sexta-feira, 9 de abril de 2010

Polêmico

Enquanto os jogadores do Valencia reclamam, aos do Atléti só restavam comemorar (AS)

Pelo jogo de volta da Liga Europa, desta vez, foi a vez do Valencia visitar o Atlético de Madrid. O Valencia foi o único time que não venceu jogando em casa no jogo de ida das quartas de final. E isso custou caro. O empate por 2 a 2 em Valencia favoreceu o Atlético de Madrid, que jogou em casa com a possibilidade até de empatar por 0 a 0 para seguir no torneio.

A resposta do Valencia veio em dose dupla. Primeiro, aos 20 minutos, Mata recebeu passe de Joaquín e finalizou perto do gol. Oito minutos mais tarde, foi a vez de David Villa tentar, mas seu chute também foi para fora, mantendo zerado o placar da primeira etapa.

A segunda etapa começou com grande superioridade de dos donos da casa, que tiveram grande chance de inaugurar o marcador aos dez minutos. Forlán tentou encobrir César, mas pegou muito embaixo da bola e mandou por cima do gol. Pouco depois, o goleiro adversário apareceu para fazer bela defesa e evitar tento de Ujfalusi. Vendo sua equipe completamente dominada em campo, o técnico Unai Emery realizou duas substituições ao mesmo tempo, sacando Joaquín e Mata para as entradas de Zigic e Vicente. Porém, o Atléti continuou melhor, e Forlán acertou a trave aos 30 minutos.

Zigic sofreu um pênalti claríssimo, mas o árbitro mandou seguir. O que gerou raiva nos jogadores chés (reuters)

Mas aí, O Valencia foi morto pelo árbitro alemão Floryan Meyer. Ele deixou de marcar um pênalti claríssimo de Juanito em Zigic, que teve, até, a sua camisa rasgada pelo defensor. A resposta do Valência veio na mesma moeda, com David Villa mandando a bola no travessão do goleiro De Gea. Os chés seguiram pressionando, mas o placar não foi alterado. No final, Agüero tomou um cartão bobo por ficar fazendo cera e não jogará a ida.

Ao final da partida, os jogadores do Valencia foram em cima do árbitro reclamar pelo pênalti não marcado, mas de nada adiantou. E foi isso o que os colchoneros fizeram. Sem dar tantas chances para o Valencia marcar, o time de Madrid se satisfez com o empate sem gols e está classificado para disputar às semifinais do torneio continental diante do Liverpool

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Pós-Jogo: Barcelona (Messi) 4x1 Arsenal

Messi foi extraterrestre no jogo contra o Arsenal e o mundo se rendeu, de vez, ao seu futebol (getty images)

No primeiro confronto entre as duas equipes, o Barcelona foi soberbo na partida, abriu dois a zero, mas vacilou e permitiu o empate da equipe londrina no final. Ontem, no jogo da volta, o Barça contou com uma noite mais que inspirada de Lionel Messi e despachou os gunners, com quatro gols da fera argentina. O Barça enfrentará nas semifinais a Inter de Milão, que eliminou os russos do CSKA. Esta será a 11ª semifinal de Liga dos Campeões do Barcelona. Na fase de grupos, Barcelona e Inter se enfrentaram duas vezes pelo grupo F: empate sem gols no Meazza e vitória blaugrana no Camp Nou (2 a 0).

A primeira boa oportunidade de gol do Barcelona saiu logo aos quatro minutos de partida. Keita cruzou para a área, Sagna tentou o desvio, e a bola sobrou para Xavi, que arriscou mesmo de costas para o gol e mandou para fora. Aos 11 minutos, Lionel Messi recebeu a bola na entrada da área, livre de marcação, e tentou surpreender o goleiro Almunia, mas a bola passou rente à trave direita do gol do Arsenal.

Mas as primeiras grandes emoções da partida nãoo demorariam a aparecer. O Arsenal surpreendeu os anfitriões e abriu o placar aos 18 minutos: após bobeada do meio-de-campo do Barçaa, Walcott foi lançado pela direita, livre, e cruzou para Bendtner na área. O jogador chutou, foi travado, Valdés fez a primeira defesa, mas no rebote o próprio Bendtner tocou para as redes e fez 1 a 0 para os Gunners.

A resposta do Barcelona veio apenas dois minutos depois, aos 20, em mais uma obra-prima assinada pelo melhor jogador do mundo. Lionel Messi recebeu na entrada da área e, com muita categoria, acertou um chute forte no ângulo superior direito do gol de Almunia: 1 a 1. O segundo de Messi veio logo depois. O argentino recebeu passe de Pedro e tocou na saída de Almunia. O show do craque argentino não pararia por aí. Aos 41 minutos, após ótimo lançamento de Keita, Messi invadiu a área pela esquerda e, com muita categoria, encobriu o goleiro do Arsenal para fazer Barcelona 3 x 1 Arsenal.

Na etapa complementar, a primeira boa oportunidade foi novamente do Barcelona. Pedro cruzou rasteiro na área em direção a Messi, mas o argentino deu um carrinho e não conseguiu alcançar a bola. No minuto seguinte, Pedro, mais uma vez, acionou Daniel Alves pela direita, mas o brasileiro foi travado pela zaga do time londrino. A partir daí o Barcelona passou a administrar o resultado que lhe daria a classificação às semifinais da Champions, tocando muito a bola no meio-de-campo e segurando bem as tentativas de ataque do Arsenal.

Aos 26 minutos, os azulgrenás quase chegaram ao quarto gol: Messi cobrou falta rapidamente pela esquerda e acionou Pedro, que encobriu o goleiro Almunia, mas a bola, caprichosamente, passou à esquerda do gol dos gunners. Até o final da partida, o Barcelona controlou a posse de bola e fez o suficiente para sair de campo com a classificação garantida às semifinais da Liga dos Campeões. Mas deu tempo para mais um: aos 42 minutos, Messi, mais uma vez, fez ótima jogada individual, invadiu a área, driblou três adversários e foi às redes. Na comemoração, a pulga foi até José Manuel Pinto, goleiro reserva, e cumpriu a promessa de que iria comemorar com o goleiro. O show estava concluído.

De nota negativa, apenas a de que Abidal voltou a sentir fortes dores na coxa e será baixa de 10 dias, perdendo, assim, o superclássico.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Nas vésperas do clássico

Higuaín é a maior referencia no ataque do Real Madrid...

O primeiro tempo de Arsenal x Barcelona, na última quarta pela Liga dos Campeões, terminou em 0 a 0. No entanto, depois daqueles 45 minutos, era legítimo pensar: “é impossível ganhar do Barcelona se eles estiverem ligados e inspirados”. Algo que poderia causar temor no Real Madrid, que tem confronto direto pelo título espanhol no próximo fim de semana. Mas não há motivos para ser assim. Simplesmente porque a impossibilidade de ganhar de um Barça inspirado é verdadeira, mas se você for o Arsenal.

O clássico contra o Real Madrid deve ter uma dinâmica diferente. Nada que um time que tem Messi, Xavi, Ibrahimovic e, talvez, Iniesta possa superar. Mas é uma partida com outros elementos, o que dá margem para os madridistas projetarem a vitória decisiva. Um triunfo bastante importante, porque o empate deixaria o Barcelona na liderança pelo confronto direto.

O que o Real Madrid pode fazer?

O Real Madrid tem um time pesado, em comparação com o Barcelona. Higuaín sabe o que fazer com a bola nos pés, mas usa bastante seu físico para cavar espaço na defesa adversária. Cristiano Ronaldo não deixa de ter bastante força. O meio-campo tem quatro jogadores de técnica, mas de futebol mais compassado: Van der Vaart, Granero, Xabi Alonso e Gago.

Desse modo, os merengues precisam impor um jogo mais cadenciado, para quebrar o ritmo barcelonista e deixar seus jogadores mais confortáveis para construir suas jogadas. É preciso paciência para tocar a bola quando necessário e ter confiança para tentar empurrar os catalães para seu campo. É difícil, claro, mas não impossível. No primeiro turno, no Camp Nou, os madridistas dominaram boa parte do jogo, criaram problemas para Valdés e não mereceram sair do gramado com a derrota.

O Real ainda tem de se preocupar com os lados do campo. Seus laterais não são dos mais seguros e, principalmente no caso de Marcelo, avançam em demasia. Para os catalães não aproveitarem esses espaços, é importante os defensores, contando os volantes, realizarem um trabalho cuidadoso e atento de cobertura. Jogar com a linha de zagueiros avançadas também é algo a se evitar, pois o Barcelona se especializou em encontrar espaço nas costas da defesa oponente.

Se conseguirem anular os blaugranas, os merengues terão mais condições de usar seu potencial. Cristiano Ronaldo e Higuaín podem romper a defesa catalã, sobretudo se explorarem o lado esquerdo, o mais fraco (ou menos forte, depende do ponto de vista) da defesa visitante.

... e Messi, melhor do mundo e artilheiro da competição, o maior perigo do Barcelona


O que o Barcelona pode fazer?

Em teoria, o Barcelona pode ficar mais tranquilo na partida e explorar a necessidade merengue da vitória. Com o contra-ataque à disposição, usaria sua velocidade para construir a vitória. Essa é a solução mais normal, e que, claro, pode funcionar. Mas não tem muito a cara do Barça de Guardiola.

Os blaugranas têm mais sorte quando surpreendem pela ousadia, quando ignoram as adversidades e se impõem pelo bom futebol. Foi o que ocorreu contra o Arsenal, partida em que os barcelonistas realizaram uma blitz nos 15 minutos iniciais. E foi como o atual campeão mundial fez um humilhante 6 a 2 no Real no Santiago Bernabéu, pelo segundo turno do Campeonato Espanhol 2009/10.

Se o Real precisa cadenciar o jogo para ter vantagem sobre o Barça, é meio evidente que o Barça se beneficia de um duelo acelerado. Trocas de bolas rápidas e lançamentos em profundidade podem quebrar o trabalho de marcação e cobertura dos defensores madridistas.

Defensivamente, o Barcelona precisa impedir que Higuaín e Cristiano Ronaldo recebam a bola com liberdade. Asfixiar Granero e Van der Vaart e evitar lançamentos de Xabi Alonso são as maneiras mais diretas de fazê-lo. O Real pode tentar cruzamentos na área, mas Puyol e Piqué são bons pelo alto e teriam boas chances de suportar esse tipo de pressão.

De Ubiratan Leal, da trivela.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O futebol perfeito de Lionel Messi

Messi teve uma atuação de outro mundo, contra o Zaragoza, há duas semanas (AS)

Inveja. Isso foi o que alguns jogadores sentiram quando viram a atuação fenomenal de Messi contra o Zaragoza, no La Romareda. Ele é um jogador que realmente desequilibra uma partida. Cristiano Ronaldo já é decisivo. Mas o português não é tão desestabilizador como o argentino e não é tão crucial para a sua equipe.

O blaugrana é como Ronaldo Fenômeno, em seu auge, mas um pouco melhorado (no Barcelona). Ou, como disse o treinador do Zaragoza, José Aurelio Gay, é uma versão moderna de Diego Armando Maradona. O argentino chegou aos incríveis 10 gols em apenas 3 jogos

Até os seguidores e fã do Real Madrid ficaram boquiaberto com o que Messi aprontou contra o Zaragoza. Ele mostrou que parece ser de outra galáxia, mostrou que parece ser um alién. E todos esperamos que a sua progressão aumente. Quem sabe não veremos este Messi na Copa do Mundo de 2010? Lá pode ser sua consagração de vez para o futebol. E não paramos aí, com apenas 22 anos, la pulga ainda disputará, caso não se lesione, as Copas de 2014, 2018 e, se estiver em forma, 2022.

Sem sal

Sem os David's a campanha do Valencia seria a mesma? (mirror)
Logo na virada de um turno para outro, o Zaragoza trocou de técnico. Deu algum resultado. Os maños conseguiram alguns pontos que devem ser suficientes para salvar o time do rebaixamento. Até porque Valladolid e Tenerife sentem incontrolável atração pela Segundona. Mesmo assim, uma equipe que está na ponta da tabela e precisa de pontos, para assegurar a terceirão posição, não pode perder por 3 a 0 para os aragoneses. Não poderia, porque o Valencia desta temporada pode. E não parece que isso fará muita diferença.

Todo campeonato tem um participante que, se você não for muito atento ou não for torcedor dele (ou do rival), nem vai perceber que está na disputa. O Campeonato Espanhol 2009/10 tam várias delas, como Villarreal, Espanyol, Getafe e Osasuna. Mas nenhum caso é tão notável quanto o dos valencianistas. Um time que, apesar de fazer uma campanha segura e sem sustos, abusa do direito de ser insosso.

Na última década (e até nos últimos anos anteriores a ela), o Valencia se notabilizou por montar equipes insinuantes, competitivas, que sabiam usar o Mestalla como arma. Nem sempre conseguia acompanhar Barcelona e/ou Real Madrid, mas era um time sempre interessante de se assistir. Não se pode dizer isso da atual formação che.

Os Davids Villa e Silva formam o fator desequilibrador. Dois craques que estão em grande forma às vésperas da Copa do Mundo em que podem se consagrar. Villa é o vice-artilheiro do campeonato, e Silva é o homem da armação, o que alimenta o goleador. À exceção dos dois, o time surgiu com uma dose de acidente, planejamento e sorte. Moyá foi contratado para ser o goleiro titular, mas não atendeu às expectativas. César, que chegou do Tottenham (depois de ter feito apenas uma partida, pela terciária Copa da Liga Inglesa) para ser um reserva experiente, ficou de titular. Na defesa, Bruno e Dealbert estão longe de serem garotos promissores. Passaram várias temporadas em times pequenos e acabaram aproveitando a oportunidade que tiveram no Mestalla. O volante Banega voltou de empréstimo ao Atlético de Madrid depois de ter fracassado em Valencia. Dessa vez, está dando certo. Pablo Hernández e Mata são bons jogadores e já se esperava que explodissem em algum momento, mas os demais meio-campistas (Joaquín, Albelda) já não estão em suas melhores fases.

No geral, é uma equipe insípida, inodora e incolor, como a água. Não fossem os dois Davids, não teria nenhum grande brilho. Não tem desempenhos espetaculares em seu estádio, tampouco fica como sombra para Barça e Real Madrid. O Valencia, porém, é estável. Muito estável. Algumas equipes tiveram grandes apresentações, como Villarreal, Atlético de Madrid e Sevilla, mas oscilam em demasia. Enquanto isso, os valencianos mantêm o mesmo ritmo durante toda a competição. Tanto que está na zona de classificação para a Liga dos Campeões desde a oitava rodada e ainda está vivo na Liga Europa.

Isso é mérito do competente Unai Emery. O técnico não faz um trabalho tão extravagante como no Almería há duas temporadas, mas tem sido capaz de gerenciar um elenco sem tanto brilho e que ainda convive com o fantasma da crise financeira do clube. Tudo com base em um padrão de jogo simples e eficiente, e que sabe aproveitar o talento dos dois craques da equipe.

Difícil ver o Valencia perder a vantagem que construiu e ficar sem a vaga na Liga dos Campeões 2010/11. Mas, sendo realista, o time precisará de algo mais para a próxima temporada.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Pós-jogo: Valencia 2x2 Atlético de Madrid

Villa não fez uma boa partida, mas marcou um gol. (globo.com)

Foi um grande jogo de futebol entre Valencia e Atlético de Madrid, pela ida das quartas-de-finais da Liga Europa. Ambas às equipes entraram em campo com a bateria altamente carregada, devido a uma grande maratona de jogos. O Mestalla teve casa cheia: 50.000 espectadores lotaram o estadio valenciano. A partida mais importante do Valencia nesta temporada foi coincidido com o centenário de partidas oficiais de Unay Emery no banco dos chés. A partida também marcou o regresso de Quique ao Mestalla, onde esteve 10 anos como jogador (1984-94) e 2 como treinador (2005-07).

Quique chegou ao Mestalla com às ausências dos lesionados Reyes e Varela, e Tiago e Ibrahima, que não podem disputa a Liga Europa. Perea voltou ao time como um ala. Quem também voltou foi Raul Garcia, que jogou de volante junto com Assunção. Já Unay Emery não pode contar com: Alexis, Miguel, Mathieu, Marchena, Navarro e Albelda, lesionados, Banega, suspenso, e Dominguez, que não pode jogar a Liga Europa, pois já disputou a competição com o Rubin Kazan. Villa e Silva voltava ao time, já que foram poupados contra o Zaragoza. Jordi Alba foi improvisado como lateral.

O Valencia começou forte, com duas chances claras, uma das quais terminou em um gol corretamente anulado. O Atlético era muito bom na defesa, o seu calcanhar de Aquiles desta temporada, e conseguiu parar as chances de Valência. Os rojiblancos também deram muito trabalho a César, que estava cumprindo o seu jogo 50 com a camisa do Valencia.

O placar foi aberto aos 14 minutos do segundo tempo. Em rápido contra-ataque, Sergio Agüero dominou a bola no meio-campo e a carregou, pela meia-esquerda, até a grande área, onde tocou rasteiro para que Diego Forlán completasse para o gol vazio, marcando 1 a 0. Os ches, no entanto, empataram rapidamente. Aos 22 minutos, Manu Fernandes apareceu para igualar o placar.

A vitória, no entanto, pareceu mais próxima dos madrilenhos aos 27 minutos, quando Simão Sabrosa cobrou falta para a área, a bola foi desviada e sobrou para Antonio Lopez, na pequena área, desviar para as redes de Cesar. Porém, aos 37, David Villa aproveitou cruzamento da esquerda e escorou para o gol, voltando a empatar o jogo.

Na próxima quinta-feira acontece o jogo de volta entre às duas equipes, desta vez, no Vicente Calderón.

Craques da LFP: Andrés Iniesta

Iniesta marcou um gol decisivo pro Barça, contra o Chelsea, em Stamford Bridge, na UCL 08/09 (mundodeportivo)


Andrés Iniesta ingressou à disciplina blaugrana em setembro de 1996, quando tinha apenas 12 anos. O Barça o descobriu em um torneio de Brunete, onde se destacou jogando pelo Albacete. Depois de alguns anos na La Masía, onde sua progressão foi sempre rápida, passou em meados da temporada 2000/01, do juvenil ao Barça B, onde se converteu no cérebro da equipe treinada por Josep Maria Gonzalvo. O sonho de Iniesta, sem dúvidas, era estrear de forma oficial com o time profissional. E o sonho se concretizou: ocorreu em outubro de 2002, em um jogo da Liga dos Campeões, onde o Barcelona venceu o Club Brugges, da Bélgica, por 0-1.

Já como um jogador do time A, Iniesta ganhou um lugar na equipe com o seu trabalho e sua qualidade. Na verdade, sem fazer muito barulho, Iniesta tornou-se uma das peças fundamentais na luta pelo título da liga na temporada 2004-05. Prova disso é que o jogador foi usado por Rijkaard em 35 dos 38 jogos do campeonato. Mas a temporada 2005/06 foi a de sua consagração como jogador da primeira equipe. Jogando como meio-campo e aproveitando-se da grande ausência de Xavi - por lesão -, Iniesta se converteu em um dos líderes do Barça campeão da Liga e da Uefa Champions League. Na final, contra o Arsenal, Iniesta entrou na segunda etapa e foi um dos que mudaram a cara da partida. O de Fuentealbilla participou diretamente dos dois gols da equipe. Ao final da temporada, Iniesta jogou 33 partida da Liga e 11 da LC.

A evolução de Iniesta não parou na temporada 2006/07 e, aliás, ganhou mais impulso: ele foi o jogador mais utilizador por Rikjaard durante aquela temporada. Andrés participou de 37 das 38 partidas possíveis, partidas às quais marcou 6 gols, sua (pequena) melhor cifra até o momento. Na temporada 2007/08, já com o número 8 em seu uniforme, o meio-campista seguiu mantendo um alto rítmo de participação que só foi parado nas últimas rodadas, devido a uma lesão no joelho. Também nessa temporada, renovou seu contrato com o clube azulgrená até 2014

A temporada 2008/09 foi uma das melhores, senão a melhor, da carreira do motorzinho. Com um futebol magistral, Iniesta fez o mundo se maravilhar com a temporada do Barcelona, que foi premiado com a tríplice coroa. E o melhor: Iniesta marcou um gol decisivo pro Barça, nas semifinais, contra o Chelsea, aos 47 do segundo tempo. Em 2009, figurou na lista dos cinco melhores do mundo. Prêmio ao qual seu companheiro de clube Messi acabou ganhando

Com a seleção, Iniesta também é uma das referências. Jogou a Copa do Mundo de 2006 e a Eurocopa de 2008, quando se sagrou campeão e um dos destaques da fúria.

Perfil
Intuitivamente, vertical, rápido ou inteligente. Estes são todos os atributos às quais podemos oferecer para definir Andrés Iniesta. O meia do Barça foi ganhando terreno quando ele adquiriu experiência na equipe principal. Agora, é um jogador completo, capaz de jogar em qualquer posição no meio-campo e também nas extremidades do ataque do Barça. Iniesta não só é versátil, mas também é profissional, humilde e talentoso. Prático e elegante, tem uma visão de jogo que fazem dele uma ameaça constante à defesa adversária. Eles temem a sua presença.

Andrés Iniesta
Nome: Andrés Iniesta Luján.
Data de nascimento: 11 de maio de 1984.
Loca de nascimento: Fuentealbilla, Albacete, Espanha.
Altura: 1,70 m.
Clube: FC Barcelona.
Títulos: Liga BBVA (04-05, 05-06, 08-09), Uefa Champions League (05-06, 08-09), Copa del Rey (08-09), Supercopa da Espanha (2005, 2006, 2009), Supercopa da UEFA (2009), Mundial de Clubes (2009), Eurocopa (2008).