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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Jogadores Históricos: Manolo Sanchís

Manolo Sanchís atuou no Real Madrid por incríveis 18 temporadas e é um dos maiores ídolos da história do clube blanco (futboldelpaella.es)

Para a mais nova geração de torcedores do Real Madrid, Raúl, Guti, Casillas e Zidane são ídolos máximos. Antes deles, porém, houve uma geração de seis canteranos que marcaram época no clube da capital. Conhecida como "La Quinta del Buitre" esta geração foi municiada por Emilio Butragueño (o Buitre, seu apelido à época) e ganhou esse novo graças a Julio Inglesas, jornalista do El Pais. Entre eles, apenas um ficou no clube por tantas temporada (17 no total): o zagueiro Manolo Sanchís, que tornou-se capitão do clube em meados da década de noventa.

Nascido em Madrid, Sanchís debutou com o clube blanco em 4 de dezembro de 1983 contra o Múrcia. E, assim como Butragueño em sua estreia pelo Real Madrid, teve participação crucial na partida. Afinal de contas, o único tento do jogo saiu dos pés do zagueiro. Logo, ganhou rapidamente a confiança de Di Stefano. Apesar de participações boas em partidas de Liga e Champions e já ganhando um status de ídolo, El Cejas e toda a trupe da Quinta del Buitre só foram ganhar o seu primeiro título em 1986, sendo esse o primeiro de cinco consecutivos (marca récorde na Liga BBVA).

Àquela geração, porém, lamenta-se muita a não-conquista da Champions League. Apesar de assombrar no cenário espanhol, com cinco ligas e duas Copa del Rey, Manolo Sanchís só foi ao alto da europa com a Quinta del Buitre apenas duas vezes, e com a Copa da Uefa - 1985-86 e 1986-87. Se os torcedores do Real Madrid criaram muitas expectativas e depositaram suas confianças para que essa geração recolocasse o Real Madrid no topo da europa, a decepção foi grande: apesar de remontadas históricas e dois vices-campeonatos, a geração de ouro do Real Madrid não chegou a conquistar a Copa da Europa (hoje, Champions League).

El Cejas foi o único dessa geração a atuar a carreira inteira em Chamartín e, assim, foi recompensado com chave de ouro: em 20 de maio de 1998, enfim, o Real Madrid voltara a ganhar uma Champions League, o que levou Sanchís às lágrimas. Duas temporadas depois, o Real Madrid estaria novamente de volta ao topo da Europa, após derrotar o Valencia em Paris. Em 2001, após a conquista da Liga Espanhola (sua oitava) resolveu aposentar as botas, sendo homenageado no Santiago Bernabéu e reconhecido como um dos grandes ídolos do Real Madrid, onde atuou por 592 vezes.

Manolo sempre se destacou por sua frieza e tranquilidade. Foi um excelente profissional tanto dentro, como fora de campo.

Manolo Sanchís
Nascimento: 23 de maio de 1985
Posição: zagueiro
Clube: Real Madrid
Títulos: 8 Ligas, 5 Supercopas, 2 Copa del Rey, 2 Champions League, 2 Copa da Uefa, 1Mundial de Clubes.

sábado, 4 de setembro de 2010

Jogadores Históricos: Emilio Butragueño

Butragueño foi, sem dúvidas, um dos maiores jogadores espanhóis de todos os tempos. Canterano do Real Madrid, fez sucesso no clube de Chamartín (madridcf.wordpress)

Emilio Butragueño nasceu e cresceu na capital espanhola, sendo um dos grandes símbolos do Real Madrid, que representou ao mais alto nível durante mais de uma década. Apelidado de "el buitre" e fazendo parte da famosa geração que dominou o futebol espanhol na década de 1980 e que ficou conhecida no clube como a "quinta del buitre", Butragueño ajudou o Real Madrid a conquistar a Liga espanhola em cinco anos consecutivos, entre 1986 e 1990, festejando a conquista do sexto título em 1995. Jogou sua vida quase inteira no Real Madrid, até que, em 1995, transferiu-se ao Atlético Celaya, do México, onde atuou até 1998. Atualmente é vice-presidente esportivo do Real Madrid e diretor geral de estudos universitarios do Real Madrid - Universidad Europea de Madrid.

Butragueño começou no time do Castilla, da segunda divisão espanhola, onde foi campeão pela temporada de 1983-1984. Transferiu-se para o Real Madrid, conquistando seis vezes o título de campeão da liga (1986-89 e 1995), duas vezes a Copa (1989 e 1993) e duas vezes a Copa da UEFA (1985 e 1986). Na seleção espanhola, fez 26 gols em 69 partidas, quebrando o recorde de Alfredo Di Stefano. Quinto maior artilheiro da Fúria, teve sua marca igualada por Fernando Torres, no último confronto da Espanha. Apareceu na lista "FIFA 100", elaborada em 2004 por Pelé com permissão da Fifa, como o melhor jogador espanhol de todos os tempos. Encerrou sua carreira no Atlético Celaya, como escrito no início do texto, e levou o clube mexicano à sua maior glória: jogando a final do Campeonato Mexicano contra o Club Necaxa.

Estreou no Real Madrid, até então treinado por Di Stéfano, em uma partida contra o Cádiz. Saiu do banco de reservas, substituindo Santillana, para decidir um jogo até então perdido por dois a zero pelos blancos: marcou dois gols e, nos acréscimos, deu uma assistência para Ángel marcar o gol da remontada. Em sua temporada de despedida no Real Madrid, foi homenageada pelo clube em uma partida contra a Roma. Em toda sua carreira no Real Madrid, Butragueño marcou 172 vezes em 310 partida, sendo 130 só na Liga Espanhola.

Na Copa do Mundo de 1986, Butragueño entrou para história ao marcar 4 gols na vitória por 5 a 1 contra a Dinamarca (apelidada de Dinamáquina, devido aos seus resultados), eliminando-a nas oitavas-de-final. Participou também da Copa do Mundo de 1990.

Estilo
Seu estilo de jogo refletia-se em seu movimento característico: o chamado "amago neutro". Perfeito na bola aérea e com a bola nos seus pés, ficou conhecido no México como o "cavaleiro da corte". Em toda sua carreira, jamais recebeu um cartão vermelho. Era correto e respeitado tanto dentro, como fora de campo.

Emilio Butragueño
Nome completo: Emilio Butragueño Santos
Data de nascimento: 22 de julho de 1963
Posição: Atacante
Clubes: Real Madrid Castilla, Real Madrid e Atlético Celaya
Títulos: 6 Liga Espanhola, 2 Copa do Rei, 4 Supercopa Espanhola, 2 Copa Uefa 1 Copa da Liga
Prêmios individuais: 2 Troféu Bravo, 2 Balão de Bronze, 1 Troféu Pichichi, Bola de Prata da Copa do Mundo de 1986