Itália de 2003, além do Campeonato Italiano de 2004. Mas o seu momento mais marcante com a camisa do Milan foi no dia 12 de março de 2003, quando o Milan enfrentou o Real Madrid no Santiago Bernabéu, pela Liga dos Campeões. Os espanhóis venceram por 3 a 1 mas as atenções ficaram voltadas para Redondo, que foi aplaudido de pé por todo o estádio ao ser substituído no segundo tempo.

Em novembro de 2004, Redondo encerrou a carreira. No ano passado, em eleição realizada no site oficial do Real Madrid, o volante foi eleito o 13° maior ídolo da história do clube.


FICHA TÉCNICA

Nome completo: Fernando Carlos Redondo Neri

Data de nascimento: 06/07/1969

Posição: Volante

Clubes que defendeu: Argentinos Juniors, Tenerife-ESP, Real Madrid-ESP e Milan-ITA

Títulos: 2 Liga BBVA, 1 Supercopa da Espanha, 3 Liga dos Campeões da Uefa, 1 Mundial Interclubes, 1 Campeonato Italiano, 1 Copa da Itália, 1 Copa Juvenil Sul-americana, 1 Copa América

O título está mais perto

Jogadores do Barça comemoram: é bí-campeão? (marca)

Durante a semana, os principais jornais da Espanha davam o confronto entre Real Madrid e Barcelona, como o "confronto do milênio". Alguns torcedores dizem que o Barcelona foi fazer o reconhecimento do gramado do Santiago Bernabéu, palco da grande final da Liga dos Campeões desta temporada.

Os dois times vieram a campo com a escalação, na prática, bem fraca. Pelo lado merengue, Pelegrinni optou por van der Vaart no lugar de Kaká, novamente fora por lesão. Como companheiro de Xabi Alonso, o chileno preferiu o criticado Gago do que um dos Diarra (Lassana e Mahamadou). Na frente, a dupla que vem encantando os torcedores madridistas não decidiu. O Barcelona entrou com uma tática e uma escalação bem diferente da que vem jogando. Durante este semestre, o Barça passou do 4-1-2-3 para o 4-1-2-1-2, com Messi vindo de trás dos atacantes. Ontem, Guardiola entrou com um "defensivo" 4-1-4-1, com Pedro e Messi revenzando no ataque. A tática, que tinha tudo para dar errado, deu muito certo.

Busquets, Keita e Xavi, principalmente, acabaram com o meio-campo blanco. Maxwell anulou Higuaín na primeira etapa, quando jogou de lateral esquerdo, e Puyol na segunda, quando jogou na posição do brasileiro, que foi adiantado pra frente. Piqué e Daniel Alves tiveram um pouco de trabalho, mas cuidaram direitinho de Cristiano Ronaldo. E Messi e Pedro fizeram o que Guardiola queria dos dois: bola na rede.

Quem resolveu colocar a partida no bolso desta vez não foi Messi, mas Xavi. O jogador de Terrasa comandou todas as ações culés. Além das duas assistências para os gols de Messi e Pedro, respectivamente, o catalão deixou o melhor jogador do mundo duas vezes na cara de Casillas para marcar o terceiro e o fechar o caixão madrileño.

O jogo começou bem parelho, com o Real Madrid apostando na velocidade de Cristiano Ronaldo e Marcello, que deu um trabalho a mais para Daniel Alves, mas chegava sem sucesso no gol de Victor Valdés. O Barcelona começou a aparecer pro jogo e Mejuto González deixou de marcar um pênalti de Albiol em cima de Messi. Em um lance isolado no meio, Mejuto errou novamente ao deixar de dar o segundo cartão amarelo para Xabi Alonso, que botou a bola na mão mascaradamente, e, ainda por cima, amarelou Xavi por reclamação. Na jogada seguinte, Pedro bateu falta rápida para Messi, que saiu correndo pelo meio, tabelou com Xavi, dominou na área cortando Albiol e esperou Casillas cair para chutar de direita e abrir o placar. Na comemoração, Messi saiu mostrando o escudo do Barça para os ultrás madridistas que estavam atrás do gol.

O gol foi sentido pelo Real Madrid. Com Higuaín isolado e Cristiano Ronaldo pouco inspirado, os madrileños sofreram novamente com o talento da equipe rival. As chances do Real Madrid eram raras e não deixaram Victor Valdés assustado.

Mais um gol e festa

Pedro, o coadjuvante, marcou o segundo e liquidou a fatura (EFE)


A segunda etapa não foi muito diferente. As principais oportunidades de mudar os números do placar era blaugrana. Pelegrinni demorou muito para mexer no time, e colocar Guti em campo. O Barça ficou um bom tempo trocando passes e colocando os merengues, até que Busquets, pressionado por Gago e Xabi Alonso, perdeu a bola e o Real Madrid saiu em um contra ataque. O argentino virou na esquerda para Cristiano Ronaldo, que invadiu a área e bateu em cima de Victor Valdés. Após a chance clara de empate do Real Madrid, o Barça foi pro ataque e matou a partida. Aos 11 minutos, Xavi deu passe longo para Pedro, que ganhou na velocidade de Arbeloa e com a canhota chutou cruzado sem chances para Casillas: 2 a 0.

Foi aí que Pelegrinni resolveu mudar e botou Guti em campo no lugar de Marcello. Com o espanhol, o toque de bola do Real Madrid melhorou muito e por pouco Higuaín não diminuiu em um chute cruzado. Com a vantagem de dois gols, o Barcelona apenas segurou a posse de bola e esperou o tempo passar. Em contrapartida, o Real Madrid abusou da virilidade para tentar parar as jogadas de velocidade do arquirrival. Messi ainda teve duas oportunidades para transformar o placar em goleada, no entanto, desperdiçou. Pelegrinni ainda botou Benzema, no lugar de um Higuaín muito apagado, e Raúl. O francês demonstrou que está muito fora de forma e ficava em impedimento quase sempre. No final, Raúl ainda marcou um gol, mas Benzema tinha dominado a bola com as mãos.

Pós-jogo
Após o jogo, os jogadores do Real Madrid mesmo desanimados ainda mostraram confiança em tentar vencer a 32ª liga. Albiol foi sincero e falou que o Barça é superior ao Madrid. Pep Guardiola manteu um pouco a euforia e manteu um discurso humilde: O Barça ganhou uma partida e não um campeonato. Já Messi deixou claro: O Barça é superior a qualquer time! A imprensa madrileña, só restou reconhecer a superioridade catalã.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ressureição Sevillista?

Jogadores comemoram: seria uma ressureição rojiblanca? (as)


Que ninguém pense que voltou aquele Sevilla excelente de Juande Ramos. Sequer trata-se de um Sevilla à altura do time dos primeiros meses dessa temporada. Porém, trata-se de um Sevilla com boa atitude e com vontade, e isso já é uma mudança. Luís Fabiano e Kanouté querem jogar e os demais jogadores os buscam. Só com isso, o Sevilla já começa a ser temível. Se a isso adicionarmos o comando de Drago, a inspiração de Palop e uma pequena melhora de Renato, só será necessário esperar a volta de Navas, Zokora e Perotti para que não escape o quarto lugar.

Desde o início se notava que o Sevilla era outro. Sem muitas ocasiões claras, porém, muito mais alegre. Luís Fabiano estava com vontade de jogar, Kanouté tinha tirado muitos anos das suas costas e Renato aparecia por muitas zonas do campo. Capel era mais ativo. Com esses fatores, o gol chegou já na terceira tentativa: controle de Luís Fabiano, manobra de imensa qualidade e passe para Kanouté, que aproveitou a ruim linha de impedimento do Tenerife e definiu rasteiro para o gol.

A partida era um toma lá dá cá constante, com o Sevilla sofrendo na defesa e com o Tenerife tentando empatar. Nem tudo era bom, porém, ao menos os chutões passaram a ser convertidos em um recurso, ao invés de ser um modo de jogo. Os visitantes tiveram uma ocasião claríssima, e Luís Fabiano finalizou uma cobrança de falta na trave, o que poderia ter sido o segundo gol, próximo do intervalo. Porém, minutos depois, Renato controlou a bola e passou para o Fabuloso, que matou com o peito e girou, batendo cruzado. Golaço. Luís Fabiano era disparado o homem da partida.

O Tenerife não tinha outra alternativa a não ser atacar muito mais no segundo tempo. Os jogadores de Oltra tinham a posse de bola e o Sevilla esperava o contra-ataque que mataria a partida. As melhores chances foram dos visitantes. Dinei e Nino viram como Palop se virava enquanto eles quase comemoravam gols. Os minutos se passavam, o Sevilla não chegava e isso animava o Tenerife. Mas era só engordar para morrer: o ponto final foi colocado por um canterano: José Carlos. Cobrou uma falta na gaveta e fez o terceiro gol.

Coadjuvantes da LFP: Pedro Rodríguez

Pedro conseguiu um feito que nem Messi, o protagonista, conseguiu: marcar pelo menos um gol em seis competições diferentes (getty images)

Ao fazer o terceiro gol da vitória do Barcelona contra o Atlante, no Mundial, o atacante blaugrana Pedro, tornou-se o primeiro jogador a marcar gols em seis competições diferentes numa mesma temporada: Supercopa da Espanha, Supercopa da UEFA, Liga BBVA, Copa del Rey e Uefa Champions League. O atacante, nascido em Santa Cruz de Tenerife, chegou ao futebol de base azulgrená, procedido do CD San Isidro, no dia 1 de agosto de 2004, para jogar no juvenil A do clube.

Depois de três anos no futebol de base, Pedro ganhou alguns minutos em duas partidas da Liga, com a equipe A, na temporada 2007/08, ambas no Camp Nou, contra o Murcia, pela 19ª Rodada, e contra o Valladolid, pela 29ª. Mesmo tendo alguns minutos com o plantel A, no entanto, Pedro jogou mais com o Barça B, em que foi o destaque do ascesso à Segunda B. Disputou 36 partidas e marcou 6 gols. Guardiola, já como técnico da primeira equipe, seguiu contando e confiando bastante no jovem. Na verdade, Pedro foi um dos jogadores mais utilizados na pré-temporada 2008/09 da equipe A. Já na temporada regular, Pedro participou prontamente das três competições e inclusive disputou minutos finais das finais da Copa del Rey e da Uefa Champions League. No total, disputou 14 partidas, porém não marcou nenhum gol. Já na temporada 2009/10, pela Supercopa da Espanha, marcou o segundo gol do time e o primeiro dele profissionalmente.

No dia 20 de agosto de 2009, Pedro firmou seu primeiro contrato como jogador da primeira equipe, depois de se converter no artilheiro do time na pré-temporada. Embora geralmente conduza a bola com a perna esquerda, originalmente Pedro é destro. Esta habilidade com ambas às pernas, permite-lhe ocupar os dois lados do ataque.

Pedro Rodríguez
Nome completo: Pedro Rodríguez Ledesma
Data de nascimento: 28 de julho de 1987
Local de nascimento: Santa Cruz de Tenerife, Espanha
Altura: 1, 69
Peso: 64 kg
Pé: Ambidestro, originalmente destro
Títulos: Liga BBVA (2008-09), Copa del Rey (2008-09), Uefa Champions League (2008-09), Supercopa da Espanha (2009), Supercopa da UEFA (2009), Mundial de Clubes FIFA (2009)

Promessas: Antoine Griezmann




As grandes estrelas estão nas grandes equipes, isso é fato. Desfilam pelos principais palcos e estão sempre em evidência. Diferentemente das grandes promessas. Nem todas elas estão nas principais equipes do mundo, muitas jogam em divisões inferiores, para adquirir mais experiência, sejam emprestadas pelos grandes clubes ou criadas na base de times menores.

É o caso de Antoine Griezmann. Na segunda divisão espanhola, o jovem francês vem roubando a cena. Convocado para a seleção sub-19, já desperta interesse das grandes forças, mas enquanto só há especulação, ele se destaca na Real Sociedad. Para ser ter ideia de como está no início de carreira, no site oficial do clube ainda consta o nome do jogador nas camadas jovens, não no time principal.

Griezman chegou ao clube txuri-urdin com apenas 13 anos. Foi descoberto por um olheiro do clube, Eric Olhatas, quando o Montpellier, antigo clube do jogador, foi disputar um torneio amistoso em Paris. O clube francês decidiu não aproveitar o jogador e como os espanhóis gostaram da participação do atleta, o convidaram a jogar pela Real. Com destaque nas divisões inferiores, o treinador uruguaio Lasarte decidiu depositar suas fichas neste jovem, já que o clube, na divisão de acesso, estava sem dinheiro para contratar nomes mais conhecidos, com maior bagagem. O técnico do time juvenil, Meho Kodro, influenciou bastante na subida do jogador.

O francês é um jogador polivalente. Pode fazer a função de segundo atacante, jogando pelos flancos do campo, e também pode atuar como meia, armando o jogo e criando assistências. Tem habilidade e velocidade, porém é franzino. Gosta de jogar pelo lado esquerdo. O jovem marcou seu primeiro gol na quinta jornada, contra o Huesca, no final de setembro. Ocupando a vaga do colombiano Jonathan Estrada. Em sua partida de estreia como titular, o jovem marcou o gol solitário que deu a vitória ao clube.

Suas boas atuações com a equipe de San Sebastián colocaram o garoto em evidência. Alex Ferguson e Rafa Benitez seguem o atleta de perto, Bordeaux e Lyon também estão tentando repatriar o jogador, que saiu cedo da França, e aos poucos está sendo reconhecido em seu país. Com a provável subida da Real será difícil manter o atleta, mas se conseguir, o time deve ganhar um bom dinheiro com o jogador futuramente.

Griezman foi convocado pela primeira vez para a seleção sub-19, para dois amistosos contra a Ucrânia, se valorizando ainda mais, porém o clube acertou nas últimas semanas a renovação de contrato com atleta, mesmo tendo outras propostas. Bom sinal para o clube, mas não se sabe por quanto tempo.